Exame Nacional Biologia e Geologia 2022 · 2.ª fase

Exame Nacional de Biologia e Geologia 2022, 2.ª fase: 19 exercícios com resolução. Temas: Tectónica de placas e deformação das rochas. Com correção imediata.

Temas do exame: Tectónica de placas e deformação das rochas · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica · Biomoléculas, célula e transporte membranar · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração · Digestão, transporte e trocas gasosas · Reprodução, meiose e ciclos de vida · Biodiversidade, evolução e sistemática · Investigação científica: variáveis e resultados

Grupo I - 1 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

O Banco de Gorringe (BG) é uma montanha submarina, localizada a SO do Cabo de S. Vicente, que se eleva desde os 5000 metros de profundidade até próximo da superfície do mar.

Na zona existe um sistema de falhas ativas – composto pela falha do Banco de Gorringe, pela falha Marquês de Pombal e pela falha da Ferradura, entre outras – relacionado com a deformação resultante do movimento das placas Africana e Eurasiática, no Cenozoico, durante o Miocénico (23 a 5 milhões de anos – Ma). Na Figura 1A está representado um mapa simplificado da região, e na Figura 1B está representado o corte geológico (AB) assinalado no mapa.

Litologicamente, o Banco de Gorringe é constituído por peridotitos serpentinizados, pois os minerais máficos dos peridotitos deram origem a minerais como a serpentina e o talco por um processo complexo – serpentinização – que envolve a ação de fluidos hidrotermais. Ocorrem também basaltos, formados há cerca de 148 Ma, arenitos e calcários com fósseis de foraminíferos (seres eucariontes, unicelulares, com concha), datados do Mesozoico. Todas estas formações geológicas estão cobertas por sedimentos não consolidados, depositados desde o Miocénico até à atualidade.

Dados radiométricos indicam que a crosta que constitui o Banco de Gorringe se terá formado durante as primeiras etapas da abertura do Atlântico Norte. Outros dados de investigação, como a deformação de sedimentos recentes e a sismicidade de elevada magnitude ocorrida a SO do Cabo de S. Vicente – sismos de 1755 e de 1969, entre outros –, sugerem que esteja em formação uma zona de subdução, numa fase ainda incipiente, na margem sudoeste ibérica.

Baseado em: J. Duarte et al., «Are subduction zones invading the Atlantic? Evidence from the southwest Iberia margin», in Geology, 2013; e em: J. Girardeau et al., «Preliminary results of Nautile dives on the Gorringe Bank (West Portugal)», Earth & Planetary Sciences, 1998.

1. Selecione, de entre as afirmações relativas aos dados fornecidos sobre o Banco de Gorringe, as duas afirmações corretas.

Transcreva para a folha de respostas os números selecionados.

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Grupo I - 3 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

O Banco de Gorringe (BG) é uma montanha submarina, localizada a SO do Cabo de S. Vicente, que se eleva desde os 5000 metros de profundidade até próximo da superfície do mar.

Na zona existe um sistema de falhas ativas – composto pela falha do Banco de Gorringe, pela falha Marquês de Pombal e pela falha da Ferradura, entre outras – relacionado com a deformação resultante do movimento das placas Africana e Eurasiática, no Cenozoico, durante o Miocénico (23 a 5 milhões de anos – Ma). Na Figura 1A está representado um mapa simplificado da região, e na Figura 1B está representado o corte geológico (AB) assinalado no mapa.

Litologicamente, o Banco de Gorringe é constituído por peridotitos serpentinizados, pois os minerais máficos dos peridotitos deram origem a minerais como a serpentina e o talco por um processo complexo – serpentinização – que envolve a ação de fluidos hidrotermais. Ocorrem também basaltos, formados há cerca de 148 Ma, arenitos e calcários com fósseis de foraminíferos (seres eucariontes, unicelulares, com concha), datados do Mesozoico. Todas estas formações geológicas estão cobertas por sedimentos não consolidados, depositados desde o Miocénico até à atualidade.

Dados radiométricos indicam que a crosta que constitui o Banco de Gorringe se terá formado durante as primeiras etapas da abertura do Atlântico Norte. Outros dados de investigação, como a deformação de sedimentos recentes e a sismicidade de elevada magnitude ocorrida a SO do Cabo de S. Vicente – sismos de 1755 e de 1969, entre outros –, sugerem que esteja em formação uma zona de subdução, numa fase ainda incipiente, na margem sudoeste ibérica.

Baseado em: J. Duarte et al., «Are subduction zones invading the Atlantic? Evidence from the southwest Iberia margin», in Geology, 2013; e em: J. Girardeau et al., «Preliminary results of Nautile dives on the Gorringe Bank (West Portugal)», Earth & Planetary Sciences, 1998.

3. A serpentinização dos peridotitos permite deduzir que estas rochas foram sujeitas a processos de

Grupo I - 4 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO I

Texto 1

O Banco de Gorringe (BG) é uma montanha submarina, localizada a SO do Cabo de S. Vicente, que se eleva desde os 5000 metros de profundidade até próximo da superfície do mar.

Na zona existe um sistema de falhas ativas – composto pela falha do Banco de Gorringe, pela falha Marquês de Pombal e pela falha da Ferradura, entre outras – relacionado com a deformação resultante do movimento das placas Africana e Eurasiática, no Cenozoico, durante o Miocénico (23 a 5 milhões de anos – Ma). Na Figura 1A está representado um mapa simplificado da região, e na Figura 1B está representado o corte geológico (AB) assinalado no mapa.

Litologicamente, o Banco de Gorringe é constituído por peridotitos serpentinizados, pois os minerais máficos dos peridotitos deram origem a minerais como a serpentina e o talco por um processo complexo – serpentinização – que envolve a ação de fluidos hidrotermais. Ocorrem também basaltos, formados há cerca de 148 Ma, arenitos e calcários com fósseis de foraminíferos (seres eucariontes, unicelulares, com concha), datados do Mesozoico. Todas estas formações geológicas estão cobertas por sedimentos não consolidados, depositados desde o Miocénico até à atualidade.

Dados radiométricos indicam que a crosta que constitui o Banco de Gorringe se terá formado durante as primeiras etapas da abertura do Atlântico Norte. Outros dados de investigação, como a deformação de sedimentos recentes e a sismicidade de elevada magnitude ocorrida a SO do Cabo de S. Vicente – sismos de 1755 e de 1969, entre outros –, sugerem que esteja em formação uma zona de subdução, numa fase ainda incipiente, na margem sudoeste ibérica.

Baseado em: J. Duarte et al., «Are subduction zones invading the Atlantic? Evidence from the southwest Iberia margin», in Geology, 2013; e em: J. Girardeau et al., «Preliminary results of Nautile dives on the Gorringe Bank (West Portugal)», Earth & Planetary Sciences, 1998.

4. De acordo com os movimentos relativos dos blocos rochosos, a falha do Banco de Gorringe e a falha da Ferradura, representadas na Figura 1B, são classificadas como

Grupo I - 5 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

O Banco de Gorringe (BG) é uma montanha submarina, localizada a SO do Cabo de S. Vicente, que se eleva desde os 5000 metros de profundidade até próximo da superfície do mar.

Na zona existe um sistema de falhas ativas – composto pela falha do Banco de Gorringe, pela falha Marquês de Pombal e pela falha da Ferradura, entre outras – relacionado com a deformação resultante do movimento das placas Africana e Eurasiática, no Cenozoico, durante o Miocénico (23 a 5 milhões de anos – Ma). Na Figura 1A está representado um mapa simplificado da região, e na Figura 1B está representado o corte geológico (AB) assinalado no mapa.

Litologicamente, o Banco de Gorringe é constituído por peridotitos serpentinizados, pois os minerais máficos dos peridotitos deram origem a minerais como a serpentina e o talco por um processo complexo – serpentinização – que envolve a ação de fluidos hidrotermais. Ocorrem também basaltos, formados há cerca de 148 Ma, arenitos e calcários com fósseis de foraminíferos (seres eucariontes, unicelulares, com concha), datados do Mesozoico. Todas estas formações geológicas estão cobertas por sedimentos não consolidados, depositados desde o Miocénico até à atualidade.

Dados radiométricos indicam que a crosta que constitui o Banco de Gorringe se terá formado durante as primeiras etapas da abertura do Atlântico Norte. Outros dados de investigação, como a deformação de sedimentos recentes e a sismicidade de elevada magnitude ocorrida a SO do Cabo de S. Vicente – sismos de 1755 e de 1969, entre outros –, sugerem que esteja em formação uma zona de subdução, numa fase ainda incipiente, na margem sudoeste ibérica.

Baseado em: J. Duarte et al., «Are subduction zones invading the Atlantic? Evidence from the southwest Iberia margin», in Geology, 2013; e em: J. Girardeau et al., «Preliminary results of Nautile dives on the Gorringe Bank (West Portugal)», Earth & Planetary Sciences, 1998.

5. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência correta dos acontecimentos relacionados com a abertura do Atlântico Norte e com a evolução da zona do Banco de Gorringe.

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Grupo I - 6 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

O Banco de Gorringe (BG) é uma montanha submarina, localizada a SO do Cabo de S. Vicente, que se eleva desde os 5000 metros de profundidade até próximo da superfície do mar.

Na zona existe um sistema de falhas ativas – composto pela falha do Banco de Gorringe, pela falha Marquês de Pombal e pela falha da Ferradura, entre outras – relacionado com a deformação resultante do movimento das placas Africana e Eurasiática, no Cenozoico, durante o Miocénico (23 a 5 milhões de anos – Ma). Na Figura 1A está representado um mapa simplificado da região, e na Figura 1B está representado o corte geológico (AB) assinalado no mapa.

Litologicamente, o Banco de Gorringe é constituído por peridotitos serpentinizados, pois os minerais máficos dos peridotitos deram origem a minerais como a serpentina e o talco por um processo complexo – serpentinização – que envolve a ação de fluidos hidrotermais. Ocorrem também basaltos, formados há cerca de 148 Ma, arenitos e calcários com fósseis de foraminíferos (seres eucariontes, unicelulares, com concha), datados do Mesozoico. Todas estas formações geológicas estão cobertas por sedimentos não consolidados, depositados desde o Miocénico até à atualidade.

Dados radiométricos indicam que a crosta que constitui o Banco de Gorringe se terá formado durante as primeiras etapas da abertura do Atlântico Norte. Outros dados de investigação, como a deformação de sedimentos recentes e a sismicidade de elevada magnitude ocorrida a SO do Cabo de S. Vicente – sismos de 1755 e de 1969, entre outros –, sugerem que esteja em formação uma zona de subdução, numa fase ainda incipiente, na margem sudoeste ibérica.

Baseado em: J. Duarte et al., «Are subduction zones invading the Atlantic? Evidence from the southwest Iberia margin», in Geology, 2013; e em: J. Girardeau et al., «Preliminary results of Nautile dives on the Gorringe Bank (West Portugal)», Earth & Planetary Sciences, 1998.

6. De acordo com os dados, o talco, mineral que é riscado pela unha, forma-se a partir de

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Grupo I - 7 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

O Banco de Gorringe (BG) é uma montanha submarina, localizada a SO do Cabo de S. Vicente, que se eleva desde os 5000 metros de profundidade até próximo da superfície do mar.

Na zona existe um sistema de falhas ativas – composto pela falha do Banco de Gorringe, pela falha Marquês de Pombal e pela falha da Ferradura, entre outras – relacionado com a deformação resultante do movimento das placas Africana e Eurasiática, no Cenozoico, durante o Miocénico (23 a 5 milhões de anos – Ma). Na Figura 1A está representado um mapa simplificado da região, e na Figura 1B está representado o corte geológico (AB) assinalado no mapa.

Litologicamente, o Banco de Gorringe é constituído por peridotitos serpentinizados, pois os minerais máficos dos peridotitos deram origem a minerais como a serpentina e o talco por um processo complexo – serpentinização – que envolve a ação de fluidos hidrotermais. Ocorrem também basaltos, formados há cerca de 148 Ma, arenitos e calcários com fósseis de foraminíferos (seres eucariontes, unicelulares, com concha), datados do Mesozoico. Todas estas formações geológicas estão cobertas por sedimentos não consolidados, depositados desde o Miocénico até à atualidade.

Dados radiométricos indicam que a crosta que constitui o Banco de Gorringe se terá formado durante as primeiras etapas da abertura do Atlântico Norte. Outros dados de investigação, como a deformação de sedimentos recentes e a sismicidade de elevada magnitude ocorrida a SO do Cabo de S. Vicente – sismos de 1755 e de 1969, entre outros –, sugerem que esteja em formação uma zona de subdução, numa fase ainda incipiente, na margem sudoeste ibérica.

Baseado em: J. Duarte et al., «Are subduction zones invading the Atlantic? Evidence from the southwest Iberia margin», in Geology, 2013; e em: J. Girardeau et al., «Preliminary results of Nautile dives on the Gorringe Bank (West Portugal)», Earth & Planetary Sciences, 1998.

7. De entre as rochas seguintes, as que apresentam a menor percentagem de sílica são

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Grupo I - 8 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO I

Texto 1

O Banco de Gorringe (BG) é uma montanha submarina, localizada a SO do Cabo de S. Vicente, que se eleva desde os 5000 metros de profundidade até próximo da superfície do mar.

Na zona existe um sistema de falhas ativas – composto pela falha do Banco de Gorringe, pela falha Marquês de Pombal e pela falha da Ferradura, entre outras – relacionado com a deformação resultante do movimento das placas Africana e Eurasiática, no Cenozoico, durante o Miocénico (23 a 5 milhões de anos – Ma). Na Figura 1A está representado um mapa simplificado da região, e na Figura 1B está representado o corte geológico (AB) assinalado no mapa.

Litologicamente, o Banco de Gorringe é constituído por peridotitos serpentinizados, pois os minerais máficos dos peridotitos deram origem a minerais como a serpentina e o talco por um processo complexo – serpentinização – que envolve a ação de fluidos hidrotermais. Ocorrem também basaltos, formados há cerca de 148 Ma, arenitos e calcários com fósseis de foraminíferos (seres eucariontes, unicelulares, com concha), datados do Mesozoico. Todas estas formações geológicas estão cobertas por sedimentos não consolidados, depositados desde o Miocénico até à atualidade.

Dados radiométricos indicam que a crosta que constitui o Banco de Gorringe se terá formado durante as primeiras etapas da abertura do Atlântico Norte. Outros dados de investigação, como a deformação de sedimentos recentes e a sismicidade de elevada magnitude ocorrida a SO do Cabo de S. Vicente – sismos de 1755 e de 1969, entre outros –, sugerem que esteja em formação uma zona de subdução, numa fase ainda incipiente, na margem sudoeste ibérica.

Baseado em: J. Duarte et al., «Are subduction zones invading the Atlantic? Evidence from the southwest Iberia margin», in Geology, 2013; e em: J. Girardeau et al., «Preliminary results of Nautile dives on the Gorringe Bank (West Portugal)», Earth & Planetary Sciences, 1998.

8. A região a SO do Cabo de S. Vicente apresenta grande potencial para a génese de sismos de elevada magnitude, como os de 1755 e de 1969.

Justifique a génese de sismos de elevada magnitude na região, fazendo referência ao contexto tectónico.

Grupo I - 9 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

Texto 2

Os dois picos mais elevados do Banco de Gorringe, Ormonde e Gettysburg, foram ilhas durante a glaciação Würm (100 000 a 10 000 anos). Na atualidade, estão, respetivamente, a 48 e a 28 metros de profundidade, na zona fótica (zona até onde chega a luz).

Os montes submarinos constituem um obstáculo à circulação das correntes submarinas, provocando a subida de águas profundas, ricas em nitratos e fosfatos, importantes para o crescimento do fitoplâncton.

No Banco de Gorringe, um local com elevada produtividade primária para um contexto oceânico, existe um ecossistema único, onde se registam 862 espécies.

Pensa-se que os montes submarinos que mais se aproximam da superfície, ao proporcionarem pontos de passagem nas rotas de migração de espécies, facilitam a sua dispersão nos oceanos.

O facto de espécies das faunas mediterrânica e africana terem colonizado os arquipélagos da Macaronésia – Canárias, Madeira e Açores – deve-se, pelo menos em parte, à existência do Banco de Gorringe e a eventos paleoclimáticos que provocaram variações paleogeográficas.

Uma das muitas missões científicas ao Banco de Gorringe, a LusoExpedição (2006), recolheu diversas amostras biológicas de peixes e de invertebrados marinhos. Em laboratório, estas amostras foram sujeitas a extração de DNA mitocondrial, herdado apenas da progenitora, com o intuito de determinar semelhanças e diferenças entre os indivíduos aí recolhidos e indivíduos recolhidos noutras áreas geográficas, nomeadamente na costa mediterrânica, na costa africana e nos arquipélagos da Macaronésia.

Os resultados obtidos permitem inferir relações filogenéticas e, cruzando-os com dados paleontológicos, pode ser estimado um relógio molecular para um determinado grupo de espécies.

Baseado em: M. S. A. Correia, «Avaliação da importância, potencial e constrangimentos da designação do Banco Gorringe como Sítio de Interesse Comunitário», Dissertação de Mestrado em Ecologia Marinha, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, Departamento de Biologia Animal, 2013;

e em: http://eventos.ulusofona.pt/lusoexpedicao (consultado em setembro de 2020).

9. Podemos inferir que, durante a glaciação Würm, o nível médio das águas do oceano Atlântico terá estado

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Grupo I - 10 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

Os dois picos mais elevados do Banco de Gorringe, Ormonde e Gettysburg, foram ilhas durante a glaciação Würm (100 000 a 10 000 anos). Na atualidade, estão, respetivamente, a 48 e a 28 metros de profundidade, na zona fótica (zona até onde chega a luz).

Os montes submarinos constituem um obstáculo à circulação das correntes submarinas, provocando a subida de águas profundas, ricas em nitratos e fosfatos, importantes para o crescimento do fitoplâncton.

No Banco de Gorringe, um local com elevada produtividade primária para um contexto oceânico, existe um ecossistema único, onde se registam 862 espécies.

Pensa-se que os montes submarinos que mais se aproximam da superfície, ao proporcionarem pontos de passagem nas rotas de migração de espécies, facilitam a sua dispersão nos oceanos.

O facto de espécies das faunas mediterrânica e africana terem colonizado os arquipélagos da Macaronésia – Canárias, Madeira e Açores – deve-se, pelo menos em parte, à existência do Banco de Gorringe e a eventos paleoclimáticos que provocaram variações paleogeográficas.

Uma das muitas missões científicas ao Banco de Gorringe, a LusoExpedição (2006), recolheu diversas amostras biológicas de peixes e de invertebrados marinhos. Em laboratório, estas amostras foram sujeitas a extração de DNA mitocondrial, herdado apenas da progenitora, com o intuito de determinar semelhanças e diferenças entre os indivíduos aí recolhidos e indivíduos recolhidos noutras áreas geográficas, nomeadamente na costa mediterrânica, na costa africana e nos arquipélagos da Macaronésia.

Os resultados obtidos permitem inferir relações filogenéticas e, cruzando-os com dados paleontológicos, pode ser estimado um relógio molecular para um determinado grupo de espécies.

Baseado em: M. S. A. Correia, «Avaliação da importância, potencial e constrangimentos da designação do Banco Gorringe como Sítio de Interesse Comunitário», Dissertação de Mestrado em Ecologia Marinha, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, Departamento de Biologia Animal, 2013;

e em: http://eventos.ulusofona.pt/lusoexpedicao (consultado em setembro de 2020).

10. Explique, com base nos dados (Figura 1, da página 2, e Texto 2), de que modo a formação do Banco de Gorringe proporcionou as condições que levaram à enorme biodiversidade desta zona.

Na sua resposta, comece por identificar a deformação que deu origem ao Banco de Gorringe.

Grupo I - 11 · Reprodução, meiose e ciclos de vida

Texto 2

Os dois picos mais elevados do Banco de Gorringe, Ormonde e Gettysburg, foram ilhas durante a glaciação Würm (100 000 a 10 000 anos). Na atualidade, estão, respetivamente, a 48 e a 28 metros de profundidade, na zona fótica (zona até onde chega a luz).

Os montes submarinos constituem um obstáculo à circulação das correntes submarinas, provocando a subida de águas profundas, ricas em nitratos e fosfatos, importantes para o crescimento do fitoplâncton.

No Banco de Gorringe, um local com elevada produtividade primária para um contexto oceânico, existe um ecossistema único, onde se registam 862 espécies.

Pensa-se que os montes submarinos que mais se aproximam da superfície, ao proporcionarem pontos de passagem nas rotas de migração de espécies, facilitam a sua dispersão nos oceanos.

O facto de espécies das faunas mediterrânica e africana terem colonizado os arquipélagos da Macaronésia – Canárias, Madeira e Açores – deve-se, pelo menos em parte, à existência do Banco de Gorringe e a eventos paleoclimáticos que provocaram variações paleogeográficas.

Uma das muitas missões científicas ao Banco de Gorringe, a LusoExpedição (2006), recolheu diversas amostras biológicas de peixes e de invertebrados marinhos. Em laboratório, estas amostras foram sujeitas a extração de DNA mitocondrial, herdado apenas da progenitora, com o intuito de determinar semelhanças e diferenças entre os indivíduos aí recolhidos e indivíduos recolhidos noutras áreas geográficas, nomeadamente na costa mediterrânica, na costa africana e nos arquipélagos da Macaronésia.

Os resultados obtidos permitem inferir relações filogenéticas e, cruzando-os com dados paleontológicos, pode ser estimado um relógio molecular para um determinado grupo de espécies.

Baseado em: M. S. A. Correia, «Avaliação da importância, potencial e constrangimentos da designação do Banco Gorringe como Sítio de Interesse Comunitário», Dissertação de Mestrado em Ecologia Marinha, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, Departamento de Biologia Animal, 2013;

e em: http://eventos.ulusofona.pt/lusoexpedicao (consultado em setembro de 2020).

11. A escolha do DNA mitocondrial deveu-se ao facto de, na mitocôndria, a informação filogenética estar mais conservada, pois

Grupo I - 12 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

Os dois picos mais elevados do Banco de Gorringe, Ormonde e Gettysburg, foram ilhas durante a glaciação Würm (100 000 a 10 000 anos). Na atualidade, estão, respetivamente, a 48 e a 28 metros de profundidade, na zona fótica (zona até onde chega a luz).

Os montes submarinos constituem um obstáculo à circulação das correntes submarinas, provocando a subida de águas profundas, ricas em nitratos e fosfatos, importantes para o crescimento do fitoplâncton.

No Banco de Gorringe, um local com elevada produtividade primária para um contexto oceânico, existe um ecossistema único, onde se registam 862 espécies.

Pensa-se que os montes submarinos que mais se aproximam da superfície, ao proporcionarem pontos de passagem nas rotas de migração de espécies, facilitam a sua dispersão nos oceanos.

O facto de espécies das faunas mediterrânica e africana terem colonizado os arquipélagos da Macaronésia – Canárias, Madeira e Açores – deve-se, pelo menos em parte, à existência do Banco de Gorringe e a eventos paleoclimáticos que provocaram variações paleogeográficas.

Uma das muitas missões científicas ao Banco de Gorringe, a LusoExpedição (2006), recolheu diversas amostras biológicas de peixes e de invertebrados marinhos. Em laboratório, estas amostras foram sujeitas a extração de DNA mitocondrial, herdado apenas da progenitora, com o intuito de determinar semelhanças e diferenças entre os indivíduos aí recolhidos e indivíduos recolhidos noutras áreas geográficas, nomeadamente na costa mediterrânica, na costa africana e nos arquipélagos da Macaronésia.

Os resultados obtidos permitem inferir relações filogenéticas e, cruzando-os com dados paleontológicos, pode ser estimado um relógio molecular para um determinado grupo de espécies.

Baseado em: M. S. A. Correia, «Avaliação da importância, potencial e constrangimentos da designação do Banco Gorringe como Sítio de Interesse Comunitário», Dissertação de Mestrado em Ecologia Marinha, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, Departamento de Biologia Animal, 2013;

e em: http://eventos.ulusofona.pt/lusoexpedicao (consultado em setembro de 2020).

12. A Figura 2 representa um exemplo de uma árvore filogenética.

12.1.

Na árvore filogenética representada na Figura 2, as bifurcações significam que

12.2.

Selecione, de entre as afirmações relativas à análise da árvore filogenética da Figura 2, as duas afirmações corretas.

Transcreva para a folha de respostas os números selecionados.

Grupo I · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

Texto 2

Os dois picos mais elevados do Banco de Gorringe, Ormonde e Gettysburg, foram ilhas durante a glaciação Würm (100 000 a 10 000 anos). Na atualidade, estão, respetivamente, a 48 e a 28 metros de profundidade, na zona fótica (zona até onde chega a luz).

Os montes submarinos constituem um obstáculo à circulação das correntes submarinas, provocando a subida de águas profundas, ricas em nitratos e fosfatos, importantes para o crescimento do fitoplâncton.

No Banco de Gorringe, um local com elevada produtividade primária para um contexto oceânico, existe um ecossistema único, onde se registam 862 espécies.

Pensa-se que os montes submarinos que mais se aproximam da superfície, ao proporcionarem pontos de passagem nas rotas de migração de espécies, facilitam a sua dispersão nos oceanos.

O facto de espécies das faunas mediterrânica e africana terem colonizado os arquipélagos da Macaronésia – Canárias, Madeira e Açores – deve-se, pelo menos em parte, à existência do Banco de Gorringe e a eventos paleoclimáticos que provocaram variações paleogeográficas.

Uma das muitas missões científicas ao Banco de Gorringe, a LusoExpedição (2006), recolheu diversas amostras biológicas de peixes e de invertebrados marinhos. Em laboratório, estas amostras foram sujeitas a extração de DNA mitocondrial, herdado apenas da progenitora, com o intuito de determinar semelhanças e diferenças entre os indivíduos aí recolhidos e indivíduos recolhidos noutras áreas geográficas, nomeadamente na costa mediterrânica, na costa africana e nos arquipélagos da Macaronésia.

Os resultados obtidos permitem inferir relações filogenéticas e, cruzando-os com dados paleontológicos, pode ser estimado um relógio molecular para um determinado grupo de espécies.

Baseado em: M. S. A. Correia, «Avaliação da importância, potencial e constrangimentos da designação do Banco Gorringe como Sítio de Interesse Comunitário», Dissertação de Mestrado em Ecologia Marinha, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, Departamento de Biologia Animal, 2013;

e em: http://eventos.ulusofona.pt/lusoexpedicao (consultado em setembro de 2020).

13.

Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência cronológica dos acontecimentos relacionados com a produção de biomassa pelo fitoplâncton e com a sua posterior utilização na obtenção de energia.

A. Redução de CO 2 para formar compostos orgânicos.

B. Produção de H 2 O e de CO 2.

C. Oxidação da molécula de H 2 O.

D. Formação de moléculas de ácido pirúvico.

E. Fosforilação da glucose.

14.

A produção de moléculas de ATP em vias metabólicas de baixo rendimento energético requer

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Grupo I - 15 · Digestão, transporte e trocas gasosas

Texto 2

Os dois picos mais elevados do Banco de Gorringe, Ormonde e Gettysburg, foram ilhas durante a glaciação Würm (100 000 a 10 000 anos). Na atualidade, estão, respetivamente, a 48 e a 28 metros de profundidade, na zona fótica (zona até onde chega a luz).

Os montes submarinos constituem um obstáculo à circulação das correntes submarinas, provocando a subida de águas profundas, ricas em nitratos e fosfatos, importantes para o crescimento do fitoplâncton.

No Banco de Gorringe, um local com elevada produtividade primária para um contexto oceânico, existe um ecossistema único, onde se registam 862 espécies.

Pensa-se que os montes submarinos que mais se aproximam da superfície, ao proporcionarem pontos de passagem nas rotas de migração de espécies, facilitam a sua dispersão nos oceanos.

O facto de espécies das faunas mediterrânica e africana terem colonizado os arquipélagos da Macaronésia – Canárias, Madeira e Açores – deve-se, pelo menos em parte, à existência do Banco de Gorringe e a eventos paleoclimáticos que provocaram variações paleogeográficas.

Uma das muitas missões científicas ao Banco de Gorringe, a LusoExpedição (2006), recolheu diversas amostras biológicas de peixes e de invertebrados marinhos. Em laboratório, estas amostras foram sujeitas a extração de DNA mitocondrial, herdado apenas da progenitora, com o intuito de determinar semelhanças e diferenças entre os indivíduos aí recolhidos e indivíduos recolhidos noutras áreas geográficas, nomeadamente na costa mediterrânica, na costa africana e nos arquipélagos da Macaronésia.

Os resultados obtidos permitem inferir relações filogenéticas e, cruzando-os com dados paleontológicos, pode ser estimado um relógio molecular para um determinado grupo de espécies.

Baseado em: M. S. A. Correia, «Avaliação da importância, potencial e constrangimentos da designação do Banco Gorringe como Sítio de Interesse Comunitário», Dissertação de Mestrado em Ecologia Marinha, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, Departamento de Biologia Animal, 2013;

e em: http://eventos.ulusofona.pt/lusoexpedicao (consultado em setembro de 2020).

15.

Complete o texto seguinte com a opção adequada a cada espaço.

Transcreva para a folha de respostas cada uma das letras, seguida do número que corresponde à opção selecionada. A cada letra corresponde um só número.

Nos picos do Banco de Gorringe, existem recifes de corais. Estes animais, semelhantes às hidras, são seres a) que b) e que possuem digestão c). Os fósseis de corais estão associados a d) formados em paleoambientes e).

a) · b)

1. eucariontes multicelulares

2. eucariontes unicelulares

3. procariontes coloniais · 1. não possuem sistema de transporte

2. possuem sistema de transporte aberto

3. possuem sistema de transporte fechado

c) · d) e)

1. exclusivamente intracelular

2. exclusivamente extracelular

3. extracelular e intracelular · d)

1. arenitos

2. argilitos

3. calcários

e)

1. fluviais

2. marinhos

3. lacustres

Grupo I - 16 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

Os dois picos mais elevados do Banco de Gorringe, Ormonde e Gettysburg, foram ilhas durante a glaciação Würm (100 000 a 10 000 anos). Na atualidade, estão, respetivamente, a 48 e a 28 metros de profundidade, na zona fótica (zona até onde chega a luz).

Os montes submarinos constituem um obstáculo à circulação das correntes submarinas, provocando a subida de águas profundas, ricas em nitratos e fosfatos, importantes para o crescimento do fitoplâncton.

No Banco de Gorringe, um local com elevada produtividade primária para um contexto oceânico, existe um ecossistema único, onde se registam 862 espécies.

Pensa-se que os montes submarinos que mais se aproximam da superfície, ao proporcionarem pontos de passagem nas rotas de migração de espécies, facilitam a sua dispersão nos oceanos.

O facto de espécies das faunas mediterrânica e africana terem colonizado os arquipélagos da Macaronésia – Canárias, Madeira e Açores – deve-se, pelo menos em parte, à existência do Banco de Gorringe e a eventos paleoclimáticos que provocaram variações paleogeográficas.

Uma das muitas missões científicas ao Banco de Gorringe, a LusoExpedição (2006), recolheu diversas amostras biológicas de peixes e de invertebrados marinhos. Em laboratório, estas amostras foram sujeitas a extração de DNA mitocondrial, herdado apenas da progenitora, com o intuito de determinar semelhanças e diferenças entre os indivíduos aí recolhidos e indivíduos recolhidos noutras áreas geográficas, nomeadamente na costa mediterrânica, na costa africana e nos arquipélagos da Macaronésia.

Os resultados obtidos permitem inferir relações filogenéticas e, cruzando-os com dados paleontológicos, pode ser estimado um relógio molecular para um determinado grupo de espécies.

Baseado em: M. S. A. Correia, «Avaliação da importância, potencial e constrangimentos da designação do Banco Gorringe como Sítio de Interesse Comunitário», Dissertação de Mestrado em Ecologia Marinha, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, Departamento de Biologia Animal, 2013;

e em: http://eventos.ulusofona.pt/lusoexpedicao (consultado em setembro de 2020).

16. O Banco de Gorringe contribuiu para que algumas espécies de aves da costa mediterrânica e da costa africana atingissem os arquipélagos da Macaronésia.

Explique de que modo esta hipótese pode ser apoiada pelos contextos paleoclimático e paleogeográfico, referidos no Texto 2, e por estudos de DNA de espécies dos arquipélagos e de espécies dos continentes.

Grupo I - 17 · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

Os recifes de corais têm vindo a declinar nas últimas décadas, devido a impactos ambientais locais e regionais. A doença da banda branca – WBD ( white band disease) – tem contribuído para a redução dramática das populações de Acropora cervicornis e de Acropora palmata desde 1970, estando estas duas espécies de corais na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza.

Os corais estabelecem relações simbióticas com algas e com bactérias. No entanto, estudos recentes indicam que a doença pode ser causada por algumas bactérias. Para testar esta hipótese, foi efetuado em A. cervicornis o estudo experimental seguinte:

Colocaram-se «ramos» de corais saudáveis (ND) e «ramos» de corais com doença (WBD) em cinco aquários, contendo igual volume de água do mar extraída do local de proveniência desses corais.

Mantiveram-se os corais nos aquários por um período de 24 horas antes do início da experiência, para aclimatação e para posterior monitorização da progressão das lesões.

Adicionaram-se a três dos aquários três antibióticos diferentes, a cada 12 horas, em dosagens iguais.

Os três antibióticos utilizados foram previamente testados em bactérias e em corais saudáveis, administrando-se uma dosagem já estabelecida.

Fizeram-se avaliações do efeito da aplicação dos antibióticos 2 vezes por dia, às 10 horas e às 16 horas, durante os 6 dias da experiência.

O Quadro I apresenta as condições experimentais existentes em cada aquário.

Quadro I

Aquário

Condições existentes em cada aquário

1

Corais saudáveis (ND) sem adição de antibiótico.

2

Corais com doença (WBD) sem adição de antibiótico.

3

Corais com doença submetidos a tratamento com 100 µg mL −1 do antibiótico ampicilina (amp), que impede a formação da parede bacteriana.

4

Corais com doença submetidos a tratamento com 100 µg mL −1 do antibiótico metronidazol (met), que intervém na desativação de enzimas necessárias à respiração anaeróbia.

5

Corais com doença submetidos a tratamento com 100 µg mL −1 do antibiótico paromomicina (para), inibidor da síntese proteica.

Os resultados estão expressos na Figura 3, onde a progressão da doença está evidenciada pela extensão da mancha branca, e no Gráfico I, que apresenta a quantidade total de bactérias (nocivas e não nocivas) detetadas nos cinco grupos de corais, no final da experiência.

17. A testagem dos antibióticos nos corais saudáveis, antes da realização do estudo, teve como objetivo

()

Grupo I - 2 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

O Banco de Gorringe (BG) é uma montanha submarina, localizada a SO do Cabo de S. Vicente, que se eleva desde os 5000 metros de profundidade até próximo da superfície do mar.

Na zona existe um sistema de falhas ativas – composto pela falha do Banco de Gorringe, pela falha Marquês de Pombal e pela falha da Ferradura, entre outras – relacionado com a deformação resultante do movimento das placas Africana e Eurasiática, no Cenozoico, durante o Miocénico (23 a 5 milhões de anos – Ma). Na Figura 1A está representado um mapa simplificado da região, e na Figura 1B está representado o corte geológico (AB) assinalado no mapa.

Litologicamente, o Banco de Gorringe é constituído por peridotitos serpentinizados, pois os minerais máficos dos peridotitos deram origem a minerais como a serpentina e o talco por um processo complexo – serpentinização – que envolve a ação de fluidos hidrotermais. Ocorrem também basaltos, formados há cerca de 148 Ma, arenitos e calcários com fósseis de foraminíferos (seres eucariontes, unicelulares, com concha), datados do Mesozoico. Todas estas formações geológicas estão cobertas por sedimentos não consolidados, depositados desde o Miocénico até à atualidade.

Dados radiométricos indicam que a crosta que constitui o Banco de Gorringe se terá formado durante as primeiras etapas da abertura do Atlântico Norte. Outros dados de investigação, como a deformação de sedimentos recentes e a sismicidade de elevada magnitude ocorrida a SO do Cabo de S. Vicente – sismos de 1755 e de 1969, entre outros –, sugerem que esteja em formação uma zona de subdução, numa fase ainda incipiente, na margem sudoeste ibérica.

Baseado em: J. Duarte et al., «Are subduction zones invading the Atlantic? Evidence from the southwest Iberia margin», in Geology, 2013; e em: J. Girardeau et al., «Preliminary results of Nautile dives on the Gorringe Bank (West Portugal)», Earth & Planetary Sciences, 1998.

2. No Banco de Gorringe, existem lavas basálticas em almofada. A consolidação destas lavas ocorreu

Grupo I · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

Os recifes de corais têm vindo a declinar nas últimas décadas, devido a impactos ambientais locais e regionais. A doença da banda branca – WBD ( white band disease) – tem contribuído para a redução dramática das populações de Acropora cervicornis e de Acropora palmata desde 1970, estando estas duas espécies de corais na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza.

Os corais estabelecem relações simbióticas com algas e com bactérias. No entanto, estudos recentes indicam que a doença pode ser causada por algumas bactérias. Para testar esta hipótese, foi efetuado em A. cervicornis o estudo experimental seguinte:

Colocaram-se «ramos» de corais saudáveis (ND) e «ramos» de corais com doença (WBD) em cinco aquários, contendo igual volume de água do mar extraída do local de proveniência desses corais.

Mantiveram-se os corais nos aquários por um período de 24 horas antes do início da experiência, para aclimatação e para posterior monitorização da progressão das lesões.

Adicionaram-se a três dos aquários três antibióticos diferentes, a cada 12 horas, em dosagens iguais.

Os três antibióticos utilizados foram previamente testados em bactérias e em corais saudáveis, administrando-se uma dosagem já estabelecida.

Fizeram-se avaliações do efeito da aplicação dos antibióticos 2 vezes por dia, às 10 horas e às 16 horas, durante os 6 dias da experiência.

O Quadro I apresenta as condições experimentais existentes em cada aquário.

Quadro I

Aquário

Condições existentes em cada aquário

1

Corais saudáveis (ND) sem adição de antibiótico.

2

Corais com doença (WBD) sem adição de antibiótico.

3

Corais com doença submetidos a tratamento com 100 µg mL −1 do antibiótico ampicilina (amp), que impede a formação da parede bacteriana.

4

Corais com doença submetidos a tratamento com 100 µg mL −1 do antibiótico metronidazol (met), que intervém na desativação de enzimas necessárias à respiração anaeróbia.

5

Corais com doença submetidos a tratamento com 100 µg mL −1 do antibiótico paromomicina (para), inibidor da síntese proteica.

Os resultados estão expressos na Figura 3, onde a progressão da doença está evidenciada pela extensão da mancha branca, e no Gráfico I, que apresenta a quantidade total de bactérias (nocivas e não nocivas) detetadas nos cinco grupos de corais, no final da experiência.

18. Os dispositivos de controlo foram os aquários

()

19. Uma variável dependente neste estudo foi

()

20. Justifique, com base nos resultados do estudo, a vantagem da utilização do antibiótico ampicilina (amp) em vez do antibiótico paromomicina (para) no tratamento da WBD.

Na sua resposta, deverá utilizar os dados da Figura 3 e os dados do Gráfico I.

Grupo II - 1 · Investigação científica: variáveis e resultados

GRUPO II

Numa aula de Biologia e Geologia, realizou-se uma atividade com o objetivo de compreender os fenómenos de transporte através das membranas.

1.ª fase da experiência:

Colocaram-se três ovos, durante três dias, em solução de vinagre (ácido acético).

Retiraram-se os ovos da solução de vinagre, limparam-se e pesaram-se.

2.ª fase da experiência:

Colocou-se cada um dos ovos num gobelé (1, 2 e 3), durante 60 minutos, nas condições seguintes:

Gobelé 1 – com 100 mL de água destilada;

Gobelé 2 – com 100 mL de solução de azul de metileno (corante);

Gobelé 3 – com 100 mL de solução de sacarose a 30% (m/V) – concentração superior à do meio intracelular.

Ao fim dos 60 minutos, retiraram-se os ovos dos gobelés, limparam-se e pesaram-se.

3.ª fase da experiência:

Colocou-se o ovo do gobelé 1, durante mais 60 minutos, noutro gobelé (4), com 100 mL de solução de sacarose a 30% (m/V).

Colocaram-se os ovos dos gobelés 2 e 3, respetivamente, nos gobelés 5 e 6, cada um com 100 mL de água destilada, durante 60 minutos.

Pesaram-se os ovos colocados nos gobelés 4, 5 e 6.

Nota – A casca do ovo é constituída por carbonato de cálcio.

1. O objetivo da utilização do vinagre na experiência foi

()

Grupo II - 2 · Biomoléculas, célula e transporte membranar

GRUPO II

Numa aula de Biologia e Geologia, realizou-se uma atividade com o objetivo de compreender os fenómenos de transporte através das membranas.

1.ª fase da experiência:

Colocaram-se três ovos, durante três dias, em solução de vinagre (ácido acético).

Retiraram-se os ovos da solução de vinagre, limparam-se e pesaram-se.

2.ª fase da experiência:

Colocou-se cada um dos ovos num gobelé (1, 2 e 3), durante 60 minutos, nas condições seguintes:

Gobelé 1 – com 100 mL de água destilada;

Gobelé 2 – com 100 mL de solução de azul de metileno (corante);

Gobelé 3 – com 100 mL de solução de sacarose a 30% (m/V) – concentração superior à do meio intracelular.

Ao fim dos 60 minutos, retiraram-se os ovos dos gobelés, limparam-se e pesaram-se.

3.ª fase da experiência:

Colocou-se o ovo do gobelé 1, durante mais 60 minutos, noutro gobelé (4), com 100 mL de solução de sacarose a 30% (m/V).

Colocaram-se os ovos dos gobelés 2 e 3, respetivamente, nos gobelés 5 e 6, cada um com 100 mL de água destilada, durante 60 minutos.

Pesaram-se os ovos colocados nos gobelés 4, 5 e 6.

Nota – A casca do ovo é constituída por carbonato de cálcio.

2. Na terceira fase da experiência, quando se colocou o ovo do gobelé 2 em água destilada, a água

()

Grupo II - 3 · Biomoléculas, célula e transporte membranar

GRUPO II

Numa aula de Biologia e Geologia, realizou-se uma atividade com o objetivo de compreender os fenómenos de transporte através das membranas.

1.ª fase da experiência:

Colocaram-se três ovos, durante três dias, em solução de vinagre (ácido acético).

Retiraram-se os ovos da solução de vinagre, limparam-se e pesaram-se.

2.ª fase da experiência:

Colocou-se cada um dos ovos num gobelé (1, 2 e 3), durante 60 minutos, nas condições seguintes:

Gobelé 1 – com 100 mL de água destilada;

Gobelé 2 – com 100 mL de solução de azul de metileno (corante);

Gobelé 3 – com 100 mL de solução de sacarose a 30% (m/V) – concentração superior à do meio intracelular.

Ao fim dos 60 minutos, retiraram-se os ovos dos gobelés, limparam-se e pesaram-se.

3.ª fase da experiência:

Colocou-se o ovo do gobelé 1, durante mais 60 minutos, noutro gobelé (4), com 100 mL de solução de sacarose a 30% (m/V).

Colocaram-se os ovos dos gobelés 2 e 3, respetivamente, nos gobelés 5 e 6, cada um com 100 mL de água destilada, durante 60 minutos.

Pesaram-se os ovos colocados nos gobelés 4, 5 e 6.

Nota – A casca do ovo é constituída por carbonato de cálcio.

3. Preveja e explique a variação da massa do ovo, inicialmente colocado no gobelé 1, durante as 2.ª e 3.ª fases da experiência.

Grupo III - 1 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO III

A serra de S. Mamede, localizada na região de Portalegre, é o principal conjunto montanhoso do Alto Alentejo, elevando-se até à altitude de 1025 metros.

Esta serra resultou de um conjunto de processos de deformação e de erosão, que conduziram ao aparecimento de cristas quartzíticas que se destacam na área envolvente e se estendem na direção NO-SE, desde Castelo de Vide até à fronteira com Espanha, atingindo cerca de 40 quilómetros de comprimento. Nos quartzitos, foram identificadas pistas de locomoção de trilobites. Entre as cristas quartzíticas afloram xistos do Silúrico e do Devónico.

A crista quartzítica de Marvão está incluída no Inventário de Geossítios de relevância nacional.

A Figura 4 representa esquematicamente um corte geológico de direção SO-NE na região de Marvão.

1. O corte da serra de S. Mamede, representado na Figura 4, apresenta uma estrutura que, de acordo com a forma e com a idade relativa dos estratos, pode ser classificada como

Grupo III · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO III

A serra de S. Mamede, localizada na região de Portalegre, é o principal conjunto montanhoso do Alto Alentejo, elevando-se até à altitude de 1025 metros.

Esta serra resultou de um conjunto de processos de deformação e de erosão, que conduziram ao aparecimento de cristas quartzíticas que se destacam na área envolvente e se estendem na direção NO-SE, desde Castelo de Vide até à fronteira com Espanha, atingindo cerca de 40 quilómetros de comprimento. Nos quartzitos, foram identificadas pistas de locomoção de trilobites. Entre as cristas quartzíticas afloram xistos do Silúrico e do Devónico.

A crista quartzítica de Marvão está incluída no Inventário de Geossítios de relevância nacional.

A Figura 4 representa esquematicamente um corte geológico de direção SO-NE na região de Marvão.

2.

Os quartzitos que deram origem às cristas na serra de S. Mamede são rochas com textura

()

3.

Os granitos são rochas formadas

()

Grupo III - 4 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO III

A serra de S. Mamede, localizada na região de Portalegre, é o principal conjunto montanhoso do Alto Alentejo, elevando-se até à altitude de 1025 metros.

Esta serra resultou de um conjunto de processos de deformação e de erosão, que conduziram ao aparecimento de cristas quartzíticas que se destacam na área envolvente e se estendem na direção NO-SE, desde Castelo de Vide até à fronteira com Espanha, atingindo cerca de 40 quilómetros de comprimento. Nos quartzitos, foram identificadas pistas de locomoção de trilobites. Entre as cristas quartzíticas afloram xistos do Silúrico e do Devónico.

A crista quartzítica de Marvão está incluída no Inventário de Geossítios de relevância nacional.

A Figura 4 representa esquematicamente um corte geológico de direção SO-NE na região de Marvão.

Selecione, de entre as afirmações relativas às rochas e aos fósseis identificados na região da serra de S. Mamede, as duas afirmações corretas.

Transcreva para a folha de respostas os números selecionados.

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Grupo III · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO III

A serra de S. Mamede, localizada na região de Portalegre, é o principal conjunto montanhoso do Alto Alentejo, elevando-se até à altitude de 1025 metros.

Esta serra resultou de um conjunto de processos de deformação e de erosão, que conduziram ao aparecimento de cristas quartzíticas que se destacam na área envolvente e se estendem na direção NO-SE, desde Castelo de Vide até à fronteira com Espanha, atingindo cerca de 40 quilómetros de comprimento. Nos quartzitos, foram identificadas pistas de locomoção de trilobites. Entre as cristas quartzíticas afloram xistos do Silúrico e do Devónico.

A crista quartzítica de Marvão está incluída no Inventário de Geossítios de relevância nacional.

A Figura 4 representa esquematicamente um corte geológico de direção SO-NE na região de Marvão.

5.

Associe aos tipos de metamorfismo, apresentados na Coluna I, as características da Coluna II que lhes correspondem.

Cada um dos números deve ser associado apenas a uma letra, e todos os números devem ser utilizados.

Coluna II · Coluna I

()

6.

Explique a formação das cristas quartzíticas da serra de S. Mamede, considerando a evolução geodinâmica da região e a litologia daqueles relevos.

Na sua resposta, deve fazer referência à génese dos quartzitos.

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