Exame Nacional Biologia e Geologia 2022 · Época especial

Exame Nacional de Biologia e Geologia 2022, Época especial: 20 exercícios com resolução. Temas: Tectónica de placas e deformação das rochas. Grátis.

Temas do exame: Tectónica de placas e deformação das rochas · Sismologia e estrutura interna da Terra · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica · Recursos geológicos, aquíferos e riscos · Biomoléculas, célula e transporte membranar · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração · Digestão, transporte e trocas gasosas · DNA, síntese proteica e mitose · Reprodução, meiose e ciclos de vida · Biodiversidade, evolução e sistemática · Investigação científica: variáveis e resultados

Grupo I - 1 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

A Faixa Piritosa Ibérica (FPI), localizada na região sudoeste da Península Ibérica, entre Lagoa Salgada e Sevilha, é uma das regiões metalogenéticas mais importantes do mundo e constitui, provavelmente, a maior concentração de sulfuretos polimetálicos na crosta terrestre, apresentando cerca de 300 km de comprimento e 30 a 60 km de largura. Os sulfuretos polimetálicos são compostos de enxofre e de metais – ferro, cobre, zinco e chumbo, entre outros – que originaram minérios como a pirite e a calcopirite, os quais se encontram associados a rochas sedimentares e a rochas vulcânicas, essencialmente félsicas, formadas no Paleozoico superior.

No Devónico superior (383 a 359 milhões de anos – Ma), a área correspondente à FPI fazia parte de um mar pouco profundo. A partir do final do Devónico, a crosta continental subjacente a este mar começou a sofrer distensão, provocando a formação de falhas que originaram elevações e depressões. Ao longo das falhas, ascenderam magmas de origem mantélica que provocaram sobreaquecimento da crosta. Da fusão parcial da crosta resultaram magmas félsicos, que originaram numerosos aparelhos vulcânicos constituídos por lavas e/ou domos, intercalados, por vezes, com unidades piroclásticas. As depressões formaram bacias no fundo do mar, que foram sendo preenchidas por sedimentos. A circulação de fluidos hidrotermais com origem na infiltração da água do mar ou com origem magmática, através das fraturas das rochas, conduziu à deposição de sulfuretos polimetálicos na crosta, originando os jazigos da FPI. À superfície, estes fluidos estiveram na origem da formação de rochas sedimentares ricas em sílica – chertes e jaspes – e facilitaram a proliferação de radiolários, protistas unicelulares do zooplâncton, com esqueleto silicioso.

Mais tarde (± 347-330 Ma), a mudança para um regime compressivo levou ao levantamento do fundo do mar e originou diversas estruturas em antiforma-anticlinal.

A Figura 1 representa o mapa geológico simplificado da Faixa Piritosa Ibérica, com localização de alguns dos principais depósitos de sulfuretos existentes nesta região metalogenética.

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1. As rochas vulcânicas predominantes na FPI, quanto às suas características e génese, são

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Grupo I · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO I

Texto 1

A Faixa Piritosa Ibérica (FPI), localizada na região sudoeste da Península Ibérica, entre Lagoa Salgada e Sevilha, é uma das regiões metalogenéticas mais importantes do mundo e constitui, provavelmente, a maior concentração de sulfuretos polimetálicos na crosta terrestre, apresentando cerca de 300 km de comprimento e 30 a 60 km de largura. Os sulfuretos polimetálicos são compostos de enxofre e de metais – ferro, cobre, zinco e chumbo, entre outros – que originaram minérios como a pirite e a calcopirite, os quais se encontram associados a rochas sedimentares e a rochas vulcânicas, essencialmente félsicas, formadas no Paleozoico superior.

No Devónico superior (383 a 359 milhões de anos – Ma), a área correspondente à FPI fazia parte de um mar pouco profundo. A partir do final do Devónico, a crosta continental subjacente a este mar começou a sofrer distensão, provocando a formação de falhas que originaram elevações e depressões. Ao longo das falhas, ascenderam magmas de origem mantélica que provocaram sobreaquecimento da crosta. Da fusão parcial da crosta resultaram magmas félsicos, que originaram numerosos aparelhos vulcânicos constituídos por lavas e/ou domos, intercalados, por vezes, com unidades piroclásticas. As depressões formaram bacias no fundo do mar, que foram sendo preenchidas por sedimentos. A circulação de fluidos hidrotermais com origem na infiltração da água do mar ou com origem magmática, através das fraturas das rochas, conduziu à deposição de sulfuretos polimetálicos na crosta, originando os jazigos da FPI. À superfície, estes fluidos estiveram na origem da formação de rochas sedimentares ricas em sílica – chertes e jaspes – e facilitaram a proliferação de radiolários, protistas unicelulares do zooplâncton, com esqueleto silicioso.

Mais tarde (± 347-330 Ma), a mudança para um regime compressivo levou ao levantamento do fundo do mar e originou diversas estruturas em antiforma-anticlinal.

A Figura 1 representa o mapa geológico simplificado da Faixa Piritosa Ibérica, com localização de alguns dos principais depósitos de sulfuretos existentes nesta região metalogenética.

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3.

Selecione, de entre as afirmações relacionadas com a região da Faixa Piritosa Ibérica, as três afirmações corretas.

Transcreva para a folha de respostas os números correspondentes.

.

4.

Um antiforma-anticlinal é uma estrutura que apresenta concavidade virada para ________ e, no núcleo, as rochas mais ________.

Grupo I - 2 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

A Faixa Piritosa Ibérica (FPI), localizada na região sudoeste da Península Ibérica, entre Lagoa Salgada e Sevilha, é uma das regiões metalogenéticas mais importantes do mundo e constitui, provavelmente, a maior concentração de sulfuretos polimetálicos na crosta terrestre, apresentando cerca de 300 km de comprimento e 30 a 60 km de largura. Os sulfuretos polimetálicos são compostos de enxofre e de metais – ferro, cobre, zinco e chumbo, entre outros – que originaram minérios como a pirite e a calcopirite, os quais se encontram associados a rochas sedimentares e a rochas vulcânicas, essencialmente félsicas, formadas no Paleozoico superior.

No Devónico superior (383 a 359 milhões de anos – Ma), a área correspondente à FPI fazia parte de um mar pouco profundo. A partir do final do Devónico, a crosta continental subjacente a este mar começou a sofrer distensão, provocando a formação de falhas que originaram elevações e depressões. Ao longo das falhas, ascenderam magmas de origem mantélica que provocaram sobreaquecimento da crosta. Da fusão parcial da crosta resultaram magmas félsicos, que originaram numerosos aparelhos vulcânicos constituídos por lavas e/ou domos, intercalados, por vezes, com unidades piroclásticas. As depressões formaram bacias no fundo do mar, que foram sendo preenchidas por sedimentos. A circulação de fluidos hidrotermais com origem na infiltração da água do mar ou com origem magmática, através das fraturas das rochas, conduziu à deposição de sulfuretos polimetálicos na crosta, originando os jazigos da FPI. À superfície, estes fluidos estiveram na origem da formação de rochas sedimentares ricas em sílica – chertes e jaspes – e facilitaram a proliferação de radiolários, protistas unicelulares do zooplâncton, com esqueleto silicioso.

Mais tarde (± 347-330 Ma), a mudança para um regime compressivo levou ao levantamento do fundo do mar e originou diversas estruturas em antiforma-anticlinal.

A Figura 1 representa o mapa geológico simplificado da Faixa Piritosa Ibérica, com localização de alguns dos principais depósitos de sulfuretos existentes nesta região metalogenética.

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2. Na FPI, existem argilitos com matéria orgânica, que, quanto à sua génese, são rochas

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Grupo I · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

A Faixa Piritosa Ibérica (FPI), localizada na região sudoeste da Península Ibérica, entre Lagoa Salgada e Sevilha, é uma das regiões metalogenéticas mais importantes do mundo e constitui, provavelmente, a maior concentração de sulfuretos polimetálicos na crosta terrestre, apresentando cerca de 300 km de comprimento e 30 a 60 km de largura. Os sulfuretos polimetálicos são compostos de enxofre e de metais – ferro, cobre, zinco e chumbo, entre outros – que originaram minérios como a pirite e a calcopirite, os quais se encontram associados a rochas sedimentares e a rochas vulcânicas, essencialmente félsicas, formadas no Paleozoico superior.

No Devónico superior (383 a 359 milhões de anos – Ma), a área correspondente à FPI fazia parte de um mar pouco profundo. A partir do final do Devónico, a crosta continental subjacente a este mar começou a sofrer distensão, provocando a formação de falhas que originaram elevações e depressões. Ao longo das falhas, ascenderam magmas de origem mantélica que provocaram sobreaquecimento da crosta. Da fusão parcial da crosta resultaram magmas félsicos, que originaram numerosos aparelhos vulcânicos constituídos por lavas e/ou domos, intercalados, por vezes, com unidades piroclásticas. As depressões formaram bacias no fundo do mar, que foram sendo preenchidas por sedimentos. A circulação de fluidos hidrotermais com origem na infiltração da água do mar ou com origem magmática, através das fraturas das rochas, conduziu à deposição de sulfuretos polimetálicos na crosta, originando os jazigos da FPI. À superfície, estes fluidos estiveram na origem da formação de rochas sedimentares ricas em sílica – chertes e jaspes – e facilitaram a proliferação de radiolários, protistas unicelulares do zooplâncton, com esqueleto silicioso.

Mais tarde (± 347-330 Ma), a mudança para um regime compressivo levou ao levantamento do fundo do mar e originou diversas estruturas em antiforma-anticlinal.

A Figura 1 representa o mapa geológico simplificado da Faixa Piritosa Ibérica, com localização de alguns dos principais depósitos de sulfuretos existentes nesta região metalogenética.

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5.

Os microfósseis, em particular o grupo dos palinomorfos, incluem restos microscópicos orgânicos de seres vivos aquáticos, de esporos e de pólenes de plantas primitivas que foram colonizando a Terra. Estes microfósseis são muito comuns em algumas rochas da FPI, permitindo datações muito rigorosas.

Uma das condições que fazem de alguns palinomorfos bons fósseis de idade é

6.

Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência correta de acontecimentos que conduziram à formação de depósitos de sulfuretos na Faixa Piritosa Ibérica e à evolução geológica da região.

.

Grupo I - 7 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos

GRUPO I

Texto 1

A Faixa Piritosa Ibérica (FPI), localizada na região sudoeste da Península Ibérica, entre Lagoa Salgada e Sevilha, é uma das regiões metalogenéticas mais importantes do mundo e constitui, provavelmente, a maior concentração de sulfuretos polimetálicos na crosta terrestre, apresentando cerca de 300 km de comprimento e 30 a 60 km de largura. Os sulfuretos polimetálicos são compostos de enxofre e de metais – ferro, cobre, zinco e chumbo, entre outros – que originaram minérios como a pirite e a calcopirite, os quais se encontram associados a rochas sedimentares e a rochas vulcânicas, essencialmente félsicas, formadas no Paleozoico superior.

No Devónico superior (383 a 359 milhões de anos – Ma), a área correspondente à FPI fazia parte de um mar pouco profundo. A partir do final do Devónico, a crosta continental subjacente a este mar começou a sofrer distensão, provocando a formação de falhas que originaram elevações e depressões. Ao longo das falhas, ascenderam magmas de origem mantélica que provocaram sobreaquecimento da crosta. Da fusão parcial da crosta resultaram magmas félsicos, que originaram numerosos aparelhos vulcânicos constituídos por lavas e/ou domos, intercalados, por vezes, com unidades piroclásticas. As depressões formaram bacias no fundo do mar, que foram sendo preenchidas por sedimentos. A circulação de fluidos hidrotermais com origem na infiltração da água do mar ou com origem magmática, através das fraturas das rochas, conduziu à deposição de sulfuretos polimetálicos na crosta, originando os jazigos da FPI. À superfície, estes fluidos estiveram na origem da formação de rochas sedimentares ricas em sílica – chertes e jaspes – e facilitaram a proliferação de radiolários, protistas unicelulares do zooplâncton, com esqueleto silicioso.

Mais tarde (± 347-330 Ma), a mudança para um regime compressivo levou ao levantamento do fundo do mar e originou diversas estruturas em antiforma-anticlinal.

A Figura 1 representa o mapa geológico simplificado da Faixa Piritosa Ibérica, com localização de alguns dos principais depósitos de sulfuretos existentes nesta região metalogenética.

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7. A circulação de fluidos hidrotermais na crosta, sob a forma de correntes de convecção, deu lugar a processos físico-químicos que conduziram à formação dos jazigos da FPI.

Explique de que modo a circulação dos fluidos hidrotermais contribuiu para a existência de jazigos de diversos metais na FPI.

Grupo I - 8 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

A Faixa Piritosa Ibérica (FPI), localizada na região sudoeste da Península Ibérica, entre Lagoa Salgada e Sevilha, é uma das regiões metalogenéticas mais importantes do mundo e constitui, provavelmente, a maior concentração de sulfuretos polimetálicos na crosta terrestre, apresentando cerca de 300 km de comprimento e 30 a 60 km de largura. Os sulfuretos polimetálicos são compostos de enxofre e de metais – ferro, cobre, zinco e chumbo, entre outros – que originaram minérios como a pirite e a calcopirite, os quais se encontram associados a rochas sedimentares e a rochas vulcânicas, essencialmente félsicas, formadas no Paleozoico superior.

No Devónico superior (383 a 359 milhões de anos – Ma), a área correspondente à FPI fazia parte de um mar pouco profundo. A partir do final do Devónico, a crosta continental subjacente a este mar começou a sofrer distensão, provocando a formação de falhas que originaram elevações e depressões. Ao longo das falhas, ascenderam magmas de origem mantélica que provocaram sobreaquecimento da crosta. Da fusão parcial da crosta resultaram magmas félsicos, que originaram numerosos aparelhos vulcânicos constituídos por lavas e/ou domos, intercalados, por vezes, com unidades piroclásticas. As depressões formaram bacias no fundo do mar, que foram sendo preenchidas por sedimentos. A circulação de fluidos hidrotermais com origem na infiltração da água do mar ou com origem magmática, através das fraturas das rochas, conduziu à deposição de sulfuretos polimetálicos na crosta, originando os jazigos da FPI. À superfície, estes fluidos estiveram na origem da formação de rochas sedimentares ricas em sílica – chertes e jaspes – e facilitaram a proliferação de radiolários, protistas unicelulares do zooplâncton, com esqueleto silicioso.

Mais tarde (± 347-330 Ma), a mudança para um regime compressivo levou ao levantamento do fundo do mar e originou diversas estruturas em antiforma-anticlinal.

A Figura 1 representa o mapa geológico simplificado da Faixa Piritosa Ibérica, com localização de alguns dos principais depósitos de sulfuretos existentes nesta região metalogenética.

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8. Explique a proliferação dos radiolários na área correspondente à FPI, relacionando a composição química dos fluidos hidrotermais que emergiram no fundo do mar com a litologia da região e com a construção dos esqueletos daqueles organismos.

Grupo I - 9 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

Texto 2

Em Portugal, o Montado forma um habitat heterogéneo cujo coberto arbóreo é dominado por sobreiros ( Quercus suber) e azinheiras ( Quercus rotundifolia). Além da produção de bolota (fruto que acumula substâncias de reserva, utilizado para fins alimentares), da remoção de carbono atmosférico e da conservação dos solos, estas árvores disponibilizam abrigo e alimento para inúmeras espécies com as quais estabelecem interações.

O sobreiro tem grande capacidade de sobrevivência, o que se deve, em parte, à sua variabilidade intraespecífica. As plântulas que crescem em situações de escassez de água apresentam uma redução do rácio caule/raiz devido à estimulação do crescimento mais profundo das raízes. O sobreiro domina em zonas de solos profundos, arejados, com capacidade razoável de retenção de nutrientes e de água, que permitem uma grande expansão radicular. Não tolera nem solos calcários nem solos encharcados.

As folhas da azinheira são espessas e rígidas, apresentam os estomas concentrados em cavidades e são revestidas por ceras que refletem a luz solar. Ao longo do dia, há um rigoroso controlo da abertura e do fecho dos estomas, verificando-se que, ao meio-dia, estes se encontram fechados.

Phytophthora cinnamomi é um oomiceto, um organismo semelhante aos fungos, que se associa com frequência, tal como estes, às raízes de Q. suber e de Q. rotundifolia, e que bloqueia os vasos condutores destas árvores, sendo responsável pelo seu declínio. Através da análise do mRNA de raízes infetadas, foram identificados genes que se expressam de forma diferencial durante esta interação. As sequências de quatro destes fragmentos apresentam homologia com genes relacionados com o sistema de defesa, existentes noutras espécies de plantas.

Baseado em: I. Bento, «Valorização de Sistemas de Elevado Valor Natural: Potencialidades da Bolota do Montado», mestrado em Ecologia e Gestão Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 2020; e em: A. Coelho, «Estudo da biodiversidade molecular de Quercus suber e caracterização de genes envolvidos na resposta de defesa à infecção por Phytophthora cinnamomi », Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais, Universidade do Algarve, 2003.

9. Nas florestas portuguesas, cerca de 20% do carbono total é retido pelo sobreiro. A absorção do dióxido de carbono reflete-se

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Grupo I - 10 · DNA, síntese proteica e mitose

Texto 2

Em Portugal, o Montado forma um habitat heterogéneo cujo coberto arbóreo é dominado por sobreiros ( Quercus suber) e azinheiras ( Quercus rotundifolia). Além da produção de bolota (fruto que acumula substâncias de reserva, utilizado para fins alimentares), da remoção de carbono atmosférico e da conservação dos solos, estas árvores disponibilizam abrigo e alimento para inúmeras espécies com as quais estabelecem interações.

O sobreiro tem grande capacidade de sobrevivência, o que se deve, em parte, à sua variabilidade intraespecífica. As plântulas que crescem em situações de escassez de água apresentam uma redução do rácio caule/raiz devido à estimulação do crescimento mais profundo das raízes. O sobreiro domina em zonas de solos profundos, arejados, com capacidade razoável de retenção de nutrientes e de água, que permitem uma grande expansão radicular. Não tolera nem solos calcários nem solos encharcados.

As folhas da azinheira são espessas e rígidas, apresentam os estomas concentrados em cavidades e são revestidas por ceras que refletem a luz solar. Ao longo do dia, há um rigoroso controlo da abertura e do fecho dos estomas, verificando-se que, ao meio-dia, estes se encontram fechados.

Phytophthora cinnamomi é um oomiceto, um organismo semelhante aos fungos, que se associa com frequência, tal como estes, às raízes de Q. suber e de Q. rotundifolia, e que bloqueia os vasos condutores destas árvores, sendo responsável pelo seu declínio. Através da análise do mRNA de raízes infetadas, foram identificados genes que se expressam de forma diferencial durante esta interação. As sequências de quatro destes fragmentos apresentam homologia com genes relacionados com o sistema de defesa, existentes noutras espécies de plantas.

Baseado em: I. Bento, «Valorização de Sistemas de Elevado Valor Natural: Potencialidades da Bolota do Montado», mestrado em Ecologia e Gestão Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 2020; e em: A. Coelho, «Estudo da biodiversidade molecular de Quercus suber e caracterização de genes envolvidos na resposta de defesa à infecção por Phytophthora cinnamomi », Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais, Universidade do Algarve, 2003.

10. Durante o processo de síntese proteica, as moléculas de mRNA identificadas nas células das raízes de Quercus suber foram

()

Grupo I - 11 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

Em Portugal, o Montado forma um habitat heterogéneo cujo coberto arbóreo é dominado por sobreiros ( Quercus suber) e azinheiras ( Quercus rotundifolia). Além da produção de bolota (fruto que acumula substâncias de reserva, utilizado para fins alimentares), da remoção de carbono atmosférico e da conservação dos solos, estas árvores disponibilizam abrigo e alimento para inúmeras espécies com as quais estabelecem interações.

O sobreiro tem grande capacidade de sobrevivência, o que se deve, em parte, à sua variabilidade intraespecífica. As plântulas que crescem em situações de escassez de água apresentam uma redução do rácio caule/raiz devido à estimulação do crescimento mais profundo das raízes. O sobreiro domina em zonas de solos profundos, arejados, com capacidade razoável de retenção de nutrientes e de água, que permitem uma grande expansão radicular. Não tolera nem solos calcários nem solos encharcados.

As folhas da azinheira são espessas e rígidas, apresentam os estomas concentrados em cavidades e são revestidas por ceras que refletem a luz solar. Ao longo do dia, há um rigoroso controlo da abertura e do fecho dos estomas, verificando-se que, ao meio-dia, estes se encontram fechados.

Phytophthora cinnamomi é um oomiceto, um organismo semelhante aos fungos, que se associa com frequência, tal como estes, às raízes de Q. suber e de Q. rotundifolia, e que bloqueia os vasos condutores destas árvores, sendo responsável pelo seu declínio. Através da análise do mRNA de raízes infetadas, foram identificados genes que se expressam de forma diferencial durante esta interação. As sequências de quatro destes fragmentos apresentam homologia com genes relacionados com o sistema de defesa, existentes noutras espécies de plantas.

Baseado em: I. Bento, «Valorização de Sistemas de Elevado Valor Natural: Potencialidades da Bolota do Montado», mestrado em Ecologia e Gestão Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 2020; e em: A. Coelho, «Estudo da biodiversidade molecular de Quercus suber e caracterização de genes envolvidos na resposta de defesa à infecção por Phytophthora cinnamomi », Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais, Universidade do Algarve, 2003.

11. Segundo uma perspetiva darwinista, a capacidade adaptativa de Quercus suber deve-se

Grupo I - 12 · Reprodução, meiose e ciclos de vida

Texto 2

Em Portugal, o Montado forma um habitat heterogéneo cujo coberto arbóreo é dominado por sobreiros ( Quercus suber) e azinheiras ( Quercus rotundifolia). Além da produção de bolota (fruto que acumula substâncias de reserva, utilizado para fins alimentares), da remoção de carbono atmosférico e da conservação dos solos, estas árvores disponibilizam abrigo e alimento para inúmeras espécies com as quais estabelecem interações.

O sobreiro tem grande capacidade de sobrevivência, o que se deve, em parte, à sua variabilidade intraespecífica. As plântulas que crescem em situações de escassez de água apresentam uma redução do rácio caule/raiz devido à estimulação do crescimento mais profundo das raízes. O sobreiro domina em zonas de solos profundos, arejados, com capacidade razoável de retenção de nutrientes e de água, que permitem uma grande expansão radicular. Não tolera nem solos calcários nem solos encharcados.

As folhas da azinheira são espessas e rígidas, apresentam os estomas concentrados em cavidades e são revestidas por ceras que refletem a luz solar. Ao longo do dia, há um rigoroso controlo da abertura e do fecho dos estomas, verificando-se que, ao meio-dia, estes se encontram fechados.

Phytophthora cinnamomi é um oomiceto, um organismo semelhante aos fungos, que se associa com frequência, tal como estes, às raízes de Q. suber e de Q. rotundifolia, e que bloqueia os vasos condutores destas árvores, sendo responsável pelo seu declínio. Através da análise do mRNA de raízes infetadas, foram identificados genes que se expressam de forma diferencial durante esta interação. As sequências de quatro destes fragmentos apresentam homologia com genes relacionados com o sistema de defesa, existentes noutras espécies de plantas.

Baseado em: I. Bento, «Valorização de Sistemas de Elevado Valor Natural: Potencialidades da Bolota do Montado», mestrado em Ecologia e Gestão Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 2020; e em: A. Coelho, «Estudo da biodiversidade molecular de Quercus suber e caracterização de genes envolvidos na resposta de defesa à infecção por Phytophthora cinnamomi », Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais, Universidade do Algarve, 2003.

12. Considerando os momentos em que ocorrem a meiose e a fecundação nos ciclos de vida de Quercus suber e de Quercus rotundifolia, pode afirmar-se que

Grupo I · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

Em Portugal, o Montado forma um habitat heterogéneo cujo coberto arbóreo é dominado por sobreiros ( Quercus suber) e azinheiras ( Quercus rotundifolia). Além da produção de bolota (fruto que acumula substâncias de reserva, utilizado para fins alimentares), da remoção de carbono atmosférico e da conservação dos solos, estas árvores disponibilizam abrigo e alimento para inúmeras espécies com as quais estabelecem interações.

O sobreiro tem grande capacidade de sobrevivência, o que se deve, em parte, à sua variabilidade intraespecífica. As plântulas que crescem em situações de escassez de água apresentam uma redução do rácio caule/raiz devido à estimulação do crescimento mais profundo das raízes. O sobreiro domina em zonas de solos profundos, arejados, com capacidade razoável de retenção de nutrientes e de água, que permitem uma grande expansão radicular. Não tolera nem solos calcários nem solos encharcados.

As folhas da azinheira são espessas e rígidas, apresentam os estomas concentrados em cavidades e são revestidas por ceras que refletem a luz solar. Ao longo do dia, há um rigoroso controlo da abertura e do fecho dos estomas, verificando-se que, ao meio-dia, estes se encontram fechados.

Phytophthora cinnamomi é um oomiceto, um organismo semelhante aos fungos, que se associa com frequência, tal como estes, às raízes de Q. suber e de Q. rotundifolia, e que bloqueia os vasos condutores destas árvores, sendo responsável pelo seu declínio. Através da análise do mRNA de raízes infetadas, foram identificados genes que se expressam de forma diferencial durante esta interação. As sequências de quatro destes fragmentos apresentam homologia com genes relacionados com o sistema de defesa, existentes noutras espécies de plantas.

Baseado em: I. Bento, «Valorização de Sistemas de Elevado Valor Natural: Potencialidades da Bolota do Montado», mestrado em Ecologia e Gestão Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 2020; e em: A. Coelho, «Estudo da biodiversidade molecular de Quercus suber e caracterização de genes envolvidos na resposta de defesa à infecção por Phytophthora cinnamomi », Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais, Universidade do Algarve, 2003.

Item 13

Complete o texto seguinte com a opção adequada a cada espaço.

Transcreva para a folha de respostas cada uma das letras, seguida do número que corresponde à opção selecionada. A cada letra corresponde um só número.

Quercus suber e Quercus rotundifolia pertencem a diferentes

a)

.

Quanto ao modo de nutrição, são

b)

e possuem células

c)

.

Os insetos com que interagem são

d)

,

e os fungos associados às suas raízes apresentam digestão

e)

.

Item 14

Associe cada uma das descrições relativas a níveis de organização biológica, expressas na Coluna I, ao nível de organização correspondente, que consta na Coluna II.

COLUNA I

COLUNA II

(a) Conjunto de azinheiras e dos seres vivos que vivem nas suas raízes.

(b) Grupo de sobreiros que habita um determinado local.

(c) Conjunto de células semelhantes, responsável pela produção de matéria orgânica.

Grupo I · Digestão, transporte e trocas gasosas

Texto 2

Em Portugal, o Montado forma um habitat heterogéneo cujo coberto arbóreo é dominado por sobreiros ( Quercus suber) e azinheiras ( Quercus rotundifolia). Além da produção de bolota (fruto que acumula substâncias de reserva, utilizado para fins alimentares), da remoção de carbono atmosférico e da conservação dos solos, estas árvores disponibilizam abrigo e alimento para inúmeras espécies com as quais estabelecem interações.

O sobreiro tem grande capacidade de sobrevivência, o que se deve, em parte, à sua variabilidade intraespecífica. As plântulas que crescem em situações de escassez de água apresentam uma redução do rácio caule/raiz devido à estimulação do crescimento mais profundo das raízes. O sobreiro domina em zonas de solos profundos, arejados, com capacidade razoável de retenção de nutrientes e de água, que permitem uma grande expansão radicular. Não tolera nem solos calcários nem solos encharcados.

As folhas da azinheira são espessas e rígidas, apresentam os estomas concentrados em cavidades e são revestidas por ceras que refletem a luz solar. Ao longo do dia, há um rigoroso controlo da abertura e do fecho dos estomas, verificando-se que, ao meio-dia, estes se encontram fechados.

Phytophthora cinnamomi é um oomiceto, um organismo semelhante aos fungos, que se associa com frequência, tal como estes, às raízes de Q. suber e de Q. rotundifolia, e que bloqueia os vasos condutores destas árvores, sendo responsável pelo seu declínio. Através da análise do mRNA de raízes infetadas, foram identificados genes que se expressam de forma diferencial durante esta interação. As sequências de quatro destes fragmentos apresentam homologia com genes relacionados com o sistema de defesa, existentes noutras espécies de plantas.

Baseado em: I. Bento, «Valorização de Sistemas de Elevado Valor Natural: Potencialidades da Bolota do Montado», mestrado em Ecologia e Gestão Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 2020; e em: A. Coelho, «Estudo da biodiversidade molecular de Quercus suber e caracterização de genes envolvidos na resposta de defesa à infecção por Phytophthora cinnamomi », Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais, Universidade do Algarve, 2003.

15.

Explique de que modo o revestimento foliar e a localização dos estomas nas folhas de Q. rotundifolia contribuem para evitar a dessecação em ambientes áridos.

16.

Em Portugal, a maior distribuição do sobreiro ocorre nas regiões do Tejo e do Sado, em que os solos são arenosos e apresentam uma camada de argila em profundidade.

Relacione a capacidade de sobrevivência de Q. suber com as características destes solos e com o desenvolvimento das suas raízes.

Grupo I - 17 · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

Com o objetivo de explorar a potencialidade de valorização da bolota como fonte alimentar e como indicador das respostas de adaptação do ecossistema às alterações climáticas, foram avaliadas diferentes características (morfológicas e químicas) da bolota de Quercus rotundifolia (QR) e de Quercus suber (QS) ao longo de um gradiente climático. O estudo foi realizado em montados de sobreiro, de azinheira e mistos, aleatoriamente distribuídos na região do Alentejo, cobrindo grande parte da região de modo a incluir variabilidade quanto às características climáticas.

Contabilizaram-se 67 locais de amostragem.

Determinaram-se duas classes climáticas em função do índice de aridez (IA 1): clima semiárido (0,2<IA<0,50{,}2 < \text{IA} < 0{,}5) e clima seco sub-húmido (0,5<IA<0,650{,}5 < \text{IA} < 0{,}65).

Selecionaram-se 10 árvores adultas, em cada local de amostragem, para proceder à colheita de bolotas, durante o período compreendido entre outubro e dezembro de 2018.

Colheram-se aleatoriamente 10 bolotas, por árvore, em diferentes ramos da copa.

Determinou-se a massa das bolotas (g).

Mediu-se o comprimento das bolotas (mm).

Calculou-se o volume das bolotas (cm 3).

Quantificaram-se os glúcidos solúveis, isto é, a frutose, a glucose e a sacarose, e quantificaram-se os glúcidos insolúveis, isto é, o amido, nas bolotas (mg/g).

Nas Tabelas I e II, estão expressos, em valores médios, os resultados do estudo relativos a massa, comprimento, volume e teores em glícidos das bolotas.

No que diz respeito aos teores em glícidos, o estudo também revelou que, em QR, o aumento da aridez se traduz num aumento da fração insolúvel e numa diminuição da fração solúvel. Em QS, observa-se a manutenção de ambas as frações, independentemente da classe climática.

Nota:

1 IA (índice de aridez) – utilizado para medir a «secura» do clima de um local específico, em que IA≥0,65\text{IA} \ge 0{,}65 corresponde a um clima húmido.

Baseado em: I. Bento, «Valorização de Sistemas de Elevado Valor Natural: Potencialidades da Bolota do Montado», mestrado em Ecologia e Gestão Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 2020.

17. Tendo em conta o objetivo do estudo, uma das variáveis dependentes é

()

Grupo I - 18 · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

Com o objetivo de explorar a potencialidade de valorização da bolota como fonte alimentar e como indicador das respostas de adaptação do ecossistema às alterações climáticas, foram avaliadas diferentes características (morfológicas e químicas) da bolota de Quercus rotundifolia (QR) e de Quercus suber (QS) ao longo de um gradiente climático. O estudo foi realizado em montados de sobreiro, de azinheira e mistos, aleatoriamente distribuídos na região do Alentejo, cobrindo grande parte da região de modo a incluir variabilidade quanto às características climáticas.

Contabilizaram-se 67 locais de amostragem.

Determinaram-se duas classes climáticas em função do índice de aridez (IA 1): clima semiárido (0,2<IA<0,50{,}2 < \text{IA} < 0{,}5) e clima seco sub-húmido (0,5<IA<0,650{,}5 < \text{IA} < 0{,}65).

Selecionaram-se 10 árvores adultas, em cada local de amostragem, para proceder à colheita de bolotas, durante o período compreendido entre outubro e dezembro de 2018.

Colheram-se aleatoriamente 10 bolotas, por árvore, em diferentes ramos da copa.

Determinou-se a massa das bolotas (g).

Mediu-se o comprimento das bolotas (mm).

Calculou-se o volume das bolotas (cm 3).

Quantificaram-se os glúcidos solúveis, isto é, a frutose, a glucose e a sacarose, e quantificaram-se os glúcidos insolúveis, isto é, o amido, nas bolotas (mg/g).

Nas Tabelas I e II, estão expressos, em valores médios, os resultados do estudo relativos a massa, comprimento, volume e teores em glícidos das bolotas.

No que diz respeito aos teores em glícidos, o estudo também revelou que, em QR, o aumento da aridez se traduz num aumento da fração insolúvel e numa diminuição da fração solúvel. Em QS, observa-se a manutenção de ambas as frações, independentemente da classe climática.

Nota:

1 IA (índice de aridez) – utilizado para medir a «secura» do clima de um local específico, em que IA≥0,65\text{IA} \ge 0{,}65 corresponde a um clima húmido.

Baseado em: I. Bento, «Valorização de Sistemas de Elevado Valor Natural: Potencialidades da Bolota do Montado», mestrado em Ecologia e Gestão Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 2020.

18. Contribui para a fiabilidade dos resultados deste estudo

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Grupo I - 19 · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

Com o objetivo de explorar a potencialidade de valorização da bolota como fonte alimentar e como indicador das respostas de adaptação do ecossistema às alterações climáticas, foram avaliadas diferentes características (morfológicas e químicas) da bolota de Quercus rotundifolia (QR) e de Quercus suber (QS) ao longo de um gradiente climático. O estudo foi realizado em montados de sobreiro, de azinheira e mistos, aleatoriamente distribuídos na região do Alentejo, cobrindo grande parte da região de modo a incluir variabilidade quanto às características climáticas.

Contabilizaram-se 67 locais de amostragem.

Determinaram-se duas classes climáticas em função do índice de aridez (IA 1): clima semiárido (0,2<IA<0,50{,}2 < \text{IA} < 0{,}5) e clima seco sub-húmido (0,5<IA<0,650{,}5 < \text{IA} < 0{,}65).

Selecionaram-se 10 árvores adultas, em cada local de amostragem, para proceder à colheita de bolotas, durante o período compreendido entre outubro e dezembro de 2018.

Colheram-se aleatoriamente 10 bolotas, por árvore, em diferentes ramos da copa.

Determinou-se a massa das bolotas (g).

Mediu-se o comprimento das bolotas (mm).

Calculou-se o volume das bolotas (cm 3).

Quantificaram-se os glúcidos solúveis, isto é, a frutose, a glucose e a sacarose, e quantificaram-se os glúcidos insolúveis, isto é, o amido, nas bolotas (mg/g).

Nas Tabelas I e II, estão expressos, em valores médios, os resultados do estudo relativos a massa, comprimento, volume e teores em glícidos das bolotas.

No que diz respeito aos teores em glícidos, o estudo também revelou que, em QR, o aumento da aridez se traduz num aumento da fração insolúvel e numa diminuição da fração solúvel. Em QS, observa-se a manutenção de ambas as frações, independentemente da classe climática.

Nota:

1 IA (índice de aridez) – utilizado para medir a «secura» do clima de um local específico, em que IA≥0,65\text{IA} \ge 0{,}65 corresponde a um clima húmido.

Baseado em: I. Bento, «Valorização de Sistemas de Elevado Valor Natural: Potencialidades da Bolota do Montado», mestrado em Ecologia e Gestão Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 2020.

19. Selecione de entre as afirmações relacionadas com a análise dos resultados experimentais, as três afirmações corretas.

Transcreva para a folha de respostas os números correspondentes.

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Grupo I - 20 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

Texto 3

Com o objetivo de explorar a potencialidade de valorização da bolota como fonte alimentar e como indicador das respostas de adaptação do ecossistema às alterações climáticas, foram avaliadas diferentes características (morfológicas e químicas) da bolota de Quercus rotundifolia (QR) e de Quercus suber (QS) ao longo de um gradiente climático. O estudo foi realizado em montados de sobreiro, de azinheira e mistos, aleatoriamente distribuídos na região do Alentejo, cobrindo grande parte da região de modo a incluir variabilidade quanto às características climáticas.

Contabilizaram-se 67 locais de amostragem.

Determinaram-se duas classes climáticas em função do índice de aridez (IA 1): clima semiárido (0,2<IA<0,50{,}2 < \text{IA} < 0{,}5) e clima seco sub-húmido (0,5<IA<0,650{,}5 < \text{IA} < 0{,}65).

Selecionaram-se 10 árvores adultas, em cada local de amostragem, para proceder à colheita de bolotas, durante o período compreendido entre outubro e dezembro de 2018.

Colheram-se aleatoriamente 10 bolotas, por árvore, em diferentes ramos da copa.

Determinou-se a massa das bolotas (g).

Mediu-se o comprimento das bolotas (mm).

Calculou-se o volume das bolotas (cm 3).

Quantificaram-se os glúcidos solúveis, isto é, a frutose, a glucose e a sacarose, e quantificaram-se os glúcidos insolúveis, isto é, o amido, nas bolotas (mg/g).

Nas Tabelas I e II, estão expressos, em valores médios, os resultados do estudo relativos a massa, comprimento, volume e teores em glícidos das bolotas.

No que diz respeito aos teores em glícidos, o estudo também revelou que, em QR, o aumento da aridez se traduz num aumento da fração insolúvel e numa diminuição da fração solúvel. Em QS, observa-se a manutenção de ambas as frações, independentemente da classe climática.

Nota:

1 IA (índice de aridez) – utilizado para medir a «secura» do clima de um local específico, em que IA≥0,65\text{IA} \ge 0{,}65 corresponde a um clima húmido.

Baseado em: I. Bento, «Valorização de Sistemas de Elevado Valor Natural: Potencialidades da Bolota do Montado», mestrado em Ecologia e Gestão Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 2020.

20. A produção de energia a partir de glícidos, em vias metabólicas de elevado rendimento energético, requer a

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Grupo I - 21 · Biomoléculas, célula e transporte membranar

Texto 3

Com o objetivo de explorar a potencialidade de valorização da bolota como fonte alimentar e como indicador das respostas de adaptação do ecossistema às alterações climáticas, foram avaliadas diferentes características (morfológicas e químicas) da bolota de Quercus rotundifolia (QR) e de Quercus suber (QS) ao longo de um gradiente climático. O estudo foi realizado em montados de sobreiro, de azinheira e mistos, aleatoriamente distribuídos na região do Alentejo, cobrindo grande parte da região de modo a incluir variabilidade quanto às características climáticas.

Contabilizaram-se 67 locais de amostragem.

Determinaram-se duas classes climáticas em função do índice de aridez (IA 1): clima semiárido (0,2<IA<0,50{,}2 < \text{IA} < 0{,}5) e clima seco sub-húmido (0,5<IA<0,650{,}5 < \text{IA} < 0{,}65).

Selecionaram-se 10 árvores adultas, em cada local de amostragem, para proceder à colheita de bolotas, durante o período compreendido entre outubro e dezembro de 2018.

Colheram-se aleatoriamente 10 bolotas, por árvore, em diferentes ramos da copa.

Determinou-se a massa das bolotas (g).

Mediu-se o comprimento das bolotas (mm).

Calculou-se o volume das bolotas (cm 3).

Quantificaram-se os glúcidos solúveis, isto é, a frutose, a glucose e a sacarose, e quantificaram-se os glúcidos insolúveis, isto é, o amido, nas bolotas (mg/g).

Nas Tabelas I e II, estão expressos, em valores médios, os resultados do estudo relativos a massa, comprimento, volume e teores em glícidos das bolotas.

No que diz respeito aos teores em glícidos, o estudo também revelou que, em QR, o aumento da aridez se traduz num aumento da fração insolúvel e numa diminuição da fração solúvel. Em QS, observa-se a manutenção de ambas as frações, independentemente da classe climática.

Nota:

1 IA (índice de aridez) – utilizado para medir a «secura» do clima de um local específico, em que IA≥0,65\text{IA} \ge 0{,}65 corresponde a um clima húmido.

Baseado em: I. Bento, «Valorização de Sistemas de Elevado Valor Natural: Potencialidades da Bolota do Montado», mestrado em Ecologia e Gestão Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 2020.

21. A razão carbono/nitrogénio (rácio C/N) nas bolotas é de 40,6 em QS e de 52,2 em QR. Em termos comparativos, estes valores indiciam que

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Grupo II - 1 · Investigação científica: variáveis e resultados

GRUPO II

Um grupo de alunos realizou uma atividade laboratorial relacionada com o funcionamento dos estomas. Foi usado o protocolo experimental seguinte.

Material:

Pinça, bisturi, lâmina, lamela, conta-gotas, papel de filtro, microscópio ótico composto (MOC) com ocular 10×10\times e com as objetivas 5×5\times, 10×10\times e 40×40\times.

Água destilada, solução saturada de cloreto de sódio.

Folha de Tradescantia sp.

Procedimento:

Destacar um fragmento da epiderme da página inferior da folha de Tradescantia sp. com a ajuda de um bisturi e de uma pinça.

Montar o fragmento entre a lâmina e a lamela, usando como meio de montagem água destilada.

Observar a preparação ao MOC, na maior ampliação.

Aplicar na mesma preparação, usando um conta-gotas, três gotas de solução saturada de cloreto de sódio num dos bordos da lamela. Observar a preparação na mesma ampliação, enquanto se coloca no bordo oposto da lamela, uma tira de papel de filtro para obrigar a solução a deslocar-se sob a lamela.

A Figura 2 apresenta os esquemas relativos às observações efetuadas (situações I e II).

1. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequãncia de etapas, desde a colocação de uma preparação na platina até à sua observação, na ampliação 10×4010\times 40.

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Grupo II - 2 · Investigação científica: variáveis e resultados

GRUPO II

Um grupo de alunos realizou uma atividade laboratorial relacionada com o funcionamento dos estomas. Foi usado o protocolo experimental seguinte.

Material:

Pinça, bisturi, lâmina, lamela, conta-gotas, papel de filtro, microscópio ótico composto (MOC) com ocular 10×10\times e com as objetivas 5×5\times, 10×10\times e 40×40\times.

Água destilada, solução saturada de cloreto de sódio.

Folha de Tradescantia sp.

Procedimento:

Destacar um fragmento da epiderme da página inferior da folha de Tradescantia sp. com a ajuda de um bisturi e de uma pinça.

Montar o fragmento entre a lâmina e a lamela, usando como meio de montagem água destilada.

Observar a preparação ao MOC, na maior ampliação.

Aplicar na mesma preparação, usando um conta-gotas, três gotas de solução saturada de cloreto de sódio num dos bordos da lamela. Observar a preparação na mesma ampliação, enquanto se coloca no bordo oposto da lamela, uma tira de papel de filtro para obrigar a solução a deslocar-se sob a lamela.

A Figura 2 apresenta os esquemas relativos às observações efetuadas (situações I e II).

2. Na observação de uma preparação com o MOC utilizado nesta atividade laboratorial, verifica-se

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Grupo II - 3 · Digestão, transporte e trocas gasosas

GRUPO II

Um grupo de alunos realizou uma atividade laboratorial relacionada com o funcionamento dos estomas. Foi usado o protocolo experimental seguinte.

Material:

Pinça, bisturi, lâmina, lamela, conta-gotas, papel de filtro, microscópio ótico composto (MOC) com ocular 10×10\times e com as objetivas 5×5\times, 10×10\times e 40×40\times.

Água destilada, solução saturada de cloreto de sódio.

Folha de Tradescantia sp.

Procedimento:

Destacar um fragmento da epiderme da página inferior da folha de Tradescantia sp. com a ajuda de um bisturi e de uma pinça.

Montar o fragmento entre a lâmina e a lamela, usando como meio de montagem água destilada.

Observar a preparação ao MOC, na maior ampliação.

Aplicar na mesma preparação, usando um conta-gotas, três gotas de solução saturada de cloreto de sódio num dos bordos da lamela. Observar a preparação na mesma ampliação, enquanto se coloca no bordo oposto da lamela, uma tira de papel de filtro para obrigar a solução a deslocar-se sob a lamela.

A Figura 2 apresenta os esquemas relativos às observações efetuadas (situações I e II).

3. Explique, para uma das situações, I ou II, da Figura 2, de que modo a abertura ou o fecho dos estomas se relaciona com as características morfológicas da parede das células estomáticas e com a concentração do meio de montagem.

Na sua resposta, identifique a situação selecionada.

Grupo III - 1 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO III

A ilha de Creta é uma das regiões sismicamente mais ativas do Mediterrâneo Oriental. A sismicidade da ilha está relacionada com uma tectónica de subdução e é caracterizada por eventos crustais com profundidades inferiores a 25-30 km. Muitos dos sismos ocorridos têm gerado tsunamis, cujas ondas chegaram rapidamente às zonas costeiras.

Em 2 de maio de 2020, ao longo da Zona de Subdução Helénica, ocorreu um sismo de magnitude 6,6, que foi sentido no sul da ilha de Creta e deu origem a um tsunami que, embora pequeno, foi observado na costa sul desta ilha. O sismo teve a sua origem a uma profundidade de 11,5 km, e o seu epicentro localizou-se a cerca de 100 km da costa sul da ilha.

A Figura 3 representa o mapa da Bacia do Mediterrâneo Oriental (BMO), mostrando o epicentro de vários sismos tsunamigénicos.

O estudo da sismotectónica da região é importante, nomeadamente para prever o comportamento de eventuais tsunamis. Neste sentido, foi desenvolvida uma análise do sismo de 2 de maio de 2020, com o objetivo de estimar a extensão da falha que o originou. Para tal, foram utilizados registos dos períodos do tsunami (intervalos de tempo entre a passagem das cristas de duas ondas consecutivas, no mesmo local), obtidos em duas estações de medição de marés do Observatório Nacional de Atenas, a estação NOA 3 no porto de Kasos, a 180 km do epicentro, e a estação NOA 4, no porto de Ierapetra, na ilha de Creta, a 100 km do epicentro. Verificou-se que o período dominante do tsunami registado em NOA 3 foi de 4,2 minutos e que os períodos dominantes registados em NOA 4 foram de 3,8 e de 4,7 minutos.

A Figura 4 representa a estimativa da extensão da falha geradora do tsunami de 2 de maio de 2020, com base nos períodos registados nas duas estações e na profundidade da água.

1. O contexto sismotectónico da região onde se localiza a ilha de Creta está representado na Figura 3. De acordo com a interpretação desta figura, verifica-se que

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Grupo III - 2 · Sismologia e estrutura interna da Terra

GRUPO III

A ilha de Creta é uma das regiões sismicamente mais ativas do Mediterrâneo Oriental. A sismicidade da ilha está relacionada com uma tectónica de subdução e é caracterizada por eventos crustais com profundidades inferiores a 25-30 km. Muitos dos sismos ocorridos têm gerado tsunamis, cujas ondas chegaram rapidamente às zonas costeiras.

Em 2 de maio de 2020, ao longo da Zona de Subdução Helénica, ocorreu um sismo de magnitude 6,6, que foi sentido no sul da ilha de Creta e deu origem a um tsunami que, embora pequeno, foi observado na costa sul desta ilha. O sismo teve a sua origem a uma profundidade de 11,5 km, e o seu epicentro localizou-se a cerca de 100 km da costa sul da ilha.

A Figura 3 representa o mapa da Bacia do Mediterrâneo Oriental (BMO), mostrando o epicentro de vários sismos tsunamigénicos.

O estudo da sismotectónica da região é importante, nomeadamente para prever o comportamento de eventuais tsunamis. Neste sentido, foi desenvolvida uma análise do sismo de 2 de maio de 2020, com o objetivo de estimar a extensão da falha que o originou. Para tal, foram utilizados registos dos períodos do tsunami (intervalos de tempo entre a passagem das cristas de duas ondas consecutivas, no mesmo local), obtidos em duas estações de medição de marés do Observatório Nacional de Atenas, a estação NOA 3 no porto de Kasos, a 180 km do epicentro, e a estação NOA 4, no porto de Ierapetra, na ilha de Creta, a 100 km do epicentro. Verificou-se que o período dominante do tsunami registado em NOA 3 foi de 4,2 minutos e que os períodos dominantes registados em NOA 4 foram de 3,8 e de 4,7 minutos.

A Figura 4 representa a estimativa da extensão da falha geradora do tsunami de 2 de maio de 2020, com base nos períodos registados nas duas estações e na profundidade da água.

2. Selecione, de entre as afirmações relativas ao tsunami de 2 de maio de 2020, em Creta, as três afirmações corretas.

Transcreva para a folha de respostas os números correspondentes.

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Grupo III · Sismologia e estrutura interna da Terra

GRUPO III

A ilha de Creta é uma das regiões sismicamente mais ativas do Mediterrâneo Oriental. A sismicidade da ilha está relacionada com uma tectónica de subdução e é caracterizada por eventos crustais com profundidades inferiores a 25-30 km. Muitos dos sismos ocorridos têm gerado tsunamis, cujas ondas chegaram rapidamente às zonas costeiras.

Em 2 de maio de 2020, ao longo da Zona de Subdução Helénica, ocorreu um sismo de magnitude 6,6, que foi sentido no sul da ilha de Creta e deu origem a um tsunami que, embora pequeno, foi observado na costa sul desta ilha. O sismo teve a sua origem a uma profundidade de 11,5 km, e o seu epicentro localizou-se a cerca de 100 km da costa sul da ilha.

A Figura 3 representa o mapa da Bacia do Mediterrâneo Oriental (BMO), mostrando o epicentro de vários sismos tsunamigénicos.

O estudo da sismotectónica da região é importante, nomeadamente para prever o comportamento de eventuais tsunamis. Neste sentido, foi desenvolvida uma análise do sismo de 2 de maio de 2020, com o objetivo de estimar a extensão da falha que o originou. Para tal, foram utilizados registos dos períodos do tsunami (intervalos de tempo entre a passagem das cristas de duas ondas consecutivas, no mesmo local), obtidos em duas estações de medição de marés do Observatório Nacional de Atenas, a estação NOA 3 no porto de Kasos, a 180 km do epicentro, e a estação NOA 4, no porto de Ierapetra, na ilha de Creta, a 100 km do epicentro. Verificou-se que o período dominante do tsunami registado em NOA 3 foi de 4,2 minutos e que os períodos dominantes registados em NOA 4 foram de 3,8 e de 4,7 minutos.

A Figura 4 representa a estimativa da extensão da falha geradora do tsunami de 2 de maio de 2020, com base nos períodos registados nas duas estações e na profundidade da água.

3.

Com base na análise do gráfico da Figura 4, estabelecido a partir dos períodos dominantes do tsunami, pode inferir-se

()

4.

A análise de alterações de velocidade de propagação das ondas sísmicas profundas constitui um método de estudo do interior da Terra, permitindo.

()

Grupo III - 5 · Sismologia e estrutura interna da Terra

5. Associe às expressões relativas às ondas sísmicas P e S, apresentadas na Coluna I, as características da Coluna II que lhes correspondem.

Cada um dos números deve ser associado apenas a uma letra, e todos os números devem ser utilizados.

COLUNA I

COLUNA II

(a) Apenas as ondas P

(b) Apenas as ondas S

(c) As ondas P e as ondas S

(1) Deformam os materiais em profundidade, com alteração do seu volume.

(2) Diminuem a sua velocidade de propagação ao atravessarem a astenosfera.

(3) Propagam-se em meios sólidos, líquidos e gasosos.

(4) Não atravessam o núcleo externo.

(5) Não atingem a superfície sob a forma de ondas diretas a uma distância angular entre 103° e 142°, relativamente ao epicentro.

(6) Atravessam a descontinuidade de Gutenberg.

(7) Provocam a vibração das partículas em profundidade, perpendicularmente à sua direção de propagação.

()

Grupo III - 6 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos

GRUPO III

A ilha de Creta é uma das regiões sismicamente mais ativas do Mediterrâneo Oriental. A sismicidade da ilha está relacionada com uma tectónica de subdução e é caracterizada por eventos crustais com profundidades inferiores a 25-30 km. Muitos dos sismos ocorridos têm gerado tsunamis, cujas ondas chegaram rapidamente às zonas costeiras.

Em 2 de maio de 2020, ao longo da Zona de Subdução Helénica, ocorreu um sismo de magnitude 6,6, que foi sentido no sul da ilha de Creta e deu origem a um tsunami que, embora pequeno, foi observado na costa sul desta ilha. O sismo teve a sua origem a uma profundidade de 11,5 km, e o seu epicentro localizou-se a cerca de 100 km da costa sul da ilha.

A Figura 3 representa o mapa da Bacia do Mediterrâneo Oriental (BMO), mostrando o epicentro de vários sismos tsunamigénicos.

O estudo da sismotectónica da região é importante, nomeadamente para prever o comportamento de eventuais tsunamis. Neste sentido, foi desenvolvida uma análise do sismo de 2 de maio de 2020, com o objetivo de estimar a extensão da falha que o originou. Para tal, foram utilizados registos dos períodos do tsunami (intervalos de tempo entre a passagem das cristas de duas ondas consecutivas, no mesmo local), obtidos em duas estações de medição de marés do Observatório Nacional de Atenas, a estação NOA 3 no porto de Kasos, a 180 km do epicentro, e a estação NOA 4, no porto de Ierapetra, na ilha de Creta, a 100 km do epicentro. Verificou-se que o período dominante do tsunami registado em NOA 3 foi de 4,2 minutos e que os períodos dominantes registados em NOA 4 foram de 3,8 e de 4,7 minutos.

A Figura 4 representa a estimativa da extensão da falha geradora do tsunami de 2 de maio de 2020, com base nos períodos registados nas duas estações e na profundidade da água.

6. Justifique, referindo os contextos tectónico e geográfico da ilha de Creta, a dificuldade da ação preventiva da proteção civil em caso de ocorrência de um sismo gerador de tsunami.

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