Exame Nacional Biologia e Geologia 2022 · 1.ª fase

Exame Nacional de Biologia e Geologia 2022, 1.ª fase: 22 exercícios com resolução. Temas: Tectónica de placas e deformação das rochas. Com correção imediata.

Temas do exame: Tectónica de placas e deformação das rochas · Sismologia e estrutura interna da Terra · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica · Recursos geológicos, aquíferos e riscos · Biomoléculas, célula e transporte membranar · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração · Digestão, transporte e trocas gasosas · DNA, síntese proteica e mitose · Reprodução, meiose e ciclos de vida · Biodiversidade, evolução e sistemática · Investigação científica: variáveis e resultados

Grupo I · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO I

Texto 1

Durante o Paleozoico, ocorreu na região algarvia sedimentação marinha, que terminou há cerca de 299 milhões de anos (Ma) – final do Carbonífero. Mais tarde, no final do Paleozoico, devido à colisão dos continentes Gondwana e Laurásia, que deu origem à formação do supercontinente Pangeia, os sedimentos sofreram dobramento, fraturação e metamorfismo.

Durante o Mesozoico (252 a 66 Ma), a fragmentação generalizada do supercontinente levou à formação da Bacia Lusitaniana (na zona oeste de Portugal), à formação da Bacia do Algarve, cuja área emersa se estende, atualmente, desde o Cabo de S. Vicente até ao rio Guadiana, e à progressão do Mar de Tétis para oeste. Por vezes, estabeleceu-se uma continuidade geográfica entre estas bacias de sedimentação, em especial durante o Jurássico (201 a 145 Ma), permitindo que a fauna marinha vinda do norte (boreal) e a fauna do Mar de Tétis (tetisiana) se misturassem.

Ao longo do Mesozoico, depositaram-se na Bacia do Algarve sedimentos essencialmente marinhos, que assentaram sobre rochas do Paleozoico. A unidade geológica mais antiga da bacia, designada como Argilas de S. Bartolomeu de Messines, é constituída sobretudo por argilas vermelhas, depositadas em ambientes fluviais ou lacustres. O afundimento de algumas zonas da região favoreceu a progressão do Mar de Tétis para oeste e possibilitou, há cerca de 200 Ma, a formação de gesso e do sal-gema explorado em Loulé.

Durante uma fase de rifting intracontinental, ocorreu ascensão de magma que deu origem ao Complexo Vulcano-Sedimentar, que aflora entre Sagres e Vila Real de Sto. António. Este complexo, formado por lavas essencialmente basálticas, cinzas vulcânicas, piroclastos e fragmentos da rocha encaixante, está incluído na chamada Central Atlantic Magmatic Province (CAMP). Apresenta uma idade de aproximadamente 200 Ma e aflora em quatro continentes: América do Norte, América do Sul, Noroeste de África e Sudoeste da Europa.

Há cerca de 92 Ma, a movimentação da África levou à subdução da litosfera oceânica sob a Eurásia, que culminou com o fecho do Mar de Tétis. Este processo causou as deformações alpinas na Eurásia, que se propagaram de este para oeste, vindo a afetar os depósitos de sal-gema de Loulé.

A Figura 1 representa a evolução paleogeográfica dos continentes durante o Mesozoico.

1.

Selecione, de entre as afirmações respeitantes a acontecimentos relacionados com o supercontinente Pangeia, as três afirmações corretas.

Transcreva para a folha de respostas os números selecionados.

.

2.

O vulcanismo que ocorreu na Bacia do Algarve, há cerca de 200 Ma, foi

()

3.

A deformação que afetou os depósitos de sal-gema de Loulé esteve associada aos processos tectónicos que levaram

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Grupo I · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

Durante o Paleozoico, ocorreu na região algarvia sedimentação marinha, que terminou há cerca de 299 milhões de anos (Ma) – final do Carbonífero. Mais tarde, no final do Paleozoico, devido à colisão dos continentes Gondwana e Laurásia, que deu origem à formação do supercontinente Pangeia, os sedimentos sofreram dobramento, fraturação e metamorfismo.

Durante o Mesozoico (252 a 66 Ma), a fragmentação generalizada do supercontinente levou à formação da Bacia Lusitaniana (na zona oeste de Portugal), à formação da Bacia do Algarve, cuja área emersa se estende, atualmente, desde o Cabo de S. Vicente até ao rio Guadiana, e à progressão do Mar de Tétis para oeste. Por vezes, estabeleceu-se uma continuidade geográfica entre estas bacias de sedimentação, em especial durante o Jurássico (201 a 145 Ma), permitindo que a fauna marinha vinda do norte (boreal) e a fauna do Mar de Tétis (tetisiana) se misturassem.

Ao longo do Mesozoico, depositaram-se na Bacia do Algarve sedimentos essencialmente marinhos, que assentaram sobre rochas do Paleozoico. A unidade geológica mais antiga da bacia, designada como Argilas de S. Bartolomeu de Messines, é constituída sobretudo por argilas vermelhas, depositadas em ambientes fluviais ou lacustres. O afundimento de algumas zonas da região favoreceu a progressão do Mar de Tétis para oeste e possibilitou, há cerca de 200 Ma, a formação de gesso e do sal-gema explorado em Loulé.

Durante uma fase de rifting intracontinental, ocorreu ascensão de magma que deu origem ao Complexo Vulcano-Sedimentar, que aflora entre Sagres e Vila Real de Sto. António. Este complexo, formado por lavas essencialmente basálticas, cinzas vulcânicas, piroclastos e fragmentos da rocha encaixante, está incluído na chamada Central Atlantic Magmatic Province (CAMP). Apresenta uma idade de aproximadamente 200 Ma e aflora em quatro continentes: América do Norte, América do Sul, Noroeste de África e Sudoeste da Europa.

Há cerca de 92 Ma, a movimentação da África levou à subdução da litosfera oceânica sob a Eurásia, que culminou com o fecho do Mar de Tétis. Este processo causou as deformações alpinas na Eurásia, que se propagaram de este para oeste, vindo a afetar os depósitos de sal-gema de Loulé.

A Figura 1 representa a evolução paleogeográfica dos continentes durante o Mesozoico.

4.

Nas Argilas de S. Bartolomeu de Messines, foram encontrados ossos de estegocéfalos fossilizados. Trata-se de anfíbios primitivos que viveram no Paleozoico e no início do Mesozoico e que apresentam afinidades anatómicas com os répteis.

Estes dados permitiram

5.

Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequäncia correta de acontecimentos relacionados com a evolução geológica da região do Algarve.

A. Formação do supercontinente Pangeia.

B. Deposição de sedimentos nos mares paleozoicos.

C. Formação da unidade geológica Argilas de S. Bartolomeu de Messines.

D. Fecho do Mar de Tétis.

E. Ocorräncia do vulcanismo da CAMP.

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Grupo I · Sismologia e estrutura interna da Terra

GRUPO I

Texto 1

Durante o Paleozoico, ocorreu na região algarvia sedimentação marinha, que terminou há cerca de 299 milhões de anos (Ma) – final do Carbonífero. Mais tarde, no final do Paleozoico, devido à colisão dos continentes Gondwana e Laurásia, que deu origem à formação do supercontinente Pangeia, os sedimentos sofreram dobramento, fraturação e metamorfismo.

Durante o Mesozoico (252 a 66 Ma), a fragmentação generalizada do supercontinente levou à formação da Bacia Lusitaniana (na zona oeste de Portugal), à formação da Bacia do Algarve, cuja área emersa se estende, atualmente, desde o Cabo de S. Vicente até ao rio Guadiana, e à progressão do Mar de Tétis para oeste. Por vezes, estabeleceu-se uma continuidade geográfica entre estas bacias de sedimentação, em especial durante o Jurássico (201 a 145 Ma), permitindo que a fauna marinha vinda do norte (boreal) e a fauna do Mar de Tétis (tetisiana) se misturassem.

Ao longo do Mesozoico, depositaram-se na Bacia do Algarve sedimentos essencialmente marinhos, que assentaram sobre rochas do Paleozoico. A unidade geológica mais antiga da bacia, designada como Argilas de S. Bartolomeu de Messines, é constituída sobretudo por argilas vermelhas, depositadas em ambientes fluviais ou lacustres. O afundimento de algumas zonas da região favoreceu a progressão do Mar de Tétis para oeste e possibilitou, há cerca de 200 Ma, a formação de gesso e do sal-gema explorado em Loulé.

Durante uma fase de rifting intracontinental, ocorreu ascensão de magma que deu origem ao Complexo Vulcano-Sedimentar, que aflora entre Sagres e Vila Real de Sto. António. Este complexo, formado por lavas essencialmente basálticas, cinzas vulcânicas, piroclastos e fragmentos da rocha encaixante, está incluído na chamada Central Atlantic Magmatic Province (CAMP). Apresenta uma idade de aproximadamente 200 Ma e aflora em quatro continentes: América do Norte, América do Sul, Noroeste de África e Sudoeste da Europa.

Há cerca de 92 Ma, a movimentação da África levou à subdução da litosfera oceânica sob a Eurásia, que culminou com o fecho do Mar de Tétis. Este processo causou as deformações alpinas na Eurásia, que se propagaram de este para oeste, vindo a afetar os depósitos de sal-gema de Loulé.

A Figura 1 representa a evolução paleogeográfica dos continentes durante o Mesozoico.

6.

A sondagem «Corvina», realizada no mar, a sul do Algarve, permitiu identificar, desde o fundo do mar até aos −1015-1015 metros, rochas sedimentares recentes, com idades até ao Oligocénico (~34 Ma). Entre os −1015-1015 e os −2020-2020 metros, foram encontradas rochas sedimentares atribuídas ao Cretácico inferior (com mais de 100 Ma).

De acordo com a interpretação dos dados, esta sondagem permitiu

7.

A crosta oceânica, comparativamente com a crosta continental, apresenta rochas com

Grupo I - 8 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO I

Texto 1

Durante o Paleozoico, ocorreu na região algarvia sedimentação marinha, que terminou há cerca de 299 milhões de anos (Ma) – final do Carbonífero. Mais tarde, no final do Paleozoico, devido à colisão dos continentes Gondwana e Laurásia, que deu origem à formação do supercontinente Pangeia, os sedimentos sofreram dobramento, fraturação e metamorfismo.

Durante o Mesozoico (252 a 66 Ma), a fragmentação generalizada do supercontinente levou à formação da Bacia Lusitaniana (na zona oeste de Portugal), à formação da Bacia do Algarve, cuja área emersa se estende, atualmente, desde o Cabo de S. Vicente até ao rio Guadiana, e à progressão do Mar de Tétis para oeste. Por vezes, estabeleceu-se uma continuidade geográfica entre estas bacias de sedimentação, em especial durante o Jurássico (201 a 145 Ma), permitindo que a fauna marinha vinda do norte (boreal) e a fauna do Mar de Tétis (tetisiana) se misturassem.

Ao longo do Mesozoico, depositaram-se na Bacia do Algarve sedimentos essencialmente marinhos, que assentaram sobre rochas do Paleozoico. A unidade geológica mais antiga da bacia, designada como Argilas de S. Bartolomeu de Messines, é constituída sobretudo por argilas vermelhas, depositadas em ambientes fluviais ou lacustres. O afundimento de algumas zonas da região favoreceu a progressão do Mar de Tétis para oeste e possibilitou, há cerca de 200 Ma, a formação de gesso e do sal-gema explorado em Loulé.

Durante uma fase de rifting intracontinental, ocorreu ascensão de magma que deu origem ao Complexo Vulcano-Sedimentar, que aflora entre Sagres e Vila Real de Sto. António. Este complexo, formado por lavas essencialmente basálticas, cinzas vulcânicas, piroclastos e fragmentos da rocha encaixante, está incluído na chamada Central Atlantic Magmatic Province (CAMP). Apresenta uma idade de aproximadamente 200 Ma e aflora em quatro continentes: América do Norte, América do Sul, Noroeste de África e Sudoeste da Europa.

Há cerca de 92 Ma, a movimentação da África levou à subdução da litosfera oceânica sob a Eurásia, que culminou com o fecho do Mar de Tétis. Este processo causou as deformações alpinas na Eurásia, que se propagaram de este para oeste, vindo a afetar os depósitos de sal-gema de Loulé.

A Figura 1 representa a evolução paleogeográfica dos continentes durante o Mesozoico.

8. Durante a fase distensiva que afetou a Bacia do Algarve, identificaram-se três episódios de inversões tectónicas de curta duração (com 1 a 5 milhões de anos). Durante estes episódios compressivos, terá havido

Grupo I - 9 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos

GRUPO I

Texto 1

Durante o Paleozoico, ocorreu na região algarvia sedimentação marinha, que terminou há cerca de 299 milhões de anos (Ma) – final do Carbonífero. Mais tarde, no final do Paleozoico, devido à colisão dos continentes Gondwana e Laurásia, que deu origem à formação do supercontinente Pangeia, os sedimentos sofreram dobramento, fraturação e metamorfismo.

Durante o Mesozoico (252 a 66 Ma), a fragmentação generalizada do supercontinente levou à formação da Bacia Lusitaniana (na zona oeste de Portugal), à formação da Bacia do Algarve, cuja área emersa se estende, atualmente, desde o Cabo de S. Vicente até ao rio Guadiana, e à progressão do Mar de Tétis para oeste. Por vezes, estabeleceu-se uma continuidade geográfica entre estas bacias de sedimentação, em especial durante o Jurássico (201 a 145 Ma), permitindo que a fauna marinha vinda do norte (boreal) e a fauna do Mar de Tétis (tetisiana) se misturassem.

Ao longo do Mesozoico, depositaram-se na Bacia do Algarve sedimentos essencialmente marinhos, que assentaram sobre rochas do Paleozoico. A unidade geológica mais antiga da bacia, designada como Argilas de S. Bartolomeu de Messines, é constituída sobretudo por argilas vermelhas, depositadas em ambientes fluviais ou lacustres. O afundimento de algumas zonas da região favoreceu a progressão do Mar de Tétis para oeste e possibilitou, há cerca de 200 Ma, a formação de gesso e do sal-gema explorado em Loulé.

Durante uma fase de rifting intracontinental, ocorreu ascensão de magma que deu origem ao Complexo Vulcano-Sedimentar, que aflora entre Sagres e Vila Real de Sto. António. Este complexo, formado por lavas essencialmente basálticas, cinzas vulcânicas, piroclastos e fragmentos da rocha encaixante, está incluído na chamada Central Atlantic Magmatic Province (CAMP). Apresenta uma idade de aproximadamente 200 Ma e aflora em quatro continentes: América do Norte, América do Sul, Noroeste de África e Sudoeste da Europa.

Há cerca de 92 Ma, a movimentação da África levou à subdução da litosfera oceânica sob a Eurásia, que culminou com o fecho do Mar de Tétis. Este processo causou as deformações alpinas na Eurásia, que se propagaram de este para oeste, vindo a afetar os depósitos de sal-gema de Loulé.

A Figura 1 representa a evolução paleogeográfica dos continentes durante o Mesozoico.

9. No litoral algarvio, a sobre-extração das águas dos aquíferos poderá ter como consequência

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Grupo I - 10 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

Durante o Paleozoico, ocorreu na região algarvia sedimentação marinha, que terminou há cerca de 299 milhões de anos (Ma) – final do Carbonífero. Mais tarde, no final do Paleozoico, devido à colisão dos continentes Gondwana e Laurásia, que deu origem à formação do supercontinente Pangeia, os sedimentos sofreram dobramento, fraturação e metamorfismo.

Durante o Mesozoico (252 a 66 Ma), a fragmentação generalizada do supercontinente levou à formação da Bacia Lusitaniana (na zona oeste de Portugal), à formação da Bacia do Algarve, cuja área emersa se estende, atualmente, desde o Cabo de S. Vicente até ao rio Guadiana, e à progressão do Mar de Tétis para oeste. Por vezes, estabeleceu-se uma continuidade geográfica entre estas bacias de sedimentação, em especial durante o Jurássico (201 a 145 Ma), permitindo que a fauna marinha vinda do norte (boreal) e a fauna do Mar de Tétis (tetisiana) se misturassem.

Ao longo do Mesozoico, depositaram-se na Bacia do Algarve sedimentos essencialmente marinhos, que assentaram sobre rochas do Paleozoico. A unidade geológica mais antiga da bacia, designada como Argilas de S. Bartolomeu de Messines, é constituída sobretudo por argilas vermelhas, depositadas em ambientes fluviais ou lacustres. O afundimento de algumas zonas da região favoreceu a progressão do Mar de Tétis para oeste e possibilitou, há cerca de 200 Ma, a formação de gesso e do sal-gema explorado em Loulé.

Durante uma fase de rifting intracontinental, ocorreu ascensão de magma que deu origem ao Complexo Vulcano-Sedimentar, que aflora entre Sagres e Vila Real de Sto. António. Este complexo, formado por lavas essencialmente basálticas, cinzas vulcânicas, piroclastos e fragmentos da rocha encaixante, está incluído na chamada Central Atlantic Magmatic Province (CAMP). Apresenta uma idade de aproximadamente 200 Ma e aflora em quatro continentes: América do Norte, América do Sul, Noroeste de África e Sudoeste da Europa.

Há cerca de 92 Ma, a movimentação da África levou à subdução da litosfera oceânica sob a Eurásia, que culminou com o fecho do Mar de Tétis. Este processo causou as deformações alpinas na Eurásia, que se propagaram de este para oeste, vindo a afetar os depósitos de sal-gema de Loulé.

A Figura 1 representa a evolução paleogeográfica dos continentes durante o Mesozoico.

10. Explique de que modo os contextos tectónico e climático contribuíram para a formação do sal-gema explorado na região de Loulé.

Grupo I - 11 · Reprodução, meiose e ciclos de vida

Texto 2

O Parque Natural da Ria Formosa, no Algarve, corresponde a uma zona litoral constituída por praias, dunas, zonas de sapal, canais fluviais e canais de maré. O sistema lagunar da ria, limitado a sul por um conjunto de ilhas-barreira arenosas que o separam do oceano, apresenta uma profundidade média de 10 metros e é alimentado, quase exclusivamente, por água do mar. A pequena profundidade, a boa penetração da luz e as águas calmas favorecem a desova, a alimentação e o refúgio de muitas espécies que ali passam os estádios larvares e juvenis, algumas das quais migram depois para o mar, onde completam o seu ciclo biológico.

Na Ria Formosa, a maior área nacional de pradaria marinha, podem ser encontradas ervas marinhas nativas, como a Zostera marina, plantas vasculares que vivem submersas e que apresentam folhas, geralmente finas, em forma de fita. Possuem rizomas bastante desenvolvidos, que se fixam em substratos essencialmente arenosos.

Nas pradarias marinhas, encontram-se as duas únicas espécies europeias de cavalos-marinhos: o cavalo-marinho-de-focinho-comprido ( Hippocampus guttulatus) e o cavalo-marinho-de-focinho-curto ( Hippocampus hippocampus). Estes peixes alimentam-se de pequenos crustáceos e fixam-se com a sua cauda preênsil à cobertura vegetal. Entre as suas peculiaridades, está o facto de ocorrer a transferência dos óvulos da fêmea para o macho, sendo então fecundados na bolsa incubadora deste.

Estudos genéticos recentes identificaram as semelhanças existentes entre as várias espécies de cavalos-marinhos atuais, demonstrando uma relação entre os dados moleculares e a sua distribuição geográfica.

A Figura 2 representa um excerto da árvore filogenética do género Hippocampus, relativo a quatro espécies existentes no oceano Atlântico.

11. A propagação vegetativa de Zostera permite _______ e contribui para _______.

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Grupo I - 12 · Digestão, transporte e trocas gasosas

Texto 2

O Parque Natural da Ria Formosa, no Algarve, corresponde a uma zona litoral constituída por praias, dunas, zonas de sapal, canais fluviais e canais de maré. O sistema lagunar da ria, limitado a sul por um conjunto de ilhas-barreira arenosas que o separam do oceano, apresenta uma profundidade média de 10 metros e é alimentado, quase exclusivamente, por água do mar. A pequena profundidade, a boa penetração da luz e as águas calmas favorecem a desova, a alimentação e o refúgio de muitas espécies que ali passam os estádios larvares e juvenis, algumas das quais migram depois para o mar, onde completam o seu ciclo biológico.

Na Ria Formosa, a maior área nacional de pradaria marinha, podem ser encontradas ervas marinhas nativas, como a Zostera marina, plantas vasculares que vivem submersas e que apresentam folhas, geralmente finas, em forma de fita. Possuem rizomas bastante desenvolvidos, que se fixam em substratos essencialmente arenosos.

Nas pradarias marinhas, encontram-se as duas únicas espécies europeias de cavalos-marinhos: o cavalo-marinho-de-focinho-comprido ( Hippocampus guttulatus) e o cavalo-marinho-de-focinho-curto ( Hippocampus hippocampus). Estes peixes alimentam-se de pequenos crustáceos e fixam-se com a sua cauda preênsil à cobertura vegetal. Entre as suas peculiaridades, está o facto de ocorrer a transferência dos óvulos da fêmea para o macho, sendo então fecundados na bolsa incubadora deste.

Estudos genéticos recentes identificaram as semelhanças existentes entre as várias espécies de cavalos-marinhos atuais, demonstrando uma relação entre os dados moleculares e a sua distribuição geográfica.

A Figura 2 representa um excerto da árvore filogenética do género Hippocampus, relativo a quatro espécies existentes no oceano Atlântico.

12. O sistema cardiorrespiratório dos cavalos-marinhos apresenta

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Grupo I - 13 · DNA, síntese proteica e mitose

Texto 2

O Parque Natural da Ria Formosa, no Algarve, corresponde a uma zona litoral constituída por praias, dunas, zonas de sapal, canais fluviais e canais de maré. O sistema lagunar da ria, limitado a sul por um conjunto de ilhas-barreira arenosas que o separam do oceano, apresenta uma profundidade média de 10 metros e é alimentado, quase exclusivamente, por água do mar. A pequena profundidade, a boa penetração da luz e as águas calmas favorecem a desova, a alimentação e o refúgio de muitas espécies que ali passam os estádios larvares e juvenis, algumas das quais migram depois para o mar, onde completam o seu ciclo biológico.

Na Ria Formosa, a maior área nacional de pradaria marinha, podem ser encontradas ervas marinhas nativas, como a Zostera marina, plantas vasculares que vivem submersas e que apresentam folhas, geralmente finas, em forma de fita. Possuem rizomas bastante desenvolvidos, que se fixam em substratos essencialmente arenosos.

Nas pradarias marinhas, encontram-se as duas únicas espécies europeias de cavalos-marinhos: o cavalo-marinho-de-focinho-comprido ( Hippocampus guttulatus) e o cavalo-marinho-de-focinho-curto ( Hippocampus hippocampus). Estes peixes alimentam-se de pequenos crustáceos e fixam-se com a sua cauda preênsil à cobertura vegetal. Entre as suas peculiaridades, está o facto de ocorrer a transferência dos óvulos da fêmea para o macho, sendo então fecundados na bolsa incubadora deste.

Estudos genéticos recentes identificaram as semelhanças existentes entre as várias espécies de cavalos-marinhos atuais, demonstrando uma relação entre os dados moleculares e a sua distribuição geográfica.

A Figura 2 representa um excerto da árvore filogenética do género Hippocampus, relativo a quatro espécies existentes no oceano Atlântico.

13. Em comparação com os gâmetas já formados, as células embrionárias dos cavalos-marinhos, durante a prófase, apresentam

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Grupo I - 14 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

O Parque Natural da Ria Formosa, no Algarve, corresponde a uma zona litoral constituída por praias, dunas, zonas de sapal, canais fluviais e canais de maré. O sistema lagunar da ria, limitado a sul por um conjunto de ilhas-barreira arenosas que o separam do oceano, apresenta uma profundidade média de 10 metros e é alimentado, quase exclusivamente, por água do mar. A pequena profundidade, a boa penetração da luz e as águas calmas favorecem a desova, a alimentação e o refúgio de muitas espécies que ali passam os estádios larvares e juvenis, algumas das quais migram depois para o mar, onde completam o seu ciclo biológico.

Na Ria Formosa, a maior área nacional de pradaria marinha, podem ser encontradas ervas marinhas nativas, como a Zostera marina, plantas vasculares que vivem submersas e que apresentam folhas, geralmente finas, em forma de fita. Possuem rizomas bastante desenvolvidos, que se fixam em substratos essencialmente arenosos.

Nas pradarias marinhas, encontram-se as duas únicas espécies europeias de cavalos-marinhos: o cavalo-marinho-de-focinho-comprido ( Hippocampus guttulatus) e o cavalo-marinho-de-focinho-curto ( Hippocampus hippocampus). Estes peixes alimentam-se de pequenos crustáceos e fixam-se com a sua cauda preênsil à cobertura vegetal. Entre as suas peculiaridades, está o facto de ocorrer a transferência dos óvulos da fêmea para o macho, sendo então fecundados na bolsa incubadora deste.

Estudos genéticos recentes identificaram as semelhanças existentes entre as várias espécies de cavalos-marinhos atuais, demonstrando uma relação entre os dados moleculares e a sua distribuição geográfica.

A Figura 2 representa um excerto da árvore filogenética do género Hippocampus, relativo a quatro espécies existentes no oceano Atlântico.

14. Selecione, de entre as afirmações relativas à análise e interpretação da árvore filogenética da Figura 2, as três afirmações corretas.

Transcreva para a folha de respostas os números selecionados.

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Grupo I - 15 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

Texto 2

O Parque Natural da Ria Formosa, no Algarve, corresponde a uma zona litoral constituída por praias, dunas, zonas de sapal, canais fluviais e canais de maré. O sistema lagunar da ria, limitado a sul por um conjunto de ilhas-barreira arenosas que o separam do oceano, apresenta uma profundidade média de 10 metros e é alimentado, quase exclusivamente, por água do mar. A pequena profundidade, a boa penetração da luz e as águas calmas favorecem a desova, a alimentação e o refúgio de muitas espécies que ali passam os estádios larvares e juvenis, algumas das quais migram depois para o mar, onde completam o seu ciclo biológico.

Na Ria Formosa, a maior área nacional de pradaria marinha, podem ser encontradas ervas marinhas nativas, como a Zostera marina, plantas vasculares que vivem submersas e que apresentam folhas, geralmente finas, em forma de fita. Possuem rizomas bastante desenvolvidos, que se fixam em substratos essencialmente arenosos.

Nas pradarias marinhas, encontram-se as duas únicas espécies europeias de cavalos-marinhos: o cavalo-marinho-de-focinho-comprido ( Hippocampus guttulatus) e o cavalo-marinho-de-focinho-curto ( Hippocampus hippocampus). Estes peixes alimentam-se de pequenos crustáceos e fixam-se com a sua cauda preênsil à cobertura vegetal. Entre as suas peculiaridades, está o facto de ocorrer a transferência dos óvulos da fêmea para o macho, sendo então fecundados na bolsa incubadora deste.

Estudos genéticos recentes identificaram as semelhanças existentes entre as várias espécies de cavalos-marinhos atuais, demonstrando uma relação entre os dados moleculares e a sua distribuição geográfica.

A Figura 2 representa um excerto da árvore filogenética do género Hippocampus, relativo a quatro espécies existentes no oceano Atlântico.

15. Durante o processo de produção de matéria orgânica em células de Zostera, na fase fotoquímica, ocorre

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Grupo I - 16 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos

Texto 2

O Parque Natural da Ria Formosa, no Algarve, corresponde a uma zona litoral constituída por praias, dunas, zonas de sapal, canais fluviais e canais de maré. O sistema lagunar da ria, limitado a sul por um conjunto de ilhas-barreira arenosas que o separam do oceano, apresenta uma profundidade média de 10 metros e é alimentado, quase exclusivamente, por água do mar. A pequena profundidade, a boa penetração da luz e as águas calmas favorecem a desova, a alimentação e o refúgio de muitas espécies que ali passam os estádios larvares e juvenis, algumas das quais migram depois para o mar, onde completam o seu ciclo biológico.

Na Ria Formosa, a maior área nacional de pradaria marinha, podem ser encontradas ervas marinhas nativas, como a Zostera marina, plantas vasculares que vivem submersas e que apresentam folhas, geralmente finas, em forma de fita. Possuem rizomas bastante desenvolvidos, que se fixam em substratos essencialmente arenosos.

Nas pradarias marinhas, encontram-se as duas únicas espécies europeias de cavalos-marinhos: o cavalo-marinho-de-focinho-comprido ( Hippocampus guttulatus) e o cavalo-marinho-de-focinho-curto ( Hippocampus hippocampus). Estes peixes alimentam-se de pequenos crustáceos e fixam-se com a sua cauda preênsil à cobertura vegetal. Entre as suas peculiaridades, está o facto de ocorrer a transferência dos óvulos da fêmea para o macho, sendo então fecundados na bolsa incubadora deste.

Estudos genéticos recentes identificaram as semelhanças existentes entre as várias espécies de cavalos-marinhos atuais, demonstrando uma relação entre os dados moleculares e a sua distribuição geográfica.

A Figura 2 representa um excerto da árvore filogenética do género Hippocampus, relativo a quatro espécies existentes no oceano Atlântico.

Um relatório publicado no dia 17/09/2021 mostra que a Terra caminha para um aquecimento de 2,7 °C até ao fim do século, longe do objetivo definido no Acordo de Paris, isto é, 1,5 °C acima dos valores médios da era pré-industrial.

Explique de que modo o aumento da temperatura global poderá diminuir o efeito protetor das ilhas-barreira, alterar o hidrodinamismo do sistema lagunar da Ria Formosa e comprometer a atividade piscatória na região do Algarve.

Grupo I - 17 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

O Parque Natural da Ria Formosa, no Algarve, corresponde a uma zona litoral constituída por praias, dunas, zonas de sapal, canais fluviais e canais de maré. O sistema lagunar da ria, limitado a sul por um conjunto de ilhas-barreira arenosas que o separam do oceano, apresenta uma profundidade média de 10 metros e é alimentado, quase exclusivamente, por água do mar. A pequena profundidade, a boa penetração da luz e as águas calmas favorecem a desova, a alimentação e o refúgio de muitas espécies que ali passam os estádios larvares e juvenis, algumas das quais migram depois para o mar, onde completam o seu ciclo biológico.

Na Ria Formosa, a maior área nacional de pradaria marinha, podem ser encontradas ervas marinhas nativas, como a Zostera marina, plantas vasculares que vivem submersas e que apresentam folhas, geralmente finas, em forma de fita. Possuem rizomas bastante desenvolvidos, que se fixam em substratos essencialmente arenosos.

Nas pradarias marinhas, encontram-se as duas únicas espécies europeias de cavalos-marinhos: o cavalo-marinho-de-focinho-comprido ( Hippocampus guttulatus) e o cavalo-marinho-de-focinho-curto ( Hippocampus hippocampus). Estes peixes alimentam-se de pequenos crustáceos e fixam-se com a sua cauda preênsil à cobertura vegetal. Entre as suas peculiaridades, está o facto de ocorrer a transferência dos óvulos da fêmea para o macho, sendo então fecundados na bolsa incubadora deste.

Estudos genéticos recentes identificaram as semelhanças existentes entre as várias espécies de cavalos-marinhos atuais, demonstrando uma relação entre os dados moleculares e a sua distribuição geográfica.

A Figura 2 representa um excerto da árvore filogenética do género Hippocampus, relativo a quatro espécies existentes no oceano Atlântico.

Muitas espécies de aves aquáticas migratórias fazem da Ria Formosa um ponto de paragem, repouso e alimentação.

Explique de que forma a penetração da luz no sistema lagunar contribui para a diversidade de relações tróficas existentes na Ria Formosa, fazendo desta um importante ponto de paragem para as aves migratórias, antes de retomarem os seus longos trajetos.

Grupo I · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

Nos últimos 20 anos, tem-se registado uma drástica diminuição na densidade populacional de Hippocampus guttulatus e de Hippocampus hippocampus na Ria Formosa, reveladora do forte impacto exercido pela ação humana neste ecossistema.

Sendo a Ria Formosa um local com interesse económico e turístico, onde as atividades náuticas são frequentes, foi desenvolvido um estudo com o objetivo de testar os efeitos da poluição sonora subaquática nas reações fisiológicas de H. guttulatus.

Usando o procedimento representado na Figura 3A, foram testadas, em locais da ria previamente selecionados, duas condições acústicas diferentes, com recurso a um barco com o motor em funcionamento, durante 3 minutos. Nos primeiro e segundo minutos, o barco esteve em movimento, descrevendo a trajetória X (intensidade sonora variável). Durante o terceiro minuto, o barco esteve parado, na posição Y (intensidade sonora constante). Foi contado o número de movimentos operculares por minuto (MOPM) de 46 indivíduos da espécie H. guttulatus (29 machos e 17 fêmeas), observados entre os 4 e os 10 metros de profundidade, e foram registados os valores da temperatura da água.

Os dados foram recolhidos durante a maré alta, altura em que as correntes se reduzem e em que a visibilidade debaixo de água é maior.

Foram também realizadas observações em outros dois locais: num dos canais com maior tráfego (canal de Olhão), de modo a registar a reação do cavalo-marinho ao ruído normal do movimento dos barcos, e na Estação Experimental do Ramalhete (EER), do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), na ausência de estímulos sonoros.

O comportamento dos cavalos-marinhos, gravado em vídeo, foi analisado.

O gráfico da Figura 3B representa os valores médios dos MOPM em ambiente controlado, em condições normais de tráfego e ao fim dos primeiro, segundo e terceiro minutos dos ensaios experimentais. As diferenças entre as médias dos MOPM nas várias situações experimentais foram significativas.

18. Selecione, de entre as afirmações relativas à investigação descrita, as três afirmações corretas.

19. A partir da análise dos resultados da experiência, podemos concluir que:

Grupo I - 20 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

Texto 3

Nos últimos 20 anos, tem-se registado uma drástica diminuição na densidade populacional de Hippocampus guttulatus e de Hippocampus hippocampus na Ria Formosa, reveladora do forte impacto exercido pela ação humana neste ecossistema.

Sendo a Ria Formosa um local com interesse económico e turístico, onde as atividades náuticas são frequentes, foi desenvolvido um estudo com o objetivo de testar os efeitos da poluição sonora subaquática nas reações fisiológicas de H. guttulatus.

Usando o procedimento representado na Figura 3A, foram testadas, em locais da ria previamente selecionados, duas condições acústicas diferentes, com recurso a um barco com o motor em funcionamento, durante 3 minutos. Nos primeiro e segundo minutos, o barco esteve em movimento, descrevendo a trajetória X (intensidade sonora variável). Durante o terceiro minuto, o barco esteve parado, na posição Y (intensidade sonora constante). Foi contado o número de movimentos operculares por minuto (MOPM) de 46 indivíduos da espécie H. guttulatus (29 machos e 17 fêmeas), observados entre os 4 e os 10 metros de profundidade, e foram registados os valores da temperatura da água.

Os dados foram recolhidos durante a maré alta, altura em que as correntes se reduzem e em que a visibilidade debaixo de água é maior.

Foram também realizadas observações em outros dois locais: num dos canais com maior tráfego (canal de Olhão), de modo a registar a reação do cavalo-marinho ao ruído normal do movimento dos barcos, e na Estação Experimental do Ramalhete (EER), do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), na ausência de estímulos sonoros.

O comportamento dos cavalos-marinhos, gravado em vídeo, foi analisado.

O gráfico da Figura 3B representa os valores médios dos MOPM em ambiente controlado, em condições normais de tráfego e ao fim dos primeiro, segundo e terceiro minutos dos ensaios experimentais. As diferenças entre as médias dos MOPM nas várias situações experimentais foram significativas.

20. Associe a cada uma das etapas da respiração aeróbia, apresentadas na Coluna I, as características da Coluna II que lhe correspondem.

Cada um dos números deve ser associado apenas a uma letra, e todos os números devem ser utilizados.

()

→

Grupo I - 21 · Digestão, transporte e trocas gasosas

Texto 3

Nos últimos 20 anos, tem-se registado uma drástica diminuição na densidade populacional de Hippocampus guttulatus e de Hippocampus hippocampus na Ria Formosa, reveladora do forte impacto exercido pela ação humana neste ecossistema.

Sendo a Ria Formosa um local com interesse económico e turístico, onde as atividades náuticas são frequentes, foi desenvolvido um estudo com o objetivo de testar os efeitos da poluição sonora subaquática nas reações fisiológicas de H. guttulatus.

Usando o procedimento representado na Figura 3A, foram testadas, em locais da ria previamente selecionados, duas condições acústicas diferentes, com recurso a um barco com o motor em funcionamento, durante 3 minutos. Nos primeiro e segundo minutos, o barco esteve em movimento, descrevendo a trajetória X (intensidade sonora variável). Durante o terceiro minuto, o barco esteve parado, na posição Y (intensidade sonora constante). Foi contado o número de movimentos operculares por minuto (MOPM) de 46 indivíduos da espécie H. guttulatus (29 machos e 17 fêmeas), observados entre os 4 e os 10 metros de profundidade, e foram registados os valores da temperatura da água.

Os dados foram recolhidos durante a maré alta, altura em que as correntes se reduzem e em que a visibilidade debaixo de água é maior.

Foram também realizadas observações em outros dois locais: num dos canais com maior tráfego (canal de Olhão), de modo a registar a reação do cavalo-marinho ao ruído normal do movimento dos barcos, e na Estação Experimental do Ramalhete (EER), do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), na ausência de estímulos sonoros.

O comportamento dos cavalos-marinhos, gravado em vídeo, foi analisado.

O gráfico da Figura 3B representa os valores médios dos MOPM em ambiente controlado, em condições normais de tráfego e ao fim dos primeiro, segundo e terceiro minutos dos ensaios experimentais. As diferenças entre as médias dos MOPM nas várias situações experimentais foram significativas.

21. Além da variação dos MOPM, observou-se que, no habitat natural, cerca de 37,5% dos cavalos-marinhos fugiram dos locais de observação.

Relacione os resultados obtidos no estudo, relativos à frequência dos movimentos operculares, com uma maior capacidade de fuga.

Grupo II · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO II

O microscópio petrográfico permite observar aspetos das rochas e dos minerais que não podem ser observados em amostras de mão. As observações feitas com o microscópio petrográfico de luz transmitida apenas são possíveis em rochas cortadas em lâminas muito finas – «lâminas delgadas» – que se deixam atravessar pela luz. Os minerais que não são atravessados pela luz, como os que têm como propriedade o brilho metálico, apresentam cor negra, não podendo, por isso, ser identificados usando o microscópio petrográfico de luz transmitida, pelo que se designam genericamente como «minerais opacos».

Na Figura 4, apresentam-se as microfotografias de quatro rochas observadas com o microscópio petrográfico de luz transmitida, em que Y (rocha A) é um cristal de olivina, mineral que dá origem a superfícies côncavas quando se parte e que tem dureza 6,5-7,0. No Quadro I, apresentam-se algumas informações relativas às rochas observadas.

Quadro I

ROCHA

Caracterização

Outras informações

Local de colheita

A

Formada essencialmente por olivina, piroxena, plagióclase e minerais opacos.

Cor escura e estrutura maciça.

Possui grandes cristais de olivina.

Lexim (Mafra)

B

Formada por bioclastos ligados por uma componente quimiogénica.

Faz efervescência com os ácidos.

Pataias (Alcobaça)

C

Formada por precipitação química, com abundante fração detrítica.

Faz efervescência com os ácidos.

Bafejada, cheira a barro.

Souselas (Coimbra)

D

Formada por recristalização e constituída por cristais equidimensionais, de grão médio, sem orientação preferencial.

Cor clara e estrutura maciça.

Faz efervescência com os ácidos.

Borba (Borba)

Baseado em: www.dct.uminho.pt/rpmic/interactividade/index_old.html (consultado em setembro de 2021).

1.

Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada a cada espaço.

Transcreva para a folha de respostas cada uma das letras, seguida do número que corresponde à opção selecionada. A cada letra corresponde um só número.

Considerando os dados, a rocha B é classificada como

(a),

apresentando elevada percentagem de

(b)

na sua composição, e, na rocha C, a fração detrítica é constituída por

(c).

Os dados permitem também deduzir que a rocha A é

(d)

e que um estudo mineralógico detalhado desta rocha permitirá identificar uma percentagem elevada de

(e).

2.

A rocha D é um mármore.

Justifique a classificação atribuída à rocha D, utilizando os dados fornecidos no Quadro I.

Na sua resposta, deverá referir as composições química e mineralógica e a textura da referida rocha.

3.

A partir da análise da textura e da composição mineralógica da rocha A, pode inferir-se que esta rocha resultou

()

4.

Uma das propriedades da olivina (cristal Y) é

()

Grupo II - 5 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO II

O microscópio petrográfico permite observar aspetos das rochas e dos minerais que não podem ser observados em amostras de mão. As observações feitas com o microscópio petrográfico de luz transmitida apenas são possíveis em rochas cortadas em lâminas muito finas – «lâminas delgadas» – que se deixam atravessar pela luz. Os minerais que não são atravessados pela luz, como os que têm como propriedade o brilho metálico, apresentam cor negra, não podendo, por isso, ser identificados usando o microscópio petrográfico de luz transmitida, pelo que se designam genericamente como «minerais opacos».

Na Figura 4, apresentam-se as microfotografias de quatro rochas observadas com o microscópio petrográfico de luz transmitida, em que Y (rocha A) é um cristal de olivina, mineral que dá origem a superfícies côncavas quando se parte e que tem dureza 6,5-7,0. No Quadro I, apresentam-se algumas informações relativas às rochas observadas.

Quadro I

ROCHA

Caracterização

Outras informações

Local de colheita

A

Formada essencialmente por olivina, piroxena, plagióclase e minerais opacos.

Cor escura e estrutura maciça.

Possui grandes cristais de olivina.

Lexim (Mafra)

B

Formada por bioclastos ligados por uma componente quimiogénica.

Faz efervescência com os ácidos.

Pataias (Alcobaça)

C

Formada por precipitação química, com abundante fração detrítica.

Faz efervescência com os ácidos.

Bafejada, cheira a barro.

Souselas (Coimbra)

D

Formada por recristalização e constituída por cristais equidimensionais, de grão médio, sem orientação preferencial.

Cor clara e estrutura maciça.

Faz efervescência com os ácidos.

Borba (Borba)

Baseado em: www.dct.uminho.pt/rpmic/interactividade/index_old.html (consultado em setembro de 2021).

5. As amostras B e C foram colhidas

()

Grupo III - 1 · Reprodução, meiose e ciclos de vida

GRUPO III

A malária, causada por protistas parasitas intracelulares obrigatórios do género Plasmodium, é uma doença infecciosa que atinge anualmente mais de 200 milhões de pessoas. Estes parasitas têm um ciclo de vida complexo que inclui dois hospedeiros, o homem e os mosquitos do género Anopheles, como se representa na Figura 5.

Após a transmissão por picada de um mosquito infetado, os esporozoítos alojam-se no fígado e infetam as células deste órgão, chamadas hepatócitos, onde se reproduzem.

Nos últimos anos, investigadores do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (IMM), em Lisboa, têm tentado conhecer as várias estratégias usadas pelo parasita para invadir as células humanas. Recentemente, verificaram que os esporozoítos segregam uma proteína, a EXP2, capaz de criar poros na membrana dos hepatócitos, tornando-a permeável à entrada de Ca2+\text{Ca}^{2+} e à saída de K+\text{K}^+, mas não à entrada dos esporozoítos. Este fluxo de iões desencadeia, nos hepatócitos, a exocitose de uma enzima lisossomal, a esfingomielinase ácida, envolvida no processo de reparação da membrana celular. O processo de reparação ativa a endocitose, processo através do qual os esporozoítos entram nos hepatócitos.

Estas e outras descobertas abrem novas perspetivas no combate à malária, através do bloqueio ou da diminuição da infeção.

1. Considerando os processos de divisão celular que têm lugar no ciclo de vida representado, pode referir-se que ocorre

Grupo III - 2 · Biomoléculas, célula e transporte membranar

GRUPO III

A malária, causada por protistas parasitas intracelulares obrigatórios do género Plasmodium, é uma doença infecciosa que atinge anualmente mais de 200 milhões de pessoas. Estes parasitas têm um ciclo de vida complexo que inclui dois hospedeiros, o homem e os mosquitos do género Anopheles, como se representa na Figura 5.

Após a transmissão por picada de um mosquito infetado, os esporozoítos alojam-se no fígado e infetam as células deste órgão, chamadas hepatócitos, onde se reproduzem.

Nos últimos anos, investigadores do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (IMM), em Lisboa, têm tentado conhecer as várias estratégias usadas pelo parasita para invadir as células humanas. Recentemente, verificaram que os esporozoítos segregam uma proteína, a EXP2, capaz de criar poros na membrana dos hepatócitos, tornando-a permeável à entrada de Ca2+\text{Ca}^{2+} e à saída de K+\text{K}^+, mas não à entrada dos esporozoítos. Este fluxo de iões desencadeia, nos hepatócitos, a exocitose de uma enzima lisossomal, a esfingomielinase ácida, envolvida no processo de reparação da membrana celular. O processo de reparação ativa a endocitose, processo através do qual os esporozoítos entram nos hepatócitos.

Estas e outras descobertas abrem novas perspetivas no combate à malária, através do bloqueio ou da diminuição da infeção.

2. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência correta de acontecimentos relacionados com a infeção dos hepatócitos pelo Plasmodium.

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Grupo III - 3 · Biodiversidade, evolução e sistemática

GRUPO III

A malária, causada por protistas parasitas intracelulares obrigatórios do género Plasmodium, é uma doença infecciosa que atinge anualmente mais de 200 milhões de pessoas. Estes parasitas têm um ciclo de vida complexo que inclui dois hospedeiros, o homem e os mosquitos do género Anopheles, como se representa na Figura 5.

Após a transmissão por picada de um mosquito infetado, os esporozoítos alojam-se no fígado e infetam as células deste órgão, chamadas hepatócitos, onde se reproduzem.

Nos últimos anos, investigadores do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (IMM), em Lisboa, têm tentado conhecer as várias estratégias usadas pelo parasita para invadir as células humanas. Recentemente, verificaram que os esporozoítos segregam uma proteína, a EXP2, capaz de criar poros na membrana dos hepatócitos, tornando-a permeável à entrada de Ca2+\text{Ca}^{2+} e à saída de K+\text{K}^+, mas não à entrada dos esporozoítos. Este fluxo de iões desencadeia, nos hepatócitos, a exocitose de uma enzima lisossomal, a esfingomielinase ácida, envolvida no processo de reparação da membrana celular. O processo de reparação ativa a endocitose, processo através do qual os esporozoítos entram nos hepatócitos.

Estas e outras descobertas abrem novas perspetivas no combate à malária, através do bloqueio ou da diminuição da infeção.

3. Associe, considerando o sistema de classificação de Whittaker modificado, cada uma das descrições relativas às características dos seres vivos, expressas na Coluna I, ao reino correspondente, que consta na Coluna II.

A cada letra corresponde apenas um número.

()

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Grupo III - 4 · DNA, síntese proteica e mitose

GRUPO III

A malária, causada por protistas parasitas intracelulares obrigatórios do género Plasmodium, é uma doença infecciosa que atinge anualmente mais de 200 milhões de pessoas. Estes parasitas têm um ciclo de vida complexo que inclui dois hospedeiros, o homem e os mosquitos do género Anopheles, como se representa na Figura 5.

Após a transmissão por picada de um mosquito infetado, os esporozoítos alojam-se no fígado e infetam as células deste órgão, chamadas hepatócitos, onde se reproduzem.

Nos últimos anos, investigadores do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (IMM), em Lisboa, têm tentado conhecer as várias estratégias usadas pelo parasita para invadir as células humanas. Recentemente, verificaram que os esporozoítos segregam uma proteína, a EXP2, capaz de criar poros na membrana dos hepatócitos, tornando-a permeável à entrada de Ca2+\text{Ca}^{2+} e à saída de K+\text{K}^+, mas não à entrada dos esporozoítos. Este fluxo de iões desencadeia, nos hepatócitos, a exocitose de uma enzima lisossomal, a esfingomielinase ácida, envolvida no processo de reparação da membrana celular. O processo de reparação ativa a endocitose, processo através do qual os esporozoítos entram nos hepatócitos.

Estas e outras descobertas abrem novas perspetivas no combate à malária, através do bloqueio ou da diminuição da infeção.

4. A sequência de nucleótidos 3' TACTTTCACTCGATATAA... 5' corresponde ao fragmento inicial do gene EXP2. O diagrama da Figura 6 representa o código genético.

Considere que, no décimo quinto desoxirribonucleótido do fragmento do gene EXP2, a base nitrogenada foi substituída por uma citosina.

Preveja as consequências dessa substituição na capacidade infecciosa do parasita Plasmodium.

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