Exame Nacional Biologia e Geologia 2024 · Época especial
Exame Nacional de Biologia e Geologia 2024, Época especial: 23 exercícios com resolução. Temas: Tectónica de placas e deformação das rochas. Grátis.
Temas do exame: Tectónica de placas e deformação das rochas · Sismologia e estrutura interna da Terra · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica · Recursos geológicos, aquíferos e riscos · Biomoléculas, célula e transporte membranar · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração · Digestão, transporte e trocas gasosas · DNA, síntese proteica e mitose · Reprodução, meiose e ciclos de vida · Biodiversidade, evolução e sistemática · Investigação científica: variáveis e resultados
Grupo I - 1 · Tectónica de placas e deformação das rochas
GRUPO I
Texto 1
O arquipélago dos Açores, localizado no oceano Atlântico, é formado por um conjunto de ilhas, todas de origem vulcânica, cujo contexto tectónico está representado na Figura 1.
A ilha de Santa Maria é a mais antiga do arquipélago. Formou-se há cerca de 10 milhões de anos (Ma), durante o Miocénico (23 a 5,3 Ma), e não teve atividade vulcânica nos últimos 2 Ma. A ilha apresenta complexos vulcânicos associados a vulcanismo submarino e a vulcanismo subaéreo. Durante os processos de vulcanismo formaram-se cinzas, lapilli e escoadas basálticas.
Ao longo da sua história geológica, Santa Maria tem estado sujeita quer a processos de levantamento, relativamente ao fundo oceânico, quer a variações do nível médio da água do mar, que, durante os últimos 5 Ma, terá estado, no máximo, cerca de 50 metros acima do atual. Estas variações tiveram como resultado a origem e a exposição de antigas plataformas de abrasão marinha 1 e o afloramento tanto de lavas em almofada, do Pliocénico (5,3 a 2,6 Ma), como de rochas sedimentares com fósseis, predominantemente marinhos.
Na costa sul da ilha, sobre a plataforma de abrasão, de natureza basáltica, formou-se um conglomerado fossilífero com cimento carbonatado que incorporou material bioclástico. Sobre este conglomerado ou diretamente sobre a plataforma de abrasão, existe a jazida fossilífera da Prainha, datada do Plistocénico (2,6 a 0,01 Ma). Nesta jazida, podem ser encontrados fósseis de algas vermelhas calcárias. Estas algas calcárias incorporaram dióxido de carbono e iões cálcio, acumulando carbonato de cálcio nas paredes celulares e, à medida que cresceram, formaram a crosta algal. Há cerca de 115 000 anos, alterações locais do hidrodinamismo levaram a que as areias do fundo marinho fossem transportadas para o litoral, depositando-se a uma velocidade superior ao ritmo de crescimento das algas calcárias. Esta areia permitiu a instalação de bivalves litorais, que necessitam de habitats arenosos, como os da espécie Ensis minor, cujos fósseis se encontram também na jazida da Prainha. Esta espécie não existe atualmente na ilha de Santa Maria e o seu desaparecimento poderá estar relacionado com os efeitos de uma glaciação, no Plistocénico.
A Figura 2 representa esquematicamente a evolução da zona da Prainha através dos perfis litorais, hipotéticos, há 130 000 anos (Figura 2A) e há 100 000 anos (Figura 2B). A Figura 2C representa uma ampliação de parte da Figura 2B.
1 Plataforma de abrasão marinha – superfície litoral rochosa, aplanada pela erosão marinha, que resulta do desmoronamento e do recuo das falésias e que fica exposta na maré vazia.
Figura 1
Figura 2 Baseado em: S. Ávila et al., «Os fósseis de Santa Maria (Açores)», in Publicação n.º 45 do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, 2010.
1. Identifique, de entre as afirmações relativas aos aspetos geológicos relacionados com a ilha de Santa Maria, as três afirmações corretas, considerando as informações do Texto 1 e da Figura 1.
Escreva, na folha de respostas, os números selecionados.
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Grupo I - 2 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica
GRUPO I
Texto 1
O arquipélago dos Açores, localizado no oceano Atlântico, é formado por um conjunto de ilhas, todas de origem vulcânica, cujo contexto tectónico está representado na Figura 1.
A ilha de Santa Maria é a mais antiga do arquipélago. Formou-se há cerca de 10 milhões de anos (Ma), durante o Miocénico (23 a 5,3 Ma), e não teve atividade vulcânica nos últimos 2 Ma. A ilha apresenta complexos vulcânicos associados a vulcanismo submarino e a vulcanismo subaéreo. Durante os processos de vulcanismo formaram-se cinzas, lapilli e escoadas basálticas.
Ao longo da sua história geológica, Santa Maria tem estado sujeita quer a processos de levantamento, relativamente ao fundo oceânico, quer a variações do nível médio da água do mar, que, durante os últimos 5 Ma, terá estado, no máximo, cerca de 50 metros acima do atual. Estas variações tiveram como resultado a origem e a exposição de antigas plataformas de abrasão marinha 1 e o afloramento tanto de lavas em almofada, do Pliocénico (5,3 a 2,6 Ma), como de rochas sedimentares com fósseis, predominantemente marinhos.
Na costa sul da ilha, sobre a plataforma de abrasão, de natureza basáltica, formou-se um conglomerado fossilífero com cimento carbonatado que incorporou material bioclástico. Sobre este conglomerado ou diretamente sobre a plataforma de abrasão, existe a jazida fossilífera da Prainha, datada do Plistocénico (2,6 a 0,01 Ma). Nesta jazida, podem ser encontrados fósseis de algas vermelhas calcárias. Estas algas calcárias incorporaram dióxido de carbono e iões cálcio, acumulando carbonato de cálcio nas paredes celulares e, à medida que cresceram, formaram a crosta algal. Há cerca de 115 000 anos, alterações locais do hidrodinamismo levaram a que as areias do fundo marinho fossem transportadas para o litoral, depositando-se a uma velocidade superior ao ritmo de crescimento das algas calcárias. Esta areia permitiu a instalação de bivalves litorais, que necessitam de habitats arenosos, como os da espécie Ensis minor, cujos fósseis se encontram também na jazida da Prainha. Esta espécie não existe atualmente na ilha de Santa Maria e o seu desaparecimento poderá estar relacionado com os efeitos de uma glaciação, no Plistocénico.
A Figura 2 representa esquematicamente a evolução da zona da Prainha através dos perfis litorais, hipotéticos, há 130 000 anos (Figura 2A) e há 100 000 anos (Figura 2B). A Figura 2C representa uma ampliação de parte da Figura 2B.
1 Plataforma de abrasão marinha – superfície litoral rochosa, aplanada pela erosão marinha, que resulta do desmoronamento e do recuo das falésias e que fica exposta na maré vazia.
Figura 1
Figura 2 Baseado em: S. Ávila et al., «Os fósseis de Santa Maria (Açores)», in Publicação n.º 45 do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, 2010.
2. A inferência das condições ambientais que existiam no passado, a partir do conteúdo fossilífero dos depósitos da jazida da Prainha, baseia-se no princípio
Grupo I - 3 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas
GRUPO I
Texto 1
O arquipélago dos Açores, localizado no oceano Atlântico, é formado por um conjunto de ilhas, todas de origem vulcânica, cujo contexto tectónico está representado na Figura 1.
A ilha de Santa Maria é a mais antiga do arquipélago. Formou-se há cerca de 10 milhões de anos (Ma), durante o Miocénico (23 a 5,3 Ma), e não teve atividade vulcânica nos últimos 2 Ma. A ilha apresenta complexos vulcânicos associados a vulcanismo submarino e a vulcanismo subaéreo. Durante os processos de vulcanismo formaram-se cinzas, lapilli e escoadas basálticas.
Ao longo da sua história geológica, Santa Maria tem estado sujeita quer a processos de levantamento, relativamente ao fundo oceânico, quer a variações do nível médio da água do mar, que, durante os últimos 5 Ma, terá estado, no máximo, cerca de 50 metros acima do atual. Estas variações tiveram como resultado a origem e a exposição de antigas plataformas de abrasão marinha 1 e o afloramento tanto de lavas em almofada, do Pliocénico (5,3 a 2,6 Ma), como de rochas sedimentares com fósseis, predominantemente marinhos.
Na costa sul da ilha, sobre a plataforma de abrasão, de natureza basáltica, formou-se um conglomerado fossilífero com cimento carbonatado que incorporou material bioclástico. Sobre este conglomerado ou diretamente sobre a plataforma de abrasão, existe a jazida fossilífera da Prainha, datada do Plistocénico (2,6 a 0,01 Ma). Nesta jazida, podem ser encontrados fósseis de algas vermelhas calcárias. Estas algas calcárias incorporaram dióxido de carbono e iões cálcio, acumulando carbonato de cálcio nas paredes celulares e, à medida que cresceram, formaram a crosta algal. Há cerca de 115 000 anos, alterações locais do hidrodinamismo levaram a que as areias do fundo marinho fossem transportadas para o litoral, depositando-se a uma velocidade superior ao ritmo de crescimento das algas calcárias. Esta areia permitiu a instalação de bivalves litorais, que necessitam de habitats arenosos, como os da espécie Ensis minor, cujos fósseis se encontram também na jazida da Prainha. Esta espécie não existe atualmente na ilha de Santa Maria e o seu desaparecimento poderá estar relacionado com os efeitos de uma glaciação, no Plistocénico.
A Figura 2 representa esquematicamente a evolução da zona da Prainha através dos perfis litorais, hipotéticos, há 130 000 anos (Figura 2A) e há 100 000 anos (Figura 2B). A Figura 2C representa uma ampliação de parte da Figura 2B.
1 Plataforma de abrasão marinha – superfície litoral rochosa, aplanada pela erosão marinha, que resulta do desmoronamento e do recuo das falésias e que fica exposta na maré vazia.
Figura 1
Figura 2 Baseado em: S. Ávila et al., «Os fósseis de Santa Maria (Açores)», in Publicação n.º 45 do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, 2010.
3. Os afloramentos de lavas em almofada, com cerca de 5 Ma, encontrados a mais de 100 metros de altitude, na ilha de Santa Maria, evidenciam a ocorrência de uma atividade vulcânica
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Grupo I - 4 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica
GRUPO I
Texto 1
O arquipélago dos Açores, localizado no oceano Atlântico, é formado por um conjunto de ilhas, todas de origem vulcânica, cujo contexto tectónico está representado na Figura 1.
A ilha de Santa Maria é a mais antiga do arquipélago. Formou-se há cerca de 10 milhões de anos (Ma), durante o Miocénico (23 a 5,3 Ma), e não teve atividade vulcânica nos últimos 2 Ma. A ilha apresenta complexos vulcânicos associados a vulcanismo submarino e a vulcanismo subaéreo. Durante os processos de vulcanismo formaram-se cinzas, lapilli e escoadas basálticas.
Ao longo da sua história geológica, Santa Maria tem estado sujeita quer a processos de levantamento, relativamente ao fundo oceânico, quer a variações do nível médio da água do mar, que, durante os últimos 5 Ma, terá estado, no máximo, cerca de 50 metros acima do atual. Estas variações tiveram como resultado a origem e a exposição de antigas plataformas de abrasão marinha 1 e o afloramento tanto de lavas em almofada, do Pliocénico (5,3 a 2,6 Ma), como de rochas sedimentares com fósseis, predominantemente marinhos.
Na costa sul da ilha, sobre a plataforma de abrasão, de natureza basáltica, formou-se um conglomerado fossilífero com cimento carbonatado que incorporou material bioclástico. Sobre este conglomerado ou diretamente sobre a plataforma de abrasão, existe a jazida fossilífera da Prainha, datada do Plistocénico (2,6 a 0,01 Ma). Nesta jazida, podem ser encontrados fósseis de algas vermelhas calcárias. Estas algas calcárias incorporaram dióxido de carbono e iões cálcio, acumulando carbonato de cálcio nas paredes celulares e, à medida que cresceram, formaram a crosta algal. Há cerca de 115 000 anos, alterações locais do hidrodinamismo levaram a que as areias do fundo marinho fossem transportadas para o litoral, depositando-se a uma velocidade superior ao ritmo de crescimento das algas calcárias. Esta areia permitiu a instalação de bivalves litorais, que necessitam de habitats arenosos, como os da espécie Ensis minor, cujos fósseis se encontram também na jazida da Prainha. Esta espécie não existe atualmente na ilha de Santa Maria e o seu desaparecimento poderá estar relacionado com os efeitos de uma glaciação, no Plistocénico.
A Figura 2 representa esquematicamente a evolução da zona da Prainha através dos perfis litorais, hipotéticos, há 130 000 anos (Figura 2A) e há 100 000 anos (Figura 2B). A Figura 2C representa uma ampliação de parte da Figura 2B.
1 Plataforma de abrasão marinha – superfície litoral rochosa, aplanada pela erosão marinha, que resulta do desmoronamento e do recuo das falésias e que fica exposta na maré vazia.
Figura 1
Figura 2 Baseado em: S. Ávila et al., «Os fósseis de Santa Maria (Açores)», in Publicação n.º 45 do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, 2010.
4. De acordo com os dados, durante a evolução geológica do litoral na região da Prainha, compreendida no período entre 130 000 anos e 100 000 anos, terá ocorrido
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Grupo I - 5 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica
GRUPO I
Texto 1
O arquipélago dos Açores, localizado no oceano Atlântico, é formado por um conjunto de ilhas, todas de origem vulcânica, cujo contexto tectónico está representado na Figura 1.
A ilha de Santa Maria é a mais antiga do arquipélago. Formou-se há cerca de 10 milhões de anos (Ma), durante o Miocénico (23 a 5,3 Ma), e não teve atividade vulcânica nos últimos 2 Ma. A ilha apresenta complexos vulcânicos associados a vulcanismo submarino e a vulcanismo subaéreo. Durante os processos de vulcanismo formaram-se cinzas, lapilli e escoadas basálticas.
Ao longo da sua história geológica, Santa Maria tem estado sujeita quer a processos de levantamento, relativamente ao fundo oceânico, quer a variações do nível médio da água do mar, que, durante os últimos 5 Ma, terá estado, no máximo, cerca de 50 metros acima do atual. Estas variações tiveram como resultado a origem e a exposição de antigas plataformas de abrasão marinha 1 e o afloramento tanto de lavas em almofada, do Pliocénico (5,3 a 2,6 Ma), como de rochas sedimentares com fósseis, predominantemente marinhos.
Na costa sul da ilha, sobre a plataforma de abrasão, de natureza basáltica, formou-se um conglomerado fossilífero com cimento carbonatado que incorporou material bioclástico. Sobre este conglomerado ou diretamente sobre a plataforma de abrasão, existe a jazida fossilífera da Prainha, datada do Plistocénico (2,6 a 0,01 Ma). Nesta jazida, podem ser encontrados fósseis de algas vermelhas calcárias. Estas algas calcárias incorporaram dióxido de carbono e iões cálcio, acumulando carbonato de cálcio nas paredes celulares e, à medida que cresceram, formaram a crosta algal. Há cerca de 115 000 anos, alterações locais do hidrodinamismo levaram a que as areias do fundo marinho fossem transportadas para o litoral, depositando-se a uma velocidade superior ao ritmo de crescimento das algas calcárias. Esta areia permitiu a instalação de bivalves litorais, que necessitam de habitats arenosos, como os da espécie Ensis minor, cujos fósseis se encontram também na jazida da Prainha. Esta espécie não existe atualmente na ilha de Santa Maria e o seu desaparecimento poderá estar relacionado com os efeitos de uma glaciação, no Plistocénico.
A Figura 2 representa esquematicamente a evolução da zona da Prainha através dos perfis litorais, hipotéticos, há 130 000 anos (Figura 2A) e há 100 000 anos (Figura 2B). A Figura 2C representa uma ampliação de parte da Figura 2B.
1 Plataforma de abrasão marinha – superfície litoral rochosa, aplanada pela erosão marinha, que resulta do desmoronamento e do recuo das falésias e que fica exposta na maré vazia.
Figura 1
Figura 2 Baseado em: S. Ávila et al., «Os fósseis de Santa Maria (Açores)», in Publicação n.º 45 do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, 2010.
5. De acordo com os dados relativos ao conglomerado existente na zona da Prainha, pode inferir-se que o cascalho que o constitui
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Grupo I - 6 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas
GRUPO I
Texto 1
O arquipélago dos Açores, localizado no oceano Atlântico, é formado por um conjunto de ilhas, todas de origem vulcânica, cujo contexto tectónico está representado na Figura 1.
A ilha de Santa Maria é a mais antiga do arquipélago. Formou-se há cerca de 10 milhões de anos (Ma), durante o Miocénico (23 a 5,3 Ma), e não teve atividade vulcânica nos últimos 2 Ma. A ilha apresenta complexos vulcânicos associados a vulcanismo submarino e a vulcanismo subaéreo. Durante os processos de vulcanismo formaram-se cinzas, lapilli e escoadas basálticas.
Ao longo da sua história geológica, Santa Maria tem estado sujeita quer a processos de levantamento, relativamente ao fundo oceânico, quer a variações do nível médio da água do mar, que, durante os últimos 5 Ma, terá estado, no máximo, cerca de 50 metros acima do atual. Estas variações tiveram como resultado a origem e a exposição de antigas plataformas de abrasão marinha 1 e o afloramento tanto de lavas em almofada, do Pliocénico (5,3 a 2,6 Ma), como de rochas sedimentares com fósseis, predominantemente marinhos.
Na costa sul da ilha, sobre a plataforma de abrasão, de natureza basáltica, formou-se um conglomerado fossilífero com cimento carbonatado que incorporou material bioclástico. Sobre este conglomerado ou diretamente sobre a plataforma de abrasão, existe a jazida fossilífera da Prainha, datada do Plistocénico (2,6 a 0,01 Ma). Nesta jazida, podem ser encontrados fósseis de algas vermelhas calcárias. Estas algas calcárias incorporaram dióxido de carbono e iões cálcio, acumulando carbonato de cálcio nas paredes celulares e, à medida que cresceram, formaram a crosta algal. Há cerca de 115 000 anos, alterações locais do hidrodinamismo levaram a que as areias do fundo marinho fossem transportadas para o litoral, depositando-se a uma velocidade superior ao ritmo de crescimento das algas calcárias. Esta areia permitiu a instalação de bivalves litorais, que necessitam de habitats arenosos, como os da espécie Ensis minor, cujos fósseis se encontram também na jazida da Prainha. Esta espécie não existe atualmente na ilha de Santa Maria e o seu desaparecimento poderá estar relacionado com os efeitos de uma glaciação, no Plistocénico.
A Figura 2 representa esquematicamente a evolução da zona da Prainha através dos perfis litorais, hipotéticos, há 130 000 anos (Figura 2A) e há 100 000 anos (Figura 2B). A Figura 2C representa uma ampliação de parte da Figura 2B.
1 Plataforma de abrasão marinha – superfície litoral rochosa, aplanada pela erosão marinha, que resulta do desmoronamento e do recuo das falésias e que fica exposta na maré vazia.
Figura 1
Figura 2 Baseado em: S. Ávila et al., «Os fósseis de Santa Maria (Açores)», in Publicação n.º 45 do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, 2010.
6. A rocha magmática que constitui a plataforma de abrasão na zona da Prainha resultou de um magma
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Grupo I · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica
GRUPO I
Texto 1
O arquipélago dos Açores, localizado no oceano Atlântico, é formado por um conjunto de ilhas, todas de origem vulcânica, cujo contexto tectónico está representado na Figura 1.
A ilha de Santa Maria é a mais antiga do arquipélago. Formou-se há cerca de 10 milhões de anos (Ma), durante o Miocénico (23 a 5,3 Ma), e não teve atividade vulcânica nos últimos 2 Ma. A ilha apresenta complexos vulcânicos associados a vulcanismo submarino e a vulcanismo subaéreo. Durante os processos de vulcanismo formaram-se cinzas, lapilli e escoadas basálticas.
Ao longo da sua história geológica, Santa Maria tem estado sujeita quer a processos de levantamento, relativamente ao fundo oceânico, quer a variações do nível médio da água do mar, que, durante os últimos 5 Ma, terá estado, no máximo, cerca de 50 metros acima do atual. Estas variações tiveram como resultado a origem e a exposição de antigas plataformas de abrasão marinha 1 e o afloramento tanto de lavas em almofada, do Pliocénico (5,3 a 2,6 Ma), como de rochas sedimentares com fósseis, predominantemente marinhos.
Na costa sul da ilha, sobre a plataforma de abrasão, de natureza basáltica, formou-se um conglomerado fossilífero com cimento carbonatado que incorporou material bioclástico. Sobre este conglomerado ou diretamente sobre a plataforma de abrasão, existe a jazida fossilífera da Prainha, datada do Plistocénico (2,6 a 0,01 Ma). Nesta jazida, podem ser encontrados fósseis de algas vermelhas calcárias. Estas algas calcárias incorporaram dióxido de carbono e iões cálcio, acumulando carbonato de cálcio nas paredes celulares e, à medida que cresceram, formaram a crosta algal. Há cerca de 115 000 anos, alterações locais do hidrodinamismo levaram a que as areias do fundo marinho fossem transportadas para o litoral, depositando-se a uma velocidade superior ao ritmo de crescimento das algas calcárias. Esta areia permitiu a instalação de bivalves litorais, que necessitam de habitats arenosos, como os da espécie Ensis minor, cujos fósseis se encontram também na jazida da Prainha. Esta espécie não existe atualmente na ilha de Santa Maria e o seu desaparecimento poderá estar relacionado com os efeitos de uma glaciação, no Plistocénico.
A Figura 2 representa esquematicamente a evolução da zona da Prainha através dos perfis litorais, hipotéticos, há 130 000 anos (Figura 2A) e há 100 000 anos (Figura 2B). A Figura 2C representa uma ampliação de parte da Figura 2B.
1 Plataforma de abrasão marinha – superfície litoral rochosa, aplanada pela erosão marinha, que resulta do desmoronamento e do recuo das falésias e que fica exposta na maré vazia.
Figura 1
Figura 2 Baseado em: S. Ávila et al., «Os fósseis de Santa Maria (Açores)», in Publicação n.º 45 do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, 2010.
7.
Explique, recorrendo aos dados do Texto 1, o processo de fossilização das algas calcárias da jazida da Prainha, referindo as duas condições que o favoreceram.
8.
Explique de que modo a glaciação do Plistocénico poderá ter levado ao desaparecimento de Ensis minor na ilha de Santa Maria, fazendo referência às características do seu habitat.
Grupo I - 9 · Biodiversidade, evolução e sistemática
Texto 2
Situada na parte oriental da ilha de Santa Maria, a Reserva Natural do Pico Alto corresponde a uma importante mancha de floresta nativa (floresta Laurissilva) onde abundam diversas espécies endémicas de fauna e flora. O clima temperado húmido permitiu o desenvolvimento e a conservação de uma vegetação endémica. Quanto à fauna, destaca-se a presença de quatro espécies de escaravelhos-cascudos-da-mata, pertencentes ao género Tarphius, exclusivos desta ilha açoriana. Estes insetos alimentam-se de fungos, possuem hábitos noturnos e ocorrem no solo, na copa de árvores endémicas, como a Picconia excelsa, ou sob a casca de árvores mortas.
Com o objetivo de revelar as relações filogenéticas entre as várias espécies açorianas do género Tarphius, foram desenvolvidos estudos baseados numa abordagem integrada que combinou as características morfológicas com a análise molecular. Foi utilizado um fragmento de DNA mitocondrial (mtDNA), que inclui o gene que contém a informação para a síntese do RNA de transferência do aminoácido leucina (tRNA-Leu). A taxa de substituição de nucleótidos no fragmento analisado foi utilizada para inferir os tempos de divergência. A Figura 3 representa o arquipélago dos Açores e a árvore filogenética dos escaravelhos Tarphius, baseada na análise do mtDNA. Nesta árvore filogenética indica-se a distribuição geográfica das diferentes espécies nas ilhas.
Figura 3
Baseado em: P. Borges et al., «Cryptic diversity in the Azorean beetle genus Tarphius Erichson, 1845 (Coleoptera: Zopheridae): An integrative taxonomic approach with description of four new species», in Zootaxa, 4236 (3): 401-449, 2017; e em: www.maiisg.com/species/ (consultado em dezembro de 2023).
9. De acordo com a análise da árvore filogenética representada na Figura 3, podemos afirmar que
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Grupo I - 10 · DNA, síntese proteica e mitose
Texto 2
Situada na parte oriental da ilha de Santa Maria, a Reserva Natural do Pico Alto corresponde a uma importante mancha de floresta nativa (floresta Laurissilva) onde abundam diversas espécies endémicas de fauna e flora. O clima temperado húmido permitiu o desenvolvimento e a conservação de uma vegetação endémica. Quanto à fauna, destaca-se a presença de quatro espécies de escaravelhos-cascudos-da-mata, pertencentes ao género Tarphius, exclusivos desta ilha açoriana. Estes insetos alimentam-se de fungos, possuem hábitos noturnos e ocorrem no solo, na copa de árvores endémicas, como a Picconia excelsa, ou sob a casca de árvores mortas.
Com o objetivo de revelar as relações filogenéticas entre as várias espécies açorianas do género Tarphius, foram desenvolvidos estudos baseados numa abordagem integrada que combinou as características morfológicas com a análise molecular. Foi utilizado um fragmento de DNA mitocondrial (mtDNA), que inclui o gene que contém a informação para a síntese do RNA de transferência do aminoácido leucina (tRNA-Leu). A taxa de substituição de nucleótidos no fragmento analisado foi utilizada para inferir os tempos de divergência. A Figura 3 representa o arquipélago dos Açores e a árvore filogenética dos escaravelhos Tarphius, baseada na análise do mtDNA. Nesta árvore filogenética indica-se a distribuição geográfica das diferentes espécies nas ilhas.
Figura 3
Baseado em: P. Borges et al., «Cryptic diversity in the Azorean beetle genus Tarphius Erichson, 1845 (Coleoptera: Zopheridae): An integrative taxonomic approach with description of four new species», in Zootaxa, 4236 (3): 401-449, 2017; e em: www.maiisg.com/species/ (consultado em dezembro de 2023).
10. Considerando-se que, no gene tRNA-Leu, existem 18% de nucleótidos cuja base nitrogenada é a citosina, pode afirmar-se que a percentagem de nucleótidos com timina será
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Grupo I - 11 · DNA, síntese proteica e mitose
Texto 2
Situada na parte oriental da ilha de Santa Maria, a Reserva Natural do Pico Alto corresponde a uma importante mancha de floresta nativa (floresta Laurissilva) onde abundam diversas espécies endémicas de fauna e flora. O clima temperado húmido permitiu o desenvolvimento e a conservação de uma vegetação endémica. Quanto à fauna, destaca-se a presença de quatro espécies de escaravelhos-cascudos-da-mata, pertencentes ao género Tarphius, exclusivos desta ilha açoriana. Estes insetos alimentam-se de fungos, possuem hábitos noturnos e ocorrem no solo, na copa de árvores endémicas, como a Picconia excelsa, ou sob a casca de árvores mortas.
Com o objetivo de revelar as relações filogenéticas entre as várias espécies açorianas do género Tarphius, foram desenvolvidos estudos baseados numa abordagem integrada que combinou as características morfológicas com a análise molecular. Foi utilizado um fragmento de DNA mitocondrial (mtDNA), que inclui o gene que contém a informação para a síntese do RNA de transferência do aminoácido leucina (tRNA-Leu). A taxa de substituição de nucleótidos no fragmento analisado foi utilizada para inferir os tempos de divergência. A Figura 3 representa o arquipélago dos Açores e a árvore filogenética dos escaravelhos Tarphius, baseada na análise do mtDNA. Nesta árvore filogenética indica-se a distribuição geográfica das diferentes espécies nas ilhas.
Figura 3
Baseado em: P. Borges et al., «Cryptic diversity in the Azorean beetle genus Tarphius Erichson, 1845 (Coleoptera: Zopheridae): An integrative taxonomic approach with description of four new species», in Zootaxa, 4236 (3): 401-449, 2017; e em: www.maiisg.com/species/ (consultado em dezembro de 2023).
11. Sabendo-se que o aminoácido leucina é codificado pelos codões CUU, CUC, CUA e CUG, entre outros, pode afirmar-se que a transcrição do gene tRNA-Leu origina um polímero
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Grupo I - 12 · Reprodução, meiose e ciclos de vida
Texto 2
Situada na parte oriental da ilha de Santa Maria, a Reserva Natural do Pico Alto corresponde a uma importante mancha de floresta nativa (floresta Laurissilva) onde abundam diversas espécies endémicas de fauna e flora. O clima temperado húmido permitiu o desenvolvimento e a conservação de uma vegetação endémica. Quanto à fauna, destaca-se a presença de quatro espécies de escaravelhos-cascudos-da-mata, pertencentes ao género Tarphius, exclusivos desta ilha açoriana. Estes insetos alimentam-se de fungos, possuem hábitos noturnos e ocorrem no solo, na copa de árvores endémicas, como a Picconia excelsa, ou sob a casca de árvores mortas.
Com o objetivo de revelar as relações filogenéticas entre as várias espécies açorianas do género Tarphius, foram desenvolvidos estudos baseados numa abordagem integrada que combinou as características morfológicas com a análise molecular. Foi utilizado um fragmento de DNA mitocondrial (mtDNA), que inclui o gene que contém a informação para a síntese do RNA de transferência do aminoácido leucina (tRNA-Leu). A taxa de substituição de nucleótidos no fragmento analisado foi utilizada para inferir os tempos de divergência. A Figura 3 representa o arquipélago dos Açores e a árvore filogenética dos escaravelhos Tarphius, baseada na análise do mtDNA. Nesta árvore filogenética indica-se a distribuição geográfica das diferentes espécies nas ilhas.
Figura 3
Baseado em: P. Borges et al., «Cryptic diversity in the Azorean beetle genus Tarphius Erichson, 1845 (Coleoptera: Zopheridae): An integrative taxonomic approach with description of four new species», in Zootaxa, 4236 (3): 401-449, 2017; e em: www.maiisg.com/species/ (consultado em dezembro de 2023).
12. O ciclo de vida dos escaravelhos-cascudos-da-mata distingue-se do ciclo de vida das plantas que constituem a floresta Laurissilva, por apresentar
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Grupo I - 13 · Digestão, transporte e trocas gasosas
Texto 2
Situada na parte oriental da ilha de Santa Maria, a Reserva Natural do Pico Alto corresponde a uma importante mancha de floresta nativa (floresta Laurissilva) onde abundam diversas espécies endémicas de fauna e flora. O clima temperado húmido permitiu o desenvolvimento e a conservação de uma vegetação endémica. Quanto à fauna, destaca-se a presença de quatro espécies de escaravelhos-cascudos-da-mata, pertencentes ao género Tarphius, exclusivos desta ilha açoriana. Estes insetos alimentam-se de fungos, possuem hábitos noturnos e ocorrem no solo, na copa de árvores endémicas, como a Picconia excelsa, ou sob a casca de árvores mortas.
Com o objetivo de revelar as relações filogenéticas entre as várias espécies açorianas do género Tarphius, foram desenvolvidos estudos baseados numa abordagem integrada que combinou as características morfológicas com a análise molecular. Foi utilizado um fragmento de DNA mitocondrial (mtDNA), que inclui o gene que contém a informação para a síntese do RNA de transferência do aminoácido leucina (tRNA-Leu). A taxa de substituição de nucleótidos no fragmento analisado foi utilizada para inferir os tempos de divergência. A Figura 3 representa o arquipélago dos Açores e a árvore filogenética dos escaravelhos Tarphius, baseada na análise do mtDNA. Nesta árvore filogenética indica-se a distribuição geográfica das diferentes espécies nas ilhas.
Figura 3
Baseado em: P. Borges et al., «Cryptic diversity in the Azorean beetle genus Tarphius Erichson, 1845 (Coleoptera: Zopheridae): An integrative taxonomic approach with description of four new species», in Zootaxa, 4236 (3): 401-449, 2017; e em: www.maiisg.com/species/ (consultado em dezembro de 2023).
13. Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada para cada espaço.
Escreva, na folha de respostas, cada uma das letras, seguida do número que corresponde à opção selecionada.
Os escaravelhos são seres vivos que a) e cuja digestão ocorre b). Os fungos, que servem de alimento aos escaravelhos, são seres vivos com digestão c), e, nos ecossistemas, desempenham, de acordo com o sistema de classificação de Whittaker modificado, o papel de d).
Grupo I - 14 · Biodiversidade, evolução e sistemática
Texto 2
Situada na parte oriental da ilha de Santa Maria, a Reserva Natural do Pico Alto corresponde a uma importante mancha de floresta nativa (floresta Laurissilva) onde abundam diversas espécies endémicas de fauna e flora. O clima temperado húmido permitiu o desenvolvimento e a conservação de uma vegetação endémica. Quanto à fauna, destaca-se a presença de quatro espécies de escaravelhos-cascudos-da-mata, pertencentes ao género Tarphius, exclusivos desta ilha açoriana. Estes insetos alimentam-se de fungos, possuem hábitos noturnos e ocorrem no solo, na copa de árvores endémicas, como a Picconia excelsa, ou sob a casca de árvores mortas.
Com o objetivo de revelar as relações filogenéticas entre as várias espécies açorianas do género Tarphius, foram desenvolvidos estudos baseados numa abordagem integrada que combinou as características morfológicas com a análise molecular. Foi utilizado um fragmento de DNA mitocondrial (mtDNA), que inclui o gene que contém a informação para a síntese do RNA de transferência do aminoácido leucina (tRNA-Leu). A taxa de substituição de nucleótidos no fragmento analisado foi utilizada para inferir os tempos de divergência. A Figura 3 representa o arquipélago dos Açores e a árvore filogenética dos escaravelhos Tarphius, baseada na análise do mtDNA. Nesta árvore filogenética indica-se a distribuição geográfica das diferentes espécies nas ilhas.
Figura 3
Baseado em: P. Borges et al., «Cryptic diversity in the Azorean beetle genus Tarphius Erichson, 1845 (Coleoptera: Zopheridae): An integrative taxonomic approach with description of four new species», in Zootaxa, 4236 (3): 401-449, 2017; e em: www.maiisg.com/species/ (consultado em dezembro de 2023).
14. Explique, recorrendo aos dados da Figura 3, em que medida a localização e a idade da ilha de Santa Maria contribuíram para a ocorrência e para a diversidade de espécies do género Tarphius nesta ilha.
Grupo I - 15 · Investigação científica: variáveis e resultados
Texto 3
Nos ecossistemas marinhos, os maiores vertebrados alimentam-se por filtração, o que lhes permite ter acesso a uma grande variedade de presas transportadas pelas correntes marinhas, correntes estas que, nas regiões costeiras, transportam também detritos flutuantes. Estes detritos resultam, principalmente, de macroalgas como o Sargassum.
Estes produtores primários têm sido encontrados no estômago e no intestino de um dos grandes animais filtradores, o tubarão-baleia, frequentemente avistado ao largo da ilha de Santa Maria. Com o objetivo de saber se estes animais têm uma dieta com uma componente significativa de produtores primários, foi efetuado o estudo seguinte:
Foram recolhidas amostras de derme (camada da pele localizada abaixo da epiderme) de 17 tubarões-baleia (em 2015 e em 2017), tendo sido congelado o terço mais interno de cada amostra.
Foram recolhidas amostras de fezes de 5 tubarões-baleia e procedeu-se, de igual modo, à sua congelação.
Foram filtradas três amostras de 10 L de água, em três dias diferentes, de onde foram recolhidas, para análise, amostras de potenciais fontes alimentares: krill (pequenos crustáceos, semelhantes ao camarão, que fazem parte do zooplâncton);
salpas (pequenos animais marinhos planctónicos filtradores);
Sargassum (macroalga castanha) e Trichodesmium (cianobactéria filamentosa), ambos produtores.
As amostras foram analisadas quanto ao seu conteúdo em compostos das famílias de ácidos gordos polinsaturados n-3 e n-6. A Tabela 1 apresenta, simplificadamente, os resultados.
Tabela 1
Amostras · Ácidos gordos polinsaturados
n-3 · n-6
Trichodesmium · - · --
Sargassum · - · ++
Krill · ++ · -
Salpas · ++ · -
Derme de tubarão-baleia · - · ++
Fezes de tubarão-baleia · ++ · -
[++] Valores altos
[+] Valores médios
[-] Valores baixos
[--] Valores muito baixos
Baseado em: M. G. Meekan et al., «The world’s largest omnivore is a fish», Ecology, Ecological Society of America, 2022.
15. Identifique, de entre as afirmações relacionadas com os resultados experimentais, as três afirmações corretas.
Selecione as opções correspondentes às três afirmações verdadeiras.
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Grupo I - 16 · Biodiversidade, evolução e sistemática
Texto 3
Nos ecossistemas marinhos, os maiores vertebrados alimentam-se por filtração, o que lhes permite ter acesso a uma grande variedade de presas transportadas pelas correntes marinhas, correntes estas que, nas regiões costeiras, transportam também detritos flutuantes. Estes detritos resultam, principalmente, de macroalgas como o Sargassum.
Estes produtores primários têm sido encontrados no estômago e no intestino de um dos grandes animais filtradores, o tubarão-baleia, frequentemente avistado ao largo da ilha de Santa Maria. Com o objetivo de saber se estes animais têm uma dieta com uma componente significativa de produtores primários, foi efetuado o estudo seguinte:
Foram recolhidas amostras de derme (camada da pele localizada abaixo da epiderme) de 17 tubarões-baleia (em 2015 e em 2017), tendo sido congelado o terço mais interno de cada amostra.
Foram recolhidas amostras de fezes de 5 tubarões-baleia e procedeu-se, de igual modo, à sua congelação.
Foram filtradas três amostras de 10 L de água, em três dias diferentes, de onde foram recolhidas, para análise, amostras de potenciais fontes alimentares: krill (pequenos crustáceos, semelhantes ao camarão, que fazem parte do zooplâncton);
salpas (pequenos animais marinhos planctónicos filtradores);
Sargassum (macroalga castanha) e Trichodesmium (cianobactéria filamentosa), ambos produtores.
As amostras foram analisadas quanto ao seu conteúdo em compostos das famílias de ácidos gordos polinsaturados n-3 e n-6. A Tabela 1 apresenta, simplificadamente, os resultados.
Tabela 1
Amostras · Ácidos gordos polinsaturados
n-3 · n-6
Trichodesmium · - · --
Sargassum · - · ++
Krill · ++ · -
Salpas · ++ · -
Derme de tubarão-baleia · - · ++
Fezes de tubarão-baleia · ++ · -
[++] Valores altos
[+] Valores médios
[-] Valores baixos
[--] Valores muito baixos
Baseado em: M. G. Meekan et al., «The world’s largest omnivore is a fish», Ecology, Ecological Society of America, 2022.
16. De acordo com o sistema de classificação de Whittaker modificado, Trichodesmium pertence ao reino
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Grupo I - 17 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração
Texto 3
Nos ecossistemas marinhos, os maiores vertebrados alimentam-se por filtração, o que lhes permite ter acesso a uma grande variedade de presas transportadas pelas correntes marinhas, correntes estas que, nas regiões costeiras, transportam também detritos flutuantes. Estes detritos resultam, principalmente, de macroalgas como o Sargassum.
Estes produtores primários têm sido encontrados no estômago e no intestino de um dos grandes animais filtradores, o tubarão-baleia, frequentemente avistado ao largo da ilha de Santa Maria. Com o objetivo de saber se estes animais têm uma dieta com uma componente significativa de produtores primários, foi efetuado o estudo seguinte:
Foram recolhidas amostras de derme (camada da pele localizada abaixo da epiderme) de 17 tubarões-baleia (em 2015 e em 2017), tendo sido congelado o terço mais interno de cada amostra.
Foram recolhidas amostras de fezes de 5 tubarões-baleia e procedeu-se, de igual modo, à sua congelação.
Foram filtradas três amostras de 10 L de água, em três dias diferentes, de onde foram recolhidas, para análise, amostras de potenciais fontes alimentares: krill (pequenos crustáceos, semelhantes ao camarão, que fazem parte do zooplâncton);
salpas (pequenos animais marinhos planctónicos filtradores);
Sargassum (macroalga castanha) e Trichodesmium (cianobactéria filamentosa), ambos produtores.
As amostras foram analisadas quanto ao seu conteúdo em compostos das famílias de ácidos gordos polinsaturados n-3 e n-6. A Tabela 1 apresenta, simplificadamente, os resultados.
Tabela 1
Amostras · Ácidos gordos polinsaturados
n-3 · n-6
Trichodesmium · - · --
Sargassum · - · ++
Krill · ++ · -
Salpas · ++ · -
Derme de tubarão-baleia · - · ++
Fezes de tubarão-baleia · ++ · -
[++] Valores altos
[+] Valores médios
[-] Valores baixos
[--] Valores muito baixos
Baseado em: M. G. Meekan et al., «The world’s largest omnivore is a fish», Ecology, Ecological Society of America, 2022.
17. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência de acontecimentos relacionados com a utilização dos alimentos ingeridos pelo tubarão-baleia para a produção de energia.
Escreva nos campos a ordem correta das letras (da 1.ª à 5.ª etapa).
A. Fosforilação oxidativa na cadeia respiratória.
B. Hidrólise de polissacarídeos.
C. Formação de moléculas de ácido pirúvico.
D. Ativação da glucose.
E. Produção de CO 2 na matriz mitocondrial.
.ª etapa:
Grupo I - 18 · Digestão, transporte e trocas gasosas
Texto 3
Nos ecossistemas marinhos, os maiores vertebrados alimentam-se por filtração, o que lhes permite ter acesso a uma grande variedade de presas transportadas pelas correntes marinhas, correntes estas que, nas regiões costeiras, transportam também detritos flutuantes. Estes detritos resultam, principalmente, de macroalgas como o Sargassum.
Estes produtores primários têm sido encontrados no estômago e no intestino de um dos grandes animais filtradores, o tubarão-baleia, frequentemente avistado ao largo da ilha de Santa Maria. Com o objetivo de saber se estes animais têm uma dieta com uma componente significativa de produtores primários, foi efetuado o estudo seguinte:
Foram recolhidas amostras de derme (camada da pele localizada abaixo da epiderme) de 17 tubarões-baleia (em 2015 e em 2017), tendo sido congelado o terço mais interno de cada amostra.
Foram recolhidas amostras de fezes de 5 tubarões-baleia e procedeu-se, de igual modo, à sua congelação.
Foram filtradas três amostras de 10 L de água, em três dias diferentes, de onde foram recolhidas, para análise, amostras de potenciais fontes alimentares: krill (pequenos crustáceos, semelhantes ao camarão, que fazem parte do zooplâncton);
salpas (pequenos animais marinhos planctónicos filtradores);
Sargassum (macroalga castanha) e Trichodesmium (cianobactéria filamentosa), ambos produtores.
As amostras foram analisadas quanto ao seu conteúdo em compostos das famílias de ácidos gordos polinsaturados n-3 e n-6. A Tabela 1 apresenta, simplificadamente, os resultados.
Tabela 1
Amostras · Ácidos gordos polinsaturados
n-3 · n-6
Trichodesmium · - · --
Sargassum · - · ++
Krill · ++ · -
Salpas · ++ · -
Derme de tubarão-baleia · - · ++
Fezes de tubarão-baleia · ++ · -
[++] Valores altos
[+] Valores médios
[-] Valores baixos
[--] Valores muito baixos
Baseado em: M. G. Meekan et al., «The world’s largest omnivore is a fish», Ecology, Ecological Society of America, 2022.
18. Associe cada um dos tipos de circulação sanguínea, apresentados na Coluna I, às características descritas na Coluna II que lhe correspondem.
Cada um dos números deve ser associado apenas a uma letra, e todos os números devem ser utilizados.
COLUNA I
COLUNA II
(a) Circulação simples
(b) Circulação dupla e incompleta
(c) Circulação dupla e completa
(1) A circulação ocorre sem que haja mistura de sangue arterial com sangue venoso.
(2) O coração possui apenas uma aurícula.
(3) O sangue arterial que entra no coração tem uma pressão de oxigénio superior à do que sai.
(4) A quantidade de oxigénio que chega às células assegura as necessidades energéticas associadas ao voo.
(5) O coração bombeia exclusivamente sangue venoso.
(6) O órgão propulsor está dividido em três cavidades.
(7) A oxigenação das células permite a manutenção da temperatura corporal.
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Grupo II - 1.1 · Biomoléculas, célula e transporte membranar
GRUPO II
Com o objetivo de conhecer o comportamento das hemácias (glóbulos vermelhos) em meios com diferente concentração salina, foram feitas preparações com esfregaços de sangue em diferentes meios de montagem:
Lâmina A – Esfregaço de sangue.
Lâmina B – Esfregaço de sangue com solução salina a 5% (m/V).
Lâmina C – Esfregaço de sangue com água destilada.
As preparações foram observadas cinco vezes ao microscópio ótico durante alguns minutos.
A Tabela 2 apresenta o número de hemácias normais (N) e o número de hemácias hemolisadas (H) – hemácias que sofreram lise – em cada uma das observações realizadas.
Tabela 2 · Lâmina A · Lâmina B · Lâmina C
hemácias · % de hemólise · hemácias · % de hemólise · hemácias · % de hemólise
N · H · N · H · N · H
1.ª observação · 100 · 1 · 1 · 93 · 0 · 0 · 97 · 3 · 3
2.ª observação · 99 · 0 · 0 · 102 · 0 · 0 · 96 · 24 · 25,0
3.ª observação · 103 · 0 · 0 · 99 · 1 · 1 · 102 · 39 · 38,2
4.ª observação · 89 · 1 · 1 · 107 · 0 · 0 · 101 · 29 · 28,7
5.ª observação · 97 · 0 · 0 · 94 · 0 · 0 · 94 · 32 · 34
Média (da 2.ª à 5.ª) · 97 · 0,25 · 0,25 · 100 · 0,25 · 0,25 · 98 · 31 · 31,6
Baseado em: J. C. Cristo e M. Galhardo, «Técnicas Laboratoriais de Biologia, Bloco 1», Lisboa, Editora Replicação, 1993.
1. Na lâmina B foram observadas diversas hemácias plasmolisadas.
1.1. A concentração do meio extracelular nas três lâminas, por ordem crescente, será
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Grupo II - 1.2 · Biomoléculas, célula e transporte membranar
GRUPO II
Com o objetivo de conhecer o comportamento das hemácias (glóbulos vermelhos) em meios com diferente concentração salina, foram feitas preparações com esfregaços de sangue em diferentes meios de montagem:
Lâmina A – Esfregaço de sangue.
Lâmina B – Esfregaço de sangue com solução salina a 5% (m/V).
Lâmina C – Esfregaço de sangue com água destilada.
As preparações foram observadas cinco vezes ao microscópio ótico durante alguns minutos.
A Tabela 2 apresenta o número de hemácias normais (N) e o número de hemácias hemolisadas (H) – hemácias que sofreram lise – em cada uma das observações realizadas.
Tabela 2 · Lâmina A · Lâmina B · Lâmina C
hemácias · % de hemólise · hemácias · % de hemólise · hemácias · % de hemólise
N · H · N · H · N · H
1.ª observação · 100 · 1 · 1 · 93 · 0 · 0 · 97 · 3 · 3
2.ª observação · 99 · 0 · 0 · 102 · 0 · 0 · 96 · 24 · 25,0
3.ª observação · 103 · 0 · 0 · 99 · 1 · 1 · 102 · 39 · 38,2
4.ª observação · 89 · 1 · 1 · 107 · 0 · 0 · 101 · 29 · 28,7
5.ª observação · 97 · 0 · 0 · 94 · 0 · 0 · 94 · 32 · 34
Média (da 2.ª à 5.ª) · 97 · 0,25 · 0,25 · 100 · 0,25 · 0,25 · 98 · 31 · 31,6
Baseado em: J. C. Cristo e M. Galhardo, «Técnicas Laboratoriais de Biologia, Bloco 1», Lisboa, Editora Replicação, 1993.
1.2. Relativamente ao esfregaço de sangue da lâmina B, pode afirmar-se que
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Grupo II - 2 · Biomoléculas, célula e transporte membranar
GRUPO II
Com o objetivo de conhecer o comportamento das hemácias (glóbulos vermelhos) em meios com diferente concentração salina, foram feitas preparações com esfregaços de sangue em diferentes meios de montagem:
Lâmina A – Esfregaço de sangue.
Lâmina B – Esfregaço de sangue com solução salina a 5% (m/V).
Lâmina C – Esfregaço de sangue com água destilada.
As preparações foram observadas cinco vezes ao microscópio ótico durante alguns minutos.
A Tabela 2 apresenta o número de hemácias normais (N) e o número de hemácias hemolisadas (H) – hemácias que sofreram lise – em cada uma das observações realizadas.
Tabela 2 · Lâmina A · Lâmina B · Lâmina C
hemácias · % de hemólise · hemácias · % de hemólise · hemácias · % de hemólise
N · H · N · H · N · H
1.ª observação · 100 · 1 · 1 · 93 · 0 · 0 · 97 · 3 · 3
2.ª observação · 99 · 0 · 0 · 102 · 0 · 0 · 96 · 24 · 25,0
3.ª observação · 103 · 0 · 0 · 99 · 1 · 1 · 102 · 39 · 38,2
4.ª observação · 89 · 1 · 1 · 107 · 0 · 0 · 101 · 29 · 28,7
5.ª observação · 97 · 0 · 0 · 94 · 0 · 0 · 94 · 32 · 34
Média (da 2.ª à 5.ª) · 97 · 0,25 · 0,25 · 100 · 0,25 · 0,25 · 98 · 31 · 31,6
Baseado em: J. C. Cristo e M. Galhardo, «Técnicas Laboratoriais de Biologia, Bloco 1», Lisboa, Editora Replicação, 1993.
2. Num segundo momento, foi realizada uma experiência em que se colocaram células de cebola em água destilada.
Refira, justificando, os resultados obtidos para as hemácias da lâmina C e os resultados previstos para as células de cebola.
Grupo III - 1 · Sismologia e estrutura interna da Terra
GRUPO III
No dia 19 de setembro de 2017, ocorreu no México um sismo de magnitude 7,1, cujo epicentro se localizou a cerca de 127 km a sudeste da capital, a Cidade do México, como se representa na Figura 4.
A Cidade do México localiza-se numa bacia sedimentar, a Bacia do Vale do México, cujo preenchimento se iniciou no Cretácico (145 a 66 milhões de anos – Ma) com a formação de calcários. Posteriormente, a atividade vulcânica, iniciada no Cenozoico, foi originando montanhas que circundaram a bacia e que contribuíram para que esta ficasse isolada do mar. Há menos de 2,5 Ma, depositaram-se produtos vulcânicos no interior da bacia, sobre os quais se acumularam águas pluviais que deram origem a diversos lagos. À medida que estes lagos foram sendo drenados, a cidade foi-se expandindo sobre os sedimentos aí depositados. Sob a cidade existe um aquífero, limitado superiormente, em determinadas zonas, por materiais argilosos. O desenvolvimento da Cidade do México levou a uma descida generalizada do fundo do vale e a uma sobre-exploração do aquífero que está por baixo da cidade.
Na cidade, foram realizadas diversas sondagens, a partir das quais os investigadores definiram, em função do tipo de terreno, três zonas: zona de terreno firme, correspondente às rochas que formam as elevações que circundam a bacia; zona de terreno pouco coeso, correspondente à zona dos sedimentos depositados nos antigos lagos e, entre estas duas, uma zona de transição. A Figura 5 representa esquematicamente a espessura dos sedimentos acumulados na bacia, as três zonas definidas anteriormente e os sismogramas obtidos em duas estações sismográficas, a CU (Cidade Universitária) e a SCT (Secretaria de Comunicações e Transportes).
Baseado em: J. Manuel Lesser e D. González Posadas, «El agua subterránea de la Ciudad de México», V Congresso de Aguas Subterráneas, Hermosillo, 2005; e em: J. Francisco Lermo Samaniego et al., «Actualización de la zonificación sísmica de la Ciudad de México y áreas aledañas – parte norte», Instituto de Ingeniería, UNAM, 2020.
Figura 4
Figura 5
Baseado em: V. Atienza et al., «Qué ocurrió el 19 de septiembre de 2017 en México?», Geofísica, Instituto de Ingeniería, UNAM, Revista Digital Universitaria, Vol. 18, n.º 7, septiembre-octubre, 2017; em: S. Roeslin et al., «The September 19th, 2017 Puebla Mexico earthquake: final report of the New Zealand reconnaissance team», Bulletin of the New Zealand Society for Earthquake Engineering, Vol. 53, n.º 3, September, 2020; e em: https://images.app.goo.gl/f25vgp3yNjSmb7TM7 (consultado em maio de 2023).
1. A magnitude do sismo que ocorreu em 19 de setembro de 2017, a sudeste da Cidade do México, está relacionada com
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Grupo III - 2 · Tectónica de placas e deformação das rochas
GRUPO III
No dia 19 de setembro de 2017, ocorreu no México um sismo de magnitude 7,1, cujo epicentro se localizou a cerca de 127 km a sudeste da capital, a Cidade do México, como se representa na Figura 4.
A Cidade do México localiza-se numa bacia sedimentar, a Bacia do Vale do México, cujo preenchimento se iniciou no Cretácico (145 a 66 milhões de anos – Ma) com a formação de calcários. Posteriormente, a atividade vulcânica, iniciada no Cenozoico, foi originando montanhas que circundaram a bacia e que contribuíram para que esta ficasse isolada do mar. Há menos de 2,5 Ma, depositaram-se produtos vulcânicos no interior da bacia, sobre os quais se acumularam águas pluviais que deram origem a diversos lagos. À medida que estes lagos foram sendo drenados, a cidade foi-se expandindo sobre os sedimentos aí depositados. Sob a cidade existe um aquífero, limitado superiormente, em determinadas zonas, por materiais argilosos. O desenvolvimento da Cidade do México levou a uma descida generalizada do fundo do vale e a uma sobre-exploração do aquífero que está por baixo da cidade.
Na cidade, foram realizadas diversas sondagens, a partir das quais os investigadores definiram, em função do tipo de terreno, três zonas: zona de terreno firme, correspondente às rochas que formam as elevações que circundam a bacia; zona de terreno pouco coeso, correspondente à zona dos sedimentos depositados nos antigos lagos e, entre estas duas, uma zona de transição. A Figura 5 representa esquematicamente a espessura dos sedimentos acumulados na bacia, as três zonas definidas anteriormente e os sismogramas obtidos em duas estações sismográficas, a CU (Cidade Universitária) e a SCT (Secretaria de Comunicações e Transportes).
Baseado em: J. Manuel Lesser e D. González Posadas, «El agua subterránea de la Ciudad de México», V Congresso de Aguas Subterráneas, Hermosillo, 2005; e em: J. Francisco Lermo Samaniego et al., «Actualización de la zonificación sísmica de la Ciudad de México y áreas aledañas – parte norte», Instituto de Ingeniería, UNAM, 2020.
Figura 4
Figura 5
Baseado em: V. Atienza et al., «Qué ocurrió el 19 de septiembre de 2017 en México?», Geofísica, Instituto de Ingeniería, UNAM, Revista Digital Universitaria, Vol. 18, n.º 7, septiembre-octubre, 2017; em: S. Roeslin et al., «The September 19th, 2017 Puebla Mexico earthquake: final report of the New Zealand reconnaissance team», Bulletin of the New Zealand Society for Earthquake Engineering, Vol. 53, n.º 3, September, 2020; e em: https://images.app.goo.gl/f25vgp3yNjSmb7TM7 (consultado em maio de 2023).
2. Os sismos que ocorrem na fronteira entre as placas litosféricas de Cocos e Norte-Americana apresentam, tendencialmente, hipocentros com uma localização mais profunda
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Grupo III - 3 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos
GRUPO III
No dia 19 de setembro de 2017, ocorreu no México um sismo de magnitude 7,1, cujo epicentro se localizou a cerca de 127 km a sudeste da capital, a Cidade do México, como se representa na Figura 4.
A Cidade do México localiza-se numa bacia sedimentar, a Bacia do Vale do México, cujo preenchimento se iniciou no Cretácico (145 a 66 milhões de anos – Ma) com a formação de calcários. Posteriormente, a atividade vulcânica, iniciada no Cenozoico, foi originando montanhas que circundaram a bacia e que contribuíram para que esta ficasse isolada do mar. Há menos de 2,5 Ma, depositaram-se produtos vulcânicos no interior da bacia, sobre os quais se acumularam águas pluviais que deram origem a diversos lagos. À medida que estes lagos foram sendo drenados, a cidade foi-se expandindo sobre os sedimentos aí depositados. Sob a cidade existe um aquífero, limitado superiormente, em determinadas zonas, por materiais argilosos. O desenvolvimento da Cidade do México levou a uma descida generalizada do fundo do vale e a uma sobre-exploração do aquífero que está por baixo da cidade.
Na cidade, foram realizadas diversas sondagens, a partir das quais os investigadores definiram, em função do tipo de terreno, três zonas: zona de terreno firme, correspondente às rochas que formam as elevações que circundam a bacia; zona de terreno pouco coeso, correspondente à zona dos sedimentos depositados nos antigos lagos e, entre estas duas, uma zona de transição. A Figura 5 representa esquematicamente a espessura dos sedimentos acumulados na bacia, as três zonas definidas anteriormente e os sismogramas obtidos em duas estações sismográficas, a CU (Cidade Universitária) e a SCT (Secretaria de Comunicações e Transportes).
Baseado em: J. Manuel Lesser e D. González Posadas, «El agua subterránea de la Ciudad de México», V Congresso de Aguas Subterráneas, Hermosillo, 2005; e em: J. Francisco Lermo Samaniego et al., «Actualización de la zonificación sísmica de la Ciudad de México y áreas aledañas – parte norte», Instituto de Ingeniería, UNAM, 2020.
Figura 4
Figura 5
Baseado em: V. Atienza et al., «Qué ocurrió el 19 de septiembre de 2017 en México?», Geofísica, Instituto de Ingeniería, UNAM, Revista Digital Universitaria, Vol. 18, n.º 7, septiembre-octubre, 2017; em: S. Roeslin et al., «The September 19th, 2017 Puebla Mexico earthquake: final report of the New Zealand reconnaissance team», Bulletin of the New Zealand Society for Earthquake Engineering, Vol. 53, n.º 3, September, 2020; e em: https://images.app.goo.gl/f25vgp3yNjSmb7TM7 (consultado em maio de 2023).
3. Relativamente à formação e à evolução do aquífero que abastece a Cidade do México, pode afirmar-se que
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Grupo III - 4 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica
GRUPO III
No dia 19 de setembro de 2017, ocorreu no México um sismo de magnitude 7,1, cujo epicentro se localizou a cerca de 127 km a sudeste da capital, a Cidade do México, como se representa na Figura 4.
A Cidade do México localiza-se numa bacia sedimentar, a Bacia do Vale do México, cujo preenchimento se iniciou no Cretácico (145 a 66 milhões de anos – Ma) com a formação de calcários. Posteriormente, a atividade vulcânica, iniciada no Cenozoico, foi originando montanhas que circundaram a bacia e que contribuíram para que esta ficasse isolada do mar. Há menos de 2,5 Ma, depositaram-se produtos vulcânicos no interior da bacia, sobre os quais se acumularam águas pluviais que deram origem a diversos lagos. À medida que estes lagos foram sendo drenados, a cidade foi-se expandindo sobre os sedimentos aí depositados. Sob a cidade existe um aquífero, limitado superiormente, em determinadas zonas, por materiais argilosos. O desenvolvimento da Cidade do México levou a uma descida generalizada do fundo do vale e a uma sobre-exploração do aquífero que está por baixo da cidade.
Na cidade, foram realizadas diversas sondagens, a partir das quais os investigadores definiram, em função do tipo de terreno, três zonas: zona de terreno firme, correspondente às rochas que formam as elevações que circundam a bacia; zona de terreno pouco coeso, correspondente à zona dos sedimentos depositados nos antigos lagos e, entre estas duas, uma zona de transição. A Figura 5 representa esquematicamente a espessura dos sedimentos acumulados na bacia, as três zonas definidas anteriormente e os sismogramas obtidos em duas estações sismográficas, a CU (Cidade Universitária) e a SCT (Secretaria de Comunicações e Transportes).
Baseado em: J. Manuel Lesser e D. González Posadas, «El agua subterránea de la Ciudad de México», V Congresso de Aguas Subterráneas, Hermosillo, 2005; e em: J. Francisco Lermo Samaniego et al., «Actualización de la zonificación sísmica de la Ciudad de México y áreas aledañas – parte norte», Instituto de Ingeniería, UNAM, 2020.
Figura 4
Figura 5
Baseado em: V. Atienza et al., «Qué ocurrió el 19 de septiembre de 2017 en México?», Geofísica, Instituto de Ingeniería, UNAM, Revista Digital Universitaria, Vol. 18, n.º 7, septiembre-octubre, 2017; em: S. Roeslin et al., «The September 19th, 2017 Puebla Mexico earthquake: final report of the New Zealand reconnaissance team», Bulletin of the New Zealand Society for Earthquake Engineering, Vol. 53, n.º 3, September, 2020; e em: https://images.app.goo.gl/f25vgp3yNjSmb7TM7 (consultado em maio de 2023).
4. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência cronológica dos acontecimentos relacionados com a evolução geológica da região onde se localiza a Cidade do México.
Escreva, na folha de respostas, a sequência correta das letras.
A. Abatimento gradual dos terrenos.
B. Início da atividade vulcânica.
C. Formação de uma bacia sedimentar isolada do mar.
D. Acumulação de sedimentos em meio lacustre.
E. Sedimentação marinha carbonatada.
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Grupo III - 5 · Sismologia e estrutura interna da Terra
GRUPO III
No dia 19 de setembro de 2017, ocorreu no México um sismo de magnitude 7,1, cujo epicentro se localizou a cerca de 127 km a sudeste da capital, a Cidade do México, como se representa na Figura 4.
A Cidade do México localiza-se numa bacia sedimentar, a Bacia do Vale do México, cujo preenchimento se iniciou no Cretácico (145 a 66 milhões de anos – Ma) com a formação de calcários. Posteriormente, a atividade vulcânica, iniciada no Cenozoico, foi originando montanhas que circundaram a bacia e que contribuíram para que esta ficasse isolada do mar. Há menos de 2,5 Ma, depositaram-se produtos vulcânicos no interior da bacia, sobre os quais se acumularam águas pluviais que deram origem a diversos lagos. À medida que estes lagos foram sendo drenados, a cidade foi-se expandindo sobre os sedimentos aí depositados. Sob a cidade existe um aquífero, limitado superiormente, em determinadas zonas, por materiais argilosos. O desenvolvimento da Cidade do México levou a uma descida generalizada do fundo do vale e a uma sobre-exploração do aquífero que está por baixo da cidade.
Na cidade, foram realizadas diversas sondagens, a partir das quais os investigadores definiram, em função do tipo de terreno, três zonas: zona de terreno firme, correspondente às rochas que formam as elevações que circundam a bacia; zona de terreno pouco coeso, correspondente à zona dos sedimentos depositados nos antigos lagos e, entre estas duas, uma zona de transição. A Figura 5 representa esquematicamente a espessura dos sedimentos acumulados na bacia, as três zonas definidas anteriormente e os sismogramas obtidos em duas estações sismográficas, a CU (Cidade Universitária) e a SCT (Secretaria de Comunicações e Transportes).
Baseado em: J. Manuel Lesser e D. González Posadas, «El agua subterránea de la Ciudad de México», V Congresso de Aguas Subterráneas, Hermosillo, 2005; e em: J. Francisco Lermo Samaniego et al., «Actualización de la zonificación sísmica de la Ciudad de México y áreas aledañas – parte norte», Instituto de Ingeniería, UNAM, 2020.
Figura 4
Figura 5
Baseado em: V. Atienza et al., «Qué ocurrió el 19 de septiembre de 2017 en México?», Geofísica, Instituto de Ingeniería, UNAM, Revista Digital Universitaria, Vol. 18, n.º 7, septiembre-octubre, 2017; em: S. Roeslin et al., «The September 19th, 2017 Puebla Mexico earthquake: final report of the New Zealand reconnaissance team», Bulletin of the New Zealand Society for Earthquake Engineering, Vol. 53, n.º 3, September, 2020; e em: https://images.app.goo.gl/f25vgp3yNjSmb7TM7 (consultado em maio de 2023).
5. Identifique, de entre as afirmações relativas aos dados do texto e da Figura 5, as três afirmações corretas.
Selecione as três opções corretas.
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Grupo III - 6 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica
GRUPO III
No dia 19 de setembro de 2017, ocorreu no México um sismo de magnitude 7,1, cujo epicentro se localizou a cerca de 127 km a sudeste da capital, a Cidade do México, como se representa na Figura 4.
A Cidade do México localiza-se numa bacia sedimentar, a Bacia do Vale do México, cujo preenchimento se iniciou no Cretácico (145 a 66 milhões de anos – Ma) com a formação de calcários. Posteriormente, a atividade vulcânica, iniciada no Cenozoico, foi originando montanhas que circundaram a bacia e que contribuíram para que esta ficasse isolada do mar. Há menos de 2,5 Ma, depositaram-se produtos vulcânicos no interior da bacia, sobre os quais se acumularam águas pluviais que deram origem a diversos lagos. À medida que estes lagos foram sendo drenados, a cidade foi-se expandindo sobre os sedimentos aí depositados. Sob a cidade existe um aquífero, limitado superiormente, em determinadas zonas, por materiais argilosos. O desenvolvimento da Cidade do México levou a uma descida generalizada do fundo do vale e a uma sobre-exploração do aquífero que está por baixo da cidade.
Na cidade, foram realizadas diversas sondagens, a partir das quais os investigadores definiram, em função do tipo de terreno, três zonas: zona de terreno firme, correspondente às rochas que formam as elevações que circundam a bacia; zona de terreno pouco coeso, correspondente à zona dos sedimentos depositados nos antigos lagos e, entre estas duas, uma zona de transição. A Figura 5 representa esquematicamente a espessura dos sedimentos acumulados na bacia, as três zonas definidas anteriormente e os sismogramas obtidos em duas estações sismográficas, a CU (Cidade Universitária) e a SCT (Secretaria de Comunicações e Transportes).
Baseado em: J. Manuel Lesser e D. González Posadas, «El agua subterránea de la Ciudad de México», V Congresso de Aguas Subterráneas, Hermosillo, 2005; e em: J. Francisco Lermo Samaniego et al., «Actualización de la zonificación sísmica de la Ciudad de México y áreas aledañas – parte norte», Instituto de Ingeniería, UNAM, 2020.
Figura 4
Figura 5
Baseado em: V. Atienza et al., «Qué ocurrió el 19 de septiembre de 2017 en México?», Geofísica, Instituto de Ingeniería, UNAM, Revista Digital Universitaria, Vol. 18, n.º 7, septiembre-octubre, 2017; em: S. Roeslin et al., «The September 19th, 2017 Puebla Mexico earthquake: final report of the New Zealand reconnaissance team», Bulletin of the New Zealand Society for Earthquake Engineering, Vol. 53, n.º 3, September, 2020; e em: https://images.app.goo.gl/f25vgp3yNjSmb7TM7 (consultado em maio de 2023).
6. Associe cada uma das descrições relativas às características das rochas, apresentadas na Coluna I, à designação correspondente, que consta na Coluna II.
A cada letra corresponde apenas um número. Escreva, na folha de respostas, cada uma das letras, seguida do número correspondente.
COLUNA I
COLUNA II
(a) Rocha formada por solidificação de magma com elevada percentagem de sílica.
()
(b) Rocha resultante da precipitação de sulfato de cálcio.
(c) Rocha de granulometria fina, geralmente impermeável.
Grupo III - 7 · Sismologia e estrutura interna da Terra
GRUPO III
No dia 19 de setembro de 2017, ocorreu no México um sismo de magnitude 7,1, cujo epicentro se localizou a cerca de 127 km a sudeste da capital, a Cidade do México, como se representa na Figura 4.
A Cidade do México localiza-se numa bacia sedimentar, a Bacia do Vale do México, cujo preenchimento se iniciou no Cretácico (145 a 66 milhões de anos – Ma) com a formação de calcários. Posteriormente, a atividade vulcânica, iniciada no Cenozoico, foi originando montanhas que circundaram a bacia e que contribuíram para que esta ficasse isolada do mar. Há menos de 2,5 Ma, depositaram-se produtos vulcânicos no interior da bacia, sobre os quais se acumularam águas pluviais que deram origem a diversos lagos. À medida que estes lagos foram sendo drenados, a cidade foi-se expandindo sobre os sedimentos aí depositados. Sob a cidade existe um aquífero, limitado superiormente, em determinadas zonas, por materiais argilosos. O desenvolvimento da Cidade do México levou a uma descida generalizada do fundo do vale e a uma sobre-exploração do aquífero que está por baixo da cidade.
Na cidade, foram realizadas diversas sondagens, a partir das quais os investigadores definiram, em função do tipo de terreno, três zonas: zona de terreno firme, correspondente às rochas que formam as elevações que circundam a bacia; zona de terreno pouco coeso, correspondente à zona dos sedimentos depositados nos antigos lagos e, entre estas duas, uma zona de transição. A Figura 5 representa esquematicamente a espessura dos sedimentos acumulados na bacia, as três zonas definidas anteriormente e os sismogramas obtidos em duas estações sismográficas, a CU (Cidade Universitária) e a SCT (Secretaria de Comunicações e Transportes).
Baseado em: J. Manuel Lesser e D. González Posadas, «El agua subterránea de la Ciudad de México», V Congresso de Aguas Subterráneas, Hermosillo, 2005; e em: J. Francisco Lermo Samaniego et al., «Actualización de la zonificación sísmica de la Ciudad de México y áreas aledañas – parte norte», Instituto de Ingeniería, UNAM, 2020.
Figura 4
Figura 5
Baseado em: V. Atienza et al., «Qué ocurrió el 19 de septiembre de 2017 en México?», Geofísica, Instituto de Ingeniería, UNAM, Revista Digital Universitaria, Vol. 18, n.º 7, septiembre-octubre, 2017; em: S. Roeslin et al., «The September 19th, 2017 Puebla Mexico earthquake: final report of the New Zealand reconnaissance team», Bulletin of the New Zealand Society for Earthquake Engineering, Vol. 53, n.º 3, September, 2020; e em: https://images.app.goo.gl/f25vgp3yNjSmb7TM7 (consultado em maio de 2023).
7. Explique a existência de sismos no contexto tectónico de subdução representado na Figura 4.
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