Exame Nacional Biologia e Geologia 2023 · 2.ª fase

Exame Nacional de Biologia e Geologia 2023, 2.ª fase: 24 exercícios com resolução. Temas: Tectónica de placas e deformação das rochas. Com correção imediata.

Temas do exame: Tectónica de placas e deformação das rochas · Sismologia e estrutura interna da Terra · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica · Biomoléculas, célula e transporte membranar · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração · Digestão, transporte e trocas gasosas · DNA, síntese proteica e mitose · Reprodução, meiose e ciclos de vida · Biodiversidade, evolução e sistemática · Investigação científica: variáveis e resultados

Grupo I - 1 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

O Parque Natural de Montesinho situa-se na região nordeste de Portugal. Os principais rios da região, por exemplo o Rabaçal e o Tuela, nascem em Espanha e correm de norte para sul, na direção do rio Douro.

O rio Rabaçal corre num vale encaixado. A Figura 1 representa um corte geológico do vale do rio Rabaçal.

Os quartzitos que afloram a este do rio Rabaçal possuem Cruziana – pistas deixadas pelo deslocamento de trilobites.

1. Identifique, de entre as afirmações respeitantes aos aspetos geológicos representados no corte da Figura 1, as três afirmações corretas.

Escreva, na folha de respostas, os números selecionados.

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Grupo I - 2 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

O Parque Natural de Montesinho situa-se na região nordeste de Portugal. Os principais rios da região, por exemplo o Rabaçal e o Tuela, nascem em Espanha e correm de norte para sul, na direção do rio Douro.

O rio Rabaçal corre num vale encaixado. A Figura 1 representa um corte geológico do vale do rio Rabaçal.

Os quartzitos que afloram a este do rio Rabaçal possuem Cruziana – pistas deixadas pelo deslocamento de trilobites.

2. A constituição mineralógica do granito que aflora a este do rio Rabaçal inclui quartzo associado a

Grupo I - 3 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

O Parque Natural de Montesinho situa-se na região nordeste de Portugal. Os principais rios da região, por exemplo o Rabaçal e o Tuela, nascem em Espanha e correm de norte para sul, na direção do rio Douro.

O rio Rabaçal corre num vale encaixado. A Figura 1 representa um corte geológico do vale do rio Rabaçal.

Os quartzitos que afloram a este do rio Rabaçal possuem Cruziana – pistas deixadas pelo deslocamento de trilobites.

3. De acordo com os dados da Figura 1, a sequência de rochas – xistos grafitosos, filitos carbonosos, ardósia – evidencia a ocorrência de um processo de metamorfismo

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Grupo I - 4 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

O Parque Natural de Montesinho situa-se na região nordeste de Portugal. Os principais rios da região, por exemplo o Rabaçal e o Tuela, nascem em Espanha e correm de norte para sul, na direção do rio Douro.

O rio Rabaçal corre num vale encaixado. A Figura 1 representa um corte geológico do vale do rio Rabaçal.

Os quartzitos que afloram a este do rio Rabaçal possuem Cruziana – pistas deixadas pelo deslocamento de trilobites.

4. Relativamente à génese do xisto grafitoso que aflora na zona a oeste do rio Rabaçal, pode referir-se que este resultou

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Grupo I - 5 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

5. A grafite e o diamante são minerais formados, exclusivamente, por carbono.

5.1.

Relativamente às características destes dois minerais, pode afirmar-se que

()

5.2.

A grafite é considerada um mineral, porque possui

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Grupo I - 6 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

6. Associe cada uma das descrições relativas às características das rochas, apresentadas na Coluna I, à rocha correspondente, que consta na Coluna II.

Escreva, na folha de respostas, cada letra da Coluna I, seguida do número correspondente.

A cada letra corresponde apenas um número.

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Grupo I - 7 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

O Parque Natural de Montesinho situa-se na região nordeste de Portugal. Os principais rios da região, por exemplo o Rabaçal e o Tuela, nascem em Espanha e correm de norte para sul, na direção do rio Douro.

O rio Rabaçal corre num vale encaixado. A Figura 1 representa um corte geológico do vale do rio Rabaçal.

Os quartzitos que afloram a este do rio Rabaçal possuem Cruziana – pistas deixadas pelo deslocamento de trilobites.

7. Na região representada no corte da Figura 1, existem afloramentos de quartzitos.

Explique a génese dos quartzitos e a evolução geodinâmica que possibilitou o seu afloramento.

Grupo I - 8 · Digestão, transporte e trocas gasosas

Texto 2

Os moluscos de água doce são, na atualidade, um dos grupos de seres vivos de invertebrados em perigo de extinção. Uma das espécies mais ameaçadas a nível nacional e mundial é o mexilhão-de-rio ( Margaritifera margaritifera), que pode ser encontrado, em populações estáveis, em dois rios transmontanos, o Tuela e o Rabaçal. Estes bivalves requerem águas correntes saturadas de oxigénio e frias. Para este regime térmico, contribui a vegetação ripícola 1, constituída por várias espécies de plantas caducifólias 2, em particular o amieiro ( Alnus glutinosa), que promove o ensombramento dos cursos de água.

O mexilhão-de-rio alimenta-se de organismos microscópicos e de partículas orgânicas que filtra da água quando esta passa pelas suas brânquias. Graças à ação de cílios, as partículas alimentares são encaminhadas para a boca e digeridas no estômago, através de reações catalisadas por enzimas. Os moluscos bivalves apresentam um sistema de transporte aberto e, em muitos casos, possuem uma proteína extracelular transportadora de oxigénio, a hemocianina.

O seu ciclo de vida (Figura 2) é bastante longo e complexo, comparativamente ao de outros invertebrados. Após a ocorrência da fertilização, as fêmeas libertam as larvas (gloquídios) para a coluna de água. Os gloquídios possuem uma estrutura em forma de gancho, com a qual se fixam às brânquias das trutas-de-rio ( Salmo trutta), parasitando-as de forma obrigatória. Ao fim de alguns meses, os juvenis do mexilhão-de-rio libertam-se do seu hospedeiro e enterram-se nos sedimentos do leito do rio, até atingirem a fase adulta.

Os amieiros estabelecem uma relação simbiótica com as bactérias da espécie Frankia alni, que se alojam e multiplicam em nódulos radiculares. Estas bactérias fixam o nitrogénio atmosférico, contribuindo para a sobrevivência das árvores em solos pobres e para a produção de folhas ricas em compostos nitrogenados, que, quando caem, servem de alimento aos invertebrados aquáticos. Estes invertebrados constituem, por sua vez, uma parte importante da dieta das trutas-de-rio.

Notas:

1 Vegetação ripícola – espécies vegetais que se encontram ao longo das margens dos rios.

2 Plantas caducifólias – plantas que perdem as folhas em determinada estação do ano.

Baseado em: A. Ferreira, «Margaritifera margaritifera em Portugal: principais ameaças à sua conservação», mestrado em Ecologia, Escola de Ciências, Universidade do Minho, 2018; e em: M. Pinto e J. Gaspar, «Doença do amieiro: uma séria ameaça à integridade dos bosques ripícolas», Floresta para Todos, Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais, 2021.

8. No que se refere à obtenção de energia pelos organismos da espécie Salmo trutta, as características físico-químicas das águas dos rios Tuela e Rabaçal favorecem

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Grupo I - 9 · Biomoléculas, célula e transporte membranar

Texto 2

Os moluscos de água doce são, na atualidade, um dos grupos de seres vivos de invertebrados em perigo de extinção. Uma das espécies mais ameaçadas a nível nacional e mundial é o mexilhão-de-rio ( Margaritifera margaritifera), que pode ser encontrado, em populações estáveis, em dois rios transmontanos, o Tuela e o Rabaçal. Estes bivalves requerem águas correntes saturadas de oxigénio e frias. Para este regime térmico, contribui a vegetação ripícola 1, constituída por várias espécies de plantas caducifólias 2, em particular o amieiro ( Alnus glutinosa), que promove o ensombramento dos cursos de água.

O mexilhão-de-rio alimenta-se de organismos microscópicos e de partículas orgânicas que filtra da água quando esta passa pelas suas brânquias. Graças à ação de cílios, as partículas alimentares são encaminhadas para a boca e digeridas no estômago, através de reações catalisadas por enzimas. Os moluscos bivalves apresentam um sistema de transporte aberto e, em muitos casos, possuem uma proteína extracelular transportadora de oxigénio, a hemocianina.

O seu ciclo de vida (Figura 2) é bastante longo e complexo, comparativamente ao de outros invertebrados. Após a ocorrência da fertilização, as fêmeas libertam as larvas (gloquídios) para a coluna de água. Os gloquídios possuem uma estrutura em forma de gancho, com a qual se fixam às brânquias das trutas-de-rio ( Salmo trutta), parasitando-as de forma obrigatória. Ao fim de alguns meses, os juvenis do mexilhão-de-rio libertam-se do seu hospedeiro e enterram-se nos sedimentos do leito do rio, até atingirem a fase adulta.

Os amieiros estabelecem uma relação simbiótica com as bactérias da espécie Frankia alni, que se alojam e multiplicam em nódulos radiculares. Estas bactérias fixam o nitrogénio atmosférico, contribuindo para a sobrevivência das árvores em solos pobres e para a produção de folhas ricas em compostos nitrogenados, que, quando caem, servem de alimento aos invertebrados aquáticos. Estes invertebrados constituem, por sua vez, uma parte importante da dieta das trutas-de-rio.

Notas:

1 Vegetação ripícola – espécies vegetais que se encontram ao longo das margens dos rios.

2 Plantas caducifólias – plantas que perdem as folhas em determinada estação do ano.

Baseado em: A. Ferreira, «Margaritifera margaritifera em Portugal: principais ameaças à sua conservação», mestrado em Ecologia, Escola de Ciências, Universidade do Minho, 2018; e em: M. Pinto e J. Gaspar, «Doença do amieiro: uma séria ameaça à integridade dos bosques ripícolas», Floresta para Todos, Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais, 2021.

9. As células de Alnus glutinosa distinguem-se das de Salmo trutta por possuírem organelos

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Grupo I - 10 · Reprodução, meiose e ciclos de vida

Texto 2

Os moluscos de água doce são, na atualidade, um dos grupos de seres vivos de invertebrados em perigo de extinção. Uma das espécies mais ameaçadas a nível nacional e mundial é o mexilhão-de-rio ( Margaritifera margaritifera), que pode ser encontrado, em populações estáveis, em dois rios transmontanos, o Tuela e o Rabaçal. Estes bivalves requerem águas correntes saturadas de oxigénio e frias. Para este regime térmico, contribui a vegetação ripícola 1, constituída por várias espécies de plantas caducifólias 2, em particular o amieiro ( Alnus glutinosa), que promove o ensombramento dos cursos de água.

O mexilhão-de-rio alimenta-se de organismos microscópicos e de partículas orgânicas que filtra da água quando esta passa pelas suas brânquias. Graças à ação de cílios, as partículas alimentares são encaminhadas para a boca e digeridas no estômago, através de reações catalisadas por enzimas. Os moluscos bivalves apresentam um sistema de transporte aberto e, em muitos casos, possuem uma proteína extracelular transportadora de oxigénio, a hemocianina.

O seu ciclo de vida (Figura 2) é bastante longo e complexo, comparativamente ao de outros invertebrados. Após a ocorrência da fertilização, as fêmeas libertam as larvas (gloquídios) para a coluna de água. Os gloquídios possuem uma estrutura em forma de gancho, com a qual se fixam às brânquias das trutas-de-rio ( Salmo trutta), parasitando-as de forma obrigatória. Ao fim de alguns meses, os juvenis do mexilhão-de-rio libertam-se do seu hospedeiro e enterram-se nos sedimentos do leito do rio, até atingirem a fase adulta.

Os amieiros estabelecem uma relação simbiótica com as bactérias da espécie Frankia alni, que se alojam e multiplicam em nódulos radiculares. Estas bactérias fixam o nitrogénio atmosférico, contribuindo para a sobrevivência das árvores em solos pobres e para a produção de folhas ricas em compostos nitrogenados, que, quando caem, servem de alimento aos invertebrados aquáticos. Estes invertebrados constituem, por sua vez, uma parte importante da dieta das trutas-de-rio.

Notas:

1 Vegetação ripícola – espécies vegetais que se encontram ao longo das margens dos rios.

2 Plantas caducifólias – plantas que perdem as folhas em determinada estação do ano.

Baseado em: A. Ferreira, «Margaritifera margaritifera em Portugal: principais ameaças à sua conservação», mestrado em Ecologia, Escola de Ciências, Universidade do Minho, 2018; e em: M. Pinto e J. Gaspar, «Doença do amieiro: uma séria ameaça à integridade dos bosques ripícolas», Floresta para Todos, Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais, 2021.

10. Na segunda divisão celular do processo que conduz à formação de gâmetas em M. margaritifera, ocorre

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Grupo I - 11 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

11. Em folhas de amieiro, na fase fotoquímica, ocorre

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Grupo I - 12 · Biodiversidade, evolução e sistemática

12. Relativamente às categorias taxonómicas das plantas ribeirinhas Alnus glutinosa, Alnus rhombifolia e Salix atrocinerea, pode afirmar-se que

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Grupo I - 13 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

Os moluscos de água doce são, na atualidade, um dos grupos de seres vivos de invertebrados em perigo de extinção. Uma das espécies mais ameaçadas a nível nacional e mundial é o mexilhão-de-rio ( Margaritifera margaritifera), que pode ser encontrado, em populações estáveis, em dois rios transmontanos, o Tuela e o Rabaçal. Estes bivalves requerem águas correntes saturadas de oxigénio e frias. Para este regime térmico, contribui a vegetação ripícola 1, constituída por várias espécies de plantas caducifólias 2, em particular o amieiro ( Alnus glutinosa), que promove o ensombramento dos cursos de água.

O mexilhão-de-rio alimenta-se de organismos microscópicos e de partículas orgânicas que filtra da água quando esta passa pelas suas brânquias. Graças à ação de cílios, as partículas alimentares são encaminhadas para a boca e digeridas no estômago, através de reações catalisadas por enzimas. Os moluscos bivalves apresentam um sistema de transporte aberto e, em muitos casos, possuem uma proteína extracelular transportadora de oxigénio, a hemocianina.

O seu ciclo de vida (Figura 2) é bastante longo e complexo, comparativamente ao de outros invertebrados. Após a ocorrência da fertilização, as fêmeas libertam as larvas (gloquídios) para a coluna de água. Os gloquídios possuem uma estrutura em forma de gancho, com a qual se fixam às brânquias das trutas-de-rio ( Salmo trutta), parasitando-as de forma obrigatória. Ao fim de alguns meses, os juvenis do mexilhão-de-rio libertam-se do seu hospedeiro e enterram-se nos sedimentos do leito do rio, até atingirem a fase adulta.

Os amieiros estabelecem uma relação simbiótica com as bactérias da espécie Frankia alni, que se alojam e multiplicam em nódulos radiculares. Estas bactérias fixam o nitrogénio atmosférico, contribuindo para a sobrevivência das árvores em solos pobres e para a produção de folhas ricas em compostos nitrogenados, que, quando caem, servem de alimento aos invertebrados aquáticos. Estes invertebrados constituem, por sua vez, uma parte importante da dieta das trutas-de-rio.

Notas:

1 Vegetação ripícola – espécies vegetais que se encontram ao longo das margens dos rios.

2 Plantas caducifólias – plantas que perdem as folhas em determinada estação do ano.

Baseado em: A. Ferreira, «Margaritifera margaritifera em Portugal: principais ameaças à sua conservação», mestrado em Ecologia, Escola de Ciências, Universidade do Minho, 2018; e em: M. Pinto e J. Gaspar, «Doença do amieiro: uma séria ameaça à integridade dos bosques ripícolas», Floresta para Todos, Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais, 2021.

13. Situações de endossimbiose, como a descrita no Texto 2, constituem argumentos a favor de um modelo que defende que o aparecimento das mitocôndrias das células eucarióticas resultou

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Grupo I - 14 · Digestão, transporte e trocas gasosas

Texto 2

Os moluscos de água doce são, na atualidade, um dos grupos de seres vivos de invertebrados em perigo de extinção. Uma das espécies mais ameaçadas a nível nacional e mundial é o mexilhão-de-rio ( Margaritifera margaritifera), que pode ser encontrado, em populações estáveis, em dois rios transmontanos, o Tuela e o Rabaçal. Estes bivalves requerem águas correntes saturadas de oxigénio e frias. Para este regime térmico, contribui a vegetação ripícola 1, constituída por várias espécies de plantas caducifólias 2, em particular o amieiro ( Alnus glutinosa), que promove o ensombramento dos cursos de água.

O mexilhão-de-rio alimenta-se de organismos microscópicos e de partículas orgânicas que filtra da água quando esta passa pelas suas brânquias. Graças à ação de cílios, as partículas alimentares são encaminhadas para a boca e digeridas no estômago, através de reações catalisadas por enzimas. Os moluscos bivalves apresentam um sistema de transporte aberto e, em muitos casos, possuem uma proteína extracelular transportadora de oxigénio, a hemocianina.

O seu ciclo de vida (Figura 2) é bastante longo e complexo, comparativamente ao de outros invertebrados. Após a ocorrência da fertilização, as fêmeas libertam as larvas (gloquídios) para a coluna de água. Os gloquídios possuem uma estrutura em forma de gancho, com a qual se fixam às brânquias das trutas-de-rio ( Salmo trutta), parasitando-as de forma obrigatória. Ao fim de alguns meses, os juvenis do mexilhão-de-rio libertam-se do seu hospedeiro e enterram-se nos sedimentos do leito do rio, até atingirem a fase adulta.

Os amieiros estabelecem uma relação simbiótica com as bactérias da espécie Frankia alni, que se alojam e multiplicam em nódulos radiculares. Estas bactérias fixam o nitrogénio atmosférico, contribuindo para a sobrevivência das árvores em solos pobres e para a produção de folhas ricas em compostos nitrogenados, que, quando caem, servem de alimento aos invertebrados aquáticos. Estes invertebrados constituem, por sua vez, uma parte importante da dieta das trutas-de-rio.

Notas:

1 Vegetação ripícola – espécies vegetais que se encontram ao longo das margens dos rios.

2 Plantas caducifólias – plantas que perdem as folhas em determinada estação do ano.

Baseado em: A. Ferreira, «Margaritifera margaritifera em Portugal: principais ameaças à sua conservação», mestrado em Ecologia, Escola de Ciências, Universidade do Minho, 2018; e em: M. Pinto e J. Gaspar, «Doença do amieiro: uma séria ameaça à integridade dos bosques ripícolas», Floresta para Todos, Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais, 2021.

14. O transporte de compostos orgânicos até às bactérias Frankia alni implica

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Grupo I - 15 · Digestão, transporte e trocas gasosas

Texto 2

Os moluscos de água doce são, na atualidade, um dos grupos de seres vivos de invertebrados em perigo de extinção. Uma das espécies mais ameaçadas a nível nacional e mundial é o mexilhão-de-rio ( Margaritifera margaritifera), que pode ser encontrado, em populações estáveis, em dois rios transmontanos, o Tuela e o Rabaçal. Estes bivalves requerem águas correntes saturadas de oxigénio e frias. Para este regime térmico, contribui a vegetação ripícola 1, constituída por várias espécies de plantas caducifólias 2, em particular o amieiro ( Alnus glutinosa), que promove o ensombramento dos cursos de água.

O mexilhão-de-rio alimenta-se de organismos microscópicos e de partículas orgânicas que filtra da água quando esta passa pelas suas brânquias. Graças à ação de cílios, as partículas alimentares são encaminhadas para a boca e digeridas no estômago, através de reações catalisadas por enzimas. Os moluscos bivalves apresentam um sistema de transporte aberto e, em muitos casos, possuem uma proteína extracelular transportadora de oxigénio, a hemocianina.

O seu ciclo de vida (Figura 2) é bastante longo e complexo, comparativamente ao de outros invertebrados. Após a ocorrência da fertilização, as fêmeas libertam as larvas (gloquídios) para a coluna de água. Os gloquídios possuem uma estrutura em forma de gancho, com a qual se fixam às brânquias das trutas-de-rio ( Salmo trutta), parasitando-as de forma obrigatória. Ao fim de alguns meses, os juvenis do mexilhão-de-rio libertam-se do seu hospedeiro e enterram-se nos sedimentos do leito do rio, até atingirem a fase adulta.

Os amieiros estabelecem uma relação simbiótica com as bactérias da espécie Frankia alni, que se alojam e multiplicam em nódulos radiculares. Estas bactérias fixam o nitrogénio atmosférico, contribuindo para a sobrevivência das árvores em solos pobres e para a produção de folhas ricas em compostos nitrogenados, que, quando caem, servem de alimento aos invertebrados aquáticos. Estes invertebrados constituem, por sua vez, uma parte importante da dieta das trutas-de-rio.

Notas:

1 Vegetação ripícola – espécies vegetais que se encontram ao longo das margens dos rios.

2 Plantas caducifólias – plantas que perdem as folhas em determinada estação do ano.

Baseado em: A. Ferreira, «Margaritifera margaritifera em Portugal: principais ameaças à sua conservação», mestrado em Ecologia, Escola de Ciências, Universidade do Minho, 2018; e em: M. Pinto e J. Gaspar, «Doença do amieiro: uma séria ameaça à integridade dos bosques ripícolas», Floresta para Todos, Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais, 2021.

15. Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada a cada espaço.

Escreva, na folha de respostas, cada uma das letras, seguida do número que corresponde à opção selecionada.

Os mexilhões-de-rio possuem

, e o fluido circulante responsável pelo transporte de oxigénio designa-se

. As trutas-de-rio possuem circulação

, e nas cavidades do seu coração circula

.

a) · b)

.

·.

c) · d)

.

·.

Grupo I - 16 · DNA, síntese proteica e mitose

16. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência correta de acontecimentos que conduzem à síntese da hemocianina.

Escreva, na folha de respostas, a sequência de letras.

A. Polimerização de uma cadeia de aminoácidos.

B. Ligação das duas subunidades do ribossoma.

C. Remoção de intrões de uma cadeia ribonucleica.

D. Transcrição do gene pela RNA polimerase.

E. Migração do mRNA processado para o citoplasma.

Posição

Grupo I - 17 · Reprodução, meiose e ciclos de vida

17. Associe a cada um dos ciclos de vida, apresentados na Coluna I, as características descritas na Coluna II que lhe correspondem.

Cada um dos números deve ser associado apenas a uma letra, e todos os números devem ser utilizados.

COLUNA I · COLUNA II

(a) Ciclo haplonte

(b) Ciclo diplonte

(c) Ciclo haplodiplonte

· (1) A meiose ocorre após a formação do zigoto.

(2) Existe alternância de gerações e de fases nucleares.

(3) Os esporos formados são geneticamente distintos.

(4) Os gâmetas são a única entidade haploide.

(5) Apenas o zigoto apresenta cromossomas homólogos.

(6) Os gâmetas e a entidade multicelular diploide formam-se por mitose.

(7) A meiose é pré-gamética.

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Grupo I - 18 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

Os moluscos de água doce são, na atualidade, um dos grupos de seres vivos de invertebrados em perigo de extinção. Uma das espécies mais ameaçadas a nível nacional e mundial é o mexilhão-de-rio ( Margaritifera margaritifera), que pode ser encontrado, em populações estáveis, em dois rios transmontanos, o Tuela e o Rabaçal. Estes bivalves requerem águas correntes saturadas de oxigénio e frias. Para este regime térmico, contribui a vegetação ripícola 1, constituída por várias espécies de plantas caducifólias 2, em particular o amieiro ( Alnus glutinosa), que promove o ensombramento dos cursos de água.

O mexilhão-de-rio alimenta-se de organismos microscópicos e de partículas orgânicas que filtra da água quando esta passa pelas suas brânquias. Graças à ação de cílios, as partículas alimentares são encaminhadas para a boca e digeridas no estômago, através de reações catalisadas por enzimas. Os moluscos bivalves apresentam um sistema de transporte aberto e, em muitos casos, possuem uma proteína extracelular transportadora de oxigénio, a hemocianina.

O seu ciclo de vida (Figura 2) é bastante longo e complexo, comparativamente ao de outros invertebrados. Após a ocorrência da fertilização, as fêmeas libertam as larvas (gloquídios) para a coluna de água. Os gloquídios possuem uma estrutura em forma de gancho, com a qual se fixam às brânquias das trutas-de-rio ( Salmo trutta), parasitando-as de forma obrigatória. Ao fim de alguns meses, os juvenis do mexilhão-de-rio libertam-se do seu hospedeiro e enterram-se nos sedimentos do leito do rio, até atingirem a fase adulta.

Os amieiros estabelecem uma relação simbiótica com as bactérias da espécie Frankia alni, que se alojam e multiplicam em nódulos radiculares. Estas bactérias fixam o nitrogénio atmosférico, contribuindo para a sobrevivência das árvores em solos pobres e para a produção de folhas ricas em compostos nitrogenados, que, quando caem, servem de alimento aos invertebrados aquáticos. Estes invertebrados constituem, por sua vez, uma parte importante da dieta das trutas-de-rio.

Notas:

1 Vegetação ripícola – espécies vegetais que se encontram ao longo das margens dos rios.

2 Plantas caducifólias – plantas que perdem as folhas em determinada estação do ano.

Baseado em: A. Ferreira, «Margaritifera margaritifera em Portugal: principais ameaças à sua conservação», mestrado em Ecologia, Escola de Ciências, Universidade do Minho, 2018; e em: M. Pinto e J. Gaspar, «Doença do amieiro: uma séria ameaça à integridade dos bosques ripícolas», Floresta para Todos, Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais, 2021.

18. O declínio da vegetação ripícola tem vindo a agravar-se, devido à infeção dos amieiros por um agente patogénico ( Phytophthora sp.). A doença dos amieiros produz inúmeros sintomas, como a redução do número de folhas e folhas anormalmente pequenas e amareladas.

Explique em que medida, nos rios transmontanos, a doença dos amieiros contribui para a redução do número de indivíduos das populações de M. margaritifera, como consequência das modificações, quer da temperatura da água, quer das condições necessárias ao desenvolvimento do ciclo de vida destes bivalves.

Grupo I - 19 · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

O rio Rabaçal tem duas barragens ao longo do seu percurso: a barragem de Bouçais-Sonim (B-S) e a barragem de Rebordelo (R). Foram estudadas as populações do bivalve Margaritifera margaritifera ao longo do rio e recolheram-se dados em trinta locais do rio e das duas albufeiras 1.

A Figura 3 representa a abundância média de indivíduos encontrados em cada local de amostragem (A).

1 Albufeira – lago artificial, a montante de uma barragem, que resulta da acumulação da água do rio.

A Tabela 1 apresenta os dados relativos a várias características da água e dos sedimentos, determinadas experimentalmente, em cinco dos locais estudados.

A Figura 4 representa o diagrama de Hjulström, que relaciona os processos de erosão, de transporte e de sedimentação com o diâmetro dos sedimentos detríticos e com a velocidade da corrente.

19. Identifique, de entre as afirmações relacionadas com os resultados experimentais, as três afirmações corretas.

Na sua resposta, deverá considerar os dados do estudo, apresentados na Figura 3 e na Tabela 1.

Grupo I - 20 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

Texto 3

O rio Rabaçal tem duas barragens ao longo do seu percurso: a barragem de Bouçais-Sonim (B-S) e a barragem de Rebordelo (R). Foram estudadas as populações do bivalve Margaritifera margaritifera ao longo do rio e recolheram-se dados em trinta locais do rio e das duas albufeiras 1.

A Figura 3 representa a abundância média de indivíduos encontrados em cada local de amostragem (A).

1 Albufeira – lago artificial, a montante de uma barragem, que resulta da acumulação da água do rio.

A Tabela 1 apresenta os dados relativos a várias características da água e dos sedimentos, determinadas experimentalmente, em cinco dos locais estudados.

A Figura 4 representa o diagrama de Hjulström, que relaciona os processos de erosão, de transporte e de sedimentação com o diâmetro dos sedimentos detríticos e com a velocidade da corrente.

* 20. Considerando os dados do estudo, apresentados na Tabela 1, e a relação entre a velocidade da corrente e o diâmetro dos sedimentos detríticos, representada no diagrama da Figura 4, podemos afirmar que

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Grupo I - 21 · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

O rio Rabaçal tem duas barragens ao longo do seu percurso: a barragem de Bouçais-Sonim (B-S) e a barragem de Rebordelo (R). Foram estudadas as populações do bivalve Margaritifera margaritifera ao longo do rio e recolheram-se dados em trinta locais do rio e das duas albufeiras 1.

A Figura 3 representa a abundância média de indivíduos encontrados em cada local de amostragem (A).

1 Albufeira – lago artificial, a montante de uma barragem, que resulta da acumulação da água do rio.

A Tabela 1 apresenta os dados relativos a várias características da água e dos sedimentos, determinadas experimentalmente, em cinco dos locais estudados.

A Figura 4 representa o diagrama de Hjulström, que relaciona os processos de erosão, de transporte e de sedimentação com o diâmetro dos sedimentos detríticos e com a velocidade da corrente.

21. De acordo com os dados, o objetivo desta investigação foi

()

Grupo I - 22 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

Texto 3

O rio Rabaçal tem duas barragens ao longo do seu percurso: a barragem de Bouçais-Sonim (B-S) e a barragem de Rebordelo (R). Foram estudadas as populações do bivalve Margaritifera margaritifera ao longo do rio e recolheram-se dados em trinta locais do rio e das duas albufeiras 1.

A Figura 3 representa a abundância média de indivíduos encontrados em cada local de amostragem (A).

1 Albufeira – lago artificial, a montante de uma barragem, que resulta da acumulação da água do rio.

A Tabela 1 apresenta os dados relativos a várias características da água e dos sedimentos, determinadas experimentalmente, em cinco dos locais estudados.

A Figura 4 representa o diagrama de Hjulström, que relaciona os processos de erosão, de transporte e de sedimentação com o diâmetro dos sedimentos detríticos e com a velocidade da corrente.

* 22. Relacione o hidrodinamismo na zona da albufeira da barragem de Bouçoais-Sonim (B-S) e na zona a montante desta com a distribuição de M. margaritifera, utilizando os dados da Figura 3 e da Tabela 1.

Grupo II - 1 · Investigação científica: variáveis e resultados

GRUPO II

Um grupo de alunos pretende investigar qual o fator que mais contribui para o declínio das populações de amieiros: a infeção por Phytophthora sp. ou a falta de água.

Com esse objetivo, irão ser usadas plantas de Alnus glutinosa em boas condições fisiológicas e duas espécies patogénicas, Phytophthora alni e Phytophthora crassamura, para verificar se os sintomas observados também variam com o organismo causador da doença.

Para a concretização desta investigação, os alunos propuseram os quatro procedimentos que se apresentam em seguida.

Procedimento A

Procedimento B

Procedimento C

Procedimento D

1. Considerando o objetivo da investigação, os procedimentos apresentados foram discutidos, tendo sido selecionado o procedimento C como o adequado.

Apresente, fundamentando, para cada um dos procedimentos, A, B e D, um motivo que justifique a sua rejeição.

Grupo II - 2 · Investigação científica: variáveis e resultados

GRUPO II

Um grupo de alunos pretende investigar qual o fator que mais contribui para o declínio das populações de amieiros: a infeção por Phytophthora sp. ou a falta de água.

Com esse objetivo, irão ser usadas plantas de Alnus glutinosa em boas condições fisiológicas e duas espécies patogénicas, Phytophthora alni e Phytophthora crassamura, para verificar se os sintomas observados também variam com o organismo causador da doença.

Para a concretização desta investigação, os alunos propuseram os quatro procedimentos que se apresentam em seguida.

Procedimento A

Procedimento B

Procedimento C

Procedimento D

2. Nesta investigação, uma das variáveis independentes será

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Grupo II - 3 · Investigação científica: variáveis e resultados

GRUPO II

Um grupo de alunos pretende investigar qual o fator que mais contribui para o declínio das populações de amieiros: a infeção por Phytophthora sp. ou a falta de água.

Com esse objetivo, irão ser usadas plantas de Alnus glutinosa em boas condições fisiológicas e duas espécies patogénicas, Phytophthora alni e Phytophthora crassamura, para verificar se os sintomas observados também variam com o organismo causador da doença.

Para a concretização desta investigação, os alunos propuseram os quatro procedimentos que se apresentam em seguida.

Procedimento A

Procedimento B

Procedimento C

Procedimento D

3. De modo a garantir a fiabilidade da investigação, os alunos devem

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Grupo III - 1 · Sismologia e estrutura interna da Terra

GRUPO III

A falha de Manteigas-Vilariça-Bragança (FMVB) é uma das grandes estruturas tectónicas do NE de Portugal. Esta falha atravessa o Parque Natural de Montesinho, tem direção NE-SO e um comprimento aproximado de 220 km. No segmento central da falha, o deslocamento dos blocos rochosos tem sido responsável pelos episódios sísmicos ocorridos nos últimos 3,6 milhões de anos. Em novembro de 2018, ocorreu um sismo com epicentro na zona de Torre de Moncorvo, com magnitude de 2,4. Este sismo teve origem na FMVB, a qual foi também responsável por uma crise sísmica em 1986, que durou cerca de um mês. A Figura 5A representa a carta portuguesa de isossistas de intensidade máxima. A Figura 5B representa o mapa geológico simplificado da região do vale do Douro, na zona de Torre de Moncorvo e de Vila Nova de Foz Côa.

Baseado em: H. Perea et al., «Actividade sísmica quaternária da falha da Vilariça (NE Portugal): Resultados preliminares de um estudo paleossismológico», Revista Electrónica de Ciências da Terra, GEOTIC – Sociedade Geológica de Portugal, VIII Congresso Nacional de Geologia, 2010; em: P. Cunha e D. Pereira, «Evolução cenozoica da área de Longroiva-Vilariça (NE Portugal)», Ciências da Terra (UNL), n.º 14, Lisboa, 2000; e em: pnrrc.pt/index.php/2015/10/19/cenarios-sismicos/ (consultado em outubro de 2022).

1. Identifique, de entre as afirmações respeitantes aos dados da Figura 5, as três afirmações corretas.

Escreva, na folha de respostas, os números selecionados.

Grupo III - 2 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO III

A falha de Manteigas-Vilariça-Bragança (FMVB) é uma das grandes estruturas tectónicas do NE de Portugal. Esta falha atravessa o Parque Natural de Montesinho, tem direção NE-SO e um comprimento aproximado de 220 km. No segmento central da falha, o deslocamento dos blocos rochosos tem sido responsável pelos episódios sísmicos ocorridos nos últimos 3,6 milhões de anos. Em novembro de 2018, ocorreu um sismo com epicentro na zona de Torre de Moncorvo, com magnitude de 2,4. Este sismo teve origem na FMVB, a qual foi também responsável por uma crise sísmica em 1986, que durou cerca de um mês. A Figura 5A representa a carta portuguesa de isossistas de intensidade máxima. A Figura 5B representa o mapa geológico simplificado da região do vale do Douro, na zona de Torre de Moncorvo e de Vila Nova de Foz Côa.

Baseado em: H. Perea et al., «Actividade sísmica quaternária da falha da Vilariça (NE Portugal): Resultados preliminares de um estudo paleossismológico», Revista Electrónica de Ciências da Terra, GEOTIC – Sociedade Geológica de Portugal, VIII Congresso Nacional de Geologia, 2010; em: P. Cunha e D. Pereira, «Evolução cenozoica da área de Longroiva-Vilariça (NE Portugal)», Ciências da Terra (UNL), n.º 14, Lisboa, 2000; e em: pnrrc.pt/index.php/2015/10/19/cenarios-sismicos/ (consultado em outubro de 2022).

2. De acordo com os dados da Figura 5B, a FMVB é uma falha

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Grupo III - 3 · Sismologia e estrutura interna da Terra

3. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência correta de algumas das etapas necessárias para determinar a localização do epicentro de um sismo.

Escreva, na folha de respostas, a sequência de letras.

A. Cruzamento de distâncias epicentrais calculadas em outras estações sismográficas.

B. Determinação da diferença entre o tempo de chegada das ondas S e das ondas P.

C. Cálculo da distância entre a estação sismográfica e o epicentro.

D. Identificação das ondas P e das ondas S num sismograma.

E. Registo da chegada das primeiras ondas sísmicas à estação sismográfica.

Grupo III - 4 · Sismologia e estrutura interna da Terra

GRUPO III

A falha de Manteigas-Vilariça-Bragança (FMVB) é uma das grandes estruturas tectónicas do NE de Portugal. Esta falha atravessa o Parque Natural de Montesinho, tem direção NE-SO e um comprimento aproximado de 220 km. No segmento central da falha, o deslocamento dos blocos rochosos tem sido responsável pelos episódios sísmicos ocorridos nos últimos 3,6 milhões de anos. Em novembro de 2018, ocorreu um sismo com epicentro na zona de Torre de Moncorvo, com magnitude de 2,4. Este sismo teve origem na FMVB, a qual foi também responsável por uma crise sísmica em 1986, que durou cerca de um mês. A Figura 5A representa a carta portuguesa de isossistas de intensidade máxima. A Figura 5B representa o mapa geológico simplificado da região do vale do Douro, na zona de Torre de Moncorvo e de Vila Nova de Foz Côa.

Baseado em: H. Perea et al., «Actividade sísmica quaternária da falha da Vilariça (NE Portugal): Resultados preliminares de um estudo paleossismológico», Revista Electrónica de Ciências da Terra, GEOTIC – Sociedade Geológica de Portugal, VIII Congresso Nacional de Geologia, 2010; em: P. Cunha e D. Pereira, «Evolução cenozoica da área de Longroiva-Vilariça (NE Portugal)», Ciências da Terra (UNL), n.º 14, Lisboa, 2000; e em: pnrrc.pt/index.php/2015/10/19/cenarios-sismicos/ (consultado em outubro de 2022).

* 4. Explique a intensidade sísmica máxima na zona de Torre de Moncorvo, comparando-a com a intensidade sísmica máxima em regiões próximas, como a de Vila Real.

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