Exame Nacional Filosofia 2026 · Época especial

Exame Nacional de Filosofia 2026, Época especial: 16 exercícios com resolução. Temas: O que é a filosofia: problemas filosóficos. Com correção imediata.

Temas do exame: O que é a filosofia: problemas filosóficos · Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional · Determinismo e livre-arbítrio · Juízos morais: subjetivismo, relativismo e objetivismo · Ética de Kant e de Mill · Filosofia política: a justiça social (Rawls, Nozick, Sandel) · Conhecimento, ceticismo e racionalismo de Descartes · Filosofia da ciência: Popper e Kuhn · Estética: o problema da definição de arte · Filosofia da religião: Deus e o problema do mal

Exercício 1 · O que é a filosofia: problemas filosóficos

1. Leia o texto seguinte.

A filosofia, apesar de não poder dizer-nos com certeza qual é a resposta verdadeira às dúvidas que levanta, é capaz de sugerir muitas possibilidades que alargam os nossos pensamentos e os libertam da tirania do costume. Assim, apesar de diminuir a nossa sensação de certeza quanto ao que as coisas são, aumenta em muito o nosso conhecimento quanto ao que podem ser; [e] remove o dogmatismo algo arrogante de quem nunca viajou pela região da dúvida libertadora.

B. Russell, Os Problemas da Filosofia, Lisboa, Edições 70, 2008, p. 217. (Texto adaptado)

Selecione a opção que apresenta uma interpretação adequada do texto.

O autor do texto, além de descrever a filosofia como uma atividade crítica, considera que

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Exercício 2 · Juízos morais: subjetivismo, relativismo e objetivismo

2. Selecione a opção em que é apresentado um juízo moral.

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Exercício 3 · Juízos morais: subjetivismo, relativismo e objetivismo

3. Selecione a afirmação que qualquer objetivista moral aceitaria.

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Exercício 4 · Ética de Kant e de Mill

4. Suponha que a Rita ajudou o Pedro.

Identifique o caso em que, à luz da ética de Kant, a ajuda da Rita só pode ser contrária ao dever.

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Exercício 5 · Ética de Kant e de Mill

5. Atente nas afirmações seguintes e selecione a opção correta.

I – De acordo com Kant, a boa vontade é o bem supremo.

II – Segundo Mill, o motivo de uma ação nada diz sobre a correção da ação nem sobre o carácter de quem a pratica.

III – Tanto Kant como Mill reconhecem que não matar e não roubar são deveres morais absolutos.

Exercício 6 · Estética: o problema da definição de arte

6. De acordo com a teoria da representação, as obras de arte

Exercício 7 · Estética: o problema da definição de arte

7. Leia o texto seguinte.

Considere-se a mulher de um agricultor numa feira rural do Nebrasca, a fazer uma colagem com cascas de ovo no canto de uma mesa para as pessoas verem. Não será possível que tenha criado arte? Porém, ela e o mundo da arte existem em perfeita ignorância recíproca. Considere-se [igualmente] um índio solitário na margem do Amazonas, que se afasta da sua tribo [...] para dispor seixos coloridos numa clareira [...]. Não poderia também isto ser arte?

J. Levinson, Investigações Estéticas, Porto, Edições Afrontamento, 2020, p. 23. (Texto adaptado)

No texto, são sugeridos contraexemplos à definição

Exercício 8 · Filosofia da religião: Deus e o problema do mal

8. Uma das premissas do argumento ontológico de Anselmo é a de que

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Exercício 9 · Filosofia da religião: Deus e o problema do mal

9. De acordo com o fideísmo de Pascal,

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Exercício 10 · Filosofia da religião: Deus e o problema do mal

10. Leia o texto seguinte, em que Leibniz aborda o problema do mal.

Como há uma infinidade de mundos possíveis nas ideias de Deus, e como não pode existir senão um só [mundo], é preciso que haja uma razão suficiente da escolha de Deus, que o determine a preferir um mais do que outro.

E esta razão não se pode encontrar senão [...] nos graus de perfeição que estes mundos [possíveis] contêm [...].

E é esta a causa da Existência do Melhor [dos mundos possíveis]. [...]

Se pudéssemos entender suficientemente a ordem do universo, concluiríamos que ela ultrapassa todos os desejos dos mais sábios e que seria impossível tornar [o mundo] melhor do que ele é, não somente para o todo em geral, mas ainda para nós próprios em particular.

Leibniz, Princípios de Filosofia ou Monadologia, Lisboa, INCM, 1987, pp. 54, 62. (Texto adaptado)

O texto permite inferir que os males existentes no mundo não

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Exercício 11 · Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional

11. Na proposição expressa pela frase seguinte, ocorrem três conectivas.

Se a coruja é um dos símbolos da deusa grega Atena, então esta é a deusa da sabedoria e não é a deusa do amor.

Para cada uma das conectivas, transcreva a expressão que a representa, seguida do nome correspondente.

1.ª

2.ª

3.ª

Exercício 12 · Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional

12. Atente no argumento seguinte.

Se o João estiver na escola, então está a estudar ou está com os colegas.

Ora, o João não está com os colegas, mas está a estudar.

Portanto, o João está na escola.

Será este um argumento válido? Justifique a sua avaliação.

Exercício 13 · Filosofia política: a justiça social (Rawls, Nozick, Sandel)

13. Apresente o princípio de justiça que, segundo Rawls, tem prioridade sobre os outros.

Exercício 14 · Conhecimento, ceticismo e racionalismo de Descartes

14. Leia o texto seguinte.

Teeteto – Sócrates, fiquei agora a pensar numa coisa que tinha esquecido e que ouvi alguém dizer: que o conhecimento é crença verdadeira acompanhada de justificação, e que a crença sem justificação se encontra à margem do conhecimento. [...]

Sócrates – Ora bem, quando alguém chega à crença verdadeira sobre alguma coisa, sem justificação, pensa a verdade a seu respeito, mas não a conhece. Com efeito, aquele que não for capaz de dar e receber uma justificação sobre algo ignora-o. [...]

Teeteto – Assim mesmo, exatamente.

Platão, Teeteto, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2005, pp. 302-304. (Texto adaptado)

Explique, partindo do texto, que ter crenças verdadeiras não é suficiente para ter conhecimento.

Exercício 15 · Conhecimento, ceticismo e racionalismo de Descartes

15. Considere o texto seguinte, de Hume.

[Há tópicos] em que os céticos mais profundos e mais filosóficos [ou seja, os céticos radicais] sempre triunfam quando se esforçam por introduzir uma dúvida universal em todos os objetos de conhecimento e de investigação humanos. [...] [Contudo,] um pirrónico [ou seja, um cético radical] não pode esperar que a sua filosofia venha a ter qualquer influência constante no espírito humano; ou, se tiver, que essa influência seja benéfica para a sociedade.

D. Hume, Tratados Filosóficos I – Investigação sobre o Entendimento Humano, Lisboa, INCM, 2002, pp. 165, 171. (Texto adaptado)

Será que os céticos «triunfam quando se esforçam por introduzir uma dúvida universal»?

Na sua resposta, deve:

– apresentar inequivocamente a sua posição;

– argumentar a favor da sua posição.

Exercício 16 · Filosofia da ciência: Popper e Kuhn

16. Caracterize a noção de paradigma científico, tal como é usada por Kuhn.

Exercício 17 · Filosofia da ciência: Popper e Kuhn

17. Leia o texto seguinte.

Uma das razões por que a matemática goza de especial estima sobre todas as outras ciências é que as suas leis são absolutamente certas e incontestáveis, enquanto as de todas as outras ciências são até certo ponto questionáveis e estão em risco de serem deitadas por terra pela descoberta de novos factos.

A. Einstein, «Geometria e Experiência», in Citações de Einstein, A. Calaprice (sel. e ed.), Lisboa, Relógio D'Água, 2011, p. 290. (Texto adaptado)

Concorda com a ideia, expressa no texto, de que, diferentemente da matemática, «todas as outras ciências são até certo ponto questionáveis»?

Na sua resposta, deve:

– apresentar inequivocamente a sua posição;

– argumentar a favor da sua posição.

Exercício 18 · Determinismo e livre-arbítrio

18. Leia o texto seguinte.

Podes zangar-te muito com alguém que vai a uma festa a tua casa e rouba todos os teus discos do Glenn Gould, mas supõe que acreditavas que a sua ação estava determinada à partida pela sua natureza e pela situação. [...] Poderias ainda achar que era responsável por um comportamento tão baixo? Ou seria mais razoável encarar o sucedido como uma espécie de desastre natural [...]?

T. Nagel, Que Quer Dizer Tudo Isto? – Uma Iniciação à Filosofia, Lisboa, Gradiva, 1995, p. 51. (Texto adaptado)

Na sua opinião, caso admitamos que uma ação como a descrita no texto está «determinada à partida» pela natureza do agente e pela situação, será razoável responsabilizarmos moralmente o autor dessa ação?

Na sua resposta, deve:

clarificar o problema em causa;

apresentar inequivocamente a sua posição;

argumentar a favor da sua posição.

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