Exame Nacional Biologia e Geologia 2025 · Época especial

Exame Nacional de Biologia e Geologia 2025, Época especial: 21 exercícios com resolução. Temas: Tectónica de placas e deformação das rochas. Grátis.

Temas do exame: Tectónica de placas e deformação das rochas · Sismologia e estrutura interna da Terra · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica · Recursos geológicos, aquíferos e riscos · Biomoléculas, célula e transporte membranar · Digestão, transporte e trocas gasosas · DNA, síntese proteica e mitose · Biodiversidade, evolução e sistemática · Investigação científica: variáveis e resultados

Grupo I · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

A ilha de Madagáscar, a maior ilha africana, está situada no oceano Índico, ao largo da costa sudeste de África.

Em algumas rochas da ilha encontram-se registos da formação do paleocontinente Gondwana, que ocorreu entre o fim do Pré-Câmbrico e o início do Paleozoico. A formação deste paleocontinente esteve associada a um processo orogénico de que resultou uma grande cadeia montanhosa – o Orógeno do Leste Africano. Esta cadeia montanhosa ocupa a zona central da ilha, onde algumas rochas foram fortemente dobradas no final do Pré-Câmbrico, durante o período Ediacariano (635 a 540 milhões de anos – Ma).

A Figura 1A representa a localização da ilha, e a Figura 1B representa o respetivo mapa geológico simplificado. As rochas mais antigas são do Pré-Câmbrico. Entre essas rochas, existem granitos, gabros e rochas metamórficas.

As rochas posteriores ao Pré-Câmbrico ocupam a faixa oeste da ilha. É nesta zona que se situa o Parque Nacional Tsingy de Bemaraha, classificado como Património Mundial da UNESCO em 1990. As formações geológicas do parque são calcários com fósseis de corais, formados durante o Jurássico (201-145 Ma).

A ilha tem muitos recursos minerais. Possui ouro, petróleo e pedras preciosas, entre as quais safiras. No sul da ilha, estão em exploração depósitos de safiras que foram descobertos no final do século XX. As safiras são usadas em joalharia e em aplicações industriais e tecnológicas, nomeadamente em dispositivos eletrónicos.

Baseado em: R. Costa, Caracterização geológica e interpretação de dados U-Pb em grãos de zircão detrítico de rochas metassedimentares na região central de Madagáscar. Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2016; e em: https://geologyscience.com/gallery/geological-wonders/tsingy-de-bemaraha-national-park-madagascar (consultado em novembro de 2024).

1.

Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada a cada espaço.

Escreva, na folha de respostas, cada uma das letras, seguida do número que corresponde à opção selecionada.

As formações calcárias do Parque Nacional Tsingy de Bemaraha formaram-se durante o

a)

e além de fósseis de corais, possuem fósseis de conchas e de micro-organismos, pelo que são rochas

b)

. Os granitos que afloram nas faixas central e este de Madagáscar são rochas classificadas, quanto à cor, como

c)

e, em termos de constituição mineralógica, possuem

d)

.

2.

De acordo com os dados do Texto 1, os sedimentos que deram origem às rochas do Parque Nacional Tsingy de Bemaraha depositaram-se

3.

Identifique, de entre as afirmações relativas a diferentes aspetos geológicos da ilha de Madagáscar, as três afirmações corretas, considerando os dados do Texto 1 e da Figura 1.

Escreva, na folha de respostas, os números selecionados.

.

Grupo I - 4 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

A ilha de Madagáscar, a maior ilha africana, está situada no oceano Índico, ao largo da costa sudeste de África.

Em algumas rochas da ilha encontram-se registos da formação do paleocontinente Gondwana, que ocorreu entre o fim do Pré-Câmbrico e o início do Paleozoico. A formação deste paleocontinente esteve associada a um processo orogénico de que resultou uma grande cadeia montanhosa – o Orógeno do Leste Africano. Esta cadeia montanhosa ocupa a zona central da ilha, onde algumas rochas foram fortemente dobradas no final do Pré-Câmbrico, durante o período Ediacariano (635 a 540 milhões de anos – Ma).

A Figura 1A representa a localização da ilha, e a Figura 1B representa o respetivo mapa geológico simplificado. As rochas mais antigas são do Pré-Câmbrico. Entre essas rochas, existem granitos, gabros e rochas metamórficas.

As rochas posteriores ao Pré-Câmbrico ocupam a faixa oeste da ilha. É nesta zona que se situa o Parque Nacional Tsingy de Bemaraha, classificado como Património Mundial da UNESCO em 1990. As formações geológicas do parque são calcários com fósseis de corais, formados durante o Jurássico (201-145 Ma).

A ilha tem muitos recursos minerais. Possui ouro, petróleo e pedras preciosas, entre as quais safiras. No sul da ilha, estão em exploração depósitos de safiras que foram descobertos no final do século XX. As safiras são usadas em joalharia e em aplicações industriais e tecnológicas, nomeadamente em dispositivos eletrónicos.

Baseado em: R. Costa, Caracterização geológica e interpretação de dados U-Pb em grãos de zircão detrítico de rochas metassedimentares na região central de Madagáscar. Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2016; e em: https://geologyscience.com/gallery/geological-wonders/tsingy-de-bemaraha-national-park-madagascar (consultado em novembro de 2024).

4. Na ilha de Madagáscar, afloram gabros. Considerando a sua génese, estas rochas formaram-se

Grupo I - 5 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

A ilha de Madagáscar, a maior ilha africana, está situada no oceano Índico, ao largo da costa sudeste de África.

Em algumas rochas da ilha encontram-se registos da formação do paleocontinente Gondwana, que ocorreu entre o fim do Pré-Câmbrico e o início do Paleozoico. A formação deste paleocontinente esteve associada a um processo orogénico de que resultou uma grande cadeia montanhosa – o Orógeno do Leste Africano. Esta cadeia montanhosa ocupa a zona central da ilha, onde algumas rochas foram fortemente dobradas no final do Pré-Câmbrico, durante o período Ediacariano (635 a 540 milhões de anos – Ma).

A Figura 1A representa a localização da ilha, e a Figura 1B representa o respetivo mapa geológico simplificado. As rochas mais antigas são do Pré-Câmbrico. Entre essas rochas, existem granitos, gabros e rochas metamórficas.

As rochas posteriores ao Pré-Câmbrico ocupam a faixa oeste da ilha. É nesta zona que se situa o Parque Nacional Tsingy de Bemaraha, classificado como Património Mundial da UNESCO em 1990. As formações geológicas do parque são calcários com fósseis de corais, formados durante o Jurássico (201-145 Ma).

A ilha tem muitos recursos minerais. Possui ouro, petróleo e pedras preciosas, entre as quais safiras. No sul da ilha, estão em exploração depósitos de safiras que foram descobertos no final do século XX. As safiras são usadas em joalharia e em aplicações industriais e tecnológicas, nomeadamente em dispositivos eletrónicos.

Baseado em: R. Costa, Caracterização geológica e interpretação de dados U-Pb em grãos de zircão detrítico de rochas metassedimentares na região central de Madagáscar. Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2016; e em: https://geologyscience.com/gallery/geological-wonders/tsingy-de-bemaraha-national-park-madagascar (consultado em novembro de 2024).

5. A safira é uma variedade do corindo, um dos minerais constituintes da escala de Mohs, cuja fórmula química é Al 2 O 3. A safira tem dureza 9, é transparente, quando submetida a uma força mecânica, fragmenta-se de forma irregular e pode apresentar diversas cores, sendo a mais comum a azul.

Considerando as suas características mineralógicas, as safiras exploradas em Madagáscar

()

Grupo I - 6 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

6. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência de acontecimentos que levam à formação de uma ardósia.

Escreva a sequência correta das letras (por exemplo: C, A, E, D, B).

A. Remoção de detritos resultantes da meteorização.

B. Recristalização de minerais no estado sólido.

C. Alteração química e física de rochas aflorantes.

D. Formação de um argilito.

E. Acumulação de detritos finos numa bacia de sedimentação.

Grupo I - 7 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

7. Associe cada uma das descrições relativas às características das rochas, apresentadas na Coluna I, à designação correspondente, que consta na Coluna II.

A cada letra corresponde apenas um número.

COLUNA I

COLUNA II

(a) Rocha metamórfica que apresenta foliação.

Opção correspondente:

()

(b) Rocha formada por balastros grosseiros, agregados por um cimento.

Opção correspondente:

(c) Rocha vulcânica que pode apresentar cristais de olivina.

Opção correspondente:

Grupo I - 8 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO I

Texto 1

A ilha de Madagáscar, a maior ilha africana, está situada no oceano Índico, ao largo da costa sudeste de África.

Em algumas rochas da ilha encontram-se registos da formação do paleocontinente Gondwana, que ocorreu entre o fim do Pré-Câmbrico e o início do Paleozoico. A formação deste paleocontinente esteve associada a um processo orogénico de que resultou uma grande cadeia montanhosa – o Orógeno do Leste Africano. Esta cadeia montanhosa ocupa a zona central da ilha, onde algumas rochas foram fortemente dobradas no final do Pré-Câmbrico, durante o período Ediacariano (635 a 540 milhões de anos – Ma).

A Figura 1A representa a localização da ilha, e a Figura 1B representa o respetivo mapa geológico simplificado. As rochas mais antigas são do Pré-Câmbrico. Entre essas rochas, existem granitos, gabros e rochas metamórficas.

As rochas posteriores ao Pré-Câmbrico ocupam a faixa oeste da ilha. É nesta zona que se situa o Parque Nacional Tsingy de Bemaraha, classificado como Património Mundial da UNESCO em 1990. As formações geológicas do parque são calcários com fósseis de corais, formados durante o Jurássico (201-145 Ma).

A ilha tem muitos recursos minerais. Possui ouro, petróleo e pedras preciosas, entre as quais safiras. No sul da ilha, estão em exploração depósitos de safiras que foram descobertos no final do século XX. As safiras são usadas em joalharia e em aplicações industriais e tecnológicas, nomeadamente em dispositivos eletrónicos.

Baseado em: R. Costa, Caracterização geológica e interpretação de dados U-Pb em grãos de zircão detrítico de rochas metassedimentares na região central de Madagáscar. Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2016; e em: https://geologyscience.com/gallery/geological-wonders/tsingy-de-bemaraha-national-park-madagascar (consultado em novembro de 2024).

8. Considere a informação seguinte: Atualmente, as rochas do Gondwana, além de se encontrarem em Madagáscar, encontram-se também na América do Sul, em África, na Índia, na Antártida e na Austrália.

Explique este facto, de acordo com a Teoria da Tectónica de Placas.

Grupo I - 9 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

A história geológica de Madagáscar contribuiu para o desenvolvimento de uma fauna e de uma flora muito distintas das do continente africano, possuindo esta ilha cerca de 85% de espécies endémicas.

O Parque Nacional Tsingy de Bemaraha, além de albergar animais, como a sifaka-de-Von-der-Decken, um lémur da espécie Propithecus deckenii, e exemplares de Adansonia madagascariensis, a famosa árvore de tronco desproporcional, é um dos locais mais ricos em espécies de anfíbios e de répteis da região oeste de Madagáscar. Um desses anfíbios é o sapo-tomate, Dyscophus insularis, que deve o nome à sua coloração avermelhada. Os anfíbios são animais pequenos, cuja pele se encontra revestida de um muco. No muco, existem, entre outros componentes, enzimas com ação antibacteriana – as lisozimas – e diversas espécies de bactérias, por exemplo, Pseudomonas, que constituem o microbioma cutâneo dos anfíbios. Os girinos – forma larvar dos anfíbios sem cauda – são herbívoros aquáticos de água doce; após a ocorrência de metamorfose 1, a maior parte dos anfíbios passa para o meio terrestre, onde se alimentam de pequenos invertebrados que capturam à noite.

A nível mundial, grande parte das espécies de anfíbios enfrenta o risco de extinção. Uma das causas apontadas para o declínio destes animais nas últimas décadas é a quitridiomicose, uma infeção provocada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis. Este fungo possui zoósporos flagelados que, após colonizarem a pele dos anfíbios, se desenvolvem no interior das células da pele do hospedeiro e aumentam de tamanho, originando zoosporângios. No interior dos zoosporângios, são produzidos, de forma assexuada, novos zoósporos que serão, posteriormente, libertados para o ambiente. A quitridiomicose está frequentemente associada ao espessamento da epiderme, devido ao aumento da quantidade de queratina, interferindo nas funções vitais da pele, como a respiração, e afetando sobretudo indivíduos na fase terrestre.

Nota:

1 Metamorfose – processo de mudança na forma do corpo e em alguns processos fisiológicos que, em certos anfíbios, acompanha a passagem da fase aquática para a fase terrestre.

Baseado em: G. L. Romero-Zambrano et al., «Amphibian chytridiomycosis, a lethal pandemic disease caused by the killer fungus Batrachochytrium dendrobatidis: New approaches to host defense mechanisms and techniques for detection and monitoring», Revista Bionatura, n.º 6, 2021; e em: www.madacamp.com/Tsingy_de_Bemaraha_National_Park (consultado em janeiro de 2025); e em: https://animaldiversity.org/accounts/Dyscophus_antongilii/ (consultado em janeiro de 2025).

9. O isolamento geográfico de Madagáscar ocorreu há cerca de 85 milhões de anos.

O elevado número de espécies endémicas existente em Madagáscar estará relacionado com a formação, nessa altura, de um limite tectónico

Grupo I - 10 · Biomoléculas, célula e transporte membranar

Texto 2

A história geológica de Madagáscar contribuiu para o desenvolvimento de uma fauna e de uma flora muito distintas das do continente africano, possuindo esta ilha cerca de 85% de espécies endémicas.

O Parque Nacional Tsingy de Bemaraha, além de albergar animais, como a sifaka-de-Von-der-Decken, um lémur da espécie Propithecus deckenii, e exemplares de Adansonia madagascariensis, a famosa árvore de tronco desproporcional, é um dos locais mais ricos em espécies de anfíbios e de répteis da região oeste de Madagáscar. Um desses anfíbios é o sapo-tomate, Dyscophus insularis, que deve o nome à sua coloração avermelhada. Os anfíbios são animais pequenos, cuja pele se encontra revestida de um muco. No muco, existem, entre outros componentes, enzimas com ação antibacteriana – as lisozimas – e diversas espécies de bactérias, por exemplo, Pseudomonas, que constituem o microbioma cutâneo dos anfíbios. Os girinos – forma larvar dos anfíbios sem cauda – são herbívoros aquáticos de água doce; após a ocorrência de metamorfose 1, a maior parte dos anfíbios passa para o meio terrestre, onde se alimentam de pequenos invertebrados que capturam à noite.

A nível mundial, grande parte das espécies de anfíbios enfrenta o risco de extinção. Uma das causas apontadas para o declínio destes animais nas últimas décadas é a quitridiomicose, uma infeção provocada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis. Este fungo possui zoósporos flagelados que, após colonizarem a pele dos anfíbios, se desenvolvem no interior das células da pele do hospedeiro e aumentam de tamanho, originando zoosporângios. No interior dos zoosporângios, são produzidos, de forma assexuada, novos zoósporos que serão, posteriormente, libertados para o ambiente. A quitridiomicose está frequentemente associada ao espessamento da epiderme, devido ao aumento da quantidade de queratina, interferindo nas funções vitais da pele, como a respiração, e afetando sobretudo indivíduos na fase terrestre.

Nota:

1 Metamorfose – processo de mudança na forma do corpo e em alguns processos fisiológicos que, em certos anfíbios, acompanha a passagem da fase aquática para a fase terrestre.

Baseado em: G. L. Romero-Zambrano et al., «Amphibian chytridiomycosis, a lethal pandemic disease caused by the killer fungus Batrachochytrium dendrobatidis: New approaches to host defense mechanisms and techniques for detection and monitoring», Revista Bionatura, n.º 6, 2021; e em: www.madacamp.com/Tsingy_de_Bemaraha_National_Park (consultado em janeiro de 2025); e em: https://animaldiversity.org/accounts/Dyscophus_antongilii/ (consultado em janeiro de 2025).

10. No caso de os girinos serem colocados em água salgada, devido à ocorrência de osmose, as suas células deverão ficar

()

Grupo I - 11 · DNA, síntese proteica e mitose

Texto 2

A história geológica de Madagáscar contribuiu para o desenvolvimento de uma fauna e de uma flora muito distintas das do continente africano, possuindo esta ilha cerca de 85% de espécies endémicas.

O Parque Nacional Tsingy de Bemaraha, além de albergar animais, como a sifaka-de-Von-der-Decken, um lémur da espécie Propithecus deckenii, e exemplares de Adansonia madagascariensis, a famosa árvore de tronco desproporcional, é um dos locais mais ricos em espécies de anfíbios e de répteis da região oeste de Madagáscar. Um desses anfíbios é o sapo-tomate, Dyscophus insularis, que deve o nome à sua coloração avermelhada. Os anfíbios são animais pequenos, cuja pele se encontra revestida de um muco. No muco, existem, entre outros componentes, enzimas com ação antibacteriana – as lisozimas – e diversas espécies de bactérias, por exemplo, Pseudomonas, que constituem o microbioma cutâneo dos anfíbios. Os girinos – forma larvar dos anfíbios sem cauda – são herbívoros aquáticos de água doce; após a ocorrência de metamorfose 1, a maior parte dos anfíbios passa para o meio terrestre, onde se alimentam de pequenos invertebrados que capturam à noite.

A nível mundial, grande parte das espécies de anfíbios enfrenta o risco de extinção. Uma das causas apontadas para o declínio destes animais nas últimas décadas é a quitridiomicose, uma infeção provocada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis. Este fungo possui zoósporos flagelados que, após colonizarem a pele dos anfíbios, se desenvolvem no interior das células da pele do hospedeiro e aumentam de tamanho, originando zoosporângios. No interior dos zoosporângios, são produzidos, de forma assexuada, novos zoósporos que serão, posteriormente, libertados para o ambiente. A quitridiomicose está frequentemente associada ao espessamento da epiderme, devido ao aumento da quantidade de queratina, interferindo nas funções vitais da pele, como a respiração, e afetando sobretudo indivíduos na fase terrestre.

Nota:

1 Metamorfose – processo de mudança na forma do corpo e em alguns processos fisiológicos que, em certos anfíbios, acompanha a passagem da fase aquática para a fase terrestre.

Baseado em: G. L. Romero-Zambrano et al., «Amphibian chytridiomycosis, a lethal pandemic disease caused by the killer fungus Batrachochytrium dendrobatidis: New approaches to host defense mechanisms and techniques for detection and monitoring», Revista Bionatura, n.º 6, 2021; e em: www.madacamp.com/Tsingy_de_Bemaraha_National_Park (consultado em janeiro de 2025); e em: https://animaldiversity.org/accounts/Dyscophus_antongilii/ (consultado em janeiro de 2025).

11. O processo de divisão nuclear que conduz à formação de zoósporos do fungo Batrachochytrium dendrobatidis, caracteriza-se pela

()

Grupo I - 12 · Digestão, transporte e trocas gasosas

Texto 2

A história geológica de Madagáscar contribuiu para o desenvolvimento de uma fauna e de uma flora muito distintas das do continente africano, possuindo esta ilha cerca de 85% de espécies endémicas.

O Parque Nacional Tsingy de Bemaraha, além de albergar animais, como a sifaka-de-Von-der-Decken, um lémur da espécie Propithecus deckenii, e exemplares de Adansonia madagascariensis, a famosa árvore de tronco desproporcional, é um dos locais mais ricos em espécies de anfíbios e de répteis da região oeste de Madagáscar. Um desses anfíbios é o sapo-tomate, Dyscophus insularis, que deve o nome à sua coloração avermelhada. Os anfíbios são animais pequenos, cuja pele se encontra revestida de um muco. No muco, existem, entre outros componentes, enzimas com ação antibacteriana – as lisozimas – e diversas espécies de bactérias, por exemplo, Pseudomonas, que constituem o microbioma cutâneo dos anfíbios. Os girinos – forma larvar dos anfíbios sem cauda – são herbívoros aquáticos de água doce; após a ocorrência de metamorfose 1, a maior parte dos anfíbios passa para o meio terrestre, onde se alimentam de pequenos invertebrados que capturam à noite.

A nível mundial, grande parte das espécies de anfíbios enfrenta o risco de extinção. Uma das causas apontadas para o declínio destes animais nas últimas décadas é a quitridiomicose, uma infeção provocada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis. Este fungo possui zoósporos flagelados que, após colonizarem a pele dos anfíbios, se desenvolvem no interior das células da pele do hospedeiro e aumentam de tamanho, originando zoosporângios. No interior dos zoosporângios, são produzidos, de forma assexuada, novos zoósporos que serão, posteriormente, libertados para o ambiente. A quitridiomicose está frequentemente associada ao espessamento da epiderme, devido ao aumento da quantidade de queratina, interferindo nas funções vitais da pele, como a respiração, e afetando sobretudo indivíduos na fase terrestre.

Nota:

1 Metamorfose – processo de mudança na forma do corpo e em alguns processos fisiológicos que, em certos anfíbios, acompanha a passagem da fase aquática para a fase terrestre.

Baseado em: G. L. Romero-Zambrano et al., «Amphibian chytridiomycosis, a lethal pandemic disease caused by the killer fungus Batrachochytrium dendrobatidis: New approaches to host defense mechanisms and techniques for detection and monitoring», Revista Bionatura, n.º 6, 2021; e em: www.madacamp.com/Tsingy_de_Bemaraha_National_Park (consultado em janeiro de 2025); e em: https://animaldiversity.org/accounts/Dyscophus_antongilii/ (consultado em janeiro de 2025).

12. Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada a cada espaço.

Escreva, na folha de respostas, cada uma das letras, seguida do número que corresponde à opção selecionada.

Os girinos de Dyscophus insularis ocupam o a) nível trófico nas cadeias alimentares, e as suas células distinguem-se das células das bactérias Pseudomonas por apresentarem b). Os anfíbios apresentam circulação c) e um ciclo de vida d).

a) · b) · c) · d)

1. primeiro

2. segundo

3. terceiro · 1. mitocôndrias

2. ribossomas

3. membrana plasmática · 1. simples

2. dupla e incompleta

3. dupla completa · 1. haplodiplonte

2. haplonte

3. diplonte

Grupo I - 13 · DNA, síntese proteica e mitose

Texto 2

A história geológica de Madagáscar contribuiu para o desenvolvimento de uma fauna e de uma flora muito distintas das do continente africano, possuindo esta ilha cerca de 85% de espécies endémicas.

O Parque Nacional Tsingy de Bemaraha, além de albergar animais, como a sifaka-de-Von-der-Decken, um lémur da espécie Propithecus deckenii, e exemplares de Adansonia madagascariensis, a famosa árvore de tronco desproporcional, é um dos locais mais ricos em espécies de anfíbios e de répteis da região oeste de Madagáscar. Um desses anfíbios é o sapo-tomate, Dyscophus insularis, que deve o nome à sua coloração avermelhada. Os anfíbios são animais pequenos, cuja pele se encontra revestida de um muco. No muco, existem, entre outros componentes, enzimas com ação antibacteriana – as lisozimas – e diversas espécies de bactérias, por exemplo, Pseudomonas, que constituem o microbioma cutâneo dos anfíbios. Os girinos – forma larvar dos anfíbios sem cauda – são herbívoros aquáticos de água doce; após a ocorrência de metamorfose 1, a maior parte dos anfíbios passa para o meio terrestre, onde se alimentam de pequenos invertebrados que capturam à noite.

A nível mundial, grande parte das espécies de anfíbios enfrenta o risco de extinção. Uma das causas apontadas para o declínio destes animais nas últimas décadas é a quitridiomicose, uma infeção provocada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis. Este fungo possui zoósporos flagelados que, após colonizarem a pele dos anfíbios, se desenvolvem no interior das células da pele do hospedeiro e aumentam de tamanho, originando zoosporângios. No interior dos zoosporângios, são produzidos, de forma assexuada, novos zoósporos que serão, posteriormente, libertados para o ambiente. A quitridiomicose está frequentemente associada ao espessamento da epiderme, devido ao aumento da quantidade de queratina, interferindo nas funções vitais da pele, como a respiração, e afetando sobretudo indivíduos na fase terrestre.

Nota:

1 Metamorfose – processo de mudança na forma do corpo e em alguns processos fisiológicos que, em certos anfíbios, acompanha a passagem da fase aquática para a fase terrestre.

Baseado em: G. L. Romero-Zambrano et al., «Amphibian chytridiomycosis, a lethal pandemic disease caused by the killer fungus Batrachochytrium dendrobatidis: New approaches to host defense mechanisms and techniques for detection and monitoring», Revista Bionatura, n.º 6, 2021; e em: www.madacamp.com/Tsingy_de_Bemaraha_National_Park (consultado em janeiro de 2025); e em: https://animaldiversity.org/accounts/Dyscophus_antongilii/ (consultado em janeiro de 2025).

13. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência de acontecimentos que conduzem à formação das lisozimas e à sua integração no muco da pele dos anfíbios.

Escreva, na folha de respostas, a sequência correta das letras.

A. Migração de mRNA para o citoplasma.

B. Maturação no complexo de Golgi.

C. Fusão de uma vesícula exocítica com a membrana plasmática.

D. Síntese de um polímero de ribonucleótidos.

E. Estabelecimento de ligações entre aminoácidos.

Grupo I - 14 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

A história geológica de Madagáscar contribuiu para o desenvolvimento de uma fauna e de uma flora muito distintas das do continente africano, possuindo esta ilha cerca de 85% de espécies endémicas.

O Parque Nacional Tsingy de Bemaraha, além de albergar animais, como a sifaka-de-Von-der-Decken, um lémur da espécie Propithecus deckenii, e exemplares de Adansonia madagascariensis, a famosa árvore de tronco desproporcional, é um dos locais mais ricos em espécies de anfíbios e de répteis da região oeste de Madagáscar. Um desses anfíbios é o sapo-tomate, Dyscophus insularis, que deve o nome à sua coloração avermelhada. Os anfíbios são animais pequenos, cuja pele se encontra revestida de um muco. No muco, existem, entre outros componentes, enzimas com ação antibacteriana – as lisozimas – e diversas espécies de bactérias, por exemplo, Pseudomonas, que constituem o microbioma cutâneo dos anfíbios. Os girinos – forma larvar dos anfíbios sem cauda – são herbívoros aquáticos de água doce; após a ocorrência de metamorfose 1, a maior parte dos anfíbios passa para o meio terrestre, onde se alimentam de pequenos invertebrados que capturam à noite.

A nível mundial, grande parte das espécies de anfíbios enfrenta o risco de extinção. Uma das causas apontadas para o declínio destes animais nas últimas décadas é a quitridiomicose, uma infeção provocada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis. Este fungo possui zoósporos flagelados que, após colonizarem a pele dos anfíbios, se desenvolvem no interior das células da pele do hospedeiro e aumentam de tamanho, originando zoosporângios. No interior dos zoosporângios, são produzidos, de forma assexuada, novos zoósporos que serão, posteriormente, libertados para o ambiente. A quitridiomicose está frequentemente associada ao espessamento da epiderme, devido ao aumento da quantidade de queratina, interferindo nas funções vitais da pele, como a respiração, e afetando sobretudo indivíduos na fase terrestre.

Nota:

1 Metamorfose – processo de mudança na forma do corpo e em alguns processos fisiológicos que, em certos anfíbios, acompanha a passagem da fase aquática para a fase terrestre.

Baseado em: G. L. Romero-Zambrano et al., «Amphibian chytridiomycosis, a lethal pandemic disease caused by the killer fungus Batrachochytrium dendrobatidis: New approaches to host defense mechanisms and techniques for detection and monitoring», Revista Bionatura, n.º 6, 2021; e em: www.madacamp.com/Tsingy_de_Bemaraha_National_Park (consultado em janeiro de 2025); e em: https://animaldiversity.org/accounts/Dyscophus_antongilii/ (consultado em janeiro de 2025).

14. Associe cada uma das descrições relativas às características dos seres vivos mencionados no Texto 2, apresentadas na Coluna I, à designação do género correspondente, que consta na Coluna II.

A cada letra corresponde apenas um número.

COLUNA I · COLUNA II

(a) Organismos eucariontes e heterotróficos por absorção. · (1) Adansonia

(2) Batrachochytrium

(3) Dyscophus

(4) Propithecus

(5) Pseudomonas

(b) Organismos microconsumidores que pertencem ao reino Monera.

(c) Organismos pluricelulares e autotróficos.

(a) Organismos eucariontes e heterotróficos por absorção.

→

(b) Organismos microconsumidores que pertencem ao reino Monera.

→

(c) Organismos pluricelulares e autotróficos.

→

Grupo I - 15 · Digestão, transporte e trocas gasosas

Texto 2

A história geológica de Madagáscar contribuiu para o desenvolvimento de uma fauna e de uma flora muito distintas das do continente africano, possuindo esta ilha cerca de 85% de espécies endémicas.

O Parque Nacional Tsingy de Bemaraha, além de albergar animais, como a sifaka-de-Von-der-Decken, um lémur da espécie Propithecus deckenii, e exemplares de Adansonia madagascariensis, a famosa árvore de tronco desproporcional, é um dos locais mais ricos em espécies de anfíbios e de répteis da região oeste de Madagáscar. Um desses anfíbios é o sapo-tomate, Dyscophus insularis, que deve o nome à sua coloração avermelhada. Os anfíbios são animais pequenos, cuja pele se encontra revestida de um muco. No muco, existem, entre outros componentes, enzimas com ação antibacteriana – as lisozimas – e diversas espécies de bactérias, por exemplo, Pseudomonas, que constituem o microbioma cutâneo dos anfíbios. Os girinos – forma larvar dos anfíbios sem cauda – são herbívoros aquáticos de água doce; após a ocorrência de metamorfose 1, a maior parte dos anfíbios passa para o meio terrestre, onde se alimentam de pequenos invertebrados que capturam à noite.

A nível mundial, grande parte das espécies de anfíbios enfrenta o risco de extinção. Uma das causas apontadas para o declínio destes animais nas últimas décadas é a quitridiomicose, uma infeção provocada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis. Este fungo possui zoósporos flagelados que, após colonizarem a pele dos anfíbios, se desenvolvem no interior das células da pele do hospedeiro e aumentam de tamanho, originando zoosporângios. No interior dos zoosporângios, são produzidos, de forma assexuada, novos zoósporos que serão, posteriormente, libertados para o ambiente. A quitridiomicose está frequentemente associada ao espessamento da epiderme, devido ao aumento da quantidade de queratina, interferindo nas funções vitais da pele, como a respiração, e afetando sobretudo indivíduos na fase terrestre.

Nota:

1 Metamorfose – processo de mudança na forma do corpo e em alguns processos fisiológicos que, em certos anfíbios, acompanha a passagem da fase aquática para a fase terrestre.

Baseado em: G. L. Romero-Zambrano et al., «Amphibian chytridiomycosis, a lethal pandemic disease caused by the killer fungus Batrachochytrium dendrobatidis: New approaches to host defense mechanisms and techniques for detection and monitoring», Revista Bionatura, n.º 6, 2021; e em: www.madacamp.com/Tsingy_de_Bemaraha_National_Park (consultado em janeiro de 2025); e em: https://animaldiversity.org/accounts/Dyscophus_antongilii/ (consultado em janeiro de 2025).

15. Explique, referindo as superfícies de hematose utilizadas pelos anfíbios adultos, de que modo a quitridiomicose afeta o fornecimento de oxigénio às células.

Grupo I - 16 · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

Muito antes de a comunidade científica se interessar pela vinca-de-Madagáscar, Catharanthus roseus, já esta planta era usada, desde tempos antigos, com variados fins medicinais. Este interesse resulta do facto de esta planta produzir alcaloides 1 que, além das suas funções de defesa da planta, podem ter diversas aplicações farmacológicas, nomeadamente, no tratamento do cancro.

A multiplicação celular normal depende da reorganização dos microtúbulos, que se podem alongar ou encurtar por adição ou perda de moléculas de uma proteína, a tubulina. A vimblastina, um dos alcaloides da vinca, ao interferir com a ligação dos polipéptidos α-tubulina e β-tubulina, as duas subunidades que compõem a tubulina, impede o alongamento dos microtúbulos.

Utilizando plantas C. roseus, realizou-se um estudo com o objetivo de avaliar as consequências do défice hídrico em processos fisiológicos associados ao seu crescimento.

Procedimento:

Semearam-se, em vasos de plástico, sementes de Catharanthus roseus, previamente esterilizadas.

Formaram-se 4 grupos de plantas com 30 dias.

Cada um destes grupos de plantas foi submetido a um determinado regime hídrico, por um período de 4 meses: rega diária (A), rega semanal (B), rega a cada 2 semanas (C) e rega a cada 3 semanas (D).

Durante o estudo, mantiveram-se controladas as condições de temperatura, de humidade e de intensidade luminosa.

No final de cada mês, procedeu-se à recolha de cinco amostras de tecido vegetal de cada grupo, para análise.

Resultados:

Os Gráficos I, II, III e IV apresentam os resultados relativos à taxa fotossintética, à taxa de transpiração, ao teor total em proteínas e ao teor total em alcaloides, respetivamente.

1 Alcaloides – compostos orgânicos nitrogenados, com carácter alcalino.

16. Nesta investigação, a variável independente testada é

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Grupo I - 17 · Digestão, transporte e trocas gasosas

Texto 3

Muito antes de a comunidade científica se interessar pela vinca-de-Madagáscar, Catharanthus roseus, já esta planta era usada, desde tempos antigos, com variados fins medicinais. Este interesse resulta do facto de esta planta produzir alcaloides 1 que, além das suas funções de defesa da planta, podem ter diversas aplicações farmacológicas, nomeadamente, no tratamento do cancro.

A multiplicação celular normal depende da reorganização dos microtúbulos, que se podem alongar ou encurtar por adição ou perda de moléculas de uma proteína, a tubulina. A vimblastina, um dos alcaloides da vinca, ao interferir com a ligação dos polipéptidos α-tubulina e β-tubulina, as duas subunidades que compõem a tubulina, impede o alongamento dos microtúbulos.

Utilizando plantas C. roseus, realizou-se um estudo com o objetivo de avaliar as consequências do défice hídrico em processos fisiológicos associados ao seu crescimento.

Procedimento:

Semearam-se, em vasos de plástico, sementes de Catharanthus roseus, previamente esterilizadas.

Formaram-se 4 grupos de plantas com 30 dias.

Cada um destes grupos de plantas foi submetido a um determinado regime hídrico, por um período de 4 meses: rega diária (A), rega semanal (B), rega a cada 2 semanas (C) e rega a cada 3 semanas (D).

Durante o estudo, mantiveram-se controladas as condições de temperatura, de humidade e de intensidade luminosa.

No final de cada mês, procedeu-se à recolha de cinco amostras de tecido vegetal de cada grupo, para análise.

Resultados:

Os Gráficos I, II, III e IV apresentam os resultados relativos à taxa fotossintética, à taxa de transpiração, ao teor total em proteínas e ao teor total em alcaloides, respetivamente.

1 Alcaloides – compostos orgânicos nitrogenados, com carácter alcalino.

17. Considerando os resultados expressos no Gráfico II, pode inferir-se que, em condições de escassez de água, ocorre

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Grupo I - 18 · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

Muito antes de a comunidade científica se interessar pela vinca-de-Madagáscar, Catharanthus roseus, já esta planta era usada, desde tempos antigos, com variados fins medicinais. Este interesse resulta do facto de esta planta produzir alcaloides 1 que, além das suas funções de defesa da planta, podem ter diversas aplicações farmacológicas, nomeadamente, no tratamento do cancro.

A multiplicação celular normal depende da reorganização dos microtúbulos, que se podem alongar ou encurtar por adição ou perda de moléculas de uma proteína, a tubulina. A vimblastina, um dos alcaloides da vinca, ao interferir com a ligação dos polipéptidos α-tubulina e β-tubulina, as duas subunidades que compõem a tubulina, impede o alongamento dos microtúbulos.

Utilizando plantas C. roseus, realizou-se um estudo com o objetivo de avaliar as consequências do défice hídrico em processos fisiológicos associados ao seu crescimento.

Procedimento:

Semearam-se, em vasos de plástico, sementes de Catharanthus roseus, previamente esterilizadas.

Formaram-se 4 grupos de plantas com 30 dias.

Cada um destes grupos de plantas foi submetido a um determinado regime hídrico, por um período de 4 meses: rega diária (A), rega semanal (B), rega a cada 2 semanas (C) e rega a cada 3 semanas (D).

Durante o estudo, mantiveram-se controladas as condições de temperatura, de humidade e de intensidade luminosa.

No final de cada mês, procedeu-se à recolha de cinco amostras de tecido vegetal de cada grupo, para análise.

Resultados:

Os Gráficos I, II, III e IV apresentam os resultados relativos à taxa fotossintética, à taxa de transpiração, ao teor total em proteínas e ao teor total em alcaloides, respetivamente.

1 Alcaloides – compostos orgânicos nitrogenados, com carácter alcalino.

18. Ao analisar os resultados experimentais, pode concluir-se que o défice hídrico favorece

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Grupo I - 19 · Biomoléculas, célula e transporte membranar

Texto 3

Muito antes de a comunidade científica se interessar pela vinca-de-Madagáscar, Catharanthus roseus, já esta planta era usada, desde tempos antigos, com variados fins medicinais. Este interesse resulta do facto de esta planta produzir alcaloides 1 que, além das suas funções de defesa da planta, podem ter diversas aplicações farmacológicas, nomeadamente, no tratamento do cancro.

A multiplicação celular normal depende da reorganização dos microtúbulos, que se podem alongar ou encurtar por adição ou perda de moléculas de uma proteína, a tubulina. A vimblastina, um dos alcaloides da vinca, ao interferir com a ligação dos polipéptidos α-tubulina e β-tubulina, as duas subunidades que compõem a tubulina, impede o alongamento dos microtúbulos.

Utilizando plantas C. roseus, realizou-se um estudo com o objetivo de avaliar as consequências do défice hídrico em processos fisiológicos associados ao seu crescimento.

Procedimento:

Semearam-se, em vasos de plástico, sementes de Catharanthus roseus, previamente esterilizadas.

Formaram-se 4 grupos de plantas com 30 dias.

Cada um destes grupos de plantas foi submetido a um determinado regime hídrico, por um período de 4 meses: rega diária (A), rega semanal (B), rega a cada 2 semanas (C) e rega a cada 3 semanas (D).

Durante o estudo, mantiveram-se controladas as condições de temperatura, de humidade e de intensidade luminosa.

No final de cada mês, procedeu-se à recolha de cinco amostras de tecido vegetal de cada grupo, para análise.

Resultados:

Os Gráficos I, II, III e IV apresentam os resultados relativos à taxa fotossintética, à taxa de transpiração, ao teor total em proteínas e ao teor total em alcaloides, respetivamente.

1 Alcaloides – compostos orgânicos nitrogenados, com carácter alcalino.

19. Quanto à composição e à estrutura molecular, a α-tubulina é um polímero

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Grupo I - 20 · DNA, síntese proteica e mitose

Texto 3

Muito antes de a comunidade científica se interessar pela vinca-de-Madagáscar, Catharanthus roseus, já esta planta era usada, desde tempos antigos, com variados fins medicinais. Este interesse resulta do facto de esta planta produzir alcaloides 1 que, além das suas funções de defesa da planta, podem ter diversas aplicações farmacológicas, nomeadamente, no tratamento do cancro.

A multiplicação celular normal depende da reorganização dos microtúbulos, que se podem alongar ou encurtar por adição ou perda de moléculas de uma proteína, a tubulina. A vimblastina, um dos alcaloides da vinca, ao interferir com a ligação dos polipéptidos α-tubulina e β-tubulina, as duas subunidades que compõem a tubulina, impede o alongamento dos microtúbulos.

Utilizando plantas C. roseus, realizou-se um estudo com o objetivo de avaliar as consequências do défice hídrico em processos fisiológicos associados ao seu crescimento.

Procedimento:

Semearam-se, em vasos de plástico, sementes de Catharanthus roseus, previamente esterilizadas.

Formaram-se 4 grupos de plantas com 30 dias.

Cada um destes grupos de plantas foi submetido a um determinado regime hídrico, por um período de 4 meses: rega diária (A), rega semanal (B), rega a cada 2 semanas (C) e rega a cada 3 semanas (D).

Durante o estudo, mantiveram-se controladas as condições de temperatura, de humidade e de intensidade luminosa.

No final de cada mês, procedeu-se à recolha de cinco amostras de tecido vegetal de cada grupo, para análise.

Resultados:

Os Gráficos I, II, III e IV apresentam os resultados relativos à taxa fotossintética, à taxa de transpiração, ao teor total em proteínas e ao teor total em alcaloides, respetivamente.

1 Alcaloides – compostos orgânicos nitrogenados, com carácter alcalino.

20. A vimblastina é atualmente utilizada na quimioterapia para tratamento do cancro.

Explique de que modo o uso de vimblastina pode diminuir a proliferação de células cancerígenas, fazendo referência ao seu efeito no processo de divisão celular.

Grupo II - 1 · DNA, síntese proteica e mitose

GRUPO II

Numa aula de Biologia e Geologia, os alunos realizaram uma experiência para extrair DNA de fruta. O protocolo de extração de DNA envolve lise celular com libertação de todo o material intracelular e purificação do DNA. Com a lise celular são libertados para a solução todos os compostos intracelulares: proteínas, lípidos, polissacáridos, ácidos nucleicos, moléculas orgânicas de baixo peso molecular e iões. O rompimento mecânico ocorre por meio da pressão exercida sobre o material biológico. Utiliza-se ainda um detergente, para completar a lise celular, e sal (NaCl), cujos catiões neutralizam as cargas negativas das moléculas de DNA, o que permite a sua visualização. O processo de extração do DNA implica também a utilização de proteases (enzimas hidrolíticas) e de etanol a frio, uma vez que o DNA é insolúvel neste solvente.

Nesta experiência, foi utilizado o protocolo seguinte:

Cortar o fruto (cerca de 50 g), em pedaços pequenos, para dentro de um almofariz e macerar bem.

Deitar num copo 100 mL de água quente (60 °C), adicionar 3 g de sal (NaCl) e 10 mL de detergente da loiça. Mexer bem.

Juntar o fruto esmagado à solução anterior e mexer lentamente, durante alguns minutos.

Colocar um filtro de papel num funil e coar a mistura anterior para um tubo de ensaio.

Adicionar ao líquido filtrado cerca de 25 mL de uma solução com proteases.

Adicionar etanol a 70% refrigerado (verter cuidadosamente o etanol pelas paredes do tubo de ensaio).

Observar a formação de uma fase alcoólica sobre uma fase aquosa.

Deixar repousar cerca de 5 minutos.

Observar a formação de filamentos esbranquiçados, correspondentes ao DNA.

A Figura 2 representa os resultados obtidos.

Baseado em: R. Oliveira, Genes e Genomas, protocolos das aulas práticas, Universidade do Minho, 2012.

1. Identifique, de entre as afirmações relativas às etapas do procedimento de extração do DNA, as três afirmações que as justificam corretamente.

Escreva, na folha de respostas, os números selecionados.

Grupo II · DNA, síntese proteica e mitose

GRUPO II

Numa aula de Biologia e Geologia, os alunos realizaram uma experiência para extrair DNA de fruta. O protocolo de extração de DNA envolve lise celular com libertação de todo o material intracelular e purificação do DNA. Com a lise celular são libertados para a solução todos os compostos intracelulares: proteínas, lípidos, polissacáridos, ácidos nucleicos, moléculas orgânicas de baixo peso molecular e iões. O rompimento mecânico ocorre por meio da pressão exercida sobre o material biológico. Utiliza-se ainda um detergente, para completar a lise celular, e sal (NaCl), cujos catiões neutralizam as cargas negativas das moléculas de DNA, o que permite a sua visualização. O processo de extração do DNA implica também a utilização de proteases (enzimas hidrolíticas) e de etanol a frio, uma vez que o DNA é insolúvel neste solvente.

Nesta experiência, foi utilizado o protocolo seguinte:

Cortar o fruto (cerca de 50 g), em pedaços pequenos, para dentro de um almofariz e macerar bem.

Deitar num copo 100 mL de água quente (60 °C), adicionar 3 g de sal (NaCl) e 10 mL de detergente da loiça. Mexer bem.

Juntar o fruto esmagado à solução anterior e mexer lentamente, durante alguns minutos.

Colocar um filtro de papel num funil e coar a mistura anterior para um tubo de ensaio.

Adicionar ao líquido filtrado cerca de 25 mL de uma solução com proteases.

Adicionar etanol a 70% refrigerado (verter cuidadosamente o etanol pelas paredes do tubo de ensaio).

Observar a formação de uma fase alcoólica sobre uma fase aquosa.

Deixar repousar cerca de 5 minutos.

Observar a formação de filamentos esbranquiçados, correspondentes ao DNA.

A Figura 2 representa os resultados obtidos.

Baseado em: R. Oliveira, Genes e Genomas, protocolos das aulas práticas, Universidade do Minho, 2012.

2.

Considerando a sequência de nucleótidos 5′ ATTGCCAAG 3′, pertencente a uma das cadeias de DNA, a sequência de nucleótidos da cadeia complementar é

3.

Identifique a principal etapa do procedimento que permitiu obter apenas moléculas de DNA, a partir da cromatina. Justifique a sua resposta.

Grupo III - 1 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO III

A ilha de Sumatra, na Indonésia, localiza-se numa zona de fronteira entre a Placa Indo-Australiana e a Placa Eurasiática. O contínuo movimento relativo entre as placas levou a que, na parte ocidental de Sumatra, se formasse um arco vulcânico ativo.

Na zona sudeste da ilha de Sumatra, localiza-se o sistema geotérmico de Way Ratai, conhecido pelas suas fontes hidrotermais e pelo seu potencial para a extração de lítio (Li), um elemento químico presente em diversos minerais. O lítio é um recurso natural utilizado na produção de baterias para todo o tipo de equipamentos elétricos e eletrónicos.

Um estudo recente analisou a água das fontes hidrotermais do sistema geotérmico de Way Ratai cujo reservatório é delimitado por falhas e é maioritariamente formado por rocha andesítica. Os resultados do estudo mostraram que a água do reservatório, com uma temperatura entre os 160 °C e os 275 °C, tem uma composição química caracterizada pela presença de sódio (Na) e de cloro (Cl). Além disso, esta água revela ainda um enriquecimento em lítio, proveniente das rochas-reservatório de Way Ratai, cuja remoção é potenciada pela elevada salinidade da água.

A Figura 3 representa esquematicamente o arco vulcânico na zona ocidental de Sumatra e a localização do sistema geotérmico de Way Ratai.

A Figura 4A representa o modelo de enriquecimento em lítio no sistema geotérmico de Way Ratai, e a Figura 4B representa o gráfico relativo à variação da concentração de lítio à medida que a água ascende no sistema geotérmico.

1. De acordo com os dados da Figura 3, a formação do arco vulcânico, localizado na região ocidental de Sumatra, está associada

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Grupo III - 2 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO III

A ilha de Sumatra, na Indonésia, localiza-se numa zona de fronteira entre a Placa Indo-Australiana e a Placa Eurasiática. O contínuo movimento relativo entre as placas levou a que, na parte ocidental de Sumatra, se formasse um arco vulcânico ativo.

Na zona sudeste da ilha de Sumatra, localiza-se o sistema geotérmico de Way Ratai, conhecido pelas suas fontes hidrotermais e pelo seu potencial para a extração de lítio (Li), um elemento químico presente em diversos minerais. O lítio é um recurso natural utilizado na produção de baterias para todo o tipo de equipamentos elétricos e eletrónicos.

Um estudo recente analisou a água das fontes hidrotermais do sistema geotérmico de Way Ratai cujo reservatório é delimitado por falhas e é maioritariamente formado por rocha andesítica. Os resultados do estudo mostraram que a água do reservatório, com uma temperatura entre os 160 °C e os 275 °C, tem uma composição química caracterizada pela presença de sódio (Na) e de cloro (Cl). Além disso, esta água revela ainda um enriquecimento em lítio, proveniente das rochas-reservatório de Way Ratai, cuja remoção é potenciada pela elevada salinidade da água.

A Figura 3 representa esquematicamente o arco vulcânico na zona ocidental de Sumatra e a localização do sistema geotérmico de Way Ratai.

A Figura 4A representa o modelo de enriquecimento em lítio no sistema geotérmico de Way Ratai, e a Figura 4B representa o gráfico relativo à variação da concentração de lítio à medida que a água ascende no sistema geotérmico.

2. Na região de Way Ratai, localizam-se dois cones vulcânicos, o Monte Ratai e o Monte Retung, cujas sequências de rochas são dominadas por lavas andesíticas, brechas e tufos vulcânicos. Os tufos vulcânicos são constituídos por cinzas e outros detritos vulcânicos.

Tendo em conta os dados apresentados, relativos a características do vulcanismo na região de Way Ratai, pode inferir-se que ocorreram

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Grupo III - 3 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos

GRUPO III

A ilha de Sumatra, na Indonésia, localiza-se numa zona de fronteira entre a Placa Indo-Australiana e a Placa Eurasiática. O contínuo movimento relativo entre as placas levou a que, na parte ocidental de Sumatra, se formasse um arco vulcânico ativo.

Na zona sudeste da ilha de Sumatra, localiza-se o sistema geotérmico de Way Ratai, conhecido pelas suas fontes hidrotermais e pelo seu potencial para a extração de lítio (Li), um elemento químico presente em diversos minerais. O lítio é um recurso natural utilizado na produção de baterias para todo o tipo de equipamentos elétricos e eletrónicos.

Um estudo recente analisou a água das fontes hidrotermais do sistema geotérmico de Way Ratai cujo reservatório é delimitado por falhas e é maioritariamente formado por rocha andesítica. Os resultados do estudo mostraram que a água do reservatório, com uma temperatura entre os 160 °C e os 275 °C, tem uma composição química caracterizada pela presença de sódio (Na) e de cloro (Cl). Além disso, esta água revela ainda um enriquecimento em lítio, proveniente das rochas-reservatório de Way Ratai, cuja remoção é potenciada pela elevada salinidade da água.

A Figura 3 representa esquematicamente o arco vulcânico na zona ocidental de Sumatra e a localização do sistema geotérmico de Way Ratai.

A Figura 4A representa o modelo de enriquecimento em lítio no sistema geotérmico de Way Ratai, e a Figura 4B representa o gráfico relativo à variação da concentração de lítio à medida que a água ascende no sistema geotérmico.

3. Identifique, de entre as afirmações relativas ao sistema geotérmico de Way Ratai, as três afirmações que interpretam corretamente os dados fornecidos.

Escreva, na folha de respostas, os números selecionados.

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Grupo III - 4 · Sismologia e estrutura interna da Terra

GRUPO III

A ilha de Sumatra, na Indonésia, localiza-se numa zona de fronteira entre a Placa Indo-Australiana e a Placa Eurasiática. O contínuo movimento relativo entre as placas levou a que, na parte ocidental de Sumatra, se formasse um arco vulcânico ativo.

Na zona sudeste da ilha de Sumatra, localiza-se o sistema geotérmico de Way Ratai, conhecido pelas suas fontes hidrotermais e pelo seu potencial para a extração de lítio (Li), um elemento químico presente em diversos minerais. O lítio é um recurso natural utilizado na produção de baterias para todo o tipo de equipamentos elétricos e eletrónicos.

Um estudo recente analisou a água das fontes hidrotermais do sistema geotérmico de Way Ratai cujo reservatório é delimitado por falhas e é maioritariamente formado por rocha andesítica. Os resultados do estudo mostraram que a água do reservatório, com uma temperatura entre os 160 °C e os 275 °C, tem uma composição química caracterizada pela presença de sódio (Na) e de cloro (Cl). Além disso, esta água revela ainda um enriquecimento em lítio, proveniente das rochas-reservatório de Way Ratai, cuja remoção é potenciada pela elevada salinidade da água.

A Figura 3 representa esquematicamente o arco vulcânico na zona ocidental de Sumatra e a localização do sistema geotérmico de Way Ratai.

A Figura 4A representa o modelo de enriquecimento em lítio no sistema geotérmico de Way Ratai, e a Figura 4B representa o gráfico relativo à variação da concentração de lítio à medida que a água ascende no sistema geotérmico.

4. Na ilha de Sumatra, ocorrem numerosos sismos. As primeiras ondas sísmicas a serem registadas nas estações sismográficas da ilha

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Grupo III - 5 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos

GRUPO III

A ilha de Sumatra, na Indonésia, localiza-se numa zona de fronteira entre a Placa Indo-Australiana e a Placa Eurasiática. O contínuo movimento relativo entre as placas levou a que, na parte ocidental de Sumatra, se formasse um arco vulcânico ativo.

Na zona sudeste da ilha de Sumatra, localiza-se o sistema geotérmico de Way Ratai, conhecido pelas suas fontes hidrotermais e pelo seu potencial para a extração de lítio (Li), um elemento químico presente em diversos minerais. O lítio é um recurso natural utilizado na produção de baterias para todo o tipo de equipamentos elétricos e eletrónicos.

Um estudo recente analisou a água das fontes hidrotermais do sistema geotérmico de Way Ratai cujo reservatório é delimitado por falhas e é maioritariamente formado por rocha andesítica. Os resultados do estudo mostraram que a água do reservatório, com uma temperatura entre os 160 °C e os 275 °C, tem uma composição química caracterizada pela presença de sódio (Na) e de cloro (Cl). Além disso, esta água revela ainda um enriquecimento em lítio, proveniente das rochas-reservatório de Way Ratai, cuja remoção é potenciada pela elevada salinidade da água.

A Figura 3 representa esquematicamente o arco vulcânico na zona ocidental de Sumatra e a localização do sistema geotérmico de Way Ratai.

A Figura 4A representa o modelo de enriquecimento em lítio no sistema geotérmico de Way Ratai, e a Figura 4B representa o gráfico relativo à variação da concentração de lítio à medida que a água ascende no sistema geotérmico.

5. Explique as elevadas concentrações de lítio no sistema geotérmico de Way Ratai, fazendo referência à localização geográfica (A), à composição química da água (B) e à temperatura deste sistema (C).

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