Exame Nacional História A 2025 · 1.ª fase
Exame Nacional de História A 2025, 1.ª fase: 9 exercícios com resolução. Com correção imediata.
Temas do exame: Expansão, Renascimento e Reforma: a abertura europeia ao mundo (séculos XV-XVI) · Civilização industrial: economia, sociedade e Portugal da Regeneração à crise da monarquia · Primeira Guerra Mundial, primeiro pós-guerra e mutações socioculturais dos anos 20 · Revolução Russa, crise de 1929 e regimes totalitários na Europa entre as guerras · Portugal do segundo pós-guerra à democracia: Estado Novo, guerra colonial e 25 de Abril
Grupo I - 1 · Expansão, Renascimento e Reforma: a abertura europeia ao mundo (séculos XV-XVI)
GRUPO I
A PRODUÇÃO CULTURAL E ARTÍSTICA NA EUROPA DO RENASCIMENTO
Bartolomeo di Giovanni Corradini, O nascimento da Virgem,
Santa Maria della Bella, Urbino, 1467, têmpera e óleo sobre madeira, 145 x 96 cm
Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque, www.metmuseum.org/art/collection/search/435848
(consultado em setembro de 2024).
1. A pintura reproduzida na imagem constitui um exemplo expressivo do classicismo renascentista, ao
()
Grupo I - 2 · Expansão, Renascimento e Reforma: a abertura europeia ao mundo (séculos XV-XVI)
GRUPO I
A PRODUÇÃO CULTURAL E ARTÍSTICA NA EUROPA DO RENASCIMENTO
Bartolomeo di Giovanni Corradini, O nascimento da Virgem,
Santa Maria della Bella, Urbino, 1467, têmpera e óleo sobre madeira, 145 x 96 cm
Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque, www.metmuseum.org/art/collection/search/435848
(consultado em setembro de 2024).
2. Na construção do espaço pictórico, o pintor procura criar a ilusão de uma realidade tridimensional,
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Grupo II · Civilização industrial: economia, sociedade e Portugal da Regeneração à crise da monarquia
GRUPO II
A CIVILIZAÇÃO INDUSTRIAL, DE MEADOS DO SÉCULO XIX À PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
Documento 1 (conjunto documental)
Documento 2
« Lorde Salisbury: – Para ti, meu velho John, a gamela cheia e da melhor comida. Dei à Alemanha com que encher o papo; que remédio! A França, essa, contenta-se com pouco. E quanto a Portugal, se não lhe servir o pires de papa que lhe deixamos, esse mesmo lhe tiraremos.»
Documento 3
A política portuguesa nos finais do século XIX,
na opinião de João Pais Pinto 1, jornal A República, 7 de abril de 1891
Enfermidades de vários matizes corroem a nação portuguesa [...]. [...] Nos partidos monárquicos não há disciplina, não há ordem, não há moralidade, não há convicções; e onde tudo isto falta, é impossível haver esperança de salvação. Por outro lado, o abismo em que caiu a pátria é profundo [...]. Neste momento histórico é que sucedem os factos de 31 de janeiro. [...]
A Inglaterra é tigre feroz que anela 2 por devorar o nosso país, e a dívida pública é a enfermidade interna que o prostrou no leito. [...] Há muito que a aliança com a Inglaterra devia ser rompida, porque da soberba Albion 3 só temos recebido infidelidades e agravos. [...]
A detestável diplomacia dos partidos monárquicos, junta com o espetáculo de imoralidades que eles têm exibido nas suas lutas de facciosismo, criou radical antinomia entre as instituições e o país. A nação portuguesa está perdida! É voz que se repercute em todo o país. [...] A aversão a instituições desprestigiadas e o desejo de salvar o país do abismo em que aquelas o lançaram são causas demasiado suficientes para fazer explodir uma revolução.
1 clérigo, conhecido por Abade de S. Nicolau; membro do Partido Republicano.
2 anseia.
3 Inglaterra.
1.
Ordene cronologicamente as imagens A, B, C e D (documento 1), relativas a fenómenos históricos relevantes ocorridos, em Portugal e no mundo, entre os meados do século XIX e a Primeira Guerra Mundial.
Escreva, na folha de respostas, a sequência correta das letras.
2.
A Conferência de Berlim e as suas resoluções refletiram as dinâmicas de poder, políticas e económicas, na Europa da segunda metade do século XIX.
Exponha dois argumentos que sustentem esta afirmação, fundamentando-os com informação relevante do documento 2.
3.
Refira dois fatores que contribuíram para a ascensão das ideias republicanas em Portugal.
Fundamente um dos fatores com informação relevante da imagem D do documento 1 e outro fator com um excerto relevante do documento 3.
4.
Como evidencia a imagem B do documento 1, nos séculos XIX e XX, as relações políticas internacionais foram condicionadas pela disseminação de um forte sentimento
Grupo III - 1 · Primeira Guerra Mundial, primeiro pós-guerra e mutações socioculturais dos anos 20
GRUPO III
TRANSFORMAÇÕES POLÍTICAS E SOCIOCULTURAIS NAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX
Documento 1
«A Idade do jazz-band », conferência realizada
por António Ferro 1 no Rio de Janeiro, 30 de julho de 1922
Eu não compreendo, de modo algum, a saudade doentia das outras épocas, a nostalgia
das idades mortas [...]. [...] Amemos a nossa hora tal qual ela foi gerada, com todas as suas
monstruosidades, com toda a sua luz e com toda a sua treva... [...] As carpideiras 2 dos
séculos mortos, múmias da tradição e do preconceito, censuram, como velhas rabugentas, o
5 artificialismo da nossa época. [...]
A arte moderna revolucionou a vida, proclamou a humanidade em tudo quanto existe e
em tudo quanto não existe. [...] Todos os seres, todas as coisas, tendem a ser artificializados
[...]. [...] Para essa artificialização [...] está contribuindo, notavelmente, o jazz-band... [...] No
jazz-band, como num écran, cabem todas as imagens da vida moderna. Cabem as ruas
10 barbáricas das grandes cidades, ruas doidas com olhos inconstantes nos placards luminosos
e fugidios, ruas elétricas, ruas possessas de automóveis [...]. [...] E cabe a própria vida, a vida
industrial, que é um jazz-band de roldanas, de guindastes e motores [...]. [...]
A dança é a ideia fixa da mulher, a ideia fixa do seu corpo. [...] As mulheres não amam,
dançam... [...] A valsa é a dança sentimental, romântica, a valsa tem o ritmo de uma declaração
15 de amor... [...] No fox-trot, porém, já não há romantismo, já não há timidez, há despreocupação,
alegria, camaradagem. [...] O shimmy é a dança bolchevista, a dança que socializa todas as
partes do corpo, que as torna iguais, que lhes dá a mesma importância, a mesma função
de alegria e de abandono... [...] Desde as suas toilettes [...] às danças modernas que elas
preferem, [...] as mulheres de hoje têm sido os modelos, os manequins da inquietação do
20 século, desta inquietação cinematográfica [...] que nos renova constantemente... [...]
A Europa envelheceu [...] com as emoções da guerra. [...] Foi a América que lhe valeu,
que lhe injetou, nas veias murchas, a vida artificial do jazz-band. [...] A América é [...],
neste momento, a luz elétrica do mundo! [...] [O]rgulhemo-nos da nossa Idade, da Idade do
jazz-band. O mundo, com a guerra, sofreu como nunca [...]. É justo que o mundo se desforre,
25 que o mundo role pelo espaço no fox-trot das esferas [...].
António Ferro, A Idade do jazz-band, Lisboa, Portugália Livraria-Editora, 1924,
2.ª edição, pp. 42-84. (Texto adaptado)
1 jornalista e escritor; integrou a geração d' Orpheu.
2 mulheres contratadas para chorar nos funerais.
Documento 2
Editorial de apresentação da revista Ordem Nova 1, março de 1926
« Não queirais conformar-vos com este século ». As palavras intimativas do Apóstolo
[S. Paulo] são ainda hoje a declaração de guerra que nós fazemos ao mundo moderno, [...]
cheio de todos os pecados, corroído por todos os vícios e tresandando odores fétidos de
podridão. [...] Não nos iludamos: esta sociedade que contempla embevecida as suas últimas
5 conquistas científicas, [...] esta sociedade sem senso moral, [...] de mulheres sem pudor [...],
não ouve verdades que lhe não sejam ditas em voz bem alta [...]. [...]
Será preciso que revivamos mais uma vez essa tragédia [...] que tem sido a democracia
com as suas mentiras [...] – o sufrágio universal, a soberania nacional, o parlamentarismo, a
opinião pública? [...] Quem, em face [...] das famílias dissolvidas, dos governos impotentes e
10 corruptos [...], da vida artificializada, da matéria triunfante, [...] se recusará a ouvir as palavras
do Apóstolo [...]? [...] Se pensarmos bem, os sinais [...] de reação contra o que é moderno
não são mais do que consequências da revolta do homem contra o anti-humanismo desta
civilização da máquina, que tem por seus patronos o Oiro, a Carne e o Poder.
Anti-humano, sim, consideramos nós esse liberalismo estúpido que se apossou de todas as
15 camadas sociais, [...] negando a força do sangue, a voz dos antepassados, pondo de parte a
tradição [...]. São anti-humanos esses burgueses asquerosos [...] que amam só o imediato [...].
Gente sem fé, [...] diferente da burguesia que nós queremos, formada de elites, classe social
[...] orientada e dirigida superiormente pelo escol 2 intelectual e moral da nação – a nobreza
rural, a Igreja, a tradição e a Inteligência! E que diremos desses pretensos intelectuais que
20 para aí pululam [...], de todos os que fazem «arte pela arte» ou «arte pela vida» sem saberem
o que é a vida! [...]
Por toda a parte o clamor se ergue pedindo um chefe. Entoa-se pela Europa fora o elogio
da Autoridade. Reconhecida a gravidade do momento, requer-se que, no cortejo que passa,
o chefe seja precedido do fascio [...]. [...] Somos contrarrevolucionários e vemos na reação
25 o único remédio para o nosso mal.
«Anunciação», in Ordem Nova, 1 (1926), pp. 5-13.
(Texto adaptado)
1 revista fundada por, entre outros, Marcelo Caetano, e redigida, em grande medida, por jovens estudantes universitários.
2 elite.
1. Compare as duas perspetivas sobre as transformações socioculturais e de mentalidades ocorridas nas primeiras décadas do século XX, expressas nos documentos 1 e 2, quanto a dois aspetos em que se opõem.
Fundamente a sua resposta com excertos relevantes dos dois documentos.
Grupo III - 2 · Primeira Guerra Mundial, primeiro pós-guerra e mutações socioculturais dos anos 20
GRUPO III
TRANSFORMAÇÕES POLÍTICAS E SOCIOCULTURAIS NAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX
Documento 1
«A Idade do jazz-band », conferência realizada
por António Ferro 1 no Rio de Janeiro, 30 de julho de 1922
Eu não compreendo, de modo algum, a saudade doentia das outras épocas, a nostalgia
das idades mortas [...]. [...] Amemos a nossa hora tal qual ela foi gerada, com todas as suas
monstruosidades, com toda a sua luz e com toda a sua treva... [...] As carpideiras 2 dos
séculos mortos, múmias da tradição e do preconceito, censuram, como velhas rabugentas, o
5 artificialismo da nossa época. [...]
A arte moderna revolucionou a vida, proclamou a humanidade em tudo quanto existe e
em tudo quanto não existe. [...] Todos os seres, todas as coisas, tendem a ser artificializados
[...]. [...] Para essa artificialização [...] está contribuindo, notavelmente, o jazz-band... [...] No
jazz-band, como num écran, cabem todas as imagens da vida moderna. Cabem as ruas
10 barbáricas das grandes cidades, ruas doidas com olhos inconstantes nos placards luminosos
e fugidios, ruas elétricas, ruas possessas de automóveis [...]. [...] E cabe a própria vida, a vida
industrial, que é um jazz-band de roldanas, de guindastes e motores [...]. [...]
A dança é a ideia fixa da mulher, a ideia fixa do seu corpo. [...] As mulheres não amam,
dançam... [...] A valsa é a dança sentimental, romântica, a valsa tem o ritmo de uma declaração
15 de amor... [...] No fox-trot, porém, já não há romantismo, já não há timidez, há despreocupação,
alegria, camaradagem. [...] O shimmy é a dança bolchevista, a dança que socializa todas as
partes do corpo, que as torna iguais, que lhes dá a mesma importância, a mesma função
de alegria e de abandono... [...] Desde as suas toilettes [...] às danças modernas que elas
preferem, [...] as mulheres de hoje têm sido os modelos, os manequins da inquietação do
20 século, desta inquietação cinematográfica [...] que nos renova constantemente... [...]
A Europa envelheceu [...] com as emoções da guerra. [...] Foi a América que lhe valeu,
que lhe injetou, nas veias murchas, a vida artificial do jazz-band. [...] A América é [...],
neste momento, a luz elétrica do mundo! [...] [O]rgulhemo-nos da nossa Idade, da Idade do
jazz-band. O mundo, com a guerra, sofreu como nunca [...]. É justo que o mundo se desforre,
25 que o mundo role pelo espaço no fox-trot das esferas [...].
António Ferro, A Idade do jazz-band, Lisboa, Portugália Livraria-Editora, 1924,
2.ª edição, pp. 42-84. (Texto adaptado)
1 jornalista e escritor; integrou a geração d' Orpheu.
2 mulheres contratadas para chorar nos funerais.
Documento 2
Editorial de apresentação da revista Ordem Nova 1, março de 1926
« Não queirais conformar-vos com este século ». As palavras intimativas do Apóstolo
[S. Paulo] são ainda hoje a declaração de guerra que nós fazemos ao mundo moderno, [...]
cheio de todos os pecados, corroído por todos os vícios e tresandando odores fétidos de
podridão. [...] Não nos iludamos: esta sociedade que contempla embevecida as suas últimas
5 conquistas científicas, [...] esta sociedade sem senso moral, [...] de mulheres sem pudor [...],
não ouve verdades que lhe não sejam ditas em voz bem alta [...]. [...]
Será preciso que revivamos mais uma vez essa tragédia [...] que tem sido a democracia
com as suas mentiras [...] – o sufrágio universal, a soberania nacional, o parlamentarismo, a
opinião pública? [...] Quem, em face [...] das famílias dissolvidas, dos governos impotentes e
10 corruptos [...], da vida artificializada, da matéria triunfante, [...] se recusará a ouvir as palavras
do Apóstolo [...]? [...] Se pensarmos bem, os sinais [...] de reação contra o que é moderno
não são mais do que consequências da revolta do homem contra o anti-humanismo desta
civilização da máquina, que tem por seus patronos o Oiro, a Carne e o Poder.
Anti-humano, sim, consideramos nós esse liberalismo estúpido que se apossou de todas as
15 camadas sociais, [...] negando a força do sangue, a voz dos antepassados, pondo de parte a
tradição [...]. São anti-humanos esses burgueses asquerosos [...] que amam só o imediato [...].
Gente sem fé, [...] diferente da burguesia que nós queremos, formada de elites, classe social
[...] orientada e dirigida superiormente pelo escol 2 intelectual e moral da nação – a nobreza
rural, a Igreja, a tradição e a Inteligência! E que diremos desses pretensos intelectuais que
20 para aí pululam [...], de todos os que fazem «arte pela arte» ou «arte pela vida» sem saberem
o que é a vida! [...]
Por toda a parte o clamor se ergue pedindo um chefe. Entoa-se pela Europa fora o elogio
da Autoridade. Reconhecida a gravidade do momento, requer-se que, no cortejo que passa,
o chefe seja precedido do fascio [...]. [...] Somos contrarrevolucionários e vemos na reação
25 o único remédio para o nosso mal.
«Anunciação», in Ordem Nova, 1 (1926), pp. 5-13.
(Texto adaptado)
1 revista fundada por, entre outros, Marcelo Caetano, e redigida, em grande medida, por jovens estudantes universitários.
2 elite.
2. As afirmações seguintes, sobre o novo quadro geopolítico do primeiro pós-guerra, são todas verdadeiras.
Identifique as duas afirmações que podem ser comprovadas através da análise do documento 1.
Grupo III - 3 · Revolução Russa, crise de 1929 e regimes totalitários na Europa entre as guerras
GRUPO III
TRANSFORMAÇÕES POLÍTICAS E SOCIOCULTURAIS NAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX
Documento 1
«A Idade do jazz-band », conferência realizada
por António Ferro 1 no Rio de Janeiro, 30 de julho de 1922
Eu não compreendo, de modo algum, a saudade doentia das outras épocas, a nostalgia
das idades mortas [...]. [...] Amemos a nossa hora tal qual ela foi gerada, com todas as suas
monstruosidades, com toda a sua luz e com toda a sua treva... [...] As carpideiras 2 dos
séculos mortos, múmias da tradição e do preconceito, censuram, como velhas rabugentas, o
5 artificialismo da nossa época. [...]
A arte moderna revolucionou a vida, proclamou a humanidade em tudo quanto existe e
em tudo quanto não existe. [...] Todos os seres, todas as coisas, tendem a ser artificializados
[...]. [...] Para essa artificialização [...] está contribuindo, notavelmente, o jazz-band... [...] No
jazz-band, como num écran, cabem todas as imagens da vida moderna. Cabem as ruas
10 barbáricas das grandes cidades, ruas doidas com olhos inconstantes nos placards luminosos
e fugidios, ruas elétricas, ruas possessas de automóveis [...]. [...] E cabe a própria vida, a vida
industrial, que é um jazz-band de roldanas, de guindastes e motores [...]. [...]
A dança é a ideia fixa da mulher, a ideia fixa do seu corpo. [...] As mulheres não amam,
dançam... [...] A valsa é a dança sentimental, romântica, a valsa tem o ritmo de uma declaração
15 de amor... [...] No fox-trot, porém, já não há romantismo, já não há timidez, há despreocupação,
alegria, camaradagem. [...] O shimmy é a dança bolchevista, a dança que socializa todas as
partes do corpo, que as torna iguais, que lhes dá a mesma importância, a mesma função
de alegria e de abandono... [...] Desde as suas toilettes [...] às danças modernas que elas
preferem, [...] as mulheres de hoje têm sido os modelos, os manequins da inquietação do
20 século, desta inquietação cinematográfica [...] que nos renova constantemente... [...]
A Europa envelheceu [...] com as emoções da guerra. [...] Foi a América que lhe valeu,
que lhe injetou, nas veias murchas, a vida artificial do jazz-band. [...] A América é [...],
neste momento, a luz elétrica do mundo! [...] [O]rgulhemo-nos da nossa Idade, da Idade do
jazz-band. O mundo, com a guerra, sofreu como nunca [...]. É justo que o mundo se desforre,
25 que o mundo role pelo espaço no fox-trot das esferas [...].
António Ferro, A Idade do jazz-band, Lisboa, Portugália Livraria-Editora, 1924,
2.ª edição, pp. 42-84. (Texto adaptado)
1 jornalista e escritor; integrou a geração d' Orpheu.
2 mulheres contratadas para chorar nos funerais.
Documento 2
Editorial de apresentação da revista Ordem Nova 1, março de 1926
« Não queirais conformar-vos com este século ». As palavras intimativas do Apóstolo
[S. Paulo] são ainda hoje a declaração de guerra que nós fazemos ao mundo moderno, [...]
cheio de todos os pecados, corroído por todos os vícios e tresandando odores fétidos de
podridão. [...] Não nos iludamos: esta sociedade que contempla embevecida as suas últimas
5 conquistas científicas, [...] esta sociedade sem senso moral, [...] de mulheres sem pudor [...],
não ouve verdades que lhe não sejam ditas em voz bem alta [...]. [...]
Será preciso que revivamos mais uma vez essa tragédia [...] que tem sido a democracia
com as suas mentiras [...] – o sufrágio universal, a soberania nacional, o parlamentarismo, a
opinião pública? [...] Quem, em face [...] das famílias dissolvidas, dos governos impotentes e
10 corruptos [...], da vida artificializada, da matéria triunfante, [...] se recusará a ouvir as palavras
do Apóstolo [...]? [...] Se pensarmos bem, os sinais [...] de reação contra o que é moderno
não são mais do que consequências da revolta do homem contra o anti-humanismo desta
civilização da máquina, que tem por seus patronos o Oiro, a Carne e o Poder.
Anti-humano, sim, consideramos nós esse liberalismo estúpido que se apossou de todas as
15 camadas sociais, [...] negando a força do sangue, a voz dos antepassados, pondo de parte a
tradição [...]. São anti-humanos esses burgueses asquerosos [...] que amam só o imediato [...].
Gente sem fé, [...] diferente da burguesia que nós queremos, formada de elites, classe social
[...] orientada e dirigida superiormente pelo escol 2 intelectual e moral da nação – a nobreza
rural, a Igreja, a tradição e a Inteligência! E que diremos desses pretensos intelectuais que
20 para aí pululam [...], de todos os que fazem «arte pela arte» ou «arte pela vida» sem saberem
o que é a vida! [...]
Por toda a parte o clamor se ergue pedindo um chefe. Entoa-se pela Europa fora o elogio
da Autoridade. Reconhecida a gravidade do momento, requer-se que, no cortejo que passa,
o chefe seja precedido do fascio [...]. [...] Somos contrarrevolucionários e vemos na reação
25 o único remédio para o nosso mal.
«Anunciação», in Ordem Nova, 1 (1926), pp. 5-13.
(Texto adaptado)
1 revista fundada por, entre outros, Marcelo Caetano, e redigida, em grande medida, por jovens estudantes universitários.
2 elite.
3. Explicite duas características políticas dos movimentos autoritários que ascenderam ao poder na Europa dos anos 20 e 30.
Fundamente cada uma das características com um excerto relevante do documento 2.
Grupo III - 4 · Revolução Russa, crise de 1929 e regimes totalitários na Europa entre as guerras
4. Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada para cada espaço.
Na folha de respostas, escreva apenas as letras e o número que corresponde à opção selecionada em cada um dos casos.
No começo do século XX, também a Rússia atravessou mudanças políticas muito profundas: a revolução de fevereiro de 1917 e a subsequente abdicação do
a)
,
que levaram à formação de um governo provisório com um programa de carácter
b)
.
Contudo, a insatisfação crescente dos
c)
desencadeou, em outubro, uma outra revolução, liderada por
d)
,
que veio a culminar, mais tarde, na edificação do Estado da URSS.
Grupo III - 5 · Revolução Russa, crise de 1929 e regimes totalitários na Europa entre as guerras
GRUPO III
TRANSFORMAÇÕES POLÍTICAS E SOCIOCULTURAIS NAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX
Documento 1
«A Idade do jazz-band », conferência realizada
por António Ferro 1 no Rio de Janeiro, 30 de julho de 1922
Eu não compreendo, de modo algum, a saudade doentia das outras épocas, a nostalgia
das idades mortas [...]. [...] Amemos a nossa hora tal qual ela foi gerada, com todas as suas
monstruosidades, com toda a sua luz e com toda a sua treva... [...] As carpideiras 2 dos
séculos mortos, múmias da tradição e do preconceito, censuram, como velhas rabugentas, o
5 artificialismo da nossa época. [...]
A arte moderna revolucionou a vida, proclamou a humanidade em tudo quanto existe e
em tudo quanto não existe. [...] Todos os seres, todas as coisas, tendem a ser artificializados
[...]. [...] Para essa artificialização [...] está contribuindo, notavelmente, o jazz-band... [...] No
jazz-band, como num écran, cabem todas as imagens da vida moderna. Cabem as ruas
10 barbáricas das grandes cidades, ruas doidas com olhos inconstantes nos placards luminosos
e fugidios, ruas elétricas, ruas possessas de automóveis [...]. [...] E cabe a própria vida, a vida
industrial, que é um jazz-band de roldanas, de guindastes e motores [...]. [...]
A dança é a ideia fixa da mulher, a ideia fixa do seu corpo. [...] As mulheres não amam,
dançam... [...] A valsa é a dança sentimental, romântica, a valsa tem o ritmo de uma declaração
15 de amor... [...] No fox-trot, porém, já não há romantismo, já não há timidez, há despreocupação,
alegria, camaradagem. [...] O shimmy é a dança bolchevista, a dança que socializa todas as
partes do corpo, que as torna iguais, que lhes dá a mesma importância, a mesma função
de alegria e de abandono... [...] Desde as suas toilettes [...] às danças modernas que elas
preferem, [...] as mulheres de hoje têm sido os modelos, os manequins da inquietação do
20 século, desta inquietação cinematográfica [...] que nos renova constantemente... [...]
A Europa envelheceu [...] com as emoções da guerra. [...] Foi a América que lhe valeu,
que lhe injetou, nas veias murchas, a vida artificial do jazz-band. [...] A América é [...],
neste momento, a luz elétrica do mundo! [...] [O]rgulhemo-nos da nossa Idade, da Idade do
jazz-band. O mundo, com a guerra, sofreu como nunca [...]. É justo que o mundo se desforre,
25 que o mundo role pelo espaço no fox-trot das esferas [...].
António Ferro, A Idade do jazz-band, Lisboa, Portugália Livraria-Editora, 1924,
2.ª edição, pp. 42-84. (Texto adaptado)
1 jornalista e escritor; integrou a geração d' Orpheu.
2 mulheres contratadas para chorar nos funerais.
Documento 2
Editorial de apresentação da revista Ordem Nova 1, março de 1926
« Não queirais conformar-vos com este século ». As palavras intimativas do Apóstolo
[S. Paulo] são ainda hoje a declaração de guerra que nós fazemos ao mundo moderno, [...]
cheio de todos os pecados, corroído por todos os vícios e tresandando odores fétidos de
podridão. [...] Não nos iludamos: esta sociedade que contempla embevecida as suas últimas
5 conquistas científicas, [...] esta sociedade sem senso moral, [...] de mulheres sem pudor [...],
não ouve verdades que lhe não sejam ditas em voz bem alta [...]. [...]
Será preciso que revivamos mais uma vez essa tragédia [...] que tem sido a democracia
com as suas mentiras [...] – o sufrágio universal, a soberania nacional, o parlamentarismo, a
opinião pública? [...] Quem, em face [...] das famílias dissolvidas, dos governos impotentes e
10 corruptos [...], da vida artificializada, da matéria triunfante, [...] se recusará a ouvir as palavras
do Apóstolo [...]? [...] Se pensarmos bem, os sinais [...] de reação contra o que é moderno
não são mais do que consequências da revolta do homem contra o anti-humanismo desta
civilização da máquina, que tem por seus patronos o Oiro, a Carne e o Poder.
Anti-humano, sim, consideramos nós esse liberalismo estúpido que se apossou de todas as
15 camadas sociais, [...] negando a força do sangue, a voz dos antepassados, pondo de parte a
tradição [...]. São anti-humanos esses burgueses asquerosos [...] que amam só o imediato [...].
Gente sem fé, [...] diferente da burguesia que nós queremos, formada de elites, classe social
[...] orientada e dirigida superiormente pelo escol 2 intelectual e moral da nação – a nobreza
rural, a Igreja, a tradição e a Inteligência! E que diremos desses pretensos intelectuais que
20 para aí pululam [...], de todos os que fazem «arte pela arte» ou «arte pela vida» sem saberem
o que é a vida! [...]
Por toda a parte o clamor se ergue pedindo um chefe. Entoa-se pela Europa fora o elogio
da Autoridade. Reconhecida a gravidade do momento, requer-se que, no cortejo que passa,
o chefe seja precedido do fascio [...]. [...] Somos contrarrevolucionários e vemos na reação
25 o único remédio para o nosso mal.
«Anunciação», in Ordem Nova, 1 (1926), pp. 5-13.
(Texto adaptado)
1 revista fundada por, entre outros, Marcelo Caetano, e redigida, em grande medida, por jovens estudantes universitários.
2 elite.
5. Ao descrever um dos ritmos de dança apreciados pela sociedade do seu tempo (documento 1, linhas 16-18), António Ferro evoca o ideário soviético, nomeadamente
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Grupo IV - 1 · Portugal do segundo pós-guerra à democracia: Estado Novo, guerra colonial e 25 de Abril
GRUPO IV
PORTUGAL, DO SEGUNDO PÓS-GUERRA À REVOLUÇÃO DE ABRIL
Documento 1
Fontes: Pedro Lains, Os progressos do atraso. Uma nova história económica de Portugal, 1842-1992, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2003, p. 253; Nuno Valério (coord.), Estatísticas históricas portuguesas, Lisboa, INE, 2001, vol. 1, pp. 179-180 e 525; Fernando Rosas, História de Portugal, vol. 7 – O Estado Novo (1926-1974), Lisboa, Círculo de Leitores, 1994, p. 469.
Documento 2
Fontes: Daniel Melo, A leitura pública no Portugal contemporâneo, 1926-1987, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2004, pp. 73-75; www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_main; https://info.dgeec.medu.pt/75anos-estatisticas-educacao-portugal/66 (consultado em setembro de 2024).
Documento 3
Reflexões sobre a situação de Portugal, do salazarismo ao marcelismo, pelo Conselho Coordenador da SEDES 1, 31 de julho de 1972
Desde 1960, abandonaram a metrópole um milhão e cem mil portugueses. [...] Seremos verdadeiramente incapazes de criar entre nós condições de vida [...] que dispensem tão grande número de procurar no estrangeiro um futuro melhor? [...]
Ano a ano nos viemos aproximando inevitavelmente da integração na Europa. [...]
5 Aproximou-se do seu termo a experiência EFTA e impôs-se com total evidência a necessidade de associação ao Mercado Comum. [...] Porque não aproveitámos seriamente os derradeiros anos de protecionismo [...], enquanto outros países desenvolvem quanto está em sua mão para alargar o comércio simultaneamente em todos os continentes? [...]
Incapazes de lhes criar uma base económica suficiente, assistimos ao ininterrupto
10 despovoamento de concelhos e distritos. Mas também esta evolução era de há muito previsível, conhecida a dependência de mais de 75% da sua população em relação a uma agricultura a que o futuro se fechava. [...] Num território economicamente em regressão, constituem exceções a aglomeração do Porto e [...] a de Lisboa. Desde 1960, [...] construíram-se dezenas de milhares de novas habitações [...]. Infelizmente [...], adotaram-se monstruosas soluções
15 urbanísticas em todos os arredores [...]. [...]
Não é certamente por falta de recursos nem de capacidade técnica que não avançámos mais depressa e mais harmonicamente. Entre nós, [...] são também abundantes os recursos financeiros não votados ao desenvolvimento [...] [e] imperfeitamente orientadas as remessas dos emigrantes, em prejuízo próprio, das suas regiões e do país em geral [...]. [...] A experiência
20 dos diversos Planos de Fomento constitui experiência iniludível 2. [...] Quantas vezes em congressos, ao longo de anos [...], se analisaram e propuseram ações para os principais problemas que hoje defrontamos? [...]
Em contraste, observa-se a excessiva polarização pelo problema ultramarino e a sobrevalorização da estabilidade [...]. [...] Queremos sim um equilíbrio capaz de assegurar o
25 lugar a que os portugueses e o país têm direito no mundo de hoje. [...] Implica [...] o abandono da ilusão de que é possível compartimentar a sociedade: pretender fazer política de progresso em algum ou alguns sectores e política de conservadorismo nos restantes [...].
Emídio Rui Vilar e António Sousa Gomes, SEDES: dossier 70/72, Lisboa, Moraes Editores, 1973, pp. 171-185. (Texto adaptado)
1 Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, fundada em 1970.
2 evidente, inquestionável.
1. Desenvolva o tema Crescimento económico, transformação social e modernização de Portugal, 1953-1973, articulando os tópicos de orientação seguintes:
prioridades e constrangimentos da política económica portuguesa;
dinâmicas demográficas, mudanças socioculturais e de mentalidades.
Na sua resposta,
apresente três elementos para cada tópico de orientação;
evidencie a relação entre os elementos dos dois tópicos, explorando, pelo menos, duas linhas de análise;
integre, pelo menos, uma informação relevante de cada um dos documentos 1, 2 e 3.
Grupo IV - 2 · Portugal do segundo pós-guerra à democracia: Estado Novo, guerra colonial e 25 de Abril
GRUPO IV
PORTUGAL, DO SEGUNDO PÓS-GUERRA À REVOLUÇÃO DE ABRIL
Documento 1
Fontes: Pedro Lains, Os progressos do atraso. Uma nova história económica de Portugal, 1842-1992, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2003, p. 253; Nuno Valério (coord.), Estatísticas históricas portuguesas, Lisboa, INE, 2001, vol. 1, pp. 179-180 e 525; Fernando Rosas, História de Portugal, vol. 7 – O Estado Novo (1926-1974), Lisboa, Círculo de Leitores, 1994, p. 469.
Documento 2
Fontes: Daniel Melo, A leitura pública no Portugal contemporâneo, 1926-1987, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2004, pp. 73-75; www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_main; https://info.dgeec.medu.pt/75anos-estatisticas-educacao-portugal/66 (consultado em setembro de 2024).
Documento 3
Reflexões sobre a situação de Portugal, do salazarismo ao marcelismo, pelo Conselho Coordenador da SEDES 1, 31 de julho de 1972
Desde 1960, abandonaram a metrópole um milhão e cem mil portugueses. [...] Seremos verdadeiramente incapazes de criar entre nós condições de vida [...] que dispensem tão grande número de procurar no estrangeiro um futuro melhor? [...]
Ano a ano nos viemos aproximando inevitavelmente da integração na Europa. [...]
5 Aproximou-se do seu termo a experiência EFTA e impôs-se com total evidência a necessidade de associação ao Mercado Comum. [...] Porque não aproveitámos seriamente os derradeiros anos de protecionismo [...], enquanto outros países desenvolvem quanto está em sua mão para alargar o comércio simultaneamente em todos os continentes? [...]
Incapazes de lhes criar uma base económica suficiente, assistimos ao ininterrupto
10 despovoamento de concelhos e distritos. Mas também esta evolução era de há muito previsível, conhecida a dependência de mais de 75% da sua população em relação a uma agricultura a que o futuro se fechava. [...] Num território economicamente em regressão, constituem exceções a aglomeração do Porto e [...] a de Lisboa. Desde 1960, [...] construíram-se dezenas de milhares de novas habitações [...]. Infelizmente [...], adotaram-se monstruosas soluções
15 urbanísticas em todos os arredores [...]. [...]
Não é certamente por falta de recursos nem de capacidade técnica que não avançámos mais depressa e mais harmonicamente. Entre nós, [...] são também abundantes os recursos financeiros não votados ao desenvolvimento [...] [e] imperfeitamente orientadas as remessas dos emigrantes, em prejuízo próprio, das suas regiões e do país em geral [...]. [...] A experiência
20 dos diversos Planos de Fomento constitui experiência iniludível 2. [...] Quantas vezes em congressos, ao longo de anos [...], se analisaram e propuseram ações para os principais problemas que hoje defrontamos? [...]
Em contraste, observa-se a excessiva polarização pelo problema ultramarino e a sobrevalorização da estabilidade [...]. [...] Queremos sim um equilíbrio capaz de assegurar o
25 lugar a que os portugueses e o país têm direito no mundo de hoje. [...] Implica [...] o abandono da ilusão de que é possível compartimentar a sociedade: pretender fazer política de progresso em algum ou alguns sectores e política de conservadorismo nos restantes [...].
Emídio Rui Vilar e António Sousa Gomes, SEDES: dossier 70/72, Lisboa, Moraes Editores, 1973, pp. 171-185. (Texto adaptado)
1 Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, fundada em 1970.
2 evidente, inquestionável.
2. Um fator que acentuou a erosão política do Estado Novo durante o marcelismo, refletido no documento 3 (linha 23), consistiu
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Grupo IV - 3 · Portugal do segundo pós-guerra à democracia: Estado Novo, guerra colonial e 25 de Abril
3. Considere as afirmações seguintes sobre o Processo Revolucionário em Curso (PREC), tendo por termo de comparação o período do marcelismo.
I.
A maior parte das grandes empresas e das instituições financeiras estava nacionalizada.
II.
O sufrágio universal e o pluripartidarismo asseguravam a participação política dos cidadãos.
III.
Os militares desempenhavam um papel de destaque nas dinâmicas políticas do país.
Selecione a opção que avalia corretamente as afirmações, considerando as ruturas e as continuidades entre os dois períodos.
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