Exame Nacional Filosofia 2026 · 2.ª fase

Exame Nacional de Filosofia 2026, 2.ª fase: 16 exercícios com resolução. Temas: Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional. Grátis.

Temas do exame: Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional · Argumentos não dedutivos e falácias informais · Determinismo e livre-arbítrio · Ética de Kant e de Mill · Filosofia política: a justiça social (Rawls, Nozick, Sandel) · Conhecimento, ceticismo e racionalismo de Descartes · Empirismo de Hume: impressões, causalidade e indução · Filosofia da ciência: Popper e Kuhn · Estética: o problema da definição de arte · Filosofia da religião: Deus e o problema do mal

Exercício 1 · Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional

1. Um argumento dedutivamente inválido

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Exercício 2 · Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional

2. Considere as proposições seguintes.

P: Alan Turing criou o primeiro computador moderno.

Q: Alan Turing concebeu um teste para decidir se as máquinas podem pensar.

É falso que estas proposições sejam condição necessária e suficiente uma da outra.

A representação da afirmação anterior na linguagem da lógica proposicional seria

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Exercício 3 · Argumentos não dedutivos e falácias informais

3. No texto seguinte, é descrita uma falácia.

Uma vez que [essa falácia] envolve pressupor o que está em causa, trata-se de uma estratégia que não deveria convencer quem ainda não aceita o que está em disputa. Não é logicamente inválida, mas não é informativa.

N. Warburton, Pensar de A a Z, Lisboa, Bizâncio, 2012, p. 194. (Texto adaptado)

A falácia descrita no texto é a

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Exercício 4 · Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional

4. Considere as afirmações seguintes.

Se um governante é democrático e defende a liberdade de expressão, aceita que as suas decisões sejam criticadas. Além disso, se ele aceita que as suas decisões sejam criticadas, não manda prender quem o critica.

Das afirmações anteriores, infere-se, por silogismo hipotético, que

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Exercício 5 · Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional

5. A proposição contraditória de «Nenhuma ideia é inata» é

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Exercício 6 · Conhecimento, ceticismo e racionalismo de Descartes

6. O cético radical, ou pirrónico, argumenta a favor de que

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Exercício 7 · Conhecimento, ceticismo e racionalismo de Descartes

7. Considere o texto seguinte.

Quantas vezes me acontece que, durante o repouso noturno, me deixo persuadir de coisas tão habituais como que estou aqui, com o roupão vestido, sentado à lareira, quando todavia estou estendido na cama e despido! Mas agora observo este papel seguramente com os olhos abertos, esta cabeça que movo não está a dormir, voluntária e conscientemente estendo esta mão e sinto-a: o que acontece quando se dorme não parece tão distinto. Como se não me recordasse de já ter sido enganado em sonhos por pensamentos semelhantes! Por isso, se reflito mais atentamente, vejo com clareza que vigília e sonho nunca se podem distinguir por sinais seguros [...].

[Mas] a Aritmética, a Geometria e outras ciências desta natureza, que só tratam de coisas extremamente simples e gerais e não se preocupam em saber se elas existem ou não na natureza real, contêm algo de certo e indubitável. Porque, quer eu esteja acordado quer durma, [...] o quadrado nunca tem mais do que quatro lados.

R. Descartes, Meditações sobre a Filosofia Primeira, Lisboa, Edições 70, 2024, pp. 87-89. (Texto adaptado)

No texto, Descartes defende que

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Exercício 8 · Empirismo de Hume: impressões, causalidade e indução

8. De acordo com Hume, a ideia de haver uma relação causal entre pôr uma folha de papel numa fogueira e a folha arder baseia-se na experiência de estes dois factos estarem

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Exercício 9 · Empirismo de Hume: impressões, causalidade e indução

9. No final do século XVIII, Cavendish e Lavoisier descobriram a composição química da água. Assim, de acordo com a perspetiva de Hume, seria uma questão de facto que a composição química da água fosse H 2 O.

Porém, alguns filósofos afirmam que é uma verdade necessária que a água é H 2 O, pois não poderia ser água se a composição química fosse diferente.

O que estes filósofos afirmam

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Exercício 10 · Empirismo de Hume: impressões, causalidade e indução

10. Considere a afirmação seguinte.

Todas as leis da natureza e todas as operações dos corpos, sem exceção, conhecem-se apenas por experiência.

D. Hume, Investigação sobre o Entendimento Humano, Lisboa, Edições 70, 2020, p. 36. (Texto adaptado)

Da afirmação de Hume, segue-se que nenhum

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Exercício 11 · Determinismo e livre-arbítrio

11. De acordo com o determinismo, todos os acontecimentos, incluindo as ações, têm antecedentes causais remotos que, juntamente com as leis da natureza, os tornam inevitáveis.

Serão os agentes moralmente responsáveis pelas suas ações se o determinismo for verdadeiro?

Na sua resposta, deve:

– apresentar inequivocamente a sua posição;

– argumentar a favor da sua posição.

Exercício 12 · Ética de Kant e de Mill

12. Apresente o motivo que pode levar os seres humanos a realizarem ações que, segundo Kant, tenham valor moral.

Exercício 13 · Ética de Kant e de Mill

13. A violência doméstica pode ser rejeitada recorrendo quer à ética de Kant quer à ética de Mill.

Justifique esta afirmação.

Exercício 14 · Filosofia da ciência: Popper e Kuhn

14. Considere o texto seguinte de Popper.

Entendeu-se frequentemente que as refutações determinavam o fracasso do cientista ou, pelo menos, da sua teoria. Devemos salientar que este é um erro indutivista. Toda a refutação deve ser considerada um grande sucesso: não somente um sucesso do cientista que refutou a teoria, mas também do cientista que criou a teoria refutada e que foi, dessa forma, o primeiro a sugerir, ainda que indiretamente, o teste experimental refutador.

Mesmo que uma nova teoria tenha uma morte prematura [...], não deveria ser esquecida; pelo contrário, [...] a história deveria registar a nossa gratidão para com ela – por nos ter legado novos, e talvez ainda inexplicados, factos experimentais e, com eles, novos problemas.

K. Popper, Conjeturas e Refutações, Coimbra, Almedina, 2003, p. 329. (Texto adaptado)

Argumente a favor da perspetiva de Popper de que «toda a refutação deve ser considerada um grande sucesso».

Na sua argumentação, integre informação do texto.

Exercício 15 · Estética: o problema da definição de arte

15. De acordo com a teoria representacional, o que é preciso que uma obra tenha para ser arte?

Exercício 16 · Filosofia da religião: Deus e o problema do mal

16. Explicite a característica da Natureza que, segundo um defensor do argumento teleológico, ou do desígnio, é uma manifestação da inteligência divina.

Exercício 17 · Filosofia da religião: Deus e o problema do mal

17. Considere o texto seguinte.

Ninguém disputa que há muito sofrimento no mundo. Alguns tentaram explicar isto no caso dos seres humanos imaginando que serve para o seu aperfeiçoamento moral. Mas o número de seres humanos no mundo não é nada comparado com o de todos os outros seres capazes de sentir dor, e estes, muitas vezes, sofrem muito sem qualquer aperfeiçoamento moral. [...] A presença de muito sofrimento está de acordo com a ideia de que todos os seres vivos se desenvolveram através de variação e de seleção natural.

C. Darwin, Autobiografia, Lisboa, Relógio D'Água Editores, 2004, pp. 80-81. (Texto adaptado)

Será que as observações de Darwin são boas razões para se concluir que Deus, como concebido pelos teístas, não existe?

Na sua resposta, deve:

apresentar inequivocamente a sua posição;

argumentar a favor da sua posição.

Exercício 18 · Filosofia política: a justiça social (Rawls, Nozick, Sandel)

18. Considere o texto seguinte.

Alguns filósofos que tributariam os ricos para ajudar os pobres argumentam em nome da utilidade; tirar cem euros a uma pessoa rica e dá-los a uma pessoa pobre irá reduzir a felicidade da pessoa rica apenas de forma ligeira, especulam eles, mas irá aumentar grandemente a felicidade da pessoa pobre.

John Rawls defende igualmente a redistribuição, mas com base no consentimento hipotético. Afirma que, se imaginássemos um contrato social hipotético numa posição original de igualdade, todos concordariam com um princípio que apoiasse alguma forma de redistribuição.

[...] Uma terceira razão [...] para nos preocuparmos com a [...] desigualdade existente na sociedade [é que] um fosso demasiado grande entre os ricos e os pobres prejudica a solidariedade que uma cidadania democrática exige.

M. Sandel, Justiça – Fazemos o Que Devemos?, Lisboa, Editorial Presença, 2011, p. 276. (Texto adaptado)

O texto refere três razões para redistribuir a riqueza. Filósofos como Nozick não aceitariam nenhuma delas.

Na sua opinião, há uma boa razão para redistribuir a riqueza?

Na sua resposta, deve:

clarificar o problema filosófico subjacente ao texto;

apresentar inequivocamente a sua posição;

argumentar a favor da sua posição, considerando as perspetivas estudadas.

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