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Examen de Portugués PAU Andalucía 2019 · Extraordinaria Titular (Admisión) 2
Examen de Portugués de Selectividad de Andalucía (PAU/PEvAU) 2019, Extraordinaria Titular (Admisión) 2 (julio): 3 problemas con solución. Gratis.
Temas del examen: Comprensión lectora · Gramática y estructuras lingüísticas · Expresión escrita
Ejercicio Opção A - A. Compreensão · Comprensión lectora
OPÇÃO A
Museu interior
Não sei qual foi o primeiro museu que visitei. Sei qual foi o primeiro museu que me lembro de ter visitado: Museu dos Coches, excursão da segunda classe.
Passávamos o ano inteiro à espera dessas excursões. Na véspera, custava-nos adormecer. Acordava muito cedo e, às sete da manhã, já avançava pelas ruas a caminho da escola. Nesse dia, não usava bata e levava uma mala cor de laranja a tiracolo, que a minha mãe tinha enchido com sandes embrulhadas em guardanapos de pano, uma caixa de plástico com ovos mexidos e salsichas cortadas às rodelas, um garfo, fruta e duas ou três latas de leite com chocolate. A minha mãe dava-me uma nota de cinquenta escudos e eu levava algumas das moedas que amealhava numa bolsa.
No Museu, caminhávamos de mãos dadas e admirávamo-nos com tudo o que as professoras diziam sobre reis, acreditávamos em tudo. Para nós, estarmos ali naquele lugar solene, a olhar para aqueles coches que tinham transportado reis, era importante e tenho a certeza de que nos mudou a todos.
A seguir, almoçámos num banco do Jardim Zoológico. Depois de vermos os animais – o elefante a levar-nos as moedas de vinte e cinco tostões para tocar a sineta, a tromba a tocar-nos na palma da mão – fomos para a Feira Popular. Havia já muitas diversões a funcionar, mas as professoras não nos deixavam andar em quase nenhuma e, além disso, muito poucos tinham dinheiro suficiente. Utilizei a nota e as moedas que tinha para comprar prendas inúteis para a minha mãe e para as minhas irmãs. Lembro-me que comprei um corta-unhas, que tinha o desenho de uma pequena boneca, com uma blusa vermelha e um turbante verde.
Sou capaz de recordar-me com bastante clareza de todos estes pormenores. Caminho dentro de mim com o mesmo espanto e comoção com que, nessa altura, passeava pelo museu.
José Luís Peixoto, "Abraço" (consultado em "pontedosor.blogspot.com") (adaptado)
A. COMPREENSÃO (4 pontos; 1 ponto por cada pergunta)
1. Responda às seguintes perguntas sobre o texto, usando as suas próprias palavras:
1.1.
O narrador recorda uma viagem. Explique de que tipo de viagem se trata (com quem foi, transporte, o que visitou...)
1.2.
Como conseguiu o menino o dinheiro que levou para a viagem? Para que o usou?
2. Indique se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas. Justifique a resposta com palavras do texto.
2.1.
No dia anterior à viagem, os meninos deitavam-se e dormiam imediatamente.
2.2.
O menino levava merenda para comer na viagem.
Ejercicio Opção A - B. Uso da Língua · Gramática y estructuras lingüísticas
OPÇÃO A
Museu interior
Não sei qual foi o primeiro museu que visitei. Sei qual foi o primeiro museu que me lembro de ter visitado: Museu dos Coches, excursão da segunda classe.
Passávamos o ano inteiro à espera dessas excursões. Na véspera, custava-nos adormecer. Acordava muito cedo e, às sete da manhã, já avançava pelas ruas a caminho da escola. Nesse dia, não usava bata e levava uma mala cor de laranja a tiracolo, que a minha mãe tinha enchido com sandes embrulhadas em guardanapos de pano, uma caixa de plástico com ovos mexidos e salsichas cortadas às rodelas, um garfo, fruta e duas ou três latas de leite com chocolate. A minha mãe dava-me uma nota de cinquenta escudos e eu levava algumas das moedas que amealhava numa bolsa.
No Museu, caminhávamos de mãos dadas e admirávamo-nos com tudo o que as professoras diziam sobre reis, acreditávamos em tudo. Para nós, estarmos ali naquele lugar solene, a olhar para aqueles coches que tinham transportado reis, era importante e tenho a certeza de que nos mudou a todos.
A seguir, almoçámos num banco do Jardim Zoológico. Depois de vermos os animais – o elefante a levar-nos as moedas de vinte e cinco tostões para tocar a sineta, a tromba a tocar-nos na palma da mão – fomos para a Feira Popular. Havia já muitas diversões a funcionar, mas as professoras não nos deixavam andar em quase nenhuma e, além disso, muito poucos tinham dinheiro suficiente. Utilizei a nota e as moedas que tinha para comprar prendas inúteis para a minha mãe e para as minhas irmãs. Lembro-me que comprei um corta-unhas, que tinha o desenho de uma pequena boneca, com uma blusa vermelha e um turbante verde.
Sou capaz de recordar-me com bastante clareza de todos estes pormenores. Caminho dentro de mim com o mesmo espanto e comoção com que, nessa altura, passeava pelo museu.
José Luís Peixoto, "Abraço" (consultado em "pontedosor.blogspot.com") (adaptado)
B. USO DA LÍNGUA (3 pontos; 0,5 por cada pergunta)
1.
Encontre no texto um antónimo (contrário) das seguintes palavras: "esqueço", "dormia".
2.
Encontre no texto uma palavra que signifique: "juntava ou poupava dinheiro".
3.
No texto aparece a palavra "garfo", que é o nome de um dos utensílios usados habitualmente para comer. Indique outros quatro utensílios que usamos, às refeições, para comer ou beber.
4.
Faça uma frase usando as seguintes palavras: (deve usá-las todas e pode usar outras que não estão na lista)
ONTEM/ ENQUANTO / ELES / PÔR A MESA/ NÓS/ PREPARAR O JANTAR
5.
Complete, conjugando os verbos indicados no presente do indicativo:
Eu trabalho numa loja. Habitualmente (eu) (SAIR) do trabalho às duas e tenho a tarde livre. Durante a tarde, vou habitualmente passear para o jardim, (eu) (LER) livros ou revistas, (eu) (FAZER) ginástica e (eu) (OUVIR) música.
6.
Responda às seguintes perguntas, conjugando o verbo e usando os pronomes pessoais (complemento direto), como no exemplo:
"Onde vais passar as férias ? Vou passá-las no Algarve, na praia."
Ejercicio Opção A - C. Composição · Expresión escrita
C. COMPOSIÇÃO (3 pontos)
Escreva cerca de 120 palavras sobre o seguinte tema:
Conte uma viagem que tenha sido especial para si.
Ejercicio Opção B - A. Compreensão · Comprensión lectora
OPÇÃO B
Agarrados às redes
Sempre que publicava fotografias nas redes sociais, Vânia ficava ansiosamente à espera das reações. “Era muito dependente dos ‘gostos’ dos meus seguidores”, admite. “Tornava-se viciante.” Apenas fazia um par de partilhas por dia, mas estava constantemente atenta ao que lá se passava. Chegou a contabilizar nove horas diárias agarrada ao telemóvel. “Jantava com a minha família, via um filme ou ia ao café e, ao mesmo tempo, estava na rede, não desligava”.
Até que teve de tomar uma decisão: ou escolhia a vida virtual que tinha criado ou a vida real. Optou pela segunda. Algumas das mudanças implicam, por exemplo, colocar o telefone em modo noturno a partir das nove e nunca o levar para o quarto quando se deita. Também passou a jantar sem telefone na mesa, e as notificações foram todas desligadas. “Consigo ter um dia por semana livre de redes sociais, e dois domingos por mês mantenho tudo desligado.” Em 2017, o ano do grande “detox”, leu 24 livros. No ano anterior, não tinha lido nenhum.
Recuperar o controlo sobre os dados e o tempo são os objetivos do movimento “detox (ou desintoxicação) digital”. Bárbara Miranda é uma das pioneiras em Portugal. Há três anos, abriu um alojamento livre de tecnologia, que funciona numa quinta. À chegada, os hóspedes são convidados a deixarem os telemóveis num cacifo. Por isso, no momento da reserva, os clientes são alertados para levarem na bagagem todos os objetos que habitualmente concentram no smartphone, como relógio, livros, papel e caneta ou máquina fotográfica. “Muitos procuravam desculpas para usarem o telefone, como precisarem do GPS. Passámos a pedir-lhes para trazerem mapas”, conta.
Este pretende ser um movimento de consciencialização para a importância de estar realmente presente. Bárbara quer contrariar o desaparecimento das conversas espontâneas: “Muitos dos hóspedes ficam constrangidos no momento de falarem com desconhecidos, porque estão habituados a refugiarem-se atrás do ecrã”.
Vânia Maia, “Visão” (adaptado)
A. COMPREENSÃO (4 pontos; 1 ponto por cada pergunta)
1. Responda às seguintes perguntas sobre o texto, usando as suas próprias palavras:
1.1.
Como era antes e como é agora a relação de Vânia com o telemóvel e as redes sociais?
1.2.
O que é o movimento “detox digital”? Dê exemplos de como funciona, por exemplo, no hotel de Bárbara.
2. Indique se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas. Justifique a resposta com palavras do texto.
2.1.
Vânia continua a usar o telemóvel à noite, antes de dormir.
2.2.
Os clientes do alojamento de Bárbara não têm problemas em falar com pessoas que não conhecem.
Ejercicio Opção B - B. Uso da Língua · Gramática y estructuras lingüísticas
OPÇÃO B
Agarrados às redes
Sempre que publicava fotografias nas redes sociais, Vânia ficava ansiosamente à espera das reações. “Era muito dependente dos ‘gostos’ dos meus seguidores”, admite. “Tornava-se viciante.” Apenas fazia um par de partilhas por dia, mas estava constantemente atenta ao que lá se passava. Chegou a contabilizar nove horas diárias agarrada ao telemóvel. “Jantava com a minha família, via um filme ou ia ao café e, ao mesmo tempo, estava na rede, não desligava”.
Até que teve de tomar uma decisão: ou escolhia a vida virtual que tinha criado ou a vida real. Optou pela segunda. Algumas das mudanças implicam, por exemplo, colocar o telefone em modo noturno a partir das nove e nunca o levar para o quarto quando se deita. Também passou a jantar sem telefone na mesa, e as notificações foram todas desligadas. “Consigo ter um dia por semana livre de redes sociais, e dois domingos por mês mantenho tudo desligado.” Em 2017, o ano do grande “detox”, leu 24 livros. No ano anterior, não tinha lido nenhum.
Recuperar o controlo sobre os dados e o tempo são os objetivos do movimento “detox (ou desintoxicação) digital”. Bárbara Miranda é uma das pioneiras em Portugal. Há três anos, abriu um alojamento livre de tecnologia, que funciona numa quinta. À chegada, os hóspedes são convidados a deixarem os telemóveis num cacifo. Por isso, no momento da reserva, os clientes são alertados para levarem na bagagem todos os objetos que habitualmente concentram no smartphone, como relógio, livros, papel e caneta ou máquina fotográfica. “Muitos procuravam desculpas para usarem o telefone, como precisarem do GPS. Passámos a pedir-lhes para trazerem mapas”, conta.
Este pretende ser um movimento de consciencialização para a importância de estar realmente presente. Bárbara quer contrariar o desaparecimento das conversas espontâneas: “Muitos dos hóspedes ficam constrangidos no momento de falarem com desconhecidos, porque estão habituados a refugiarem-se atrás do ecrã”.
Vânia Maia, “Visão” (adaptado)
B. USO DA LÍNGUA (3 pontos; 0,5 por cada pergunta)
1.
Passe as seguintes palavras para o plural: “papel”, “decisão”
2.
Encontre no texto uma palavra que signifique:
3.
Passe a seguinte frase para a voz passiva: “Os alunos entregaram o trabalho ao professor hoje na aula”.
4.
Complete as seguintes frases com as preposições e artigos necessários:
a) Não gosto muito de andar carro, por isso, sempre que posso, prefiro ir trabalhar bicicleta.
b) Ontem, eles esqueceram-se chaves e tiveram de entrar em casa janela da cozinha.
5.
Complete com TUDO ou TODO(S) / TODA(S):
a) Já li os livros desse autor. Gosto muito dele.
b) Estive no Brasil este ano e gostei imenso de o que visitei.
6.
Complete a seguinte frase, conjugando os verbos indicados no Pretérito Imperfeito do Indicativo:
Quando eu era mais novo, fazia uma vida mais saudável do que agora. Nessa altura, (eu) não (FUMAR) e (IR) sempre a pé para o emprego.
Ejercicio Opção B - C. Composição · Expresión escrita
C. COMPOSIÇÃO (3 pontos)
Escreva cerca de 120 palavras sobre o seguinte tema:
Considera que, de modo geral, as pessoas fazem um uso responsável ou irresponsável das novas tecnologias, nomeadamente dos telemóveis e redes sociais? Fale também do seu caso particular.
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