Exame Nacional Biologia e Geologia 2026 · 2.ª fase

Exame Nacional de Biologia e Geologia 2026, 2.ª fase: 23 exercícios com resolução. Temas: Tectónica de placas e deformação das rochas. Com correção imediata.

Temas do exame: Tectónica de placas e deformação das rochas · Sismologia e estrutura interna da Terra · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica · Recursos geológicos, aquíferos e riscos · Biomoléculas, célula e transporte membranar · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração · Digestão, transporte e trocas gasosas · DNA, síntese proteica e mitose · Reprodução, meiose e ciclos de vida · Biodiversidade, evolução e sistemática · Investigação científica: variáveis e resultados

Grupo I - 1 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO I

Texto 1

Na região do Cercal, no Alentejo, aflora o Complexo Vulcano-Sedimentar, uma sequência de rochas resultante de fenómenos de vulcanismo que ocorreram em ambiente marinho de plataforma continental, com início no Devónico Superior (Paleozoico). Atualmente, esta sequência encontra-se integrada num antiforma – o antiforma do Cercal – com uma orientação aproximada NO-SE. Na Figura 1, está representado o enquadramento geográfico da região e o respetivo mapa geológico simplificado.

Os diferentes episódios de vulcanismo originaram rochas vulcânicas félsicas, incluindo riólitos e rochas piroclásticas, mas também rochas vulcânicas máficas, em menor quantidade. Sobre esta sequência de rochas vulcânicas, encontra-se a Formação de São Luís, resultante de processos de sedimentação detrítica em ambiente pouco profundo. Com a progressão da orogenia Varisca, associada à formação da Pangeia, o ambiente marinho, na bacia de sedimentação, tornou-se mais profundo nesta região, formando-se as sequências sedimentares que estiveram na origem do Grupo do Flysch do Baixo Alentejo (GFBA). A presença de fósseis de diferentes espécies de goniatites, moluscos marinhos com concha, já extintos, permitiu datar o GFBA, entre 347 e 323 Ma (milhões de anos), no período Carbonífero (Paleozoico). Atualmente, todas estas rochas estão metamorfizadas.

Devido à circulação de fluidos hidrotermais ao longo de falhas de desligamento, formadas na fase final da orogenia Varisca, ocorreu a precipitação de minerais de óxidos de ferro e de minerais de óxidos de manganês, originando veios ferromanganesíferos. Estes veios encontram-se inseridos nas rochas vulcânicas félsicas e na Formação de São Luís. Mais tarde, em alguns veios, devido à circulação da água da chuva em fraturas, ocorreu um processo de enriquecimento em outros elementos químicos. Até à década de 50 do século passado, estes veios foram explorados em mais de uma centena de minas.

Figura 1

Baseado em: J. Matos et al., «Geologia e Mineralizações da Região de Odemira», in P. Prista (coord.), Atas do Colóquio Ignorância & Esquecimento, 2013; em: L. Feitoza et al., «Geophysical characterization of the Cercal Paleozoic structure, Iberian Pyrite Belt, from a mineral exploration perspective», in Journal of Applied Geophysics, 220, 2024; e em: R. Santos, «Caracterização Mineralógica, Petrográfica e Geoquímica das Mineralizações Ferro-Manganesíferas da Toca do Mocho/Serra da Mina (Faixa Piritosa Ibérica)», Relatório de Estágio, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, 2020.

1. Identifique, de entre as afirmações relativas à geologia da região do antiforma do Cercal, as três afirmações corretas, considerando as informações do Texto 1 e da Figura 1.

Assinale, na folha de respostas, as opções selecionadas.

.

Grupo I - 2 · Sismologia e estrutura interna da Terra

GRUPO I

Texto 1

Na região do Cercal, no Alentejo, aflora o Complexo Vulcano-Sedimentar, uma sequência de rochas resultante de fenómenos de vulcanismo que ocorreram em ambiente marinho de plataforma continental, com início no Devónico Superior (Paleozoico). Atualmente, esta sequência encontra-se integrada num antiforma – o antiforma do Cercal – com uma orientação aproximada NO-SE. Na Figura 1, está representado o enquadramento geográfico da região e o respetivo mapa geológico simplificado.

Os diferentes episódios de vulcanismo originaram rochas vulcânicas félsicas, incluindo riólitos e rochas piroclásticas, mas também rochas vulcânicas máficas, em menor quantidade. Sobre esta sequência de rochas vulcânicas, encontra-se a Formação de São Luís, resultante de processos de sedimentação detrítica em ambiente pouco profundo. Com a progressão da orogenia Varisca, associada à formação da Pangeia, o ambiente marinho, na bacia de sedimentação, tornou-se mais profundo nesta região, formando-se as sequências sedimentares que estiveram na origem do Grupo do Flysch do Baixo Alentejo (GFBA). A presença de fósseis de diferentes espécies de goniatites, moluscos marinhos com concha, já extintos, permitiu datar o GFBA, entre 347 e 323 Ma (milhões de anos), no período Carbonífero (Paleozoico). Atualmente, todas estas rochas estão metamorfizadas.

Devido à circulação de fluidos hidrotermais ao longo de falhas de desligamento, formadas na fase final da orogenia Varisca, ocorreu a precipitação de minerais de óxidos de ferro e de minerais de óxidos de manganês, originando veios ferromanganesíferos. Estes veios encontram-se inseridos nas rochas vulcânicas félsicas e na Formação de São Luís. Mais tarde, em alguns veios, devido à circulação da água da chuva em fraturas, ocorreu um processo de enriquecimento em outros elementos químicos. Até à década de 50 do século passado, estes veios foram explorados em mais de uma centena de minas.

Figura 1

Baseado em: J. Matos et al., «Geologia e Mineralizações da Região de Odemira», in P. Prista (coord.), Atas do Colóquio Ignorância & Esquecimento, 2013; em: L. Feitoza et al., «Geophysical characterization of the Cercal Paleozoic structure, Iberian Pyrite Belt, from a mineral exploration perspective», in Journal of Applied Geophysics, 220, 2024; e em: R. Santos, «Caracterização Mineralógica, Petrográfica e Geoquímica das Mineralizações Ferro-Manganesíferas da Toca do Mocho/Serra da Mina (Faixa Piritosa Ibérica)», Relatório de Estágio, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, 2020.

2. No Grupo do Flysch do Baixo Alentejo, encontram-se rochas que se formaram a partir de sedimentos turbidíticos – detritos transportados, a alta velocidade, por correntes de água ao longo de vertentes marinhas.

Baseado em: J. Oliveira et al., «Geologia Sul Portuguesa, com ênfase na estratigrafia, vulcanologia física, geoquímica e mineralizações da faixa piritosa», in R. Dias et al. (org.), Geologia de Portugal, vol. I, Escolar Editora, 2013.

Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço.

Assinale, na folha de respostas, para cada letra, o número da opção selecionada.

A acumulação de sedimentos turbidíticos resulta da interação

(a). O estudo da posição em que estes sedimentos se encontram nas rochas permite reconstituir paleocorrentes, de acordo com o

(b).

O movimento de detritos ao longo de vertentes marinhas pode ser potenciado pela ocorrência de sismos. As ondas sísmicas, com origem no hipocentro, que provocam a vibração das partículas perpendicularmente ao raio sísmico denominam-se

(c). Com o aumento da distância ao epicentro, o intervalo de tempo entre a chegada das ondas S e a chegada das ondas P

(d).

Grupo I - 3 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO I

Texto 1

Na região do Cercal, no Alentejo, aflora o Complexo Vulcano-Sedimentar, uma sequência de rochas resultante de fenómenos de vulcanismo que ocorreram em ambiente marinho de plataforma continental, com início no Devónico Superior (Paleozoico). Atualmente, esta sequência encontra-se integrada num antiforma – o antiforma do Cercal – com uma orientação aproximada NO-SE. Na Figura 1, está representado o enquadramento geográfico da região e o respetivo mapa geológico simplificado.

Os diferentes episódios de vulcanismo originaram rochas vulcânicas félsicas, incluindo riólitos e rochas piroclásticas, mas também rochas vulcânicas máficas, em menor quantidade. Sobre esta sequência de rochas vulcânicas, encontra-se a Formação de São Luís, resultante de processos de sedimentação detrítica em ambiente pouco profundo. Com a progressão da orogenia Varisca, associada à formação da Pangeia, o ambiente marinho, na bacia de sedimentação, tornou-se mais profundo nesta região, formando-se as sequências sedimentares que estiveram na origem do Grupo do Flysch do Baixo Alentejo (GFBA). A presença de fósseis de diferentes espécies de goniatites, moluscos marinhos com concha, já extintos, permitiu datar o GFBA, entre 347 e 323 Ma (milhões de anos), no período Carbonífero (Paleozoico). Atualmente, todas estas rochas estão metamorfizadas.

Devido à circulação de fluidos hidrotermais ao longo de falhas de desligamento, formadas na fase final da orogenia Varisca, ocorreu a precipitação de minerais de óxidos de ferro e de minerais de óxidos de manganês, originando veios ferromanganesíferos. Estes veios encontram-se inseridos nas rochas vulcânicas félsicas e na Formação de São Luís. Mais tarde, em alguns veios, devido à circulação da água da chuva em fraturas, ocorreu um processo de enriquecimento em outros elementos químicos. Até à década de 50 do século passado, estes veios foram explorados em mais de uma centena de minas.

Figura 1

Baseado em: J. Matos et al., «Geologia e Mineralizações da Região de Odemira», in P. Prista (coord.), Atas do Colóquio Ignorância & Esquecimento, 2013; em: L. Feitoza et al., «Geophysical characterization of the Cercal Paleozoic structure, Iberian Pyrite Belt, from a mineral exploration perspective», in Journal of Applied Geophysics, 220, 2024; e em: R. Santos, «Caracterização Mineralógica, Petrográfica e Geoquímica das Mineralizações Ferro-Manganesíferas da Toca do Mocho/Serra da Mina (Faixa Piritosa Ibérica)», Relatório de Estágio, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, 2020.

3. Na Figura 1, está assinalado o corte geológico AA', o qual intersecta uma falha.

Selecione o esquema que representa corretamente o sentido de atuação das forças e o movimento relativo dos blocos adjacentes ao plano da falha intersectada no corte geológico AA'.

Grupo I - 4 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

Na região do Cercal, no Alentejo, aflora o Complexo Vulcano-Sedimentar, uma sequência de rochas resultante de fenómenos de vulcanismo que ocorreram em ambiente marinho de plataforma continental, com início no Devónico Superior (Paleozoico). Atualmente, esta sequência encontra-se integrada num antiforma – o antiforma do Cercal – com uma orientação aproximada NO-SE. Na Figura 1, está representado o enquadramento geográfico da região e o respetivo mapa geológico simplificado.

Os diferentes episódios de vulcanismo originaram rochas vulcânicas félsicas, incluindo riólitos e rochas piroclásticas, mas também rochas vulcânicas máficas, em menor quantidade. Sobre esta sequência de rochas vulcânicas, encontra-se a Formação de São Luís, resultante de processos de sedimentação detrítica em ambiente pouco profundo. Com a progressão da orogenia Varisca, associada à formação da Pangeia, o ambiente marinho, na bacia de sedimentação, tornou-se mais profundo nesta região, formando-se as sequências sedimentares que estiveram na origem do Grupo do Flysch do Baixo Alentejo (GFBA). A presença de fósseis de diferentes espécies de goniatites, moluscos marinhos com concha, já extintos, permitiu datar o GFBA, entre 347 e 323 Ma (milhões de anos), no período Carbonífero (Paleozoico). Atualmente, todas estas rochas estão metamorfizadas.

Devido à circulação de fluidos hidrotermais ao longo de falhas de desligamento, formadas na fase final da orogenia Varisca, ocorreu a precipitação de minerais de óxidos de ferro e de minerais de óxidos de manganês, originando veios ferromanganesíferos. Estes veios encontram-se inseridos nas rochas vulcânicas félsicas e na Formação de São Luís. Mais tarde, em alguns veios, devido à circulação da água da chuva em fraturas, ocorreu um processo de enriquecimento em outros elementos químicos. Até à década de 50 do século passado, estes veios foram explorados em mais de uma centena de minas.

Figura 1

Baseado em: J. Matos et al., «Geologia e Mineralizações da Região de Odemira», in P. Prista (coord.), Atas do Colóquio Ignorância & Esquecimento, 2013; em: L. Feitoza et al., «Geophysical characterization of the Cercal Paleozoic structure, Iberian Pyrite Belt, from a mineral exploration perspective», in Journal of Applied Geophysics, 220, 2024; e em: R. Santos, «Caracterização Mineralógica, Petrográfica e Geoquímica das Mineralizações Ferro-Manganesíferas da Toca do Mocho/Serra da Mina (Faixa Piritosa Ibérica)», Relatório de Estágio, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, 2020.

4. Na região do Cercal, durante o Devónico Superior, comparativamente à atualidade, o grau geotérmico terá sido

Grupo I - 5 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

Na região do Cercal, no Alentejo, aflora o Complexo Vulcano-Sedimentar, uma sequência de rochas resultante de fenómenos de vulcanismo que ocorreram em ambiente marinho de plataforma continental, com início no Devónico Superior (Paleozoico). Atualmente, esta sequência encontra-se integrada num antiforma – o antiforma do Cercal – com uma orientação aproximada NO-SE. Na Figura 1, está representado o enquadramento geográfico da região e o respetivo mapa geológico simplificado.

Os diferentes episódios de vulcanismo originaram rochas vulcânicas félsicas, incluindo riólitos e rochas piroclásticas, mas também rochas vulcânicas máficas, em menor quantidade. Sobre esta sequência de rochas vulcânicas, encontra-se a Formação de São Luís, resultante de processos de sedimentação detrítica em ambiente pouco profundo. Com a progressão da orogenia Varisca, associada à formação da Pangeia, o ambiente marinho, na bacia de sedimentação, tornou-se mais profundo nesta região, formando-se as sequências sedimentares que estiveram na origem do Grupo do Flysch do Baixo Alentejo (GFBA). A presença de fósseis de diferentes espécies de goniatites, moluscos marinhos com concha, já extintos, permitiu datar o GFBA, entre 347 e 323 Ma (milhões de anos), no período Carbonífero (Paleozoico). Atualmente, todas estas rochas estão metamorfizadas.

Devido à circulação de fluidos hidrotermais ao longo de falhas de desligamento, formadas na fase final da orogenia Varisca, ocorreu a precipitação de minerais de óxidos de ferro e de minerais de óxidos de manganês, originando veios ferromanganesíferos. Estes veios encontram-se inseridos nas rochas vulcânicas félsicas e na Formação de São Luís. Mais tarde, em alguns veios, devido à circulação da água da chuva em fraturas, ocorreu um processo de enriquecimento em outros elementos químicos. Até à década de 50 do século passado, estes veios foram explorados em mais de uma centena de minas.

Figura 1

Baseado em: J. Matos et al., «Geologia e Mineralizações da Região de Odemira», in P. Prista (coord.), Atas do Colóquio Ignorância & Esquecimento, 2013; em: L. Feitoza et al., «Geophysical characterization of the Cercal Paleozoic structure, Iberian Pyrite Belt, from a mineral exploration perspective», in Journal of Applied Geophysics, 220, 2024; e em: R. Santos, «Caracterização Mineralógica, Petrográfica e Geoquímica das Mineralizações Ferro-Manganesíferas da Toca do Mocho/Serra da Mina (Faixa Piritosa Ibérica)», Relatório de Estágio, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, 2020.

5. Os fósseis de goniatites podem ser usados para determinar a idade das rochas do Grupo do Flysch do Baixo Alentejo, porque

Grupo I - 6 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO I

Texto 1

Na região do Cercal, no Alentejo, aflora o Complexo Vulcano-Sedimentar, uma sequência de rochas resultante de fenómenos de vulcanismo que ocorreram em ambiente marinho de plataforma continental, com início no Devónico Superior (Paleozoico). Atualmente, esta sequência encontra-se integrada num antiforma – o antiforma do Cercal – com uma orientação aproximada NO-SE. Na Figura 1, está representado o enquadramento geográfico da região e o respetivo mapa geológico simplificado.

Os diferentes episódios de vulcanismo originaram rochas vulcânicas félsicas, incluindo riólitos e rochas piroclásticas, mas também rochas vulcânicas máficas, em menor quantidade. Sobre esta sequência de rochas vulcânicas, encontra-se a Formação de São Luís, resultante de processos de sedimentação detrítica em ambiente pouco profundo. Com a progressão da orogenia Varisca, associada à formação da Pangeia, o ambiente marinho, na bacia de sedimentação, tornou-se mais profundo nesta região, formando-se as sequências sedimentares que estiveram na origem do Grupo do Flysch do Baixo Alentejo (GFBA). A presença de fósseis de diferentes espécies de goniatites, moluscos marinhos com concha, já extintos, permitiu datar o GFBA, entre 347 e 323 Ma (milhões de anos), no período Carbonífero (Paleozoico). Atualmente, todas estas rochas estão metamorfizadas.

Devido à circulação de fluidos hidrotermais ao longo de falhas de desligamento, formadas na fase final da orogenia Varisca, ocorreu a precipitação de minerais de óxidos de ferro e de minerais de óxidos de manganês, originando veios ferromanganesíferos. Estes veios encontram-se inseridos nas rochas vulcânicas félsicas e na Formação de São Luís. Mais tarde, em alguns veios, devido à circulação da água da chuva em fraturas, ocorreu um processo de enriquecimento em outros elementos químicos. Até à década de 50 do século passado, estes veios foram explorados em mais de uma centena de minas.

Figura 1

Baseado em: J. Matos et al., «Geologia e Mineralizações da Região de Odemira», in P. Prista (coord.), Atas do Colóquio Ignorância & Esquecimento, 2013; em: L. Feitoza et al., «Geophysical characterization of the Cercal Paleozoic structure, Iberian Pyrite Belt, from a mineral exploration perspective», in Journal of Applied Geophysics, 220, 2024; e em: R. Santos, «Caracterização Mineralógica, Petrográfica e Geoquímica das Mineralizações Ferro-Manganesíferas da Toca do Mocho/Serra da Mina (Faixa Piritosa Ibérica)», Relatório de Estágio, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, 2020.

6. Relativamente à sua génese, a orogenia Varisca esteve diretamente relacionada com

Grupo I - 7 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

Na região do Cercal, no Alentejo, aflora o Complexo Vulcano-Sedimentar, uma sequência de rochas resultante de fenómenos de vulcanismo que ocorreram em ambiente marinho de plataforma continental, com início no Devónico Superior (Paleozoico). Atualmente, esta sequência encontra-se integrada num antiforma – o antiforma do Cercal – com uma orientação aproximada NO-SE. Na Figura 1, está representado o enquadramento geográfico da região e o respetivo mapa geológico simplificado.

Os diferentes episódios de vulcanismo originaram rochas vulcânicas félsicas, incluindo riólitos e rochas piroclásticas, mas também rochas vulcânicas máficas, em menor quantidade. Sobre esta sequência de rochas vulcânicas, encontra-se a Formação de São Luís, resultante de processos de sedimentação detrítica em ambiente pouco profundo. Com a progressão da orogenia Varisca, associada à formação da Pangeia, o ambiente marinho, na bacia de sedimentação, tornou-se mais profundo nesta região, formando-se as sequências sedimentares que estiveram na origem do Grupo do Flysch do Baixo Alentejo (GFBA). A presença de fósseis de diferentes espécies de goniatites, moluscos marinhos com concha, já extintos, permitiu datar o GFBA, entre 347 e 323 Ma (milhões de anos), no período Carbonífero (Paleozoico). Atualmente, todas estas rochas estão metamorfizadas.

Devido à circulação de fluidos hidrotermais ao longo de falhas de desligamento, formadas na fase final da orogenia Varisca, ocorreu a precipitação de minerais de óxidos de ferro e de minerais de óxidos de manganês, originando veios ferromanganesíferos. Estes veios encontram-se inseridos nas rochas vulcânicas félsicas e na Formação de São Luís. Mais tarde, em alguns veios, devido à circulação da água da chuva em fraturas, ocorreu um processo de enriquecimento em outros elementos químicos. Até à década de 50 do século passado, estes veios foram explorados em mais de uma centena de minas.

Figura 1

Baseado em: J. Matos et al., «Geologia e Mineralizações da Região de Odemira», in P. Prista (coord.), Atas do Colóquio Ignorância & Esquecimento, 2013; em: L. Feitoza et al., «Geophysical characterization of the Cercal Paleozoic structure, Iberian Pyrite Belt, from a mineral exploration perspective», in Journal of Applied Geophysics, 220, 2024; e em: R. Santos, «Caracterização Mineralógica, Petrográfica e Geoquímica das Mineralizações Ferro-Manganesíferas da Toca do Mocho/Serra da Mina (Faixa Piritosa Ibérica)», Relatório de Estágio, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, 2020.

7. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência correta de acontecimentos relacionados com a história geológica da região do Cercal.

Assinale, na folha de respostas, a sequência correta das letras.

A. Circulação de fluidos ricos em ferro e em manganês.

B. Formação de uma bacia sedimentar em crusta continental, no Devónico.

C. Ocorrência de vulcanismo em ambiente marinho.

D. Meteorização da associação mineralógica inicial dos veios.

E. Deformação frágil de rochas da Formação de São Luís.

º:

Grupo I - 8 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

Na região do Cercal, no Alentejo, aflora o Complexo Vulcano-Sedimentar, uma sequência de rochas resultante de fenómenos de vulcanismo que ocorreram em ambiente marinho de plataforma continental, com início no Devónico Superior (Paleozoico). Atualmente, esta sequência encontra-se integrada num antiforma – o antiforma do Cercal – com uma orientação aproximada NO-SE. Na Figura 1, está representado o enquadramento geográfico da região e o respetivo mapa geológico simplificado.

Os diferentes episódios de vulcanismo originaram rochas vulcânicas félsicas, incluindo riólitos e rochas piroclásticas, mas também rochas vulcânicas máficas, em menor quantidade. Sobre esta sequência de rochas vulcânicas, encontra-se a Formação de São Luís, resultante de processos de sedimentação detrítica em ambiente pouco profundo. Com a progressão da orogenia Varisca, associada à formação da Pangeia, o ambiente marinho, na bacia de sedimentação, tornou-se mais profundo nesta região, formando-se as sequências sedimentares que estiveram na origem do Grupo do Flysch do Baixo Alentejo (GFBA). A presença de fósseis de diferentes espécies de goniatites, moluscos marinhos com concha, já extintos, permitiu datar o GFBA, entre 347 e 323 Ma (milhões de anos), no período Carbonífero (Paleozoico). Atualmente, todas estas rochas estão metamorfizadas.

Devido à circulação de fluidos hidrotermais ao longo de falhas de desligamento, formadas na fase final da orogenia Varisca, ocorreu a precipitação de minerais de óxidos de ferro e de minerais de óxidos de manganês, originando veios ferromanganesíferos. Estes veios encontram-se inseridos nas rochas vulcânicas félsicas e na Formação de São Luís. Mais tarde, em alguns veios, devido à circulação da água da chuva em fraturas, ocorreu um processo de enriquecimento em outros elementos químicos. Até à década de 50 do século passado, estes veios foram explorados em mais de uma centena de minas.

Figura 1

Baseado em: J. Matos et al., «Geologia e Mineralizações da Região de Odemira», in P. Prista (coord.), Atas do Colóquio Ignorância & Esquecimento, 2013; em: L. Feitoza et al., «Geophysical characterization of the Cercal Paleozoic structure, Iberian Pyrite Belt, from a mineral exploration perspective», in Journal of Applied Geophysics, 220, 2024; e em: R. Santos, «Caracterização Mineralógica, Petrográfica e Geoquímica das Mineralizações Ferro-Manganesíferas da Toca do Mocho/Serra da Mina (Faixa Piritosa Ibérica)», Relatório de Estágio, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, 2020.

8. Atualmente, considera-se que os dois grupos de rochas vulcânicas formados no Devónico Superior, na região que corresponde ao antiforma do Cercal, tiveram origem em magmas distintos e não em processos de diferenciação magmática. Um dos magmas terá sido resultante da fusão de rochas do manto e o outro terá sido resultante da fusão de rochas da crusta continental.

Relacione cada um dos grupos de rochas vulcânicas, félsicas e máficas, com a origem do magma de que resultaram e compare o teor em sílica dos dois magmas.

Grupo I - 9 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos

Texto 2

A costa sudoeste portuguesa foi classificada como Sítio de Importância Comunitária, porque é uma das poucas regiões da Europa onde ainda se preservam zonas costeiras selvagens e habitats naturais bem conservados. Graças a esta distinção foi criado o Projeto LIFE Charcos, para proteger os charcos temporários mediterrânicos (CTM).

Os CTM formam-se em depressões pouco profundas que apresentam uma alternância sazonal entre uma fase seca e uma fase inundada. A água provém das chuvas e das águas subterrâneas dos aquíferos, que asseguram o hidroperíodo – o tempo em que o charco permanece com água. Na Figura 2, estão representadas de modo simplificado as duas fases de enchimento de um CTM.

Estes habitats albergam espécies adaptadas à variação sazonal da disponibilidade de água. A flora inclui o feto Isoetes histrix, nas margens do charco, o junco Juncus emmanuelis, nas zonas intermédias, e o cardo-de-bicos-azuis ( Eryngium corniculatum), nas zonas mais profundas.

A fauna é igualmente diversificada, destacando-se: o camarão-girino Triops vicentinus, uma espécie aquática e endémica do sudoeste português, existindo exclusivamente nos charcos localizados entre os concelhos de Vila do Bispo e de Faro; o sapinho-de-verrugas-verdes-lusitânico ( Pelodytes atlanticus), cujas larvas (girinos) se alimentam de detritos e de algas; e o morcego-orelhudo-castanho ( Plecotus auritus), que utiliza os charcos como área de alimentação.

Atualmente, estes habitats encontram-se em declínio, uma vez que estão sujeitos a diversas ameaças, como a alteração da dinâmica hidrogeológica e a proliferação de espécies exóticas invasoras, nomeadamente a acácia-de-espigas ( Acacia longifolia), que comprometem a sua sustentabilidade.

Figura 2

Baseado em: «Conservação dos Charcos Temporários da Costa Sudoeste de Portugal», LIFE12 NAT/PT/997, 2016; em: N. Salvador et al., «Identificação de lagoas temporárias mediterrânicas em Portugal. Uma contribuição para a caracterização dos ecossistemas dependentes de águas subterrâneas na Península Ibérica», in VII Congreso Ibérico sobre Gestión y Planificación del Agua, 2011; em: N. Salvador et al., Charcos temporários mediterránicos do SIC Costa Sudoeste de Portugal, 13.º Congresso da Água, 2016; e em: C. Cruz et al., Charcos Temporários do Sul de Portugal, Universidade de Évora, 2011.

9. Identifique, de entre as afirmações relativas a características dos CTM, as três afirmações corretas, considerando as informações do Texto 2 e da Figura 2.

Assinale as opções selecionadas.

Grupo I - 10 · Digestão, transporte e trocas gasosas

Texto 2

A costa sudoeste portuguesa foi classificada como Sítio de Importância Comunitária, porque é uma das poucas regiões da Europa onde ainda se preservam zonas costeiras selvagens e habitats naturais bem conservados. Graças a esta distinção foi criado o Projeto LIFE Charcos, para proteger os charcos temporários mediterrânicos (CTM).

Os CTM formam-se em depressões pouco profundas que apresentam uma alternância sazonal entre uma fase seca e uma fase inundada. A água provém das chuvas e das águas subterrâneas dos aquíferos, que asseguram o hidroperíodo – o tempo em que o charco permanece com água. Na Figura 2, estão representadas de modo simplificado as duas fases de enchimento de um CTM.

Estes habitats albergam espécies adaptadas à variação sazonal da disponibilidade de água. A flora inclui o feto Isoetes histrix, nas margens do charco, o junco Juncus emmanuelis, nas zonas intermédias, e o cardo-de-bicos-azuis ( Eryngium corniculatum), nas zonas mais profundas.

A fauna é igualmente diversificada, destacando-se: o camarão-girino Triops vicentinus, uma espécie aquática e endémica do sudoeste português, existindo exclusivamente nos charcos localizados entre os concelhos de Vila do Bispo e de Faro; o sapinho-de-verrugas-verdes-lusitânico ( Pelodytes atlanticus), cujas larvas (girinos) se alimentam de detritos e de algas; e o morcego-orelhudo-castanho ( Plecotus auritus), que utiliza os charcos como área de alimentação.

Atualmente, estes habitats encontram-se em declínio, uma vez que estão sujeitos a diversas ameaças, como a alteração da dinâmica hidrogeológica e a proliferação de espécies exóticas invasoras, nomeadamente a acácia-de-espigas ( Acacia longifolia), que comprometem a sua sustentabilidade.

Figura 2

Baseado em: «Conservação dos Charcos Temporários da Costa Sudoeste de Portugal», LIFE12 NAT/PT/997, 2016; em: N. Salvador et al., «Identificação de lagoas temporárias mediterrânicas em Portugal. Uma contribuição para a caracterização dos ecossistemas dependentes de águas subterrâneas na Península Ibérica», in VII Congreso Ibérico sobre Gestión y Planificación del Agua, 2011; em: N. Salvador et al., Charcos temporários mediterránicos do SIC Costa Sudoeste de Portugal, 13.º Congresso da Água, 2016; e em: C. Cruz et al., Charcos Temporários do Sul de Portugal, Universidade de Évora, 2011.

10. Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço.

Assinale, na folha de respostas, para cada letra, o número da opção selecionada.

Os charcos temporários mediterrânicos apresentam uma fauna diversificada. A digestão das presas capturadas pelo morcego Plecotus auritus ocorre (a), onde se realiza digestão (b). Em sapos adultos da espécie Pelodytes atlanticus, a circulação é (c) e ocorre hematose (d).

(a) · (b) · (c) · (d)

(1) numa cavidade gastrovascular · (1) intracelular e extracelular · (1) dupla e incompleta · (1) exclusivamente pulmonar

(2) num tubo digestivo incompleto · (2) exclusivamente extracelular · (2) dupla e completa · (2) exclusivamente cutânea

(3) num tubo digestivo completo · (3) exclusivamente intracelular · (3) simples · (3) pulmonar e cutânea

Grupo I - 11 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos

Texto 2

A costa sudoeste portuguesa foi classificada como Sítio de Importância Comunitária, porque é uma das poucas regiões da Europa onde ainda se preservam zonas costeiras selvagens e habitats naturais bem conservados. Graças a esta distinção foi criado o Projeto LIFE Charcos, para proteger os charcos temporários mediterrânicos (CTM).

Os CTM formam-se em depressões pouco profundas que apresentam uma alternância sazonal entre uma fase seca e uma fase inundada. A água provém das chuvas e das águas subterrâneas dos aquíferos, que asseguram o hidroperíodo – o tempo em que o charco permanece com água. Na Figura 2, estão representadas de modo simplificado as duas fases de enchimento de um CTM.

Estes habitats albergam espécies adaptadas à variação sazonal da disponibilidade de água. A flora inclui o feto Isoetes histrix, nas margens do charco, o junco Juncus emmanuelis, nas zonas intermédias, e o cardo-de-bicos-azuis ( Eryngium corniculatum), nas zonas mais profundas.

A fauna é igualmente diversificada, destacando-se: o camarão-girino Triops vicentinus, uma espécie aquática e endémica do sudoeste português, existindo exclusivamente nos charcos localizados entre os concelhos de Vila do Bispo e de Faro; o sapinho-de-verrugas-verdes-lusitânico ( Pelodytes atlanticus), cujas larvas (girinos) se alimentam de detritos e de algas; e o morcego-orelhudo-castanho ( Plecotus auritus), que utiliza os charcos como área de alimentação.

Atualmente, estes habitats encontram-se em declínio, uma vez que estão sujeitos a diversas ameaças, como a alteração da dinâmica hidrogeológica e a proliferação de espécies exóticas invasoras, nomeadamente a acácia-de-espigas ( Acacia longifolia), que comprometem a sua sustentabilidade.

Figura 2

Baseado em: «Conservação dos Charcos Temporários da Costa Sudoeste de Portugal», LIFE12 NAT/PT/997, 2016; em: N. Salvador et al., «Identificação de lagoas temporárias mediterrânicas em Portugal. Uma contribuição para a caracterização dos ecossistemas dependentes de águas subterrâneas na Península Ibérica», in VII Congreso Ibérico sobre Gestión y Planificación del Agua, 2011; em: N. Salvador et al., Charcos temporários mediterránicos do SIC Costa Sudoeste de Portugal, 13.º Congresso da Água, 2016; e em: C. Cruz et al., Charcos Temporários do Sul de Portugal, Universidade de Évora, 2011.

11. As duas fases de enchimento representadas na Figura 2 distinguem-se pelo facto de,

Grupo I - 12 · Reprodução, meiose e ciclos de vida

Texto 2

A costa sudoeste portuguesa foi classificada como Sítio de Importância Comunitária, porque é uma das poucas regiões da Europa onde ainda se preservam zonas costeiras selvagens e habitats naturais bem conservados. Graças a esta distinção foi criado o Projeto LIFE Charcos, para proteger os charcos temporários mediterrânicos (CTM).

Os CTM formam-se em depressões pouco profundas que apresentam uma alternância sazonal entre uma fase seca e uma fase inundada. A água provém das chuvas e das águas subterrâneas dos aquíferos, que asseguram o hidroperíodo – o tempo em que o charco permanece com água. Na Figura 2, estão representadas de modo simplificado as duas fases de enchimento de um CTM.

Estes habitats albergam espécies adaptadas à variação sazonal da disponibilidade de água. A flora inclui o feto Isoetes histrix, nas margens do charco, o junco Juncus emmanuelis, nas zonas intermédias, e o cardo-de-bicos-azuis ( Eryngium corniculatum), nas zonas mais profundas.

A fauna é igualmente diversificada, destacando-se: o camarão-girino Triops vicentinus, uma espécie aquática e endémica do sudoeste português, existindo exclusivamente nos charcos localizados entre os concelhos de Vila do Bispo e de Faro; o sapinho-de-verrugas-verdes-lusitânico ( Pelodytes atlanticus), cujas larvas (girinos) se alimentam de detritos e de algas; e o morcego-orelhudo-castanho ( Plecotus auritus), que utiliza os charcos como área de alimentação.

Atualmente, estes habitats encontram-se em declínio, uma vez que estão sujeitos a diversas ameaças, como a alteração da dinâmica hidrogeológica e a proliferação de espécies exóticas invasoras, nomeadamente a acácia-de-espigas ( Acacia longifolia), que comprometem a sua sustentabilidade.

Figura 2

Baseado em: «Conservação dos Charcos Temporários da Costa Sudoeste de Portugal», LIFE12 NAT/PT/997, 2016; em: N. Salvador et al., «Identificação de lagoas temporárias mediterrânicas em Portugal. Uma contribuição para a caracterização dos ecossistemas dependentes de águas subterrâneas na Península Ibérica», in VII Congreso Ibérico sobre Gestión y Planificación del Agua, 2011; em: N. Salvador et al., Charcos temporários mediterránicos do SIC Costa Sudoeste de Portugal, 13.º Congresso da Água, 2016; e em: C. Cruz et al., Charcos Temporários do Sul de Portugal, Universidade de Évora, 2011.

12. Os esporos do feto Isoetes histrix acumulam-se nos sedimentos do CTM e, quando ocorre uma fase inundada, dão origem aos gametófitos. Considerando que no núcleo de uma célula do esporófito de I. histrix existem 20 cromossomas, prevê-se que no núcleo

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Grupo I - 13 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

A costa sudoeste portuguesa foi classificada como Sítio de Importância Comunitária, porque é uma das poucas regiões da Europa onde ainda se preservam zonas costeiras selvagens e habitats naturais bem conservados. Graças a esta distinção foi criado o Projeto LIFE Charcos, para proteger os charcos temporários mediterrânicos (CTM).

Os CTM formam-se em depressões pouco profundas que apresentam uma alternância sazonal entre uma fase seca e uma fase inundada. A água provém das chuvas e das águas subterrâneas dos aquíferos, que asseguram o hidroperíodo – o tempo em que o charco permanece com água. Na Figura 2, estão representadas de modo simplificado as duas fases de enchimento de um CTM.

Estes habitats albergam espécies adaptadas à variação sazonal da disponibilidade de água. A flora inclui o feto Isoetes histrix, nas margens do charco, o junco Juncus emmanuelis, nas zonas intermédias, e o cardo-de-bicos-azuis ( Eryngium corniculatum), nas zonas mais profundas.

A fauna é igualmente diversificada, destacando-se: o camarão-girino Triops vicentinus, uma espécie aquática e endémica do sudoeste português, existindo exclusivamente nos charcos localizados entre os concelhos de Vila do Bispo e de Faro; o sapinho-de-verrugas-verdes-lusitânico ( Pelodytes atlanticus), cujas larvas (girinos) se alimentam de detritos e de algas; e o morcego-orelhudo-castanho ( Plecotus auritus), que utiliza os charcos como área de alimentação.

Atualmente, estes habitats encontram-se em declínio, uma vez que estão sujeitos a diversas ameaças, como a alteração da dinâmica hidrogeológica e a proliferação de espécies exóticas invasoras, nomeadamente a acácia-de-espigas ( Acacia longifolia), que comprometem a sua sustentabilidade.

Figura 2

Baseado em: «Conservação dos Charcos Temporários da Costa Sudoeste de Portugal», LIFE12 NAT/PT/997, 2016; em: N. Salvador et al., «Identificação de lagoas temporárias mediterrânicas em Portugal. Uma contribuição para a caracterização dos ecossistemas dependentes de águas subterrâneas na Península Ibérica», in VII Congreso Ibérico sobre Gestión y Planificación del Agua, 2011; em: N. Salvador et al., Charcos temporários mediterránicos do SIC Costa Sudoeste de Portugal, 13.º Congresso da Água, 2016; e em: C. Cruz et al., Charcos Temporários do Sul de Portugal, Universidade de Évora, 2011.

13. O feto Isoetes histrix e o camarão-girino Triops vicentinus, de acordo com o sistema de classificação de Whittaker modificado, pertencem a reinos diferentes, porque o camarão-girino

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Grupo I - 14 · Biomoléculas, célula e transporte membranar

Texto 2

A costa sudoeste portuguesa foi classificada como Sítio de Importância Comunitária, porque é uma das poucas regiões da Europa onde ainda se preservam zonas costeiras selvagens e habitats naturais bem conservados. Graças a esta distinção foi criado o Projeto LIFE Charcos, para proteger os charcos temporários mediterrânicos (CTM).

Os CTM formam-se em depressões pouco profundas que apresentam uma alternância sazonal entre uma fase seca e uma fase inundada. A água provém das chuvas e das águas subterrâneas dos aquíferos, que asseguram o hidroperíodo – o tempo em que o charco permanece com água. Na Figura 2, estão representadas de modo simplificado as duas fases de enchimento de um CTM.

Estes habitats albergam espécies adaptadas à variação sazonal da disponibilidade de água. A flora inclui o feto Isoetes histrix, nas margens do charco, o junco Juncus emmanuelis, nas zonas intermédias, e o cardo-de-bicos-azuis ( Eryngium corniculatum), nas zonas mais profundas.

A fauna é igualmente diversificada, destacando-se: o camarão-girino Triops vicentinus, uma espécie aquática e endémica do sudoeste português, existindo exclusivamente nos charcos localizados entre os concelhos de Vila do Bispo e de Faro; o sapinho-de-verrugas-verdes-lusitânico ( Pelodytes atlanticus), cujas larvas (girinos) se alimentam de detritos e de algas; e o morcego-orelhudo-castanho ( Plecotus auritus), que utiliza os charcos como área de alimentação.

Atualmente, estes habitats encontram-se em declínio, uma vez que estão sujeitos a diversas ameaças, como a alteração da dinâmica hidrogeológica e a proliferação de espécies exóticas invasoras, nomeadamente a acácia-de-espigas ( Acacia longifolia), que comprometem a sua sustentabilidade.

Figura 2

Baseado em: «Conservação dos Charcos Temporários da Costa Sudoeste de Portugal», LIFE12 NAT/PT/997, 2016; em: N. Salvador et al., «Identificação de lagoas temporárias mediterrânicas em Portugal. Uma contribuição para a caracterização dos ecossistemas dependentes de águas subterrâneas na Península Ibérica», in VII Congreso Ibérico sobre Gestión y Planificación del Agua, 2011; em: N. Salvador et al., Charcos temporários mediterránicos do SIC Costa Sudoeste de Portugal, 13.º Congresso da Água, 2016; e em: C. Cruz et al., Charcos Temporários do Sul de Portugal, Universidade de Évora, 2011.

14. À medida que a quantidade de água num CTM vai diminuindo, a concentração de sais aumenta, pelo que, em relação ao interior das células animais, o meio poderá tornar-se

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Grupo I - 15 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

Texto 2

A costa sudoeste portuguesa foi classificada como Sítio de Importância Comunitária, porque é uma das poucas regiões da Europa onde ainda se preservam zonas costeiras selvagens e habitats naturais bem conservados. Graças a esta distinção foi criado o Projeto LIFE Charcos, para proteger os charcos temporários mediterrânicos (CTM).

Os CTM formam-se em depressões pouco profundas que apresentam uma alternância sazonal entre uma fase seca e uma fase inundada. A água provém das chuvas e das águas subterrâneas dos aquíferos, que asseguram o hidroperíodo – o tempo em que o charco permanece com água. Na Figura 2, estão representadas de modo simplificado as duas fases de enchimento de um CTM.

Estes habitats albergam espécies adaptadas à variação sazonal da disponibilidade de água. A flora inclui o feto Isoetes histrix, nas margens do charco, o junco Juncus emmanuelis, nas zonas intermédias, e o cardo-de-bicos-azuis ( Eryngium corniculatum), nas zonas mais profundas.

A fauna é igualmente diversificada, destacando-se: o camarão-girino Triops vicentinus, uma espécie aquática e endémica do sudoeste português, existindo exclusivamente nos charcos localizados entre os concelhos de Vila do Bispo e de Faro; o sapinho-de-verrugas-verdes-lusitânico ( Pelodytes atlanticus), cujas larvas (girinos) se alimentam de detritos e de algas; e o morcego-orelhudo-castanho ( Plecotus auritus), que utiliza os charcos como área de alimentação.

Atualmente, estes habitats encontram-se em declínio, uma vez que estão sujeitos a diversas ameaças, como a alteração da dinâmica hidrogeológica e a proliferação de espécies exóticas invasoras, nomeadamente a acácia-de-espigas ( Acacia longifolia), que comprometem a sua sustentabilidade.

Figura 2

Baseado em: «Conservação dos Charcos Temporários da Costa Sudoeste de Portugal», LIFE12 NAT/PT/997, 2016; em: N. Salvador et al., «Identificação de lagoas temporárias mediterrânicas em Portugal. Uma contribuição para a caracterização dos ecossistemas dependentes de águas subterrâneas na Península Ibérica», in VII Congreso Ibérico sobre Gestión y Planificación del Agua, 2011; em: N. Salvador et al., Charcos temporários mediterránicos do SIC Costa Sudoeste de Portugal, 13.º Congresso da Água, 2016; e em: C. Cruz et al., Charcos Temporários do Sul de Portugal, Universidade de Évora, 2011.

15. Associe cada uma das etapas relacionadas com a respiração aeróbia nas células do sapo Pelodytes atlanticus, descritas na Coluna I, aos respetivos locais da célula onde ocorrem, que constam na Coluna II.

A cada letra corresponde apenas um número.

COLUNA I · COLUNA II

(a) Ocorrência de reações de descarboxilação.

· ()

(b) Fluxo de eletrões na cadeia respiratória.

(c) Formação de ácido pirúvico.

Grupo I - 16 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

A costa sudoeste portuguesa foi classificada como Sítio de Importância Comunitária, porque é uma das poucas regiões da Europa onde ainda se preservam zonas costeiras selvagens e habitats naturais bem conservados. Graças a esta distinção foi criado o Projeto LIFE Charcos, para proteger os charcos temporários mediterrânicos (CTM).

Os CTM formam-se em depressões pouco profundas que apresentam uma alternância sazonal entre uma fase seca e uma fase inundada. A água provém das chuvas e das águas subterrâneas dos aquíferos, que asseguram o hidroperíodo – o tempo em que o charco permanece com água. Na Figura 2, estão representadas de modo simplificado as duas fases de enchimento de um CTM.

Estes habitats albergam espécies adaptadas à variação sazonal da disponibilidade de água. A flora inclui o feto Isoetes histrix, nas margens do charco, o junco Juncus emmanuelis, nas zonas intermédias, e o cardo-de-bicos-azuis ( Eryngium corniculatum), nas zonas mais profundas.

A fauna é igualmente diversificada, destacando-se: o camarão-girino Triops vicentinus, uma espécie aquática e endémica do sudoeste português, existindo exclusivamente nos charcos localizados entre os concelhos de Vila do Bispo e de Faro; o sapinho-de-verrugas-verdes-lusitânico ( Pelodytes atlanticus), cujas larvas (girinos) se alimentam de detritos e de algas; e o morcego-orelhudo-castanho ( Plecotus auritus), que utiliza os charcos como área de alimentação.

Atualmente, estes habitats encontram-se em declínio, uma vez que estão sujeitos a diversas ameaças, como a alteração da dinâmica hidrogeológica e a proliferação de espécies exóticas invasoras, nomeadamente a acácia-de-espigas ( Acacia longifolia), que comprometem a sua sustentabilidade.

Figura 2

Baseado em: «Conservação dos Charcos Temporários da Costa Sudoeste de Portugal», LIFE12 NAT/PT/997, 2016; em: N. Salvador et al., «Identificação de lagoas temporárias mediterrânicas em Portugal. Uma contribuição para a caracterização dos ecossistemas dependentes de águas subterrâneas na Península Ibérica», in VII Congreso Ibérico sobre Gestión y Planificación del Agua, 2011; em: N. Salvador et al., Charcos temporários mediterránicos do SIC Costa Sudoeste de Portugal, 13.º Congresso da Água, 2016; e em: C. Cruz et al., Charcos Temporários do Sul de Portugal, Universidade de Évora, 2011.

16. O camarão-girino Triops vicentinus, presente nos CTM, atinge a maturação sexual ao fim de, pelo menos, 17 dias após a eclosão dos ovos. De acordo com o Livro Vermelho dos Invertebrados de Portugal Continental, está classificado como espécie Em Perigo (sob risco muito elevado de extinção na natureza).

Explique, utilizando a informação acima referida e a do Texto 2, de que modo a redução acentuada do hidroperíodo dos CTM e a distribuição geográfica do camarão-girino contribuem para a sua classificação como espécie Em Perigo.

Grupo I - 17 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos

Texto 2

A costa sudoeste portuguesa foi classificada como Sítio de Importância Comunitária, porque é uma das poucas regiões da Europa onde ainda se preservam zonas costeiras selvagens e habitats naturais bem conservados. Graças a esta distinção foi criado o Projeto LIFE Charcos, para proteger os charcos temporários mediterrânicos (CTM).

Os CTM formam-se em depressões pouco profundas que apresentam uma alternância sazonal entre uma fase seca e uma fase inundada. A água provém das chuvas e das águas subterrâneas dos aquíferos, que asseguram o hidroperíodo – o tempo em que o charco permanece com água. Na Figura 2, estão representadas de modo simplificado as duas fases de enchimento de um CTM.

Estes habitats albergam espécies adaptadas à variação sazonal da disponibilidade de água. A flora inclui o feto Isoetes histrix, nas margens do charco, o junco Juncus emmanuelis, nas zonas intermédias, e o cardo-de-bicos-azuis ( Eryngium corniculatum), nas zonas mais profundas.

A fauna é igualmente diversificada, destacando-se: o camarão-girino Triops vicentinus, uma espécie aquática e endémica do sudoeste português, existindo exclusivamente nos charcos localizados entre os concelhos de Vila do Bispo e de Faro; o sapinho-de-verrugas-verdes-lusitânico ( Pelodytes atlanticus), cujas larvas (girinos) se alimentam de detritos e de algas; e o morcego-orelhudo-castanho ( Plecotus auritus), que utiliza os charcos como área de alimentação.

Atualmente, estes habitats encontram-se em declínio, uma vez que estão sujeitos a diversas ameaças, como a alteração da dinâmica hidrogeológica e a proliferação de espécies exóticas invasoras, nomeadamente a acácia-de-espigas ( Acacia longifolia), que comprometem a sua sustentabilidade.

Figura 2

Baseado em: «Conservação dos Charcos Temporários da Costa Sudoeste de Portugal», LIFE12 NAT/PT/997, 2016; em: N. Salvador et al., «Identificação de lagoas temporárias mediterrânicas em Portugal. Uma contribuição para a caracterização dos ecossistemas dependentes de águas subterrâneas na Península Ibérica», in VII Congreso Ibérico sobre Gestión y Planificación del Agua, 2011; em: N. Salvador et al., Charcos temporários mediterránicos do SIC Costa Sudoeste de Portugal, 13.º Congresso da Água, 2016; e em: C. Cruz et al., Charcos Temporários do Sul de Portugal, Universidade de Évora, 2011.

Nas rochas carbonatadas do Maciço Calcário Estremenho, localizado na região centro de Portugal, podem formar-se charcos temporários em depressões cársicas onde existam acumulações significativas de «terra rossa». A «terra rossa» é um solo constituído por argilas e por outras substâncias insolúveis, que se encontravam inicialmente nas rochas carbonatadas.

17. Explique, utilizando a informação acima referida, a formação de uma depressão cársica, e relacione a sua formação com o aparecimento de um charco temporário nesse local.

Grupo I - 18 · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

A acácia-de-espigas ( Acacia longifolia) é uma árvore originária da Austrália, que foi introduzida em Portugal há várias décadas para ajudar a fixar as dunas e também como planta ornamental. No entanto, tornou-se uma espécie invasora com grande disseminação.

Atualmente, está a ser avaliada uma solução alternativa aos métodos tradicionais de combate a espécies de plantas invasoras: o controlo biológico, que consiste em utilizar um agente de controlo natural da planta invasora para limitar o seu crescimento ou a sua reprodução. O agente de biocontrolo escolhido foi o inseto Trichilogaster acaciaelongifoliae, uma pequena vespa australiana. Esta vespa deposita os ovos nas gemas florais da acácia (as estruturas que dariam origem às flores). No local onde são depositados os ovos, é induzida a multiplicação das células dos tecidos da planta, o que origina galhas, estruturas que servem de proteção e de nutrição aos insetos em desenvolvimento.

Entre 2015 e 2019, foram libertadas 3567 vespas em 61 locais diferentes, ao longo de cerca de 700 km da costa portuguesa.

Para estudar com pormenor o impacto desta vespa em A. longifolia, os cientistas selecionaram três áreas representativas, onde era possível recolherem dados de maneira controlada. Nestes locais, marcaram árvores e, em ramos selecionados, procederam à contagem do número de vagens (frutos), do número de sementes, do número de ramos secundários e do número de filódios.

A Figura 3A ilustra o procedimento experimental, e no gráfico da Figura 3B encontram-se os resultados obtidos entre 2018 e 2020. A escala das ordenadas representa a variação média do impacto da ação da vespa, por ano. Uma variação igual a 1 significa que não houve alteração dos valores registados em anos consecutivos. Uma variação superior ou inferior a 1 significa que ocorreu um aumento ou uma diminuição dos valores registados, respetivamente.

Figura 3

Baseado em: F. López-Núñez et al., «Establishment, spread and early impacts of the first biocontrol agent against an invasive plant in continental Europe», in Journal of Environmental Management, 290, 2021.

18. Neste estudo sobre o controlo biológico de Acacia longifolia, a variável independente testada foi

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Grupo I - 19 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 3

A acácia-de-espigas ( Acacia longifolia) é uma árvore originária da Austrália, que foi introduzida em Portugal há várias décadas para ajudar a fixar as dunas e também como planta ornamental. No entanto, tornou-se uma espécie invasora com grande disseminação.

Atualmente, está a ser avaliada uma solução alternativa aos métodos tradicionais de combate a espécies de plantas invasoras: o controlo biológico, que consiste em utilizar um agente de controlo natural da planta invasora para limitar o seu crescimento ou a sua reprodução. O agente de biocontrolo escolhido foi o inseto Trichilogaster acaciaelongifoliae, uma pequena vespa australiana. Esta vespa deposita os ovos nas gemas florais da acácia (as estruturas que dariam origem às flores). No local onde são depositados os ovos, é induzida a multiplicação das células dos tecidos da planta, o que origina galhas, estruturas que servem de proteção e de nutrição aos insetos em desenvolvimento.

Entre 2015 e 2019, foram libertadas 3567 vespas em 61 locais diferentes, ao longo de cerca de 700 km da costa portuguesa.

Para estudar com pormenor o impacto desta vespa em A. longifolia, os cientistas selecionaram três áreas representativas, onde era possível recolherem dados de maneira controlada. Nestes locais, marcaram árvores e, em ramos selecionados, procederam à contagem do número de vagens (frutos), do número de sementes, do número de ramos secundários e do número de filódios.

A Figura 3A ilustra o procedimento experimental, e no gráfico da Figura 3B encontram-se os resultados obtidos entre 2018 e 2020. A escala das ordenadas representa a variação média do impacto da ação da vespa, por ano. Uma variação igual a 1 significa que não houve alteração dos valores registados em anos consecutivos. Uma variação superior ou inferior a 1 significa que ocorreu um aumento ou uma diminuição dos valores registados, respetivamente.

Figura 3

Baseado em: F. López-Núñez et al., «Establishment, spread and early impacts of the first biocontrol agent against an invasive plant in continental Europe», in Journal of Environmental Management, 290, 2021.

19. Segundo uma perspetiva darwinista, os insetos capazes de induzir a formação de galhas em espécies vegetais específicas resultaram

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Grupo I - 20 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

Texto 3

A acácia-de-espigas ( Acacia longifolia) é uma árvore originária da Austrália, que foi introduzida em Portugal há várias décadas para ajudar a fixar as dunas e também como planta ornamental. No entanto, tornou-se uma espécie invasora com grande disseminação.

Atualmente, está a ser avaliada uma solução alternativa aos métodos tradicionais de combate a espécies de plantas invasoras: o controlo biológico, que consiste em utilizar um agente de controlo natural da planta invasora para limitar o seu crescimento ou a sua reprodução. O agente de biocontrolo escolhido foi o inseto Trichilogaster acaciaelongifoliae, uma pequena vespa australiana. Esta vespa deposita os ovos nas gemas florais da acácia (as estruturas que dariam origem às flores). No local onde são depositados os ovos, é induzida a multiplicação das células dos tecidos da planta, o que origina galhas, estruturas que servem de proteção e de nutrição aos insetos em desenvolvimento.

Entre 2015 e 2019, foram libertadas 3567 vespas em 61 locais diferentes, ao longo de cerca de 700 km da costa portuguesa.

Para estudar com pormenor o impacto desta vespa em A. longifolia, os cientistas selecionaram três áreas representativas, onde era possível recolherem dados de maneira controlada. Nestes locais, marcaram árvores e, em ramos selecionados, procederam à contagem do número de vagens (frutos), do número de sementes, do número de ramos secundários e do número de filódios.

A Figura 3A ilustra o procedimento experimental, e no gráfico da Figura 3B encontram-se os resultados obtidos entre 2018 e 2020. A escala das ordenadas representa a variação média do impacto da ação da vespa, por ano. Uma variação igual a 1 significa que não houve alteração dos valores registados em anos consecutivos. Uma variação superior ou inferior a 1 significa que ocorreu um aumento ou uma diminuição dos valores registados, respetivamente.

Figura 3

Baseado em: F. López-Núñez et al., «Establishment, spread and early impacts of the first biocontrol agent against an invasive plant in continental Europe», in Journal of Environmental Management, 290, 2021.

20. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência de etapas que ocorrem, desde a síntese de compostos orgânicos num filódio de acácia até à sua utilização por uma larva de vespa em desenvolvimento.

Assinale, na folha de respostas, a sequência correta das letras.

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Grupo I - 21 · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

A acácia-de-espigas ( Acacia longifolia) é uma árvore originária da Austrália, que foi introduzida em Portugal há várias décadas para ajudar a fixar as dunas e também como planta ornamental. No entanto, tornou-se uma espécie invasora com grande disseminação.

Atualmente, está a ser avaliada uma solução alternativa aos métodos tradicionais de combate a espécies de plantas invasoras: o controlo biológico, que consiste em utilizar um agente de controlo natural da planta invasora para limitar o seu crescimento ou a sua reprodução. O agente de biocontrolo escolhido foi o inseto Trichilogaster acaciaelongifoliae, uma pequena vespa australiana. Esta vespa deposita os ovos nas gemas florais da acácia (as estruturas que dariam origem às flores). No local onde são depositados os ovos, é induzida a multiplicação das células dos tecidos da planta, o que origina galhas, estruturas que servem de proteção e de nutrição aos insetos em desenvolvimento.

Entre 2015 e 2019, foram libertadas 3567 vespas em 61 locais diferentes, ao longo de cerca de 700 km da costa portuguesa.

Para estudar com pormenor o impacto desta vespa em A. longifolia, os cientistas selecionaram três áreas representativas, onde era possível recolherem dados de maneira controlada. Nestes locais, marcaram árvores e, em ramos selecionados, procederam à contagem do número de vagens (frutos), do número de sementes, do número de ramos secundários e do número de filódios.

A Figura 3A ilustra o procedimento experimental, e no gráfico da Figura 3B encontram-se os resultados obtidos entre 2018 e 2020. A escala das ordenadas representa a variação média do impacto da ação da vespa, por ano. Uma variação igual a 1 significa que não houve alteração dos valores registados em anos consecutivos. Uma variação superior ou inferior a 1 significa que ocorreu um aumento ou uma diminuição dos valores registados, respetivamente.

Figura 3

Baseado em: F. López-Núñez et al., «Establishment, spread and early impacts of the first biocontrol agent against an invasive plant in continental Europe», in Journal of Environmental Management, 290, 2021.

* 21. Justifique, de acordo com os resultados do estudo, a utilização da vespa T. acaciaelongifoliae no controlo da acácia A. longifolia.

Na sua resposta, faça referência aos resultados que evidenciam a ação da vespa:

na capacidade de disseminação da acácia;

no crescimento vegetativo da acácia;

na globalidade da planta e não apenas nos ramos onde foram depositados os ovos.

Grupo II - 1 · Investigação científica: variáveis e resultados

GRUPO II

Num laboratório virtual, existe uma simulação do dispositivo experimental representado nas Figuras 4A (vista frontal) e 4B (vista superior). Este dispositivo experimental pode ser utilizado para o estudo de fenómenos equivalentes aos que ocorrem no metamorfismo. Recorre-se a água quente para representar o magma e a termómetros para registar a temperatura da areia, a diferentes distâncias da água.

Figura 4

No laboratório virtual, é possível selecionar o diâmetro do frasco, a composição da areia e a temperatura inicial da água. Cinco grupos de alunos realizaram esta experiência virtual, nas condições registadas na Tabela 1. Os resultados obtidos pelo grupo 1 encontram-se registados no Gráfico I.

Tabela 1

Grupo

Diâmetro do frasco (mm)

Composição da areia

Temperatura inicial (°C)

Água

Areia

1

78

Areia siliciosa

90

20

2

85

Areia siliciosa

95

20

3

92

Areia siliciosa

90

20

4

78

Areia carbonatada

87

20

5

92

Areia carbonatada

90

20

Gráfico I – Resultados do grupo 1

Baseado em: www.earthlearningidea.com/PDF/252_Metamorphic_aureole.pdf (consultado em setembro de 2025); e em: https://geohubliverpool.org.uk/met/experiment.htm (consultado em setembro de 2025).

1. Identifique, de entre as afirmações relativas ao dispositivo experimental descrito e aos dados da Tabela 1, as três afirmações corretas.

Assinale, na folha de respostas, as opções selecionadas.

Grupo II · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO II

Num laboratório virtual, existe uma simulação do dispositivo experimental representado nas Figuras 4A (vista frontal) e 4B (vista superior). Este dispositivo experimental pode ser utilizado para o estudo de fenómenos equivalentes aos que ocorrem no metamorfismo. Recorre-se a água quente para representar o magma e a termómetros para registar a temperatura da areia, a diferentes distâncias da água.

Figura 4

No laboratório virtual, é possível selecionar o diâmetro do frasco, a composição da areia e a temperatura inicial da água. Cinco grupos de alunos realizaram esta experiência virtual, nas condições registadas na Tabela 1. Os resultados obtidos pelo grupo 1 encontram-se registados no Gráfico I.

Tabela 1

Grupo

Diâmetro do frasco (mm)

Composição da areia

Temperatura inicial (°C)

Água

Areia

1

78

Areia siliciosa

90

20

2

85

Areia siliciosa

95

20

3

92

Areia siliciosa

90

20

4

78

Areia carbonatada

87

20

5

92

Areia carbonatada

90

20

Gráfico I – Resultados do grupo 1

Baseado em: www.earthlearningidea.com/PDF/252_Metamorphic_aureole.pdf (consultado em setembro de 2025); e em: https://geohubliverpool.org.uk/met/experiment.htm (consultado em setembro de 2025).

2.

Os resultados obtidos pelo grupo 1 permitem inferir que o grau de metamorfismo diminui à medida que aumenta a distância a uma intrusão magmática, pois,

3.

Associe cada uma das descrições relativas a fases do ciclo das rochas, apresentadas na Coluna I, à respetiva designação, que consta na Coluna II.

A cada letra corresponde apenas um número.

Assinale, na folha de respostas, para cada letra, o número da opção selecionada.

COLUNA I

COLUNA II

()

Grupo III - 1 · DNA, síntese proteica e mitose

GRUPO III

No nosso intestino, vivem em equilíbrio milhões de micro-organismos que constituem a microbiota intestinal. Quando este equilíbrio se altera (disbiose intestinal), podem reunir-se condições que favorecem o aparecimento de doenças como o cancro colorretal (CCR), um tipo de cancro do intestino grosso, que é a segunda principal causa de morte por cancro em Portugal.

Um grupo de cientistas descobriu uma nova estirpe (C.11) da bactéria Shigella flexneri, presente em alguns doentes com cancro colorretal. Esta bactéria consegue entrar nas células do epitélio do cólon e multiplicar-se no seu interior, propagando-se para as células vizinhas. Em testes com células de humanos e de ratinhos, verificou-se que as bactérias desta estirpe produzem moléculas (metabolitos) que podem alterar a sequência do DNA das células do intestino e conduzir ao desenvolvimento de tumores 1.

A formação de tumores induzida pela S. flexneri C.11 está relacionada com a alteração da expressão de determinados genes das células epiteliais, tendo-se verificado uma maior transcrição dos genes relacionados com um conjunto de proteínas que comunicam entre si, conduzindo à hiperativação da proteína mTOR. A mTOR é uma proteína-chave que induz a divisão celular e a angiogénese (formação de novos vasos sanguíneos a partir de vasos pré-existentes).

Os cientistas, ao quantificarem S. flexneri C.11 e os seus metabolitos nas fezes de doentes com CCR e nas fezes de pessoas saudáveis, demonstraram que esta estirpe pode ser utilizada como biomarcador do cancro colorretal. No futuro, o perfil microbiano e genético de cada pessoa poderá orientar tanto o tratamento individualizado como as estratégias de prevenção do cancro colorretal.

Nota:

1 Tumor – massa anormal de células.

Baseado em: R. Zhang et al., «A new gut pathogenic bacteria and its metabolites promote colorectal cancer development and act as non-invasive early diagnostic biomarkers», in Gut Microbes, 17, 2025.

1. De acordo com as informações do texto, S. flexneri C.11 é considerado um biomarcador do CCR, porque

()

Grupo III - 2 · DNA, síntese proteica e mitose

GRUPO III

No nosso intestino, vivem em equilíbrio milhões de micro-organismos que constituem a microbiota intestinal. Quando este equilíbrio se altera (disbiose intestinal), podem reunir-se condições que favorecem o aparecimento de doenças como o cancro colorretal (CCR), um tipo de cancro do intestino grosso, que é a segunda principal causa de morte por cancro em Portugal.

Um grupo de cientistas descobriu uma nova estirpe (C.11) da bactéria Shigella flexneri, presente em alguns doentes com cancro colorretal. Esta bactéria consegue entrar nas células do epitélio do cólon e multiplicar-se no seu interior, propagando-se para as células vizinhas. Em testes com células de humanos e de ratinhos, verificou-se que as bactérias desta estirpe produzem moléculas (metabolitos) que podem alterar a sequência do DNA das células do intestino e conduzir ao desenvolvimento de tumores 1.

A formação de tumores induzida pela S. flexneri C.11 está relacionada com a alteração da expressão de determinados genes das células epiteliais, tendo-se verificado uma maior transcrição dos genes relacionados com um conjunto de proteínas que comunicam entre si, conduzindo à hiperativação da proteína mTOR. A mTOR é uma proteína-chave que induz a divisão celular e a angiogénese (formação de novos vasos sanguíneos a partir de vasos pré-existentes).

Os cientistas, ao quantificarem S. flexneri C.11 e os seus metabolitos nas fezes de doentes com CCR e nas fezes de pessoas saudáveis, demonstraram que esta estirpe pode ser utilizada como biomarcador do cancro colorretal. No futuro, o perfil microbiano e genético de cada pessoa poderá orientar tanto o tratamento individualizado como as estratégias de prevenção do cancro colorretal.

Nota:

1 Tumor – massa anormal de células.

Baseado em: R. Zhang et al., «A new gut pathogenic bacteria and its metabolites promote colorectal cancer development and act as non-invasive early diagnostic biomarkers», in Gut Microbes, 17, 2025.

2. Nas células hospedeiras de S. flexneri C.11, durante a transcrição, verifica-se

()

Grupo III - 3 · Biodiversidade, evolução e sistemática

GRUPO III

No nosso intestino, vivem em equilíbrio milhões de micro-organismos que constituem a microbiota intestinal. Quando este equilíbrio se altera (disbiose intestinal), podem reunir-se condições que favorecem o aparecimento de doenças como o cancro colorretal (CCR), um tipo de cancro do intestino grosso, que é a segunda principal causa de morte por cancro em Portugal.

Um grupo de cientistas descobriu uma nova estirpe (C.11) da bactéria Shigella flexneri, presente em alguns doentes com cancro colorretal. Esta bactéria consegue entrar nas células do epitélio do cólon e multiplicar-se no seu interior, propagando-se para as células vizinhas. Em testes com células de humanos e de ratinhos, verificou-se que as bactérias desta estirpe produzem moléculas (metabolitos) que podem alterar a sequência do DNA das células do intestino e conduzir ao desenvolvimento de tumores 1.

A formação de tumores induzida pela S. flexneri C.11 está relacionada com a alteração da expressão de determinados genes das células epiteliais, tendo-se verificado uma maior transcrição dos genes relacionados com um conjunto de proteínas que comunicam entre si, conduzindo à hiperativação da proteína mTOR. A mTOR é uma proteína-chave que induz a divisão celular e a angiogénese (formação de novos vasos sanguíneos a partir de vasos pré-existentes).

Os cientistas, ao quantificarem S. flexneri C.11 e os seus metabolitos nas fezes de doentes com CCR e nas fezes de pessoas saudáveis, demonstraram que esta estirpe pode ser utilizada como biomarcador do cancro colorretal. No futuro, o perfil microbiano e genético de cada pessoa poderá orientar tanto o tratamento individualizado como as estratégias de prevenção do cancro colorretal.

Nota:

1 Tumor – massa anormal de células.

Baseado em: R. Zhang et al., «A new gut pathogenic bacteria and its metabolites promote colorectal cancer development and act as non-invasive early diagnostic biomarkers», in Gut Microbes, 17, 2025.

3. A AKT1 é uma das proteínas envolvidas na ativação da mTOR.

Considerando que, na sequência de aminoácidos que constituem a proteína AKT1 do ser humano, existem 49% de aminoácidos idênticos em relação à proteína equivalente presente na mosca-da-fruta, e 33% de aminoácidos idênticos em relação à proteína equivalente presente num protozoário, poderá inferir-se que

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Grupo III - 4 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

GRUPO III

No nosso intestino, vivem em equilíbrio milhões de micro-organismos que constituem a microbiota intestinal. Quando este equilíbrio se altera (disbiose intestinal), podem reunir-se condições que favorecem o aparecimento de doenças como o cancro colorretal (CCR), um tipo de cancro do intestino grosso, que é a segunda principal causa de morte por cancro em Portugal.

Um grupo de cientistas descobriu uma nova estirpe (C.11) da bactéria Shigella flexneri, presente em alguns doentes com cancro colorretal. Esta bactéria consegue entrar nas células do epitélio do cólon e multiplicar-se no seu interior, propagando-se para as células vizinhas. Em testes com células de humanos e de ratinhos, verificou-se que as bactérias desta estirpe produzem moléculas (metabolitos) que podem alterar a sequência do DNA das células do intestino e conduzir ao desenvolvimento de tumores 1.

A formação de tumores induzida pela S. flexneri C.11 está relacionada com a alteração da expressão de determinados genes das células epiteliais, tendo-se verificado uma maior transcrição dos genes relacionados com um conjunto de proteínas que comunicam entre si, conduzindo à hiperativação da proteína mTOR. A mTOR é uma proteína-chave que induz a divisão celular e a angiogénese (formação de novos vasos sanguíneos a partir de vasos pré-existentes).

Os cientistas, ao quantificarem S. flexneri C.11 e os seus metabolitos nas fezes de doentes com CCR e nas fezes de pessoas saudáveis, demonstraram que esta estirpe pode ser utilizada como biomarcador do cancro colorretal. No futuro, o perfil microbiano e genético de cada pessoa poderá orientar tanto o tratamento individualizado como as estratégias de prevenção do cancro colorretal.

Nota:

1 Tumor – massa anormal de células.

Baseado em: R. Zhang et al., «A new gut pathogenic bacteria and its metabolites promote colorectal cancer development and act as non-invasive early diagnostic biomarkers», in Gut Microbes, 17, 2025.

4. O desenvolvimento dos tumores é acompanhado pela acidificação do ambiente existente em torno das células tumorais, característica que está relacionada com a via de obtenção de energia que utilizam. Estas células utilizam preferencialmente a via de obtenção de energia de menor rendimento.

Explique de que modo os processos induzidos pela mTOR contribuem para o crescimento dos tumores do CCR, tendo em conta que este crescimento requer energia.

Na sua resposta, identifique o processo de obtenção de energia, preferencialmente realizado nas células tumorais, considerando a característica do ambiente tumoral referida.

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