Grupo I - 19 · Exame Nacional Biologia e Geologia 2.ª fase 2026

Tema: Biodiversidade, evolução e sistemática · Do exame 2.ª fase (2026)

Enunciado

Texto 3

A acácia-de-espigas ( Acacia longifolia) é uma árvore originária da Austrália, que foi introduzida em Portugal há várias décadas para ajudar a fixar as dunas e também como planta ornamental. No entanto, tornou-se uma espécie invasora com grande disseminação.

Atualmente, está a ser avaliada uma solução alternativa aos métodos tradicionais de combate a espécies de plantas invasoras: o controlo biológico, que consiste em utilizar um agente de controlo natural da planta invasora para limitar o seu crescimento ou a sua reprodução. O agente de biocontrolo escolhido foi o inseto Trichilogaster acaciaelongifoliae, uma pequena vespa australiana. Esta vespa deposita os ovos nas gemas florais da acácia (as estruturas que dariam origem às flores). No local onde são depositados os ovos, é induzida a multiplicação das células dos tecidos da planta, o que origina galhas, estruturas que servem de proteção e de nutrição aos insetos em desenvolvimento.

Entre 2015 e 2019, foram libertadas 3567 vespas em 61 locais diferentes, ao longo de cerca de 700 km da costa portuguesa.

Para estudar com pormenor o impacto desta vespa em A. longifolia, os cientistas selecionaram três áreas representativas, onde era possível recolherem dados de maneira controlada. Nestes locais, marcaram árvores e, em ramos selecionados, procederam à contagem do número de vagens (frutos), do número de sementes, do número de ramos secundários e do número de filódios.

A Figura 3A ilustra o procedimento experimental, e no gráfico da Figura 3B encontram-se os resultados obtidos entre 2018 e 2020. A escala das ordenadas representa a variação média do impacto da ação da vespa, por ano. Uma variação igual a 1 significa que não houve alteração dos valores registados em anos consecutivos. Uma variação superior ou inferior a 1 significa que ocorreu um aumento ou uma diminuição dos valores registados, respetivamente.

Figura 3

Baseado em: F. López-Núñez et al., «Establishment, spread and early impacts of the first biocontrol agent against an invasive plant in continental Europe», in Journal of Environmental Management, 290, 2021.

19. Segundo uma perspetiva darwinista, os insetos capazes de induzir a formação de galhas em espécies vegetais específicas resultaram

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  1. da maior reprodução de insetos com capacidade de inibir a divisão celular mitótica nos tecidos vegetais.
  2. da seleção natural de insetos com mutações que facilitaram a realização de parte do seu ciclo de vida nos tecidos vegetais.
  3. da existência de uma população ancestral de insetos com diferentes capacidades de induzir a formação de galhas em determinadas plantas.
  4. da necessidade de os insetos protegerem os seus ovos, desenvolvendo a capacidade de os depositarem em determinadas plantas.

Enunciado: Grupo I - 19 · Exame Nacional Biologia e Geologia 2.ª fase 2026

Resolução

Segundo os critérios oficiais de classificação

19. Segundo uma perspetiva darwinista, os insetos capazes de induzir a formação de galhas em espécies vegetais específicas resultaram

Resposta: (C) da existência de uma população ancestral de insetos com diferentes capacidades de induzir a formação de galhas em determinadas plantas.

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