Exame Nacional História A 2026 · 1.ª fase

Exame Nacional de História A 2026, 1.ª fase: 9 exercícios com resolução. Com correção imediata.

Temas do exame: Expansão, Renascimento e Reforma: a abertura europeia ao mundo (séculos XV-XVI) · Civilização industrial: economia, sociedade e Portugal da Regeneração à crise da monarquia · Primeira Guerra Mundial, primeiro pós-guerra e mutações socioculturais dos anos 20 · Portugal da Primeira República ao Estado Novo (1910-1945) · O mundo atual: fim da Guerra Fria, mundo unipolar, União Europeia e globalização

Grupo I - 1 · Expansão, Renascimento e Reforma: a abertura europeia ao mundo (séculos XV-XVI)

GRUPO I

PORTUGAL NO CONTEXTO DA EXPANSÃO EUROPEIA DOS SÉCULOS XV E XVI

1. A informação presente no documento evidencia uma das consequências da abertura de novas rotas de comércio marítimo, nomeadamente

()

Grupo I - 2 · Expansão, Renascimento e Reforma: a abertura europeia ao mundo (séculos XV-XVI)

GRUPO I

PORTUGAL NO CONTEXTO DA EXPANSÃO EUROPEIA DOS SÉCULOS XV E XVI

2. Os portugueses contribuíram para a abertura europeia ao mundo, conforme refletido no documento, através

()

Grupo II - 1 · Civilização industrial: economia, sociedade e Portugal da Regeneração à crise da monarquia

1. Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada para cada espaço.

Assinale, na folha de respostas, para cada letra, o número da opção selecionada.

Profundas transformações socioeconómicas e científicas desencadearam, no século XIX, o decréscimo muito expressivo da taxa de (a), originando uma (b) quase generalizada no mundo ocidental. Nos países mais industrializados, fenómenos como o (c) e inovações no sector dos transportes contribuíram também para a expansão em número e em dimensão das áreas (d).

(a) · (b) · (c) · (d)

(1) fecundidade · (1) crise de subsistência · (1) trabalho sazonal · (1) urbanas

(2) natalidade · (2) explosão demográfica · (2) saldo fisiológico · (2) rurais

(3) mortalidade · (3) revolução agrícola · (3) êxodo rural · (3) comerciais

Grupo II · Civilização industrial: economia, sociedade e Portugal da Regeneração à crise da monarquia

GRUPO II

A CIVILIZAÇÃO INDUSTRIAL NA EUROPA DO SÉCULO XIX

Documento 1

Estrutura social e rendimento, Inglaterra e País de Gales, 1798-1867

Robert C. Allen, «Class structure and inequality during the industrial revolution: lessons from England’s social tables, 1688-1867», The economic history review, 72 (2019), pp. 88-125. (Adaptado)

Documento 2

Crónica de Eça de Queirós sobre uma greve operária em Inglaterra,

21 de maio de 1878

Têm sido singularmente lamentáveis os sucessos do Lancashire, onde milhares e milhares

de operários tecelões estão em greve. [...] Em presença da grande depressão no comércio,

dos algodões e dos tecidos, os operários entendem que é necessário produzir menos para

que os grandes depósitos existentes se esvaziem e o equilíbrio do mercado se restabeleça:

5 os patrões entendem que é necessário produzir na mesma proporção anterior, mas que é

indispensável baixar o preço da mão de obra. [...]

Greve [...] que esteve próxima a tomar o aspeto de uma revolta. [...] Que se passou? Que os

operários em lugar de discutir tranquilamente [...] o meio de conciliar as suas divergências com

os patrões, preferiram fazer uma pequena insurreição local [...]. [...] Manufaturas incendiadas,

10 casas destruídas, lojas de bebidas saqueadas, patrões perseguidos a tiros [...]. [...]

Tropa rapidamente concentrada pôs [...] fim a este estado tumultuoso, e os patrões

sentiram logo a necessidade de entrar em conciliação com os operários [...]. [...] É muito bonito

realmente falar na ordem, no respeito à propriedade, no sentimento de obediência à lei, etc.,

mas, quando milhares de homens veem as famílias sem lume na lareira, sem um pedaço de

15 pão, os filhos a morrer de miséria e ao mesmo tempo os patrões, prósperos e fartos, comprando

propriedades, quadros, apostando nas corridas, e dando bailes que custam centos de libras,

bom Deus, é difícil ir falar aos desgraçados de regras de economia política, e convencê-los

de que [...] devem continuar, por alguns meses mais, a comer o vento e a aquecer-se à cal

das paredes!

Eça de Queirós, Textos de Imprensa. III, ed. Carlos Reis e Ana Teresa Peixinho, Lisboa,

Imprensa Nacional, 2024, pp. 203-205. (Texto adaptado)

Documento 3

2.

Desenvolva o tema Transformações socioeconómicas e novas ideias políticas no mundo industrializado ocidental do século XIX, articulando os tópicos de orientação seguintes:

desenvolvimento do capitalismo industrial e estrutura da sociedade oitocentista;

afirmação do movimento operário e de propostas revolucionárias para transformar a sociedade.

Na sua resposta,

explicite três elementos para cada tópico de orientação, utilizando a terminologia específica;

estabeleça relações entre os elementos dos dois tópicos;

integre, pelo menos, uma informação relevante de cada um dos documentos 1, 2 e 3.

[26 pontos]

3.

A gravura reproduzida no documento 3 incorpora características de um dos movimentos artísticos preponderantes no período da Belle Époque, conhecido por

[13 pontos]

Grupo III - 1 · Portugal da Primeira República ao Estado Novo (1910-1945)

GRUPO III

PORTUGAL NO CONTEXTO INTERNACIONAL DO PRIMEIRO PÓS-GUERRA

Documento 1

Intervenções parlamentares de Querubim Guimarães 1

na sessão do Senado de 9 de outubro de 1923

Aos 13 anos dum regime novo que se implantou [...] porque a velha monarquia constitucional caiu por si [...], nada se tem feito do que era exigido pelo povo português como essencial à sua vida. [...] Verificamos, lamentavelmente, que o país se debate numa crise angustiosíssima de economia e de finanças, devido à ruinosa administração dos governos da República. [...]

Como medida de salvação pública, [...] levou-se o país à guerra. Dizia-se que assim era preciso para honra do país, [...] sem se querer saber se tínhamos aqueles elementos necessários que, porventura, nos fizessem suportar as extraordinárias despesas que nos acarretou esse nosso ato, por virtude do qual criámos uma dívida de guerra que não sei quando poderá ser paga [...]. [...] E então o que é que se fez? Lançou-se mão do recurso dos impostos. [...]

Acima da crise financeira e económica, há a crise moral, que é grande [...]. Nós estamos aqui com uma venda nos olhos, não querendo ver o que se passa por esse mundo além, onde [...] há uma ânsia de ordem [...]. Se olho para o Oriente, vejo uma ditadura vermelha encarnada em Lenine, e se olho para o Ocidente, vejo Mussolini. [...] Sr. presidente, é precisamente por isso que nós, [...] combatendo por um ideal [...] que há de ser com certeza o ideal do futuro, porque estamos em face duma verdadeira derrocada das democratizações, é por isso que nós temos muito cuidado [...] na propaganda que continuamos fazendo da restauração do regime velho. [...]

Ainda não me convenci de que dessa intervenção [de Portugal na guerra] tivessem resultado aqueles benefícios que o Sr. presidente do Ministério apresentou, nem ainda me convenci de que [...] fosse uma necessidade duramente imposta pelas circunstâncias. [...] Não é a cegueira política que me leva a ver só erros, a ver só ruínas para o país por parte da administração republicana; são os factos dolorosos, é a verdade palpável.

Disse há pouco que estamos atravessando uma situação económica e financeira difícil, ao que [...] respondeu dizendo que não havia povo nenhum que não sentisse ainda hoje o abalo que trouxe a conflagração tremenda da Europa. O que nós vemos, porém, é que as nações [...] que mais sofreram com a guerra estão fazendo a sua reconstituição económica [...]. [...] O povo português não se ilude já, Sr. presidente, com cantigas. A única coisa que há a fazer é uma obra ditatorial. Eu [...] não me importaria que viesse neste momento um homem nestas condições, tornando o nosso país próspero e desafogado.

https://debates.parlamento.pt/catalogo/r1/cs/01/06/01/077/1923-10-09 (consultado em setembro de 2025). (Texto adaptado)

1 senador eleito por Aveiro, em representação da minoria monárquica.

Documento 2

Intervenções do presidente do Ministério, António Maria da Silva 1,

na sessão do Senado de 9 de outubro de 1923

Alguma coisa tenho feito pela República, e não só pela ordem pública, [...] mas também porque alguma coisa os meus camaradas 2 realizaram, provocando encómios 3 merecidos [...]. [...] De facto, a reconstituição económica do país está-se fazendo [...]. Tudo o que tínhamos direito a receber da Alemanha o temos recebido e [...] muito mais havemos de conseguir. Isto deve provar àquelas pessoas que dizem que entrámos na guerra sem absolutamente nada obtermos, que elas não estão na boa doutrina. [...] Fomos com a consciência de um povo livre, conhecedor dos seus direitos e deveres e pronto a honrar a sua aliança com a Inglaterra. [...]

Eu não estranho nem posso revoltar-me contra o Sr. Querubim Guimarães, porque este regime não é o que ele deseja. Devo, porém, dizer que mesmo antes desta grande conflagração europeia, o problema que assediava todos os economistas era o aumento da carestia da vida. [...] Veio a guerra, com o seu cortejo, e a situação de equilíbrio levará alguns anos a alcançar-se [...]. [...]

O país o que deseja é que os poderes do Estado [...] conquistem algumas vantagens para a sua terra. Lá fora, os representantes da nação envidam todos os esforços para que ela mereça o crédito de todos, e [...] a posse do chefe de Estado a outros deve levar o conhecimento de que Portugal não é um país abandonado. Eu, quando sair, [...] já levo a satisfação de ver o país colocado por tal forma, e receber tais provas de estima [...] de países estrangeiros, [...] que por esse momento feliz para a minha alma de patriota julgo-me pago de todas as injustiças que me têm sido feitas.

https://debates.parlamento.pt/catalogo/r1/cs/01/06/01/077/1923-10-09 (consultado em setembro de 2025). (Texto adaptado)

1 líder do 37.º governo da Primeira República; membro do Partido Republicano Português/Partido Democrático.

2 referência aos ministros das Finanças, Marinha e Agricultura, presentes na sessão.

3 elogios.

1. Compare as duas perspetivas sobre a governação republicana em Portugal, expressas nos documentos 1 e 2, quanto a dois aspetos em que se opõem.

Fundamente a sua resposta, articulando-a com excertos relevantes dos dois documentos.

Grupo III - 2 · Primeira Guerra Mundial, primeiro pós-guerra e mutações socioculturais dos anos 20

GRUPO III

PORTUGAL NO CONTEXTO INTERNACIONAL DO PRIMEIRO PÓS-GUERRA

Documento 1

Intervenções parlamentares de Querubim Guimarães 1

na sessão do Senado de 9 de outubro de 1923

Aos 13 anos dum regime novo que se implantou [...] porque a velha monarquia constitucional caiu por si [...], nada se tem feito do que era exigido pelo povo português como essencial à sua vida. [...] Verificamos, lamentavelmente, que o país se debate numa crise angustiosíssima de economia e de finanças, devido à ruinosa administração dos governos da República. [...]

Como medida de salvação pública, [...] levou-se o país à guerra. Dizia-se que assim era preciso para honra do país, [...] sem se querer saber se tínhamos aqueles elementos necessários que, porventura, nos fizessem suportar as extraordinárias despesas que nos acarretou esse nosso ato, por virtude do qual criámos uma dívida de guerra que não sei quando poderá ser paga [...]. [...] E então o que é que se fez? Lançou-se mão do recurso dos impostos. [...]

Acima da crise financeira e económica, há a crise moral, que é grande [...]. Nós estamos aqui com uma venda nos olhos, não querendo ver o que se passa por esse mundo além, onde [...] há uma ânsia de ordem [...]. Se olho para o Oriente, vejo uma ditadura vermelha encarnada em Lenine, e se olho para o Ocidente, vejo Mussolini. [...] Sr. presidente, é precisamente por isso que nós, [...] combatendo por um ideal [...] que há de ser com certeza o ideal do futuro, porque estamos em face duma verdadeira derrocada das democratizações, é por isso que nós temos muito cuidado [...] na propaganda que continuamos fazendo da restauração do regime velho. [...]

Ainda não me convenci de que dessa intervenção [de Portugal na guerra] tivessem resultado aqueles benefícios que o Sr. presidente do Ministério apresentou, nem ainda me convenci de que [...] fosse uma necessidade duramente imposta pelas circunstâncias. [...] Não é a cegueira política que me leva a ver só erros, a ver só ruínas para o país por parte da administração republicana; são os factos dolorosos, é a verdade palpável.

Disse há pouco que estamos atravessando uma situação económica e financeira difícil, ao que [...] respondeu dizendo que não havia povo nenhum que não sentisse ainda hoje o abalo que trouxe a conflagração tremenda da Europa. O que nós vemos, porém, é que as nações [...] que mais sofreram com a guerra estão fazendo a sua reconstituição económica [...]. [...] O povo português não se ilude já, Sr. presidente, com cantigas. A única coisa que há a fazer é uma obra ditatorial. Eu [...] não me importaria que viesse neste momento um homem nestas condições, tornando o nosso país próspero e desafogado.

https://debates.parlamento.pt/catalogo/r1/cs/01/06/01/077/1923-10-09 (consultado em setembro de 2025). (Texto adaptado)

1 senador eleito por Aveiro, em representação da minoria monárquica.

Documento 2

Intervenções do presidente do Ministério, António Maria da Silva 1,

na sessão do Senado de 9 de outubro de 1923

Alguma coisa tenho feito pela República, e não só pela ordem pública, [...] mas também porque alguma coisa os meus camaradas 2 realizaram, provocando encómios 3 merecidos [...]. [...] De facto, a reconstituição económica do país está-se fazendo [...]. Tudo o que tínhamos direito a receber da Alemanha o temos recebido e [...] muito mais havemos de conseguir. Isto deve provar àquelas pessoas que dizem que entrámos na guerra sem absolutamente nada obtermos, que elas não estão na boa doutrina. [...] Fomos com a consciência de um povo livre, conhecedor dos seus direitos e deveres e pronto a honrar a sua aliança com a Inglaterra. [...]

Eu não estranho nem posso revoltar-me contra o Sr. Querubim Guimarães, porque este regime não é o que ele deseja. Devo, porém, dizer que mesmo antes desta grande conflagração europeia, o problema que assediava todos os economistas era o aumento da carestia da vida. [...] Veio a guerra, com o seu cortejo, e a situação de equilíbrio levará alguns anos a alcançar-se [...]. [...]

O país o que deseja é que os poderes do Estado [...] conquistem algumas vantagens para a sua terra. Lá fora, os representantes da nação envidam todos os esforços para que ela mereça o crédito de todos, e [...] a posse do chefe de Estado a outros deve levar o conhecimento de que Portugal não é um país abandonado. Eu, quando sair, [...] já levo a satisfação de ver o país colocado por tal forma, e receber tais provas de estima [...] de países estrangeiros, [...] que por esse momento feliz para a minha alma de patriota julgo-me pago de todas as injustiças que me têm sido feitas.

https://debates.parlamento.pt/catalogo/r1/cs/01/06/01/077/1923-10-09 (consultado em setembro de 2025). (Texto adaptado)

1 líder do 37.º governo da Primeira República; membro do Partido Republicano Português/Partido Democrático.

2 referência aos ministros das Finanças, Marinha e Agricultura, presentes na sessão.

3 elogios.

2. A convulsão provocada pela Primeira Guerra Mundial desencadeou profundas transformações sociais e políticas, que abalaram os alicerces da Europa.

Exponha dois argumentos que sustentem esta afirmação.

Fundamente a sua resposta, articulando-a com excertos relevantes do documento 1.

Grupo III - 3 · Primeira Guerra Mundial, primeiro pós-guerra e mutações socioculturais dos anos 20

GRUPO III

PORTUGAL NO CONTEXTO INTERNACIONAL DO PRIMEIRO PÓS-GUERRA

Documento 1

Intervenções parlamentares de Querubim Guimarães 1

na sessão do Senado de 9 de outubro de 1923

Aos 13 anos dum regime novo que se implantou [...] porque a velha monarquia constitucional caiu por si [...], nada se tem feito do que era exigido pelo povo português como essencial à sua vida. [...] Verificamos, lamentavelmente, que o país se debate numa crise angustiosíssima de economia e de finanças, devido à ruinosa administração dos governos da República. [...]

Como medida de salvação pública, [...] levou-se o país à guerra. Dizia-se que assim era preciso para honra do país, [...] sem se querer saber se tínhamos aqueles elementos necessários que, porventura, nos fizessem suportar as extraordinárias despesas que nos acarretou esse nosso ato, por virtude do qual criámos uma dívida de guerra que não sei quando poderá ser paga [...]. [...] E então o que é que se fez? Lançou-se mão do recurso dos impostos. [...]

Acima da crise financeira e económica, há a crise moral, que é grande [...]. Nós estamos aqui com uma venda nos olhos, não querendo ver o que se passa por esse mundo além, onde [...] há uma ânsia de ordem [...]. Se olho para o Oriente, vejo uma ditadura vermelha encarnada em Lenine, e se olho para o Ocidente, vejo Mussolini. [...] Sr. presidente, é precisamente por isso que nós, [...] combatendo por um ideal [...] que há de ser com certeza o ideal do futuro, porque estamos em face duma verdadeira derrocada das democratizações, é por isso que nós temos muito cuidado [...] na propaganda que continuamos fazendo da restauração do regime velho. [...]

Ainda não me convenci de que dessa intervenção [de Portugal na guerra] tivessem resultado aqueles benefícios que o Sr. presidente do Ministério apresentou, nem ainda me convenci de que [...] fosse uma necessidade duramente imposta pelas circunstâncias. [...] Não é a cegueira política que me leva a ver só erros, a ver só ruínas para o país por parte da administração republicana; são os factos dolorosos, é a verdade palpável.

Disse há pouco que estamos atravessando uma situação económica e financeira difícil, ao que [...] respondeu dizendo que não havia povo nenhum que não sentisse ainda hoje o abalo que trouxe a conflagração tremenda da Europa. O que nós vemos, porém, é que as nações [...] que mais sofreram com a guerra estão fazendo a sua reconstituição económica [...]. [...] O povo português não se ilude já, Sr. presidente, com cantigas. A única coisa que há a fazer é uma obra ditatorial. Eu [...] não me importaria que viesse neste momento um homem nestas condições, tornando o nosso país próspero e desafogado.

https://debates.parlamento.pt/catalogo/r1/cs/01/06/01/077/1923-10-09 (consultado em setembro de 2025). (Texto adaptado)

1 senador eleito por Aveiro, em representação da minoria monárquica.

Documento 2

Intervenções do presidente do Ministério, António Maria da Silva 1,

na sessão do Senado de 9 de outubro de 1923

Alguma coisa tenho feito pela República, e não só pela ordem pública, [...] mas também porque alguma coisa os meus camaradas 2 realizaram, provocando encómios 3 merecidos [...]. [...] De facto, a reconstituição económica do país está-se fazendo [...]. Tudo o que tínhamos direito a receber da Alemanha o temos recebido e [...] muito mais havemos de conseguir. Isto deve provar àquelas pessoas que dizem que entrámos na guerra sem absolutamente nada obtermos, que elas não estão na boa doutrina. [...] Fomos com a consciência de um povo livre, conhecedor dos seus direitos e deveres e pronto a honrar a sua aliança com a Inglaterra. [...]

Eu não estranho nem posso revoltar-me contra o Sr. Querubim Guimarães, porque este regime não é o que ele deseja. Devo, porém, dizer que mesmo antes desta grande conflagração europeia, o problema que assediava todos os economistas era o aumento da carestia da vida. [...] Veio a guerra, com o seu cortejo, e a situação de equilíbrio levará alguns anos a alcançar-se [...]. [...]

O país o que deseja é que os poderes do Estado [...] conquistem algumas vantagens para a sua terra. Lá fora, os representantes da nação envidam todos os esforços para que ela mereça o crédito de todos, e [...] a posse do chefe de Estado a outros deve levar o conhecimento de que Portugal não é um país abandonado. Eu, quando sair, [...] já levo a satisfação de ver o país colocado por tal forma, e receber tais provas de estima [...] de países estrangeiros, [...] que por esse momento feliz para a minha alma de patriota julgo-me pago de todas as injustiças que me têm sido feitas.

https://debates.parlamento.pt/catalogo/r1/cs/01/06/01/077/1923-10-09 (consultado em setembro de 2025). (Texto adaptado)

1 líder do 37.º governo da Primeira República; membro do Partido Republicano Português/Partido Democrático.

2 referência aos ministros das Finanças, Marinha e Agricultura, presentes na sessão.

3 elogios.

3. A referência no documento 2 à Alemanha (linhas 3-5) reflete uma das orientações que presidiu à elaboração do Tratado de Versalhes, ou seja,

Grupo III - 4 · Primeira Guerra Mundial, primeiro pós-guerra e mutações socioculturais dos anos 20

Considere as afirmações seguintes sobre o contexto geopolítico do primeiro pós-guerra, tendo por termo de comparação o período anterior à Primeira Guerra Mundial.

I. Através da instituição de um organismo supranacional procurava-se a resolução pacífica dos conflitos.

II. O mapa político europeu era constituído por múltiplos regimes demoliberais de tipo republicano.

III. O princípio das nacionalidades legitimou a constituição de novos Estados e a redefinição de fronteiras.

Selecione a opção que avalia corretamente as afirmações, considerando as ruturas e as continuidades entre os dois períodos.

()

Grupo IV · O mundo atual: fim da Guerra Fria, mundo unipolar, União Europeia e globalização

GRUPO IV

MUDANÇA GEOPOLÍTICA E DINÂMICAS SOCIOECONÓMICAS NO OCASO DA GUERRA FRIA

Documento 1 (conjunto documental)

Documento 2

Opinião do jornalista norte-americano Thomas Friedman acerca do papel dos EUA no mundo, 1 de junho de 2003

Durante os anos 90, a América tornou-se exponencialmente mais poderosa – económica, militar e tecnologicamente – do que qualquer outro país no mundo [...]. Em termos gerais, isto deveu-se ao colapso do império soviético e à ascensão do capitalismo de livre mercado, que coincidiram com a revolução tecnológica da Internet na América. O resultado foi que o

5 poder, a cultura e as ideias [...] dos EUA sobre como organizar a sociedade se tornaram tão dominantes [...] que a América começou a influenciar a vida das pessoas em todo o planeta [...], mais do que os seus próprios governos.

Assim que se aperceberam disto, as pessoas começaram a organizar-se contra essa influência [...]. Um primeiro sinal foi o protesto de Seattle, em 1999 [...]. [...] Os manifestantes

10 mais sérios afirmavam: «Vocês, América, influenciam mais a minha vida que o meu próprio governo [...], pelo modo como a vossa cultura se infiltra na minha, pelo modo como a vossa tecnologia acelera mudanças em todos os aspetos da minha vida e pelo modo como as vossas regras económicas me foram “impostas”.» [...]

A ascensão da América como hiperpotência ocorre numa era de globalização, em que as

15 economias ficaram tão interligadas que a China, a Rússia, a França ou outros rivais não podem atingir os Estados Unidos sem se destruírem a si próprios.

Os únicos que recorrem à violência são lobos solitários ou atores transnacionais [...], como Osama bin Laden. [...] Eis então o 11 de Setembro. [...] De repente, [...] uma hegemonia americana benigna que a todos influenciava, económica e culturalmente, transforma-se [...]

20 numa besta ferida, furiosa e raivosa que atinge militarmente as pessoas. Agora, têm realmente medo de nós, um estado de espírito reforçado pelo unilateralismo da administração Bush. Com uma só patada, esmagámos os talibãs. Depois, voltámo-nos contra o Iraque.

www.nytimes.com/2003/06/01/opinion/a-theory-of-everything.html (consultado em setembro de 2025).

(Texto traduzido e adaptado)

* 1.

Ordene cronologicamente as imagens A, B, C e D (documento 1), relativas a fenómenos históricos relevantes ocorridos entre o fim da Guerra Fria e o início do novo milénio.

Assinale a sequência correta das letras:

* 2.

Para evitar o colapso e fortalecer a União Soviética face ao Ocidente, Mikhail Gorbatchov empreendeu várias reformas, referidas na imagem B do documento 1, nomeadamente

()

* 3.

Explicite duas evidências da hegemonia norte-americana no contexto do mundo unipolar.

Fundamente a sua resposta, articulando-a com excertos relevantes do documento 2.

Grupo IV - 4 · O mundo atual: fim da Guerra Fria, mundo unipolar, União Europeia e globalização

GRUPO IV

MUDANÇA GEOPOLÍTICA E DINÂMICAS SOCIOECONÓMICAS NO OCASO DA GUERRA FRIA

Documento 1 (conjunto documental)

Documento 2

Opinião do jornalista norte-americano Thomas Friedman acerca do papel dos EUA no mundo, 1 de junho de 2003

Durante os anos 90, a América tornou-se exponencialmente mais poderosa – económica, militar e tecnologicamente – do que qualquer outro país no mundo [...]. Em termos gerais, isto deveu-se ao colapso do império soviético e à ascensão do capitalismo de livre mercado, que coincidiram com a revolução tecnológica da Internet na América. O resultado foi que o

5 poder, a cultura e as ideias [...] dos EUA sobre como organizar a sociedade se tornaram tão dominantes [...] que a América começou a influenciar a vida das pessoas em todo o planeta [...], mais do que os seus próprios governos.

Assim que se aperceberam disto, as pessoas começaram a organizar-se contra essa influência [...]. Um primeiro sinal foi o protesto de Seattle, em 1999 [...]. [...] Os manifestantes

10 mais sérios afirmavam: «Vocês, América, influenciam mais a minha vida que o meu próprio governo [...], pelo modo como a vossa cultura se infiltra na minha, pelo modo como a vossa tecnologia acelera mudanças em todos os aspetos da minha vida e pelo modo como as vossas regras económicas me foram “impostas”.» [...]

A ascensão da América como hiperpotência ocorre numa era de globalização, em que as

15 economias ficaram tão interligadas que a China, a Rússia, a França ou outros rivais não podem atingir os Estados Unidos sem se destruírem a si próprios.

Os únicos que recorrem à violência são lobos solitários ou atores transnacionais [...], como Osama bin Laden. [...] Eis então o 11 de Setembro. [...] De repente, [...] uma hegemonia americana benigna que a todos influenciava, económica e culturalmente, transforma-se [...]

20 numa besta ferida, furiosa e raivosa que atinge militarmente as pessoas. Agora, têm realmente medo de nós, um estado de espírito reforçado pelo unilateralismo da administração Bush. Com uma só patada, esmagámos os talibãs. Depois, voltámo-nos contra o Iraque.

www.nytimes.com/2003/06/01/opinion/a-theory-of-everything.html (consultado em setembro de 2025).

(Texto traduzido e adaptado)

4. As críticas dos manifestantes de Seattle, mencionadas no documento 2 (linhas 10-11), refletem os impactos do fenómeno da globalização, ao salientarem

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Grupo IV - 5 · O mundo atual: fim da Guerra Fria, mundo unipolar, União Europeia e globalização

GRUPO IV

MUDANÇA GEOPOLÍTICA E DINÂMICAS SOCIOECONÓMICAS NO OCASO DA GUERRA FRIA

Documento 1 (conjunto documental)

Documento 2

Opinião do jornalista norte-americano Thomas Friedman acerca do papel dos EUA no mundo, 1 de junho de 2003

Durante os anos 90, a América tornou-se exponencialmente mais poderosa – económica, militar e tecnologicamente – do que qualquer outro país no mundo [...]. Em termos gerais, isto deveu-se ao colapso do império soviético e à ascensão do capitalismo de livre mercado, que coincidiram com a revolução tecnológica da Internet na América. O resultado foi que o

5 poder, a cultura e as ideias [...] dos EUA sobre como organizar a sociedade se tornaram tão dominantes [...] que a América começou a influenciar a vida das pessoas em todo o planeta [...], mais do que os seus próprios governos.

Assim que se aperceberam disto, as pessoas começaram a organizar-se contra essa influência [...]. Um primeiro sinal foi o protesto de Seattle, em 1999 [...]. [...] Os manifestantes

10 mais sérios afirmavam: «Vocês, América, influenciam mais a minha vida que o meu próprio governo [...], pelo modo como a vossa cultura se infiltra na minha, pelo modo como a vossa tecnologia acelera mudanças em todos os aspetos da minha vida e pelo modo como as vossas regras económicas me foram “impostas”.» [...]

A ascensão da América como hiperpotência ocorre numa era de globalização, em que as

15 economias ficaram tão interligadas que a China, a Rússia, a França ou outros rivais não podem atingir os Estados Unidos sem se destruírem a si próprios.

Os únicos que recorrem à violência são lobos solitários ou atores transnacionais [...], como Osama bin Laden. [...] Eis então o 11 de Setembro. [...] De repente, [...] uma hegemonia americana benigna que a todos influenciava, económica e culturalmente, transforma-se [...]

20 numa besta ferida, furiosa e raivosa que atinge militarmente as pessoas. Agora, têm realmente medo de nós, um estado de espírito reforçado pelo unilateralismo da administração Bush. Com uma só patada, esmagámos os talibãs. Depois, voltámo-nos contra o Iraque.

www.nytimes.com/2003/06/01/opinion/a-theory-of-everything.html (consultado em setembro de 2025).

(Texto traduzido e adaptado)

5. As afirmações seguintes, sobre o modelo político e económico da República Popular da China, são todas verdadeiras.

Identifique as duas afirmações que podem ser comprovadas através da análise da imagem C do documento 1.

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