Exame Nacional Filosofia 2025 · 2.ª fase

Exame Nacional de Filosofia 2025, 2.ª fase: 16 exercícios com resolução. Temas: Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional. Grátis.

Temas do exame: Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional · Argumentos não dedutivos e falácias informais · Determinismo e livre-arbítrio · Juízos morais: subjetivismo, relativismo e objetivismo · Ética de Kant e de Mill · Filosofia política: a justiça social (Rawls, Nozick, Sandel) · Conhecimento, ceticismo e racionalismo de Descartes · Empirismo de Hume: impressões, causalidade e indução · Filosofia da ciência: Popper e Kuhn · Estética: o problema da definição de arte · Filosofia da religião: Deus e o problema do mal

Exercício 1 · Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional

1. Duas proposições que sejam a negação uma da outra

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Exercício 2 · Argumentos não dedutivos e falácias informais

2. Selecione a opção que apresenta uma falácia da falsa relação causal.

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Exercício 3 · Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional

3. Considere o diálogo seguinte.

Miguel – A minha filha está magoada comigo, porque eu, sem lhe dizer nada, fui ver as mensagens que tinha no telemóvel. Não tem motivo para estar magoada! Embora ela já não seja uma criança, é meu dever de pai saber o que se passa com ela.

Sara – Miguel, sou tua amiga há muitos anos, mas não posso ficar do teu lado neste assunto. Se respeitas a tua filha, que já não é uma criança, certamente reconheces o seu direito à privacidade. Isto parece-me óbvio! Ora, se reconheces tal direito, deves parar de ler as mensagens dela sem autorização. Por isso, se respeitas a tua filha, como eu sei que respeitas, deves deixar de ler as mensagens dela sem que ela to permita.

O argumento que a Sara apresenta para convencer o Miguel é

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Exercício 4 · Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional

4. Admita-se que o argumento seguinte é formado por proposições verdadeiras.

Mill defendeu o princípio da utilidade e foi deputado no parlamento inglês.

Uma distribuição do rendimento e da riqueza respeita o princípio da utilidade se for a que mais promove a felicidade geral.

Logo, Mill defendeu as classes trabalhadoras no parlamento inglês.

Este argumento

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Exercício 5 · Determinismo e livre-arbítrio

5. Tanto os deterministas moderados como os libertistas aceitam a tese de que

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Exercício 6 · Determinismo e livre-arbítrio

6. A Raquel foi ao hospital da sua região para dar sangue.

Alguém que, sem necessitar de mais informações, considerasse que a Raquel não agiu livremente subscreveria

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Exercício 7 · Filosofia da ciência: Popper e Kuhn

7.

Considere o texto seguinte, retirado de uma obra de Kuhn.

A história […] pode produzir uma transformação decisiva na imagem que hoje temos da ciência. […]

A diz respeito à investigação firmemente baseada numa ou mais realizações científicas passadas, realizações essas que reconhece, durante algum tempo, como base do trabalho que realiza.

T. Kuhn, A Estrutura das Revoluções Científicas, Lisboa, Guerra & Paz, 2009, pp. 19, 31. (Texto adaptado)

Selecione a opção em que se apresentam, por ordem, as expressões que permitem completar adequadamente os espaços deixados em branco no texto.

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Exercício 8 · Estética: o problema da definição de arte

8.

De acordo com a perspetiva formalista da arte, um objeto é arte se e só se tiver forma significante.

A forma de um objeto é significante quando ela é capaz de

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Exercício 9 · Estética: o problema da definição de arte

* 9.

De acordo com a definição histórica de arte, qualquer objeto pode ser arte na condição de

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Exercício 10 · Filosofia política: a justiça social (Rawls, Nozick, Sandel)

10. Considere o texto seguinte.

A pessoa que escolhe trabalhar mais tempo para ter um rendimento que vá além do suficiente para satisfazer as suas necessidades básicas prefere alguns bens ou serviços adicionais ao lazer e às atividades que poderia realizar durante as horas de descanso de que dispõe, ao passo que a pessoa que escolhe não ter horas de trabalho extraordinário prefere as atividades de lazer aos bens ou serviços adicionais que poderia adquirir se trabalhasse mais tempo. Deste modo, se seria ilegítimo que um sistema fiscal se apropriasse de uma parte do tempo de lazer de uma pessoa (trabalho forçado) com o objetivo de servir os necessitados, como pode ser legítimo que um sistema fiscal se aproprie de uma parte dos bens de uma pessoa com esse mesmo objetivo?

R. Nozick, Anarquia, Estado e Utopia, Lisboa, Edições 70, 2009, p. 214. (Texto adaptado)

No texto, Nozick argumenta

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Exercício 11 · Filosofia política: a justiça social (Rawls, Nozick, Sandel)

* 11. Qual é a função atribuída por Rawls ao véu de ignorância?

Exercício 12 · Empirismo de Hume: impressões, causalidade e indução

* 12. Segundo Hume, podemos dividir as perceções da mente em duas espécies, as impressões e as ideias.

Distinga, de acordo com Hume, impressões de ideias.

Exercício 13 · Empirismo de Hume: impressões, causalidade e indução

* 13. Pensava Hume que o nosso conhecimento da natureza é um conhecimento de verdades necessárias?

Justifique a sua resposta.

Na sua justificação, recorra a, pelo menos, um exemplo de conhecimento da natureza.

Exercício 14 · Conhecimento, ceticismo e racionalismo de Descartes

14. Será que a dúvida cartesiana é um método adequado para encontrar um fundamento do conhecimento?

Na sua resposta, deve:

apresentar inequivocamente a sua posição;

argumentar a favor da sua posição.

Exercício 15 · Filosofia da ciência: Popper e Kuhn

15. Muitas pessoas consideram que a objetividade é uma característica fundamental da ciência, mas também há quem entenda que a ciência nem sempre é objetiva.

Será a ciência objetiva?

Na sua resposta, deve:

apresentar inequivocamente a sua posição;

argumentar a favor da sua posição.

Exercício 16 · Filosofia da religião: Deus e o problema do mal

16. Considere o texto seguinte, no qual Leibniz procura responder ao problema do mal.

Deus criou as coisas com perfeição máxima, embora nós não o percebamos quando consideramos as partes do universo. Pode comparar-se ao que ocorre na música e na pintura, em que as sombras e as dissonâncias verdadeiramente enriquecem as outras partes, e o autor competente de tais obras obtém destas imperfeições particulares uma tão grande vantagem para a perfeição total da obra que, em vez de passar sem elas, prefere integrá-las na obra. [...] Deus não teria permitido o pecado, nem teria criado seres que sabe que irão pecar, se não pudesse obter das imperfeições um bem incomparavelmente maior do que o mal daí resultante.

G. W. Leibniz, Diálogo sobre a Liberdade Humana e a Origem do Mal, in Philosophical Essays, Indianapolis, Hackett, 1989, p. 115. (Texto traduzido)

Que argumento poderia ser apresentado contra a solução de Leibniz para o problema do mal?

Na sua resposta, deve:

formular o problema do mal;

clarificar a solução apresentada por Leibniz para esse problema;

propor um argumento contra a solução de Leibniz.

Exercício 17 · Ética de Kant e de Mill

17. A ética de Mill não promove o egoísmo.

Justifique a afirmação anterior.

Exercício 18 · Juízos morais: subjetivismo, relativismo e objetivismo

18. Considere o texto seguinte.

Um dos mais importantes argumentos contra o objetivismo em ética é que as pessoas discordam profundamente sobre o correto e o incorreto, e esta discordância abrange os filósofos […]. Se [até] grandes pensadores como Immanuel Kant ou Jeremy Bentham discordam quanto ao que devemos fazer, poderá mesmo haver alguma resposta objetivamente verdadeira a esta pergunta? […]

No entanto, diversos autores rejeitam esta linha de argumentação.

P. Singer, Ética no Mundo Real, Edições 70, Lisboa, 2024, p. 31. (Texto adaptado)

Na sua opinião, o argumento referido no texto justifica a rejeição do objetivismo em ética?

Na sua resposta, deve

clarificar o problema proposto;

apresentar inequivocamente a sua posição;

argumentar a favor da sua posição.

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