Exame Nacional História A 2022 · 2.ª fase
Exame Nacional de História A 2022, 2.ª fase: 9 exercícios com resolução. Temas: Poder régio, senhorios e concelhos no Portugal medieval. Grátis.
Temas do exame: Poder régio, senhorios e concelhos no Portugal medieval · Antigo Regime: absolutismo, sociedade de ordens, mercantilismo e Luzes · Civilização industrial: economia, sociedade e Portugal da Regeneração à crise da monarquia · Primeira Guerra Mundial, primeiro pós-guerra e mutações socioculturais dos anos 20 · Portugal da Primeira República ao Estado Novo (1910-1945) · O mundo atual: fim da Guerra Fria, mundo unipolar, União Europeia e globalização
Grupo I · Poder régio, senhorios e concelhos no Portugal medieval
GRUPO I
ESPECIFICIDADES DA SOCIEDADE CONCELHIA NO PORTUGAL MEDIEVAL
A. H. de Oliveira Marques, Ensaios da história medieval portuguesa, 2.ª ed., Lisboa, Editorial Vega, 1980, p. 131. (Adaptado).
* moeda de conta utilizada, na Europa medieval, para fins contabilísticos.
1.
O enquadramento social da nobreza na vila de Arruda e os seus recursos económicos, apresentados no documento, refletem
2.
A distribuição dos bens apresentada no documento comprova uma das especificidades dos concelhos, nomeadamente
3.
De entre os vizinhos enumerados no documento, os que constituíam a elite concelhia distinguiam-se dos demais
Grupo II - 1 · Antigo Regime: absolutismo, sociedade de ordens, mercantilismo e Luzes
GRUPO II
A INGLATERRA NO SÉCULO XVIII: LIBERDADE POLÍTICA E ARRANQUE INDUSTRIAL
Documento 1
Funcionamento do sistema político e governativo inglês, segundo Voltaire (1772)
Não se tornou o amor pela liberdade a sua característica dominante, à medida que foram ficando mais sábios e mais ricos? Nem todos os cidadãos podem ser igualmente poderosos, mas todos podem ser igualmente livres; e foi, por fim, o que os ingleses obtiveram graças à sua determinação. Ser livre é depender apenas das leis. [...]
5 A Câmara dos Comuns é verdadeiramente a nação, dado que o rei [...] age apenas para si e para o que se chamam as suas prerrogativas; dado que os pares e os bispos estão no parlamento apenas para garantir os seus próprios interesses; mas a Câmara dos Comuns existe para defender os interesses do povo, sendo cada membro deputado do povo. Ora, este povo está para o rei como cerca de oito milhões estão para um. Está para os pares e para
10 os bispos como oito milhões estão para duzentos. E os oito milhões de cidadãos livres são representados pela Câmara Baixa. [...]
Presume-se que uma constituição que regulou os direitos do rei, dos nobres e do povo, e na qual cada um encontra a sua segurança, durará quanto possam durar as coisas humanas. Presume-se, também, que todos os Estados que não assentem em tais princípios ficarão
15 sujeitos a revoluções.
Eis, por fim, o que alcançou a legislação inglesa: restituiu a cada homem os direitos naturais de que foram despojados em quase todas as monarquias. Esses direitos são: total liberdade da sua pessoa e dos seus bens; de poder falar à nação através dos seus escritos; de poder ser julgado em matéria criminal apenas por um júri composto por homens independentes; [...]
20 de poder professar em paz a religião que quiser [...]. [...]
Ouso afirmar que, se todo o género humano se reunisse para legislar, estas seriam as leis que faria para sua segurança.
Dictionnaire philosophique, in Oeuvres de Voltaire, ed. M. Beuchot, Paris, Lefèvre Libraire, 1829, Tomo 30, pp. 106-114. (Texto traduzido e adaptado)
Documento 2
Registo britânico de patentes para meios de produção, 1750-1799
Tipo de invenção · 1750-59 · 1760-69 · 1770-79 · 1780-89 · 1790-99 · Totais
Fontes de energia · 10 · 21 · 17 · 47 · 74 · 169
Maquinaria têxtil · 5 · 6 · 19 · 23 · 53 · 106
Equipamento agrícola · 1 · 3 · 5 · 22 · 27 · 58
Maquinaria para minas · 1 · 5 · 3 · 7 · 5 · 21
Equipamento metalúrgico · 6 · 9 · 11 · 18 · 19 · 63
Construção naval · 4 · 14 · 7 · 17 · 37 · 79
Construção de estradas e canais · 2 · 1 · 1 · 2 · 24 · 30
Outras indústrias · 5 · 19 · 29 · 32 · 55 · 140
Totais · 34 · 78 · 92 · 168 · 294 · 666
% do total das patentes · 37,0 · 38,0 · 31,3 · 35,2 · 45,2 · 38,3
Roderick Floud e Paul Johnson (ed.), The Cambridge economic history of modern Britain, Cambridge, Cambridge University Press, 2006, Vol. 1, p. 124. (Adaptado)
1. Numa Europa dominada pelo absolutismo, Voltaire enaltece a singularidade do modelo político inglês ao declarar que «o amor pela liberdade» é a sua «característica dominante».
Exponha dois argumentos que sustentem esta afirmação, fundamentando a sua resposta com excertos relevantes do documento 1.
Grupo II - 2 · Civilização industrial: economia, sociedade e Portugal da Regeneração à crise da monarquia
GRUPO II
A INGLATERRA NO SÉCULO XVIII: LIBERDADE POLÍTICA E ARRANQUE INDUSTRIAL
Documento 1
Funcionamento do sistema político e governativo inglês, segundo Voltaire (1772)
Não se tornou o amor pela liberdade a sua característica dominante, à medida que foram ficando mais sábios e mais ricos? Nem todos os cidadãos podem ser igualmente poderosos, mas todos podem ser igualmente livres; e foi, por fim, o que os ingleses obtiveram graças à sua determinação. Ser livre é depender apenas das leis. [...]
5 A Câmara dos Comuns é verdadeiramente a nação, dado que o rei [...] age apenas para si e para o que se chamam as suas prerrogativas; dado que os pares e os bispos estão no parlamento apenas para garantir os seus próprios interesses; mas a Câmara dos Comuns existe para defender os interesses do povo, sendo cada membro deputado do povo. Ora, este povo está para o rei como cerca de oito milhões estão para um. Está para os pares e para
10 os bispos como oito milhões estão para duzentos. E os oito milhões de cidadãos livres são representados pela Câmara Baixa. [...]
Presume-se que uma constituição que regulou os direitos do rei, dos nobres e do povo, e na qual cada um encontra a sua segurança, durará quanto possam durar as coisas humanas. Presume-se, também, que todos os Estados que não assentem em tais princípios ficarão
15 sujeitos a revoluções.
Eis, por fim, o que alcançou a legislação inglesa: restituiu a cada homem os direitos naturais de que foram despojados em quase todas as monarquias. Esses direitos são: total liberdade da sua pessoa e dos seus bens; de poder falar à nação através dos seus escritos; de poder ser julgado em matéria criminal apenas por um júri composto por homens independentes; [...]
20 de poder professar em paz a religião que quiser [...]. [...]
Ouso afirmar que, se todo o género humano se reunisse para legislar, estas seriam as leis que faria para sua segurança.
Dictionnaire philosophique, in Oeuvres de Voltaire, ed. M. Beuchot, Paris, Lefèvre Libraire, 1829, Tomo 30, pp. 106-114. (Texto traduzido e adaptado)
Documento 2
Registo britânico de patentes para meios de produção, 1750-1799
Tipo de invenção · 1750-59 · 1760-69 · 1770-79 · 1780-89 · 1790-99 · Totais
Fontes de energia · 10 · 21 · 17 · 47 · 74 · 169
Maquinaria têxtil · 5 · 6 · 19 · 23 · 53 · 106
Equipamento agrícola · 1 · 3 · 5 · 22 · 27 · 58
Maquinaria para minas · 1 · 5 · 3 · 7 · 5 · 21
Equipamento metalúrgico · 6 · 9 · 11 · 18 · 19 · 63
Construção naval · 4 · 14 · 7 · 17 · 37 · 79
Construção de estradas e canais · 2 · 1 · 1 · 2 · 24 · 30
Outras indústrias · 5 · 19 · 29 · 32 · 55 · 140
Totais · 34 · 78 · 92 · 168 · 294 · 666
% do total das patentes · 37,0 · 38,0 · 31,3 · 35,2 · 45,2 · 38,3
Roderick Floud e Paul Johnson (ed.), The Cambridge economic history of modern Britain, Cambridge, Cambridge University Press, 2006, Vol. 1, p. 124. (Adaptado)
2. Explicite duas condições da supremacia económica britânica na segunda metade do século XVIII.
Fundamente as duas condições com informação relevante do documento 2.
Grupo II - 3 · Antigo Regime: absolutismo, sociedade de ordens, mercantilismo e Luzes
GRUPO II
A INGLATERRA NO SÉCULO XVIII: LIBERDADE POLÍTICA E ARRANQUE INDUSTRIAL
Documento 1
Funcionamento do sistema político e governativo inglês, segundo Voltaire (1772)
Não se tornou o amor pela liberdade a sua característica dominante, à medida que foram ficando mais sábios e mais ricos? Nem todos os cidadãos podem ser igualmente poderosos, mas todos podem ser igualmente livres; e foi, por fim, o que os ingleses obtiveram graças à sua determinação. Ser livre é depender apenas das leis. [...]
5 A Câmara dos Comuns é verdadeiramente a nação, dado que o rei [...] age apenas para si e para o que se chamam as suas prerrogativas; dado que os pares e os bispos estão no parlamento apenas para garantir os seus próprios interesses; mas a Câmara dos Comuns existe para defender os interesses do povo, sendo cada membro deputado do povo. Ora, este povo está para o rei como cerca de oito milhões estão para um. Está para os pares e para
10 os bispos como oito milhões estão para duzentos. E os oito milhões de cidadãos livres são representados pela Câmara Baixa. [...]
Presume-se que uma constituição que regulou os direitos do rei, dos nobres e do povo, e na qual cada um encontra a sua segurança, durará quanto possam durar as coisas humanas. Presume-se, também, que todos os Estados que não assentem em tais princípios ficarão
15 sujeitos a revoluções.
Eis, por fim, o que alcançou a legislação inglesa: restituiu a cada homem os direitos naturais de que foram despojados em quase todas as monarquias. Esses direitos são: total liberdade da sua pessoa e dos seus bens; de poder falar à nação através dos seus escritos; de poder ser julgado em matéria criminal apenas por um júri composto por homens independentes; [...]
20 de poder professar em paz a religião que quiser [...]. [...]
Ouso afirmar que, se todo o género humano se reunisse para legislar, estas seriam as leis que faria para sua segurança.
Dictionnaire philosophique, in Oeuvres de Voltaire, ed. M. Beuchot, Paris, Lefèvre Libraire, 1829, Tomo 30, pp. 106-114. (Texto traduzido e adaptado)
Documento 2
Registo britânico de patentes para meios de produção, 1750-1799
Tipo de invenção · 1750-59 · 1760-69 · 1770-79 · 1780-89 · 1790-99 · Totais
Fontes de energia · 10 · 21 · 17 · 47 · 74 · 169
Maquinaria têxtil · 5 · 6 · 19 · 23 · 53 · 106
Equipamento agrícola · 1 · 3 · 5 · 22 · 27 · 58
Maquinaria para minas · 1 · 5 · 3 · 7 · 5 · 21
Equipamento metalúrgico · 6 · 9 · 11 · 18 · 19 · 63
Construção naval · 4 · 14 · 7 · 17 · 37 · 79
Construção de estradas e canais · 2 · 1 · 1 · 2 · 24 · 30
Outras indústrias · 5 · 19 · 29 · 32 · 55 · 140
Totais · 34 · 78 · 92 · 168 · 294 · 666
% do total das patentes · 37,0 · 38,0 · 31,3 · 35,2 · 45,2 · 38,3
Roderick Floud e Paul Johnson (ed.), The Cambridge economic history of modern Britain, Cambridge, Cambridge University Press, 2006, Vol. 1, p. 124. (Adaptado)
* 3. Ao afirmar que o ordenamento jurídico inglês permite ao indivíduo «professar em paz a religião que quiser» (documento 1, linha 20), Voltaire refere-se à consagração na Inglaterra de um importante ideal do Século das Luzes,
Grupo III - 1 · Portugal da Primeira República ao Estado Novo (1910-1945)
GRUPO III
A CRISE DO LIBERALISMO EM PORTUGAL: DO OCASO DA MONARQUIA À INSTAURAÇÃO DA DITADURA MILITAR
Documento 1
Discurso de Afonso Costa, chefe do Governo, proferido no Congresso da República, 26 de abril de 1917
O Governo a que [...] tenho a honra de presidir apresenta-se ao Parlamento numa hora grave da nossa vida nacional. [...] O Ministério anterior – cuja obra [...] pôde [...] prestar à Pátria os inesquecíveis serviços que lhe asseguraram já uma situação internacional merecedora do respeito e da admiração de todos os povos cultos – traduziu [...] a unânime aspiração 5 do nosso povo [...]. [...]
A obra da nossa intervenção na guerra tem demandado [...] pesados sacrifícios da Nação, pela necessidade de enviarmos importantes expedições militares para a nossa África, [...] [e] de constituirmos reservas [...] que nos permitam conservar intactas as nossas forças expedicionárias [...]. [...]
10 Os pesados sacrifícios que a guerra nos traz não são apenas representados pelos encargos já aludidos. Outros [...] [referem-se] à necessidade de defesa das nossas costas e ao encarecimento do preço das subsistências. [...] Pelo que diz respeito ao problema das subsistências, cuja gravidade o Governo não desconhece, procurará ele atenuar [...] todas as numerosas dificuldades que do mesmo emergem [...] no que diz respeito ao abastecimento de 15 produtos alimentares e de matérias-primas indispensáveis à agricultura e à indústria [...]. [...]
Entretanto, o novo Ministério cuidará zelosamente do problema das finanças públicas, solicitando a cooperação do Parlamento para a votação de todas as medidas indispensáveis para a criação de novas e mais largas receitas [...]. [...]
Na mesma orientação de garantia em todo o país, e em todos os momentos, da tranquilidade 20 indispensável, o Governo tem a decidida resolução de adotar e praticar uma política que, mantendo e revigorando o prestígio das instituições republicanas, seja [...] mais nacional do que partidária.
Para a manutenção [...] desse prestígio, o Governo velará zelosamente pelo respeito e cumprimento das leis [...] reguladoras das situações definidas do Estado e das Igrejas, 25 aplicando-as com decisão e firmeza [...] a fim de defender a paz pública e o prestígio das instituições de quaisquer perigosos e perturbadores manejos* clericais. [...]
Obra essencialmente nacional e patriótica, o Governo espera que ela terá o apoio do Parlamento, a cujas soberanas determinações a entrega, com a tranquila confiança de que assim cumpre [...] um imperioso dever.
* artimanhas.
in A. H. de Oliveira Marques, Afonso Costa, 2.ª ed., Lisboa, Arcádia, 1975, pp. 425-430. (Texto adaptado)
Documento 2
Conferência de Alfredo Pimenta* no Salão Nobre da Liga Naval Portuguesa, acerca da situação política portuguesa, 26 de fevereiro de 1918
Se, antes de 5 de dezembro, eu dissesse aos que me escutam neste momento que se ia tentar resolver o problema da ordem e que seria o Sr. Sidónio Pais que dirigiria tal tentativa, ninguém me acreditaria [...]. [...]
A nação viu com agrado [...] que se caminhava para a resolução do problema da ordem 5 pública [...]. [...] E a prova disto está em que todos nós respiramos mais tranquilamente [...], todos preferimos o Sr. Sidónio Pais, tendo na mão todos os poderes do Estado, [...] a termos a centena de legisladores no Parlamento [...]. [...]
Quando Portugal, pequeno como é, sem exército e sem marinha, vivia no regime monárquico, tinha uma situação internacional invejável [...]; e hoje, se queremos vencer a antipatia europeia, 10 temos que praticar atos que não nos dignificam nem impõem. [...]
Esta questão que se formula sobre regime parlamentar e regime presidencialista [...] ensina a opinião pública a reconhecer a possibilidade da existência de um governo responsável e independente das tricas e habilidades parlamentares. [...] A República ou é parlamentar, caminhando a passos largos para o anarquismo, ou é presidencialista [...]. Oxalá triunfe o 15 princípio presidencialista! [...]
Em homenagem à Igreja e ao sentimento católico da nação, o regime republicano devia rasgar completamente a Lei da Separação. [...] Em 1910, havia algum conflito entre o Estado e a Igreja? Não. [...] Se não havia conflito, porque foi o regime republicano levantá-lo? [...] Logo depois do 5 de Outubro, houve muitos aplausos à propaganda anticlerical, mas a nação, 20 hoje, está convencida de que o perigo clerical é uma lenda, e de que a Igreja é um elemento insubstituível de ponderação e ordem.
Alfredo Pimenta, A situação política, Lisboa, Livraria Ferreira, 1918. (Texto adaptado)
* historiador; politicamente, inicia-se no anarquismo, aproxima-se depois do republicanismo, acabando por aderir ao ideário monárquico a partir de 1915.
1. Compare as duas perspetivas sobre o regime republicano português, expressas nos documentos 1 e 2, quanto a dois aspetos em que se opõem.
Fundamente a sua resposta com excertos relevantes dos dois documentos.
Grupo III - 2 · Portugal da Primeira República ao Estado Novo (1910-1945)
GRUPO III
A CRISE DO LIBERALISMO EM PORTUGAL: DO OCASO DA MONARQUIA À INSTAURAÇÃO DA DITADURA MILITAR
Documento 1
Discurso de Afonso Costa, chefe do Governo, proferido no Congresso da República, 26 de abril de 1917
O Governo a que [...] tenho a honra de presidir apresenta-se ao Parlamento numa hora grave da nossa vida nacional. [...] O Ministério anterior – cuja obra [...] pôde [...] prestar à Pátria os inesquecíveis serviços que lhe asseguraram já uma situação internacional merecedora do respeito e da admiração de todos os povos cultos – traduziu [...] a unânime aspiração 5 do nosso povo [...]. [...]
A obra da nossa intervenção na guerra tem demandado [...] pesados sacrifícios da Nação, pela necessidade de enviarmos importantes expedições militares para a nossa África, [...] [e] de constituirmos reservas [...] que nos permitam conservar intactas as nossas forças expedicionárias [...]. [...]
10 Os pesados sacrifícios que a guerra nos traz não são apenas representados pelos encargos já aludidos. Outros [...] [referem-se] à necessidade de defesa das nossas costas e ao encarecimento do preço das subsistências. [...] Pelo que diz respeito ao problema das subsistências, cuja gravidade o Governo não desconhece, procurará ele atenuar [...] todas as numerosas dificuldades que do mesmo emergem [...] no que diz respeito ao abastecimento de 15 produtos alimentares e de matérias-primas indispensáveis à agricultura e à indústria [...]. [...]
Entretanto, o novo Ministério cuidará zelosamente do problema das finanças públicas, solicitando a cooperação do Parlamento para a votação de todas as medidas indispensáveis para a criação de novas e mais largas receitas [...]. [...]
Na mesma orientação de garantia em todo o país, e em todos os momentos, da tranquilidade 20 indispensável, o Governo tem a decidida resolução de adotar e praticar uma política que, mantendo e revigorando o prestígio das instituições republicanas, seja [...] mais nacional do que partidária.
Para a manutenção [...] desse prestígio, o Governo velará zelosamente pelo respeito e cumprimento das leis [...] reguladoras das situações definidas do Estado e das Igrejas, 25 aplicando-as com decisão e firmeza [...] a fim de defender a paz pública e o prestígio das instituições de quaisquer perigosos e perturbadores manejos* clericais. [...]
Obra essencialmente nacional e patriótica, o Governo espera que ela terá o apoio do Parlamento, a cujas soberanas determinações a entrega, com a tranquila confiança de que assim cumpre [...] um imperioso dever.
* artimanhas.
in A. H. de Oliveira Marques, Afonso Costa, 2.ª ed., Lisboa, Arcádia, 1975, pp. 425-430. (Texto adaptado)
Documento 2
Conferência de Alfredo Pimenta* no Salão Nobre da Liga Naval Portuguesa, acerca da situação política portuguesa, 26 de fevereiro de 1918
Se, antes de 5 de dezembro, eu dissesse aos que me escutam neste momento que se ia tentar resolver o problema da ordem e que seria o Sr. Sidónio Pais que dirigiria tal tentativa, ninguém me acreditaria [...]. [...]
A nação viu com agrado [...] que se caminhava para a resolução do problema da ordem 5 pública [...]. [...] E a prova disto está em que todos nós respiramos mais tranquilamente [...], todos preferimos o Sr. Sidónio Pais, tendo na mão todos os poderes do Estado, [...] a termos a centena de legisladores no Parlamento [...]. [...]
Quando Portugal, pequeno como é, sem exército e sem marinha, vivia no regime monárquico, tinha uma situação internacional invejável [...]; e hoje, se queremos vencer a antipatia europeia, 10 temos que praticar atos que não nos dignificam nem impõem. [...]
Esta questão que se formula sobre regime parlamentar e regime presidencialista [...] ensina a opinião pública a reconhecer a possibilidade da existência de um governo responsável e independente das tricas e habilidades parlamentares. [...] A República ou é parlamentar, caminhando a passos largos para o anarquismo, ou é presidencialista [...]. Oxalá triunfe o 15 princípio presidencialista! [...]
Em homenagem à Igreja e ao sentimento católico da nação, o regime republicano devia rasgar completamente a Lei da Separação. [...] Em 1910, havia algum conflito entre o Estado e a Igreja? Não. [...] Se não havia conflito, porque foi o regime republicano levantá-lo? [...] Logo depois do 5 de Outubro, houve muitos aplausos à propaganda anticlerical, mas a nação, 20 hoje, está convencida de que o perigo clerical é uma lenda, e de que a Igreja é um elemento insubstituível de ponderação e ordem.
Alfredo Pimenta, A situação política, Lisboa, Livraria Ferreira, 1918. (Texto adaptado)
* historiador; politicamente, inicia-se no anarquismo, aproxima-se depois do republicanismo, acabando por aderir ao ideário monárquico a partir de 1915.
2. Refira dois fatores da crise da Primeira República resultantes da participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial.
Fundamente os dois fatores com excertos relevantes do documento 1.
Grupo III - 3 · Primeira Guerra Mundial, primeiro pós-guerra e mutações socioculturais dos anos 20
3. Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada para cada espaço.
Na folha de respostas, registe apenas as letras e o número que corresponde à opção selecionada em cada um dos casos.
Os primeiros anos do regime republicano assistiram, numa sociedade e num ambiente cultural conservadores, ao aparecimento da primeira geração
.
Ao assimilarem as características da linguagem vanguardista, que despontara no meio boémio e artístico de
,
um grupo de jovens artistas e escritores, entre os quais se destacou
,
criou uma obra inovadora, muito marcada pela estética
.
a)
b)
c)
d)
1. romântica
1. Madrid
1. José Malhoa
1. futurista
2. realista
2. Paris
2. Eça de Queirós
2. naturalista
3. modernista
3. Berlim
3. Almada Negreiros
3. impressionista
Grupo III - 4 · Portugal da Primeira República ao Estado Novo (1910-1945)
4. Nas primeiras décadas do século XX, Portugal foi palco de sucessivas convulsões que derrubaram e deram origem a regimes políticos bem diferenciados.
Associe esses regimes, apresentados na coluna A, às frases que os caracterizam, apresentadas na coluna B. Todas as frases devem ser utilizadas. Cada frase deve ser associada apenas a um dos regimes.
COLUNA A — Regimes políticos
(a) Monarquia Constitucional
(b) Primeira República
(c) Ditadura Militar
()
Grupo IV · O mundo atual: fim da Guerra Fria, mundo unipolar, União Europeia e globalização
GRUPO IV
O FIM DA GUERRA FRIA E A GEOPOLÍTICA MUNDIAL NA TRANSIÇÃO DO MILÉNIO
GRUPO IV
O FIM DA GUERRA FRIA E A GEOPOLÍTICA MUNDIAL NA TRANSIÇÃO DO MILÉNIO
Documento 1 (conjunto documental)
Identificação das fontes
Documento 1 (conjunto documental)
A – www.nbcnews.com/slideshow/9-11-n645971 (consultado em 17/09/2021).
B – https://origins.osu.edu/milestones/srebrenica-massacre-genocide-denial-memory (consultado em 17/09/2021).
C – www.concordmonitor.com/I-have-no-tolerance-for-ignorance-and-bigotry-34943222 (consultado em 17/09/2021).
D – http://disciplina-de-historia.blogspot.com/search?q=habib (consultado em 17/09/2021).
Documento 2
O estado do mundo na entrada do terceiro milénio, na perspetiva do escritor libanês Amin Maalouf (2009)
Após a queda do Muro de Berlim, soprava no mundo um vento de esperança. O fim da confrontação entre o Ocidente e a União Soviética afastava a ameaça de um cataclismo nuclear [...]; a democracia ia espalhar-se pouco a pouco [...]; as barreiras entre as diversas regiões do globo iam abrir-se [...], inaugurando uma era de progresso e de prosperidade. [...] Neste aspeto, a União Europeia é um exemplo emblemático. Para ela, a desintegração do bloco soviético foi um triunfo. [...] Todos os países do Leste foram bater à porta da União Europeia; aqueles que não foram recebidos por ela ainda sonham com isso.
Contudo, no momento preciso em que ela triunfava [...], a Europa perdeu as suas referências. [...] Hoje, [...] interroga-se sobre a sua identidade, [...] o seu lugar no mundo [...]. [...] Deverá erigir-se como uma federação comparável à dos Estados Unidos da América, animada por um «patriotismo continental» [...] e dotada de um estatuto de potência mundial [...]? Ou deverá ela contentar-se com uma parceria flexível entre nações ciosas da sua soberania e continuar a ser, no plano global, uma força complementar? [...]
Fora dela, [...] [o] mundo árabo-muçulmano afunda-se cada vez mais [...]; manifesta rancor contra a Terra inteira [...]. Os países de África [...] são vítimas de guerras intestinas, de epidemias, [...] do desemprego em massa, do desespero. [...] Quanto aos Estados Unidos, [...] embarcaram numa empresa titânica [...]: domar sozinhos, ou quase sozinhos, um planeta indomável. Até a China, que vive uma ascensão espetacular, tem razões para se inquietar, porque [...] o seu futuro papel de grande potência política e militar está repleto de incertezas [...]. [...] De uma maneira ou de outra, todos os povos da Terra estão no meio da tormenta. [...] [O] fim do «equilíbrio do terror» fez nascer um mundo obcecado pelo «terror» [...]. [...]
[Se] a tragédia dos árabes foi terem perdido o seu lugar entre as nações [...], a tragédia dos ocidentais foi terem acedido a um papel planetário desmesurado [...]. [...] É claro que o Ocidente deu à humanidade mais do que qualquer outra civilização. [...] Mesmo os homens que se batem contra a dominação do Ocidente, fazem-no [...] com os instrumentos materiais ou intelectuais que o Ocidente inventou e difundiu no resto do mundo. [...]
[A]s nações ocidentais, [...] no ambiente competitivo global que tudo fizeram para criar à sua volta, parecem condenadas a desmantelar sectores inteiros da sua economia – quase toda a indústria [...]. A situação é particularmente delicada para a Europa, que, de certa maneira, é apanhada entre dois fogos – o da Ásia e o da América [...]. Quero dizer, entre a concorrência comercial das nações emergentes e a concorrência estratégica dos Estados Unidos [...].
Amin Maalouf, Um mundo sem regras. Quando as nossas civilizações se esgotam, 2.ª ed., Lisboa, Difel, 2009, pp. 19-40. (Texto adaptado)
Documento 3
https://pt.book4you.org/book/4998760/ff1c6a (consultado em 10/10/2021). (Adaptado)
1.
Ordene cronologicamente as imagens A, B, C e D (documento 1), relativas a problemas políticos internacionais entre o fim do mundo bipolar e o novo milénio.
Escreva a sequência correta das letras (da mais antiga para a mais recente):
.º
2.
As afirmações seguintes, sobre a liderança de Mikhail Gorbatchov, são todas verdadeiras.
I. A retirada das tropas soviéticas do Afeganistão pretendia reduzir os encargos militares.
II. A reestruturação da política interna conduziu à independência das repúblicas soviéticas.
III. A União Soviética protagonizou uma política de diálogo e de aproximação ao Ocidente.
IV. A perestroika deu origem a uma rutura económica e política muito profunda na URSS.
V. A URSS assinou com os EUA acordos para controlo e contenção do armamento nuclear.
Identifique as duas afirmações que podem ser comprovadas através da análise da imagem D do documento 1.
.
3.
Desenvolva o tema O pós-Guerra Fria e o estado do mundo na transição do milénio: da esperança à incerteza, articulando os tópicos de orientação seguintes:
ordenamento geopolítico e económico num mundo unipolar;
conflitos e problemas transnacionais num mundo globalizado.
Na sua resposta:
apresente três elementos para cada tópico de orientação, evidenciando a relação entre os elementos dos dois tópicos;
integre, pelo menos, uma informação relevante de cada um dos documentos seguintes: imagem B do documento 1 e documentos 2 e 3.
Grupo IV - 4 · O mundo atual: fim da Guerra Fria, mundo unipolar, União Europeia e globalização
GRUPO IV
O FIM DA GUERRA FRIA E A GEOPOLÍTICA MUNDIAL NA TRANSIÇÃO DO MILÉNIO
Documento 1 (conjunto documental)
Identificação das fontes
Documento 1 (conjunto documental)
A – www.nbcnews.com/slideshow/9-11-n645971 (consultado em 17/09/2021).
B – https://origins.osu.edu/milestones/srebrenica-massacre-genocide-denial-memory (consultado em 17/09/2021).
C – www.concordmonitor.com/I-have-no-tolerance-for-ignorance-and-bigotry-34943222 (consultado em 17/09/2021).
D – http://disciplina-de-historia.blogspot.com/search?q=habib (consultado em 17/09/2021).
Documento 2
O estado do mundo na entrada do terceiro milénio, na perspetiva do escritor libanês Amin Maalouf (2009)
Após a queda do Muro de Berlim, soprava no mundo um vento de esperança. O fim da confrontação entre o Ocidente e a União Soviética afastava a ameaça de um cataclismo nuclear [...]; a democracia ia espalhar-se pouco a pouco [...]; as barreiras entre as diversas regiões do globo iam abrir-se [...], inaugurando uma era de progresso e de prosperidade. [...] Neste aspeto, a União Europeia é um exemplo emblemático. Para ela, a desintegração do bloco soviético foi um triunfo. [...] Todos os países do Leste foram bater à porta da União Europeia; aqueles que não foram recebidos por ela ainda sonham com isso.
Contudo, no momento preciso em que ela triunfava [...], a Europa perdeu as suas referências. [...] Hoje, [...] interroga-se sobre a sua identidade, [...] o seu lugar no mundo [...]. [...] Deverá erigir-se como uma federação comparável à dos Estados Unidos da América, animada por um «patriotismo continental» [...] e dotada de um estatuto de potência mundial [...]? Ou deverá ela contentar-se com uma parceria flexível entre nações ciosas da sua soberania e continuar a ser, no plano global, uma força complementar? [...]
Fora dela, [...] [o] mundo árabo-muçulmano afunda-se cada vez mais [...]; manifesta rancor contra a Terra inteira [...]. Os países de África [...] são vítimas de guerras intestinas, de epidemias, [...] do desemprego em massa, do desespero. [...] Quanto aos Estados Unidos, [...] embarcaram numa empresa titânica [...]: domar sozinhos, ou quase sozinhos, um planeta indomável. Até a China, que vive uma ascensão espetacular, tem razões para se inquietar, porque [...] o seu futuro papel de grande potência política e militar está repleto de incertezas [...]. [...] De uma maneira ou de outra, todos os povos da Terra estão no meio da tormenta. [...] [O] fim do «equilíbrio do terror» fez nascer um mundo obcecado pelo «terror» [...]. [...]
[Se] a tragédia dos árabes foi terem perdido o seu lugar entre as nações [...], a tragédia dos ocidentais foi terem acedido a um papel planetário desmesurado [...]. [...] É claro que o Ocidente deu à humanidade mais do que qualquer outra civilização. [...] Mesmo os homens que se batem contra a dominação do Ocidente, fazem-no [...] com os instrumentos materiais ou intelectuais que o Ocidente inventou e difundiu no resto do mundo. [...]
[A]s nações ocidentais, [...] no ambiente competitivo global que tudo fizeram para criar à sua volta, parecem condenadas a desmantelar sectores inteiros da sua economia – quase toda a indústria [...]. A situação é particularmente delicada para a Europa, que, de certa maneira, é apanhada entre dois fogos – o da Ásia e o da América [...]. Quero dizer, entre a concorrência comercial das nações emergentes e a concorrência estratégica dos Estados Unidos [...].
Amin Maalouf, Um mundo sem regras. Quando as nossas civilizações se esgotam, 2.ª ed., Lisboa, Difel, 2009, pp. 19-40. (Texto adaptado)
Documento 3
https://pt.book4you.org/book/4998760/ff1c6a (consultado em 10/10/2021). (Adaptado)
4. Explicite dois desafios que se colocam à União Europeia, face aos problemas políticos e económicos do mundo atual.
Fundamente os dois desafios com excertos relevantes do documento 2.
Grupo IV - 5 · O mundo atual: fim da Guerra Fria, mundo unipolar, União Europeia e globalização
GRUPO IV
O FIM DA GUERRA FRIA E A GEOPOLÍTICA MUNDIAL NA TRANSIÇÃO DO MILÉNIO
Documento 1 (conjunto documental)
Identificação das fontes
Documento 1 (conjunto documental)
A – www.nbcnews.com/slideshow/9-11-n645971 (consultado em 17/09/2021).
B – https://origins.osu.edu/milestones/srebrenica-massacre-genocide-denial-memory (consultado em 17/09/2021).
C – www.concordmonitor.com/I-have-no-tolerance-for-ignorance-and-bigotry-34943222 (consultado em 17/09/2021).
D – http://disciplina-de-historia.blogspot.com/search?q=habib (consultado em 17/09/2021).
Documento 2
O estado do mundo na entrada do terceiro milénio, na perspetiva do escritor libanês Amin Maalouf (2009)
Após a queda do Muro de Berlim, soprava no mundo um vento de esperança. O fim da confrontação entre o Ocidente e a União Soviética afastava a ameaça de um cataclismo nuclear [...]; a democracia ia espalhar-se pouco a pouco [...]; as barreiras entre as diversas regiões do globo iam abrir-se [...], inaugurando uma era de progresso e de prosperidade. [...] Neste aspeto, a União Europeia é um exemplo emblemático. Para ela, a desintegração do bloco soviético foi um triunfo. [...] Todos os países do Leste foram bater à porta da União Europeia; aqueles que não foram recebidos por ela ainda sonham com isso.
Contudo, no momento preciso em que ela triunfava [...], a Europa perdeu as suas referências. [...] Hoje, [...] interroga-se sobre a sua identidade, [...] o seu lugar no mundo [...]. [...] Deverá erigir-se como uma federação comparável à dos Estados Unidos da América, animada por um «patriotismo continental» [...] e dotada de um estatuto de potência mundial [...]? Ou deverá ela contentar-se com uma parceria flexível entre nações ciosas da sua soberania e continuar a ser, no plano global, uma força complementar? [...]
Fora dela, [...] [o] mundo árabo-muçulmano afunda-se cada vez mais [...]; manifesta rancor contra a Terra inteira [...]. Os países de África [...] são vítimas de guerras intestinas, de epidemias, [...] do desemprego em massa, do desespero. [...] Quanto aos Estados Unidos, [...] embarcaram numa empresa titânica [...]: domar sozinhos, ou quase sozinhos, um planeta indomável. Até a China, que vive uma ascensão espetacular, tem razões para se inquietar, porque [...] o seu futuro papel de grande potência política e militar está repleto de incertezas [...]. [...] De uma maneira ou de outra, todos os povos da Terra estão no meio da tormenta. [...] [O] fim do «equilíbrio do terror» fez nascer um mundo obcecado pelo «terror» [...]. [...]
[Se] a tragédia dos árabes foi terem perdido o seu lugar entre as nações [...], a tragédia dos ocidentais foi terem acedido a um papel planetário desmesurado [...]. [...] É claro que o Ocidente deu à humanidade mais do que qualquer outra civilização. [...] Mesmo os homens que se batem contra a dominação do Ocidente, fazem-no [...] com os instrumentos materiais ou intelectuais que o Ocidente inventou e difundiu no resto do mundo. [...]
[A]s nações ocidentais, [...] no ambiente competitivo global que tudo fizeram para criar à sua volta, parecem condenadas a desmantelar sectores inteiros da sua economia – quase toda a indústria [...]. A situação é particularmente delicada para a Europa, que, de certa maneira, é apanhada entre dois fogos – o da Ásia e o da América [...]. Quero dizer, entre a concorrência comercial das nações emergentes e a concorrência estratégica dos Estados Unidos [...].
Amin Maalouf, Um mundo sem regras. Quando as nossas civilizações se esgotam, 2.ª ed., Lisboa, Difel, 2009, pp. 19-40. (Texto adaptado)
Documento 3
https://pt.book4you.org/book/4998760/ff1c6a (consultado em 10/10/2021). (Adaptado)
5.
Reportando-se a um contexto histórico preciso, o ato representado na imagem C (documento 1) evidencia
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