Grupo IV - 5 · Exame Nacional História A 2.ª fase 2022
Tema: O mundo atual: fim da Guerra Fria, mundo unipolar, União Europeia e globalização · Do exame 2.ª fase (2022)
Enunciado
GRUPO IV
O FIM DA GUERRA FRIA E A GEOPOLÍTICA MUNDIAL NA TRANSIÇÃO DO MILÉNIO
Documento 1 (conjunto documental)
Identificação das fontes
Documento 1 (conjunto documental)
A – www.nbcnews.com/slideshow/9-11-n645971 (consultado em 17/09/2021).
B – https://origins.osu.edu/milestones/srebrenica-massacre-genocide-denial-memory (consultado em 17/09/2021).
C – www.concordmonitor.com/I-have-no-tolerance-for-ignorance-and-bigotry-34943222 (consultado em 17/09/2021).
D – http://disciplina-de-historia.blogspot.com/search?q=habib (consultado em 17/09/2021).
Documento 2
O estado do mundo na entrada do terceiro milénio, na perspetiva do escritor libanês Amin Maalouf (2009)
Após a queda do Muro de Berlim, soprava no mundo um vento de esperança. O fim da confrontação entre o Ocidente e a União Soviética afastava a ameaça de um cataclismo nuclear [...]; a democracia ia espalhar-se pouco a pouco [...]; as barreiras entre as diversas regiões do globo iam abrir-se [...], inaugurando uma era de progresso e de prosperidade. [...] Neste aspeto, a União Europeia é um exemplo emblemático. Para ela, a desintegração do bloco soviético foi um triunfo. [...] Todos os países do Leste foram bater à porta da União Europeia; aqueles que não foram recebidos por ela ainda sonham com isso.
Contudo, no momento preciso em que ela triunfava [...], a Europa perdeu as suas referências. [...] Hoje, [...] interroga-se sobre a sua identidade, [...] o seu lugar no mundo [...]. [...] Deverá erigir-se como uma federação comparável à dos Estados Unidos da América, animada por um «patriotismo continental» [...] e dotada de um estatuto de potência mundial [...]? Ou deverá ela contentar-se com uma parceria flexível entre nações ciosas da sua soberania e continuar a ser, no plano global, uma força complementar? [...]
Fora dela, [...] [o] mundo árabo-muçulmano afunda-se cada vez mais [...]; manifesta rancor contra a Terra inteira [...]. Os países de África [...] são vítimas de guerras intestinas, de epidemias, [...] do desemprego em massa, do desespero. [...] Quanto aos Estados Unidos, [...] embarcaram numa empresa titânica [...]: domar sozinhos, ou quase sozinhos, um planeta indomável. Até a China, que vive uma ascensão espetacular, tem razões para se inquietar, porque [...] o seu futuro papel de grande potência política e militar está repleto de incertezas [...]. [...] De uma maneira ou de outra, todos os povos da Terra estão no meio da tormenta. [...] [O] fim do «equilíbrio do terror» fez nascer um mundo obcecado pelo «terror» [...]. [...]
[Se] a tragédia dos árabes foi terem perdido o seu lugar entre as nações [...], a tragédia dos ocidentais foi terem acedido a um papel planetário desmesurado [...]. [...] É claro que o Ocidente deu à humanidade mais do que qualquer outra civilização. [...] Mesmo os homens que se batem contra a dominação do Ocidente, fazem-no [...] com os instrumentos materiais ou intelectuais que o Ocidente inventou e difundiu no resto do mundo. [...]
[A]s nações ocidentais, [...] no ambiente competitivo global que tudo fizeram para criar à sua volta, parecem condenadas a desmantelar sectores inteiros da sua economia – quase toda a indústria [...]. A situação é particularmente delicada para a Europa, que, de certa maneira, é apanhada entre dois fogos – o da Ásia e o da América [...]. Quero dizer, entre a concorrência comercial das nações emergentes e a concorrência estratégica dos Estados Unidos [...].
Amin Maalouf, Um mundo sem regras. Quando as nossas civilizações se esgotam, 2.ª ed., Lisboa, Difel, 2009, pp. 19-40. (Texto adaptado)
Documento 3
https://pt.book4you.org/book/4998760/ff1c6a (consultado em 10/10/2021). (Adaptado)
5.
Reportando-se a um contexto histórico preciso, o ato representado na imagem C (documento 1) evidencia
()

Resolução
Segundo os critérios oficiais de classificação
Reportando-se a um contexto histórico preciso, o ato representado na imagem C (documento 1) evidencia
Resposta: (B) o poder dos símbolos na propaganda a uma potência hegemónica.
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