Grupo I - 15 · Exame Nacional Biologia e Geologia 2.ª fase 2026
Tema: Fotossíntese, quimiossíntese, fermentação e respiração · Do exame 2.ª fase (2026)
Enunciado
Texto 2
A costa sudoeste portuguesa foi classificada como Sítio de Importância Comunitária, porque é uma das poucas regiões da Europa onde ainda se preservam zonas costeiras selvagens e habitats naturais bem conservados. Graças a esta distinção foi criado o Projeto LIFE Charcos, para proteger os charcos temporários mediterrânicos (CTM).
Os CTM formam-se em depressões pouco profundas que apresentam uma alternância sazonal entre uma fase seca e uma fase inundada. A água provém das chuvas e das águas subterrâneas dos aquíferos, que asseguram o hidroperíodo – o tempo em que o charco permanece com água. Na Figura 2, estão representadas de modo simplificado as duas fases de enchimento de um CTM.
Estes habitats albergam espécies adaptadas à variação sazonal da disponibilidade de água. A flora inclui o feto Isoetes histrix, nas margens do charco, o junco Juncus emmanuelis, nas zonas intermédias, e o cardo-de-bicos-azuis ( Eryngium corniculatum), nas zonas mais profundas.
A fauna é igualmente diversificada, destacando-se: o camarão-girino Triops vicentinus, uma espécie aquática e endémica do sudoeste português, existindo exclusivamente nos charcos localizados entre os concelhos de Vila do Bispo e de Faro; o sapinho-de-verrugas-verdes-lusitânico ( Pelodytes atlanticus), cujas larvas (girinos) se alimentam de detritos e de algas; e o morcego-orelhudo-castanho ( Plecotus auritus), que utiliza os charcos como área de alimentação.
Atualmente, estes habitats encontram-se em declínio, uma vez que estão sujeitos a diversas ameaças, como a alteração da dinâmica hidrogeológica e a proliferação de espécies exóticas invasoras, nomeadamente a acácia-de-espigas ( Acacia longifolia), que comprometem a sua sustentabilidade.
Figura 2
Baseado em: «Conservação dos Charcos Temporários da Costa Sudoeste de Portugal», LIFE12 NAT/PT/997, 2016; em: N. Salvador et al., «Identificação de lagoas temporárias mediterrânicas em Portugal. Uma contribuição para a caracterização dos ecossistemas dependentes de águas subterrâneas na Península Ibérica», in VII Congreso Ibérico sobre Gestión y Planificación del Agua, 2011; em: N. Salvador et al., Charcos temporários mediterránicos do SIC Costa Sudoeste de Portugal, 13.º Congresso da Água, 2016; e em: C. Cruz et al., Charcos Temporários do Sul de Portugal, Universidade de Évora, 2011.
15. Associe cada uma das etapas relacionadas com a respiração aeróbia nas células do sapo Pelodytes atlanticus, descritas na Coluna I, aos respetivos locais da célula onde ocorrem, que constam na Coluna II.
A cada letra corresponde apenas um número.
COLUNA I · COLUNA II
(a) Ocorrência de reações de descarboxilação.
· ()
(b) Fluxo de eletrões na cadeia respiratória.
(c) Formação de ácido pirúvico.

Resolução
Segundo os critérios oficiais de classificação
15. Associe cada uma das etapas relacionadas com a respiração aeróbia nas células do sapo Pelodytes atlanticus, descritas na Coluna I, aos respetivos locais da célula onde ocorrem, que constam na Coluna II.
Resposta: (a) -> (3); (b) -> (5); (c) -> (2)
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