Exame Nacional Biologia e Geologia 2025 · 1.ª fase

Exame Nacional de Biologia e Geologia 2025, 1.ª fase: 21 exercícios com resolução. Temas: Tectónica de placas e deformação das rochas. Com correção imediata.

Temas do exame: Tectónica de placas e deformação das rochas · Sismologia e estrutura interna da Terra · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica · Recursos geológicos, aquíferos e riscos · Biomoléculas, célula e transporte membranar · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração · Digestão, transporte e trocas gasosas · DNA, síntese proteica e mitose · Reprodução, meiose e ciclos de vida · Biodiversidade, evolução e sistemática · Investigação científica: variáveis e resultados

Grupo I - 1 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO I

Texto 1

Na sequência da fragmentação da Pangeia, formou-se uma bacia de sedimentação na margem ocidental ibérica, a Bacia Lusitaniana, onde, posteriormente, há cerca de 96 milhões de anos (Ma), se desenvolveram zonas recifais.

Há cerca de 100 Ma, a região que hoje corresponde à Península Ibérica estava localizada mais perto do equador. Nesse contexto, começou a desenvolver-se uma plataforma carbonatada marinha. Os carbonatos depositaram-se sobre sedimentos detríticos de granulometria média e grosseira, de origem fluvial. A plataforma carbonatada foi afetada por movimentos tectónicos que levantaram algumas zonas da bacia de sedimentação, o que favoreceu a instalação de recifes de rudistas. Os rudistas, moluscos bivalves de vida fixa que se extinguiram no final do Mesozoico, foram os principais bioconstrutores destes recifes. Alimentavam-se de micro-organismos, sobretudo de fitoplâncton e de diminutas partículas orgânicas existentes em suspensão na água.

Há cerca de 94 Ma, ocorreu nesta região uma alteração do nível médio do mar e, consequentemente, o topo das rochas carbonatadas ficou sujeito à ação da água das chuvas.

Posteriormente, há cerca de 70 Ma, ocorreu uma importante atividade magmática, dando origem ao Complexo Vulcânico de Lisboa-Mafra, que cobriu a superfície de carsificação. Este complexo é constituído essencialmente por escoadas de lavas basálticas, nas quais se encontram intercalados piroclastos e paleossolos.

Atualmente, as rochas formadas na plataforma carbonatada, contendo fósseis de rudistas – calcário Lioz –, afloram na região de Lisboa-Cascais-Sintra e são utilizadas como rochas ornamentais.

A Figura 1 mostra a localização da zona recifal no contexto paleogeográfico de há cerca de 96 Ma (Cretácico Superior – 101 a 66 Ma). Na figura, estão também representadas a linha de costa atual e algumas localidades.

1. De acordo com as informações do Texto 1, a formação da Bacia Lusitaniana ocorreu, genericamente, em regime

Grupo I - 2 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

Na sequência da fragmentação da Pangeia, formou-se uma bacia de sedimentação na margem ocidental ibérica, a Bacia Lusitaniana, onde, posteriormente, há cerca de 96 milhões de anos (Ma), se desenvolveram zonas recifais.

Há cerca de 100 Ma, a região que hoje corresponde à Península Ibérica estava localizada mais perto do equador. Nesse contexto, começou a desenvolver-se uma plataforma carbonatada marinha. Os carbonatos depositaram-se sobre sedimentos detríticos de granulometria média e grosseira, de origem fluvial. A plataforma carbonatada foi afetada por movimentos tectónicos que levantaram algumas zonas da bacia de sedimentação, o que favoreceu a instalação de recifes de rudistas. Os rudistas, moluscos bivalves de vida fixa que se extinguiram no final do Mesozoico, foram os principais bioconstrutores destes recifes. Alimentavam-se de micro-organismos, sobretudo de fitoplâncton e de diminutas partículas orgânicas existentes em suspensão na água.

Há cerca de 94 Ma, ocorreu nesta região uma alteração do nível médio do mar e, consequentemente, o topo das rochas carbonatadas ficou sujeito à ação da água das chuvas.

Posteriormente, há cerca de 70 Ma, ocorreu uma importante atividade magmática, dando origem ao Complexo Vulcânico de Lisboa-Mafra, que cobriu a superfície de carsificação. Este complexo é constituído essencialmente por escoadas de lavas basálticas, nas quais se encontram intercalados piroclastos e paleossolos.

Atualmente, as rochas formadas na plataforma carbonatada, contendo fósseis de rudistas – calcário Lioz –, afloram na região de Lisboa-Cascais-Sintra e são utilizadas como rochas ornamentais.

A Figura 1 mostra a localização da zona recifal no contexto paleogeográfico de há cerca de 96 Ma (Cretácico Superior – 101 a 66 Ma). Na figura, estão também representadas a linha de costa atual e algumas localidades.

2. De acordo com as informações do Texto 1, o desenvolvimento da plataforma carbonatada deveu-se essencialmente à

Grupo I - 3 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

Na sequência da fragmentação da Pangeia, formou-se uma bacia de sedimentação na margem ocidental ibérica, a Bacia Lusitaniana, onde, posteriormente, há cerca de 96 milhões de anos (Ma), se desenvolveram zonas recifais.

Há cerca de 100 Ma, a região que hoje corresponde à Península Ibérica estava localizada mais perto do equador. Nesse contexto, começou a desenvolver-se uma plataforma carbonatada marinha. Os carbonatos depositaram-se sobre sedimentos detríticos de granulometria média e grosseira, de origem fluvial. A plataforma carbonatada foi afetada por movimentos tectónicos que levantaram algumas zonas da bacia de sedimentação, o que favoreceu a instalação de recifes de rudistas. Os rudistas, moluscos bivalves de vida fixa que se extinguiram no final do Mesozoico, foram os principais bioconstrutores destes recifes. Alimentavam-se de micro-organismos, sobretudo de fitoplâncton e de diminutas partículas orgânicas existentes em suspensão na água.

Há cerca de 94 Ma, ocorreu nesta região uma alteração do nível médio do mar e, consequentemente, o topo das rochas carbonatadas ficou sujeito à ação da água das chuvas.

Posteriormente, há cerca de 70 Ma, ocorreu uma importante atividade magmática, dando origem ao Complexo Vulcânico de Lisboa-Mafra, que cobriu a superfície de carsificação. Este complexo é constituído essencialmente por escoadas de lavas basálticas, nas quais se encontram intercalados piroclastos e paleossolos.

Atualmente, as rochas formadas na plataforma carbonatada, contendo fósseis de rudistas – calcário Lioz –, afloram na região de Lisboa-Cascais-Sintra e são utilizadas como rochas ornamentais.

A Figura 1 mostra a localização da zona recifal no contexto paleogeográfico de há cerca de 96 Ma (Cretácico Superior – 101 a 66 Ma). Na figura, estão também representadas a linha de costa atual e algumas localidades.

3. Identifique, de entre as afirmações relacionadas com a evolução da bacia de sedimentação, as três afirmações corretas, considerando as informações do Texto 1 e da Figura 1.

Escreva, na folha de respostas, os números selecionados.

Grupo I - 4 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

Na sequência da fragmentação da Pangeia, formou-se uma bacia de sedimentação na margem ocidental ibérica, a Bacia Lusitaniana, onde, posteriormente, há cerca de 96 milhões de anos (Ma), se desenvolveram zonas recifais.

Há cerca de 100 Ma, a região que hoje corresponde à Península Ibérica estava localizada mais perto do equador. Nesse contexto, começou a desenvolver-se uma plataforma carbonatada marinha. Os carbonatos depositaram-se sobre sedimentos detríticos de granulometria média e grosseira, de origem fluvial. A plataforma carbonatada foi afetada por movimentos tectónicos que levantaram algumas zonas da bacia de sedimentação, o que favoreceu a instalação de recifes de rudistas. Os rudistas, moluscos bivalves de vida fixa que se extinguiram no final do Mesozoico, foram os principais bioconstrutores destes recifes. Alimentavam-se de micro-organismos, sobretudo de fitoplâncton e de diminutas partículas orgânicas existentes em suspensão na água.

Há cerca de 94 Ma, ocorreu nesta região uma alteração do nível médio do mar e, consequentemente, o topo das rochas carbonatadas ficou sujeito à ação da água das chuvas.

Posteriormente, há cerca de 70 Ma, ocorreu uma importante atividade magmática, dando origem ao Complexo Vulcânico de Lisboa-Mafra, que cobriu a superfície de carsificação. Este complexo é constituído essencialmente por escoadas de lavas basálticas, nas quais se encontram intercalados piroclastos e paleossolos.

Atualmente, as rochas formadas na plataforma carbonatada, contendo fósseis de rudistas – calcário Lioz –, afloram na região de Lisboa-Cascais-Sintra e são utilizadas como rochas ornamentais.

A Figura 1 mostra a localização da zona recifal no contexto paleogeográfico de há cerca de 96 Ma (Cretácico Superior – 101 a 66 Ma). Na figura, estão também representadas a linha de costa atual e algumas localidades.

4. Ordene, de acordo com a informação do Texto 1, as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência de acontecimentos que ocorreram na região representada no mapa da Figura 1.

Escreva, na folha de respostas, a sequência correta das letras.

A. Descida do nível do mar na região.

B. Início da sedimentação na Bacia Lusitaniana.

C. Instalação de uma plataforma carbonatada no Cretácico Superior.

D. Instalação do Complexo Vulcânico de Lisboa-Mafra.

E. Exploração do calcário Lioz.

Grupo I - 5 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

Na sequência da fragmentação da Pangeia, formou-se uma bacia de sedimentação na margem ocidental ibérica, a Bacia Lusitaniana, onde, posteriormente, há cerca de 96 milhões de anos (Ma), se desenvolveram zonas recifais.

Há cerca de 100 Ma, a região que hoje corresponde à Península Ibérica estava localizada mais perto do equador. Nesse contexto, começou a desenvolver-se uma plataforma carbonatada marinha. Os carbonatos depositaram-se sobre sedimentos detríticos de granulometria média e grosseira, de origem fluvial. A plataforma carbonatada foi afetada por movimentos tectónicos que levantaram algumas zonas da bacia de sedimentação, o que favoreceu a instalação de recifes de rudistas. Os rudistas, moluscos bivalves de vida fixa que se extinguiram no final do Mesozoico, foram os principais bioconstrutores destes recifes. Alimentavam-se de micro-organismos, sobretudo de fitoplâncton e de diminutas partículas orgânicas existentes em suspensão na água.

Há cerca de 94 Ma, ocorreu nesta região uma alteração do nível médio do mar e, consequentemente, o topo das rochas carbonatadas ficou sujeito à ação da água das chuvas.

Posteriormente, há cerca de 70 Ma, ocorreu uma importante atividade magmática, dando origem ao Complexo Vulcânico de Lisboa-Mafra, que cobriu a superfície de carsificação. Este complexo é constituído essencialmente por escoadas de lavas basálticas, nas quais se encontram intercalados piroclastos e paleossolos.

Atualmente, as rochas formadas na plataforma carbonatada, contendo fósseis de rudistas – calcário Lioz –, afloram na região de Lisboa-Cascais-Sintra e são utilizadas como rochas ornamentais.

A Figura 1 mostra a localização da zona recifal no contexto paleogeográfico de há cerca de 96 Ma (Cretácico Superior – 101 a 66 Ma). Na figura, estão também representadas a linha de costa atual e algumas localidades.

5. De acordo com as informações do Texto 1, a atividade vulcânica que originou o Complexo Vulcânico de Lisboa-Mafra caracterizou-se por

()

Grupo I - 6 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

Na sequência da fragmentação da Pangeia, formou-se uma bacia de sedimentação na margem ocidental ibérica, a Bacia Lusitaniana, onde, posteriormente, há cerca de 96 milhões de anos (Ma), se desenvolveram zonas recifais.

Há cerca de 100 Ma, a região que hoje corresponde à Península Ibérica estava localizada mais perto do equador. Nesse contexto, começou a desenvolver-se uma plataforma carbonatada marinha. Os carbonatos depositaram-se sobre sedimentos detríticos de granulometria média e grosseira, de origem fluvial. A plataforma carbonatada foi afetada por movimentos tectónicos que levantaram algumas zonas da bacia de sedimentação, o que favoreceu a instalação de recifes de rudistas. Os rudistas, moluscos bivalves de vida fixa que se extinguiram no final do Mesozoico, foram os principais bioconstrutores destes recifes. Alimentavam-se de micro-organismos, sobretudo de fitoplâncton e de diminutas partículas orgânicas existentes em suspensão na água.

Há cerca de 94 Ma, ocorreu nesta região uma alteração do nível médio do mar e, consequentemente, o topo das rochas carbonatadas ficou sujeito à ação da água das chuvas.

Posteriormente, há cerca de 70 Ma, ocorreu uma importante atividade magmática, dando origem ao Complexo Vulcânico de Lisboa-Mafra, que cobriu a superfície de carsificação. Este complexo é constituído essencialmente por escoadas de lavas basálticas, nas quais se encontram intercalados piroclastos e paleossolos.

Atualmente, as rochas formadas na plataforma carbonatada, contendo fósseis de rudistas – calcário Lioz –, afloram na região de Lisboa-Cascais-Sintra e são utilizadas como rochas ornamentais.

A Figura 1 mostra a localização da zona recifal no contexto paleogeográfico de há cerca de 96 Ma (Cretácico Superior – 101 a 66 Ma). Na figura, estão também representadas a linha de costa atual e algumas localidades.

6. Quanto às suas características físicas e químicas, o magma que deu origem ao basalto do Complexo Vulcânico de Lisboa-Mafra, por comparação com um magma que dá origem a um riólito, tinha

()

Grupo I - 7 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos

GRUPO I

Texto 1

Na sequência da fragmentação da Pangeia, formou-se uma bacia de sedimentação na margem ocidental ibérica, a Bacia Lusitaniana, onde, posteriormente, há cerca de 96 milhões de anos (Ma), se desenvolveram zonas recifais.

Há cerca de 100 Ma, a região que hoje corresponde à Península Ibérica estava localizada mais perto do equador. Nesse contexto, começou a desenvolver-se uma plataforma carbonatada marinha. Os carbonatos depositaram-se sobre sedimentos detríticos de granulometria média e grosseira, de origem fluvial. A plataforma carbonatada foi afetada por movimentos tectónicos que levantaram algumas zonas da bacia de sedimentação, o que favoreceu a instalação de recifes de rudistas. Os rudistas, moluscos bivalves de vida fixa que se extinguiram no final do Mesozoico, foram os principais bioconstrutores destes recifes. Alimentavam-se de micro-organismos, sobretudo de fitoplâncton e de diminutas partículas orgânicas existentes em suspensão na água.

Há cerca de 94 Ma, ocorreu nesta região uma alteração do nível médio do mar e, consequentemente, o topo das rochas carbonatadas ficou sujeito à ação da água das chuvas.

Posteriormente, há cerca de 70 Ma, ocorreu uma importante atividade magmática, dando origem ao Complexo Vulcânico de Lisboa-Mafra, que cobriu a superfície de carsificação. Este complexo é constituído essencialmente por escoadas de lavas basálticas, nas quais se encontram intercalados piroclastos e paleossolos.

Atualmente, as rochas formadas na plataforma carbonatada, contendo fósseis de rudistas – calcário Lioz –, afloram na região de Lisboa-Cascais-Sintra e são utilizadas como rochas ornamentais.

A Figura 1 mostra a localização da zona recifal no contexto paleogeográfico de há cerca de 96 Ma (Cretácico Superior – 101 a 66 Ma). Na figura, estão também representadas a linha de costa atual e algumas localidades.

7. O calcário Lioz é considerado Rocha Património Mundial. Esta rocha é um recurso geológico

()

Grupo I - 8 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

Na sequência da fragmentação da Pangeia, formou-se uma bacia de sedimentação na margem ocidental ibérica, a Bacia Lusitaniana, onde, posteriormente, há cerca de 96 milhões de anos (Ma), se desenvolveram zonas recifais.

Há cerca de 100 Ma, a região que hoje corresponde à Península Ibérica estava localizada mais perto do equador. Nesse contexto, começou a desenvolver-se uma plataforma carbonatada marinha. Os carbonatos depositaram-se sobre sedimentos detríticos de granulometria média e grosseira, de origem fluvial. A plataforma carbonatada foi afetada por movimentos tectónicos que levantaram algumas zonas da bacia de sedimentação, o que favoreceu a instalação de recifes de rudistas. Os rudistas, moluscos bivalves de vida fixa que se extinguiram no final do Mesozoico, foram os principais bioconstrutores destes recifes. Alimentavam-se de micro-organismos, sobretudo de fitoplâncton e de diminutas partículas orgânicas existentes em suspensão na água.

Há cerca de 94 Ma, ocorreu nesta região uma alteração do nível médio do mar e, consequentemente, o topo das rochas carbonatadas ficou sujeito à ação da água das chuvas.

Posteriormente, há cerca de 70 Ma, ocorreu uma importante atividade magmática, dando origem ao Complexo Vulcânico de Lisboa-Mafra, que cobriu a superfície de carsificação. Este complexo é constituído essencialmente por escoadas de lavas basálticas, nas quais se encontram intercalados piroclastos e paleossolos.

Atualmente, as rochas formadas na plataforma carbonatada, contendo fósseis de rudistas – calcário Lioz –, afloram na região de Lisboa-Cascais-Sintra e são utilizadas como rochas ornamentais.

A Figura 1 mostra a localização da zona recifal no contexto paleogeográfico de há cerca de 96 Ma (Cretácico Superior – 101 a 66 Ma). Na figura, estão também representadas a linha de costa atual e algumas localidades.

8. Associe cada um dos processos de formação de diferentes rochas, descritos na Coluna I, à respetiva rocha, que consta na Coluna II.

A cada letra corresponde apenas um número.

Escreva, na folha de respostas, cada uma das letras, seguida do número correspondente.

COLUNA I

COLUNA II

(a) Rocha que resulta da recristalização de minerais preexistentes.

()

(b) Rocha plutónica que resulta da solidificação de um magma rico em sílica.

(c) Rocha que resulta da precipitação de sulfato de cálcio.

Grupo I - 9 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

Na sequência da fragmentação da Pangeia, formou-se uma bacia de sedimentação na margem ocidental ibérica, a Bacia Lusitaniana, onde, posteriormente, há cerca de 96 milhões de anos (Ma), se desenvolveram zonas recifais.

Há cerca de 100 Ma, a região que hoje corresponde à Península Ibérica estava localizada mais perto do equador. Nesse contexto, começou a desenvolver-se uma plataforma carbonatada marinha. Os carbonatos depositaram-se sobre sedimentos detríticos de granulometria média e grosseira, de origem fluvial. A plataforma carbonatada foi afetada por movimentos tectónicos que levantaram algumas zonas da bacia de sedimentação, o que favoreceu a instalação de recifes de rudistas. Os rudistas, moluscos bivalves de vida fixa que se extinguiram no final do Mesozoico, foram os principais bioconstrutores destes recifes. Alimentavam-se de micro-organismos, sobretudo de fitoplâncton e de diminutas partículas orgânicas existentes em suspensão na água.

Há cerca de 94 Ma, ocorreu nesta região uma alteração do nível médio do mar e, consequentemente, o topo das rochas carbonatadas ficou sujeito à ação da água das chuvas.

Posteriormente, há cerca de 70 Ma, ocorreu uma importante atividade magmática, dando origem ao Complexo Vulcânico de Lisboa-Mafra, que cobriu a superfície de carsificação. Este complexo é constituído essencialmente por escoadas de lavas basálticas, nas quais se encontram intercalados piroclastos e paleossolos.

Atualmente, as rochas formadas na plataforma carbonatada, contendo fósseis de rudistas – calcário Lioz –, afloram na região de Lisboa-Cascais-Sintra e são utilizadas como rochas ornamentais.

A Figura 1 mostra a localização da zona recifal no contexto paleogeográfico de há cerca de 96 Ma (Cretácico Superior – 101 a 66 Ma). Na figura, estão também representadas a linha de costa atual e algumas localidades.

9. Explique de que modo a localização geográfica da Bacia Lusitaniana e os movimentos tectónicos no interior desta bacia permitiram o desenvolvimento de zonas de recife, durante o Cretácico Superior.

Na sua resposta, faça referência às condições de temperatura da água e de profundidade do mar que favoreceram o desenvolvimento dos rudistas.

Grupo I - 10 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

No Algarve, a linha de costa que existia há cerca de 20-25 mil anos, durante a última glaciação, está atualmente submersa, desenvolvendo-se nesse local um recife rochoso costeiro. Este recife foi classificado, em janeiro de 2024, como Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado (PNMRA-PV).

Vários estudos científicos identificaram esta zona como uma das áreas com maior diversidade biológica da região, onde é possível observar muitas espécies com interesse comercial e outras sujeitas a medidas de proteção. Este parque natural alberga espécies únicas, algumas delas novas para a Ciência, e funciona como maternidade e porto de abrigo para muitos outros seres vivos. De entre os valores naturais que se pretende preservar neste ecossistema, destacam-se espécies como o mero ( Epinephelus marginatus) e habitats prioritários, como as pradarias de ervas-marinhas, os bancos de Maerl (aglomerados de algas calcárias) e os jardins de gorgónias (corais em forma de leque).

O Recife do Algarve, localizado a baixa profundidade, está sujeito a uma elevada pressão humana, relacionada com a pesca e com o turismo.

Neste parque natural, foram definidas zonas com diferentes níveis de proteção. Este zonamento resultou de um processo participativo, que envolveu a comunidade local, dinamizado pela Fundação Oceano Azul. Neste processo, foram considerados os estudos disponíveis sobre os valores naturais e sobre a utilização humana do espaço, efetuados pelo Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, as regras internacionais de implementação de Áreas Marinhas Protegidas e os interesses dos agentes económicos.

A Figura 2 representa a localização do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, algumas espécies de peixes com interesse económico e ecológico, e a delimitação das zonas de proteção, considerando as atividades humanas que nelas são permitidas ou proibidas.

Baseado em: «Pedido de Criação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, AMPIC – Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário», Fundação Oceano Azul, 2021; e em: www.nationalgeographic.pt/meio-ambiente/recife-pedra-do-valado-um-tesouro-submarino-no-algarve_2692 (consultado em outubro de 2024).

10. Identifique, de entre as afirmações seguintes, as três afirmações relativas a medidas de conservação da biodiversidade que se aplicam no Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado e que podem ser comprovadas pela análise do Texto 2 e da Figura 2.

Escreva, na folha de respostas, os números selecionados.

.

Grupo I - 11 · Digestão, transporte e trocas gasosas

Texto 2

No Algarve, a linha de costa que existia há cerca de 20-25 mil anos, durante a última glaciação, está atualmente submersa, desenvolvendo-se nesse local um recife rochoso costeiro. Este recife foi classificado, em janeiro de 2024, como Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado (PNMRA-PV).

Vários estudos científicos identificaram esta zona como uma das áreas com maior diversidade biológica da região, onde é possível observar muitas espécies com interesse comercial e outras sujeitas a medidas de proteção. Este parque natural alberga espécies únicas, algumas delas novas para a Ciência, e funciona como maternidade e porto de abrigo para muitos outros seres vivos. De entre os valores naturais que se pretende preservar neste ecossistema, destacam-se espécies como o mero ( Epinephelus marginatus) e habitats prioritários, como as pradarias de ervas-marinhas, os bancos de Maerl (aglomerados de algas calcárias) e os jardins de gorgónias (corais em forma de leque).

O Recife do Algarve, localizado a baixa profundidade, está sujeito a uma elevada pressão humana, relacionada com a pesca e com o turismo.

Neste parque natural, foram definidas zonas com diferentes níveis de proteção. Este zonamento resultou de um processo participativo, que envolveu a comunidade local, dinamizado pela Fundação Oceano Azul. Neste processo, foram considerados os estudos disponíveis sobre os valores naturais e sobre a utilização humana do espaço, efetuados pelo Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, as regras internacionais de implementação de Áreas Marinhas Protegidas e os interesses dos agentes económicos.

A Figura 2 representa a localização do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, algumas espécies de peixes com interesse económico e ecológico, e a delimitação das zonas de proteção, considerando as atividades humanas que nelas são permitidas ou proibidas.

Baseado em: «Pedido de Criação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, AMPIC – Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário», Fundação Oceano Azul, 2021; e em: www.nationalgeographic.pt/meio-ambiente/recife-pedra-do-valado-um-tesouro-submarino-no-algarve_2692 (consultado em outubro de 2024).

11. Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada a cada espaço.

Escreva, na folha de respostas, cada uma das letras, seguida do número que corresponde à opção selecionada.

No PテレMRA-PV, encontram-se jardins de gorgónias. Estes animais possuem cavidade gastrovascular, realizam digestão

a)

,

e as suas células apresentam

b)

.

Neste parque, também se pode observar o mero, que apresenta uma circulação

c)

e realiza hematose

d)

.

a)

b)

c)

d)

1. exclusivamente intracelular

1. parede celular

1. dupla e completa

1. branquial

2. extracelular e intracelular

2. retículo endoplasmático

2. dupla e incompleta

2. cutânea

3. exclusivamente extracelular

3. nucleoide

3. simples

3. pulmonar

Grupo I · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

No Algarve, a linha de costa que existia há cerca de 20-25 mil anos, durante a última glaciação, está atualmente submersa, desenvolvendo-se nesse local um recife rochoso costeiro. Este recife foi classificado, em janeiro de 2024, como Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado (PNMRA-PV).

Vários estudos científicos identificaram esta zona como uma das áreas com maior diversidade biológica da região, onde é possível observar muitas espécies com interesse comercial e outras sujeitas a medidas de proteção. Este parque natural alberga espécies únicas, algumas delas novas para a Ciência, e funciona como maternidade e porto de abrigo para muitos outros seres vivos. De entre os valores naturais que se pretende preservar neste ecossistema, destacam-se espécies como o mero ( Epinephelus marginatus) e habitats prioritários, como as pradarias de ervas-marinhas, os bancos de Maerl (aglomerados de algas calcárias) e os jardins de gorgónias (corais em forma de leque).

O Recife do Algarve, localizado a baixa profundidade, está sujeito a uma elevada pressão humana, relacionada com a pesca e com o turismo.

Neste parque natural, foram definidas zonas com diferentes níveis de proteção. Este zonamento resultou de um processo participativo, que envolveu a comunidade local, dinamizado pela Fundação Oceano Azul. Neste processo, foram considerados os estudos disponíveis sobre os valores naturais e sobre a utilização humana do espaço, efetuados pelo Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, as regras internacionais de implementação de Áreas Marinhas Protegidas e os interesses dos agentes económicos.

A Figura 2 representa a localização do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, algumas espécies de peixes com interesse económico e ecológico, e a delimitação das zonas de proteção, considerando as atividades humanas que nelas são permitidas ou proibidas.

Baseado em: «Pedido de Criação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, AMPIC – Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário», Fundação Oceano Azul, 2021; e em: www.nationalgeographic.pt/meio-ambiente/recife-pedra-do-valado-um-tesouro-submarino-no-algarve_2692 (consultado em outubro de 2024).

12.

No que diz respeito às categorias taxonómicas, o mero, Epinephelus marginatus, e a garoupa-legítima, Epinephelus aeneus, pertencem

()

13.

O mero é um peixe hermafrodita. Quando existe um elevado número de fêmeas juvenis, algumas convertem-se em machos.

Na perspetiva lamarckista, o hermafroditismo do mero explica-se devido à

()

Grupo I - 14 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

Texto 2

No Algarve, a linha de costa que existia há cerca de 20-25 mil anos, durante a última glaciação, está atualmente submersa, desenvolvendo-se nesse local um recife rochoso costeiro. Este recife foi classificado, em janeiro de 2024, como Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado (PNMRA-PV).

Vários estudos científicos identificaram esta zona como uma das áreas com maior diversidade biológica da região, onde é possível observar muitas espécies com interesse comercial e outras sujeitas a medidas de proteção. Este parque natural alberga espécies únicas, algumas delas novas para a Ciência, e funciona como maternidade e porto de abrigo para muitos outros seres vivos. De entre os valores naturais que se pretende preservar neste ecossistema, destacam-se espécies como o mero ( Epinephelus marginatus) e habitats prioritários, como as pradarias de ervas-marinhas, os bancos de Maerl (aglomerados de algas calcárias) e os jardins de gorgónias (corais em forma de leque).

O Recife do Algarve, localizado a baixa profundidade, está sujeito a uma elevada pressão humana, relacionada com a pesca e com o turismo.

Neste parque natural, foram definidas zonas com diferentes níveis de proteção. Este zonamento resultou de um processo participativo, que envolveu a comunidade local, dinamizado pela Fundação Oceano Azul. Neste processo, foram considerados os estudos disponíveis sobre os valores naturais e sobre a utilização humana do espaço, efetuados pelo Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, as regras internacionais de implementação de Áreas Marinhas Protegidas e os interesses dos agentes económicos.

A Figura 2 representa a localização do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, algumas espécies de peixes com interesse económico e ecológico, e a delimitação das zonas de proteção, considerando as atividades humanas que nelas são permitidas ou proibidas.

Baseado em: «Pedido de Criação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, AMPIC – Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário», Fundação Oceano Azul, 2021; e em: www.nationalgeographic.pt/meio-ambiente/recife-pedra-do-valado-um-tesouro-submarino-no-algarve_2692 (consultado em outubro de 2024).

14. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência de acontecimentos relacionados com a utilização dos nutrientes por parte dos corais para a produção de energia.

Escreva, na folha de respostas, a sequência correta das letras.

A. Formação de moléculas de acetil-CoA.

B. Redução do oxigénio, com formação de água.

C. Oxidação da glicose e produção de ácido pirúvico.

D. Ciclo de reações em que ocorrem descarboxilações.

E. Fluxo de eletrões ao longo da membrana interna da mitocôndria.

Grupo I - 15.1 · Reprodução, meiose e ciclos de vida

15. No Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, encontra-se, nos bancos de Maerl, a alga calcária Phymatolithon lusitanicum. No ciclo de vida desta alga, formam-se gâmetas e dois tipos de esporos em momentos distintos – os carpósporos, que são diploides, e os tetrásporos, que são haploides.

A Figura 3 representa o ciclo de vida de uma alga do género Phymatolithon.

Baseado em: C. Pardo et al., «Local coastal configuration rather than latitudinal gradient shape clonal diversity and genetic structure of Phymatolithon calcareum Maerl beds in North European Atlantic», in Frontiers in Marine Science, 2019.

15.1. Selecione a opção que interpreta corretamente o ciclo de vida da alga calcária do género Phymatolithon, representado na Figura 3.

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Grupo I - 15.2 · DNA, síntese proteica e mitose

15. No Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, encontra-se, nos bancos de Maerl, a alga calcária Phymatolithon lusitanicum. No ciclo de vida desta alga, formam-se gâmetas e dois tipos de esporos em momentos distintos – os carpósporos, que são diploides, e os tetrásporos, que são haploides.

A Figura 3 representa o ciclo de vida de uma alga do género Phymatolithon.

Baseado em: C. Pardo et al., «Local coastal configuration rather than latitudinal gradient shape clonal diversity and genetic structure of Phymatolithon calcareum Maerl beds in North European Atlantic», in Frontiers in Marine Science, 2019.

15.2. Na alga calcária do género Phymatolithon, no decurso do processo de produção dos carpósporos, ocorre

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Grupo I - 16 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

No Algarve, a linha de costa que existia há cerca de 20-25 mil anos, durante a última glaciação, está atualmente submersa, desenvolvendo-se nesse local um recife rochoso costeiro. Este recife foi classificado, em janeiro de 2024, como Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado (PNMRA-PV).

Vários estudos científicos identificaram esta zona como uma das áreas com maior diversidade biológica da região, onde é possível observar muitas espécies com interesse comercial e outras sujeitas a medidas de proteção. Este parque natural alberga espécies únicas, algumas delas novas para a Ciência, e funciona como maternidade e porto de abrigo para muitos outros seres vivos. De entre os valores naturais que se pretende preservar neste ecossistema, destacam-se espécies como o mero ( Epinephelus marginatus) e habitats prioritários, como as pradarias de ervas-marinhas, os bancos de Maerl (aglomerados de algas calcárias) e os jardins de gorgónias (corais em forma de leque).

O Recife do Algarve, localizado a baixa profundidade, está sujeito a uma elevada pressão humana, relacionada com a pesca e com o turismo.

Neste parque natural, foram definidas zonas com diferentes níveis de proteção. Este zonamento resultou de um processo participativo, que envolveu a comunidade local, dinamizado pela Fundação Oceano Azul. Neste processo, foram considerados os estudos disponíveis sobre os valores naturais e sobre a utilização humana do espaço, efetuados pelo Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, as regras internacionais de implementação de Áreas Marinhas Protegidas e os interesses dos agentes económicos.

A Figura 2 representa a localização do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, algumas espécies de peixes com interesse económico e ecológico, e a delimitação das zonas de proteção, considerando as atividades humanas que nelas são permitidas ou proibidas.

Baseado em: «Pedido de Criação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, AMPIC – Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário», Fundação Oceano Azul, 2021; e em: www.nationalgeographic.pt/meio-ambiente/recife-pedra-do-valado-um-tesouro-submarino-no-algarve_2692 (consultado em outubro de 2024).

16. No Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, existe uma zona de Proteção Total.

Explique de que modo a existência de uma zona de Proteção Total permite monitorizar e avaliar os efeitos do turismo e da pesca no parque.

Grupo I - 17 · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

O aumento do CO2\text{CO}_2 atmosférico e a consequente acidificação dos oceanos podem vir a causar grandes mudanças no pH da água do mar, influenciando a capacidade de sobrevivência dos seres marinhos. Os bancos de Maerl, formados por algas calcárias, são habitats protegidos que podem ser afetados pela acidificação do oceano.

Alguns estudos experimentais sugerem que o tempo de exposição destas algas a um meio acidificado pode ter influência no seu crescimento. Neste sentido, em 2018, foi realizado um estudo que permitiu avaliar os efeitos da acidificação da água do mar no crescimento da alga calcária mais comum no sul de Portugal, Phymatolithon lusitanicum, com base nas estimativas de emissão de CO2\text{CO}_2 para o ano de 2050 e para o ano de 2100, apresentadas pelo Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2000).

Procedimento:

Recolheram-se algas P. lusitanicum a 22 m de profundidade, que foram imediatamente transferidas para uma caixa térmica mantida à temperatura do local de recolha.

Foram preparados dezoito aquários com água do mar filtrada, organizados em três grupos de seis aquários, contendo 15 algas P. lusitanicum cada um.

Cada um dos grupos de aquários foi sujeito a diferentes condições de pressão parcial de CO2\text{CO}_2: pCO2≈400 μatmp\text{CO}_2 \approx 400\ \mu\text{atm} (valores em 2018), pCO2=550 μatmp\text{CO}_2 = 550\ \mu\text{atm} (cenário projetado para o ano de 2050) e pCO2=750 μatmp\text{CO}_2 = 750\ \mu\text{atm} (cenário projetado para o ano de 2100).

As algas estiveram submetidas a essas diferentes pressões parciais de CO2\text{CO}_2 durante 20 meses, em iguais condições de luminosidade e de temperatura, semelhantes às do seu habitat.

Resultados:

O Gráfico I apresenta os valores médios da taxa fotossintética de P. lusitanicum, ao longo do tempo, em função da pressão parcial de CO2\text{CO}_2.

Baseado em: L. Sordo et al., «High CO2\text{CO}_2 decreases the long-term resilience of the free-living coralline algae Phymatolithon lusitanicum », in Ecology and Evolution, 2018.

17. Selecione a opção que apresenta uma análise correta dos resultados experimentais, expressos no Gráfico I.

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Grupo I - 18 · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

O aumento do CO2\text{CO}_2 atmosférico e a consequente acidificação dos oceanos podem vir a causar grandes mudanças no pH da água do mar, influenciando a capacidade de sobrevivência dos seres marinhos. Os bancos de Maerl, formados por algas calcárias, são habitats protegidos que podem ser afetados pela acidificação do oceano.

Alguns estudos experimentais sugerem que o tempo de exposição destas algas a um meio acidificado pode ter influência no seu crescimento. Neste sentido, em 2018, foi realizado um estudo que permitiu avaliar os efeitos da acidificação da água do mar no crescimento da alga calcária mais comum no sul de Portugal, Phymatolithon lusitanicum, com base nas estimativas de emissão de CO2\text{CO}_2 para o ano de 2050 e para o ano de 2100, apresentadas pelo Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2000).

Procedimento:

Recolheram-se algas P. lusitanicum a 22 m de profundidade, que foram imediatamente transferidas para uma caixa térmica mantida à temperatura do local de recolha.

Foram preparados dezoito aquários com água do mar filtrada, organizados em três grupos de seis aquários, contendo 15 algas P. lusitanicum cada um.

Cada um dos grupos de aquários foi sujeito a diferentes condições de pressão parcial de CO2\text{CO}_2: pCO2≈400 μatmp\text{CO}_2 \approx 400\ \mu\text{atm} (valores em 2018), pCO2=550 μatmp\text{CO}_2 = 550\ \mu\text{atm} (cenário projetado para o ano de 2050) e pCO2=750 μatmp\text{CO}_2 = 750\ \mu\text{atm} (cenário projetado para o ano de 2100).

As algas estiveram submetidas a essas diferentes pressões parciais de CO2\text{CO}_2 durante 20 meses, em iguais condições de luminosidade e de temperatura, semelhantes às do seu habitat.

Resultados:

O Gráfico I apresenta os valores médios da taxa fotossintética de P. lusitanicum, ao longo do tempo, em função da pressão parcial de CO2\text{CO}_2.

Baseado em: L. Sordo et al., «High CO2\text{CO}_2 decreases the long-term resilience of the free-living coralline algae Phymatolithon lusitanicum », in Ecology and Evolution, 2018.

18. No estudo realizado, uma variável dependente e uma variável independente podem ser, respetivamente,

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Grupo I - 19 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

Texto 3

O aumento do CO2\text{CO}_2 atmosférico e a consequente acidificação dos oceanos podem vir a causar grandes mudanças no pH da água do mar, influenciando a capacidade de sobrevivência dos seres marinhos. Os bancos de Maerl, formados por algas calcárias, são habitats protegidos que podem ser afetados pela acidificação do oceano.

Alguns estudos experimentais sugerem que o tempo de exposição destas algas a um meio acidificado pode ter influência no seu crescimento. Neste sentido, em 2018, foi realizado um estudo que permitiu avaliar os efeitos da acidificação da água do mar no crescimento da alga calcária mais comum no sul de Portugal, Phymatolithon lusitanicum, com base nas estimativas de emissão de CO2\text{CO}_2 para o ano de 2050 e para o ano de 2100, apresentadas pelo Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2000).

Procedimento:

Recolheram-se algas P. lusitanicum a 22 m de profundidade, que foram imediatamente transferidas para uma caixa térmica mantida à temperatura do local de recolha.

Foram preparados dezoito aquários com água do mar filtrada, organizados em três grupos de seis aquários, contendo 15 algas P. lusitanicum cada um.

Cada um dos grupos de aquários foi sujeito a diferentes condições de pressão parcial de CO2\text{CO}_2: pCO2≈400 μatmp\text{CO}_2 \approx 400\ \mu\text{atm} (valores em 2018), pCO2=550 μatmp\text{CO}_2 = 550\ \mu\text{atm} (cenário projetado para o ano de 2050) e pCO2=750 μatmp\text{CO}_2 = 750\ \mu\text{atm} (cenário projetado para o ano de 2100).

As algas estiveram submetidas a essas diferentes pressões parciais de CO2\text{CO}_2 durante 20 meses, em iguais condições de luminosidade e de temperatura, semelhantes às do seu habitat.

Resultados:

O Gráfico I apresenta os valores médios da taxa fotossintética de P. lusitanicum, ao longo do tempo, em função da pressão parcial de CO2\text{CO}_2.

Baseado em: L. Sordo et al., «High CO2\text{CO}_2 decreases the long-term resilience of the free-living coralline algae Phymatolithon lusitanicum », in Ecology and Evolution, 2018.

19. Na fase fotoquímica da fotossíntese ocorre

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Grupo I - 20 · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

O aumento do CO2\text{CO}_2 atmosférico e a consequente acidificação dos oceanos podem vir a causar grandes mudanças no pH da água do mar, influenciando a capacidade de sobrevivência dos seres marinhos. Os bancos de Maerl, formados por algas calcárias, são habitats protegidos que podem ser afetados pela acidificação do oceano.

Alguns estudos experimentais sugerem que o tempo de exposição destas algas a um meio acidificado pode ter influência no seu crescimento. Neste sentido, em 2018, foi realizado um estudo que permitiu avaliar os efeitos da acidificação da água do mar no crescimento da alga calcária mais comum no sul de Portugal, Phymatolithon lusitanicum, com base nas estimativas de emissão de CO2\text{CO}_2 para o ano de 2050 e para o ano de 2100, apresentadas pelo Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2000).

Procedimento:

Recolheram-se algas P. lusitanicum a 22 m de profundidade, que foram imediatamente transferidas para uma caixa térmica mantida à temperatura do local de recolha.

Foram preparados dezoito aquários com água do mar filtrada, organizados em três grupos de seis aquários, contendo 15 algas P. lusitanicum cada um.

Cada um dos grupos de aquários foi sujeito a diferentes condições de pressão parcial de CO2\text{CO}_2: pCO2≈400 μatmp\text{CO}_2 \approx 400\ \mu\text{atm} (valores em 2018), pCO2=550 μatmp\text{CO}_2 = 550\ \mu\text{atm} (cenário projetado para o ano de 2050) e pCO2=750 μatmp\text{CO}_2 = 750\ \mu\text{atm} (cenário projetado para o ano de 2100).

As algas estiveram submetidas a essas diferentes pressões parciais de CO2\text{CO}_2 durante 20 meses, em iguais condições de luminosidade e de temperatura, semelhantes às do seu habitat.

Resultados:

O Gráfico I apresenta os valores médios da taxa fotossintética de P. lusitanicum, ao longo do tempo, em função da pressão parcial de CO2\text{CO}_2.

Baseado em: L. Sordo et al., «High CO2\text{CO}_2 decreases the long-term resilience of the free-living coralline algae Phymatolithon lusitanicum », in Ecology and Evolution, 2018.

20. Suponha que vai apresentar, numa conferência, a conclusão deste estudo, tendo por base as estimativas de emissão de CO2 para o ano de 2100, publicadas pelo Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas.

Organize a sua comunicação, fundamentando-a com os resultados experimentais.

Grupo II - 1 · Investigação científica: variáveis e resultados

GRUPO II

Numa aula de Biologia e Geologia, realizou-se uma experiência com o objetivo de estudar a relação entre a absorção de luz e a produção de amido nas plantas.

Procedimento:

Colocou-se uma planta envasada num local escuro, durante 3 dias.

Retirou-se a planta desse local escuro e taparam-se duas folhas, com folha de alumínio, uma totalmente e outra parcialmente.

Colocou-se a planta num local bem iluminado pela luz do Sol, durante 2 dias.

Cortaram-se 3 folhas da planta: a folha que esteve completamente tapada, a folha que esteve parcialmente tapada e uma folha que esteve destapada.

Mergulhou-se cada uma das folhas, individualmente, em água a ferver, durante 60 segundos.

Preparou-se um gobelé com 150 mL de álcool a 95%, que foi aquecido, em banho-maria, até à ebulição.

Mergulhou-se no álcool cada uma das folhas, individualmente, até ficar com uma coloração esbranquiçada. Observou-se que o álcool adquiriu uma coloração verde.

Identificaram-se 3 caixas de Petri e, a cada uma delas, adicionou-se solução de Lugol, um corante que, na presença de amido, passa de cor castanho-clara a cor azul-escura.

Colocou-se cada uma das folhas retiradas do álcool em diferentes caixas de Petri.

Retiraram-se as folhas das caixas de Petri e registou-se a sua coloração. A Figura 4 mostra os resultados obtidos.

1. Identifique, de entre as afirmações relativas à finalidade dos procedimentos adotados na experiência descrita, as três afirmações corretas.

Selecione as três afirmações corretas.

Grupo II - 2 · Biomoléculas, célula e transporte membranar

GRUPO II

Numa aula de Biologia e Geologia, realizou-se uma experiência com o objetivo de estudar a relação entre a absorção de luz e a produção de amido nas plantas.

Procedimento:

Colocou-se uma planta envasada num local escuro, durante 3 dias.

Retirou-se a planta desse local escuro e taparam-se duas folhas, com folha de alumínio, uma totalmente e outra parcialmente.

Colocou-se a planta num local bem iluminado pela luz do Sol, durante 2 dias.

Cortaram-se 3 folhas da planta: a folha que esteve completamente tapada, a folha que esteve parcialmente tapada e uma folha que esteve destapada.

Mergulhou-se cada uma das folhas, individualmente, em água a ferver, durante 60 segundos.

Preparou-se um gobelé com 150 mL de álcool a 95%, que foi aquecido, em banho-maria, até à ebulição.

Mergulhou-se no álcool cada uma das folhas, individualmente, até ficar com uma coloração esbranquiçada. Observou-se que o álcool adquiriu uma coloração verde.

Identificaram-se 3 caixas de Petri e, a cada uma delas, adicionou-se solução de Lugol, um corante que, na presença de amido, passa de cor castanho-clara a cor azul-escura.

Colocou-se cada uma das folhas retiradas do álcool em diferentes caixas de Petri.

Retiraram-se as folhas das caixas de Petri e registou-se a sua coloração. A Figura 4 mostra os resultados obtidos.

2. A solução de Lugol permite identificar a presença de polímeros, cujos monómeros

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Grupo II - 3 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

GRUPO II

Numa aula de Biologia e Geologia, realizou-se uma experiência com o objetivo de estudar a relação entre a absorção de luz e a produção de amido nas plantas.

Procedimento:

Colocou-se uma planta envasada num local escuro, durante 3 dias.

Retirou-se a planta desse local escuro e taparam-se duas folhas, com folha de alumínio, uma totalmente e outra parcialmente.

Colocou-se a planta num local bem iluminado pela luz do Sol, durante 2 dias.

Cortaram-se 3 folhas da planta: a folha que esteve completamente tapada, a folha que esteve parcialmente tapada e uma folha que esteve destapada.

Mergulhou-se cada uma das folhas, individualmente, em água a ferver, durante 60 segundos.

Preparou-se um gobelé com 150 mL de álcool a 95%, que foi aquecido, em banho-maria, até à ebulição.

Mergulhou-se no álcool cada uma das folhas, individualmente, até ficar com uma coloração esbranquiçada. Observou-se que o álcool adquiriu uma coloração verde.

Identificaram-se 3 caixas de Petri e, a cada uma delas, adicionou-se solução de Lugol, um corante que, na presença de amido, passa de cor castanho-clara a cor azul-escura.

Colocou-se cada uma das folhas retiradas do álcool em diferentes caixas de Petri.

Retiraram-se as folhas das caixas de Petri e registou-se a sua coloração. A Figura 4 mostra os resultados obtidos.

3. Identifique, de entre os resultados observados nas caixas de Petri 1, 2 e 3 da Figura 4, aquele que corresponde à folha que esteve completamente tapada. Justifique a sua resposta, considerando o objetivo da experiência e os procedimentos adotados.

A)

B)

Grupo III - 1 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO III

No dia 6 de fevereiro de 2023, ocorreram dois grandes sismos com epicentros na Turquia, que atingiram, sobretudo, a região entre a Turquia e a Síria. O enquadramento tectónico da região está representado esquematicamente na Figura 5.

O primeiro sismo, com magnitude 7,8, ocorreu a uma profundidade de 18 km e localizou-se na região de intersecção entre a Falha do Mar Morto e a Falha Oriental da Anatólia (FOA). De acordo com alguns investigadores, este sismo terá alterado as tensões existentes na região. Cerca de nove horas depois, ocorreu um segundo sismo, também com magnitude elevada (7,5), com hipocentro a 10 km de profundidade, na Falha de Sürgü, localizada a norte do primeiro evento. Ambos os sismos foram sentidos com uma intensidade máxima de grau IX e causaram, pelo menos, 8574 mortos na Turquia e 2530 mortos na Síria.

1. A Microplaca da Anatólia tem tendência a movimentar-se

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Grupo III · Sismologia e estrutura interna da Terra

GRUPO III

No dia 6 de fevereiro de 2023, ocorreram dois grandes sismos com epicentros na Turquia, que atingiram, sobretudo, a região entre a Turquia e a Síria. O enquadramento tectónico da região está representado esquematicamente na Figura 5.

O primeiro sismo, com magnitude 7,8, ocorreu a uma profundidade de 18 km e localizou-se na região de intersecção entre a Falha do Mar Morto e a Falha Oriental da Anatólia (FOA). De acordo com alguns investigadores, este sismo terá alterado as tensões existentes na região. Cerca de nove horas depois, ocorreu um segundo sismo, também com magnitude elevada (7,5), com hipocentro a 10 km de profundidade, na Falha de Sürgü, localizada a norte do primeiro evento. Ambos os sismos foram sentidos com uma intensidade máxima de grau IX e causaram, pelo menos, 8574 mortos na Turquia e 2530 mortos na Síria.

2.

Considerando as características de propagação das ondas sísmicas, será de esperar que

()

3.

Associe cada uma das descrições relativas às características das zonas internas da Terra, apresentadas na Coluna I, à respetiva designação, que consta na Coluna II.

A cada letra corresponde apenas um número.

COLUNA I

COLUNA II

(a) Zona constituída essencialmente por ferro e por níquel, que é responsável pela existência do campo magnético terrestre.

(1) Crusta continental

(b) Zona da geosfera com menor densidade, constituída essencialmente por rochas de natureza granítica.

(2) Crusta oceânica

(c) Zona constituída essencialmente por silicatos de ferro e de magnésio, em cuja base se originam as plumas térmicas.

(3) Manto

(4) Núcleo externo

(5) Núcleo interno

4.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o segundo sismo, ocorrido também a 6 de fevereiro, não foi uma réplica do primeiro.

Explique, utilizando as informações do texto, por que razão o segundo sismo registado na Turquia, no dia 6 de fevereiro de 2023, foi uma consequência do primeiro, mas poderá não ser considerado uma réplica deste.

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