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Examen de Portugués PAU Andalucía 2019 · Ordinaria Titular (Admisión) 1

Examen de Portugués de Selectividad de Andalucía (PAU/PEvAU) 2019, Ordinaria Titular (Admisión) 1 (junio): 3 problemas con solución. Gratis.

Temas del examen: Comprensión lectora · Gramática y estructuras lingüísticas · Expresión escrita

Ejercicio Exame 1 - Opção A - A. Compreensão · Comprensión lectora

OPÇÃO A

No paredão austero da Mundial, onde a prudência administrativa mandou pespegar uma lápida: “É proibido afixar anúncios nesta propriedade”, um miúdo de metro e meio de altura escreveu a carvão estas letras infamantes para a higiene do edifício: “Viva o Benfica”.

O miúdo não percebia de leis, pelos vistos. O miúdo só sabia que tinha uma mensagem para dizer, umas palavras que eram a ordem das coisas e a própria expressão do seu mundo: “Viva o Benfica”. E o miúdo escreveu-as. Em letras grandes, mal feitas, mas grandes e arrogantes. Limpou as mãos aos calções e ficou a espiar a sua obra. Faltava lá qualquer coisa. Tornou a pegar no carvão e escreveu: Manel. Responsável pela afirmação, o Manel não quis que ela ficasse anónima. Um polícia aproximou-se lentamente. Viu tudo. E, como as leis são feitas para se cumprirem, agarrou num braço do Manel.

Começou a juntar-se gente. Manel gritava e o polícia manifestava firmeza na mão e indiferença no olhar. Com razão ou sem ela, a verdade é que as pessoas que formavam roda penderam em simpatias e inclinações para o miúdo. O polícia, começou a pensar que “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”, que é um belo aforismo, muito profundo e muito reverente. Afroxou a pressão que fazia no braço do Manel. Afroxou, também, a tensão que se estabelecera entre as pessoas que miravam a cena. Manel deu por tudo isso, com os seus olhitos espertos e traquinas. E correu. E escapou-se. Antes, porém, de virar a esquina, voltou-se para trás e gritou para o polícia.

- Se calhar o sô guarda é do Sporting, não?

Baptista-Bastos, Cidade Diária (adaptado)

A. COMPREENSÃO (4 pontos; 1 ponto por cada pergunta)

1. Responda às seguintes perguntas sobre o texto, usando as suas próprias palavras:

1.1.

Que fez o Manel?

1.2.

Que atitude tomaram as pessoas?

2. Indique se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas. Justifique a resposta com palavras do texto.

2.1.

O polícia deixou fugir o Manel.

2.2.

Depois de escrever o Manel lavou as mãos.

Ejercicio Exame 1 - Opção A - B. Uso da língua · Gramática y estructuras lingüísticas

OPÇÃO A

No paredão austero da Mundial, onde a prudência administrativa mandou pespegar uma lápida: “É proibido afixar anúncios nesta propriedade”, um miúdo de metro e meio de altura escreveu a carvão estas letras infamantes para a higiene do edifício: “Viva o Benfica”.

O miúdo não percebia de leis, pelos vistos. O miúdo só sabia que tinha uma mensagem para dizer, umas palavras que eram a ordem das coisas e a própria expressão do seu mundo: “Viva o Benfica”. E o miúdo escreveu-as. Em letras grandes, mal feitas, mas grandes e arrogantes. Limpou as mãos aos calções e ficou a espiar a sua obra. Faltava lá qualquer coisa. Tornou a pegar no carvão e escreveu: Manel. Responsável pela afirmação, o Manel não quis que ela ficasse anónima. Um polícia aproximou-se lentamente. Viu tudo. E, como as leis são feitas para se cumprirem, agarrou num braço do Manel.

Começou a juntar-se gente. Manel gritava e o polícia manifestava firmeza na mão e indiferença no olhar. Com razão ou sem ela, a verdade é que as pessoas que formavam roda penderam em simpatias e inclinações para o miúdo. O polícia, começou a pensar que “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”, que é um belo aforismo, muito profundo e muito reverente. Afroxou a pressão que fazia no braço do Manel. Afroxou, também, a tensão que se estabelecera entre as pessoas que miravam a cena. Manel deu por tudo isso, com os seus olhitos espertos e traquinas. E correu. E escapou-se. Antes, porém, de virar a esquina, voltou-se para trás e gritou para o polícia.

- Se calhar o sô guarda é do Sporting, não?

Baptista-Bastos, Cidade Diária (adaptado)

B. USO DA LÍNGUA (3 pontos; 0,5 por cada pergunta)

1.

No texto aparecem as formas verbais “ficasse” e “fazia”. Indique a que tempo pertencem.

2.

Encontre no texto um sinónimo das palavras “menino” e “bonito”.

3.

Passe as seguintes palavras para o plural: “responsável” e “razão”.

4.

Escreva por extenso (em letra) os números seguintes: 253 e 564.

5.

Explique o significado da expressão que aparece no texto: “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”.

6.

Complete as frases com a preposição adequada:

Todos os amigos do André chegaram

a festa a horas

A Cristina gosta muito

cozinhar e já começou

preparar o almoço.

Ejercicio Exame 1 - Opção A - C. Composição · Expresión escrita

OPÇÃO A

No paredão austero da Mundial, onde a prudência administrativa mandou pespegar uma lápida: “É proibido afixar anúncios nesta propriedade”, um miúdo de metro e meio de altura escreveu a carvão estas letras infamantes para a higiene do edifício: “Viva o Benfica”.

O miúdo não percebia de leis, pelos vistos. O miúdo só sabia que tinha uma mensagem para dizer, umas palavras que eram a ordem das coisas e a própria expressão do seu mundo: “Viva o Benfica”. E o miúdo escreveu-as. Em letras grandes, mal feitas, mas grandes e arrogantes. Limpou as mãos aos calções e ficou a espiar a sua obra. Faltava lá qualquer coisa. Tornou a pegar no carvão e escreveu: Manel. Responsável pela afirmação, o Manel não quis que ela ficasse anónima. Um polícia aproximou-se lentamente. Viu tudo. E, como as leis são feitas para se cumprirem, agarrou num braço do Manel.

Começou a juntar-se gente. Manel gritava e o polícia manifestava firmeza na mão e indiferença no olhar. Com razão ou sem ela, a verdade é que as pessoas que formavam roda penderam em simpatias e inclinações para o miúdo. O polícia, começou a pensar que “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”, que é um belo aforismo, muito profundo e muito reverente. Afroxou a pressão que fazia no braço do Manel. Afroxou, também, a tensão que se estabelecera entre as pessoas que miravam a cena. Manel deu por tudo isso, com os seus olhitos espertos e traquinas. E correu. E escapou-se. Antes, porém, de virar a esquina, voltou-se para trás e gritou para o polícia.

- Se calhar o sô guarda é do Sporting, não?

Baptista-Bastos, Cidade Diária (adaptado)

C. COMPOSIÇÃO (3 pontos)

Escreva cerca de 120 palavras sobre o seguinte tema:

Conte como foi a sua infância (jogos, travessuras que fazia, amigos, preferências, etc.)

Ejercicio Exame 1 - Opção B - A. Compreensão · Comprensión lectora

O homem que assim se aproxima, vago entre as cordas de chuva, é o meu avô. Vem cansado, o velho. Arrasta consigo setenta anos de vida difícil, de privações, de ignorância. E no entanto é um homem sábio, calado, que só abre a boca para dizer o indispensável. Fala tão pouco que todos nos calamos para o ouvir quando no rosto se lhe acende algo como uma luz de aviso. Tem uma maneira estranha de olhar para longe, mesmo que esse longe seja apenas a parede que tem na frente.

É um homem como tantos outros nesta terra, neste mundo, talvez um Einstein esmagado sob uma montanha de impossíveis, um filósofo, um grande escritor analfabeto. Alguma coisa seria que não pôde ser nunca. Recordo aquelas noites mornas de Verão, quando dormíamos debaixo da figueira grande, ouço-o falar da vida que teve, da Estrada de Santiago que sobre as nossas cabeças resplandecia, do gado que criava, das histórias e lendas da sua infância distante.

Mas a imagem que não me larga nesta hora de melancolia é a do velho que avança sob a chuva, obstinado, silencioso, como quem cumpre um destino que nada poderá modificar. A não ser a morte. Este velho, que quase toco com a mão, não sabe como irá morrer. Ainda não sabe que poucos dias antes do seu último dia terá o pressentimento de que o fim chegou, e irá, de árvore em árvore do seu quintal, abraçar os troncos, despedir-se deles, das sombras amigas, dos frutos que não voltará a comer.

José Saramago, As Pequenas Memórias

A. COMPREENSÃO (4 pontos; 1 ponto por cada pergunta)

1. Responda às seguintes perguntas sobre o texto, usando as suas próprias palavras:

1.1.

Qual é a relação entre o autor e a personagem descrita no texto?

1.2.

Qual é a profissão da personagem descrita no texto?

2. Indique se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas. Justifique a resposta com palavras do texto.

2.1.

A personagem descrita é uma pessoa ignorante.

2.2.

O velho gosta muito de falar.

Ejercicio Exame 1 - Opção B - B. Uso da língua · Gramática y estructuras lingüísticas

O homem que assim se aproxima, vago entre as cordas de chuva, é o meu avô. Vem cansado, o velho. Arrasta consigo setenta anos de vida difícil, de privações, de ignorância. E no entanto é um homem sábio, calado, que só abre a boca para dizer o indispensável. Fala tão pouco que todos nos calamos para o ouvir quando no rosto se lhe acende algo como uma luz de aviso. Tem uma maneira estranha de olhar para longe, mesmo que esse longe seja apenas a parede que tem na frente.

É um homem como tantos outros nesta terra, neste mundo, talvez um Einstein esmagado sob uma montanha de impossíveis, um filósofo, um grande escritor analfabeto. Alguma coisa seria que não pôde ser nunca. Recordo aquelas noites mornas de Verão, quando dormíamos debaixo da figueira grande, ouço-o falar da vida que teve, da Estrada de Santiago que sobre as nossas cabeças resplandecia, do gado que criava, das histórias e lendas da sua infância distante.

Mas a imagem que não me larga nesta hora de melancolia é a do velho que avança sob a chuva, obstinado, silencioso, como quem cumpre um destino que nada poderá modificar. A não ser a morte. Este velho, que quase toco com a mão, não sabe como irá morrer. Ainda não sabe que poucos dias antes do seu último dia terá o pressentimento de que o fim chegou, e irá, de árvore em árvore do seu quintal, abraçar os troncos, despedir-se deles, das sombras amigas, dos frutos que não voltará a comer.

José Saramago, As Pequenas Memórias

B. USO DA LÍNGUA (3 pontos; 0,5 por cada pergunta)

1.

No texto aparecem as palavras "longe" e "acende". Indique os seus contrários.

2.

Encontre no texto uma expressão sinónima de "lembro-me".

3.

No texto aparece a palavra "Verão". Indique quais são as outras três estações do ano.

4.

No texto aparecem as formas verbais "pôde" e "ouço". Indique a que verbos pertencem e em que tempo aparecem.

5.

Passe a seguinte frase para a voz passiva: "Não me agrada a proposta que aceitaram na reunião"

6.

Escreva o nome de 5 frutas.

Ejercicio Exame 1 - Opção B - C. Composição · Expresión escrita

OPÇÃO A

No paredão austero da Mundial, onde a prudência administrativa mandou pespegar uma lápida: “É proibido afixar anúncios nesta propriedade”, um miúdo de metro e meio de altura escreveu a carvão estas letras infamantes para a higiene do edifício: “Viva o Benfica”.

O miúdo não percebia de leis, pelos vistos. O miúdo só sabia que tinha uma mensagem para dizer, umas palavras que eram a ordem das coisas e a própria expressão do seu mundo: “Viva o Benfica”. E o miúdo escreveu-as. Em letras grandes, mal feitas, mas grandes e arrogantes. Limpou as mãos aos calções e ficou a espiar a sua obra. Faltava lá qualquer coisa. Tornou a pegar no carvão e escreveu: Manel. Responsável pela afirmação, o Manel não quis que ela ficasse anónima. Um polícia aproximou-se lentamente. Viu tudo. E, como as leis são feitas para se cumprirem, agarrou num braço do Manel.

Começou a juntar-se gente. Manel gritava e o polícia manifestava firmeza na mão e indiferença no olhar. Com razão ou sem ela, a verdade é que as pessoas que formavam roda penderam em simpatias e inclinações para o miúdo. O polícia, começou a pensar que “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”, que é um belo aforismo, muito profundo e muito reverente. Afroxou a pressão que fazia no braço do Manel. Afroxou, também, a tensão que se estabelecera entre as pessoas que miravam a cena. Manel deu por tudo isso, com os seus olhitos espertos e traquinas. E correu. E escapou-se. Antes, porém, de virar a esquina, voltou-se para trás e gritou para o polícia.

- Se calhar o sô guarda é do Sporting, não?

Baptista-Bastos, Cidade Diária (adaptado)

C. COMPOSIÇÃO (3 pontos)

Escreva cerca de 120 palavras sobre o seguinte tema:

Faça uma descrição pormenorizada de algum membro da sua família (retrato físico e psicológico, etc.)

Ejercicio Exame 2 - Opção A - A. Compreensão · Comprensión lectora

OPÇÃO A

Morcegos: os agentes secretos das bibliotecas. Durante a noite, estranhos mamíferos voadores invadem a biblioteca do Palácio Nacional de Mafra para se regalarem com verdadeiros banquetes.

A caminhada é longa: é preciso percorrer corredores compridos, cheios de quadros de reis e de imperadores, e passar por salas com mesas antigas, onde rainhas deram luxuosos jantares, e quartos com berços, onde dormiram pequenos infantes. Só assim se consegue chegar à maior sala do Palácio: a biblioteca.

Teresa Amaral é a responsável por guardar os mais de 30 mil livros – obras muito antigas e raras. Quando mandou construir o palácio, no século XVIII, o rei D. João V enviou pessoas ao estrangeiro com a missão especial de comprarem os melhores livros da época. Teresa Amaral chama-lhes «filhos únicos», porque não existem outros iguais em Portugal e, em alguns casos, em nenhuma outra parte do mundo. Livros tão preciosos precisam de ser cuidados para se manterem em bom estado e para continuarem a poder ser lidos depois de tantos e tantos anos. Para conseguir isso, Teresa Amaral diz que a biblioteca conta com uns ajudantes muito especiais… os morcegos.

Durante a noite, eles entram por pequenos buracos das portas e das janelas para se deliciarem com saborosas refeições! Alimentam-se de todo o tipo de insetos e bicharocos que gostam de comer o papel, a cola e as capas dos livros. «Os morcegos são fundamentais para a preservação dos livros», explica Teresa Amaral. E também são ecológicos: graças à sua ajuda, os funcionários da biblioteca não precisam de utilizar produtos químicos (péssimos para o ambiente) para matar os insetos devoradores de livros. «Ao comerem esses insetos, os morcegos resolvem-nos um problema.»

Quem trabalha na biblioteca não sabe quando é que os morcegos começaram a entrar ali. Desde sempre que os funcionários se habituaram a conviver com eles, em paz e harmonia. Eles percebem que ninguém lhes faz mal”, garante Teresa.

Rita Mata-Seta, “Morcegos, os Agentes Secretos das Bibliotecas”, Visão Júnior (adaptado)

A. COMPREENSÃO (4 pontos; 1 ponto por cada pergunta)

1. Responda às seguintes perguntas sobre o texto, usando as suas próprias palavras:

1.1.

O texto narra uma invasão muito especial. Explique de que se trata.

1.2.

Porque é que os morcegos são úteis para a biblioteca e também para o meio ambiente?

2. Indique se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas. Justifique a resposta com palavras do texto.

2.1.

Os livros mandados comprar pelo rei ainda se encontram disponíveis para leitura atualmente.

Verdadeira

Falsa

2.2.

Os morcegos sentem-se ameaçados pelos funcionários da biblioteca.

Verdadeira

Falsa

Ejercicio Exame 2 - Opção A - B. Uso da língua · Gramática y estructuras lingüísticas

OPÇÃO A

Morcegos: os agentes secretos das bibliotecas. Durante a noite, estranhos mamíferos voadores invadem a biblioteca do Palácio Nacional de Mafra para se regalarem com verdadeiros banquetes.

A caminhada é longa: é preciso percorrer corredores compridos, cheios de quadros de reis e de imperadores, e passar por salas com mesas antigas, onde rainhas deram luxuosos jantares, e quartos com berços, onde dormiram pequenos infantes. Só assim se consegue chegar à maior sala do Palácio: a biblioteca.

Teresa Amaral é a responsável por guardar os mais de 30 mil livros – obras muito antigas e raras. Quando mandou construir o palácio, no século XVIII, o rei D. João V enviou pessoas ao estrangeiro com a missão especial de comprarem os melhores livros da época. Teresa Amaral chama-lhes «filhos únicos», porque não existem outros iguais em Portugal e, em alguns casos, em nenhuma outra parte do mundo. Livros tão preciosos precisam de ser cuidados para se manterem em bom estado e para continuarem a poder ser lidos depois de tantos e tantos anos. Para conseguir isso, Teresa Amaral diz que a biblioteca conta com uns ajudantes muito especiais… os morcegos.

Durante a noite, eles entram por pequenos buracos das portas e das janelas para se deliciarem com saborosas refeições! Alimentam-se de todo o tipo de insetos e bicharocos que gostam de comer o papel, a cola e as capas dos livros. «Os morcegos são fundamentais para a preservação dos livros», explica Teresa Amaral. E também são ecológicos: graças à sua ajuda, os funcionários da biblioteca não precisam de utilizar produtos químicos (péssimos para o ambiente) para matar os insetos devoradores de livros. «Ao comerem esses insetos, os morcegos resolvem-nos um problema.»

Quem trabalha na biblioteca não sabe quando é que os morcegos começaram a entrar ali. Desde sempre que os funcionários se habituaram a conviver com eles, em paz e harmonia. Eles percebem que ninguém lhes faz mal”, garante Teresa.

Rita Mata-Seta, “Morcegos, os Agentes Secretos das Bibliotecas”, Visão Júnior (adaptado)

B. USO DA LÍNGUA (3 pontos; 0,5 por cada pergunta)

1.

Encontre no texto os antónimos de: "curtos", "vazios", "piores" e "ótimos".

2.

Encontre no texto a palavra que significa "cama de bebé ou de criança".

3.

Todas as seguintes palavras são nomes de animais, menos duas. Quais são essas duas "intrusas"?

morcego / peru / esquilo / genro / polvo / cão / macaco / xícara / coelho

4.

No texto aparece a forma verbal "lido", que é o particípio passado do verbo "ler". Indique os particípios passados dos verbos "fazer" e "desenvolver".

5.

Complete, conjugando os verbos indicados nos tempos adequados:

Normalmente eu

(VER) televisão antes de dormir. Ontem, por exemplo, (eu)

(VER) um documentário muito interessante sobre os corais de recife do Maranhão.

6.

Complete a seguinte frase, conjugando os verbos indicados no imperativo:

-"D. Ana, faça-me um favor. Quando puder,

(VIR/você) aqui ao meu gabinete e

-me

(TRAZER/você) os relatórios que acabaram de chegar, se não se importa."

Ejercicio Exame 2 - Opção A - C. Composição · Expresión escrita

OPÇÃO A

Morcegos: os agentes secretos das bibliotecas. Durante a noite, estranhos mamíferos voadores invadem a biblioteca do Palácio Nacional de Mafra para se regalarem com verdadeiros banquetes.

A caminhada é longa: é preciso percorrer corredores compridos, cheios de quadros de reis e de imperadores, e passar por salas com mesas antigas, onde rainhas deram luxuosos jantares, e quartos com berços, onde dormiram pequenos infantes. Só assim se consegue chegar à maior sala do Palácio: a biblioteca.

Teresa Amaral é a responsável por guardar os mais de 30 mil livros – obras muito antigas e raras. Quando mandou construir o palácio, no século XVIII, o rei D. João V enviou pessoas ao estrangeiro com a missão especial de comprarem os melhores livros da época. Teresa Amaral chama-lhes «filhos únicos», porque não existem outros iguais em Portugal e, em alguns casos, em nenhuma outra parte do mundo. Livros tão preciosos precisam de ser cuidados para se manterem em bom estado e para continuarem a poder ser lidos depois de tantos e tantos anos. Para conseguir isso, Teresa Amaral diz que a biblioteca conta com uns ajudantes muito especiais… os morcegos.

Durante a noite, eles entram por pequenos buracos das portas e das janelas para se deliciarem com saborosas refeições! Alimentam-se de todo o tipo de insetos e bicharocos que gostam de comer o papel, a cola e as capas dos livros. «Os morcegos são fundamentais para a preservação dos livros», explica Teresa Amaral. E também são ecológicos: graças à sua ajuda, os funcionários da biblioteca não precisam de utilizar produtos químicos (péssimos para o ambiente) para matar os insetos devoradores de livros. «Ao comerem esses insetos, os morcegos resolvem-nos um problema.»

Quem trabalha na biblioteca não sabe quando é que os morcegos começaram a entrar ali. Desde sempre que os funcionários se habituaram a conviver com eles, em paz e harmonia. Eles percebem que ninguém lhes faz mal”, garante Teresa.

Rita Mata-Seta, “Morcegos, os Agentes Secretos das Bibliotecas”, Visão Júnior (adaptado)

C. COMPOSIÇÃO (3 pontos)

Escreva cerca de 120 palavras sobre o seguinte tema:

As minhas leituras: fale sobre o tipo de livros que gosta de ler habitualmente e/ou sobre o último livro que leu.

Ejercicio Exame 2 - Opção B - A. Compreensão · Comprensión lectora

União Europeia quer acabar com palhinhas e copos de café até 2030

Bruxelas lançou um plano que prevê a proibição de recipientes de plástico que não sejam reutilizáveis ou reciclados. Esta decisão surge pouco depois de a China, país que tem recebido toneladas de lixo para reciclar de todo o mundo, ter proibido a importação de resíduos sólidos.

O plano agora anunciado incluiu um investimento de 350 milhões de euros em investigação para modernizar a produção de recipientes de plástico e implica proibir, de forma faseada, o uso de plásticos que só são usados uma vez - como palhinhas, copos de café, talheres e pratos de plástico e embalagens de take away - até 2030, através de aumento de impostos e modernização da indústria do plástico.

“Se não fizermos nada, daqui a 50 anos vamos ter mais plástico nos oceanos do que peixes”, disse o vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans. "Vamos afogar-nos em plástico. Quantas palhinhas são usadas todos os dias na Europa? Gostava que as pessoas não usassem mais palhinhas. Bastou explicar aos meus filhos uma vez. Agora eles procuram palhinhas de papel ou bebem sem palhinhas. É uma questão de mentalidade."

A Comissão considera igualmente a possibilidade de taxar o uso de plásticos que não são reutilizados e quer ainda promover o acesso fácil a água potável nas ruas da Europa para reduzir a compra de garrafas de água.

A Comissão lembrou também que menos de um terço dos resíduos plásticos é recolhido e reciclado, e que a maior parte dos resíduos acaba nos mares e oceanos: 80% dos resíduos do mar são plásticos.

Devido à sua lenta decomposição, os plásticos são um problema grave para os oceanos. Baleias, tartarugas, pássaros, peixes: todos são intoxicados pelo plástico. Através da alimentação de peixes e de marisco, os plásticos acabam por ser ingeridos também pelos seres humanos.

Adaptação de dois artigos publicados no “Diário de Notícias” e na revista “Sábado”

A. COMPREENSÃO (4 pontos; 1 ponto por cada pergunta)

1. Responda às seguintes perguntas sobre o texto, usando as suas próprias palavras:

1.1.

Em que consiste o plano anunciado pela Comissão Europeia?

1.2.

Que relação existe entre o anúncio desse plano e uma decisão chinesa?

2. Indique se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas. Justifique a resposta com palavras do texto.

2.1.

Oitenta por cento dos resíduos plásticos vão para reciclagem.

2.2.

Através da cadeia alimentar, o plástico chega à alimentação humana.

Ejercicio Exame 2 - Opção B - B. Uso da língua · Gramática y estructuras lingüísticas

União Europeia quer acabar com palhinhas e copos de café até 2030

Bruxelas lançou um plano que prevê a proibição de recipientes de plástico que não sejam reutilizáveis ou reciclados. Esta decisão surge pouco depois de a China, país que tem recebido toneladas de lixo para reciclar de todo o mundo, ter proibido a importação de resíduos sólidos.

O plano agora anunciado incluiu um investimento de 350 milhões de euros em investigação para modernizar a produção de recipientes de plástico e implica proibir, de forma faseada, o uso de plásticos que só são usados uma vez - como palhinhas, copos de café, talheres e pratos de plástico e embalagens de take away - até 2030, através de aumento de impostos e modernização da indústria do plástico.

“Se não fizermos nada, daqui a 50 anos vamos ter mais plástico nos oceanos do que peixes”, disse o vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans. "Vamos afogar-nos em plástico. Quantas palhinhas são usadas todos os dias na Europa? Gostava que as pessoas não usassem mais palhinhas. Bastou explicar aos meus filhos uma vez. Agora eles procuram palhinhas de papel ou bebem sem palhinhas. É uma questão de mentalidade."

A Comissão considera igualmente a possibilidade de taxar o uso de plásticos que não são reutilizados e quer ainda promover o acesso fácil a água potável nas ruas da Europa para reduzir a compra de garrafas de água.

A Comissão lembrou também que menos de um terço dos resíduos plásticos é recolhido e reciclado, e que a maior parte dos resíduos acaba nos mares e oceanos: 80% dos resíduos do mar são plásticos.

Devido à sua lenta decomposição, os plásticos são um problema grave para os oceanos. Baleias, tartarugas, pássaros, peixes: todos são intoxicados pelo plástico. Através da alimentação de peixes e de marisco, os plásticos acabam por ser ingeridos também pelos seres humanos.

Adaptação de dois artigos publicados no “Diário de Notícias” e na revista “Sábado”

B. USO DA LÍNGUA (3 pontos; 0,5 por cada pergunta)

1.

Passe as seguintes palavras para o plural: "papel", "proibição".

2.

Faça uma pergunta para a seguinte resposta: "Às duas e meia."

3.

Passe a seguinte frase para a voz passiva: "Durante o ano letivo, os alunos lerão vários livros em português".

4.

Complete as seguintes frases com as preposições e artigos necessários:

A Ingrid é

Suíça, mas mora

Brasil. Agora vive

Rio de Janeiro, mas antes trabalhava

São Paulo.

5.

Complete a seguinte frase, conjugando os verbos nos tempos adequados:

A Joana contou-me que, no último fim de semana, (ela)

(ESTAR) uns dias na Serra da Estrela, (ela)

(VER) paisagens lindas e (ela)

(DAR) grandes passeios. Gostou tanto que diz que (ela)

(QUERER) voltar lá em breve.

6.

Usando como modelo a frase do texto "Gostava que as pessoas não usassem mais palhinhas", complete:

Gostava que as pessoas

(TER) mais cuidado.

Gostava que as pessoas

(SER) mais cuidadosas.

Ejercicio Exame 2 - Opção B - C. Composição · Expresión escrita

OPÇÃO A

Morcegos: os agentes secretos das bibliotecas. Durante a noite, estranhos mamíferos voadores invadem a biblioteca do Palácio Nacional de Mafra para se regalarem com verdadeiros banquetes.

A caminhada é longa: é preciso percorrer corredores compridos, cheios de quadros de reis e de imperadores, e passar por salas com mesas antigas, onde rainhas deram luxuosos jantares, e quartos com berços, onde dormiram pequenos infantes. Só assim se consegue chegar à maior sala do Palácio: a biblioteca.

Teresa Amaral é a responsável por guardar os mais de 30 mil livros – obras muito antigas e raras. Quando mandou construir o palácio, no século XVIII, o rei D. João V enviou pessoas ao estrangeiro com a missão especial de comprarem os melhores livros da época. Teresa Amaral chama-lhes «filhos únicos», porque não existem outros iguais em Portugal e, em alguns casos, em nenhuma outra parte do mundo. Livros tão preciosos precisam de ser cuidados para se manterem em bom estado e para continuarem a poder ser lidos depois de tantos e tantos anos. Para conseguir isso, Teresa Amaral diz que a biblioteca conta com uns ajudantes muito especiais… os morcegos.

Durante a noite, eles entram por pequenos buracos das portas e das janelas para se deliciarem com saborosas refeições! Alimentam-se de todo o tipo de insetos e bicharocos que gostam de comer o papel, a cola e as capas dos livros. «Os morcegos são fundamentais para a preservação dos livros», explica Teresa Amaral. E também são ecológicos: graças à sua ajuda, os funcionários da biblioteca não precisam de utilizar produtos químicos (péssimos para o ambiente) para matar os insetos devoradores de livros. «Ao comerem esses insetos, os morcegos resolvem-nos um problema.»

Quem trabalha na biblioteca não sabe quando é que os morcegos começaram a entrar ali. Desde sempre que os funcionários se habituaram a conviver com eles, em paz e harmonia. Eles percebem que ninguém lhes faz mal”, garante Teresa.

Rita Mata-Seta, “Morcegos, os Agentes Secretos das Bibliotecas”, Visão Júnior (adaptado)

C. COMPOSIÇÃO (3 pontos)

Escreva cerca de 120 palavras sobre o seguinte tema:

Que cuidados acha que podemos – e devemos – ter todos para tentar proteger e preservar o meio ambiente?

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