Exame Nacional Biologia e Geologia 2023 · Época especial

Exame Nacional de Biologia e Geologia 2023, Época especial: 23 exercícios com resolução. Temas: Tectónica de placas e deformação das rochas. Grátis.

Temas do exame: Tectónica de placas e deformação das rochas · Sismologia e estrutura interna da Terra · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica · Recursos geológicos, aquíferos e riscos · Biomoléculas, célula e transporte membranar · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração · Digestão, transporte e trocas gasosas · DNA, síntese proteica e mitose · Reprodução, meiose e ciclos de vida · Biodiversidade, evolução e sistemática · Investigação científica: variáveis e resultados

Grupo I · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO I

Texto 1

O sinclinal do Buçaco tem cerca de 40 km de comprimento e localiza-se entre o Luso, a noroeste, e Penedos de Góis, a sudeste de Penacova. Esta estrutura, resultante da orogenia Varisca, é constituída por uma sequência de rochas de idades ordovícica e silúrica, que assenta sobre as rochas do Supergrupo Dúrico-Beirão. Posteriormente, o sinclinal foi afetado por uma intensa fraturação, dando origem a uma rede de fraturas no flanco nordeste.

Na Formação dos Quartzitos Armoricanos, uma das formações do sinclinal, desenvolve-se o Sistema Aquífero do Luso, de onde são extraídas as águas minerais naturais do Luso e de Penacova.

A Figura 1 representa o mapa geológico simplificado de uma parte do sinclinal do Buçaco, onde se assinalam o limite do Sistema Aquífero do Luso, a localização aproximada da Mata Nacional do Buçaco (MNB) e a localização do corte A-B, representado na Figura 2. No corte da Figura 2 estão representadas três das unidades que constituem o sistema aquífero: o膜Aquífero Termal do Luso, o Aquífero Hipotermal do Luso e o Aquífero Termal de Penacova. As temperaturas de emergência da água dos três aquíferos são, respetivamente, cerca de 27 °C, 17 °C e 20 °C.

Baseado em: C. Almeida et al., Sistemas aquíferos de Portugal Continental, Vol. I, Instituto da Água, Dezembro de 2000; e em: https://hidrogenoma.dgeg.gov.pt (consultado em outubro de 2022).

1.

O sinclinal do Buçaco é uma estrutura geológica que apresenta, no núcleo, rochas

2.

O sinclinal do Buçaco é uma estrutura que se formou

Grupo I - 5 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO I

Texto 1

O sinclinal do Buçaco tem cerca de 40 km de comprimento e localiza-se entre o Luso, a noroeste, e Penedos de Góis, a sudeste de Penacova. Esta estrutura, resultante da orogenia Varisca, é constituída por uma sequência de rochas de idades ordovícica e silúrica, que assenta sobre as rochas do Supergrupo Dúrico-Beirão. Posteriormente, o sinclinal foi afetado por uma intensa fraturação, dando origem a uma rede de fraturas no flanco nordeste.

Na Formação dos Quartzitos Armoricanos, uma das formações do sinclinal, desenvolve-se o Sistema Aquífero do Luso, de onde são extraídas as águas minerais naturais do Luso e de Penacova.

A Figura 1 representa o mapa geológico simplificado de uma parte do sinclinal do Buçaco, onde se assinalam o limite do Sistema Aquífero do Luso, a localização aproximada da Mata Nacional do Buçaco (MNB) e a localização do corte A-B, representado na Figura 2. No corte da Figura 2 estão representadas três das unidades que constituem o sistema aquífero: o膜Aquífero Termal do Luso, o Aquífero Hipotermal do Luso e o Aquífero Termal de Penacova. As temperaturas de emergência da água dos três aquíferos são, respetivamente, cerca de 27 °C, 17 °C e 20 °C.

Baseado em: C. Almeida et al., Sistemas aquíferos de Portugal Continental, Vol. I, Instituto da Água, Dezembro de 2000; e em: https://hidrogenoma.dgeg.gov.pt (consultado em outubro de 2022).

5. Os Quartzitos Armoricanos, onde se encontra instalado o Sistema Aquífero do Luso, resultaram de processos de metamorfismo

()

Grupo I · Recursos geológicos, aquíferos e riscos

GRUPO I

Texto 1

O sinclinal do Buçaco tem cerca de 40 km de comprimento e localiza-se entre o Luso, a noroeste, e Penedos de Góis, a sudeste de Penacova. Esta estrutura, resultante da orogenia Varisca, é constituída por uma sequência de rochas de idades ordovícica e silúrica, que assenta sobre as rochas do Supergrupo Dúrico-Beirão. Posteriormente, o sinclinal foi afetado por uma intensa fraturação, dando origem a uma rede de fraturas no flanco nordeste.

Na Formação dos Quartzitos Armoricanos, uma das formações do sinclinal, desenvolve-se o Sistema Aquífero do Luso, de onde são extraídas as águas minerais naturais do Luso e de Penacova.

A Figura 1 representa o mapa geológico simplificado de uma parte do sinclinal do Buçaco, onde se assinalam o limite do Sistema Aquífero do Luso, a localização aproximada da Mata Nacional do Buçaco (MNB) e a localização do corte A-B, representado na Figura 2. No corte da Figura 2 estão representadas três das unidades que constituem o sistema aquífero: o膜Aquífero Termal do Luso, o Aquífero Hipotermal do Luso e o Aquífero Termal de Penacova. As temperaturas de emergência da água dos três aquíferos são, respetivamente, cerca de 27 °C, 17 °C e 20 °C.

Baseado em: C. Almeida et al., Sistemas aquíferos de Portugal Continental, Vol. I, Instituto da Água, Dezembro de 2000; e em: https://hidrogenoma.dgeg.gov.pt (consultado em outubro de 2022).

6.

Associe cada uma das descrições relativas às características dos aquíferos, apresentadas na Coluna I, ao conceito correspondente, que consta na Coluna II.

A cada letra corresponde apenas um número.

(a) A sua espessura aumenta em períodos de menor pluviosidade.

(b) Os poros da rocha estão totalmente preenchidos por água.

(c) O seu limite superior é constituído por rochas impermeáveis.

7.

A água Termal do Luso apresenta uma concentração de sílica de cerca de 13,2 mg/L, e a água Termal de Penacova apresenta uma concentração de sílica de cerca de 9,0 mg/L.

Explique, de acordo com os dados, a presença de sílica em ambas as águas e as diferentes concentrações de sílica que apresentam.

Grupo I - 8 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos

Texto 2

A Mata Nacional do Buçaco (MNB), cuja localização está assinalada na Figura 1 (página 2), constitui um património de valor incalculável. A mata está organizada em várias unidades de paisagem, entre as quais o Vale dos Fetos e a Mata Climácica. Esta última é uma formação vegetal, de plantas autóctones 1, que conserva as características típicas da floresta primitiva que existia nesta região antes da ocupação humana.

O Vale dos Fetos, um vale encaixado que se desenvolve ao longo de uma falha, é uma das zonas mais sombrias e frescas da MNB, onde se pode encontrar uma grande diversidade de musgos. Os musgos são plantas não vasculares, com a geração gametófita mais desenvolvida do que a geração esporófita e com anterozoides (gâmetas masculinos) biflagelados.

Em locais soalheiros e secos, abundam plantas de folhas carnudas pertencentes ao género Sedum. Estas plantas suculentas abrem os estomas apenas durante a noite e, por ação da enzima PEP carboxilase presente no citosol, o dióxido de carbono absorvido é armazenado nos vacúolos, sob a forma de ácido málico (C4H6O5\text{C}_4\text{H}_6\text{O}_5). Durante o dia, o ácido málico armazenado é transportado para os cloroplastos, onde é descarboxilado.

Na mata, na proximidade de pequenos ribeiros de águas límpidas e correntes, habita a salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica, da família Salamandridae, uma espécie endémica do noroeste da Península Ibérica. Os indivíduos adultos desta espécie alimentam-se de pequenos insetos, aracnídeos e moluscos, e apresentam uma capacidade pouco comum nos anfíbios: libertam a cauda quando ameaçados (autotomia), regenerando-a posteriormente. A salamandra-lusitânica, que se distingue de outras espécies de salamandras por apresentar um corpo estreito e alongado, pode atingir na fase adulta 15 cm de comprimento, dos quais dois terços correspondem à cauda, e possui respiração essencialmente cutânea, pois não tem pulmões funcionais.

Baseado em: L. Lopes, «Flora e Vegetação da Mata Climácica do Buçaco», dissertação de mestrado em Biologia Aplicada, Departamento de Biologia, Universidade de Aveiro, 2012; em: J. Alexandrino, «Diversidade Genética e Morfológica na Salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica (Amphibia: Urodela). Biogeografia Histórica, Implicações Taxonómicas e Conservação.», dissertação de doutoramento em Biologia, Faculdade de Ciências, Universidade do Porto, 2000; e em: www.fmb.pt/v2/pt/a-mata/patrimonio-natural (consultado em janeiro de 2022).

Nota:

1 Autóctone – espécie nativa, ou seja, natural de um determinado ecossistema ou de uma dada região.

8. A densa vegetação da Mata Nacional do Buçaco interfere no Sistema Aquífero do Luso, pois contribui para

Grupo I - 9 · Reprodução, meiose e ciclos de vida

Texto 2

A Mata Nacional do Buçaco (MNB), cuja localização está assinalada na Figura 1 (página 2), constitui um património de valor incalculável. A mata está organizada em várias unidades de paisagem, entre as quais o Vale dos Fetos e a Mata Climácica. Esta última é uma formação vegetal, de plantas autóctones 1, que conserva as características típicas da floresta primitiva que existia nesta região antes da ocupação humana.

O Vale dos Fetos, um vale encaixado que se desenvolve ao longo de uma falha, é uma das zonas mais sombrias e frescas da MNB, onde se pode encontrar uma grande diversidade de musgos. Os musgos são plantas não vasculares, com a geração gametófita mais desenvolvida do que a geração esporófita e com anterozoides (gâmetas masculinos) biflagelados.

Em locais soalheiros e secos, abundam plantas de folhas carnudas pertencentes ao género Sedum. Estas plantas suculentas abrem os estomas apenas durante a noite e, por ação da enzima PEP carboxilase presente no citosol, o dióxido de carbono absorvido é armazenado nos vacúolos, sob a forma de ácido málico (C4H6O5\text{C}_4\text{H}_6\text{O}_5). Durante o dia, o ácido málico armazenado é transportado para os cloroplastos, onde é descarboxilado.

Na mata, na proximidade de pequenos ribeiros de águas límpidas e correntes, habita a salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica, da família Salamandridae, uma espécie endémica do noroeste da Península Ibérica. Os indivíduos adultos desta espécie alimentam-se de pequenos insetos, aracnídeos e moluscos, e apresentam uma capacidade pouco comum nos anfíbios: libertam a cauda quando ameaçados (autotomia), regenerando-a posteriormente. A salamandra-lusitânica, que se distingue de outras espécies de salamandras por apresentar um corpo estreito e alongado, pode atingir na fase adulta 15 cm de comprimento, dos quais dois terços correspondem à cauda, e possui respiração essencialmente cutânea, pois não tem pulmões funcionais.

Baseado em: L. Lopes, «Flora e Vegetação da Mata Climácica do Buçaco», dissertação de mestrado em Biologia Aplicada, Departamento de Biologia, Universidade de Aveiro, 2012; em: J. Alexandrino, «Diversidade Genética e Morfológica na Salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica (Amphibia: Urodela). Biogeografia Histórica, Implicações Taxonómicas e Conservação.», dissertação de doutoramento em Biologia, Faculdade de Ciências, Universidade do Porto, 2000; e em: www.fmb.pt/v2/pt/a-mata/patrimonio-natural (consultado em janeiro de 2022).

Nota:

1 Autóctone – espécie nativa, ou seja, natural de um determinado ecossistema ou de uma dada região.

9. Os processos que ocorrem no ciclo de vida dos musgos conduzem à formação de

Grupo I - 3 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos

GRUPO I

Texto 1

O sinclinal do Buçaco tem cerca de 40 km de comprimento e localiza-se entre o Luso, a noroeste, e Penedos de Góis, a sudeste de Penacova. Esta estrutura, resultante da orogenia Varisca, é constituída por uma sequência de rochas de idades ordovícica e silúrica, que assenta sobre as rochas do Supergrupo Dúrico-Beirão. Posteriormente, o sinclinal foi afetado por uma intensa fraturação, dando origem a uma rede de fraturas no flanco nordeste.

Na Formação dos Quartzitos Armoricanos, uma das formações do sinclinal, desenvolve-se o Sistema Aquífero do Luso, de onde são extraídas as águas minerais naturais do Luso e de Penacova.

A Figura 1 representa o mapa geológico simplificado de uma parte do sinclinal do Buçaco, onde se assinalam o limite do Sistema Aquífero do Luso, a localização aproximada da Mata Nacional do Buçaco (MNB) e a localização do corte A-B, representado na Figura 2. No corte da Figura 2 estão representadas três das unidades que constituem o sistema aquífero: o膜Aquífero Termal do Luso, o Aquífero Hipotermal do Luso e o Aquífero Termal de Penacova. As temperaturas de emergência da água dos três aquíferos são, respetivamente, cerca de 27 °C, 17 °C e 20 °C.

Baseado em: C. Almeida et al., Sistemas aquíferos de Portugal Continental, Vol. I, Instituto da Água, Dezembro de 2000; e em: https://hidrogenoma.dgeg.gov.pt (consultado em outubro de 2022).

3. Identifique, de entre as afirmações relativas às características do Sistema Aquífero do Luso, as três afirmações corretas.

Selecione as três afirmações corretas.

.

Grupo I · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

Texto 2

A Mata Nacional do Buçaco (MNB), cuja localização está assinalada na Figura 1 (página 2), constitui um património de valor incalculável. A mata está organizada em várias unidades de paisagem, entre as quais o Vale dos Fetos e a Mata Climácica. Esta última é uma formação vegetal, de plantas autóctones 1, que conserva as características típicas da floresta primitiva que existia nesta região antes da ocupação humana.

O Vale dos Fetos, um vale encaixado que se desenvolve ao longo de uma falha, é uma das zonas mais sombrias e frescas da MNB, onde se pode encontrar uma grande diversidade de musgos. Os musgos são plantas não vasculares, com a geração gametófita mais desenvolvida do que a geração esporófita e com anterozoides (gâmetas masculinos) biflagelados.

Em locais soalheiros e secos, abundam plantas de folhas carnudas pertencentes ao género Sedum. Estas plantas suculentas abrem os estomas apenas durante a noite e, por ação da enzima PEP carboxilase presente no citosol, o dióxido de carbono absorvido é armazenado nos vacúolos, sob a forma de ácido málico (C4H6O5\text{C}_4\text{H}_6\text{O}_5). Durante o dia, o ácido málico armazenado é transportado para os cloroplastos, onde é descarboxilado.

Na mata, na proximidade de pequenos ribeiros de águas límpidas e correntes, habita a salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica, da família Salamandridae, uma espécie endémica do noroeste da Península Ibérica. Os indivíduos adultos desta espécie alimentam-se de pequenos insetos, aracnídeos e moluscos, e apresentam uma capacidade pouco comum nos anfíbios: libertam a cauda quando ameaçados (autotomia), regenerando-a posteriormente. A salamandra-lusitânica, que se distingue de outras espécies de salamandras por apresentar um corpo estreito e alongado, pode atingir na fase adulta 15 cm de comprimento, dos quais dois terços correspondem à cauda, e possui respiração essencialmente cutânea, pois não tem pulmões funcionais.

Baseado em: L. Lopes, «Flora e Vegetação da Mata Climácica do Buçaco», dissertação de mestrado em Biologia Aplicada, Departamento de Biologia, Universidade de Aveiro, 2012; em: J. Alexandrino, «Diversidade Genética e Morfológica na Salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica (Amphibia: Urodela). Biogeografia Histórica, Implicações Taxonómicas e Conservação.», dissertação de doutoramento em Biologia, Faculdade de Ciências, Universidade do Porto, 2000; e em: www.fmb.pt/v2/pt/a-mata/patrimonio-natural (consultado em janeiro de 2022).

Nota:

1 Autóctone – espécie nativa, ou seja, natural de um determinado ecossistema ou de uma dada região.

10.

Os processos ocorridos, durante o período noturno, em plantas do género Sedum conduzem

()

11.

Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência correta de acontecimentos que permitem a absorção de CO2\text{CO}_2 e a sua posterior utilização na produção de matéria orgânica, em plantas do género Sedum.

A. Abertura dos estomas.

B. Entrada de K+\text{K}^+ nas células estomáticas contra o gradiente de concentração.

C. Ocorrência de processos anabólicos por ação da PEP carboxilase.

D. Incorporação de carbono durante o ciclo de Calvin.

E. Transporte do ácido málico para os cloroplastos.

Grupo I - 12 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 2

A Mata Nacional do Buçaco (MNB), cuja localização está assinalada na Figura 1 (página 2), constitui um património de valor incalculável. A mata está organizada em várias unidades de paisagem, entre as quais o Vale dos Fetos e a Mata Climácica. Esta última é uma formação vegetal, de plantas autóctones 1, que conserva as características típicas da floresta primitiva que existia nesta região antes da ocupação humana.

O Vale dos Fetos, um vale encaixado que se desenvolve ao longo de uma falha, é uma das zonas mais sombrias e frescas da MNB, onde se pode encontrar uma grande diversidade de musgos. Os musgos são plantas não vasculares, com a geração gametófita mais desenvolvida do que a geração esporófita e com anterozoides (gâmetas masculinos) biflagelados.

Em locais soalheiros e secos, abundam plantas de folhas carnudas pertencentes ao género Sedum. Estas plantas suculentas abrem os estomas apenas durante a noite e, por ação da enzima PEP carboxilase presente no citosol, o dióxido de carbono absorvido é armazenado nos vacúolos, sob a forma de ácido málico (C4H6O5\text{C}_4\text{H}_6\text{O}_5). Durante o dia, o ácido málico armazenado é transportado para os cloroplastos, onde é descarboxilado.

Na mata, na proximidade de pequenos ribeiros de águas límpidas e correntes, habita a salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica, da família Salamandridae, uma espécie endémica do noroeste da Península Ibérica. Os indivíduos adultos desta espécie alimentam-se de pequenos insetos, aracnídeos e moluscos, e apresentam uma capacidade pouco comum nos anfíbios: libertam a cauda quando ameaçados (autotomia), regenerando-a posteriormente. A salamandra-lusitânica, que se distingue de outras espécies de salamandras por apresentar um corpo estreito e alongado, pode atingir na fase adulta 15 cm de comprimento, dos quais dois terços correspondem à cauda, e possui respiração essencialmente cutânea, pois não tem pulmões funcionais.

Baseado em: L. Lopes, «Flora e Vegetação da Mata Climácica do Buçaco», dissertação de mestrado em Biologia Aplicada, Departamento de Biologia, Universidade de Aveiro, 2012; em: J. Alexandrino, «Diversidade Genética e Morfológica na Salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica (Amphibia: Urodela). Biogeografia Histórica, Implicações Taxonómicas e Conservação.», dissertação de doutoramento em Biologia, Faculdade de Ciências, Universidade do Porto, 2000; e em: www.fmb.pt/v2/pt/a-mata/patrimonio-natural (consultado em janeiro de 2022).

Nota:

1 Autóctone – espécie nativa, ou seja, natural de um determinado ecossistema ou de uma dada região.

12. Embora tenha evoluído a partir de ancestrais com pulmões funcionais, a salamandra-lusitânica não apresenta pulmões funcionais. Esta característica evidencia

()

Grupo I - 13 · Digestão, transporte e trocas gasosas

Texto 2

A Mata Nacional do Buçaco (MNB), cuja localização está assinalada na Figura 1 (página 2), constitui um património de valor incalculável. A mata está organizada em várias unidades de paisagem, entre as quais o Vale dos Fetos e a Mata Climácica. Esta última é uma formação vegetal, de plantas autóctones 1, que conserva as características típicas da floresta primitiva que existia nesta região antes da ocupação humana.

O Vale dos Fetos, um vale encaixado que se desenvolve ao longo de uma falha, é uma das zonas mais sombrias e frescas da MNB, onde se pode encontrar uma grande diversidade de musgos. Os musgos são plantas não vasculares, com a geração gametófita mais desenvolvida do que a geração esporófita e com anterozoides (gâmetas masculinos) biflagelados.

Em locais soalheiros e secos, abundam plantas de folhas carnudas pertencentes ao género Sedum. Estas plantas suculentas abrem os estomas apenas durante a noite e, por ação da enzima PEP carboxilase presente no citosol, o dióxido de carbono absorvido é armazenado nos vacúolos, sob a forma de ácido málico (C4H6O5\text{C}_4\text{H}_6\text{O}_5). Durante o dia, o ácido málico armazenado é transportado para os cloroplastos, onde é descarboxilado.

Na mata, na proximidade de pequenos ribeiros de águas límpidas e correntes, habita a salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica, da família Salamandridae, uma espécie endémica do noroeste da Península Ibérica. Os indivíduos adultos desta espécie alimentam-se de pequenos insetos, aracnídeos e moluscos, e apresentam uma capacidade pouco comum nos anfíbios: libertam a cauda quando ameaçados (autotomia), regenerando-a posteriormente. A salamandra-lusitânica, que se distingue de outras espécies de salamandras por apresentar um corpo estreito e alongado, pode atingir na fase adulta 15 cm de comprimento, dos quais dois terços correspondem à cauda, e possui respiração essencialmente cutânea, pois não tem pulmões funcionais.

Baseado em: L. Lopes, «Flora e Vegetação da Mata Climácica do Buçaco», dissertação de mestrado em Biologia Aplicada, Departamento de Biologia, Universidade de Aveiro, 2012; em: J. Alexandrino, «Diversidade Genética e Morfológica na Salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica (Amphibia: Urodela). Biogeografia Histórica, Implicações Taxonómicas e Conservação.», dissertação de doutoramento em Biologia, Faculdade de Ciências, Universidade do Porto, 2000; e em: www.fmb.pt/v2/pt/a-mata/patrimonio-natural (consultado em janeiro de 2022).

Nota:

1 Autóctone – espécie nativa, ou seja, natural de um determinado ecossistema ou de uma dada região.

13. Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada a cada espaço.

Escreva, na folha de respostas, cada uma das letras, seguida do número que corresponde à opção selecionada.

De acordo com os critérios do sistema de classificação de Whittaker modificado, as salamandras-lusitânicas apresentam

a)

.

Estes anfíbios, quando adultos, possuem circulação

b)

e um coração com

c)

.

A digestão das presas que capturam ocorre

d)

.

a)

b)

.

.

c)

d)

.

.

Grupo I - 14 · DNA, síntese proteica e mitose

Texto 2

A Mata Nacional do Buçaco (MNB), cuja localização está assinalada na Figura 1 (página 2), constitui um património de valor incalculável. A mata está organizada em várias unidades de paisagem, entre as quais o Vale dos Fetos e a Mata Climácica. Esta última é uma formação vegetal, de plantas autóctones 1, que conserva as características típicas da floresta primitiva que existia nesta região antes da ocupação humana.

O Vale dos Fetos, um vale encaixado que se desenvolve ao longo de uma falha, é uma das zonas mais sombrias e frescas da MNB, onde se pode encontrar uma grande diversidade de musgos. Os musgos são plantas não vasculares, com a geração gametófita mais desenvolvida do que a geração esporófita e com anterozoides (gâmetas masculinos) biflagelados.

Em locais soalheiros e secos, abundam plantas de folhas carnudas pertencentes ao género Sedum. Estas plantas suculentas abrem os estomas apenas durante a noite e, por ação da enzima PEP carboxilase presente no citosol, o dióxido de carbono absorvido é armazenado nos vacúolos, sob a forma de ácido málico (C4H6O5\text{C}_4\text{H}_6\text{O}_5). Durante o dia, o ácido málico armazenado é transportado para os cloroplastos, onde é descarboxilado.

Na mata, na proximidade de pequenos ribeiros de águas límpidas e correntes, habita a salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica, da família Salamandridae, uma espécie endémica do noroeste da Península Ibérica. Os indivíduos adultos desta espécie alimentam-se de pequenos insetos, aracnídeos e moluscos, e apresentam uma capacidade pouco comum nos anfíbios: libertam a cauda quando ameaçados (autotomia), regenerando-a posteriormente. A salamandra-lusitânica, que se distingue de outras espécies de salamandras por apresentar um corpo estreito e alongado, pode atingir na fase adulta 15 cm de comprimento, dos quais dois terços correspondem à cauda, e possui respiração essencialmente cutânea, pois não tem pulmões funcionais.

Baseado em: L. Lopes, «Flora e Vegetação da Mata Climácica do Buçaco», dissertação de mestrado em Biologia Aplicada, Departamento de Biologia, Universidade de Aveiro, 2012; em: J. Alexandrino, «Diversidade Genética e Morfológica na Salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica (Amphibia: Urodela). Biogeografia Histórica, Implicações Taxonómicas e Conservação.», dissertação de doutoramento em Biologia, Faculdade de Ciências, Universidade do Porto, 2000; e em: www.fmb.pt/v2/pt/a-mata/patrimonio-natural (consultado em janeiro de 2022).

Nota:

1 Autóctone – espécie nativa, ou seja, natural de um determinado ecossistema ou de uma dada região.

14. A salamandra-lusitânica recorre a dois mecanismos diferentes de divisão celular, um para se reproduzir e outro para regenerar a sua cauda.

Associe aos mecanismos de divisão, apresentados na Coluna I, os acontecimentos descritos na Coluna II que lhes correspondem.

Cada um dos números deve ser associado apenas a uma letra, e todos os números devem ser utilizados.

COLUNA I

COLUNA II

(a) Apenas na mitose

(b) Apenas na meiose

(c) Na mitose e na meiose

()

Grupo I - 15 · Reprodução, meiose e ciclos de vida

Texto 2

A Mata Nacional do Buçaco (MNB), cuja localização está assinalada na Figura 1 (página 2), constitui um património de valor incalculável. A mata está organizada em várias unidades de paisagem, entre as quais o Vale dos Fetos e a Mata Climácica. Esta última é uma formação vegetal, de plantas autóctones 1, que conserva as características típicas da floresta primitiva que existia nesta região antes da ocupação humana.

O Vale dos Fetos, um vale encaixado que se desenvolve ao longo de uma falha, é uma das zonas mais sombrias e frescas da MNB, onde se pode encontrar uma grande diversidade de musgos. Os musgos são plantas não vasculares, com a geração gametófita mais desenvolvida do que a geração esporófita e com anterozoides (gâmetas masculinos) biflagelados.

Em locais soalheiros e secos, abundam plantas de folhas carnudas pertencentes ao género Sedum. Estas plantas suculentas abrem os estomas apenas durante a noite e, por ação da enzima PEP carboxilase presente no citosol, o dióxido de carbono absorvido é armazenado nos vacúolos, sob a forma de ácido málico (C4H6O5\text{C}_4\text{H}_6\text{O}_5). Durante o dia, o ácido málico armazenado é transportado para os cloroplastos, onde é descarboxilado.

Na mata, na proximidade de pequenos ribeiros de águas límpidas e correntes, habita a salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica, da família Salamandridae, uma espécie endémica do noroeste da Península Ibérica. Os indivíduos adultos desta espécie alimentam-se de pequenos insetos, aracnídeos e moluscos, e apresentam uma capacidade pouco comum nos anfíbios: libertam a cauda quando ameaçados (autotomia), regenerando-a posteriormente. A salamandra-lusitânica, que se distingue de outras espécies de salamandras por apresentar um corpo estreito e alongado, pode atingir na fase adulta 15 cm de comprimento, dos quais dois terços correspondem à cauda, e possui respiração essencialmente cutânea, pois não tem pulmões funcionais.

Baseado em: L. Lopes, «Flora e Vegetação da Mata Climácica do Buçaco», dissertação de mestrado em Biologia Aplicada, Departamento de Biologia, Universidade de Aveiro, 2012; em: J. Alexandrino, «Diversidade Genética e Morfológica na Salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica (Amphibia: Urodela). Biogeografia Histórica, Implicações Taxonómicas e Conservação.», dissertação de doutoramento em Biologia, Faculdade de Ciências, Universidade do Porto, 2000; e em: www.fmb.pt/v2/pt/a-mata/patrimonio-natural (consultado em janeiro de 2022).

Nota:

1 Autóctone – espécie nativa, ou seja, natural de um determinado ecossistema ou de uma dada região.

15. Explique de que modo a existência de uma falha levou à formação do Vale dos Fetos e por que motivo este vale proporciona as condições hídricas necessárias à existência de uma grande diversidade de musgos.

Grupo I - 4 · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO I

Texto 1

O sinclinal do Buçaco tem cerca de 40 km de comprimento e localiza-se entre o Luso, a noroeste, e Penedos de Góis, a sudeste de Penacova. Esta estrutura, resultante da orogenia Varisca, é constituída por uma sequência de rochas de idades ordovícica e silúrica, que assenta sobre as rochas do Supergrupo Dúrico-Beirão. Posteriormente, o sinclinal foi afetado por uma intensa fraturação, dando origem a uma rede de fraturas no flanco nordeste.

Na Formação dos Quartzitos Armoricanos, uma das formações do sinclinal, desenvolve-se o Sistema Aquífero do Luso, de onde são extraídas as águas minerais naturais do Luso e de Penacova.

A Figura 1 representa o mapa geológico simplificado de uma parte do sinclinal do Buçaco, onde se assinalam o limite do Sistema Aquífero do Luso, a localização aproximada da Mata Nacional do Buçaco (MNB) e a localização do corte A-B, representado na Figura 2. No corte da Figura 2 estão representadas três das unidades que constituem o sistema aquífero: o膜Aquífero Termal do Luso, o Aquífero Hipotermal do Luso e o Aquífero Termal de Penacova. As temperaturas de emergência da água dos três aquíferos são, respetivamente, cerca de 27 °C, 17 °C e 20 °C.

Baseado em: C. Almeida et al., Sistemas aquíferos de Portugal Continental, Vol. I, Instituto da Água, Dezembro de 2000; e em: https://hidrogenoma.dgeg.gov.pt (consultado em outubro de 2022).

4. Ordene as figuras identificadas pelas letras de A a F, de modo a reconstituir a sequência correta de acontecimentos relacionados com a história geológica do sinclinal do Buçaco. Inicie a sequência pela letra A.

Escreva, na folha de respostas, a sequência de letras.

Grupo I · Investigação científica: variáveis e resultados

Texto 3

Plantas como o medronheiro ( Arbutus unedo) e o azevinho ( Ilex aquifolium) apresentam um mecanismo que contribui para a dispersão das suas sementes, a endozoocoria, que consiste na ingestão de frutos carnudos pelos animais e na posterior libertação das sementes.

Foi realizado um estudo, na Mata Nacional do Buçaco (MNB), para avaliar o papel dispersor dos animais, e o efeito da ingestão dos frutos na germinação de sementes de espécies autóctones e exóticas. O estudo decorreu ao longo de um ano.

Procedimento:

Procedeu-se, mensalmente, à recolha de excrementos de carnívoros que também incluem frutos na sua alimentação (fuinha, raposa e gineta), num percurso, com cerca de cinco quilómetros, que abrangia todas as unidades de paisagem existentes.

Cada uma das amostras de excrementos recolhidas foi armazenada num frasco etiquetado, procedendo-se, posteriormente, à identificação da espécie de carnívoros que a produziu.

Seguidamente, identificaram-se e contabilizaram-se as sementes existentes em cada uma das amostras de excrementos.

Em simultâneo com a recolha de excrementos, procedeu-se à recolha dos frutos carnudos maduros das diversas espécies de arbustos e árvores existentes na MNB, no mesmo percurso.

Procedeu-se ao descasque manual dos frutos recolhidos a fim de retirar as sementes.

Após se encontrarem devidamente limpas e identificadas quanto à espécie e origem (excrementos ou frutos), todas as sementes recolhidas foram semeadas, sob as mesmas condições, e colocadas a germinar no interior de um viveiro que simulava as condições naturais de temperatura, luminosidade e humidade da MNB.

Foram ainda colocadas no viveiro caixas que continham substrato sem sementes.

A germinação das sementes foi monitorizada, registando-se a espécie e o número de plântulas emergentes.

A Tabela I apresenta os resultados relativos à origem das sementes recolhidas a partir dos excrementos de fuinha, ao número de sementes semeadas e ao número de sementes germinadas.

Tabela I

Espécie de planta

Origem

Presente na MNB

N.º de sementes semeadas

N.º de sementes germinadas

% de germinação

Arbutus unedo

autóctone

X

155

72

46

Celtis australis

autóctone

X

79

67

85

Ficus carica

exótica

200

0

0

Ilex aquifolium

autóctone

X

6

0

0

Phoenix canariensis

exótica

15

6

40

Prunus laurocerasus

exótica invasora

X

315

45

15

Rubus sp.

autóctone

X

150

35

23

Vitis vinifera

exótica

54

17

28

A Tabela II apresenta os resultados relativos à origem das sementes recolhidas a partir dos frutos das plantas, ao número de sementes semeadas e ao número de sementes germinadas.

Tabela II

Espécie de planta

Origem

N.º de sementes semeadas

N.º de sementes germinadas

% de germinação

Arbutus unedo

autóctone

425

116

27

Celtis australis

autóctone

115

80

69

Ilex aquifolium

autóctone

390

45

11

Prunus laurocerasus

exótica invasora

140

5

4

Pyracantha sp.

exótica

325

35

14

Rubus sp.

autóctone

150

6

4

Ruscus aculeatus

autóctone

426

378

89

Baseado em: L. Pereira, «Potencial de dispersão de sementes por mamíferos carnívoros e sua contribuição para a gestão de ecossistemas», dissertação de mestrado em Ecologia Aplicada, Departamento de Biologia, Universidade de Aveiro, 2014.

16.

Identifique, de entre as afirmações relativas à análise dos resultados apresentados, as três afirmações corretas.

17.

De acordo com os resultados do estudo, a ingestão e a digestão de frutos carnudos pelas fuinhas contribui para

Grupo I - 18 · Biomoléculas, célula e transporte membranar

Texto 3

Plantas como o medronheiro ( Arbutus unedo) e o azevinho ( Ilex aquifolium) apresentam um mecanismo que contribui para a dispersão das suas sementes, a endozoocoria, que consiste na ingestão de frutos carnudos pelos animais e na posterior libertação das sementes.

Foi realizado um estudo, na Mata Nacional do Buçaco (MNB), para avaliar o papel dispersor dos animais, e o efeito da ingestão dos frutos na germinação de sementes de espécies autóctones e exóticas. O estudo decorreu ao longo de um ano.

Procedimento:

Procedeu-se, mensalmente, à recolha de excrementos de carnívoros que também incluem frutos na sua alimentação (fuinha, raposa e gineta), num percurso, com cerca de cinco quilómetros, que abrangia todas as unidades de paisagem existentes.

Cada uma das amostras de excrementos recolhidas foi armazenada num frasco etiquetado, procedendo-se, posteriormente, à identificação da espécie de carnívoros que a produziu.

Seguidamente, identificaram-se e contabilizaram-se as sementes existentes em cada uma das amostras de excrementos.

Em simultâneo com a recolha de excrementos, procedeu-se à recolha dos frutos carnudos maduros das diversas espécies de arbustos e árvores existentes na MNB, no mesmo percurso.

Procedeu-se ao descasque manual dos frutos recolhidos a fim de retirar as sementes.

Após se encontrarem devidamente limpas e identificadas quanto à espécie e origem (excrementos ou frutos), todas as sementes recolhidas foram semeadas, sob as mesmas condições, e colocadas a germinar no interior de um viveiro que simulava as condições naturais de temperatura, luminosidade e humidade da MNB.

Foram ainda colocadas no viveiro caixas que continham substrato sem sementes.

A germinação das sementes foi monitorizada, registando-se a espécie e o número de plântulas emergentes.

A Tabela I apresenta os resultados relativos à origem das sementes recolhidas a partir dos excrementos de fuinha, ao número de sementes semeadas e ao número de sementes germinadas.

Tabela I

Espécie de planta

Origem

Presente na MNB

N.º de sementes semeadas

N.º de sementes germinadas

% de germinação

Arbutus unedo

autóctone

X

155

72

46

Celtis australis

autóctone

X

79

67

85

Ficus carica

exótica

200

0

0

Ilex aquifolium

autóctone

X

6

0

0

Phoenix canariensis

exótica

15

6

40

Prunus laurocerasus

exótica invasora

X

315

45

15

Rubus sp.

autóctone

X

150

35

23

Vitis vinifera

exótica

54

17

28

A Tabela II apresenta os resultados relativos à origem das sementes recolhidas a partir dos frutos das plantas, ao número de sementes semeadas e ao número de sementes germinadas.

Tabela II

Espécie de planta

Origem

N.º de sementes semeadas

N.º de sementes germinadas

% de germinação

Arbutus unedo

autóctone

425

116

27

Celtis australis

autóctone

115

80

69

Ilex aquifolium

autóctone

390

45

11

Prunus laurocerasus

exótica invasora

140

5

4

Pyracantha sp.

exótica

325

35

14

Rubus sp.

autóctone

150

6

4

Ruscus aculeatus

autóctone

426

378

89

Baseado em: L. Pereira, «Potencial de dispersão de sementes por mamíferos carnívoros e sua contribuição para a gestão de ecossistemas», dissertação de mestrado em Ecologia Aplicada, Departamento de Biologia, Universidade de Aveiro, 2014.

18. Durante o processo de amadurecimento dos frutos de medronheiro, ocorre o aumento do teor em frutose e glucose. Quanto às suas características, pode afirmar-se que estas moléculas são

()

Grupo I - 19 · Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração

Texto 3

Plantas como o medronheiro ( Arbutus unedo) e o azevinho ( Ilex aquifolium) apresentam um mecanismo que contribui para a dispersão das suas sementes, a endozoocoria, que consiste na ingestão de frutos carnudos pelos animais e na posterior libertação das sementes.

Foi realizado um estudo, na Mata Nacional do Buçaco (MNB), para avaliar o papel dispersor dos animais, e o efeito da ingestão dos frutos na germinação de sementes de espécies autóctones e exóticas. O estudo decorreu ao longo de um ano.

Procedimento:

Procedeu-se, mensalmente, à recolha de excrementos de carnívoros que também incluem frutos na sua alimentação (fuinha, raposa e gineta), num percurso, com cerca de cinco quilómetros, que abrangia todas as unidades de paisagem existentes.

Cada uma das amostras de excrementos recolhidas foi armazenada num frasco etiquetado, procedendo-se, posteriormente, à identificação da espécie de carnívoros que a produziu.

Seguidamente, identificaram-se e contabilizaram-se as sementes existentes em cada uma das amostras de excrementos.

Em simultâneo com a recolha de excrementos, procedeu-se à recolha dos frutos carnudos maduros das diversas espécies de arbustos e árvores existentes na MNB, no mesmo percurso.

Procedeu-se ao descasque manual dos frutos recolhidos a fim de retirar as sementes.

Após se encontrarem devidamente limpas e identificadas quanto à espécie e origem (excrementos ou frutos), todas as sementes recolhidas foram semeadas, sob as mesmas condições, e colocadas a germinar no interior de um viveiro que simulava as condições naturais de temperatura, luminosidade e humidade da MNB.

Foram ainda colocadas no viveiro caixas que continham substrato sem sementes.

A germinação das sementes foi monitorizada, registando-se a espécie e o número de plântulas emergentes.

A Tabela I apresenta os resultados relativos à origem das sementes recolhidas a partir dos excrementos de fuinha, ao número de sementes semeadas e ao número de sementes germinadas.

Tabela I

Espécie de planta

Origem

Presente na MNB

N.º de sementes semeadas

N.º de sementes germinadas

% de germinação

Arbutus unedo

autóctone

X

155

72

46

Celtis australis

autóctone

X

79

67

85

Ficus carica

exótica

200

0

0

Ilex aquifolium

autóctone

X

6

0

0

Phoenix canariensis

exótica

15

6

40

Prunus laurocerasus

exótica invasora

X

315

45

15

Rubus sp.

autóctone

X

150

35

23

Vitis vinifera

exótica

54

17

28

A Tabela II apresenta os resultados relativos à origem das sementes recolhidas a partir dos frutos das plantas, ao número de sementes semeadas e ao número de sementes germinadas.

Tabela II

Espécie de planta

Origem

N.º de sementes semeadas

N.º de sementes germinadas

% de germinação

Arbutus unedo

autóctone

425

116

27

Celtis australis

autóctone

115

80

69

Ilex aquifolium

autóctone

390

45

11

Prunus laurocerasus

exótica invasora

140

5

4

Pyracantha sp.

exótica

325

35

14

Rubus sp.

autóctone

150

6

4

Ruscus aculeatus

autóctone

426

378

89

Baseado em: L. Pereira, «Potencial de dispersão de sementes por mamíferos carnívoros e sua contribuição para a gestão de ecossistemas», dissertação de mestrado em Ecologia Aplicada, Departamento de Biologia, Universidade de Aveiro, 2014.

19. Em Portugal, desde há muito tempo que os medronhos são colhidos e utilizados na produção de aguardente. Da microbiota existente nos medronhos fazem parte diversos fungos, que realizam um processo fermentativo em que ocorre

()

Grupo I - 20 · Biodiversidade, evolução e sistemática

Texto 3

Plantas como o medronheiro ( Arbutus unedo) e o azevinho ( Ilex aquifolium) apresentam um mecanismo que contribui para a dispersão das suas sementes, a endozoocoria, que consiste na ingestão de frutos carnudos pelos animais e na posterior libertação das sementes.

Foi realizado um estudo, na Mata Nacional do Buçaco (MNB), para avaliar o papel dispersor dos animais, e o efeito da ingestão dos frutos na germinação de sementes de espécies autóctones e exóticas. O estudo decorreu ao longo de um ano.

Procedimento:

Procedeu-se, mensalmente, à recolha de excrementos de carnívoros que também incluem frutos na sua alimentação (fuinha, raposa e gineta), num percurso, com cerca de cinco quilómetros, que abrangia todas as unidades de paisagem existentes.

Cada uma das amostras de excrementos recolhidas foi armazenada num frasco etiquetado, procedendo-se, posteriormente, à identificação da espécie de carnívoros que a produziu.

Seguidamente, identificaram-se e contabilizaram-se as sementes existentes em cada uma das amostras de excrementos.

Em simultâneo com a recolha de excrementos, procedeu-se à recolha dos frutos carnudos maduros das diversas espécies de arbustos e árvores existentes na MNB, no mesmo percurso.

Procedeu-se ao descasque manual dos frutos recolhidos a fim de retirar as sementes.

Após se encontrarem devidamente limpas e identificadas quanto à espécie e origem (excrementos ou frutos), todas as sementes recolhidas foram semeadas, sob as mesmas condições, e colocadas a germinar no interior de um viveiro que simulava as condições naturais de temperatura, luminosidade e humidade da MNB.

Foram ainda colocadas no viveiro caixas que continham substrato sem sementes.

A germinação das sementes foi monitorizada, registando-se a espécie e o número de plântulas emergentes.

A Tabela I apresenta os resultados relativos à origem das sementes recolhidas a partir dos excrementos de fuinha, ao número de sementes semeadas e ao número de sementes germinadas.

Tabela I

Espécie de planta

Origem

Presente na MNB

N.º de sementes semeadas

N.º de sementes germinadas

% de germinação

Arbutus unedo

autóctone

X

155

72

46

Celtis australis

autóctone

X

79

67

85

Ficus carica

exótica

200

0

0

Ilex aquifolium

autóctone

X

6

0

0

Phoenix canariensis

exótica

15

6

40

Prunus laurocerasus

exótica invasora

X

315

45

15

Rubus sp.

autóctone

X

150

35

23

Vitis vinifera

exótica

54

17

28

A Tabela II apresenta os resultados relativos à origem das sementes recolhidas a partir dos frutos das plantas, ao número de sementes semeadas e ao número de sementes germinadas.

Tabela II

Espécie de planta

Origem

N.º de sementes semeadas

N.º de sementes germinadas

% de germinação

Arbutus unedo

autóctone

425

116

27

Celtis australis

autóctone

115

80

69

Ilex aquifolium

autóctone

390

45

11

Prunus laurocerasus

exótica invasora

140

5

4

Pyracantha sp.

exótica

325

35

14

Rubus sp.

autóctone

150

6

4

Ruscus aculeatus

autóctone

426

378

89

Baseado em: L. Pereira, «Potencial de dispersão de sementes por mamíferos carnívoros e sua contribuição para a gestão de ecossistemas», dissertação de mestrado em Ecologia Aplicada, Departamento de Biologia, Universidade de Aveiro, 2014.

20.

Explique, com base no Texto 3 e nos resultados do estudo, apresentados nas Tabelas I e II, em que medida a relação estabelecida entre a fuinha e o medronheiro é vantajosa para o medronheiro.

Na sua resposta, apresente duas vantagens para o medronheiro.

Grupo II - 1 · Investigação científica: variáveis e resultados

GRUPO II

Com o objetivo de estudar a influência de fatores ambientais na transpiração de uma planta, foi realizada uma experiência em que se utilizou um potómetro – dispositivo que permite medir a quantidade de água perdida por transpiração –, representado na Figura 3.

Montaram-se 3 dispositivos experimentais na mesma sala de laboratório, em condições iguais de luminosidade e de temperatura, como se representa na Figura 4.

As plantas utilizadas são todas da mesma espécie, similares no tamanho, com o mesmo número de folhas e com a mesma área foliar.

Foram feitas medições do nível da água na pipeta, a cada 3 minutos, durante 30 minutos, em todos os dispositivos.

1.

Da análise da experiência, podemos afirmar que uma variável dependente é

()

Grupo II · Digestão, transporte e trocas gasosas

GRUPO II

Com o objetivo de estudar a influência de fatores ambientais na transpiração de uma planta, foi realizada uma experiência em que se utilizou um potómetro – dispositivo que permite medir a quantidade de água perdida por transpiração –, representado na Figura 3.

Montaram-se 3 dispositivos experimentais na mesma sala de laboratório, em condições iguais de luminosidade e de temperatura, como se representa na Figura 4.

As plantas utilizadas são todas da mesma espécie, similares no tamanho, com o mesmo número de folhas e com a mesma área foliar.

Foram feitas medições do nível da água na pipeta, a cada 3 minutos, durante 30 minutos, em todos os dispositivos.

2.

Preveja, justificando, a variação do nível de água na pipeta, nos dispositivos experimentais, no final da experiência, comparativamente com o dispositivo I (dispositivo de controlo).

3.

Se a planta do dispositivo I for sujeita a uma luminosidade mais intensa, mantendo-se a mesma temperatura, será de esperar

Grupo III - 1 · Minerais, rochas magmáticas e metamórficas

GRUPO III

A província magmática do Atlântico Central (Central Atlantic Magmatic Province – CAMP) é uma das maiores províncias magmáticas do Fanerozoico – 541 milhões de anos (Ma) até à atualidade. A formação desta província magmática parece estar relacionada com uma das cinco maiores extinções em massa, ocorrida há cerca de 201 Ma, durante o Mesozoico, na passagem Triásico-Jurássico (Tr-J).

A Figura 6A representa o mapa com a distribuição e a paleo-posição do vulcanismo da CAMP no mundo. A Figura 6B representa um mapa geológico simplificado, que localiza as rochas da CAMP, em Portugal, e a Figura 6C localiza o filão da Messejana no contexto da Península Ibérica.

As rochas da CAMP, essencialmente escoadas basálticas e filões formados em meio continental, têm sido muito estudadas nos Estados Unidos e em Marrocos. Em Portugal, o vulcanismo da CAMP está representado, principalmente, pelo filão de dolerito 1 da Messejana e pelas escoadas de lava que afloram no Sul de Portugal, na bacia do Algarve. Aqui não existem evidências da existência de paleossolos nem de camadas de rocha intercaladas com as rochas da CAMP. Em trabalho de campo, foram recolhidas nesta bacia aproximadamente 300 amostras, que, apesar da forte oxidação que as afeta, mostram uma magnetização associada a cristais de magnetite (Fe3O4\text{Fe}_3\text{O}_4) e, acessoriamente, de hematite (Fe2O3\text{Fe}_2\text{O}_3). As amostras têm polaridade magnética normal (semelhante à atual), tal como as rochas da CAMP de Marrocos, e os dados magnetoestratigráficos sugerem taxas de erupção relativamente elevadas. Datações recentes destas rochas através de 40Ar/39Ar^{40}\text{Ar}/^{39}\text{Ar} apontam para uma idade com um valor médio de 198,1±0,4 Ma198{,}1 \pm 0{,}4\text{ Ma}.

Nota:

1 Dolerito – rocha filoniana de composição basáltica.

1. As amostras de rochas da CAMP recolhidas no trabalho de campo devem conter uma associação mineralógica que inclua

Grupo III · Rochas sedimentares, fósseis e história geológica

GRUPO III

A província magmática do Atlântico Central (Central Atlantic Magmatic Province – CAMP) é uma das maiores províncias magmáticas do Fanerozoico – 541 milhões de anos (Ma) até à atualidade. A formação desta província magmática parece estar relacionada com uma das cinco maiores extinções em massa, ocorrida há cerca de 201 Ma, durante o Mesozoico, na passagem Triásico-Jurássico (Tr-J).

A Figura 6A representa o mapa com a distribuição e a paleo-posição do vulcanismo da CAMP no mundo. A Figura 6B representa um mapa geológico simplificado, que localiza as rochas da CAMP, em Portugal, e a Figura 6C localiza o filão da Messejana no contexto da Península Ibérica.

As rochas da CAMP, essencialmente escoadas basálticas e filões formados em meio continental, têm sido muito estudadas nos Estados Unidos e em Marrocos. Em Portugal, o vulcanismo da CAMP está representado, principalmente, pelo filão de dolerito 1 da Messejana e pelas escoadas de lava que afloram no Sul de Portugal, na bacia do Algarve. Aqui não existem evidências da existência de paleossolos nem de camadas de rocha intercaladas com as rochas da CAMP. Em trabalho de campo, foram recolhidas nesta bacia aproximadamente 300 amostras, que, apesar da forte oxidação que as afeta, mostram uma magnetização associada a cristais de magnetite (Fe3O4\text{Fe}_3\text{O}_4) e, acessoriamente, de hematite (Fe2O3\text{Fe}_2\text{O}_3). As amostras têm polaridade magnética normal (semelhante à atual), tal como as rochas da CAMP de Marrocos, e os dados magnetoestratigráficos sugerem taxas de erupção relativamente elevadas. Datações recentes destas rochas através de 40Ar/39Ar^{40}\text{Ar}/^{39}\text{Ar} apontam para uma idade com um valor médio de 198,1±0,4 Ma198{,}1 \pm 0{,}4\text{ Ma}.

Nota:

1 Dolerito – rocha filoniana de composição basáltica.

2. Podemos deduzir que o dolerito do filão da Messejana é mais recente do que as rochas encaixantes, de acordo com o princípio da

3. O período de semivida do 40 Ar é 1248 milhões de anos. Considerando os teores de 40 Ar e de 39 Ar, as rochas da CAMP têm

Grupo III - 4 · Tectónica de placas e deformação das rochas

GRUPO III

A província magmática do Atlântico Central (Central Atlantic Magmatic Province – CAMP) é uma das maiores províncias magmáticas do Fanerozoico – 541 milhões de anos (Ma) até à atualidade. A formação desta província magmática parece estar relacionada com uma das cinco maiores extinções em massa, ocorrida há cerca de 201 Ma, durante o Mesozoico, na passagem Triásico-Jurássico (Tr-J).

A Figura 6A representa o mapa com a distribuição e a paleo-posição do vulcanismo da CAMP no mundo. A Figura 6B representa um mapa geológico simplificado, que localiza as rochas da CAMP, em Portugal, e a Figura 6C localiza o filão da Messejana no contexto da Península Ibérica.

As rochas da CAMP, essencialmente escoadas basálticas e filões formados em meio continental, têm sido muito estudadas nos Estados Unidos e em Marrocos. Em Portugal, o vulcanismo da CAMP está representado, principalmente, pelo filão de dolerito 1 da Messejana e pelas escoadas de lava que afloram no Sul de Portugal, na bacia do Algarve. Aqui não existem evidências da existência de paleossolos nem de camadas de rocha intercaladas com as rochas da CAMP. Em trabalho de campo, foram recolhidas nesta bacia aproximadamente 300 amostras, que, apesar da forte oxidação que as afeta, mostram uma magnetização associada a cristais de magnetite (Fe3O4\text{Fe}_3\text{O}_4) e, acessoriamente, de hematite (Fe2O3\text{Fe}_2\text{O}_3). As amostras têm polaridade magnética normal (semelhante à atual), tal como as rochas da CAMP de Marrocos, e os dados magnetoestratigráficos sugerem taxas de erupção relativamente elevadas. Datações recentes destas rochas através de 40Ar/39Ar^{40}\text{Ar}/^{39}\text{Ar} apontam para uma idade com um valor médio de 198,1±0,4 Ma198{,}1 \pm 0{,}4\text{ Ma}.

Nota:

1 Dolerito – rocha filoniana de composição basáltica.

4. Identifique, de entre as afirmações relativas à CAMP, as três afirmações corretas.

Selecione as três afirmações verdadeiras.

Grupo III · Sismologia e estrutura interna da Terra

GRUPO III

A província magmática do Atlântico Central (Central Atlantic Magmatic Province – CAMP) é uma das maiores províncias magmáticas do Fanerozoico – 541 milhões de anos (Ma) até à atualidade. A formação desta província magmática parece estar relacionada com uma das cinco maiores extinções em massa, ocorrida há cerca de 201 Ma, durante o Mesozoico, na passagem Triásico-Jurássico (Tr-J).

A Figura 6A representa o mapa com a distribuição e a paleo-posição do vulcanismo da CAMP no mundo. A Figura 6B representa um mapa geológico simplificado, que localiza as rochas da CAMP, em Portugal, e a Figura 6C localiza o filão da Messejana no contexto da Península Ibérica.

As rochas da CAMP, essencialmente escoadas basálticas e filões formados em meio continental, têm sido muito estudadas nos Estados Unidos e em Marrocos. Em Portugal, o vulcanismo da CAMP está representado, principalmente, pelo filão de dolerito 1 da Messejana e pelas escoadas de lava que afloram no Sul de Portugal, na bacia do Algarve. Aqui não existem evidências da existência de paleossolos nem de camadas de rocha intercaladas com as rochas da CAMP. Em trabalho de campo, foram recolhidas nesta bacia aproximadamente 300 amostras, que, apesar da forte oxidação que as afeta, mostram uma magnetização associada a cristais de magnetite (Fe3O4\text{Fe}_3\text{O}_4) e, acessoriamente, de hematite (Fe2O3\text{Fe}_2\text{O}_3). As amostras têm polaridade magnética normal (semelhante à atual), tal como as rochas da CAMP de Marrocos, e os dados magnetoestratigráficos sugerem taxas de erupção relativamente elevadas. Datações recentes destas rochas através de 40Ar/39Ar^{40}\text{Ar}/^{39}\text{Ar} apontam para uma idade com um valor médio de 198,1±0,4 Ma198{,}1 \pm 0{,}4\text{ Ma}.

Nota:

1 Dolerito – rocha filoniana de composição basáltica.

5.

O campo magnético terrestre está relacionado com

()

6.

Estudos geofísicos mostram que a velocidade das ondas sísmicas

()

Grupo III - 7 · Recursos geológicos, aquíferos e riscos

GRUPO III

A província magmática do Atlântico Central (Central Atlantic Magmatic Province – CAMP) é uma das maiores províncias magmáticas do Fanerozoico – 541 milhões de anos (Ma) até à atualidade. A formação desta província magmática parece estar relacionada com uma das cinco maiores extinções em massa, ocorrida há cerca de 201 Ma, durante o Mesozoico, na passagem Triásico-Jurássico (Tr-J).

A Figura 6A representa o mapa com a distribuição e a paleo-posição do vulcanismo da CAMP no mundo. A Figura 6B representa um mapa geológico simplificado, que localiza as rochas da CAMP, em Portugal, e a Figura 6C localiza o filão da Messejana no contexto da Península Ibérica.

As rochas da CAMP, essencialmente escoadas basálticas e filões formados em meio continental, têm sido muito estudadas nos Estados Unidos e em Marrocos. Em Portugal, o vulcanismo da CAMP está representado, principalmente, pelo filão de dolerito 1 da Messejana e pelas escoadas de lava que afloram no Sul de Portugal, na bacia do Algarve. Aqui não existem evidências da existência de paleossolos nem de camadas de rocha intercaladas com as rochas da CAMP. Em trabalho de campo, foram recolhidas nesta bacia aproximadamente 300 amostras, que, apesar da forte oxidação que as afeta, mostram uma magnetização associada a cristais de magnetite (Fe3O4\text{Fe}_3\text{O}_4) e, acessoriamente, de hematite (Fe2O3\text{Fe}_2\text{O}_3). As amostras têm polaridade magnética normal (semelhante à atual), tal como as rochas da CAMP de Marrocos, e os dados magnetoestratigráficos sugerem taxas de erupção relativamente elevadas. Datações recentes destas rochas através de 40Ar/39Ar^{40}\text{Ar}/^{39}\text{Ar} apontam para uma idade com um valor médio de 198,1±0,4 Ma198{,}1 \pm 0{,}4\text{ Ma}.

Nota:

1 Dolerito – rocha filoniana de composição basáltica.

7. Explique de que modo o vulcanismo que deu origem à CAMP terá alterado a quantidade de dióxido de carbono atmosférico, contribuindo, provavelmente, para a extinção em massa ocorrida na passagem do Triásico para o Jurássico.

Na sua resposta, deverá considerar os ecossistemas aquáticos e as interações Atmosfera – Hidrosfera – Biosfera, numa relação de causa e efeito.

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