Exame Nacional História A 2026 · 2.ª fase

Exame Nacional de História A 2026, 2.ª fase: 11 exercícios com resolução. Com correção imediata.

Temas do exame: Expansão, Renascimento e Reforma: a abertura europeia ao mundo (séculos XV-XVI) · As revoluções liberais e a implantação do liberalismo em Portugal · Revolução Russa, crise de 1929 e regimes totalitários na Europa entre as guerras · Portugal da Primeira República ao Estado Novo (1910-1945) · Portugal do segundo pós-guerra à democracia: Estado Novo, guerra colonial e 25 de Abril

Grupo I - 1 · Expansão, Renascimento e Reforma: a abertura europeia ao mundo (séculos XV-XVI)

GRUPO I

RENOVAÇÃO ESPIRITUAL E RELIGIOSA

NO CONTEXTO DA CONTRARREFORMA E DA REFORMA CATÓLICA

1. A pintura evidencia um dos objetivos da criação, no contexto da Reforma Católica, da Companhia de Jesus, nomeadamente

Grupo I - 2 · Expansão, Renascimento e Reforma: a abertura europeia ao mundo (séculos XV-XVI)

GRUPO I

RENOVAÇÃO ESPIRITUAL E RELIGIOSA

NO CONTEXTO DA CONTRARREFORMA E DA REFORMA CATÓLICA

2. A pintura constitui um testemunho da devoção religiosa católica, tal como foi reafirmada no Concílio de Trento, ao salientar

Grupo II · As revoluções liberais e a implantação do liberalismo em Portugal

GRUPO II

A IMPLANTAÇÃO DO LIBERALISMO EM PORTUGAL

Documento 1

A restauração da Carta Constitucional de 1826, segundo um autor anónimo adepto do cabralismo (1845)

Viram 1 que uma força bruta cometera [...] o atentado social de derrubar uma constituição

que, além de conter [...] todas as garantias reclamadas pelas necessidades e ideias do

século, e de ter constante apoio [...] [nas] constituições por que gloriosamente se regiam

grandes nações coevas 2, assentava nos três mais poderosos fundamentos que nos tempos

5 modernos se conhecem: livre doação régia; aceitação entusiástica da nação; restauração

alcançada [...] por sanguinolentas batalhas e pela extinção do partido que a havia traiçoeiramente

aniquilado 3.

Viram que à Carta Constitucional se substituiu outra Constituição 4, feita com ruinoso

dispêndio de tempo e de fazenda, que [...] se diferenciava da Carta por algumas fórmulas [...]

10 [que] apresentavam desarmonia com o direito público adotado pelas nações preponderantes

no sistema representativo, e com as opiniões das mais poderosas partes da população

portuguesa [...]. [...]

Conceberam, empreenderam e ultimaram [...] a restauração da Carta Constitucional, e

restituíram assim à nação a sua paz interna, a sua consideração externa, [...] a sua prosperidade,

15 e [...] ao Trono o seu natural e devido esplendor.

Duas palavras sobre os serviços e o mérito do ill. mo e ex. mo sr. José Bernardo da Silva Cabral, Lisboa, Imprensa Nacional, 1845, pp. 3-4. (Texto adaptado)

1 referência a Costa Cabral e ao duque da Terceira, líderes de um golpe militar bem-sucedido para restaurar a Carta Constitucional, suspensa em 1836.

2 contemporâneas.

3 alusão à guerra civil e aos absolutistas.

4 alusão à Constituição setembrista, de 1838.

Documento 2

O processo revolucionário português e a Carta Constitucional, segundo José Liberato Freire de Carvalho 1 (1848)

Em consequência [da revolução de 1820], convocou-se uma assembleia nacional, que [...]

formou uma Constituição [...]. [...] Parte da alta nobreza achou [...] motivos de desgosto por

nela não figurar como corpo distinto, pois que admitia uma só câmara legislativa [...] composta

de todas as classes do Estado. Esse desgosto foi animado por seduções e promessas tanto

5 externas como internas [...]. [...] Em consequência destas intrigas políticas, [...] houve a

contrarrevolução militar [...]. [...]

Enfim, morreu el-rei [D. João VI] [...]. Seu direto sucessor era o imperador do Brasil, e

julgou-se prudente esperar pela sua decisão [...]. [...] A Carta Constitucional foi recebida [...]

com geral entusiasmo, tão fácil é o povo de contentar! Sim, o povo [...] esqueceu-se da violência

10 com que se lhe tinha roubado a sua querida Constituição, e só olhou para a mão benéfica que

o acabava de livrar [do] absolutismo [...]. [...]

Mas a intriga [...] não cessou de conspirar, e [...] as paixões tanto de D. Miguel como da

mãe, [...] todos cegos pelo génio da vingança e do absolutismo, fizeram a sua desgraça e a

de Portugal pela guerra civil [...]. [...] Assim aconteceu: apenas D. Miguel se viu declarado

15 rei, [...] começaram as prisões, os processos e uma geral perseguição [...]. [...] A Carta [...]

começou cada vez mais a ser a bandeira dos perseguidos, [...] e como a tirania [...] e as vítimas

cresciam, também o amor à Carta ia crescendo na mesma proporção. [...]

Durante a regência do duque de Bragança, [...] a Carta apenas foi um símbolo do governo

constitucional. Neste período, contudo, [...] algumas coisas se fizeram no sentido do sistema

20 liberal [...]. Extinguiram-se as ordens religiosas, aboliram-se os dízimos [...]. [...]

A justificação que o povo português [...] pode fazer de ter aderido à revolução de Setembro

está no [...] estado financeiro e político em que então se achava o país. [...] Chegou, enfim,

o [...] dia 27 de janeiro de 1842, e nele [...] se proclamou de novo a Carta, calcou-se aos pés

a Constituição de 38 [...]. [...] Foi, enfim, pela segunda vez que, sem se atender à vontade

25 nacional, se destruiu a obra do povo [...]. [...] Como se queria reassumir aquele absolutismo

disfarçado debaixo da bandeira da Carta, e que a revolução de Setembro havia reprimido,

passou-se logo a trabalhar [...] para concentrar todo o poder no ministério e na corte. [...]

A Carta não nos tem dado até aqui nem prosperidade, nem segurança, nem paz [...]. [...]

Da Carta tem vindo o mal, porque nela se acham disposições incompatíveis com as ideias

30 do século [...]. [...] Finalmente concluo que, não tendo a Carta servido até hoje senão para à

sombra dela se cometerem abusos e desperdícios, [...] é de justiça [...] que, reformando-se por

meio de uma representação nacional, eleita por uma eleição direta e livre, exprima por uma

vez as vontades da nação.

José Liberato Freire de Carvalho, A Carta e os seus vinte e dois annos de idade, Lisboa, Typografia da Revolução de Septembro, 1848, pp. 2-41. (Texto adaptado)

1 jornalista e político.

1.

Explicite dois fatores que dificultaram a implantação do liberalismo em Portugal, entre 1820 e 1834.

Fundamente a sua resposta, articulando-a com excertos relevantes do documento 2.

2.

Compare as duas perspetivas sobre a Carta Constitucional de 1826, no contexto do liberalismo da primeira metade do século XIX, expressas nos documentos 1 e 2, quanto a dois aspetos em que se opõem.

Fundamente a sua resposta, articulando-a com excertos relevantes dos dois documentos.

Grupo II - 3 · As revoluções liberais e a implantação do liberalismo em Portugal

GRUPO II

A IMPLANTAÇÃO DO LIBERALISMO EM PORTUGAL

Documento 1

A restauração da Carta Constitucional de 1826, segundo um autor anónimo adepto do cabralismo (1845)

Viram 1 que uma força bruta cometera [...] o atentado social de derrubar uma constituição

que, além de conter [...] todas as garantias reclamadas pelas necessidades e ideias do

século, e de ter constante apoio [...] [nas] constituições por que gloriosamente se regiam

grandes nações coevas 2, assentava nos três mais poderosos fundamentos que nos tempos

5 modernos se conhecem: livre doação régia; aceitação entusiástica da nação; restauração

alcançada [...] por sanguinolentas batalhas e pela extinção do partido que a havia traiçoeiramente

aniquilado 3.

Viram que à Carta Constitucional se substituiu outra Constituição 4, feita com ruinoso

dispêndio de tempo e de fazenda, que [...] se diferenciava da Carta por algumas fórmulas [...]

10 [que] apresentavam desarmonia com o direito público adotado pelas nações preponderantes

no sistema representativo, e com as opiniões das mais poderosas partes da população

portuguesa [...]. [...]

Conceberam, empreenderam e ultimaram [...] a restauração da Carta Constitucional, e

restituíram assim à nação a sua paz interna, a sua consideração externa, [...] a sua prosperidade,

15 e [...] ao Trono o seu natural e devido esplendor.

Duas palavras sobre os serviços e o mérito do ill. mo e ex. mo sr. José Bernardo da Silva Cabral, Lisboa, Imprensa Nacional, 1845, pp. 3-4. (Texto adaptado)

1 referência a Costa Cabral e ao duque da Terceira, líderes de um golpe militar bem-sucedido para restaurar a Carta Constitucional, suspensa em 1836.

2 contemporâneas.

3 alusão à guerra civil e aos absolutistas.

4 alusão à Constituição setembrista, de 1838.

Documento 2

O processo revolucionário português e a Carta Constitucional, segundo José Liberato Freire de Carvalho 1 (1848)

Em consequência [da revolução de 1820], convocou-se uma assembleia nacional, que [...]

formou uma Constituição [...]. [...] Parte da alta nobreza achou [...] motivos de desgosto por

nela não figurar como corpo distinto, pois que admitia uma só câmara legislativa [...] composta

de todas as classes do Estado. Esse desgosto foi animado por seduções e promessas tanto

5 externas como internas [...]. [...] Em consequência destas intrigas políticas, [...] houve a

contrarrevolução militar [...]. [...]

Enfim, morreu el-rei [D. João VI] [...]. Seu direto sucessor era o imperador do Brasil, e

julgou-se prudente esperar pela sua decisão [...]. [...] A Carta Constitucional foi recebida [...]

com geral entusiasmo, tão fácil é o povo de contentar! Sim, o povo [...] esqueceu-se da violência

10 com que se lhe tinha roubado a sua querida Constituição, e só olhou para a mão benéfica que

o acabava de livrar [do] absolutismo [...]. [...]

Mas a intriga [...] não cessou de conspirar, e [...] as paixões tanto de D. Miguel como da

mãe, [...] todos cegos pelo génio da vingança e do absolutismo, fizeram a sua desgraça e a

de Portugal pela guerra civil [...]. [...] Assim aconteceu: apenas D. Miguel se viu declarado

15 rei, [...] começaram as prisões, os processos e uma geral perseguição [...]. [...] A Carta [...]

começou cada vez mais a ser a bandeira dos perseguidos, [...] e como a tirania [...] e as vítimas

cresciam, também o amor à Carta ia crescendo na mesma proporção. [...]

Durante a regência do duque de Bragança, [...] a Carta apenas foi um símbolo do governo

constitucional. Neste período, contudo, [...] algumas coisas se fizeram no sentido do sistema

20 liberal [...]. Extinguiram-se as ordens religiosas, aboliram-se os dízimos [...]. [...]

A justificação que o povo português [...] pode fazer de ter aderido à revolução de Setembro

está no [...] estado financeiro e político em que então se achava o país. [...] Chegou, enfim,

o [...] dia 27 de janeiro de 1842, e nele [...] se proclamou de novo a Carta, calcou-se aos pés

a Constituição de 38 [...]. [...] Foi, enfim, pela segunda vez que, sem se atender à vontade

25 nacional, se destruiu a obra do povo [...]. [...] Como se queria reassumir aquele absolutismo

disfarçado debaixo da bandeira da Carta, e que a revolução de Setembro havia reprimido,

passou-se logo a trabalhar [...] para concentrar todo o poder no ministério e na corte. [...]

A Carta não nos tem dado até aqui nem prosperidade, nem segurança, nem paz [...]. [...]

Da Carta tem vindo o mal, porque nela se acham disposições incompatíveis com as ideias

30 do século [...]. [...] Finalmente concluo que, não tendo a Carta servido até hoje senão para à

sombra dela se cometerem abusos e desperdícios, [...] é de justiça [...] que, reformando-se por

meio de uma representação nacional, eleita por uma eleição direta e livre, exprima por uma

vez as vontades da nação.

José Liberato Freire de Carvalho, A Carta e os seus vinte e dois annos de idade, Lisboa, Typografia da Revolução de Septembro, 1848, pp. 2-41. (Texto adaptado)

1 jornalista e político.

3. As reformas para instaurar em Portugal a ordem liberal, mencionadas no documento 2 (linha 20), refletem um dos princípios do liberalismo oitocentista,

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Grupo III - 1 · Revolução Russa, crise de 1929 e regimes totalitários na Europa entre as guerras

GRUPO III

TENDÊNCIAS ECONÓMICAS E AFRONTAMENTOS IDEOLÓGICOS NO PERÍODO ENTRE GUERRAS

Documento 1 (conjunto documental)

Documento 2

A Europa ocidental e setentrional na década de 30 do século XX

https://archive.org/details/peter-snow-richard-overy-world-war-ii-map-by-map-uk-2019 (consultado em setembro de 2025). (Adaptado)

Documento 3

Discurso de Geórgi Dimitrov no VII Congresso da Internacional Comunista, 2 de agosto de 1935

Com a [...] crise geral do capitalismo a acentuar-se violentamente e as massas operárias a revoltarem-se, o fascismo iniciou uma ampla ofensiva. A burguesia dominante procura cada vez mais a salvação no fascismo, [e] em vários países [...] [instaurou-se] uma ditadura fascista. [...] O verdadeiro carácter do fascismo tem de ser especialmente enfatizado, porque [...] conseguiu a adesão da massa da pequena burguesia, desorientada pela crise, e mesmo [...] das camadas mais retrógradas do proletariado. [...]

O fascismo também triunfou porque logrou penetrar nas fileiras da juventude [...]. A nova geração de jovens [...] não sofreu os horrores da guerra. Os mais novos sentem sobre os ombros o peso da crise económica, do desemprego e da derrocada da democracia burguesa. Mas, não vendo perspetivas de futuro, vastas camadas da juventude mostraram-se particularmente recetivas à demagogia fascista, que lhes apresentava um futuro sedutor caso o fascismo triunfasse. [...]

A vitória do fascismo na Alemanha provocou, como se sabe, uma nova vaga da ofensiva fascista [...]. Na França, a vitória de Hitler deu também um impulso decisivo à formação de uma frente unida da classe operária contra o fascismo. [...] O poderoso anseio por uma frente unida em todos os países capitalistas mostra que [...] a classe operária começa a atuar de um modo novo.

A iniciativa dos partidos comunistas na organização de uma frente unida e a entrega [...] dos operários revolucionários à luta contra o fascismo conduziram ao aumento sem precedentes do prestígio da Internacional Comunista. [...] Devemos esforçar-nos por estabelecer uma ampla frente unida através da ação conjunta das organizações operárias de diferentes tendências, para defender os interesses vitais das massas trabalhadoras. Isto significa: [...] uma luta comum contra todas as formas da ofensiva fascista, em defesa das conquistas e dos direitos dos trabalhadores, contra a abolição das liberdades democráticas.

Geórgi Dimitrov, «The fascist offensive and the tasks of the Communist International in the struggle of the working class against fascism», in Selected works, Sófia, Sofia Press, 1972, vol. 2, pp. 7-33. (Texto traduzido e adaptado)

1. Ordene cronologicamente as imagens A, B, C e D (documento 1), relativas a fenómenos históricos relevantes ocorridos no período entre as duas guerras mundiais.

Assinale, na folha de respostas, a sequência correta das letras.

Grupo III - 2 · Revolução Russa, crise de 1929 e regimes totalitários na Europa entre as guerras

GRUPO III

TENDÊNCIAS ECONÓMICAS E AFRONTAMENTOS IDEOLÓGICOS NO PERÍODO ENTRE GUERRAS

Documento 1 (conjunto documental)

Documento 2

A Europa ocidental e setentrional na década de 30 do século XX

https://archive.org/details/peter-snow-richard-overy-world-war-ii-map-by-map-uk-2019 (consultado em setembro de 2025). (Adaptado)

Documento 3

Discurso de Geórgi Dimitrov no VII Congresso da Internacional Comunista, 2 de agosto de 1935

Com a [...] crise geral do capitalismo a acentuar-se violentamente e as massas operárias a revoltarem-se, o fascismo iniciou uma ampla ofensiva. A burguesia dominante procura cada vez mais a salvação no fascismo, [e] em vários países [...] [instaurou-se] uma ditadura fascista. [...] O verdadeiro carácter do fascismo tem de ser especialmente enfatizado, porque [...] conseguiu a adesão da massa da pequena burguesia, desorientada pela crise, e mesmo [...] das camadas mais retrógradas do proletariado. [...]

O fascismo também triunfou porque logrou penetrar nas fileiras da juventude [...]. A nova geração de jovens [...] não sofreu os horrores da guerra. Os mais novos sentem sobre os ombros o peso da crise económica, do desemprego e da derrocada da democracia burguesa. Mas, não vendo perspetivas de futuro, vastas camadas da juventude mostraram-se particularmente recetivas à demagogia fascista, que lhes apresentava um futuro sedutor caso o fascismo triunfasse. [...]

A vitória do fascismo na Alemanha provocou, como se sabe, uma nova vaga da ofensiva fascista [...]. Na França, a vitória de Hitler deu também um impulso decisivo à formação de uma frente unida da classe operária contra o fascismo. [...] O poderoso anseio por uma frente unida em todos os países capitalistas mostra que [...] a classe operária começa a atuar de um modo novo.

A iniciativa dos partidos comunistas na organização de uma frente unida e a entrega [...] dos operários revolucionários à luta contra o fascismo conduziram ao aumento sem precedentes do prestígio da Internacional Comunista. [...] Devemos esforçar-nos por estabelecer uma ampla frente unida através da ação conjunta das organizações operárias de diferentes tendências, para defender os interesses vitais das massas trabalhadoras. Isto significa: [...] uma luta comum contra todas as formas da ofensiva fascista, em defesa das conquistas e dos direitos dos trabalhadores, contra a abolição das liberdades democráticas.

Geórgi Dimitrov, «The fascist offensive and the tasks of the Communist International in the struggle of the working class against fascism», in Selected works, Sófia, Sofia Press, 1972, vol. 2, pp. 7-33. (Texto traduzido e adaptado)

2. As afirmações seguintes, sobre a economia norte-americana no período anterior à Grande Depressão, são todas verdadeiras.

I. A expansão significativa do mercado nacional suscitou o crescimento dos diferentes sectores produtivos.

II. O fordismo permitiu o fabrico em massa de automóveis, aumentando o bem-estar da população.

III. O mercado bolsista atraía milhões de pequenos investidores, que aplicavam as suas poupanças em ações.

IV. O consumo interno foi fortemente estimulado através do desenvolvimento das técnicas publicitárias.

V. O crédito bancário fácil e abundante proporcionou à classe operária o acesso a bens duradouros.

Identifique as duas afirmações que podem ser comprovadas através da análise da imagem B do documento 1.

Assinale, na folha de respostas, as opções selecionadas.

Grupo III - 3 · Revolução Russa, crise de 1929 e regimes totalitários na Europa entre as guerras

GRUPO III

TENDÊNCIAS ECONÓMICAS E AFRONTAMENTOS IDEOLÓGICOS NO PERÍODO ENTRE GUERRAS

Documento 1 (conjunto documental)

Documento 2

A Europa ocidental e setentrional na década de 30 do século XX

https://archive.org/details/peter-snow-richard-overy-world-war-ii-map-by-map-uk-2019 (consultado em setembro de 2025). (Adaptado)

Documento 3

Discurso de Geórgi Dimitrov no VII Congresso da Internacional Comunista, 2 de agosto de 1935

Com a [...] crise geral do capitalismo a acentuar-se violentamente e as massas operárias a revoltarem-se, o fascismo iniciou uma ampla ofensiva. A burguesia dominante procura cada vez mais a salvação no fascismo, [e] em vários países [...] [instaurou-se] uma ditadura fascista. [...] O verdadeiro carácter do fascismo tem de ser especialmente enfatizado, porque [...] conseguiu a adesão da massa da pequena burguesia, desorientada pela crise, e mesmo [...] das camadas mais retrógradas do proletariado. [...]

O fascismo também triunfou porque logrou penetrar nas fileiras da juventude [...]. A nova geração de jovens [...] não sofreu os horrores da guerra. Os mais novos sentem sobre os ombros o peso da crise económica, do desemprego e da derrocada da democracia burguesa. Mas, não vendo perspetivas de futuro, vastas camadas da juventude mostraram-se particularmente recetivas à demagogia fascista, que lhes apresentava um futuro sedutor caso o fascismo triunfasse. [...]

A vitória do fascismo na Alemanha provocou, como se sabe, uma nova vaga da ofensiva fascista [...]. Na França, a vitória de Hitler deu também um impulso decisivo à formação de uma frente unida da classe operária contra o fascismo. [...] O poderoso anseio por uma frente unida em todos os países capitalistas mostra que [...] a classe operária começa a atuar de um modo novo.

A iniciativa dos partidos comunistas na organização de uma frente unida e a entrega [...] dos operários revolucionários à luta contra o fascismo conduziram ao aumento sem precedentes do prestígio da Internacional Comunista. [...] Devemos esforçar-nos por estabelecer uma ampla frente unida através da ação conjunta das organizações operárias de diferentes tendências, para defender os interesses vitais das massas trabalhadoras. Isto significa: [...] uma luta comum contra todas as formas da ofensiva fascista, em defesa das conquistas e dos direitos dos trabalhadores, contra a abolição das liberdades democráticas.

Geórgi Dimitrov, «The fascist offensive and the tasks of the Communist International in the struggle of the working class against fascism», in Selected works, Sófia, Sofia Press, 1972, vol. 2, pp. 7-33. (Texto traduzido e adaptado)

3. Desenvolva o tema A formação de Frentes Populares na Europa no quadro económico e político dos anos 30, articulando os tópicos de orientação seguintes:

impacto da crise de 1929 no continente europeu e tensões sociopolíticas;

formação e propostas socioeconómicas dos movimentos de Frente Popular.

Na sua resposta,

explicite três elementos para cada tópico de orientação, utilizando a terminologia específica;

estabeleça relações entre os elementos dos dois tópicos;

integre, pelo menos, uma informação relevante de cada um dos documentos seguintes: imagem C do documento 1 e documentos 2 e 3.

Grupo III - 4 · Revolução Russa, crise de 1929 e regimes totalitários na Europa entre as guerras

4. Considere as afirmações seguintes sobre o ambiente sociocultural na Europa autoritária dos anos 30, tendo por termo de comparação os «loucos anos 20».

I.

Uma rígida vigilância moral e política imperava sobre os comportamentos e as formas de sociabilidade.

II.

A produção cultural e artística estava subordinada ao ideário e à propaganda dos regimes políticos.

III.

Os meios de comunicação e de cultura de massas alcançavam transversalmente todas as classes sociais.

Selecione a opção que avalia corretamente as afirmações, considerando as ruturas e as continuidades entre os dois períodos.

Grupo III - 5 · Revolução Russa, crise de 1929 e regimes totalitários na Europa entre as guerras

GRUPO III

TENDÊNCIAS ECONÓMICAS E AFRONTAMENTOS IDEOLÓGICOS NO PERÍODO ENTRE GUERRAS

Documento 1 (conjunto documental)

Documento 2

A Europa ocidental e setentrional na década de 30 do século XX

https://archive.org/details/peter-snow-richard-overy-world-war-ii-map-by-map-uk-2019 (consultado em setembro de 2025). (Adaptado)

Documento 3

Discurso de Geórgi Dimitrov no VII Congresso da Internacional Comunista, 2 de agosto de 1935

Com a [...] crise geral do capitalismo a acentuar-se violentamente e as massas operárias a revoltarem-se, o fascismo iniciou uma ampla ofensiva. A burguesia dominante procura cada vez mais a salvação no fascismo, [e] em vários países [...] [instaurou-se] uma ditadura fascista. [...] O verdadeiro carácter do fascismo tem de ser especialmente enfatizado, porque [...] conseguiu a adesão da massa da pequena burguesia, desorientada pela crise, e mesmo [...] das camadas mais retrógradas do proletariado. [...]

O fascismo também triunfou porque logrou penetrar nas fileiras da juventude [...]. A nova geração de jovens [...] não sofreu os horrores da guerra. Os mais novos sentem sobre os ombros o peso da crise económica, do desemprego e da derrocada da democracia burguesa. Mas, não vendo perspetivas de futuro, vastas camadas da juventude mostraram-se particularmente recetivas à demagogia fascista, que lhes apresentava um futuro sedutor caso o fascismo triunfasse. [...]

A vitória do fascismo na Alemanha provocou, como se sabe, uma nova vaga da ofensiva fascista [...]. Na França, a vitória de Hitler deu também um impulso decisivo à formação de uma frente unida da classe operária contra o fascismo. [...] O poderoso anseio por uma frente unida em todos os países capitalistas mostra que [...] a classe operária começa a atuar de um modo novo.

A iniciativa dos partidos comunistas na organização de uma frente unida e a entrega [...] dos operários revolucionários à luta contra o fascismo conduziram ao aumento sem precedentes do prestígio da Internacional Comunista. [...] Devemos esforçar-nos por estabelecer uma ampla frente unida através da ação conjunta das organizações operárias de diferentes tendências, para defender os interesses vitais das massas trabalhadoras. Isto significa: [...] uma luta comum contra todas as formas da ofensiva fascista, em defesa das conquistas e dos direitos dos trabalhadores, contra a abolição das liberdades democráticas.

Geórgi Dimitrov, «The fascist offensive and the tasks of the Communist International in the struggle of the working class against fascism», in Selected works, Sófia, Sofia Press, 1972, vol. 2, pp. 7-33. (Texto traduzido e adaptado)

5. Uma das características da economia soviética no período estalinista, evidenciada na imagem A do documento 1, consiste

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Grupo IV - 1 · Portugal da Primeira República ao Estado Novo (1910-1945)

GRUPO IV

PORTUGAL DA REVOLUÇÃO DE ABRIL À ENTRADA NA EUROPA COMUNITÁRIA

Entrevista de Francisco Sá Carneiro 1 ao jornal O Comércio do Porto,

28 e 29 de setembro de 1975

As divisões dentro das Forças Armadas não só se manifestaram no 11 de Março, como depois em toda a evolução da crise do MFA [...]. De resto, ainda hoje subsistem, como é manifesto. [...] O general Spínola manifestou [...] os perigos que o país corria, derivados especialmente da ação de certos movimentos e agrupamentos políticos [...]. Traçou [...] um 5 panorama, que foi apelidado de catastrófico, da situação do país. Procurou [...] obstar a essa situação. E perante a inutilidade dos seus esforços, renunciou. [...]

Em 25 de Abril, não havia anticomunismo em Portugal. Pelo contrário, o Partido Comunista era considerado pela sua atuação na luta que desenvolveu contra o regime vindo de 1926. Hoje há, creio, um sentimento anticomunista, além das atitudes [...] antitotalitárias. [...] 10 O poder popular, o facto consumado da ocupação violenta, [...] tem servido para camuflar a atuação, quer do Partido Comunista, quer de certos movimentos à esquerda. E esse, o Partido Popular Democrático não pode, quanto a mim, respeitá-lo [...]. De resto, [...] [as] comissões de trabalhadores, comissões de moradores e outras [...] não podem, de modo algum, ser embrião de formação de um poder, [...] nem de subordinação do interesse do país aos interesses 15 particulares dessas organizações. [...]

«Regresso dos militares aos quartéis» é uma expressão simplista, que pode chocar muita gente. Mas facilmente se entende que às Forças Armadas não compete governar, que é inconveniente que governem [...]. Depois de [...] terem derrubado um regime autoritário e opressivo [...], é indispensável que todas as alterações de que o país necessita para 20 construir um regime de liberdade [...] sejam feitas com absoluto respeito pelos princípios democráticos [...]. [...]

Mais do que qualificar de direita ou de esquerda os perigos para a democracia, [...] parece-me que o que continuamos a enfrentar é o risco de um regime violento, da imposição de uma ditadura, baseados nesses fatores muito graves que continuam a afetar a vida do país.

Francisco Sá Carneiro, Textos. 3.º volume (1974-1975), Lisboa, Alêtheia Editores,

2010, pp. 203-217. (Texto adaptado)

1 fundador, em maio de 1974, e primeiro secretário-geral do Partido Popular Democrático (atual PSD).

1. Ao evocar a longevidade da ditadura em Portugal (linha 8), Sá Carneiro faz uma referência ao seu momento fundador, mais concretamente

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Grupo IV - 2 · Portugal do segundo pós-guerra à democracia: Estado Novo, guerra colonial e 25 de Abril

GRUPO IV

PORTUGAL DA REVOLUÇÃO DE ABRIL À ENTRADA NA EUROPA COMUNITÁRIA

Entrevista de Francisco Sá Carneiro 1 ao jornal O Comércio do Porto,

28 e 29 de setembro de 1975

As divisões dentro das Forças Armadas não só se manifestaram no 11 de Março, como depois em toda a evolução da crise do MFA [...]. De resto, ainda hoje subsistem, como é manifesto. [...] O general Spínola manifestou [...] os perigos que o país corria, derivados especialmente da ação de certos movimentos e agrupamentos políticos [...]. Traçou [...] um 5 panorama, que foi apelidado de catastrófico, da situação do país. Procurou [...] obstar a essa situação. E perante a inutilidade dos seus esforços, renunciou. [...]

Em 25 de Abril, não havia anticomunismo em Portugal. Pelo contrário, o Partido Comunista era considerado pela sua atuação na luta que desenvolveu contra o regime vindo de 1926. Hoje há, creio, um sentimento anticomunista, além das atitudes [...] antitotalitárias. [...] 10 O poder popular, o facto consumado da ocupação violenta, [...] tem servido para camuflar a atuação, quer do Partido Comunista, quer de certos movimentos à esquerda. E esse, o Partido Popular Democrático não pode, quanto a mim, respeitá-lo [...]. De resto, [...] [as] comissões de trabalhadores, comissões de moradores e outras [...] não podem, de modo algum, ser embrião de formação de um poder, [...] nem de subordinação do interesse do país aos interesses 15 particulares dessas organizações. [...]

«Regresso dos militares aos quartéis» é uma expressão simplista, que pode chocar muita gente. Mas facilmente se entende que às Forças Armadas não compete governar, que é inconveniente que governem [...]. Depois de [...] terem derrubado um regime autoritário e opressivo [...], é indispensável que todas as alterações de que o país necessita para 20 construir um regime de liberdade [...] sejam feitas com absoluto respeito pelos princípios democráticos [...]. [...]

Mais do que qualificar de direita ou de esquerda os perigos para a democracia, [...] parece-me que o que continuamos a enfrentar é o risco de um regime violento, da imposição de uma ditadura, baseados nesses fatores muito graves que continuam a afetar a vida do país.

Francisco Sá Carneiro, Textos. 3.º volume (1974-1975), Lisboa, Alêtheia Editores,

2010, pp. 203-217. (Texto adaptado)

1 fundador, em maio de 1974, e primeiro secretário-geral do Partido Popular Democrático (atual PSD).

2. Uma das causas que contribuiu para a derrocada do Estado Novo foi, conforme reflete o testemunho de Sá Carneiro (linhas 18-21),

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Grupo IV - 3 · Portugal do segundo pós-guerra à democracia: Estado Novo, guerra colonial e 25 de Abril

GRUPO IV

PORTUGAL DA REVOLUÇÃO DE ABRIL À ENTRADA NA EUROPA COMUNITÁRIA

Entrevista de Francisco Sá Carneiro 1 ao jornal O Comércio do Porto,

28 e 29 de setembro de 1975

As divisões dentro das Forças Armadas não só se manifestaram no 11 de Março, como depois em toda a evolução da crise do MFA [...]. De resto, ainda hoje subsistem, como é manifesto. [...] O general Spínola manifestou [...] os perigos que o país corria, derivados especialmente da ação de certos movimentos e agrupamentos políticos [...]. Traçou [...] um 5 panorama, que foi apelidado de catastrófico, da situação do país. Procurou [...] obstar a essa situação. E perante a inutilidade dos seus esforços, renunciou. [...]

Em 25 de Abril, não havia anticomunismo em Portugal. Pelo contrário, o Partido Comunista era considerado pela sua atuação na luta que desenvolveu contra o regime vindo de 1926. Hoje há, creio, um sentimento anticomunista, além das atitudes [...] antitotalitárias. [...] 10 O poder popular, o facto consumado da ocupação violenta, [...] tem servido para camuflar a atuação, quer do Partido Comunista, quer de certos movimentos à esquerda. E esse, o Partido Popular Democrático não pode, quanto a mim, respeitá-lo [...]. De resto, [...] [as] comissões de trabalhadores, comissões de moradores e outras [...] não podem, de modo algum, ser embrião de formação de um poder, [...] nem de subordinação do interesse do país aos interesses 15 particulares dessas organizações. [...]

«Regresso dos militares aos quartéis» é uma expressão simplista, que pode chocar muita gente. Mas facilmente se entende que às Forças Armadas não compete governar, que é inconveniente que governem [...]. Depois de [...] terem derrubado um regime autoritário e opressivo [...], é indispensável que todas as alterações de que o país necessita para 20 construir um regime de liberdade [...] sejam feitas com absoluto respeito pelos princípios democráticos [...]. [...]

Mais do que qualificar de direita ou de esquerda os perigos para a democracia, [...] parece-me que o que continuamos a enfrentar é o risco de um regime violento, da imposição de uma ditadura, baseados nesses fatores muito graves que continuam a afetar a vida do país.

Francisco Sá Carneiro, Textos. 3.º volume (1974-1975), Lisboa, Alêtheia Editores,

2010, pp. 203-217. (Texto adaptado)

1 fundador, em maio de 1974, e primeiro secretário-geral do Partido Popular Democrático (atual PSD).

3. O 25 de Abril desencadeou um conturbado processo revolucionário que alimentou profundas divisões e tensões entre os seus protagonistas.

Exponha dois argumentos que sustentem esta afirmação.

Fundamente a sua resposta, articulando-a com excertos relevantes do documento.

Grupo IV - 4 · Portugal do segundo pós-guerra à democracia: Estado Novo, guerra colonial e 25 de Abril

4. Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada para cada espaço.

Assinale, na folha de respostas, para cada letra, o número da opção selecionada.

Aprovada a Constituição de 1976 e eleito o primeiro governo constitucional, Portugal iniciou o longo processo de adesão à (a), que contribuiu, de forma decisiva, para consolidar as (b) nacionais. Mais tarde, a chegada de importantes (c) permitiu dotar o país de um conjunto de (d) que alavancaram o seu desenvolvimento, encurtando a distância que o separava dos seus parceiros europeus.

(a) · (b) · (c) · (d)

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