Exame Nacional História A 2024 · 2.ª fase

Exame Nacional de História A 2024, 2.ª fase: 11 exercícios com resolução. Temas: O legado da Antiguidade clássica: Atenas e Roma. Com correção imediata.

Temas do exame: O legado da Antiguidade clássica: Atenas e Roma · Antigo Regime: absolutismo, sociedade de ordens, mercantilismo e Luzes · Primeira Guerra Mundial, primeiro pós-guerra e mutações socioculturais dos anos 20 · Portugal do segundo pós-guerra à democracia: Estado Novo, guerra colonial e 25 de Abril

Grupo I - 1 · O legado da Antiguidade clássica: Atenas e Roma

GRUPO I

O LEGADO CULTURAL DA ANTIGUIDADE CLÁSSICA

Mosaico do início do século III proveniente da antiga cidade romana de Hadrumetum, atual Sousse, na Tunísia

Legenda:

① Virgílio, poeta romano

② Rolo de papiro onde se lê um verso da Eneida

③ Clio, musa da História

④ Melpómene, musa da Tragédia

www.bardomuseum.tn/images/stories/100pieces/big/virgile.jpg

(consultado em setembro de 2023).

1. Os elementos figurativos do mosaico (documento) evidenciam uma das especificidades da cultura da Roma antiga, nomeadamente

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Grupo I - 2 · O legado da Antiguidade clássica: Atenas e Roma

GRUPO I

O LEGADO CULTURAL DA ANTIGUIDADE CLÁSSICA

Mosaico do início do século III proveniente da antiga cidade romana de Hadrumetum, atual Sousse, na Tunísia

Legenda:

① Virgílio, poeta romano

② Rolo de papiro onde se lê um verso da Eneida

③ Clio, musa da História

④ Melpómene, musa da Tragédia

www.bardomuseum.tn/images/stories/100pieces/big/virgile.jpg

(consultado em setembro de 2023).

2. O contributo da cultura clássica para a civilização ocidental, presente no documento, consiste

()

Grupo II - 1 · Antigo Regime: absolutismo, sociedade de ordens, mercantilismo e Luzes

1. Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada para cada espaço.

Na folha de respostas, registe apenas as letras e o número que corresponde à opção selecionada em cada um dos casos.

A política cultural e artística em Portugal, na primeira metade do século XVIII, foi largamente financiada pelas remessas de

a)

,

que permitiram a magnificência decorativa do

b)

português. Utilizando a arte como instrumento do seu poder absoluto, o rei

c)

recorreu a encomendas a artistas nacionais e estrangeiros para a edificação de obras arquitetónicas monumentais, como o

d)

.

Grupo II · Antigo Regime: absolutismo, sociedade de ordens, mercantilismo e Luzes

GRUPO II

PORTUGAL NO CONTEXTO POLÍTICO E CULTURAL EUROPEU DO SÉCULO XVIII

Documento 1

A ação governativa do Marquês de Pombal,

na perspetiva de Pierre Dezoteux de Cormatin 1 (1786)

Das profundezas da escuridão nasceu a luz que hoje ilumina o mundo das letras. Devemos ao ímpeto visionário de Descartes os princípios da verdadeira filosofia. [...] Para que as ciências adquiram bases sólidas, comparem-se os erros com os conhecimentos: para os avaliar, é necessário conhecer uns e outros, e deste paralelo depende o saber genuíno. Se a Inglaterra é esclarecida, se nela existem mais sábios que noutros Estados europeus, é porque a todo o homem é permitido pensar e [...] escrever o que pensa. [...]

Para avaliar a competência de um homem de Estado, coloque-se a sua administração a par da dos grandes génios que se distinguiram na ciência da governação [...]. [...] Os ministros devem ser julgados pela sua obra, não pelo que deles se diz. [...]

Ao tomar as rédeas do Império, o Marquês de Pombal [...] fez saber aos reis da Europa que Portugal voltaria a ser uma potência, [...] que há um ministro esclarecido que zela pela Monarquia. [...] Estabelecido o governo político, passou ao estado da economia. [...] Depois da condição física, voltou-se para o carácter dos homens: [...] diminuiu a superstição, refreando a Inquisição, de que aboliu o auto-de-fé, espetáculo tão triste quanto humilhante; acabou com o ódio entre cristãos-velhos e cristãos-novos; [...] diminuiu o poder dos Grandes; restabeleceu a subordinação [...]. [...] Aumentou o tesouro, evitando a saída do ouro; [...] reanimou o comércio; acrescentou novos ramos à indústria nacional; estabeleceu manufaturas. [...] Criou novos regulamentos para o comércio; [...] fez restituir à Coroa os bens usurpados; colocou limites ao poder de Roma; [...] reformou a Universidade de Coimbra; [...] fundou a Aula do comércio. [...]

Resumindo, o Marquês de Pombal teve muitos inimigos, o que sempre foi o destino dos grandes ministros, sobretudo dos que [...] quiseram fazer mudanças profundas.

Pierre Dezoteux de Cormatin, L'administration de Sébastien-Joseph de Carvalho et Mélo, Amesterdão, Tomo 1, 1786, pp. 19-31. (Texto traduzido e adaptado)

1 militar de carreira e diplomata francês.

Documento 2

Gravura alegórica desenhada por Louis-Simon Boizot, 1793-1795

Legenda:

① Razão

② Liberdade

③ Cetro da Razão

④ Ignorância

⑤ Fanatismo

https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b69450527?rk=21459;2 (consultado em setembro de 2023).

2.

Refira dois princípios do movimento filosófico que fez do século XVIII o Século das Luzes.

Fundamente um dos princípios com um excerto relevante do documento 1 e o outro princípio com uma informação relevante do documento 2.

3.

O carácter reformista da política económica e social pombalina, na segunda metade do século XVIII, contribuiu para a construção da imagem de um estadista «que zela pela Monarquia» (documento 1, linhas 11-12).

Exponha dois argumentos que sustentem esta afirmação, fundamentando-os com excertos relevantes do documento 1.

Grupo III - 1 · Primeira Guerra Mundial, primeiro pós-guerra e mutações socioculturais dos anos 20

GRUPO III

MUTAÇÕES POLÍTICAS E SOCIOCULTURAIS NO CONTEXTO DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Documento 1

Considerações de Ulrich von Brockdorff-Rantzau, chefe da delegação alemã, sobre o projeto de Tratado de Paz (29/05/1919)

Viemos a Versalhes na expectativa de receber propostas de paz assentes nos princípios acordados. [...] Esperávamos a paz justa que nos fora prometida. Ficámos horrorizados ao constatarmos nesse documento as exigências que a força vitoriosa do adversário nos impõe [...], maiores do que as que o povo alemão pode suportar.

5 Para restaurar o Estado polaco, somos obrigados a renunciar a territórios indiscutivelmente alemães [...]. Obrigam-nos a aceitar que a Prússia Oriental seja amputada do corpo do Estado, condenada a decair e despojada da sua parte norte, [...] que é autenticamente alemã. [...] Uma Alemanha assim mutilada e enfraquecida é obrigada [...] a suportar todas as despesas de guerra do adversário, quantia que ultrapassa toda a riqueza alemã [...]. [...] O povo alemão é

10 excluído da Sociedade das Nações, à qual são confiadas as questões mundiais que a todos interessam. [...]

A delegação alemã reitera o pedido de uma investigação isenta sobre a responsabilidade pela guerra [...]. [...] Apenas a confiança numa análise imparcial da questão da culpa pode incutir nos povos hostis o estado de espírito adequado à construção da Sociedade das Nações. [...]

15 É verdade que os tratados de paz das grandes potências têm, na história das últimas décadas, proclamado repetidamente o direito do mais forte. Mas cada um desses tratados deu origem à guerra mundial ou prolongou-a. Sempre que, nesta guerra, o vencedor se dirigiu ao vencido [...], as suas palavras violentas nada mais foram que sementes de discórdia. Os objetivos elevados que os nossos adversários se propuseram, [...] uma paz justa e duradoura,

20 exigem um Tratado com um espírito diferente. Só a cooperação de todos os povos [...] pode construir uma paz duradoura. Não temos ilusões quanto à força do ódio e da amargura que esta guerra gerou [...].

http://documentsdedroitinternational.fr/ressources/Versailles/Note%2016.pdf

(consultado em setembro de 2023). (Texto traduzido e adaptado)

Documento 2

Discurso de Georges Clemenceau, presidente do Conselho de Ministros francês e ministro da Guerra 1 (04/11/1919)

Responsável por crimes inomináveis, o militarismo prussiano, senhor da Alemanha, foi fulminado por um destino vingador no preciso momento em que acreditava poder consumar [...] a sujeição dos povos civilizados. [...]

Que quadro de organização europeia, ou mesmo mundial, oferece o Tratado de Paz [...]?

5 [...] Os chefes de governo das principais Nações do mundo reuniram-se em Paris [...] para redesenhar o mapa da Europa, em nome do direito dos povos à autodeterminação. Um empreendimento inédito! [...] Com a restituição dos seus territórios, quisemos dar-lhes [...] meios para proverem às necessidades da sua vida nacional, e nada foi poupado na fixação das fronteiras, de modo a excluir a possibilidade de quaisquer conflitos. [...] Pretendeu-se

10 estabelecer uma paz justa, permanente, sob os auspícios de uma Sociedade das Nações encarregada de manter e de promover todas as garantias da nova ordem. [...]

Os problemas mais difíceis da vida internacional [...] foram enfrentados com um espírito superior de justiça e de conciliação [...]. [...] Tal como está, [o Tratado] abre caminhos bastante amplos para o estabelecimento de uma justiça melhor a favor dos homens de boa vontade.

15 É preciso reconhecer [...] que as reparações a que temos direito pela terrível devastação dos dez departamentos 2 mais ricos da França nos foram concedidas com demasiada parcimónia 3. [...] [S]eria incompreensível recusar ajuda financeira à Nação que mais sofreu e que foi publicamente reconhecida como a sentinela avançada da civilização. [...]

Quer num quadro internacional quer nacional, não é a mesma organização jurídica que,

20 em todos os domínios, se impõe [...] como regra da nossa ação? Seja qual for o seu nome, os governos estão agora nas mãos dos povos. [...] A consecução da igualdade social, com a subida definitiva ao poder dos operários e dos camponeses, é o facto capital dos tempos modernos nos países civilizados. [...] Na ordem social, é necessário acabar com os conflitos nefastos entre o capital e o trabalho.

https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k204507p?rk=107296;4 (consultado em setembro de 2023).

(Texto traduzido e adaptado)

1 proferido em Estrasburgo, no contexto da campanha eleitoral para as legislativas de 16 de novembro de 1919.

2 divisões administrativas em que a França está organizada.

3 moderação.

1. Compare as duas perspetivas sobre as negociações e as consequências da paz no término da Primeira Guerra Mundial, expressas nos documentos 1 e 2, quanto a dois aspetos em que se opõem.

Fundamente a sua resposta com excertos relevantes dos dois documentos.

Grupo III - 2 · Primeira Guerra Mundial, primeiro pós-guerra e mutações socioculturais dos anos 20

GRUPO III

MUTAÇÕES POLÍTICAS E SOCIOCULTURAIS NO CONTEXTO DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Documento 1

Considerações de Ulrich von Brockdorff-Rantzau, chefe da delegação alemã, sobre o projeto de Tratado de Paz (29/05/1919)

Viemos a Versalhes na expectativa de receber propostas de paz assentes nos princípios acordados. [...] Esperávamos a paz justa que nos fora prometida. Ficámos horrorizados ao constatarmos nesse documento as exigências que a força vitoriosa do adversário nos impõe [...], maiores do que as que o povo alemão pode suportar.

5 Para restaurar o Estado polaco, somos obrigados a renunciar a territórios indiscutivelmente alemães [...]. Obrigam-nos a aceitar que a Prússia Oriental seja amputada do corpo do Estado, condenada a decair e despojada da sua parte norte, [...] que é autenticamente alemã. [...] Uma Alemanha assim mutilada e enfraquecida é obrigada [...] a suportar todas as despesas de guerra do adversário, quantia que ultrapassa toda a riqueza alemã [...]. [...] O povo alemão é

10 excluído da Sociedade das Nações, à qual são confiadas as questões mundiais que a todos interessam. [...]

A delegação alemã reitera o pedido de uma investigação isenta sobre a responsabilidade pela guerra [...]. [...] Apenas a confiança numa análise imparcial da questão da culpa pode incutir nos povos hostis o estado de espírito adequado à construção da Sociedade das Nações. [...]

15 É verdade que os tratados de paz das grandes potências têm, na história das últimas décadas, proclamado repetidamente o direito do mais forte. Mas cada um desses tratados deu origem à guerra mundial ou prolongou-a. Sempre que, nesta guerra, o vencedor se dirigiu ao vencido [...], as suas palavras violentas nada mais foram que sementes de discórdia. Os objetivos elevados que os nossos adversários se propuseram, [...] uma paz justa e duradoura,

20 exigem um Tratado com um espírito diferente. Só a cooperação de todos os povos [...] pode construir uma paz duradoura. Não temos ilusões quanto à força do ódio e da amargura que esta guerra gerou [...].

http://documentsdedroitinternational.fr/ressources/Versailles/Note%2016.pdf

(consultado em setembro de 2023). (Texto traduzido e adaptado)

Documento 2

Discurso de Georges Clemenceau, presidente do Conselho de Ministros francês e ministro da Guerra 1 (04/11/1919)

Responsável por crimes inomináveis, o militarismo prussiano, senhor da Alemanha, foi fulminado por um destino vingador no preciso momento em que acreditava poder consumar [...] a sujeição dos povos civilizados. [...]

Que quadro de organização europeia, ou mesmo mundial, oferece o Tratado de Paz [...]?

5 [...] Os chefes de governo das principais Nações do mundo reuniram-se em Paris [...] para redesenhar o mapa da Europa, em nome do direito dos povos à autodeterminação. Um empreendimento inédito! [...] Com a restituição dos seus territórios, quisemos dar-lhes [...] meios para proverem às necessidades da sua vida nacional, e nada foi poupado na fixação das fronteiras, de modo a excluir a possibilidade de quaisquer conflitos. [...] Pretendeu-se

10 estabelecer uma paz justa, permanente, sob os auspícios de uma Sociedade das Nações encarregada de manter e de promover todas as garantias da nova ordem. [...]

Os problemas mais difíceis da vida internacional [...] foram enfrentados com um espírito superior de justiça e de conciliação [...]. [...] Tal como está, [o Tratado] abre caminhos bastante amplos para o estabelecimento de uma justiça melhor a favor dos homens de boa vontade.

15 É preciso reconhecer [...] que as reparações a que temos direito pela terrível devastação dos dez departamentos 2 mais ricos da França nos foram concedidas com demasiada parcimónia 3. [...] [S]eria incompreensível recusar ajuda financeira à Nação que mais sofreu e que foi publicamente reconhecida como a sentinela avançada da civilização. [...]

Quer num quadro internacional quer nacional, não é a mesma organização jurídica que,

20 em todos os domínios, se impõe [...] como regra da nossa ação? Seja qual for o seu nome, os governos estão agora nas mãos dos povos. [...] A consecução da igualdade social, com a subida definitiva ao poder dos operários e dos camponeses, é o facto capital dos tempos modernos nos países civilizados. [...] Na ordem social, é necessário acabar com os conflitos nefastos entre o capital e o trabalho.

https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k204507p?rk=107296;4 (consultado em setembro de 2023).

(Texto traduzido e adaptado)

1 proferido em Estrasburgo, no contexto da campanha eleitoral para as legislativas de 16 de novembro de 1919.

2 divisões administrativas em que a França está organizada.

3 moderação.

2. As afirmações seguintes, sobre o contexto social e político europeu no primeiro pós-guerra, são todas verdadeiras.

Identifique as duas afirmações que podem ser comprovadas através da análise do documento 2.

Grupo III - 3 · Primeira Guerra Mundial, primeiro pós-guerra e mutações socioculturais dos anos 20

Considere as seguintes características das sociedades ocidentais dos anos 20, tendo por termo de comparação o período anterior à eclosão da Primeira Guerra Mundial:

I.

Prevalência de um clima social em que impera o relativismo dos valores na conduta dos indivíduos.

II.

Visibilidade e protagonismo socioeconómico da mulher, desafiando as normas morais conservadoras.

III.

Valorização, pelas classes médias urbanas, de manifestações culturais destinadas ao lazer e ao ócio.

Selecione a opção que avalia corretamente as características, considerando as ruturas e as continuidades entre os dois períodos.

Grupo III - 4 · Primeira Guerra Mundial, primeiro pós-guerra e mutações socioculturais dos anos 20

4. No quadro seguinte, apresentam-se características dos movimentos artísticos de vanguarda e da tendência naturalista, identificadas pelas alíneas de a) a e).

Selecione as duas características dos movimentos artísticos de vanguarda. Escreva, na folha de respostas, as alíneas que identificam as duas características.

QUADRO DE CARACTERÍSTICAS

)

Grupo IV - 1 · Portugal do segundo pós-guerra à democracia: Estado Novo, guerra colonial e 25 de Abril

GRUPO IV

PORTUGAL, DOS ANOS 60 AO FIM DO SÉCULO XX

Documento 1 (conjunto documental)

A – Entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia.

B – Entrevista a Francisco Sá Carneiro, deputado na Assembleia Nacional.

C – Pormenor da Exposição Universal de Lisboa, no Parque das Nações.

D – Cartaz do filme francês O salto, produzido no período salazarista.

Identificação das fontes

Documento 1 (conjunto documental)

A – https://tinyurl.com/43sft493 (consultado em setembro de 2023); B – https://tinyurl.com/2p8mxptu (consultado em setembro de 2023); C – https://tinyurl.com/2p9krfxj (consultado em setembro de 2023); D – https://tinyurl.com/3h8zpfm4 (consultado em setembro de 2023).

Documento 2

Indicadores socioeconómicos de Portugal, 1960-1992

1960

1973

1976

1985

1992

PIB per capita

(Índice, 1953 = 100)

130

302

275

355

514

População ativa no sector secundário (em %)

28

36

35

37

36

População ativa no sector terciário (em %)

29

40

41

46

52

Consumo das famílias em bens e serviços

(Índice, 1960 = 100)

100

329

581

4050

13 067

Despesa social do Estado

(Índice, 1960 = 100)

100

427

2440

29 714

101 397

População que conclui o ensino secundário

(em milhares)

7

19

27

38

89

Extensão da rede de autoestradas

(Continente, em km)

-

66

66

196

519

Fontes: Pedro Lains, Os progressos do atraso. Uma nova história económica de Portugal, 1842-1992, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2003; Nuno Valério (coord.), Estatísticas históricas portuguesas, Lisboa, INE, 2001; www.pordata.pt (consultado em março de 2024). (Adaptado)

Documento 3

Intervenção de Jorge Miranda 1 no debate sobre os 30 anos do 25 de Abril promovido pela Associação 25 de Abril (2004)

Não houve só o 25 de Abril de 1974. Houve também o 25 de Abril de 1975 e o 25 de Abril de 1976 – a eleição da Assembleia Constituinte e a entrada em vigor da nova Constituição. [...] [N]o contexto em que se realizou, foi essa eleição que determinou o rumo do processo revolucionário e que fez interpretação autêntica do Programa do Movimento das Forças Armadas contra desvios totalitários e autoritários que então procuravam prevalecer. Participando a mais de 91%, os Portugueses criaram uma legitimidade democrática que iria sobrepor-se à legitimidade revolucionária [...], conferindo mais de 70% de votos aos partidos identificados com a democracia representativa e pluralista [...]. [...]

Fiel ao seu mandato, nunca a Assembleia cedeu perante ameaças ou tentativas de coação. Sofreu [...] a influência do ambiente do país e da época [...]; e, tendo em conta a sua composição partidária, aprovou disposições de teor socialista [...]. [...] Tendo em conta [...] o que foram ou poderiam ter sido os desvios de 1975, é uma Constituição muito preocupada com os direitos fundamentais dos cidadãos [...]. [...] [F]oi porque uns temiam pelas liberdades, outros pelos direitos dos trabalhadores, outros pelas nacionalizações e pela reforma agrária, [...] que a Constituição acabou por ficar como ficou. [...]

Os constituintes pretenderam [...] construir uma organização económica nova, conjugando o princípio da apropriação coletiva dos principais meios de produção, um socialismo autogestionário e a iniciativa privada. A realidade do país, as revisões constitucionais e a integração comunitária viriam mostrar que só poderia subsistir se entendida como economia mista ou pluralista [...], não oposta ao modelo típico de Estado social europeu. [...]

[A] Constituição pôde ir-se adaptando à realidade e a novas circunstâncias [...]. Globalmente, assinalaram a revisão de 1982: [...] a supressão das referências ao socialismo [...]; a extinção do Conselho da Revolução e o termo das funções políticas das Forças Armadas [...]. [...] Centrada na organização económica, a revisão constitucional de 1989 [...] [suprimiu a] regra da irreversibilidade das nacionalizações [...]. [...] A revisão de 1992, provocada pelo Tratado de Maastricht, da União Europeia, incidiu nas transformações por ele exigidas [...], para permitir a adoção da eventual moeda única europeia.

https://a25abril.pt/wp-content/uploads/2019/01/01.01-Jorge-Miranda.pdf (consultado em setembro de 2023). (Texto adaptado)

1 deputado eleito à Assembleia Constituinte de 1975-1976; professor da Faculdade de Direito de Lisboa.

1. Ordene cronologicamente as imagens A, B, C e D (documento 1), relativas a processos sociopolíticos relevantes ocorridos em Portugal do Estado Novo ao fim do século XX.

Escreva a sequência correta das letras nos campos respetivos (da mais antiga à mais recente).

.ª posição cronológica

Grupo IV - 2 · Portugal do segundo pós-guerra à democracia: Estado Novo, guerra colonial e 25 de Abril

GRUPO IV

PORTUGAL, DOS ANOS 60 AO FIM DO SÉCULO XX

Documento 1 (conjunto documental)

A – Entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia.

B – Entrevista a Francisco Sá Carneiro, deputado na Assembleia Nacional.

C – Pormenor da Exposição Universal de Lisboa, no Parque das Nações.

D – Cartaz do filme francês O salto, produzido no período salazarista.

Identificação das fontes

Documento 1 (conjunto documental)

A – https://tinyurl.com/43sft493 (consultado em setembro de 2023); B – https://tinyurl.com/2p8mxptu (consultado em setembro de 2023); C – https://tinyurl.com/2p9krfxj (consultado em setembro de 2023); D – https://tinyurl.com/3h8zpfm4 (consultado em setembro de 2023).

Documento 2

Indicadores socioeconómicos de Portugal, 1960-1992

1960

1973

1976

1985

1992

PIB per capita

(Índice, 1953 = 100)

130

302

275

355

514

População ativa no sector secundário (em %)

28

36

35

37

36

População ativa no sector terciário (em %)

29

40

41

46

52

Consumo das famílias em bens e serviços

(Índice, 1960 = 100)

100

329

581

4050

13 067

Despesa social do Estado

(Índice, 1960 = 100)

100

427

2440

29 714

101 397

População que conclui o ensino secundário

(em milhares)

7

19

27

38

89

Extensão da rede de autoestradas

(Continente, em km)

-

66

66

196

519

Fontes: Pedro Lains, Os progressos do atraso. Uma nova história económica de Portugal, 1842-1992, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2003; Nuno Valério (coord.), Estatísticas históricas portuguesas, Lisboa, INE, 2001; www.pordata.pt (consultado em março de 2024). (Adaptado)

Documento 3

Intervenção de Jorge Miranda 1 no debate sobre os 30 anos do 25 de Abril promovido pela Associação 25 de Abril (2004)

Não houve só o 25 de Abril de 1974. Houve também o 25 de Abril de 1975 e o 25 de Abril de 1976 – a eleição da Assembleia Constituinte e a entrada em vigor da nova Constituição. [...] [N]o contexto em que se realizou, foi essa eleição que determinou o rumo do processo revolucionário e que fez interpretação autêntica do Programa do Movimento das Forças Armadas contra desvios totalitários e autoritários que então procuravam prevalecer. Participando a mais de 91%, os Portugueses criaram uma legitimidade democrática que iria sobrepor-se à legitimidade revolucionária [...], conferindo mais de 70% de votos aos partidos identificados com a democracia representativa e pluralista [...]. [...]

Fiel ao seu mandato, nunca a Assembleia cedeu perante ameaças ou tentativas de coação. Sofreu [...] a influência do ambiente do país e da época [...]; e, tendo em conta a sua composição partidária, aprovou disposições de teor socialista [...]. [...] Tendo em conta [...] o que foram ou poderiam ter sido os desvios de 1975, é uma Constituição muito preocupada com os direitos fundamentais dos cidadãos [...]. [...] [F]oi porque uns temiam pelas liberdades, outros pelos direitos dos trabalhadores, outros pelas nacionalizações e pela reforma agrária, [...] que a Constituição acabou por ficar como ficou. [...]

Os constituintes pretenderam [...] construir uma organização económica nova, conjugando o princípio da apropriação coletiva dos principais meios de produção, um socialismo autogestionário e a iniciativa privada. A realidade do país, as revisões constitucionais e a integração comunitária viriam mostrar que só poderia subsistir se entendida como economia mista ou pluralista [...], não oposta ao modelo típico de Estado social europeu. [...]

[A] Constituição pôde ir-se adaptando à realidade e a novas circunstâncias [...]. Globalmente, assinalaram a revisão de 1982: [...] a supressão das referências ao socialismo [...]; a extinção do Conselho da Revolução e o termo das funções políticas das Forças Armadas [...]. [...] Centrada na organização económica, a revisão constitucional de 1989 [...] [suprimiu a] regra da irreversibilidade das nacionalizações [...]. [...] A revisão de 1992, provocada pelo Tratado de Maastricht, da União Europeia, incidiu nas transformações por ele exigidas [...], para permitir a adoção da eventual moeda única europeia.

https://a25abril.pt/wp-content/uploads/2019/01/01.01-Jorge-Miranda.pdf (consultado em setembro de 2023). (Texto adaptado)

1 deputado eleito à Assembleia Constituinte de 1975-1976; professor da Faculdade de Direito de Lisboa.

2. A imagem D do documento 1 reporta-se a um dos fenómenos sociais mais marcantes da realidade portuguesa da segunda metade do século XX, nomeadamente

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Grupo IV - 3 · Portugal do segundo pós-guerra à democracia: Estado Novo, guerra colonial e 25 de Abril

GRUPO IV

PORTUGAL, DOS ANOS 60 AO FIM DO SÉCULO XX

Documento 1 (conjunto documental)

A – Entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia.

B – Entrevista a Francisco Sá Carneiro, deputado na Assembleia Nacional.

C – Pormenor da Exposição Universal de Lisboa, no Parque das Nações.

D – Cartaz do filme francês O salto, produzido no período salazarista.

Identificação das fontes

Documento 1 (conjunto documental)

A – https://tinyurl.com/43sft493 (consultado em setembro de 2023); B – https://tinyurl.com/2p8mxptu (consultado em setembro de 2023); C – https://tinyurl.com/2p9krfxj (consultado em setembro de 2023); D – https://tinyurl.com/3h8zpfm4 (consultado em setembro de 2023).

Documento 2

Indicadores socioeconómicos de Portugal, 1960-1992

1960

1973

1976

1985

1992

PIB per capita

(Índice, 1953 = 100)

130

302

275

355

514

População ativa no sector secundário (em %)

28

36

35

37

36

População ativa no sector terciário (em %)

29

40

41

46

52

Consumo das famílias em bens e serviços

(Índice, 1960 = 100)

100

329

581

4050

13 067

Despesa social do Estado

(Índice, 1960 = 100)

100

427

2440

29 714

101 397

População que conclui o ensino secundário

(em milhares)

7

19

27

38

89

Extensão da rede de autoestradas

(Continente, em km)

-

66

66

196

519

Fontes: Pedro Lains, Os progressos do atraso. Uma nova história económica de Portugal, 1842-1992, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2003; Nuno Valério (coord.), Estatísticas históricas portuguesas, Lisboa, INE, 2001; www.pordata.pt (consultado em março de 2024). (Adaptado)

Documento 3

Intervenção de Jorge Miranda 1 no debate sobre os 30 anos do 25 de Abril promovido pela Associação 25 de Abril (2004)

Não houve só o 25 de Abril de 1974. Houve também o 25 de Abril de 1975 e o 25 de Abril de 1976 – a eleição da Assembleia Constituinte e a entrada em vigor da nova Constituição. [...] [N]o contexto em que se realizou, foi essa eleição que determinou o rumo do processo revolucionário e que fez interpretação autêntica do Programa do Movimento das Forças Armadas contra desvios totalitários e autoritários que então procuravam prevalecer. Participando a mais de 91%, os Portugueses criaram uma legitimidade democrática que iria sobrepor-se à legitimidade revolucionária [...], conferindo mais de 70% de votos aos partidos identificados com a democracia representativa e pluralista [...]. [...]

Fiel ao seu mandato, nunca a Assembleia cedeu perante ameaças ou tentativas de coação. Sofreu [...] a influência do ambiente do país e da época [...]; e, tendo em conta a sua composição partidária, aprovou disposições de teor socialista [...]. [...] Tendo em conta [...] o que foram ou poderiam ter sido os desvios de 1975, é uma Constituição muito preocupada com os direitos fundamentais dos cidadãos [...]. [...] [F]oi porque uns temiam pelas liberdades, outros pelos direitos dos trabalhadores, outros pelas nacionalizações e pela reforma agrária, [...] que a Constituição acabou por ficar como ficou. [...]

Os constituintes pretenderam [...] construir uma organização económica nova, conjugando o princípio da apropriação coletiva dos principais meios de produção, um socialismo autogestionário e a iniciativa privada. A realidade do país, as revisões constitucionais e a integração comunitária viriam mostrar que só poderia subsistir se entendida como economia mista ou pluralista [...], não oposta ao modelo típico de Estado social europeu. [...]

[A] Constituição pôde ir-se adaptando à realidade e a novas circunstâncias [...]. Globalmente, assinalaram a revisão de 1982: [...] a supressão das referências ao socialismo [...]; a extinção do Conselho da Revolução e o termo das funções políticas das Forças Armadas [...]. [...] Centrada na organização económica, a revisão constitucional de 1989 [...] [suprimiu a] regra da irreversibilidade das nacionalizações [...]. [...] A revisão de 1992, provocada pelo Tratado de Maastricht, da União Europeia, incidiu nas transformações por ele exigidas [...], para permitir a adoção da eventual moeda única europeia.

https://a25abril.pt/wp-content/uploads/2019/01/01.01-Jorge-Miranda.pdf (consultado em setembro de 2023). (Texto adaptado)

1 deputado eleito à Assembleia Constituinte de 1975-1976; professor da Faculdade de Direito de Lisboa.

3. Explicite dois fatores que contribuíram para a modernização da sociedade portuguesa no período entre 1960 e 1973.

Fundamente cada um dos fatores com uma informação relevante do documento 2.

Grupo IV - 4 · Portugal do segundo pós-guerra à democracia: Estado Novo, guerra colonial e 25 de Abril

GRUPO IV

PORTUGAL, DOS ANOS 60 AO FIM DO SÉCULO XX

Documento 1 (conjunto documental)

A – Entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia.

B – Entrevista a Francisco Sá Carneiro, deputado na Assembleia Nacional.

C – Pormenor da Exposição Universal de Lisboa, no Parque das Nações.

D – Cartaz do filme francês O salto, produzido no período salazarista.

Identificação das fontes

Documento 1 (conjunto documental)

A – https://tinyurl.com/43sft493 (consultado em setembro de 2023); B – https://tinyurl.com/2p8mxptu (consultado em setembro de 2023); C – https://tinyurl.com/2p9krfxj (consultado em setembro de 2023); D – https://tinyurl.com/3h8zpfm4 (consultado em setembro de 2023).

Documento 2

Indicadores socioeconómicos de Portugal, 1960-1992

1960

1973

1976

1985

1992

PIB per capita

(Índice, 1953 = 100)

130

302

275

355

514

População ativa no sector secundário (em %)

28

36

35

37

36

População ativa no sector terciário (em %)

29

40

41

46

52

Consumo das famílias em bens e serviços

(Índice, 1960 = 100)

100

329

581

4050

13 067

Despesa social do Estado

(Índice, 1960 = 100)

100

427

2440

29 714

101 397

População que conclui o ensino secundário

(em milhares)

7

19

27

38

89

Extensão da rede de autoestradas

(Continente, em km)

-

66

66

196

519

Fontes: Pedro Lains, Os progressos do atraso. Uma nova história económica de Portugal, 1842-1992, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2003; Nuno Valério (coord.), Estatísticas históricas portuguesas, Lisboa, INE, 2001; www.pordata.pt (consultado em março de 2024). (Adaptado)

Documento 3

Intervenção de Jorge Miranda 1 no debate sobre os 30 anos do 25 de Abril promovido pela Associação 25 de Abril (2004)

Não houve só o 25 de Abril de 1974. Houve também o 25 de Abril de 1975 e o 25 de Abril de 1976 – a eleição da Assembleia Constituinte e a entrada em vigor da nova Constituição. [...] [N]o contexto em que se realizou, foi essa eleição que determinou o rumo do processo revolucionário e que fez interpretação autêntica do Programa do Movimento das Forças Armadas contra desvios totalitários e autoritários que então procuravam prevalecer. Participando a mais de 91%, os Portugueses criaram uma legitimidade democrática que iria sobrepor-se à legitimidade revolucionária [...], conferindo mais de 70% de votos aos partidos identificados com a democracia representativa e pluralista [...]. [...]

Fiel ao seu mandato, nunca a Assembleia cedeu perante ameaças ou tentativas de coação. Sofreu [...] a influência do ambiente do país e da época [...]; e, tendo em conta a sua composição partidária, aprovou disposições de teor socialista [...]. [...] Tendo em conta [...] o que foram ou poderiam ter sido os desvios de 1975, é uma Constituição muito preocupada com os direitos fundamentais dos cidadãos [...]. [...] [F]oi porque uns temiam pelas liberdades, outros pelos direitos dos trabalhadores, outros pelas nacionalizações e pela reforma agrária, [...] que a Constituição acabou por ficar como ficou. [...]

Os constituintes pretenderam [...] construir uma organização económica nova, conjugando o princípio da apropriação coletiva dos principais meios de produção, um socialismo autogestionário e a iniciativa privada. A realidade do país, as revisões constitucionais e a integração comunitária viriam mostrar que só poderia subsistir se entendida como economia mista ou pluralista [...], não oposta ao modelo típico de Estado social europeu. [...]

[A] Constituição pôde ir-se adaptando à realidade e a novas circunstâncias [...]. Globalmente, assinalaram a revisão de 1982: [...] a supressão das referências ao socialismo [...]; a extinção do Conselho da Revolução e o termo das funções políticas das Forças Armadas [...]. [...] Centrada na organização económica, a revisão constitucional de 1989 [...] [suprimiu a] regra da irreversibilidade das nacionalizações [...]. [...] A revisão de 1992, provocada pelo Tratado de Maastricht, da União Europeia, incidiu nas transformações por ele exigidas [...], para permitir a adoção da eventual moeda única europeia.

https://a25abril.pt/wp-content/uploads/2019/01/01.01-Jorge-Miranda.pdf (consultado em setembro de 2023). (Texto adaptado)

1 deputado eleito à Assembleia Constituinte de 1975-1976; professor da Faculdade de Direito de Lisboa.

4. A crítica expressa por Francisco Sá Carneiro, patente na imagem B do documento 1, enquadra-se num contexto político

Grupo IV - 5 · Portugal do segundo pós-guerra à democracia: Estado Novo, guerra colonial e 25 de Abril

GRUPO IV

PORTUGAL, DOS ANOS 60 AO FIM DO SÉCULO XX

Documento 1 (conjunto documental)

A – Entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia.

B – Entrevista a Francisco Sá Carneiro, deputado na Assembleia Nacional.

C – Pormenor da Exposição Universal de Lisboa, no Parque das Nações.

D – Cartaz do filme francês O salto, produzido no período salazarista.

Identificação das fontes

Documento 1 (conjunto documental)

A – https://tinyurl.com/43sft493 (consultado em setembro de 2023); B – https://tinyurl.com/2p8mxptu (consultado em setembro de 2023); C – https://tinyurl.com/2p9krfxj (consultado em setembro de 2023); D – https://tinyurl.com/3h8zpfm4 (consultado em setembro de 2023).

Documento 2

Indicadores socioeconómicos de Portugal, 1960-1992

1960

1973

1976

1985

1992

PIB per capita

(Índice, 1953 = 100)

130

302

275

355

514

População ativa no sector secundário (em %)

28

36

35

37

36

População ativa no sector terciário (em %)

29

40

41

46

52

Consumo das famílias em bens e serviços

(Índice, 1960 = 100)

100

329

581

4050

13 067

Despesa social do Estado

(Índice, 1960 = 100)

100

427

2440

29 714

101 397

População que conclui o ensino secundário

(em milhares)

7

19

27

38

89

Extensão da rede de autoestradas

(Continente, em km)

-

66

66

196

519

Fontes: Pedro Lains, Os progressos do atraso. Uma nova história económica de Portugal, 1842-1992, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2003; Nuno Valério (coord.), Estatísticas históricas portuguesas, Lisboa, INE, 2001; www.pordata.pt (consultado em março de 2024). (Adaptado)

Documento 3

Intervenção de Jorge Miranda 1 no debate sobre os 30 anos do 25 de Abril promovido pela Associação 25 de Abril (2004)

Não houve só o 25 de Abril de 1974. Houve também o 25 de Abril de 1975 e o 25 de Abril de 1976 – a eleição da Assembleia Constituinte e a entrada em vigor da nova Constituição. [...] [N]o contexto em que se realizou, foi essa eleição que determinou o rumo do processo revolucionário e que fez interpretação autêntica do Programa do Movimento das Forças Armadas contra desvios totalitários e autoritários que então procuravam prevalecer. Participando a mais de 91%, os Portugueses criaram uma legitimidade democrática que iria sobrepor-se à legitimidade revolucionária [...], conferindo mais de 70% de votos aos partidos identificados com a democracia representativa e pluralista [...]. [...]

Fiel ao seu mandato, nunca a Assembleia cedeu perante ameaças ou tentativas de coação. Sofreu [...] a influência do ambiente do país e da época [...]; e, tendo em conta a sua composição partidária, aprovou disposições de teor socialista [...]. [...] Tendo em conta [...] o que foram ou poderiam ter sido os desvios de 1975, é uma Constituição muito preocupada com os direitos fundamentais dos cidadãos [...]. [...] [F]oi porque uns temiam pelas liberdades, outros pelos direitos dos trabalhadores, outros pelas nacionalizações e pela reforma agrária, [...] que a Constituição acabou por ficar como ficou. [...]

Os constituintes pretenderam [...] construir uma organização económica nova, conjugando o princípio da apropriação coletiva dos principais meios de produção, um socialismo autogestionário e a iniciativa privada. A realidade do país, as revisões constitucionais e a integração comunitária viriam mostrar que só poderia subsistir se entendida como economia mista ou pluralista [...], não oposta ao modelo típico de Estado social europeu. [...]

[A] Constituição pôde ir-se adaptando à realidade e a novas circunstâncias [...]. Globalmente, assinalaram a revisão de 1982: [...] a supressão das referências ao socialismo [...]; a extinção do Conselho da Revolução e o termo das funções políticas das Forças Armadas [...]. [...] Centrada na organização económica, a revisão constitucional de 1989 [...] [suprimiu a] regra da irreversibilidade das nacionalizações [...]. [...] A revisão de 1992, provocada pelo Tratado de Maastricht, da União Europeia, incidiu nas transformações por ele exigidas [...], para permitir a adoção da eventual moeda única europeia.

https://a25abril.pt/wp-content/uploads/2019/01/01.01-Jorge-Miranda.pdf (consultado em setembro de 2023). (Texto adaptado)

1 deputado eleito à Assembleia Constituinte de 1975-1976; professor da Faculdade de Direito de Lisboa.

5. Desenvolva o tema Ruturas políticas e dinâmicas económicas em Portugal, do 25 de Abril aos anos 90 do século XX, articulando os tópicos de orientação seguintes:

opções político-ideológicas desde o 25 de Abril ao fim do século;

tendências da evolução socioeconómica desde 1974 ao fim do século.

Na sua resposta,

apresente três elementos para cada tópico de orientação, evidenciando a relação entre os elementos dos dois tópicos;

integre, pelo menos, uma informação relevante de cada um dos documentos seguintes: imagem A do documento 1 e documentos 2 e 3.

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