Exame Nacional Filosofia 2025 · Época especial
Exame Nacional de Filosofia 2025, Época especial: 16 exercícios com resolução. Temas: O que é a filosofia: problemas filosóficos. Com correção imediata.
Temas do exame: O que é a filosofia: problemas filosóficos · Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional · Argumentos não dedutivos e falácias informais · Determinismo e livre-arbítrio · Juízos morais: subjetivismo, relativismo e objetivismo · Ética de Kant e de Mill · Filosofia política: a justiça social (Rawls, Nozick, Sandel) · Conhecimento, ceticismo e racionalismo de Descartes · Empirismo de Hume: impressões, causalidade e indução · Filosofia da ciência: Popper e Kuhn · Estética: o problema da definição de arte · Filosofia da religião: Deus e o problema do mal
Exercício 1 · O que é a filosofia: problemas filosóficos
1. Considere o texto seguinte.
A discordância [...] dá a cada participante de um debate filosófico um incentivo para alargar e aprofundar o conhecimento ao procurar razões convincentes. Lidar com a discordância com base em razões é claramente um estímulo à investigação e evita que nos rendamos demasiado facilmente à nossa inclinação inicial para identificar as nossas opções com a verdade incontestável das coisas.
N. Rescher, Uma Viagem pela Filosofia em 101 Episódios, Lisboa, Gradiva, 2018, pp. 21-22. (Texto adaptado)
O que o autor afirma no texto permite caracterizar a filosofia como uma atividade
()
Exercício 2 · Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional
2. Considere a condicional seguinte.
Se Popper analisou ideias contrárias às sociedades abertas, então quis defender as democracias de ideias perigosas.
Selecione a proposição que se segue desta condicional por contraposição.
()
Exercício 3 · Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional
3. Quem afirma que a disjunção inclusiva «a Clara é agricultora ou cientista» é falsa considera que
()
Exercício 4 · Determinismo e livre-arbítrio
4. Considere o texto seguinte.
O livre-arbítrio é real, mas não é um aspeto preexistente à nossa existência, como a lei da gravidade. E também não é o que [uma certa] tradição declara que é: um poder [...] que dispensa a pessoa do tecido causal do mundo físico. Trata-se de uma criação da atividade e das crenças humanas, que evoluiu e é tão real quanto outras criações humanas, como a música ou o dinheiro.
D. Dennett, A Liberdade Evolui, Lisboa, Temas e Debates, 2005, p. 28. (Texto adaptado)
No texto, defende-se que há livre-arbítrio e que este
()
Exercício 5 · Determinismo e livre-arbítrio
5. De acordo com o determinismo radical,
()
Exercício 6 · Juízos morais: subjetivismo, relativismo e objetivismo
6. Os juízos de facto caracterizam-se por
()
Exercício 7 · Ética de Kant e de Mill
7. De acordo com Kant, a instrumentalização das outras pessoas é moralmente errada, porque
()
Exercício 8 · Ética de Kant e de Mill
8. Considere o texto seguinte.
O Princípio da Maior Felicidade [ou da utilidade] será um simples conjunto de palavras sem significado racional caso a felicidade de uma pessoa, sendo igual à de qualquer outra [...], não conte exatamente o mesmo que a desta. Reunidas estas condições, a expressão de Bentham «que todos contem como um e ninguém [conte] como mais do que um» pode ser apresentada como um comentário explicativo do princípio da utilidade.
J. S. Mill, Utilitarismo, Porto, Porto Editora, 2005, pp. 102-103. (Texto adaptado)
O texto explicita uma exigência contida no Princípio da Maior Felicidade. Trata-se da exigência de
()
Exercício 9 · Filosofia política: a justiça social (Rawls, Nozick, Sandel)
9. Segundo Rawls, a regra maximin
()
Exercício 10 · Filosofia política: a justiça social (Rawls, Nozick, Sandel)
10. Suponha que, numa determinada região, muitas pessoas não têm os recursos necessários para se alimentarem adequadamente, enquanto uma outra pessoa tem recursos suficientes para viver luxuosamente.
Nozick consideraria esta desigualdade injusta
()
Exercício 11 · Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional
11. Formalize a proposição expressa pela frase seguinte, apresentando o respetivo dicionário.
Se a teoria de Kant for verdadeira, então os deveres não admitem exceções e mentir é sempre errado.
P:
Q:
R:
Exercício 12 · Argumentos não dedutivos e falácias informais
Em certos países, devido aos tiroteios em escolas e em outros lugares, há quem queira mais restrições à posse e ao uso privado de armas de fogo; contudo, outras pessoas opõem-se a tais restrições.
O argumento seguinte contém uma analogia e tem sido usado por pessoas que se opõem às restrições à posse e ao uso privado de armas de fogo.
Quando um condutor alcoolizado atropela mortalmente uma criança, culpamos o condutor, mas não o veículo. Do mesmo modo, quando uma pessoa mata uma criança com uma arma de fogo, culpamos aquele que mata, mas não a arma. Faria algum sentido preocuparmo-nos com a arma que foi usada, e não com a pessoa que deliberadamente a usou?
Caso considerasse que este argumento por analogia é fraco, que crítica lhe faria?
Exercício 13 · Estética: o problema da definição de arte
Alguns críticos da definição institucional de arte afirmam que esta definição é circular.
Apresente essa crítica.
Exercício 14 · Estética: o problema da definição de arte
Considere o texto seguinte.
A teoria estética é uma tentativa […] vã de definir o que não pode ser definido, de indicar as propriedades necessárias e suficientes daquilo que não tem propriedades necessárias e suficientes, de supor que o conceito de arte é fechado, quando o seu uso real revela e exige a sua abertura.
M. Weitz, «O papel da teoria na Estética», in C. d’Orey (Org.), O Que é a Arte? – A perspetiva analítica, Lisboa, Dinalivro, 2007, p. 67.
Concorda com a tese, defendida no texto, de que não é possível definir arte?
Na sua resposta, deve:
clarificar o problema proposto;
apresentar inequivocamente a sua posição;
argumentar a favor da sua posição.
Exercício 15 · Filosofia da religião: Deus e o problema do mal
15. No texto seguinte, é criticado um dos argumentos a favor da existência de Deus.
Desde o tempo de Darwin que entendemos muito melhor por que é que os seres vivos estão adaptados ao seu ambiente. Não se trata de o ambiente ter sido feito para se ajustar aos seres vivos, mas de estes evoluírem para se ajustarem ao seu ambiente, e esta é a base da adaptação.
B. Russell, Porque não Sou Cristão, Lisboa, Edições 70, 2020, p. 26.
Explique a crítica presente no texto.
Na sua resposta, comece por identificar o argumento a favor da existência de Deus que é vulnerável a esta crítica.
Exercício 16 · Conhecimento, ceticismo e racionalismo de Descartes
16. Descartes e outros filósofos procuraram responder ao desafio cético.
O que é o desafio cético?
Exercício 17 · Empirismo de Hume: impressões, causalidade e indução
17. Considere o texto seguinte.
Quando analisamos os nossos pensamentos ou ideias, por mais complexos ou sublimes que sejam, sempre constatamos que eles se decompõem em ideias simples copiadas de alguma sensação ou sentimento precedente. […] A ideia de Deus, no sentido de um Ser infinitamente inteligente, sábio e bondoso, deriva da reflexão sobre as operações da nossa própria mente e da ampliação sem limites daquelas qualidades de bondade e sabedoria.
D. Hume, Investigação Sobre o Entendimento Humano, Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2002, p. 35.
Concorda com a explicação de Hume para a origem da ideia de Deus?
Na sua resposta, deve:
– apresentar a explicação de Hume;
– apresentar inequivocamente a sua posição;
– argumentar a favor da sua posição.
Exercício 18 · Filosofia da ciência: Popper e Kuhn
18. Considere o texto seguinte.
Estamos profundamente habituados a encarar a ciência como a única atividade que se aproxima constantemente de uma meta antecipadamente estabelecida na natureza.
Mas será que tal meta tem de existir? Não poderemos explicar [...] o sucesso da ciência em termos de evolução a partir do estado de conhecimento da comunidade [científica] num dado momento? Haverá alguma vantagem em imaginar que existe uma explicação completa, objetiva e verdadeira da natureza e que a medida adequada do sucesso científico é o grau em que nos aproxima dessa meta final?
T. Kuhn, A Estrutura das Revoluções Científicas, Lisboa, Guerra e Paz, 2009, pp. 230-231. (Texto adaptado)
Kuhn sugere que deveríamos abandonar o modo de entender o progresso da ciência a que «estamos profundamente habituados».
Concorda com a sugestão de Kuhn?
Na sua resposta, deve:
clarificar o problema apresentado no texto;
apresentar inequivocamente a sua posição;
argumentar a favor da sua posição.
Também podes estudar por temas
Pratica um tema com exercícios dos exames de todos os anos, misturados.
- Lógica formal: validade, solidez e lógica proposicional · 52 exercícios · 95 % de probabilidade de sair
- Estética: o problema da definição de arte · 27 exercícios · 95 % de probabilidade de sair
- Filosofia política: a justiça social (Rawls, Nozick, Sandel) · 26 exercícios · 95 % de probabilidade de sair
- Filosofia da ciência: Popper e Kuhn · 26 exercícios · 95 % de probabilidade de sair
- Determinismo e livre-arbítrio · 25 exercícios · 95 % de probabilidade de sair
- Filosofia da religião: Deus e o problema do mal · 21 exercícios · 95 % de probabilidade de sair