Grupo I - 8 · Exame Nacional Biologia e Geologia Época especial 2022
Tema: Rochas sedimentares, fósseis e história geológica · Do exame Época especial (2022)
Enunciado
GRUPO I
Texto 1
A Faixa Piritosa Ibérica (FPI), localizada na região sudoeste da Península Ibérica, entre Lagoa Salgada e Sevilha, é uma das regiões metalogenéticas mais importantes do mundo e constitui, provavelmente, a maior concentração de sulfuretos polimetálicos na crosta terrestre, apresentando cerca de 300 km de comprimento e 30 a 60 km de largura. Os sulfuretos polimetálicos são compostos de enxofre e de metais – ferro, cobre, zinco e chumbo, entre outros – que originaram minérios como a pirite e a calcopirite, os quais se encontram associados a rochas sedimentares e a rochas vulcânicas, essencialmente félsicas, formadas no Paleozoico superior.
No Devónico superior (383 a 359 milhões de anos – Ma), a área correspondente à FPI fazia parte de um mar pouco profundo. A partir do final do Devónico, a crosta continental subjacente a este mar começou a sofrer distensão, provocando a formação de falhas que originaram elevações e depressões. Ao longo das falhas, ascenderam magmas de origem mantélica que provocaram sobreaquecimento da crosta. Da fusão parcial da crosta resultaram magmas félsicos, que originaram numerosos aparelhos vulcânicos constituídos por lavas e/ou domos, intercalados, por vezes, com unidades piroclásticas. As depressões formaram bacias no fundo do mar, que foram sendo preenchidas por sedimentos. A circulação de fluidos hidrotermais com origem na infiltração da água do mar ou com origem magmática, através das fraturas das rochas, conduziu à deposição de sulfuretos polimetálicos na crosta, originando os jazigos da FPI. À superfície, estes fluidos estiveram na origem da formação de rochas sedimentares ricas em sílica – chertes e jaspes – e facilitaram a proliferação de radiolários, protistas unicelulares do zooplâncton, com esqueleto silicioso.
Mais tarde (± 347-330 Ma), a mudança para um regime compressivo levou ao levantamento do fundo do mar e originou diversas estruturas em antiforma-anticlinal.
A Figura 1 representa o mapa geológico simplificado da Faixa Piritosa Ibérica, com localização de alguns dos principais depósitos de sulfuretos existentes nesta região metalogenética.
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8. Explique a proliferação dos radiolários na área correspondente à FPI, relacionando a composição química dos fluidos hidrotermais que emergiram no fundo do mar com a litologia da região e com a construção dos esqueletos daqueles organismos.

Resolução
Segundo os critérios oficiais de classificação
Explique a proliferação dos radiolários na área correspondente à FPI, relacionando a composição química dos fluidos hidrotermais que emergiram no fundo do mar com a litologia da região e com a construção dos esqueletos daqueles organismos.
Resposta: Ao circularem em rochas ricas em sílica ou com minerais félsicos, os fluidos hidrotermais enriqueceram em sílica; ao emergirem no fundo do mar, esses fluidos aumentaram a disponibilidade de sílica dissolvida na água, elemento essencial utilizado pelos radiolários para edificar os seus esqueletos siliciosos, promovendo assim a sua proliferação.
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