Exame Nacional História A 2026 · Época especial
Exame Nacional de História A 2026, Época especial: 11 exercícios com resolução. Com correção imediata.
Temas do exame: Expansão, Renascimento e Reforma: a abertura europeia ao mundo (séculos XV-XVI) · As revoluções liberais e a implantação do liberalismo em Portugal · Revolução Russa, crise de 1929 e regimes totalitários na Europa entre as guerras · Portugal da Primeira República ao Estado Novo (1910-1945) · O mundo atual: fim da Guerra Fria, mundo unipolar, União Europeia e globalização
Grupo I - 1 · Expansão, Renascimento e Reforma: a abertura europeia ao mundo (séculos XV-XVI)
GRUPO I
A PRODUÇÃO CULTURAL NA EUROPA DO RENASCIMENTO
1. A pintura reproduzida no documento apresenta características do humanismo renascentista, ao evidenciar
Grupo I - 2 · Expansão, Renascimento e Reforma: a abertura europeia ao mundo (séculos XV-XVI)
GRUPO I
A PRODUÇÃO CULTURAL NA EUROPA DO RENASCIMENTO
2. A proliferação de pinturas do mesmo género da reproduzida no documento reflete, no contexto da cultura renascentista,
Grupo II - 1 · As revoluções liberais e a implantação do liberalismo em Portugal
GRUPO II
OS LEGADOS DO LIBERALISMO OITOCENTISTA
Defesa do ideário liberal por Joaquim Anastácio Mendes Velho,
prior de Messejana, Alentejo (1822)
Aquele reino que tem a fortuna de ser governado por uma boa Constituição é mais feliz que os outros, devendo nós dar graças a Deus por tanto bem [...]. [...]
Os homens, nascendo livres e independentes, [...] para serem governados por outro homem, seu semelhante e seu igual, era necessário quecedessem parte da sua liberdade e da sua independência, [...] [estabelecendo] uma forma de governo que dirigisse os seus trabalhos em proveito comum de todos e particular de cada um. [...] Portanto, todo o poder e autoridade que tem o chefe de uma sociedade lhe são conferidos pela mesma sociedade que o nomeou, [...] celebrando-se assim um contrato social [...]. [...]
O abuso havia convertido o nosso governo em uma monarquia absoluta. O que não acontecerá daqui em diante: a Nação [...] recuperou a soberania, que essencialmente nela residia; a mesma Nação dita a lei por meio dos seus representantes [...], e o rei a executa [...]. O nosso bom rei, conhecendo as vantagens que resultam à Nação portuguesa desta nova forma de governo, [...] deixou o Brasil, donde talvez não tencionasse sair, [...] para ajudar a plantar um sistema de governo, de que tanto pende a felicidade da Nação [...]. [...] Depois de uma guerra ativa movida por Napoleão, em que sofremos tantos males e privações, ficámos sujeitos a um governo frouxo e indolente, o qual ia, pela sua inação, conduzindo a Nação à última ruína. [...]
Vós já começastes a sentir a benigna influência da representação nacional: já todos concorrestes a dar os vossos votos para se nomearem os deputados das Cortes, [...] e estes vossos representantes de dia e de noite não cuidarão em outra coisa mais, do que evitar tudo aquilo de que possa resultar-vos algum mal, procurando os meios da vossa felicidade [...]. [...]
Senhores, o fim único, o principal objeto das sociedades, é o bem público; este bem público compõe-se da soma dos bens particulares [...]. [...] Do trabalho e da indústria dos particulares nasce a sua riqueza e prosperidade, e da riqueza e prosperidade dos povos nasce a prosperidade e riqueza nacional. [...] Assim como cada um de vós deve procurar ser feliz neste mundo, [...] os membros de uma sociedade têm o mesmo direito à sua felicidade geral; e como esta depende de boas leis fundamentais [...], que é o que se chama Constituição, pode ela, e até deve, formar a melhor Constituição possível [...].
É, portanto, a Nação que tem o poder de estabelecer [...] aquelas leis que julga serem mais proveitosas para a sua felicidade [...].
Joaquim Anastácio Mendes Velho, Homilia constitucional para uso dos reverendos párocos menos instruídos em política, Lisboa, Imprensa Nacional, 1822. (Texto adaptado).
1. Ao defender a nova ordem liberal, Joaquim Velho (linha 15) evoca o acontecimento que, no início do século XIX, desencadeou as profundas transformações então ocorridas em Portugal, nomeadamente
Grupo II - 2 · As revoluções liberais e a implantação do liberalismo em Portugal
GRUPO II
OS LEGADOS DO LIBERALISMO OITOCENTISTA
Defesa do ideário liberal por Joaquim Anastácio Mendes Velho,
prior de Messejana, Alentejo (1822)
Aquele reino que tem a fortuna de ser governado por uma boa Constituição é mais feliz que os outros, devendo nós dar graças a Deus por tanto bem [...]. [...]
Os homens, nascendo livres e independentes, [...] para serem governados por outro homem, seu semelhante e seu igual, era necessário quecedessem parte da sua liberdade e da sua independência, [...] [estabelecendo] uma forma de governo que dirigisse os seus trabalhos em proveito comum de todos e particular de cada um. [...] Portanto, todo o poder e autoridade que tem o chefe de uma sociedade lhe são conferidos pela mesma sociedade que o nomeou, [...] celebrando-se assim um contrato social [...]. [...]
O abuso havia convertido o nosso governo em uma monarquia absoluta. O que não acontecerá daqui em diante: a Nação [...] recuperou a soberania, que essencialmente nela residia; a mesma Nação dita a lei por meio dos seus representantes [...], e o rei a executa [...]. O nosso bom rei, conhecendo as vantagens que resultam à Nação portuguesa desta nova forma de governo, [...] deixou o Brasil, donde talvez não tencionasse sair, [...] para ajudar a plantar um sistema de governo, de que tanto pende a felicidade da Nação [...]. [...] Depois de uma guerra ativa movida por Napoleão, em que sofremos tantos males e privações, ficámos sujeitos a um governo frouxo e indolente, o qual ia, pela sua inação, conduzindo a Nação à última ruína. [...]
Vós já começastes a sentir a benigna influência da representação nacional: já todos concorrestes a dar os vossos votos para se nomearem os deputados das Cortes, [...] e estes vossos representantes de dia e de noite não cuidarão em outra coisa mais, do que evitar tudo aquilo de que possa resultar-vos algum mal, procurando os meios da vossa felicidade [...]. [...]
Senhores, o fim único, o principal objeto das sociedades, é o bem público; este bem público compõe-se da soma dos bens particulares [...]. [...] Do trabalho e da indústria dos particulares nasce a sua riqueza e prosperidade, e da riqueza e prosperidade dos povos nasce a prosperidade e riqueza nacional. [...] Assim como cada um de vós deve procurar ser feliz neste mundo, [...] os membros de uma sociedade têm o mesmo direito à sua felicidade geral; e como esta depende de boas leis fundamentais [...], que é o que se chama Constituição, pode ela, e até deve, formar a melhor Constituição possível [...].
É, portanto, a Nação que tem o poder de estabelecer [...] aquelas leis que julga serem mais proveitosas para a sua felicidade [...].
Joaquim Anastácio Mendes Velho, Homilia constitucional para uso dos reverendos párocos menos instruídos em política, Lisboa, Imprensa Nacional, 1822. (Texto adaptado).
2. Um dos fatores que contribuíram para a Revolução Liberal de 1820, refletido no discurso do autor (linhas 16-17), consistiu
Grupo II · As revoluções liberais e a implantação do liberalismo em Portugal
GRUPO II
OS LEGADOS DO LIBERALISMO OITOCENTISTA
Defesa do ideário liberal por Joaquim Anastácio Mendes Velho,
prior de Messejana, Alentejo (1822)
Aquele reino que tem a fortuna de ser governado por uma boa Constituição é mais feliz que os outros, devendo nós dar graças a Deus por tanto bem [...]. [...]
Os homens, nascendo livres e independentes, [...] para serem governados por outro homem, seu semelhante e seu igual, era necessário quecedessem parte da sua liberdade e da sua independência, [...] [estabelecendo] uma forma de governo que dirigisse os seus trabalhos em proveito comum de todos e particular de cada um. [...] Portanto, todo o poder e autoridade que tem o chefe de uma sociedade lhe são conferidos pela mesma sociedade que o nomeou, [...] celebrando-se assim um contrato social [...]. [...]
O abuso havia convertido o nosso governo em uma monarquia absoluta. O que não acontecerá daqui em diante: a Nação [...] recuperou a soberania, que essencialmente nela residia; a mesma Nação dita a lei por meio dos seus representantes [...], e o rei a executa [...]. O nosso bom rei, conhecendo as vantagens que resultam à Nação portuguesa desta nova forma de governo, [...] deixou o Brasil, donde talvez não tencionasse sair, [...] para ajudar a plantar um sistema de governo, de que tanto pende a felicidade da Nação [...]. [...] Depois de uma guerra ativa movida por Napoleão, em que sofremos tantos males e privações, ficámos sujeitos a um governo frouxo e indolente, o qual ia, pela sua inação, conduzindo a Nação à última ruína. [...]
Vós já começastes a sentir a benigna influência da representação nacional: já todos concorrestes a dar os vossos votos para se nomearem os deputados das Cortes, [...] e estes vossos representantes de dia e de noite não cuidarão em outra coisa mais, do que evitar tudo aquilo de que possa resultar-vos algum mal, procurando os meios da vossa felicidade [...]. [...]
Senhores, o fim único, o principal objeto das sociedades, é o bem público; este bem público compõe-se da soma dos bens particulares [...]. [...] Do trabalho e da indústria dos particulares nasce a sua riqueza e prosperidade, e da riqueza e prosperidade dos povos nasce a prosperidade e riqueza nacional. [...] Assim como cada um de vós deve procurar ser feliz neste mundo, [...] os membros de uma sociedade têm o mesmo direito à sua felicidade geral; e como esta depende de boas leis fundamentais [...], que é o que se chama Constituição, pode ela, e até deve, formar a melhor Constituição possível [...].
É, portanto, a Nação que tem o poder de estabelecer [...] aquelas leis que julga serem mais proveitosas para a sua felicidade [...].
Joaquim Anastácio Mendes Velho, Homilia constitucional para uso dos reverendos párocos menos instruídos em política, Lisboa, Imprensa Nacional, 1822. (Texto adaptado).
3.
No começo do século XIX, o triunfo dos princípios liberais originou uma nova organização social e política dos Estados.
Exponha dois argumentos que sustentem esta afirmação.
Fundamente a sua resposta, articulando-a com excertos relevantes do documento.
4.
Ao enaltecer os benefícios do liberalismo económico, o autor evidencia (linhas 24-25) um dos seus princípios definidores,
Grupo III - 1 · Portugal da Primeira República ao Estado Novo (1910-1945)
GRUPO III
PORTUGAL NO CONTEXTO INTERNACIONAL DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX
Documento 1 (conjunto documental)
Identificação das fontes
A. http://tinyurl.com/yeu3v24a (consultado em janeiro de 2026); B. http://tinyurl.com/2s4428vv (consultado em janeiro de 2026);
C. Os Ridículos, 1.ª série, N.º X; D. http://tinyurl.com/4s3ye3dc (consultado em janeiro de 2026).
Documento 2
Diretrizes para o ensino das artes – Decreto-Lei n.º 26 957, de 1936
A lei n.º 1941, [...] instituindo a Junta Nacional da Educação [JNE] com uma secção de Belas Artes, [...] pelas diretrizes definidas ao ensino artístico, exprime o decidido propósito de integrar a Arte num unitário e ativo programa de educação nacional. No momento em que Portugal, havendo reagido nos domínios financeiro, económico, político e até social, procura mobilizar a energia espiritual da Nação, para a consolidação da obra realizada e para a defesa dos seus destinos históricos, não podia esquecer-se o valor educativo da Arte.
Por isso, se o Estado Novo tem dispensado, de há muito, carinhoso cuidado à conservação do património estético da Nação, vai este agora ser utilizado como instrumento de defesa da arte contra doentias conceções do que seja a originalidade e contra a desnacionalizadora infiltração de exóticas teorias que a um materialismo geométrico, frio e incaracterístico, sacrifica o realismo plástico, humano e português.
O próprio facto de o Estado se encontrar em condições de realizar [...] grandes obras e empreendimentos, que hão de atestar aos vindouros a capacidade construtiva da geração atual, com a maior urgência impõe que os cultores do Belo sejam postos em íntimo contacto com a terra portuguesa, como fonte de inspiração, para que nas suas faculdades criadoras se imprima o sentido lusíada e, por este, eles se tornem capazes de fixar, a exemplo dos seus grandes predecessores, a fisionomia da Nova Renascença pátria [...].
Pelo presente decreto pretende-se dotar a formação dos artistas e estudantes portugueses de artes plásticas com o conhecimento do património estético da Nação, nos seus valores naturais e monumentais, de que são tão ricas as nossas províncias [...]. [...]
Por tudo o que antecede, [...] o Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:
Artigo 1.º São instituídas as Missões Estéticas de Férias (MEF), destinadas a facilitarem aos artistas e estudantes portugueses de artes plásticas o conhecimento dos valores de carácter paisagístico, étnico, arqueológico e arquitetónico de Portugal [...].
Artigo 2.º As MEF [...] tomarão por centro de irradiação, sempre que possível, um histórico castelo ou monumento nacional.
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/26957-1936-364550
(consultado em janeiro de 2026). (Texto adaptado)
Documento 3
Planta da Exposição do Mundo Português (1940)
Legenda:
1 – Pavilhão da Fundação; 2 – Pavilhão da Formação e Conquista; 3 – Pavilhão da Independência; 4 – Pavilhão dos Descobrimentos; 5 – Esfera dos Descobrimentos; 6 – Pavilhão do Brasil; 7 – Pavilhão da Colonização; 8 – Casa de Santo António; 9 – Pavilhão da Honra e de Lisboa; 10 – Mosteiro dos Jerónimos; 11 – Pavilhão dos Portugueses no Mundo; [...] 16 – Pavilhão da Vida Popular; [...] 19 – Padrão das Descobertas; 20 – Nau «Portugal» [...]
A – Missões Católicas; B – Pavilhão de Angola e Moçambique; C – Casa Colonial; [...] E – Monumento Esforço Colonial; [...] H – Museu de Arte Indígena; [...] O – Pavilhões de matérias-primas; P – Emissora Imperial
Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa: https://purl.pt/28025
(consultado em janeiro de 2026).
1. Ordene cronologicamente as imagens A, B, C e D (documento 1), relativas a fenómenos políticos relevantes da história de Portugal da primeira metade do século XX.
Assinale a sequência correta das letras.
Grupo III - 2 · Portugal da Primeira República ao Estado Novo (1910-1945)
GRUPO III
PORTUGAL NO CONTEXTO INTERNACIONAL DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX
Documento 1 (conjunto documental)
Identificação das fontes
A. http://tinyurl.com/yeu3v24a (consultado em janeiro de 2026); B. http://tinyurl.com/2s4428vv (consultado em janeiro de 2026);
C. Os Ridículos, 1.ª série, N.º X; D. http://tinyurl.com/4s3ye3dc (consultado em janeiro de 2026).
Documento 2
Diretrizes para o ensino das artes – Decreto-Lei n.º 26 957, de 1936
A lei n.º 1941, [...] instituindo a Junta Nacional da Educação [JNE] com uma secção de Belas Artes, [...] pelas diretrizes definidas ao ensino artístico, exprime o decidido propósito de integrar a Arte num unitário e ativo programa de educação nacional. No momento em que Portugal, havendo reagido nos domínios financeiro, económico, político e até social, procura mobilizar a energia espiritual da Nação, para a consolidação da obra realizada e para a defesa dos seus destinos históricos, não podia esquecer-se o valor educativo da Arte.
Por isso, se o Estado Novo tem dispensado, de há muito, carinhoso cuidado à conservação do património estético da Nação, vai este agora ser utilizado como instrumento de defesa da arte contra doentias conceções do que seja a originalidade e contra a desnacionalizadora infiltração de exóticas teorias que a um materialismo geométrico, frio e incaracterístico, sacrifica o realismo plástico, humano e português.
O próprio facto de o Estado se encontrar em condições de realizar [...] grandes obras e empreendimentos, que hão de atestar aos vindouros a capacidade construtiva da geração atual, com a maior urgência impõe que os cultores do Belo sejam postos em íntimo contacto com a terra portuguesa, como fonte de inspiração, para que nas suas faculdades criadoras se imprima o sentido lusíada e, por este, eles se tornem capazes de fixar, a exemplo dos seus grandes predecessores, a fisionomia da Nova Renascença pátria [...].
Pelo presente decreto pretende-se dotar a formação dos artistas e estudantes portugueses de artes plásticas com o conhecimento do património estético da Nação, nos seus valores naturais e monumentais, de que são tão ricas as nossas províncias [...]. [...]
Por tudo o que antecede, [...] o Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:
Artigo 1.º São instituídas as Missões Estéticas de Férias (MEF), destinadas a facilitarem aos artistas e estudantes portugueses de artes plásticas o conhecimento dos valores de carácter paisagístico, étnico, arqueológico e arquitetónico de Portugal [...].
Artigo 2.º As MEF [...] tomarão por centro de irradiação, sempre que possível, um histórico castelo ou monumento nacional.
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/26957-1936-364550
(consultado em janeiro de 2026). (Texto adaptado)
Documento 3
Planta da Exposição do Mundo Português (1940)
Legenda:
1 – Pavilhão da Fundação; 2 – Pavilhão da Formação e Conquista; 3 – Pavilhão da Independência; 4 – Pavilhão dos Descobrimentos; 5 – Esfera dos Descobrimentos; 6 – Pavilhão do Brasil; 7 – Pavilhão da Colonização; 8 – Casa de Santo António; 9 – Pavilhão da Honra e de Lisboa; 10 – Mosteiro dos Jerónimos; 11 – Pavilhão dos Portugueses no Mundo; [...] 16 – Pavilhão da Vida Popular; [...] 19 – Padrão das Descobertas; 20 – Nau «Portugal» [...]
A – Missões Católicas; B – Pavilhão de Angola e Moçambique; C – Casa Colonial; [...] E – Monumento Esforço Colonial; [...] H – Museu de Arte Indígena; [...] O – Pavilhões de matérias-primas; P – Emissora Imperial
Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa: https://purl.pt/28025
(consultado em janeiro de 2026).
2. As afirmações seguintes, sobre as vicissitudes políticas em Portugal após o derrube da monarquia, são todas verdadeiras.
Identifique as duas afirmações que podem ser comprovadas através da análise da imagem C do documento 1.
Grupo III - 3 · Portugal da Primeira República ao Estado Novo (1910-1945)
GRUPO III
PORTUGAL NO CONTEXTO INTERNACIONAL DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX
Documento 1 (conjunto documental)
Identificação das fontes
A. http://tinyurl.com/yeu3v24a (consultado em janeiro de 2026); B. http://tinyurl.com/2s4428vv (consultado em janeiro de 2026);
C. Os Ridículos, 1.ª série, N.º X; D. http://tinyurl.com/4s3ye3dc (consultado em janeiro de 2026).
Documento 2
Diretrizes para o ensino das artes – Decreto-Lei n.º 26 957, de 1936
A lei n.º 1941, [...] instituindo a Junta Nacional da Educação [JNE] com uma secção de Belas Artes, [...] pelas diretrizes definidas ao ensino artístico, exprime o decidido propósito de integrar a Arte num unitário e ativo programa de educação nacional. No momento em que Portugal, havendo reagido nos domínios financeiro, económico, político e até social, procura mobilizar a energia espiritual da Nação, para a consolidação da obra realizada e para a defesa dos seus destinos históricos, não podia esquecer-se o valor educativo da Arte.
Por isso, se o Estado Novo tem dispensado, de há muito, carinhoso cuidado à conservação do património estético da Nação, vai este agora ser utilizado como instrumento de defesa da arte contra doentias conceções do que seja a originalidade e contra a desnacionalizadora infiltração de exóticas teorias que a um materialismo geométrico, frio e incaracterístico, sacrifica o realismo plástico, humano e português.
O próprio facto de o Estado se encontrar em condições de realizar [...] grandes obras e empreendimentos, que hão de atestar aos vindouros a capacidade construtiva da geração atual, com a maior urgência impõe que os cultores do Belo sejam postos em íntimo contacto com a terra portuguesa, como fonte de inspiração, para que nas suas faculdades criadoras se imprima o sentido lusíada e, por este, eles se tornem capazes de fixar, a exemplo dos seus grandes predecessores, a fisionomia da Nova Renascença pátria [...].
Pelo presente decreto pretende-se dotar a formação dos artistas e estudantes portugueses de artes plásticas com o conhecimento do património estético da Nação, nos seus valores naturais e monumentais, de que são tão ricas as nossas províncias [...]. [...]
Por tudo o que antecede, [...] o Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:
Artigo 1.º São instituídas as Missões Estéticas de Férias (MEF), destinadas a facilitarem aos artistas e estudantes portugueses de artes plásticas o conhecimento dos valores de carácter paisagístico, étnico, arqueológico e arquitetónico de Portugal [...].
Artigo 2.º As MEF [...] tomarão por centro de irradiação, sempre que possível, um histórico castelo ou monumento nacional.
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/26957-1936-364550
(consultado em janeiro de 2026). (Texto adaptado)
Documento 3
Planta da Exposição do Mundo Português (1940)
Legenda:
1 – Pavilhão da Fundação; 2 – Pavilhão da Formação e Conquista; 3 – Pavilhão da Independência; 4 – Pavilhão dos Descobrimentos; 5 – Esfera dos Descobrimentos; 6 – Pavilhão do Brasil; 7 – Pavilhão da Colonização; 8 – Casa de Santo António; 9 – Pavilhão da Honra e de Lisboa; 10 – Mosteiro dos Jerónimos; 11 – Pavilhão dos Portugueses no Mundo; [...] 16 – Pavilhão da Vida Popular; [...] 19 – Padrão das Descobertas; 20 – Nau «Portugal» [...]
A – Missões Católicas; B – Pavilhão de Angola e Moçambique; C – Casa Colonial; [...] E – Monumento Esforço Colonial; [...] H – Museu de Arte Indígena; [...] O – Pavilhões de matérias-primas; P – Emissora Imperial
Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa: https://purl.pt/28025
(consultado em janeiro de 2026).
3. Desenvolva o tema A subordinação da cultura aos imperativos doutrinais do Estado Novo no Portugal dos anos 30 e 40, articulando os tópicos de orientação seguintes:
princípios político-ideológicos do salazarismo;
diretrizes do programa cultural e educativo do regime.
Na sua resposta,
explicite träs elementos para cada tópico de orientação, utilizando a terminologia específica;
estabeleça relações entre os elementos dos dois tópicos;
integre, pelo menos, uma informação relevante de cada um dos documentos seguintes: imagem A do documento 1 e documentos 2 e 3.
Grupo III - 4 · Revolução Russa, crise de 1929 e regimes totalitários na Europa entre as guerras
4. Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada para cada espaço.
Assinale, na folha de respostas, para cada letra, o número da opção selecionada.
No período entre guerras, o ímpeto expansionista dos regimes (a) comprometeu a eficácia da (b) no apaziguamento e na regulação das relações internacionais. Neste contexto, o confronto bélico e ideológico entre as forças republicanas e as forças (c) na Guerra Civil de Espanha, com o Reino Unido a promover ativamente uma política de (d), constitui um exemplo expressivo da degradação do equilíbrio geopolítico.
Grupo IV - 1 · O mundo atual: fim da Guerra Fria, mundo unipolar, União Europeia e globalização
GRUPO IV
O FIM DA GUERRA FRIA E O QUADRO GEOPOLÍTICO DO MUNDO ATUAL
Documento 1
Discurso do presidente norte-americano Bill Clinton
na National Geographic Society, Washington, D.C., 11 de junho de 1998
Hoje, quero falar-vos da nossa relação com a China, como ela se enquadra nas nossas
preocupações mais amplas a respeito do mundo no século XXI [...]. Essa relação ajudará [...]
a determinar se o novo século será de segurança, paz e prosperidade para o povo americano.
[...] A China é já a nação mais populosa do mundo. [...] Possui uma das economias que mais
5 crescem no mundo. Tem assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Nos últimos 25 anos, o país atravessou profundas transformações, emergindo do isolamento,
convertendo uma economia fechada num motor de crescimento, aumentando a cooperação
com o resto do mundo e elevando o padrão de vida [...] dos seus cidadãos.
O papel que a China escolher desempenhar na prevenção da proliferação de armas de
10 destruição maciça [...], no combate ao crime internacional e ao tráfico de droga, na proteção
ou na degradação do meio ambiente, [...] no respeito pelos direitos humanos ou na violação
destes, [...] moldará poderosamente o próximo século. Uma China estável, aberta e próspera,
que assuma as suas responsabilidades na construção de um mundo mais pacífico, é clara e
manifestamente do nosso interesse. [...]
15 Ao integrarmos a China na comunidade das nações e na economia global, ajudando a sua
liderança a compreender que uma maior liberdade serve na perfeição os seus interesses e
defende os nossos princípios, podemos apoiar de forma mais eficaz a causa da democracia
e dos direitos humanos na China. [...] O notável crescimento económico da China torna-a
cada vez mais dependente de outras nações para o acesso aos investimentos, aos mercados,
20 à energia e às ideias. Estes laços aumentam a necessidade de um Estado de Direito mais
sólido, de uma maior transparência e responsabilização, e trazem consigo poderosos agentes
de mudança – máquinas de fax e fotocopiadoras, computadores e a Internet. [...]
Integrar a China na comunidade das nações, ao invés de tentar excluí-la, é, claramente,
a melhor maneira de promover tanto os nossos interesses quanto os nossos valores. É a
25 melhor maneira de encorajar a China a seguir o caminho da estabilidade, da abertura e da
não agressão; a abraçar a economia de mercado, o pluralismo político e o Estado de Direito;
a unir-se a nós na construção de uma ordem internacional estável [...].
https://edition.cnn.com/ALLPOLITICS/1998/06/11/clinton.china/transcript.html (consultado em janeiro de 2026). (Texto traduzido e adaptado)
Documento 2
Discurso de Dana Rohrabacher, deputado do Partido Republicano,
na Câmara dos Representantes dos EUA, 24 de junho de 1998
O nosso país precisa de saber, e o povo da China precisa de saber, que existem outras vozes
nos Estados Unidos além da do Presidente dos Estados Unidos. [...] A questão é: como nos
relacionaremos, e como nos devemos relacionar com um país que [...] está a fortalecer a sua
capacidade militar de uma maneira que talvez ameace os seus vizinhos e que, eventualmente,
5 poderá ameaçar os Estados Unidos da América? [...]
Muitos países lutam hoje para construir uma democracia. A Rússia, que tentou realizar
eleições livres, enfrenta dificuldades para pôr em prática as regras democráticas, no momento
em que se esforça por construir uma sociedade mais livre. Há na sociedade russa muitos
obstáculos à democracia, mas há também pessoas empenhadas em construí-la. Nas
10 Filipinas, a luta é a mesma. No Bangladesh e noutros lugares, há dificuldades para construir a
democracia. [...] Na China, não há nenhum movimento rumo à democracia. [...] Existe, claro,
a sensação de que, se tratarmos uma ditadura como a China do mesmo modo que tratamos
as democracias, essa ditadura se tornará, em certa medida, mais democrática. Infelizmente, o
que temos visto é o inverso: ao abdicarmos das nossas próprias regras e princípios, ao invés
15 de assistirmos à liberalização e ao progresso no regime ditatorial da China comunista, vemos
esse país a degradar os nossos processos políticos. [...]
Para concluir, gostaria de dizer que, ao longo dos últimos 10 anos, mantivemos com a China
uma relação comercial injusta. [...] As nossas relações, os nossos laços com a China têm sido
nefastos em termos estratégicos, políticos e até económicos, já que os produtos chineses são
20 taxados a apenas 3% ou 4%, enquanto os nossos produtos chegam a sofrer tarifas de 30% ou
40%. O que permite aos chineses, todos os anos, obterem um superavit comercial de 50 mil
milhões de dólares, graças ao qual a China constrói uma máquina militar que poderá um dia
vir a matar milhões de americanos.
https://commdocs.house.gov/committees/intlrel/hfa51801.000/hfa51801_0.HTM (consultado em janeiro de 2026). (Texto traduzido e adaptado)
1.
Compare as duas perspetivas sobre a modernização da China e a sua projeção internacional, expressas nos documentos 1 e 2, quanto a dois aspetos em que se opõem.
Fundamente a sua resposta, articulando-a com excertos relevantes dos dois documentos.
Grupo IV - 2 · O mundo atual: fim da Guerra Fria, mundo unipolar, União Europeia e globalização
GRUPO IV
O FIM DA GUERRA FRIA E O QUADRO GEOPOLÍTICO DO MUNDO ATUAL
Documento 1
Discurso do presidente norte-americano Bill Clinton
na National Geographic Society, Washington, D.C., 11 de junho de 1998
Hoje, quero falar-vos da nossa relação com a China, como ela se enquadra nas nossas
preocupações mais amplas a respeito do mundo no século XXI [...]. Essa relação ajudará [...]
a determinar se o novo século será de segurança, paz e prosperidade para o povo americano.
[...] A China é já a nação mais populosa do mundo. [...] Possui uma das economias que mais
5 crescem no mundo. Tem assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Nos últimos 25 anos, o país atravessou profundas transformações, emergindo do isolamento,
convertendo uma economia fechada num motor de crescimento, aumentando a cooperação
com o resto do mundo e elevando o padrão de vida [...] dos seus cidadãos.
O papel que a China escolher desempenhar na prevenção da proliferação de armas de
10 destruição maciça [...], no combate ao crime internacional e ao tráfico de droga, na proteção
ou na degradação do meio ambiente, [...] no respeito pelos direitos humanos ou na violação
destes, [...] moldará poderosamente o próximo século. Uma China estável, aberta e próspera,
que assuma as suas responsabilidades na construção de um mundo mais pacífico, é clara e
manifestamente do nosso interesse. [...]
15 Ao integrarmos a China na comunidade das nações e na economia global, ajudando a sua
liderança a compreender que uma maior liberdade serve na perfeição os seus interesses e
defende os nossos princípios, podemos apoiar de forma mais eficaz a causa da democracia
e dos direitos humanos na China. [...] O notável crescimento económico da China torna-a
cada vez mais dependente de outras nações para o acesso aos investimentos, aos mercados,
20 à energia e às ideias. Estes laços aumentam a necessidade de um Estado de Direito mais
sólido, de uma maior transparência e responsabilização, e trazem consigo poderosos agentes
de mudança – máquinas de fax e fotocopiadoras, computadores e a Internet. [...]
Integrar a China na comunidade das nações, ao invés de tentar excluí-la, é, claramente,
a melhor maneira de promover tanto os nossos interesses quanto os nossos valores. É a
25 melhor maneira de encorajar a China a seguir o caminho da estabilidade, da abertura e da
não agressão; a abraçar a economia de mercado, o pluralismo político e o Estado de Direito;
a unir-se a nós na construção de uma ordem internacional estável [...].
https://edition.cnn.com/ALLPOLITICS/1998/06/11/clinton.china/transcript.html (consultado em janeiro de 2026). (Texto traduzido e adaptado)
Documento 2
Discurso de Dana Rohrabacher, deputado do Partido Republicano,
na Câmara dos Representantes dos EUA, 24 de junho de 1998
O nosso país precisa de saber, e o povo da China precisa de saber, que existem outras vozes
nos Estados Unidos além da do Presidente dos Estados Unidos. [...] A questão é: como nos
relacionaremos, e como nos devemos relacionar com um país que [...] está a fortalecer a sua
capacidade militar de uma maneira que talvez ameace os seus vizinhos e que, eventualmente,
5 poderá ameaçar os Estados Unidos da América? [...]
Muitos países lutam hoje para construir uma democracia. A Rússia, que tentou realizar
eleições livres, enfrenta dificuldades para pôr em prática as regras democráticas, no momento
em que se esforça por construir uma sociedade mais livre. Há na sociedade russa muitos
obstáculos à democracia, mas há também pessoas empenhadas em construí-la. Nas
10 Filipinas, a luta é a mesma. No Bangladesh e noutros lugares, há dificuldades para construir a
democracia. [...] Na China, não há nenhum movimento rumo à democracia. [...] Existe, claro,
a sensação de que, se tratarmos uma ditadura como a China do mesmo modo que tratamos
as democracias, essa ditadura se tornará, em certa medida, mais democrática. Infelizmente, o
que temos visto é o inverso: ao abdicarmos das nossas próprias regras e princípios, ao invés
15 de assistirmos à liberalização e ao progresso no regime ditatorial da China comunista, vemos
esse país a degradar os nossos processos políticos. [...]
Para concluir, gostaria de dizer que, ao longo dos últimos 10 anos, mantivemos com a China
uma relação comercial injusta. [...] As nossas relações, os nossos laços com a China têm sido
nefastos em termos estratégicos, políticos e até económicos, já que os produtos chineses são
20 taxados a apenas 3% ou 4%, enquanto os nossos produtos chegam a sofrer tarifas de 30% ou
40%. O que permite aos chineses, todos os anos, obterem um superavit comercial de 50 mil
milhões de dólares, graças ao qual a China constrói uma máquina militar que poderá um dia
vir a matar milhões de americanos.
https://commdocs.house.gov/committees/intlrel/hfa51801.000/hfa51801_0.HTM (consultado em janeiro de 2026). (Texto traduzido e adaptado)
2. Ao discorrer sobre a afirmação da democracia no mundo no final do século XX, o autor do documento 2 (linhas 6-9) destaca as consequências
()
Grupo IV - 3 · O mundo atual: fim da Guerra Fria, mundo unipolar, União Europeia e globalização
GRUPO IV
O FIM DA GUERRA FRIA E O QUADRO GEOPOLÍTICO DO MUNDO ATUAL
Documento 1
Discurso do presidente norte-americano Bill Clinton
na National Geographic Society, Washington, D.C., 11 de junho de 1998
Hoje, quero falar-vos da nossa relação com a China, como ela se enquadra nas nossas
preocupações mais amplas a respeito do mundo no século XXI [...]. Essa relação ajudará [...]
a determinar se o novo século será de segurança, paz e prosperidade para o povo americano.
[...] A China é já a nação mais populosa do mundo. [...] Possui uma das economias que mais
5 crescem no mundo. Tem assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Nos últimos 25 anos, o país atravessou profundas transformações, emergindo do isolamento,
convertendo uma economia fechada num motor de crescimento, aumentando a cooperação
com o resto do mundo e elevando o padrão de vida [...] dos seus cidadãos.
O papel que a China escolher desempenhar na prevenção da proliferação de armas de
10 destruição maciça [...], no combate ao crime internacional e ao tráfico de droga, na proteção
ou na degradação do meio ambiente, [...] no respeito pelos direitos humanos ou na violação
destes, [...] moldará poderosamente o próximo século. Uma China estável, aberta e próspera,
que assuma as suas responsabilidades na construção de um mundo mais pacífico, é clara e
manifestamente do nosso interesse. [...]
15 Ao integrarmos a China na comunidade das nações e na economia global, ajudando a sua
liderança a compreender que uma maior liberdade serve na perfeição os seus interesses e
defende os nossos princípios, podemos apoiar de forma mais eficaz a causa da democracia
e dos direitos humanos na China. [...] O notável crescimento económico da China torna-a
cada vez mais dependente de outras nações para o acesso aos investimentos, aos mercados,
20 à energia e às ideias. Estes laços aumentam a necessidade de um Estado de Direito mais
sólido, de uma maior transparência e responsabilização, e trazem consigo poderosos agentes
de mudança – máquinas de fax e fotocopiadoras, computadores e a Internet. [...]
Integrar a China na comunidade das nações, ao invés de tentar excluí-la, é, claramente,
a melhor maneira de promover tanto os nossos interesses quanto os nossos valores. É a
25 melhor maneira de encorajar a China a seguir o caminho da estabilidade, da abertura e da
não agressão; a abraçar a economia de mercado, o pluralismo político e o Estado de Direito;
a unir-se a nós na construção de uma ordem internacional estável [...].
https://edition.cnn.com/ALLPOLITICS/1998/06/11/clinton.china/transcript.html (consultado em janeiro de 2026). (Texto traduzido e adaptado)
Documento 2
Discurso de Dana Rohrabacher, deputado do Partido Republicano,
na Câmara dos Representantes dos EUA, 24 de junho de 1998
O nosso país precisa de saber, e o povo da China precisa de saber, que existem outras vozes
nos Estados Unidos além da do Presidente dos Estados Unidos. [...] A questão é: como nos
relacionaremos, e como nos devemos relacionar com um país que [...] está a fortalecer a sua
capacidade militar de uma maneira que talvez ameace os seus vizinhos e que, eventualmente,
5 poderá ameaçar os Estados Unidos da América? [...]
Muitos países lutam hoje para construir uma democracia. A Rússia, que tentou realizar
eleições livres, enfrenta dificuldades para pôr em prática as regras democráticas, no momento
em que se esforça por construir uma sociedade mais livre. Há na sociedade russa muitos
obstáculos à democracia, mas há também pessoas empenhadas em construí-la. Nas
10 Filipinas, a luta é a mesma. No Bangladesh e noutros lugares, há dificuldades para construir a
democracia. [...] Na China, não há nenhum movimento rumo à democracia. [...] Existe, claro,
a sensação de que, se tratarmos uma ditadura como a China do mesmo modo que tratamos
as democracias, essa ditadura se tornará, em certa medida, mais democrática. Infelizmente, o
que temos visto é o inverso: ao abdicarmos das nossas próprias regras e princípios, ao invés
15 de assistirmos à liberalização e ao progresso no regime ditatorial da China comunista, vemos
esse país a degradar os nossos processos políticos. [...]
Para concluir, gostaria de dizer que, ao longo dos últimos 10 anos, mantivemos com a China
uma relação comercial injusta. [...] As nossas relações, os nossos laços com a China têm sido
nefastos em termos estratégicos, políticos e até económicos, já que os produtos chineses são
20 taxados a apenas 3% ou 4%, enquanto os nossos produtos chegam a sofrer tarifas de 30% ou
40%. O que permite aos chineses, todos os anos, obterem um superavit comercial de 50 mil
milhões de dólares, graças ao qual a China constrói uma máquina militar que poderá um dia
vir a matar milhões de americanos.
https://commdocs.house.gov/committees/intlrel/hfa51801.000/hfa51801_0.HTM (consultado em janeiro de 2026). (Texto traduzido e adaptado)
3. Explicite dois desafios transnacionais do mundo globalizado na viragem do milénio.
Fundamente a sua resposta, articulando-a com excertos relevantes do documento 1.
Grupo IV - 4 · O mundo atual: fim da Guerra Fria, mundo unipolar, União Europeia e globalização
Considere as afirmações seguintes sobre o projeto europeu emanado do Tratado de Maastricht, tendo por termo de comparação o período em que vigorou a Comunidade Económica Europeia.
I.
A instituição da cidadania europeia concede direitos comuns aos nacionais de todos os Estados-Membros.
II.
A supressão de taxas alfandegárias permite a livre circulação de mercadorias num espaço económico comum.
III.
O Banco Central Europeu e a moeda única fortalecem a coesão económica dos Estados-Membros.
Selecione a opção que avalia corretamente as afirmações, considerando as ruturas e as continuidades entre os dois períodos.
Também podes estudar por temas
Pratica um tema com exercícios dos exames de todos os anos, misturados.
- Revolução Russa, crise de 1929 e regimes totalitários na Europa entre as guerras · 27 exercícios · 60 % de probabilidade de sair
- Expansão, Renascimento e Reforma: a abertura europeia ao mundo (séculos XV-XVI) · 12 exercícios · 60 % de probabilidade de sair
- Portugal do segundo pós-guerra à democracia: Estado Novo, guerra colonial e 25 de Abril · 31 exercícios · 55 % de probabilidade de sair
- Portugal da Primeira República ao Estado Novo (1910-1945) · 21 exercícios · 55 % de probabilidade de sair
- As revoluções liberais e a implantação do liberalismo em Portugal · 14 exercícios · 55 % de probabilidade de sair
- O mundo atual: fim da Guerra Fria, mundo unipolar, União Europeia e globalização · 21 exercícios · 45 % de probabilidade de sair