Exame Nacional Biologia e Geologia 2025 · 2.ª fase

Exame Nacional de Biologia e Geologia 2025, 2.ª fase: 22 exercícios com resolução. Temas: Tectónica de placas e deformação das rochas. Com correção imediata.

Temas do exame: Tectónica de placas e deformação das rochas · Sismologia e estrutura interna da Terra · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica · Recursos geológicos, aquíferos e riscos · Biomoléculas, célula e transporte membranar · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração · Digestão, transporte e trocas gasosas · DNA, síntese proteica e mitose · Reprodução, meiose e ciclos de vida · Biodiversidade, evolução e sistemática · Investigação científica: variáveis e resultados

Grupo I - 1 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO I

Texto 1

A mina de sal mais antiga do mundo, Património da Humanidade desde 1997, localiza-se na Áustria, na região de Hallstätt, uma pequena localidade situada no sopé das montanhas dos Alpes. Nesta mina, explora-se o sal-gema, há 3500 anos. A Figura 1A apresenta a localização da mina de Hallstätt.

Os depósitos de sal de Hallstätt começaram a formar-se numa bacia de sedimentação pouco profunda, associada à fragmentação da Pangeia. Posteriormente, nesta bacia, devido a mudanças nas condições de sedimentação, depositaram-se carbonatos. Antes do final do Jurássico, o sal-gema, por se tratar de uma rocha pouco densa e com elevada plasticidade, ascendeu, sobrepondo-se a outras rochas mais recentes. Mais tarde, essencialmente no Cenozoico, na sequência dos movimentos tectónicos entre as placas Africana e Eurasiática, esta bacia fechou e deu-se início à formação dos Alpes, ocorrendo deformação de rochas da região.

Nos depósitos salinos de Hallstätt, podem encontrar-se bandas de sal-gema, alternadas com arenito, argila e gesso, que constituem a Formação de Haselgebirge, formada durante o Pérmico Superior e o Triássico Inferior.

A Figura 1B representa um corte geológico da região de Hallstätt que inclui a mina de sal-gema.

1. A formação da bacia sedimentar onde ocorreu a deposição de sal na região de Hallstätt esteve associada

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Grupo I · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

A mina de sal mais antiga do mundo, Património da Humanidade desde 1997, localiza-se na Áustria, na região de Hallstätt, uma pequena localidade situada no sopé das montanhas dos Alpes. Nesta mina, explora-se o sal-gema, há 3500 anos. A Figura 1A apresenta a localização da mina de Hallstätt.

Os depósitos de sal de Hallstätt começaram a formar-se numa bacia de sedimentação pouco profunda, associada à fragmentação da Pangeia. Posteriormente, nesta bacia, devido a mudanças nas condições de sedimentação, depositaram-se carbonatos. Antes do final do Jurássico, o sal-gema, por se tratar de uma rocha pouco densa e com elevada plasticidade, ascendeu, sobrepondo-se a outras rochas mais recentes. Mais tarde, essencialmente no Cenozoico, na sequência dos movimentos tectónicos entre as placas Africana e Eurasiática, esta bacia fechou e deu-se início à formação dos Alpes, ocorrendo deformação de rochas da região.

Nos depósitos salinos de Hallstätt, podem encontrar-se bandas de sal-gema, alternadas com arenito, argila e gesso, que constituem a Formação de Haselgebirge, formada durante o Pérmico Superior e o Triássico Inferior.

A Figura 1B representa um corte geológico da região de Hallstätt que inclui a mina de sal-gema.

2. Identifique, de entre as afirmações relativas à geologia da região de Hallstätt, as três afirmações corretas, considerando as informações do Texto 1 e da Figura 1B.

Escreva, na folha de respostas, os números selecionados.

3. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência de acontecimentos relacionados com a formação e a evolução do corpo salino de Hallstätt.

Escreva, na folha de respostas, a sequência correta das letras.

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Grupo I - 4 · Biodiversidade, evolução e sistemática

GRUPO I

Texto 1

A mina de sal mais antiga do mundo, Património da Humanidade desde 1997, localiza-se na Áustria, na região de Hallstätt, uma pequena localidade situada no sopé das montanhas dos Alpes. Nesta mina, explora-se o sal-gema, há 3500 anos. A Figura 1A apresenta a localização da mina de Hallstätt.

Os depósitos de sal de Hallstätt começaram a formar-se numa bacia de sedimentação pouco profunda, associada à fragmentação da Pangeia. Posteriormente, nesta bacia, devido a mudanças nas condições de sedimentação, depositaram-se carbonatos. Antes do final do Jurássico, o sal-gema, por se tratar de uma rocha pouco densa e com elevada plasticidade, ascendeu, sobrepondo-se a outras rochas mais recentes. Mais tarde, essencialmente no Cenozoico, na sequência dos movimentos tectónicos entre as placas Africana e Eurasiática, esta bacia fechou e deu-se início à formação dos Alpes, ocorrendo deformação de rochas da região.

Nos depósitos salinos de Hallstätt, podem encontrar-se bandas de sal-gema, alternadas com arenito, argila e gesso, que constituem a Formação de Haselgebirge, formada durante o Pérmico Superior e o Triássico Inferior.

A Figura 1B representa um corte geológico da região de Hallstätt que inclui a mina de sal-gema.

4. As fases iniciais da exploração do sal ocorreram à superfície, em locais onde existiam fontes salinas. As águas que emergiam dessas fontes resultavam da circulação em profundidade, onde atravessavam os evaporitos e se enriqueciam em vários iões, nomeadamente em iões de sódio. Nas proximidades dessas fontes, as plantas eram escassas.

Baseado em: A. Kern et al., Kingdom of Salt, 7000 years of Hallstätt, Natural History Museum, 2009.

De acordo com os dados, a elevada concentração de iões de sódio existente no solo resultou da dissolução

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Grupo I - 5 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO I

Texto 1

A mina de sal mais antiga do mundo, Património da Humanidade desde 1997, localiza-se na Áustria, na região de Hallstätt, uma pequena localidade situada no sopé das montanhas dos Alpes. Nesta mina, explora-se o sal-gema, há 3500 anos. A Figura 1A apresenta a localização da mina de Hallstätt.

Os depósitos de sal de Hallstätt começaram a formar-se numa bacia de sedimentação pouco profunda, associada à fragmentação da Pangeia. Posteriormente, nesta bacia, devido a mudanças nas condições de sedimentação, depositaram-se carbonatos. Antes do final do Jurássico, o sal-gema, por se tratar de uma rocha pouco densa e com elevada plasticidade, ascendeu, sobrepondo-se a outras rochas mais recentes. Mais tarde, essencialmente no Cenozoico, na sequência dos movimentos tectónicos entre as placas Africana e Eurasiática, esta bacia fechou e deu-se início à formação dos Alpes, ocorrendo deformação de rochas da região.

Nos depósitos salinos de Hallstätt, podem encontrar-se bandas de sal-gema, alternadas com arenito, argila e gesso, que constituem a Formação de Haselgebirge, formada durante o Pérmico Superior e o Triássico Inferior.

A Figura 1B representa um corte geológico da região de Hallstätt que inclui a mina de sal-gema.

5. A Figura 2 mostra uma fotografia do sal-gema de Hallstätt numa parede da mina.

Considerando a orientação da dobra representada na Figura 2, pode inferir-se que esta resultou da atuação de tensões

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Grupo I - 6 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos

GRUPO I

Texto 1

A mina de sal mais antiga do mundo, Património da Humanidade desde 1997, localiza-se na Áustria, na região de Hallstätt, uma pequena localidade situada no sopé das montanhas dos Alpes. Nesta mina, explora-se o sal-gema, há 3500 anos. A Figura 1A apresenta a localização da mina de Hallstätt.

Os depósitos de sal de Hallstätt começaram a formar-se numa bacia de sedimentação pouco profunda, associada à fragmentação da Pangeia. Posteriormente, nesta bacia, devido a mudanças nas condições de sedimentação, depositaram-se carbonatos. Antes do final do Jurássico, o sal-gema, por se tratar de uma rocha pouco densa e com elevada plasticidade, ascendeu, sobrepondo-se a outras rochas mais recentes. Mais tarde, essencialmente no Cenozoico, na sequência dos movimentos tectónicos entre as placas Africana e Eurasiática, esta bacia fechou e deu-se início à formação dos Alpes, ocorrendo deformação de rochas da região.

Nos depósitos salinos de Hallstätt, podem encontrar-se bandas de sal-gema, alternadas com arenito, argila e gesso, que constituem a Formação de Haselgebirge, formada durante o Pérmico Superior e o Triássico Inferior.

A Figura 1B representa um corte geológico da região de Hallstätt que inclui a mina de sal-gema.

6. A jazida de sal-gema de Hallstätt constitui uma reserva, porque

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Grupo I - 7 · Sismologia e estrutura interna da Terra

7. Ao longo do tempo, a região montanhosa dos Alpes tem sido afetada por deslizamentos de terras, alguns dos quais com impactos devastadores.

Estudos recentes têm revelado que estes deslizamentos podem ser desencadeados pela atividade sismotectónica da região, concentrada no interior da placa Eurasiática, com hipocentros entre 5 e 10 km de profundidade.

Baseado em: P. Oswald et al., «Seismic control of large prehistoric rockslides in the Eastern Alps», in Nature Communications, 12, 2021.

Considerando a informação anterior, os sismos tectónicos nos Alpes são, maioritariamente,

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Grupo I - 8 · Sismologia e estrutura interna da Terra

8. Associe cada uma das afirmações relativas a zonas da estrutura interna da Terra, apresentadas na Coluna I, à designação correspondente, que consta na Coluna II.

A cada letra corresponde apenas um número.

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Grupo I - 9 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

A mina de sal mais antiga do mundo, Património da Humanidade desde 1997, localiza-se na Áustria, na região de Hallstätt, uma pequena localidade situada no sopé das montanhas dos Alpes. Nesta mina, explora-se o sal-gema, há 3500 anos. A Figura 1A apresenta a localização da mina de Hallstätt.

Os depósitos de sal de Hallstätt começaram a formar-se numa bacia de sedimentação pouco profunda, associada à fragmentação da Pangeia. Posteriormente, nesta bacia, devido a mudanças nas condições de sedimentação, depositaram-se carbonatos. Antes do final do Jurássico, o sal-gema, por se tratar de uma rocha pouco densa e com elevada plasticidade, ascendeu, sobrepondo-se a outras rochas mais recentes. Mais tarde, essencialmente no Cenozoico, na sequência dos movimentos tectónicos entre as placas Africana e Eurasiática, esta bacia fechou e deu-se início à formação dos Alpes, ocorrendo deformação de rochas da região.

Nos depósitos salinos de Hallstätt, podem encontrar-se bandas de sal-gema, alternadas com arenito, argila e gesso, que constituem a Formação de Haselgebirge, formada durante o Pérmico Superior e o Triássico Inferior.

A Figura 1B representa um corte geológico da região de Hallstätt que inclui a mina de sal-gema.

9. Relativamente ao sal-gema explorado em Hallstätt, considere as informações seguintes:

Informação 1 – A subida do sal-gema ocorreu antes da deposição dos calcários da Formação de Plassen.

Informação 2 – O sal é explorado em galerias que se encontram a mais de 514 metros acima do nível do mar.

Justifique as afirmações referidas, apresentando um dado da Figura 1B que apoie a Informação 1 e um dado do Texto 1 que explique a Informação 2.

Grupo I - 10 · Digestão, transporte e trocas gasosas

Texto 2

A mina de sal de Hallstätt, além de oferecer um dos registos mais antigos e contínuos da mineração subterrânea de sal, tem contribuído para o conhecimento dos hábitos alimentares dos mineiros através dos excrementos humanos encontrados (paleofezes).

As paleofezes recolhidas na mina foram datadas pelo método 14 C. As idades estimadas correspondem aos intervalos de tempo: 1301-1121 a. C. (Idade do Bronze), 650-544 a. C. (Idade do Ferro) e 1720-1783 d. C. (Idade Moderna), o que está de acordo com os períodos de utilização da mina.

A análise microscópica e molecular das amostras de paleofezes da Idade do Bronze e da Idade do Ferro revelou que a dieta destes mineiros consistia essencialmente em cereais, sendo complementada com frutos silvestres, leguminosas, carnes bovinas e de javali.

Numa das amostras da Idade do Ferro, foi identificada uma enorme abundância de Saccharomyces cerevisiae, um fungo unicelular que apresenta reprodução sexuada e reprodução assexuada e que é usado, atualmente, no processamento de alimentos. Foram identificadas proteínas envolvidas nas vias de fermentação desta levedura e também o gene RTM1, que é usado como marcador das variedades de leveduras utilizadas na produção de cerveja, comprovando-se assim que, nesta altura, esta bebida já era consumida.

A Figura 3 representa, esquematicamente, o ciclo de vida de Saccharomyces cerevisiae.

10. A presença de carne bovina na dieta dos mineiros foi detetada através da análise de várias proteínas, entre as quais a hemoglobina. Nos bovinos, o fornecimento de oxigénio às células é feito através de um sistema de transporte

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Grupo I - 11 · Reprodução, meiose e ciclos de vida

Texto 2

A mina de sal de Hallstätt, além de oferecer um dos registos mais antigos e contínuos da mineração subterrânea de sal, tem contribuído para o conhecimento dos hábitos alimentares dos mineiros através dos excrementos humanos encontrados (paleofezes).

As paleofezes recolhidas na mina foram datadas pelo método 14 C. As idades estimadas correspondem aos intervalos de tempo: 1301-1121 a. C. (Idade do Bronze), 650-544 a. C. (Idade do Ferro) e 1720-1783 d. C. (Idade Moderna), o que está de acordo com os períodos de utilização da mina.

A análise microscópica e molecular das amostras de paleofezes da Idade do Bronze e da Idade do Ferro revelou que a dieta destes mineiros consistia essencialmente em cereais, sendo complementada com frutos silvestres, leguminosas, carnes bovinas e de javali.

Numa das amostras da Idade do Ferro, foi identificada uma enorme abundância de Saccharomyces cerevisiae, um fungo unicelular que apresenta reprodução sexuada e reprodução assexuada e que é usado, atualmente, no processamento de alimentos. Foram identificadas proteínas envolvidas nas vias de fermentação desta levedura e também o gene RTM1, que é usado como marcador das variedades de leveduras utilizadas na produção de cerveja, comprovando-se assim que, nesta altura, esta bebida já era consumida.

A Figura 3 representa, esquematicamente, o ciclo de vida de Saccharomyces cerevisiae.

11. Selecione a opção que interpreta corretamente o ciclo de vida de Saccharomyces cerevisiae, representado na Figura 3.

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Grupo I - 12 · DNA, síntese proteica e mitose

12. No decurso do ciclo celular mitótico, ocorre

Grupo I - 13 · DNA, síntese proteica e mitose

Texto 2

A mina de sal de Hallstätt, além de oferecer um dos registos mais antigos e contínuos da mineração subterrânea de sal, tem contribuído para o conhecimento dos hábitos alimentares dos mineiros através dos excrementos humanos encontrados (paleofezes).

As paleofezes recolhidas na mina foram datadas pelo método 14 C. As idades estimadas correspondem aos intervalos de tempo: 1301-1121 a. C. (Idade do Bronze), 650-544 a. C. (Idade do Ferro) e 1720-1783 d. C. (Idade Moderna), o que está de acordo com os períodos de utilização da mina.

A análise microscópica e molecular das amostras de paleofezes da Idade do Bronze e da Idade do Ferro revelou que a dieta destes mineiros consistia essencialmente em cereais, sendo complementada com frutos silvestres, leguminosas, carnes bovinas e de javali.

Numa das amostras da Idade do Ferro, foi identificada uma enorme abundância de Saccharomyces cerevisiae, um fungo unicelular que apresenta reprodução sexuada e reprodução assexuada e que é usado, atualmente, no processamento de alimentos. Foram identificadas proteínas envolvidas nas vias de fermentação desta levedura e também o gene RTM1, que é usado como marcador das variedades de leveduras utilizadas na produção de cerveja, comprovando-se assim que, nesta altura, esta bebida já era consumida.

A Figura 3 representa, esquematicamente, o ciclo de vida de Saccharomyces cerevisiae.

13. O gene RTM1 corresponde a uma sequência de

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Grupo I - 14 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

A mina de sal de Hallstätt, além de oferecer um dos registos mais antigos e contínuos da mineração subterrânea de sal, tem contribuído para o conhecimento dos hábitos alimentares dos mineiros através dos excrementos humanos encontrados (paleofezes).

As paleofezes recolhidas na mina foram datadas pelo método 14 C. As idades estimadas correspondem aos intervalos de tempo: 1301-1121 a. C. (Idade do Bronze), 650-544 a. C. (Idade do Ferro) e 1720-1783 d. C. (Idade Moderna), o que está de acordo com os períodos de utilização da mina.

A análise microscópica e molecular das amostras de paleofezes da Idade do Bronze e da Idade do Ferro revelou que a dieta destes mineiros consistia essencialmente em cereais, sendo complementada com frutos silvestres, leguminosas, carnes bovinas e de javali.

Numa das amostras da Idade do Ferro, foi identificada uma enorme abundância de Saccharomyces cerevisiae, um fungo unicelular que apresenta reprodução sexuada e reprodução assexuada e que é usado, atualmente, no processamento de alimentos. Foram identificadas proteínas envolvidas nas vias de fermentação desta levedura e também o gene RTM1, que é usado como marcador das variedades de leveduras utilizadas na produção de cerveja, comprovando-se assim que, nesta altura, esta bebida já era consumida.

A Figura 3 representa, esquematicamente, o ciclo de vida de Saccharomyces cerevisiae.

14. Segundo o sistema de classificação de Whittaker modificado, as leveduras pertencem ao reino Fungi. Este reino integra organismos que apresentam

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Grupo I - 15 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

Texto 2

A mina de sal de Hallstätt, além de oferecer um dos registos mais antigos e contínuos da mineração subterrânea de sal, tem contribuído para o conhecimento dos hábitos alimentares dos mineiros através dos excrementos humanos encontrados (paleofezes).

As paleofezes recolhidas na mina foram datadas pelo método 14 C. As idades estimadas correspondem aos intervalos de tempo: 1301-1121 a. C. (Idade do Bronze), 650-544 a. C. (Idade do Ferro) e 1720-1783 d. C. (Idade Moderna), o que está de acordo com os períodos de utilização da mina.

A análise microscópica e molecular das amostras de paleofezes da Idade do Bronze e da Idade do Ferro revelou que a dieta destes mineiros consistia essencialmente em cereais, sendo complementada com frutos silvestres, leguminosas, carnes bovinas e de javali.

Numa das amostras da Idade do Ferro, foi identificada uma enorme abundância de Saccharomyces cerevisiae, um fungo unicelular que apresenta reprodução sexuada e reprodução assexuada e que é usado, atualmente, no processamento de alimentos. Foram identificadas proteínas envolvidas nas vias de fermentação desta levedura e também o gene RTM1, que é usado como marcador das variedades de leveduras utilizadas na produção de cerveja, comprovando-se assim que, nesta altura, esta bebida já era consumida.

A Figura 3 representa, esquematicamente, o ciclo de vida de Saccharomyces cerevisiae.

15. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência de acontecimentos relacionados com o processo fermentativo realizado por Saccharomyces cerevisiae.

Escreva a sequência correta das letras (por exemplo, A - B - C - D - E ou ABCDE):

A. Formação de moléculas de ATP.

B. Fosforilação da glicose.

C. Formação de moléculas de etanol.

D. Formação de moléculas de ácido pirúvico.

E. Obtenção de glicose a partir da hidrólise de polissacáridos.

Grupo I - 16 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

Texto 2

A mina de sal de Hallstätt, além de oferecer um dos registos mais antigos e contínuos da mineração subterrânea de sal, tem contribuído para o conhecimento dos hábitos alimentares dos mineiros através dos excrementos humanos encontrados (paleofezes).

As paleofezes recolhidas na mina foram datadas pelo método 14 C. As idades estimadas correspondem aos intervalos de tempo: 1301-1121 a. C. (Idade do Bronze), 650-544 a. C. (Idade do Ferro) e 1720-1783 d. C. (Idade Moderna), o que está de acordo com os períodos de utilização da mina.

A análise microscópica e molecular das amostras de paleofezes da Idade do Bronze e da Idade do Ferro revelou que a dieta destes mineiros consistia essencialmente em cereais, sendo complementada com frutos silvestres, leguminosas, carnes bovinas e de javali.

Numa das amostras da Idade do Ferro, foi identificada uma enorme abundância de Saccharomyces cerevisiae, um fungo unicelular que apresenta reprodução sexuada e reprodução assexuada e que é usado, atualmente, no processamento de alimentos. Foram identificadas proteínas envolvidas nas vias de fermentação desta levedura e também o gene RTM1, que é usado como marcador das variedades de leveduras utilizadas na produção de cerveja, comprovando-se assim que, nesta altura, esta bebida já era consumida.

A Figura 3 representa, esquematicamente, o ciclo de vida de Saccharomyces cerevisiae.

16. Nas camadas superiores da atmosfera, por ação dos raios cósmicos sobre o nitrogénio, forma-se 14C^{14}\text{C}, um isótopo radioativo. Posteriormente, o 14C^{14}\text{C} reage com o O2\text{O}_2 atmosférico e origina 14CO2^{14}\text{CO}_2.

Explique por que razão é possível utilizar o 14C^{14}\text{C} na datação de matéria orgânica de origem vegetal e de matéria orgânica de origem animal presente nas paleofezes.

Na sua resposta, faça referência às características do 14C^{14}\text{C} que permitem utilizá-lo na datação.

Grupo I - 17 · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

Os resultados das análises às paleofezes dos mineiros de Hallstätt mostram que a dieta das populações ocidentalizadas modernas sofreu profundas alterações ao longo do tempo. Atualmente, o consumo de sal, de açúcar e de gordura em excesso afeta negativamente a saúde das populações e agrava o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, a principal causa de morte em todo o mundo.

Nos últimos anos, a Salicornia, uma planta suculenta que cresce em zonas salinas, tem despertado interesse pelos seus potenciais benefícios nutricionais.

O ambiente salino impõe dois problemas aos tecidos vegetais: o défice hídrico resultante de concentrações relativamente altas de soluto no solo e o efeito tóxico do aumento do Na + no citosol. Em células de Salicornia, para contrariar a entrada de Na + de forma passiva, existem transportadores antiporte 1 Na + /H +, na membrana plasmática e no tonoplasto (membrana do vacúolo), que transportam ativamente o Na + para fora da célula e para dentro do vacúolo, respetivamente. A atividade destes transportadores antiporte depende do gradiente de protões (H +) gerado pela H + -ATPase.

Considerando a possibilidade do uso de Salicornia como substituto do sal purificado na alimentação humana, foi realizado um estudo in vivo para avaliar os efeitos da ingestão de Salicornia europaea na pressão arterial. Foram selecionados ratos jovens com pressão arterial normal (PAN) e ratos jovens hipertensos espontâneos (HE). Após um período de adaptação, os ratos foram divididos em seis grupos (10 ratos em cada grupo) e submetidos a uma dieta diferenciada, durante seis semanas:

Grupo RC-PAN – ratos com pressão arterial normal alimentados com ração comum.

Grupo RC-HE – ratos hipertensos alimentados com ração comum.

Grupo SP-PAN – ratos com pressão arterial normal submetidos a uma dieta rica em sal purificado.

Grupo SP-HE – ratos hipertensos submetidos a uma dieta rica em sal purificado.

Grupo SE-PAN – ratos com pressão arterial normal submetidos a uma dieta com S. europaea.

Grupo SE-HE – ratos hipertensos submetidos a uma dieta com S. europaea.

A quantidade de sódio administrado, através do sal purificado ou de S. europaea, foi equivalente para os vários grupos de tipo SP e SE.

O Gráfico I apresenta o efeito da dieta na pressão arterial média de ratos com pressão arterial normal. O Gráfico II apresenta o efeito da dieta na pressão arterial média de ratos hipertensos.

1 Transportadores antiporte – transportadores membranares que transportam, em simultâneo e em sentido contrário, dois iões do mesmo sinal, por exemplo, um catião e um ião H +.

Baseado em: S. Cárdenas-Pérez et al., «An overview of the emerging trends of the Salicornia L. genus as a sustainable crop», in Environmental and Experimental Botany, n.º 191, 2021; e em: N. Panth et al., «Protective effect of Salicornia europaea extracts on high salt intake-induced vascular dysfunction and hypertension», in International Journal of Molecular Sciences, n.º 17, 2016.

17. Identifique, de entre as afirmações relativas ao procedimento experimental e aos resultados obtidos, as três afirmações corretas.

Selecione as três afirmações corretas:

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Grupo I - 18 · Biomoléculas, célula e transporte membranar

Texto 3

Os resultados das análises às paleofezes dos mineiros de Hallstätt mostram que a dieta das populações ocidentalizadas modernas sofreu profundas alterações ao longo do tempo. Atualmente, o consumo de sal, de açúcar e de gordura em excesso afeta negativamente a saúde das populações e agrava o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, a principal causa de morte em todo o mundo.

Nos últimos anos, a Salicornia, uma planta suculenta que cresce em zonas salinas, tem despertado interesse pelos seus potenciais benefícios nutricionais.

O ambiente salino impõe dois problemas aos tecidos vegetais: o défice hídrico resultante de concentrações relativamente altas de soluto no solo e o efeito tóxico do aumento do Na + no citosol. Em células de Salicornia, para contrariar a entrada de Na + de forma passiva, existem transportadores antiporte 1 Na + /H +, na membrana plasmática e no tonoplasto (membrana do vacúolo), que transportam ativamente o Na + para fora da célula e para dentro do vacúolo, respetivamente. A atividade destes transportadores antiporte depende do gradiente de protões (H +) gerado pela H + -ATPase.

Considerando a possibilidade do uso de Salicornia como substituto do sal purificado na alimentação humana, foi realizado um estudo in vivo para avaliar os efeitos da ingestão de Salicornia europaea na pressão arterial. Foram selecionados ratos jovens com pressão arterial normal (PAN) e ratos jovens hipertensos espontâneos (HE). Após um período de adaptação, os ratos foram divididos em seis grupos (10 ratos em cada grupo) e submetidos a uma dieta diferenciada, durante seis semanas:

Grupo RC-PAN – ratos com pressão arterial normal alimentados com ração comum.

Grupo RC-HE – ratos hipertensos alimentados com ração comum.

Grupo SP-PAN – ratos com pressão arterial normal submetidos a uma dieta rica em sal purificado.

Grupo SP-HE – ratos hipertensos submetidos a uma dieta rica em sal purificado.

Grupo SE-PAN – ratos com pressão arterial normal submetidos a uma dieta com S. europaea.

Grupo SE-HE – ratos hipertensos submetidos a uma dieta com S. europaea.

A quantidade de sódio administrado, através do sal purificado ou de S. europaea, foi equivalente para os vários grupos de tipo SP e SE.

O Gráfico I apresenta o efeito da dieta na pressão arterial média de ratos com pressão arterial normal. O Gráfico II apresenta o efeito da dieta na pressão arterial média de ratos hipertensos.

1 Transportadores antiporte – transportadores membranares que transportam, em simultâneo e em sentido contrário, dois iões do mesmo sinal, por exemplo, um catião e um ião H +.

Baseado em: S. Cárdenas-Pérez et al., «An overview of the emerging trends of the Salicornia L. genus as a sustainable crop», in Environmental and Experimental Botany, n.º 191, 2021; e em: N. Panth et al., «Protective effect of Salicornia europaea extracts on high salt intake-induced vascular dysfunction and hypertension», in International Journal of Molecular Sciences, n.º 17, 2016.

18. A Figura 4 representa, de forma esquemática, os transportadores antiporte Na+/H+\text{Na}^+/\text{H}^+ e as H+\text{H}^+-ATPase em células de Salicornia.

Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada a cada espaço.

O transporte de iões desde a raiz até à parte aérea das plantas do género Salicornia ocorre ao longo de

. A entrada de Na+\text{Na}^+ nas células envolve proteínas transportadoras que se encontram integradas numa bicamada de fosfolípidos, moléculas cuja região apolar tem carácter

. A entrada de Na+\text{Na}^+ torna o conteúdo vacuolar

. O gradiente de protões é mantido pela H+\text{H}^+-ATPase através de

.

Grupo I - 19 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

19. Associe cada um dos processos metabólicos, apresentados na Coluna I, ao organelo onde ocorre, que consta na Coluna II.

A cada letra corresponde apenas um número.

Escreva, na folha de respostas, cada uma das letras, seguida do número correspondente.

(a) Utilização de moléculas NADPH numa sequência de reações designada por ciclo de Calvin.

(b) Participação na digestão intracelular.

(c) Produção de energia em vias catabólicas, na presença de oxigénio.

Grupo I - 20 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 3

Os resultados das análises às paleofezes dos mineiros de Hallstätt mostram que a dieta das populações ocidentalizadas modernas sofreu profundas alterações ao longo do tempo. Atualmente, o consumo de sal, de açúcar e de gordura em excesso afeta negativamente a saúde das populações e agrava o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, a principal causa de morte em todo o mundo.

Nos últimos anos, a Salicornia, uma planta suculenta que cresce em zonas salinas, tem despertado interesse pelos seus potenciais benefícios nutricionais.

O ambiente salino impõe dois problemas aos tecidos vegetais: o défice hídrico resultante de concentrações relativamente altas de soluto no solo e o efeito tóxico do aumento do Na + no citosol. Em células de Salicornia, para contrariar a entrada de Na + de forma passiva, existem transportadores antiporte 1 Na + /H +, na membrana plasmática e no tonoplasto (membrana do vacúolo), que transportam ativamente o Na + para fora da célula e para dentro do vacúolo, respetivamente. A atividade destes transportadores antiporte depende do gradiente de protões (H +) gerado pela H + -ATPase.

Considerando a possibilidade do uso de Salicornia como substituto do sal purificado na alimentação humana, foi realizado um estudo in vivo para avaliar os efeitos da ingestão de Salicornia europaea na pressão arterial. Foram selecionados ratos jovens com pressão arterial normal (PAN) e ratos jovens hipertensos espontâneos (HE). Após um período de adaptação, os ratos foram divididos em seis grupos (10 ratos em cada grupo) e submetidos a uma dieta diferenciada, durante seis semanas:

Grupo RC-PAN – ratos com pressão arterial normal alimentados com ração comum.

Grupo RC-HE – ratos hipertensos alimentados com ração comum.

Grupo SP-PAN – ratos com pressão arterial normal submetidos a uma dieta rica em sal purificado.

Grupo SP-HE – ratos hipertensos submetidos a uma dieta rica em sal purificado.

Grupo SE-PAN – ratos com pressão arterial normal submetidos a uma dieta com S. europaea.

Grupo SE-HE – ratos hipertensos submetidos a uma dieta com S. europaea.

A quantidade de sódio administrado, através do sal purificado ou de S. europaea, foi equivalente para os vários grupos de tipo SP e SE.

O Gráfico I apresenta o efeito da dieta na pressão arterial média de ratos com pressão arterial normal. O Gráfico II apresenta o efeito da dieta na pressão arterial média de ratos hipertensos.

1 Transportadores antiporte – transportadores membranares que transportam, em simultâneo e em sentido contrário, dois iões do mesmo sinal, por exemplo, um catião e um ião H +.

Baseado em: S. Cárdenas-Pérez et al., «An overview of the emerging trends of the Salicornia L. genus as a sustainable crop», in Environmental and Experimental Botany, n.º 191, 2021; e em: N. Panth et al., «Protective effect of Salicornia europaea extracts on high salt intake-induced vascular dysfunction and hypertension», in International Journal of Molecular Sciences, n.º 17, 2016.

20. O elevado teor de sal encontrado em plantas do género Salicornia resulta da sua capacidade de armazenar sódio nas células, sem que este interfira no metabolismo celular.

Explique, na perspetiva darwinista, a proliferação de plantas tolerantes à salinidade, como a Salicornia.

Grupo I - 21 · Biomoléculas, célula e transporte membranar

Texto 3

Os resultados das análises às paleofezes dos mineiros de Hallstätt mostram que a dieta das populações ocidentalizadas modernas sofreu profundas alterações ao longo do tempo. Atualmente, o consumo de sal, de açúcar e de gordura em excesso afeta negativamente a saúde das populações e agrava o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, a principal causa de morte em todo o mundo.

Nos últimos anos, a Salicornia, uma planta suculenta que cresce em zonas salinas, tem despertado interesse pelos seus potenciais benefícios nutricionais.

O ambiente salino impõe dois problemas aos tecidos vegetais: o défice hídrico resultante de concentrações relativamente altas de soluto no solo e o efeito tóxico do aumento do Na + no citosol. Em células de Salicornia, para contrariar a entrada de Na + de forma passiva, existem transportadores antiporte 1 Na + /H +, na membrana plasmática e no tonoplasto (membrana do vacúolo), que transportam ativamente o Na + para fora da célula e para dentro do vacúolo, respetivamente. A atividade destes transportadores antiporte depende do gradiente de protões (H +) gerado pela H + -ATPase.

Considerando a possibilidade do uso de Salicornia como substituto do sal purificado na alimentação humana, foi realizado um estudo in vivo para avaliar os efeitos da ingestão de Salicornia europaea na pressão arterial. Foram selecionados ratos jovens com pressão arterial normal (PAN) e ratos jovens hipertensos espontâneos (HE). Após um período de adaptação, os ratos foram divididos em seis grupos (10 ratos em cada grupo) e submetidos a uma dieta diferenciada, durante seis semanas:

Grupo RC-PAN – ratos com pressão arterial normal alimentados com ração comum.

Grupo RC-HE – ratos hipertensos alimentados com ração comum.

Grupo SP-PAN – ratos com pressão arterial normal submetidos a uma dieta rica em sal purificado.

Grupo SP-HE – ratos hipertensos submetidos a uma dieta rica em sal purificado.

Grupo SE-PAN – ratos com pressão arterial normal submetidos a uma dieta com S. europaea.

Grupo SE-HE – ratos hipertensos submetidos a uma dieta com S. europaea.

A quantidade de sódio administrado, através do sal purificado ou de S. europaea, foi equivalente para os vários grupos de tipo SP e SE.

O Gráfico I apresenta o efeito da dieta na pressão arterial média de ratos com pressão arterial normal. O Gráfico II apresenta o efeito da dieta na pressão arterial média de ratos hipertensos.

1 Transportadores antiporte – transportadores membranares que transportam, em simultâneo e em sentido contrário, dois iões do mesmo sinal, por exemplo, um catião e um ião H +.

Baseado em: S. Cárdenas-Pérez et al., «An overview of the emerging trends of the Salicornia L. genus as a sustainable crop», in Environmental and Experimental Botany, n.º 191, 2021; e em: N. Panth et al., «Protective effect of Salicornia europaea extracts on high salt intake-induced vascular dysfunction and hypertension», in International Journal of Molecular Sciences, n.º 17, 2016.

21. Explique de que forma a ocorrência de uma mutação nos genes que codificam a H + -ATPase pode ter consequências no desenvolvimento das plantas do género Salicornia em ambientes salinos, tendo em conta a informação do Texto 3 e da Figura 4.

Na sua resposta, considere que a mutação torna a H + -ATPase não funcional.

Grupo II - 1 · Biomoléculas, célula e transporte membranar

GRUPO II

O suco pancreático, produzido pelo pâncreas, contém enzimas que atuam no duodeno e participam no processo de digestão dos alimentos.

Com o objetivo de identificar alguns dos fatores que podem influenciar a atividade enzimática, realizou-se a experiência seguinte.

Procedimento:

Identificaram-se 6 tubos de ensaio com as letras de A a F.

Prepararam-se os tubos de ensaio, de acordo com o procedimento expresso na Tabela 1.

Colocaram-se 3 gotas de solução de Lugol 1 em cada um dos seis tubos de ensaio.

Os tubos A, B, C, E e F foram colocados em banho-maria, a 37 °C.

O tubo D foi imediatamente colocado em gelo.

Ao fim de 15 minutos, os tubos de ensaio foram retirados do banho-maria e do gelo e registou-se a coloração observada.

O tubo D foi posteriormente colocado em banho-maria, a 37 °C, durante 15 minutos.

De seguida, realizou-se o teste com licor de Fehling 2 nos seis tubos de ensaio e registou-se a coloração observada.

A Tabela 1 apresenta os resultados obtidos em cada um dos tubos de ensaio.

Notas:

1 Solução de Lugol – indicador da presença de amido quando adquire uma cor azul-escura.

2 Licor de Fehling – indicador da presença de glicídios simples quando dá origem a um precipitado cor de tijolo.

3 Solução de pancreatina – extrato do pâncreas que contém enzimas.

1. Identifique, de entre as afirmações relativas aos resultados obtidos e às conclusões que deles se podem tirar, as três afirmações corretas.

Escreva, na folha de respostas, os números selecionados.

Grupo II - 2 · Digestão, transporte e trocas gasosas

GRUPO II

O suco pancreático, produzido pelo pâncreas, contém enzimas que atuam no duodeno e participam no processo de digestão dos alimentos.

Com o objetivo de identificar alguns dos fatores que podem influenciar a atividade enzimática, realizou-se a experiência seguinte.

Procedimento:

Identificaram-se 6 tubos de ensaio com as letras de A a F.

Prepararam-se os tubos de ensaio, de acordo com o procedimento expresso na Tabela 1.

Colocaram-se 3 gotas de solução de Lugol 1 em cada um dos seis tubos de ensaio.

Os tubos A, B, C, E e F foram colocados em banho-maria, a 37 °C.

O tubo D foi imediatamente colocado em gelo.

Ao fim de 15 minutos, os tubos de ensaio foram retirados do banho-maria e do gelo e registou-se a coloração observada.

O tubo D foi posteriormente colocado em banho-maria, a 37 °C, durante 15 minutos.

De seguida, realizou-se o teste com licor de Fehling 2 nos seis tubos de ensaio e registou-se a coloração observada.

A Tabela 1 apresenta os resultados obtidos em cada um dos tubos de ensaio.

Notas:

1 Solução de Lugol – indicador da presença de amido quando adquire uma cor azul-escura.

2 Licor de Fehling – indicador da presença de glicídios simples quando dá origem a um precipitado cor de tijolo.

3 Solução de pancreatina – extrato do pâncreas que contém enzimas.

2. No ser humano, o tubo digestivo é

()

Grupo III - 1 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO III

O Complexo Plutónico de Santa Eulália (CPSE), situado no Alto Alentejo, é um maciço granítico, com uma área aflorante de cerca de 500 km2500\text{ km}^2 e com 8 km8\text{ km} de profundidade, que se formou entre o Carbonífero (359-299 milhões de anos – Ma) e o Pérmico (299-251 Ma), ou seja, nas fases mais tardias da Orogenia Varisca, que decorreu no Paleozoico (541-251 Ma).

O CPSE apresenta uma estrutura anelar que resultou de dois episódios magmáticos. Num primeiro momento, o magma mantélico ascendeu, originando os gabros e os dioritos – grupo M (com cerca de 306 Ma). Associado a este processo, ocorreu fusão parcial de crusta e diferenciação magmática, dando origem às rochas graníticas cinzentas – grupo G1 (com cerca de 305 Ma). Num segundo momento, magmas mantélicos ascenderam, provocaram a fusão parcial de rochas do grupo M e originaram os granitos róseos – grupo G0 (com cerca de 301 Ma).

Presume-se que a tonalidade rosa dos granitos do grupo G0 resulte da impregnação de óxidos de ferro nos feldspatos potássicos, durante o processo de cristalização.

O bloco-diagrama da Figura 5 representa o mapa geológico do CPSE e a interpretação em profundidade da instalação de três maciços graníticos, de acordo com um dos modelos atualmente propostos. Este modelo permite relacionar a existência de falhas de desligamento, como a Falha Z, com o processo de ascensão de magmas e de instalação do CPSE e de outros dois maciços graníticos de menores dimensões (1 e 2).

1. A característica do CPSE passível de ser comprovada a partir da análise do Texto e da Figura 5 é

Grupo III · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO III

O Complexo Plutónico de Santa Eulália (CPSE), situado no Alto Alentejo, é um maciço granítico, com uma área aflorante de cerca de 500 km2500\text{ km}^2 e com 8 km8\text{ km} de profundidade, que se formou entre o Carbonífero (359-299 milhões de anos – Ma) e o Pérmico (299-251 Ma), ou seja, nas fases mais tardias da Orogenia Varisca, que decorreu no Paleozoico (541-251 Ma).

O CPSE apresenta uma estrutura anelar que resultou de dois episódios magmáticos. Num primeiro momento, o magma mantélico ascendeu, originando os gabros e os dioritos – grupo M (com cerca de 306 Ma). Associado a este processo, ocorreu fusão parcial de crusta e diferenciação magmática, dando origem às rochas graníticas cinzentas – grupo G1 (com cerca de 305 Ma). Num segundo momento, magmas mantélicos ascenderam, provocaram a fusão parcial de rochas do grupo M e originaram os granitos róseos – grupo G0 (com cerca de 301 Ma).

Presume-se que a tonalidade rosa dos granitos do grupo G0 resulte da impregnação de óxidos de ferro nos feldspatos potássicos, durante o processo de cristalização.

O bloco-diagrama da Figura 5 representa o mapa geológico do CPSE e a interpretação em profundidade da instalação de três maciços graníticos, de acordo com um dos modelos atualmente propostos. Este modelo permite relacionar a existência de falhas de desligamento, como a Falha Z, com o processo de ascensão de magmas e de instalação do CPSE e de outros dois maciços graníticos de menores dimensões (1 e 2).

2.

De acordo com os dados da Figura 5, no CPSE afloram rochas que resultaram de metamorfismo

3.

Tendo em conta a composição química e mineralógica, os granitos, comparativamente aos gabros,

Grupo III - 4 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO III

O Complexo Plutónico de Santa Eulália (CPSE), situado no Alto Alentejo, é um maciço granítico, com uma área aflorante de cerca de 500 km2500\text{ km}^2 e com 8 km8\text{ km} de profundidade, que se formou entre o Carbonífero (359-299 milhões de anos – Ma) e o Pérmico (299-251 Ma), ou seja, nas fases mais tardias da Orogenia Varisca, que decorreu no Paleozoico (541-251 Ma).

O CPSE apresenta uma estrutura anelar que resultou de dois episódios magmáticos. Num primeiro momento, o magma mantélico ascendeu, originando os gabros e os dioritos – grupo M (com cerca de 306 Ma). Associado a este processo, ocorreu fusão parcial de crusta e diferenciação magmática, dando origem às rochas graníticas cinzentas – grupo G1 (com cerca de 305 Ma). Num segundo momento, magmas mantélicos ascenderam, provocaram a fusão parcial de rochas do grupo M e originaram os granitos róseos – grupo G0 (com cerca de 301 Ma).

Presume-se que a tonalidade rosa dos granitos do grupo G0 resulte da impregnação de óxidos de ferro nos feldspatos potássicos, durante o processo de cristalização.

O bloco-diagrama da Figura 5 representa o mapa geológico do CPSE e a interpretação em profundidade da instalação de três maciços graníticos, de acordo com um dos modelos atualmente propostos. Este modelo permite relacionar a existência de falhas de desligamento, como a Falha Z, com o processo de ascensão de magmas e de instalação do CPSE e de outros dois maciços graníticos de menores dimensões (1 e 2).

Uma das hipóteses para a formação do granito róseo – grupo G0 – considera que este granito resultou da ascensão de um magma que provocou fusão parcial de crusta, alterando a composição desse magma.

4. A presença de feldspatos róseos no granito do grupo G0 pode ser um argumento

Grupo III - 5 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO III

O Complexo Plutónico de Santa Eulália (CPSE), situado no Alto Alentejo, é um maciço granítico, com uma área aflorante de cerca de 500 km2500\text{ km}^2 e com 8 km8\text{ km} de profundidade, que se formou entre o Carbonífero (359-299 milhões de anos – Ma) e o Pérmico (299-251 Ma), ou seja, nas fases mais tardias da Orogenia Varisca, que decorreu no Paleozoico (541-251 Ma).

O CPSE apresenta uma estrutura anelar que resultou de dois episódios magmáticos. Num primeiro momento, o magma mantélico ascendeu, originando os gabros e os dioritos – grupo M (com cerca de 306 Ma). Associado a este processo, ocorreu fusão parcial de crusta e diferenciação magmática, dando origem às rochas graníticas cinzentas – grupo G1 (com cerca de 305 Ma). Num segundo momento, magmas mantélicos ascenderam, provocaram a fusão parcial de rochas do grupo M e originaram os granitos róseos – grupo G0 (com cerca de 301 Ma).

Presume-se que a tonalidade rosa dos granitos do grupo G0 resulte da impregnação de óxidos de ferro nos feldspatos potássicos, durante o processo de cristalização.

O bloco-diagrama da Figura 5 representa o mapa geológico do CPSE e a interpretação em profundidade da instalação de três maciços graníticos, de acordo com um dos modelos atualmente propostos. Este modelo permite relacionar a existência de falhas de desligamento, como a Falha Z, com o processo de ascensão de magmas e de instalação do CPSE e de outros dois maciços graníticos de menores dimensões (1 e 2).

5. Explique, fazendo referência aos dados da Figura 5, de que modo as tensões de cisalhamento que atuaram sobre a Falha Z contribuíram para a instalação dos maciços graníticos representados (CPSE, Ervedal e Fronteira) e por que razão estes se encontram alinhados segundo um eixo E-O.

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