Grupo I · Exame Nacional Biologia e Geologia 1.ª fase 2025
Tema: Biodiversidade, evolução e sistemática · Do exame 1.ª fase (2025)
Enunciado
Texto 2
No Algarve, a linha de costa que existia há cerca de 20-25 mil anos, durante a última glaciação, está atualmente submersa, desenvolvendo-se nesse local um recife rochoso costeiro. Este recife foi classificado, em janeiro de 2024, como Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado (PNMRA-PV).
Vários estudos científicos identificaram esta zona como uma das áreas com maior diversidade biológica da região, onde é possível observar muitas espécies com interesse comercial e outras sujeitas a medidas de proteção. Este parque natural alberga espécies únicas, algumas delas novas para a Ciência, e funciona como maternidade e porto de abrigo para muitos outros seres vivos. De entre os valores naturais que se pretende preservar neste ecossistema, destacam-se espécies como o mero ( Epinephelus marginatus) e habitats prioritários, como as pradarias de ervas-marinhas, os bancos de Maerl (aglomerados de algas calcárias) e os jardins de gorgónias (corais em forma de leque).
O Recife do Algarve, localizado a baixa profundidade, está sujeito a uma elevada pressão humana, relacionada com a pesca e com o turismo.
Neste parque natural, foram definidas zonas com diferentes níveis de proteção. Este zonamento resultou de um processo participativo, que envolveu a comunidade local, dinamizado pela Fundação Oceano Azul. Neste processo, foram considerados os estudos disponíveis sobre os valores naturais e sobre a utilização humana do espaço, efetuados pelo Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, as regras internacionais de implementação de Áreas Marinhas Protegidas e os interesses dos agentes económicos.
A Figura 2 representa a localização do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, algumas espécies de peixes com interesse económico e ecológico, e a delimitação das zonas de proteção, considerando as atividades humanas que nelas são permitidas ou proibidas.
Baseado em: «Pedido de Criação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, AMPIC – Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário», Fundação Oceano Azul, 2021; e em: www.nationalgeographic.pt/meio-ambiente/recife-pedra-do-valado-um-tesouro-submarino-no-algarve_2692 (consultado em outubro de 2024).
12.
No que diz respeito às categorias taxonómicas, o mero, Epinephelus marginatus, e a garoupa-legítima, Epinephelus aeneus, pertencem
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13.
O mero é um peixe hermafrodita. Quando existe um elevado número de fêmeas juvenis, algumas convertem-se em machos.
Na perspetiva lamarckista, o hermafroditismo do mero explica-se devido à
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Resolução
Segundo os critérios oficiais de classificação
12. No que diz respeito às categorias taxonómicas, o mero, Epinephelus marginatus, e a garoupa-legítima, Epinephelus aeneus, pertencem
Resposta: (C) ao mesmo género e à mesma família.
13. Na perspetiva lamarckista, o hermafroditismo do mero explica-se devido à
Resposta: (D) necessidade de as fêmeas produzirem gâmetas masculinos, assegurando a sua reprodução.
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