Grupo I - 14 · Exame Nacional Biologia e Geologia Época especial 2023
Tema: DNA, síntese proteica e mitose · Do exame Época especial (2023)
Enunciado
Texto 2
A Mata Nacional do Buçaco (MNB), cuja localização está assinalada na Figura 1 (página 2), constitui um património de valor incalculável. A mata está organizada em várias unidades de paisagem, entre as quais o Vale dos Fetos e a Mata Climácica. Esta última é uma formação vegetal, de plantas autóctones 1, que conserva as características típicas da floresta primitiva que existia nesta região antes da ocupação humana.
O Vale dos Fetos, um vale encaixado que se desenvolve ao longo de uma falha, é uma das zonas mais sombrias e frescas da MNB, onde se pode encontrar uma grande diversidade de musgos. Os musgos são plantas não vasculares, com a geração gametófita mais desenvolvida do que a geração esporófita e com anterozoides (gâmetas masculinos) biflagelados.
Em locais soalheiros e secos, abundam plantas de folhas carnudas pertencentes ao género Sedum. Estas plantas suculentas abrem os estomas apenas durante a noite e, por ação da enzima PEP carboxilase presente no citosol, o dióxido de carbono absorvido é armazenado nos vacúolos, sob a forma de ácido málico (). Durante o dia, o ácido málico armazenado é transportado para os cloroplastos, onde é descarboxilado.
Na mata, na proximidade de pequenos ribeiros de águas límpidas e correntes, habita a salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica, da família Salamandridae, uma espécie endémica do noroeste da Península Ibérica. Os indivíduos adultos desta espécie alimentam-se de pequenos insetos, aracnídeos e moluscos, e apresentam uma capacidade pouco comum nos anfíbios: libertam a cauda quando ameaçados (autotomia), regenerando-a posteriormente. A salamandra-lusitânica, que se distingue de outras espécies de salamandras por apresentar um corpo estreito e alongado, pode atingir na fase adulta 15 cm de comprimento, dos quais dois terços correspondem à cauda, e possui respiração essencialmente cutânea, pois não tem pulmões funcionais.
Baseado em: L. Lopes, «Flora e Vegetação da Mata Climácica do Buçaco», dissertação de mestrado em Biologia Aplicada, Departamento de Biologia, Universidade de Aveiro, 2012; em: J. Alexandrino, «Diversidade Genética e Morfológica na Salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica (Amphibia: Urodela). Biogeografia Histórica, Implicações Taxonómicas e Conservação.», dissertação de doutoramento em Biologia, Faculdade de Ciências, Universidade do Porto, 2000; e em: www.fmb.pt/v2/pt/a-mata/patrimonio-natural (consultado em janeiro de 2022).
Nota:
1 Autóctone – espécie nativa, ou seja, natural de um determinado ecossistema ou de uma dada região.
14. A salamandra-lusitânica recorre a dois mecanismos diferentes de divisão celular, um para se reproduzir e outro para regenerar a sua cauda.
Associe aos mecanismos de divisão, apresentados na Coluna I, os acontecimentos descritos na Coluna II que lhes correspondem.
Cada um dos números deve ser associado apenas a uma letra, e todos os números devem ser utilizados.
COLUNA I
COLUNA II
(a) Apenas na mitose
(b) Apenas na meiose
(c) Na mitose e na meiose
()

Resolução
Segundo os critérios oficiais de classificação
14. Associe aos mecanismos de divisão, apresentados na Coluna I, os acontecimentos descritos na Coluna II que lhes correspondem.
Resposta: (a) – (3), (7); (b) – (2), (5), (6); (c) – (1), (4)
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