Exame Nacional Biologia e Geologia 2021 · 2.ª fase
Exame Nacional de Biologia e Geologia 2021, 2.ª fase: 28 exercícios com resolução. Temas: Tectónica de placas e deformação das rochas. Com correção imediata.
Temas do exame: Tectónica de placas e deformação das rochas · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica · Recursos geológicos, aquíferos e riscos · Biomoléculas, célula e transporte membranar · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração · Digestão, transporte e trocas gasosas · DNA, síntese proteica e mitose · Reprodução, meiose e ciclos de vida · Biodiversidade, evolução e sistemática · Investigação científica: variáveis e resultados
Grupo I - 1 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas
GRUPO I
Texto 1
A Pateira de Fermentelos, localizada a SE de Aveiro, é considerada uma das maiores lagoas naturais da Península Ibérica. Desenvolveu-se na foz do rio Cértima, e a sua configuração atual deve-se a alterações na dinâmica sedimentar, na sua confluência com o rio Águeda, que dificultam o escoamento da água. A lagoa é alimentada principalmente pelo rio Cértima, mas também pela ribeira do Pano, que aí desagua, e por água drenada a partir do Aquífero Cretácico de Aveiro, localizado a oeste da lagoa. A Figura 1 representa um esboço da carta geológica da região de Aveiro, com as localizações da Pateira de Fermentelos e dos cursos de água que contribuem para a sua existência (rio Águeda, rio Cértima e ribeira do Pano).
O Aquífero Cretácico de Aveiro é um sistema aquífero costeiro constituído por diversos aquíferos, sobrepostos, instalados em rochas do Cretácico (145 a 66 milhões de anos – Ma). Desde meados da década de 60 (século XX) até 1996/1997, o abastecimento de água para uso urbano e industrial na região de Aveiro foi garantido, na sua maioria, pela exploração deste sistema aquífero. Verificou-se, desde então, a necessidade de impor algumas restrições no sentido de reduzir o caudal das captações instaladas. A Figura 2 representa um corte O-E do Sistema Aquífero Cretácico de Aveiro. A maior ou menor dimensão das setas representa o maior ou menor fluxo de água no interior dos aquíferos, e as letras J e C identificam camadas formadas, respetivamente, nos períodos Jurássico e Cretácico da era Mesozoica.
O aprofundamento dos leitos dos rios, no Quaternário (2,6 Ma até à atualidade), pôs a descoberto rochas do Mesozoico nas vertentes e nos fundos dos vales.
Baseado em: C. Sena, «Interações água subterrânea-água superficial na zona da Pateira de Fermentelos (Portugal)», Universidade de Aveiro, Departamento de Geociências, 2007.
1. Relativamente à litologia, os dados da Figura 1 permitem afirmar que
()
Grupo I · Recursos geológicos, aquíferos e riscos
GRUPO I
Texto 1
A Pateira de Fermentelos, localizada a SE de Aveiro, é considerada uma das maiores lagoas naturais da Península Ibérica. Desenvolveu-se na foz do rio Cértima, e a sua configuração atual deve-se a alterações na dinâmica sedimentar, na sua confluência com o rio Águeda, que dificultam o escoamento da água. A lagoa é alimentada principalmente pelo rio Cértima, mas também pela ribeira do Pano, que aí desagua, e por água drenada a partir do Aquífero Cretácico de Aveiro, localizado a oeste da lagoa. A Figura 1 representa um esboço da carta geológica da região de Aveiro, com as localizações da Pateira de Fermentelos e dos cursos de água que contribuem para a sua existência (rio Águeda, rio Cértima e ribeira do Pano).
O Aquífero Cretácico de Aveiro é um sistema aquífero costeiro constituído por diversos aquíferos, sobrepostos, instalados em rochas do Cretácico (145 a 66 milhões de anos – Ma). Desde meados da década de 60 (século XX) até 1996/1997, o abastecimento de água para uso urbano e industrial na região de Aveiro foi garantido, na sua maioria, pela exploração deste sistema aquífero. Verificou-se, desde então, a necessidade de impor algumas restrições no sentido de reduzir o caudal das captações instaladas. A Figura 2 representa um corte O-E do Sistema Aquífero Cretácico de Aveiro. A maior ou menor dimensão das setas representa o maior ou menor fluxo de água no interior dos aquíferos, e as letras J e C identificam camadas formadas, respetivamente, nos períodos Jurássico e Cretácico da era Mesozoica.
O aprofundamento dos leitos dos rios, no Quaternário (2,6 Ma até à atualidade), pôs a descoberto rochas do Mesozoico nas vertentes e nos fundos dos vales.
Baseado em: C. Sena, «Interações água subterrânea-água superficial na zona da Pateira de Fermentelos (Portugal)», Universidade de Aveiro, Departamento de Geociências, 2007.
3.
A intensa exploração do Sistema Aquífero Cretácico de Aveiro pode levar
4.
De entre as afirmações seguintes, relacionadas com o Sistema Aquífero Cretácico de Aveiro (Figura 2), selecione as três que estão corretas, transcrevendo para a folha de respostas os números romanos correspondentes.
Grupo I - 5 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica
GRUPO I
Texto 1
A Pateira de Fermentelos, localizada a SE de Aveiro, é considerada uma das maiores lagoas naturais da Península Ibérica. Desenvolveu-se na foz do rio Cértima, e a sua configuração atual deve-se a alterações na dinâmica sedimentar, na sua confluência com o rio Águeda, que dificultam o escoamento da água. A lagoa é alimentada principalmente pelo rio Cértima, mas também pela ribeira do Pano, que aí desagua, e por água drenada a partir do Aquífero Cretácico de Aveiro, localizado a oeste da lagoa. A Figura 1 representa um esboço da carta geológica da região de Aveiro, com as localizações da Pateira de Fermentelos e dos cursos de água que contribuem para a sua existência (rio Águeda, rio Cértima e ribeira do Pano).
O Aquífero Cretácico de Aveiro é um sistema aquífero costeiro constituído por diversos aquíferos, sobrepostos, instalados em rochas do Cretácico (145 a 66 milhões de anos – Ma). Desde meados da década de 60 (século XX) até 1996/1997, o abastecimento de água para uso urbano e industrial na região de Aveiro foi garantido, na sua maioria, pela exploração deste sistema aquífero. Verificou-se, desde então, a necessidade de impor algumas restrições no sentido de reduzir o caudal das captações instaladas. A Figura 2 representa um corte O-E do Sistema Aquífero Cretácico de Aveiro. A maior ou menor dimensão das setas representa o maior ou menor fluxo de água no interior dos aquíferos, e as letras J e C identificam camadas formadas, respetivamente, nos períodos Jurássico e Cretácico da era Mesozoica.
O aprofundamento dos leitos dos rios, no Quaternário (2,6 Ma até à atualidade), pôs a descoberto rochas do Mesozoico nas vertentes e nos fundos dos vales.
Baseado em: C. Sena, «Interações água subterrânea-água superficial na zona da Pateira de Fermentelos (Portugal)», Universidade de Aveiro, Departamento de Geociências, 2007.
5. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência correta dos acontecimentos relacionados com a história geológica da região onde se localiza a Pateira de Fermentelos.
.
Grupo I - 6 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas
6. O granito é uma rocha magmática
()
Grupo I - 7 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas
GRUPO I
Texto 1
A Pateira de Fermentelos, localizada a SE de Aveiro, é considerada uma das maiores lagoas naturais da Península Ibérica. Desenvolveu-se na foz do rio Cértima, e a sua configuração atual deve-se a alterações na dinâmica sedimentar, na sua confluência com o rio Águeda, que dificultam o escoamento da água. A lagoa é alimentada principalmente pelo rio Cértima, mas também pela ribeira do Pano, que aí desagua, e por água drenada a partir do Aquífero Cretácico de Aveiro, localizado a oeste da lagoa. A Figura 1 representa um esboço da carta geológica da região de Aveiro, com as localizações da Pateira de Fermentelos e dos cursos de água que contribuem para a sua existência (rio Águeda, rio Cértima e ribeira do Pano).
O Aquífero Cretácico de Aveiro é um sistema aquífero costeiro constituído por diversos aquíferos, sobrepostos, instalados em rochas do Cretácico (145 a 66 milhões de anos – Ma). Desde meados da década de 60 (século XX) até 1996/1997, o abastecimento de água para uso urbano e industrial na região de Aveiro foi garantido, na sua maioria, pela exploração deste sistema aquífero. Verificou-se, desde então, a necessidade de impor algumas restrições no sentido de reduzir o caudal das captações instaladas. A Figura 2 representa um corte O-E do Sistema Aquífero Cretácico de Aveiro. A maior ou menor dimensão das setas representa o maior ou menor fluxo de água no interior dos aquíferos, e as letras J e C identificam camadas formadas, respetivamente, nos períodos Jurássico e Cretácico da era Mesozoica.
O aprofundamento dos leitos dos rios, no Quaternário (2,6 Ma até à atualidade), pôs a descoberto rochas do Mesozoico nas vertentes e nos fundos dos vales.
Baseado em: C. Sena, «Interações água subterrânea-água superficial na zona da Pateira de Fermentelos (Portugal)», Universidade de Aveiro, Departamento de Geociências, 2007.
7. A presença de gnaisses a norte da Pateira de Fermentelos resultou da atuação de
()
Grupo I - 8 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica
A formação e a evolução da Pateira de Fermentelos parecem estar relacionadas com a evolução de uma laguna que é conhecida como «Ria de Aveiro». A Figura 3 representa a evolução da região.
* 8. Reconstitua, com base nos dados do Texto 1 e das Figuras 1 e 3, o processo de formação da Pateira de Fermentelos, fazendo referência aos processos geológicos ocorridos na região de Aveiro.
Grupo I - 9 · Digestão, transporte e trocas gasosas
Texto 2
Integrada na Zona de Proteção Especial da Ria de Aveiro, a Pateira de Fermentelos é um importante local de alimentação e de reprodução para diversas aves aquáticas, nomeadamente para várias espécies de patos, como o pato-real ( Anas platyrhynchos). A zona da pateira proporciona também refúgio e excelentes condições de desova para peixes como o barbo-comum ( Barbus bocagei).
Em determinadas alturas do ano, extensos tapetes de jacinto-de-água ( Eichhornia crassipes) formam uma massa densa, cobrindo a superfície da lagoa. O jacinto-de-água é uma planta aquática livre, flutuante, com raízes que podem atingir 60 cm de comprimento, que se reproduz sexuadamente, por sementes de pequeno tamanho, e assexuadamente, através do desenvolvimento lateral de estolhos. A partir do outono, as baixas temperaturas danificam as suas partes verdes, que acabam por secar e perder a capacidade de flutuação, levando à decomposição da planta.
A presença do jacinto-de-água inibe o crescimento do fitoplâncton nos sistemas aquáticos. No entanto, a sua capacidade de proliferação, de absorção de nutrientes e de bioacumulação 1 de contaminantes da água convertem esta planta numa ferramenta útil no tratamento de águas residuais.
Baseado em: D. Dâmaso, «Recolha e processamento de plantas aquáticas com vista à remoção de nutrientes», mestrado em Engenharia do Ambiente, Departamento de Ambiente e Ordenamento, Universidade de Aveiro, 2008.
Nota:
1 Bioacumulação – processo de concentração de substâncias tóxicas, oriundas do exterior, nos tecidos de seres vivos expostos a ambientes contaminados.
9. Anas platyrhynchos e Barbus bocagei apresentam, respetivamente,
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Grupo I - 10 · Reprodução, meiose e ciclos de vida
Texto 2
Integrada na Zona de Proteção Especial da Ria de Aveiro, a Pateira de Fermentelos é um importante local de alimentação e de reprodução para diversas aves aquáticas, nomeadamente para várias espécies de patos, como o pato-real ( Anas platyrhynchos). A zona da pateira proporciona também refúgio e excelentes condições de desova para peixes como o barbo-comum ( Barbus bocagei).
Em determinadas alturas do ano, extensos tapetes de jacinto-de-água ( Eichhornia crassipes) formam uma massa densa, cobrindo a superfície da lagoa. O jacinto-de-água é uma planta aquática livre, flutuante, com raízes que podem atingir 60 cm de comprimento, que se reproduz sexuadamente, por sementes de pequeno tamanho, e assexuadamente, através do desenvolvimento lateral de estolhos. A partir do outono, as baixas temperaturas danificam as suas partes verdes, que acabam por secar e perder a capacidade de flutuação, levando à decomposição da planta.
A presença do jacinto-de-água inibe o crescimento do fitoplâncton nos sistemas aquáticos. No entanto, a sua capacidade de proliferação, de absorção de nutrientes e de bioacumulação 1 de contaminantes da água convertem esta planta numa ferramenta útil no tratamento de águas residuais.
Baseado em: D. Dâmaso, «Recolha e processamento de plantas aquáticas com vista à remoção de nutrientes», mestrado em Engenharia do Ambiente, Departamento de Ambiente e Ordenamento, Universidade de Aveiro, 2008.
Nota:
1 Bioacumulação – processo de concentração de substâncias tóxicas, oriundas do exterior, nos tecidos de seres vivos expostos a ambientes contaminados.
10. Considerando as estruturas que se formam ao longo do ciclo de vida do jacinto-de-água, pode afirmar-se que
()
Grupo I - 11 · Biodiversidade, evolução e sistemática
Texto 2
Integrada na Zona de Proteção Especial da Ria de Aveiro, a Pateira de Fermentelos é um importante local de alimentação e de reprodução para diversas aves aquáticas, nomeadamente para várias espécies de patos, como o pato-real ( Anas platyrhynchos). A zona da pateira proporciona também refúgio e excelentes condições de desova para peixes como o barbo-comum ( Barbus bocagei).
Em determinadas alturas do ano, extensos tapetes de jacinto-de-água ( Eichhornia crassipes) formam uma massa densa, cobrindo a superfície da lagoa. O jacinto-de-água é uma planta aquática livre, flutuante, com raízes que podem atingir 60 cm de comprimento, que se reproduz sexuadamente, por sementes de pequeno tamanho, e assexuadamente, através do desenvolvimento lateral de estolhos. A partir do outono, as baixas temperaturas danificam as suas partes verdes, que acabam por secar e perder a capacidade de flutuação, levando à decomposição da planta.
A presença do jacinto-de-água inibe o crescimento do fitoplâncton nos sistemas aquáticos. No entanto, a sua capacidade de proliferação, de absorção de nutrientes e de bioacumulação 1 de contaminantes da água convertem esta planta numa ferramenta útil no tratamento de águas residuais.
Baseado em: D. Dâmaso, «Recolha e processamento de plantas aquáticas com vista à remoção de nutrientes», mestrado em Engenharia do Ambiente, Departamento de Ambiente e Ordenamento, Universidade de Aveiro, 2008.
Nota:
1 Bioacumulação – processo de concentração de substâncias tóxicas, oriundas do exterior, nos tecidos de seres vivos expostos a ambientes contaminados.
11. Segundo uma perspetiva neodarwinista, a elevada capacidade de sobrevivência do jacinto-de-água em ambientes aquáticos contaminados deve-se
()
Grupo I - 12 · Biomoléculas, célula e transporte membranar
12. Complete o texto seguinte com a opção adequada a cada espaço.
Transcreva para a folha de respostas cada uma das letras, seguida do número que corresponde à opção selecionada. A cada letra corresponde um só número.
O transporte de iões nitrogenados para o interior da célula, através da membrana plasmática, torna o conteúdo celular
, promovendo a entrada de água por
através de proteínas canal, como consequência da polaridade da água e do carácter
da zona apolar dos fosfolípidos. Os
, monómeros que constituem as proteínas canal, estabelecem entre si ligações
.
a)
b)
c)
d)
e)
1. hipotónico
2. hipertónico
3. isotónico
1. osmose
2. difusão simples
3. difusão facilitada
1. anfipático
2. hidrofóbico
3. hidrofílico
1. monossacarídeos
2. aminoácidos
3. nucleótidos
1. fosfodiéster
2. glicosídicas
3. peptídicas
Grupo I - 13 · Biodiversidade, evolução e sistemática
Texto 2
Integrada na Zona de Proteção Especial da Ria de Aveiro, a Pateira de Fermentelos é um importante local de alimentação e de reprodução para diversas aves aquáticas, nomeadamente para várias espécies de patos, como o pato-real ( Anas platyrhynchos). A zona da pateira proporciona também refúgio e excelentes condições de desova para peixes como o barbo-comum ( Barbus bocagei).
Em determinadas alturas do ano, extensos tapetes de jacinto-de-água ( Eichhornia crassipes) formam uma massa densa, cobrindo a superfície da lagoa. O jacinto-de-água é uma planta aquática livre, flutuante, com raízes que podem atingir 60 cm de comprimento, que se reproduz sexuadamente, por sementes de pequeno tamanho, e assexuadamente, através do desenvolvimento lateral de estolhos. A partir do outono, as baixas temperaturas danificam as suas partes verdes, que acabam por secar e perder a capacidade de flutuação, levando à decomposição da planta.
A presença do jacinto-de-água inibe o crescimento do fitoplâncton nos sistemas aquáticos. No entanto, a sua capacidade de proliferação, de absorção de nutrientes e de bioacumulação 1 de contaminantes da água convertem esta planta numa ferramenta útil no tratamento de águas residuais.
Baseado em: D. Dâmaso, «Recolha e processamento de plantas aquáticas com vista à remoção de nutrientes», mestrado em Engenharia do Ambiente, Departamento de Ambiente e Ordenamento, Universidade de Aveiro, 2008.
Nota:
1 Bioacumulação – processo de concentração de substâncias tóxicas, oriundas do exterior, nos tecidos de seres vivos expostos a ambientes contaminados.
13. Explique de que modo a elevada capacidade de proliferação do jacinto-de-água conduz à redução da biodiversidade aquática da Pateira de Fermentelos.
Grupo I - 14 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica
Texto 2
Integrada na Zona de Proteção Especial da Ria de Aveiro, a Pateira de Fermentelos é um importante local de alimentação e de reprodução para diversas aves aquáticas, nomeadamente para várias espécies de patos, como o pato-real ( Anas platyrhynchos). A zona da pateira proporciona também refúgio e excelentes condições de desova para peixes como o barbo-comum ( Barbus bocagei).
Em determinadas alturas do ano, extensos tapetes de jacinto-de-água ( Eichhornia crassipes) formam uma massa densa, cobrindo a superfície da lagoa. O jacinto-de-água é uma planta aquática livre, flutuante, com raízes que podem atingir 60 cm de comprimento, que se reproduz sexuadamente, por sementes de pequeno tamanho, e assexuadamente, através do desenvolvimento lateral de estolhos. A partir do outono, as baixas temperaturas danificam as suas partes verdes, que acabam por secar e perder a capacidade de flutuação, levando à decomposição da planta.
A presença do jacinto-de-água inibe o crescimento do fitoplâncton nos sistemas aquáticos. No entanto, a sua capacidade de proliferação, de absorção de nutrientes e de bioacumulação 1 de contaminantes da água convertem esta planta numa ferramenta útil no tratamento de águas residuais.
Baseado em: D. Dâmaso, «Recolha e processamento de plantas aquáticas com vista à remoção de nutrientes», mestrado em Engenharia do Ambiente, Departamento de Ambiente e Ordenamento, Universidade de Aveiro, 2008.
Nota:
1 Bioacumulação – processo de concentração de substâncias tóxicas, oriundas do exterior, nos tecidos de seres vivos expostos a ambientes contaminados.
14. A obstrução à circulação da água e dos sedimentos é o prejuízo mais frequentemente atribuído às infestantes aquáticas e faz-se sentir com maior intensidade em ambientes aquáticos de pouca profundidade.
Explique, tendo em conta a morfologia do jacinto-de-água, de que modo a presença desta planta tem vindo a contribuir para a alteração da profundidade da Pateira de Fermentelos.
Grupo I - 2 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica
GRUPO I
Texto 1
A Pateira de Fermentelos, localizada a SE de Aveiro, é considerada uma das maiores lagoas naturais da Península Ibérica. Desenvolveu-se na foz do rio Cértima, e a sua configuração atual deve-se a alterações na dinâmica sedimentar, na sua confluência com o rio Águeda, que dificultam o escoamento da água. A lagoa é alimentada principalmente pelo rio Cértima, mas também pela ribeira do Pano, que aí desagua, e por água drenada a partir do Aquífero Cretácico de Aveiro, localizado a oeste da lagoa. A Figura 1 representa um esboço da carta geológica da região de Aveiro, com as localizações da Pateira de Fermentelos e dos cursos de água que contribuem para a sua existência (rio Águeda, rio Cértima e ribeira do Pano).
O Aquífero Cretácico de Aveiro é um sistema aquífero costeiro constituído por diversos aquíferos, sobrepostos, instalados em rochas do Cretácico (145 a 66 milhões de anos – Ma). Desde meados da década de 60 (século XX) até 1996/1997, o abastecimento de água para uso urbano e industrial na região de Aveiro foi garantido, na sua maioria, pela exploração deste sistema aquífero. Verificou-se, desde então, a necessidade de impor algumas restrições no sentido de reduzir o caudal das captações instaladas. A Figura 2 representa um corte O-E do Sistema Aquífero Cretácico de Aveiro. A maior ou menor dimensão das setas representa o maior ou menor fluxo de água no interior dos aquíferos, e as letras J e C identificam camadas formadas, respetivamente, nos períodos Jurássico e Cretácico da era Mesozoica.
O aprofundamento dos leitos dos rios, no Quaternário (2,6 Ma até à atualidade), pôs a descoberto rochas do Mesozoico nas vertentes e nos fundos dos vales.
Baseado em: C. Sena, «Interações água subterrânea-água superficial na zona da Pateira de Fermentelos (Portugal)», Universidade de Aveiro, Departamento de Geociências, 2007.
2. No Quaternário, a exposição de rochas do Mesozoico ocorreu devido a
()
Grupo I · Investigação científica: variáveis e resultados
Texto 3
Atualmente, é frequente a referência às plantas aquáticas flutuantes como sistemas naturais de tratamento de águas residuais, pela capacidade que apresentam de remover vários tipos de contaminantes, entre os quais, metais. Apesar de elevadas concentrações destes elementos serem tóxicas, eles são essenciais a funções vitais das plantas, como a fotossíntese e a respiração. O ião cobre (), por exemplo, é um constituinte da plastocianina, proteína existente nos tilacoides e que integra a cadeia transportadora de eletrões. O ião zinco () é um componente indispensável à atividade de enzimas envolvidas na síntese de RNA.
Com o objetivo de avaliar a redução da toxicidade das águas residuais decorrente da capacidade de bioacumulação do jacinto-de-água ( Eichhornia crassipes) e da alface-de-água ( Pistia stratiotes), foi realizado o estudo que a seguir se descreve.
Procedimento:
Foram recolhidas, num rio não poluído, plantas jovens de Eichhornia crassipes (Ec) e de Pistia stratiotes (Ps). As suas raízes foram cuidadosamente lavadas, e foi determinada a concentração de metais presente na totalidade dos tecidos das plantas. Em E. crassipes, foram ainda determinadas, separadamente, as concentrações de metais nas raízes e nas folhas.
Em cada um de sete tanques, foram colocados 400 L de águas residuais, provenientes de um parque industrial.
Foram adicionados 4 kg de plantas jovens de E. crassipes a três dos tanques e 4 kg de plantas jovens de P. stratiotes a outros três tanques.
A cada 5 dias, foi determinada a concentração de metais presentes nas águas residuais.
Ao fim de 20 dias, foi novamente determinada a concentração de metais presentes nos tecidos das duas espécies de plantas.
Os gráficos I e II apresentam a variação do teor em zinco (Zn) e em cobre (Cu) nos diferentes tanques de águas residuais, ao longo do tempo.
Os gráficos III e IV apresentam a concentração de zinco (Zn) e de cobre (Cu) nos tecidos de E. crassipes (Ec) e de P. stratiotes (Ps), expressa em mg/kg, no início e após os 20 dias de tratamento.
15.
Na investigação descrita, uma das variáveis dependentes é
16.
De acordo com os resultados apresentados,
Grupo I - 17 · Biodiversidade, evolução e sistemática
Texto 3
Atualmente, é frequente a referência às plantas aquáticas flutuantes como sistemas naturais de tratamento de águas residuais, pela capacidade que apresentam de remover vários tipos de contaminantes, entre os quais, metais. Apesar de elevadas concentrações destes elementos serem tóxicas, eles são essenciais a funções vitais das plantas, como a fotossíntese e a respiração. O ião cobre (), por exemplo, é um constituinte da plastocianina, proteína existente nos tilacoides e que integra a cadeia transportadora de eletrões. O ião zinco () é um componente indispensável à atividade de enzimas envolvidas na síntese de RNA.
Com o objetivo de avaliar a redução da toxicidade das águas residuais decorrente da capacidade de bioacumulação do jacinto-de-água ( Eichhornia crassipes) e da alface-de-água ( Pistia stratiotes), foi realizado o estudo que a seguir se descreve.
Procedimento:
Foram recolhidas, num rio não poluído, plantas jovens de Eichhornia crassipes (Ec) e de Pistia stratiotes (Ps). As suas raízes foram cuidadosamente lavadas, e foi determinada a concentração de metais presente na totalidade dos tecidos das plantas. Em E. crassipes, foram ainda determinadas, separadamente, as concentrações de metais nas raízes e nas folhas.
Em cada um de sete tanques, foram colocados 400 L de águas residuais, provenientes de um parque industrial.
Foram adicionados 4 kg de plantas jovens de E. crassipes a três dos tanques e 4 kg de plantas jovens de P. stratiotes a outros três tanques.
A cada 5 dias, foi determinada a concentração de metais presentes nas águas residuais.
Ao fim de 20 dias, foi novamente determinada a concentração de metais presentes nos tecidos das duas espécies de plantas.
Os gráficos I e II apresentam a variação do teor em zinco (Zn) e em cobre (Cu) nos diferentes tanques de águas residuais, ao longo do tempo.
Os gráficos III e IV apresentam a concentração de zinco (Zn) e de cobre (Cu) nos tecidos de E. crassipes (Ec) e de P. stratiotes (Ps), expressa em mg/kg, no início e após os 20 dias de tratamento.
Em 2006, o município de Águeda adquiriu uma ceifeira-aquática, uma máquina que faz o corte e a remoção dos jacintos-de-água da Pateira de Fermentelos.
Tendo em conta as informações dos Textos 2 e 3, explique de que modo a remoção das massas de jacinto-de-água, antes do início do outono, contribui para a diminuição dos níveis de metais na água.
Grupo I - 18 · Digestão, transporte e trocas gasosas
18. O transporte, até às folhas, dos iões de zinco e de cobre absorvidos pela raiz deve-se
()
Grupo I - 19 · DNA, síntese proteica e mitose
19. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência correta de acontecimentos relacionados com a síntese e a atuação da plastocianina.
.
Grupo I - 20 · DNA, síntese proteica e mitose
20. Associe aos ácidos nucleicos apresentados na Coluna I as afirmações da Coluna II que lhes correspondem. Cada um dos números deve ser associado apenas a uma letra e todos os números devem ser utilizados.
Escreva na folha de respostas cada letra da Coluna I, seguida do número ou dos números (de 1 a 7) correspondente(s).
COLUNA I · COLUNA II
(a) DNA
(b) RNA
(c) Qualquer um dos ácidos nucleicos
· (1) Resulta de processos de replicação semiconservativa.
(2) Apresenta uma razão A/T aproximadamente igual a 1.
(3) Pode sofrer maturação após a sua síntese.
(4) Intervém no processo de síntese proteica.
(5) Apresenta a desoxirribose como uma das subunidades dos nucleótidos.
(6) Possui sequências de nucleótidos denominadas codões.
(7) Possui monómeros constituídos por uma base nitrogenada, um grupo fosfato e uma pentose.
(a)
(b)
(c)
Grupo II - 1 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração
GRUPO II
Os organismos vivos obtêm energia, degradando moléculas orgânicas através de processos que podem ocorrer com ou sem consumo de oxigénio.
Com o objetivo de estudar o processo de respiração celular em células animais e vegetais, realizou-se a experiência seguinte.
Procedimento:
Marcaram-se 6 gobelés com as letras A, B, C, D, E e F.
Prepararam-se 300 mL de solução de cloreto de sódio a 2% (m/v), 300 mL de solução de Ringer 1 e 60 mL de solução de azul-de-metileno 2 diluída.
Encheram-se os gobelés A, B e C com 100 mL de solução de cloreto de sódio, e os gobelés D, E e F com 100 mL de solução de Ringer.
Acrescentou-se 10 mL de solução de azul-de-metileno ao conteúdo de cada um dos 6 gobelés.
Adicionaram-se 5 amêijoas vivas ao gobelé A, 5 amêijoas previamente cozidas ao gobelé B, 5 rodelas de cenoura crua ao gobelé D e 5 rodelas de cenoura cozida ao gobelé E.
Cobriu-se a superfície do conteúdo dos 6 gobelés com uma camada de óleo vegetal, para impermeabilizar.
No início da experiência, registou-se a cor azul em todas as soluções.
Ao fim de 24 horas, registou-se novamente a cor das soluções.
Notas:
1 Solução de Ringer – solução que permite a manutenção das estruturas celulares vegetais por ser isotónica ao material em estudo.
2 Solução de azul-de-metileno – utilizada como indicador de oxidação/redução, torna-se incolor na ausência de oxigénio.
1. Preveja, justificando, os resultados observados ao fim de 24 horas, relativamente à coloração da solução de azul-de-metileno nos gobelés A e B.
Grupo II - 2 · Investigação científica: variáveis e resultados
GRUPO II
Os organismos vivos obtêm energia, degradando moléculas orgânicas através de processos que podem ocorrer com ou sem consumo de oxigénio.
Com o objetivo de estudar o processo de respiração celular em células animais e vegetais, realizou-se a experiência seguinte.
Procedimento:
Marcaram-se 6 gobelés com as letras A, B, C, D, E e F.
Prepararam-se 300 mL de solução de cloreto de sódio a 2% (m/v), 300 mL de solução de Ringer 1 e 60 mL de solução de azul-de-metileno 2 diluída.
Encheram-se os gobelés A, B e C com 100 mL de solução de cloreto de sódio, e os gobelés D, E e F com 100 mL de solução de Ringer.
Acrescentou-se 10 mL de solução de azul-de-metileno ao conteúdo de cada um dos 6 gobelés.
Adicionaram-se 5 amêijoas vivas ao gobelé A, 5 amêijoas previamente cozidas ao gobelé B, 5 rodelas de cenoura crua ao gobelé D e 5 rodelas de cenoura cozida ao gobelé E.
Cobriu-se a superfície do conteúdo dos 6 gobelés com uma camada de óleo vegetal, para impermeabilizar.
No início da experiência, registou-se a cor azul em todas as soluções.
Ao fim de 24 horas, registou-se novamente a cor das soluções.
Notas:
1 Solução de Ringer – solução que permite a manutenção das estruturas celulares vegetais por ser isotónica ao material em estudo.
2 Solução de azul-de-metileno – utilizada como indicador de oxidação/redução, torna-se incolor na ausência de oxigénio.
2. Da análise da experiência, podemos afirmar que
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Grupo II - 3 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração
GRUPO II
Os organismos vivos obtêm energia, degradando moléculas orgânicas através de processos que podem ocorrer com ou sem consumo de oxigénio.
Com o objetivo de estudar o processo de respiração celular em células animais e vegetais, realizou-se a experiência seguinte.
Procedimento:
Marcaram-se 6 gobelés com as letras A, B, C, D, E e F.
Prepararam-se 300 mL de solução de cloreto de sódio a 2% (m/v), 300 mL de solução de Ringer 1 e 60 mL de solução de azul-de-metileno 2 diluída.
Encheram-se os gobelés A, B e C com 100 mL de solução de cloreto de sódio, e os gobelés D, E e F com 100 mL de solução de Ringer.
Acrescentou-se 10 mL de solução de azul-de-metileno ao conteúdo de cada um dos 6 gobelés.
Adicionaram-se 5 amêijoas vivas ao gobelé A, 5 amêijoas previamente cozidas ao gobelé B, 5 rodelas de cenoura crua ao gobelé D e 5 rodelas de cenoura cozida ao gobelé E.
Cobriu-se a superfície do conteúdo dos 6 gobelés com uma camada de óleo vegetal, para impermeabilizar.
No início da experiência, registou-se a cor azul em todas as soluções.
Ao fim de 24 horas, registou-se novamente a cor das soluções.
Notas:
1 Solução de Ringer – solução que permite a manutenção das estruturas celulares vegetais por ser isotónica ao material em estudo.
2 Solução de azul-de-metileno – utilizada como indicador de oxidação/redução, torna-se incolor na ausência de oxigénio.
3. Nos gobelés em que houve alteração da cor da solução, este resultado evidencia a ocorrência de
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Grupo III - 1 · Tectónica de placas e deformação das rochas
GRUPO III
Na Antártida, estão identificados 138 edifícios vulcânicos subglaciais, distribuídos ao longo de uma estrutura geológica designada Sistema de Rifte da Antártida Ocidental (SRAO).
A atividade vulcânica está associada à formação de magmas, que é um processo que resulta da fusão das rochas, condicionado, entre outros fatores, pela diminuição da pressão litostática.
Alguns estudos, realizados na Antártida Ocidental, têm destacado o elevado fluxo de calor geotérmico como causa da redução do volume da camada de gelo, facto que, no futuro, associado aos efeitos do aquecimento global, poderá ter um grande impacto na atividade vulcânica da região.
O vulcão Erebus, localizado no SRAO, é um monte com 3800 m de altitude que se eleva acima da superfície do gelo. Atualmente, é o vulcão mais ativo da Antártida. Na parte inferior, constituída por lavas basálticas, o cone vulcânico tem forma de escudo. Na parte superior, com vertentes mais íngremes, é constituído por rochas traquíticas com teor em sílica de aproximadamente 66%. Na cratera, existe um lago de lava, e têm-se registado emissões frequentes de gases e a formação de nuvens de cinzas.
Em 2013, um grupo de investigadores recolheu amostras de água do lago Whillans, situado na Antártida, por baixo de uma massa de gelo com uma espessura de 800 m. A análise das amostras revelou a presença de um elevado número de espécies de bactérias, que obtêm energia através da oxidação de compostos minerais ou de compostos orgânicos presentes nos sedimentos depositados há milhões de anos, numa altura em que a região era coberta por mares pouco profundos, em vez dos atuais glaciares.
A Figura 4 representa esquematicamente o SRAO e as localizações do vulcão Erebus e do lago Whillans.
Baseado em: M. de Vries et al., «A new volcanic province: An inventory of subglacial volcanoes in West Antarctica», in Geological Society London Special Publications, 2017; e em: D. Parmelee et al., «A new Holocene eruptive history of Erebus volcano, Antarctica using cosmogenic 3 He and 36 Cl exposure ages», in Quaternary Geochronology, Elsevier, 2015.
1. No SRAO, o grau geotérmico é relativamente _________, e a atividade vulcânica está associada a um regime de _________.
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Grupo III - 2 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas
GRUPO III
Na Antártida, estão identificados 138 edifícios vulcânicos subglaciais, distribuídos ao longo de uma estrutura geológica designada Sistema de Rifte da Antártida Ocidental (SRAO).
A atividade vulcânica está associada à formação de magmas, que é um processo que resulta da fusão das rochas, condicionado, entre outros fatores, pela diminuição da pressão litostática.
Alguns estudos, realizados na Antártida Ocidental, têm destacado o elevado fluxo de calor geotérmico como causa da redução do volume da camada de gelo, facto que, no futuro, associado aos efeitos do aquecimento global, poderá ter um grande impacto na atividade vulcânica da região.
O vulcão Erebus, localizado no SRAO, é um monte com 3800 m de altitude que se eleva acima da superfície do gelo. Atualmente, é o vulcão mais ativo da Antártida. Na parte inferior, constituída por lavas basálticas, o cone vulcânico tem forma de escudo. Na parte superior, com vertentes mais íngremes, é constituído por rochas traquíticas com teor em sílica de aproximadamente 66%. Na cratera, existe um lago de lava, e têm-se registado emissões frequentes de gases e a formação de nuvens de cinzas.
Em 2013, um grupo de investigadores recolheu amostras de água do lago Whillans, situado na Antártida, por baixo de uma massa de gelo com uma espessura de 800 m. A análise das amostras revelou a presença de um elevado número de espécies de bactérias, que obtêm energia através da oxidação de compostos minerais ou de compostos orgânicos presentes nos sedimentos depositados há milhões de anos, numa altura em que a região era coberta por mares pouco profundos, em vez dos atuais glaciares.
A Figura 4 representa esquematicamente o SRAO e as localizações do vulcão Erebus e do lago Whillans.
Baseado em: M. de Vries et al., «A new volcanic province: An inventory of subglacial volcanoes in West Antarctica», in Geological Society London Special Publications, 2017; e em: D. Parmelee et al., «A new Holocene eruptive history of Erebus volcano, Antarctica using cosmogenic 3 He and 36 Cl exposure ages», in Quaternary Geochronology, Elsevier, 2015.
2. A atividade vulcânica que originou a parte inferior do vulcão Erebus teve um carácter essencialmente
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Grupo III - 3 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas
3. O traquito é uma rocha vulcânica constituída essencialmente por feldspatos potássicos, que se associam tipicamente a
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Grupo III - 4 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos
GRUPO III
Na Antártida, estão identificados 138 edifícios vulcânicos subglaciais, distribuídos ao longo de uma estrutura geológica designada Sistema de Rifte da Antártida Ocidental (SRAO).
A atividade vulcânica está associada à formação de magmas, que é um processo que resulta da fusão das rochas, condicionado, entre outros fatores, pela diminuição da pressão litostática.
Alguns estudos, realizados na Antártida Ocidental, têm destacado o elevado fluxo de calor geotérmico como causa da redução do volume da camada de gelo, facto que, no futuro, associado aos efeitos do aquecimento global, poderá ter um grande impacto na atividade vulcânica da região.
O vulcão Erebus, localizado no SRAO, é um monte com 3800 m de altitude que se eleva acima da superfície do gelo. Atualmente, é o vulcão mais ativo da Antártida. Na parte inferior, constituída por lavas basálticas, o cone vulcânico tem forma de escudo. Na parte superior, com vertentes mais íngremes, é constituído por rochas traquíticas com teor em sílica de aproximadamente 66%. Na cratera, existe um lago de lava, e têm-se registado emissões frequentes de gases e a formação de nuvens de cinzas.
Em 2013, um grupo de investigadores recolheu amostras de água do lago Whillans, situado na Antártida, por baixo de uma massa de gelo com uma espessura de 800 m. A análise das amostras revelou a presença de um elevado número de espécies de bactérias, que obtêm energia através da oxidação de compostos minerais ou de compostos orgânicos presentes nos sedimentos depositados há milhões de anos, numa altura em que a região era coberta por mares pouco profundos, em vez dos atuais glaciares.
A Figura 4 representa esquematicamente o SRAO e as localizações do vulcão Erebus e do lago Whillans.
Baseado em: M. de Vries et al., «A new volcanic province: An inventory of subglacial volcanoes in West Antarctica», in Geological Society London Special Publications, 2017; e em: D. Parmelee et al., «A new Holocene eruptive history of Erebus volcano, Antarctica using cosmogenic 3 He and 36 Cl exposure ages», in Quaternary Geochronology, Elsevier, 2015.
4. De entre as situações seguintes, identifique a que exemplifica uma interação Biosfera-Geosfera, na região ocidental da Antártida.
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Grupo III - 5 · Tectónica de placas e deformação das rochas
5. As falhas características dos limites construtivos de placas são
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Grupo III - 6 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas
6. Faça corresponder a cada uma das estruturas vulcânicas, expressas na Coluna I, a respetiva designação, que consta na Coluna II.
COLUNA I
COLUNA II
(a) Estrutura alongada resultante da consolidação de lava viscosa.
(b) Escoada que resulta da erupção submarina de material fluido.
(c) Forma de relevo resultante da acumulação de materiais expelidos através de condutas secundárias.
(1) Agulha
(2) Cone adventício
(3) Domo vulcânico
(4) Lava aa
(5) Lava em almofada
(a)
Estrutura alongada resultante da consolidação de lava viscosa:
(b)
Escoada que resulta da erupção submarina de material fluido:
(c)
Forma de relevo resultante da acumulação de materiais expelidos através de condutas secundárias:
Grupo III - 7 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas
GRUPO III
Na Antártida, estão identificados 138 edifícios vulcânicos subglaciais, distribuídos ao longo de uma estrutura geológica designada Sistema de Rifte da Antártida Ocidental (SRAO).
A atividade vulcânica está associada à formação de magmas, que é um processo que resulta da fusão das rochas, condicionado, entre outros fatores, pela diminuição da pressão litostática.
Alguns estudos, realizados na Antártida Ocidental, têm destacado o elevado fluxo de calor geotérmico como causa da redução do volume da camada de gelo, facto que, no futuro, associado aos efeitos do aquecimento global, poderá ter um grande impacto na atividade vulcânica da região.
O vulcão Erebus, localizado no SRAO, é um monte com 3800 m de altitude que se eleva acima da superfície do gelo. Atualmente, é o vulcão mais ativo da Antártida. Na parte inferior, constituída por lavas basálticas, o cone vulcânico tem forma de escudo. Na parte superior, com vertentes mais íngremes, é constituído por rochas traquíticas com teor em sílica de aproximadamente 66%. Na cratera, existe um lago de lava, e têm-se registado emissões frequentes de gases e a formação de nuvens de cinzas.
Em 2013, um grupo de investigadores recolheu amostras de água do lago Whillans, situado na Antártida, por baixo de uma massa de gelo com uma espessura de 800 m. A análise das amostras revelou a presença de um elevado número de espécies de bactérias, que obtêm energia através da oxidação de compostos minerais ou de compostos orgânicos presentes nos sedimentos depositados há milhões de anos, numa altura em que a região era coberta por mares pouco profundos, em vez dos atuais glaciares.
A Figura 4 representa esquematicamente o SRAO e as localizações do vulcão Erebus e do lago Whillans.
Baseado em: M. de Vries et al., «A new volcanic province: An inventory of subglacial volcanoes in West Antarctica», in Geological Society London Special Publications, 2017; e em: D. Parmelee et al., «A new Holocene eruptive history of Erebus volcano, Antarctica using cosmogenic 3 He and 36 Cl exposure ages», in Quaternary Geochronology, Elsevier, 2015.
7. Explique de que modo os efeitos do aquecimento global podem contribuir para o aumento da atividade vulcânica subglacial no SRAO.
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