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Examen de Portugués PAU Extremadura 2025 · Extraordinaria

Examen de Portugués de Selectividad de Extremadura (PAU/EBAU) 2025, Extraordinaria (julio): 5 problemas con solución. Con corrección al momento.

Temas del examen: Verdadero o falso copiando la parte del texto (Verdadeiro ou falso) · Preguntas sobre el texto con tus propias palabras (Perguntas de compreensão) · Vocabulario: sinónimos en el texto (Encontre um sinónimo) · Gramática, fonética y ortografía: opción múltiple (Escolha a opção correta) · Expresión escrita: texto de opinión, composición o diálogo (Produção escrita)

Ejercicio Texto 1 - Exercício 1 · Verdadero o falso copiando la parte del texto (Verdadeiro ou falso)

Texto 1

Apagão elétrico e dependência tecnológica

Numa manhã aparentemente comum, um apagão elétrico generalizado deixou várias cidades europeias sem energia. Sem aviso prévio, sem tempo para avisar familiares ou colegas de trabalho, milhões de pessoas ficaram desconectadas daquilo a que chamamos „vida moderna“. Elevadores parados, semáforos desligados, lojas encerradas. Os telemóveis, com as baterias a esgotar-se rapidamente, deixaram de ser o ponto de contacto com o mundo. A dependência da tecnologia — sobretudo da que precisa de estar constantemente ligada — revelou-se um risco estrutural.

Não é difícil perceber como, ao longo dos anos, nos tornámos dependentes de sistemas digitais para quase todas as tarefas quotidianas: comunicar, trabalhar, cozinhar, movimentar-nos. Se os governos não previrem alternativas eficazes e sustentáveis para enfrentar crises como esta, poderemos enfrentar um colapso social ainda mais grave no futuro.

Durante as horas sem luz, muitas pessoas redescobriram formas de interação esquecidas: conversar frente a frente, ler à luz natural, jogar cartas com os vizinhos. No entanto, estas experiências — que alguns romantizam como uma espécie de regresso à essência — foram, para outros, momentos de ansiedade e frustração. A impossibilidade de controlar aparelhos, de consultarmos informações em tempo real ou de garantir a segurança dos dados armazenados na nuvem gerou sentimentos de vulnerabilidade.

Caso consideremos estes apagões como meros acidentes ocasionais, sem consequências estruturais, estaremos a subestimar o verdadeiro problema. A resiliência tecnológica não se constrói apenas com redes mais rápidas ou sistemas de backup automáticos. É fundamental repensarmos o nosso modelo de vida digital e desenvolvermos competências analógicas que nos permitam sobrevivermos a futuras interrupções. Paradoxalmente, muitos tentaram relatar nas redes sociais o que estavam a viver, esquecendo-se de que, sem energia, a internet é apenas uma promessa vazia. A assistência aos mais vulneráveis tornou-se um desafio urgente, mostrando que a solidariedade humana continua a ser o recurso mais fiável — mesmo quando a tecnologia falha.

Exercício 1

Indique se os seguintes enunciados sobre o texto são verdadeiros ou falsos (V/F) e copie a parte do texto que justifica a sua resposta:

A.

A dependência da tecnologia só afeta as pessoas mais jovens.

V

F

B.

Durante o apagão, algumas pessoas recuperaram formas antigas de convivência.

V

F

C.

O texto defende a preparação para uma vida mais analógica.

V

F

D.

A autora do texto critica o uso das redes sociais durante o apagão.

V

F

Ejercicio Texto 1 - Exercício 2 · Preguntas sobre el texto con tus propias palabras (Perguntas de compreensão)

Texto 1

Apagão elétrico e dependência tecnológica

Numa manhã aparentemente comum, um apagão elétrico generalizado deixou várias cidades europeias sem energia. Sem aviso prévio, sem tempo para avisar familiares ou colegas de trabalho, milhões de pessoas ficaram desconectadas daquilo a que chamamos „vida moderna“. Elevadores parados, semáforos desligados, lojas encerradas. Os telemóveis, com as baterias a esgotar-se rapidamente, deixaram de ser o ponto de contacto com o mundo. A dependência da tecnologia — sobretudo da que precisa de estar constantemente ligada — revelou-se um risco estrutural.

Não é difícil perceber como, ao longo dos anos, nos tornámos dependentes de sistemas digitais para quase todas as tarefas quotidianas: comunicar, trabalhar, cozinhar, movimentar-nos. Se os governos não previrem alternativas eficazes e sustentáveis para enfrentar crises como esta, poderemos enfrentar um colapso social ainda mais grave no futuro.

Durante as horas sem luz, muitas pessoas redescobriram formas de interação esquecidas: conversar frente a frente, ler à luz natural, jogar cartas com os vizinhos. No entanto, estas experiências — que alguns romantizam como uma espécie de regresso à essência — foram, para outros, momentos de ansiedade e frustração. A impossibilidade de controlar aparelhos, de consultarmos informações em tempo real ou de garantir a segurança dos dados armazenados na nuvem gerou sentimentos de vulnerabilidade.

Caso consideremos estes apagões como meros acidentes ocasionais, sem consequências estruturais, estaremos a subestimar o verdadeiro problema. A resiliência tecnológica não se constrói apenas com redes mais rápidas ou sistemas de backup automáticos. É fundamental repensarmos o nosso modelo de vida digital e desenvolvermos competências analógicas que nos permitam sobrevivermos a futuras interrupções. Paradoxalmente, muitos tentaram relatar nas redes sociais o que estavam a viver, esquecendo-se de que, sem energia, a internet é apenas uma promessa vazia. A assistência aos mais vulneráveis tornou-se um desafio urgente, mostrando que a solidariedade humana continua a ser o recurso mais fiável — mesmo quando a tecnologia falha.

Exercício 2: Responda a duas das seguintes perguntas sobre o texto. A sua resposta não pode ser cópia literal, se bem pode utilizar alguma das palavras que aparecem no texto. (2 valores)

A.

De que forma o texto mostra que a sociedade está excessivamente dependente da tecnologia?

B.

Qual é a opinião da autora sobre a forma em que se deve entender a segurança energética no futuro?

C.

O que significa, no contexto do texto, a ideia de “competências analógicas” e por que razão são consideradas importantes?

Ejercicio Texto 1 - Exercício 3 · Vocabulario: sinónimos en el texto (Encontre um sinónimo)

Texto 1

Apagão elétrico e dependência tecnológica

Numa manhã aparentemente comum, um apagão elétrico generalizado deixou várias cidades europeias sem energia. Sem aviso prévio, sem tempo para avisar familiares ou colegas de trabalho, milhões de pessoas ficaram desconectadas daquilo a que chamamos „vida moderna“. Elevadores parados, semáforos desligados, lojas encerradas. Os telemóveis, com as baterias a esgotar-se rapidamente, deixaram de ser o ponto de contacto com o mundo. A dependência da tecnologia — sobretudo da que precisa de estar constantemente ligada — revelou-se um risco estrutural.

Não é difícil perceber como, ao longo dos anos, nos tornámos dependentes de sistemas digitais para quase todas as tarefas quotidianas: comunicar, trabalhar, cozinhar, movimentar-nos. Se os governos não previrem alternativas eficazes e sustentáveis para enfrentar crises como esta, poderemos enfrentar um colapso social ainda mais grave no futuro.

Durante as horas sem luz, muitas pessoas redescobriram formas de interação esquecidas: conversar frente a frente, ler à luz natural, jogar cartas com os vizinhos. No entanto, estas experiências — que alguns romantizam como uma espécie de regresso à essência — foram, para outros, momentos de ansiedade e frustração. A impossibilidade de controlar aparelhos, de consultarmos informações em tempo real ou de garantir a segurança dos dados armazenados na nuvem gerou sentimentos de vulnerabilidade.

Caso consideremos estes apagões como meros acidentes ocasionais, sem consequências estruturais, estaremos a subestimar o verdadeiro problema. A resiliência tecnológica não se constrói apenas com redes mais rápidas ou sistemas de backup automáticos. É fundamental repensarmos o nosso modelo de vida digital e desenvolvermos competências analógicas que nos permitam sobrevivermos a futuras interrupções. Paradoxalmente, muitos tentaram relatar nas redes sociais o que estavam a viver, esquecendo-se de que, sem energia, a internet é apenas uma promessa vazia. A assistência aos mais vulneráveis tornou-se um desafio urgente, mostrando que a solidariedade humana continua a ser o recurso mais fiável — mesmo quando a tecnologia falha.

Exercício 3: Encontre no texto um sinónimo para as seguintes palavras ou expressões (1,5 valores)

a)

b)

c)

d)

Ejercicio Texto 1 - Exercício 4 · Gramática, fonética y ortografía: opción múltiple (Escolha a opção correta)

Texto 1

Apagão elétrico e dependência tecnológica

Numa manhã aparentemente comum, um apagão elétrico generalizado deixou várias cidades europeias sem energia. Sem aviso prévio, sem tempo para avisar familiares ou colegas de trabalho, milhões de pessoas ficaram desconectadas daquilo a que chamamos „vida moderna“. Elevadores parados, semáforos desligados, lojas encerradas. Os telemóveis, com as baterias a esgotar-se rapidamente, deixaram de ser o ponto de contacto com o mundo. A dependência da tecnologia — sobretudo da que precisa de estar constantemente ligada — revelou-se um risco estrutural.

Não é difícil perceber como, ao longo dos anos, nos tornámos dependentes de sistemas digitais para quase todas as tarefas quotidianas: comunicar, trabalhar, cozinhar, movimentar-nos. Se os governos não previrem alternativas eficazes e sustentáveis para enfrentar crises como esta, poderemos enfrentar um colapso social ainda mais grave no futuro.

Durante as horas sem luz, muitas pessoas redescobriram formas de interação esquecidas: conversar frente a frente, ler à luz natural, jogar cartas com os vizinhos. No entanto, estas experiências — que alguns romantizam como uma espécie de regresso à essência — foram, para outros, momentos de ansiedade e frustração. A impossibilidade de controlar aparelhos, de consultarmos informações em tempo real ou de garantir a segurança dos dados armazenados na nuvem gerou sentimentos de vulnerabilidade.

Caso consideremos estes apagões como meros acidentes ocasionais, sem consequências estruturais, estaremos a subestimar o verdadeiro problema. A resiliência tecnológica não se constrói apenas com redes mais rápidas ou sistemas de backup automáticos. É fundamental repensarmos o nosso modelo de vida digital e desenvolvermos competências analógicas que nos permitam sobrevivermos a futuras interrupções. Paradoxalmente, muitos tentaram relatar nas redes sociais o que estavam a viver, esquecendo-se de que, sem energia, a internet é apenas uma promessa vazia. A assistência aos mais vulneráveis tornou-se um desafio urgente, mostrando que a solidariedade humana continua a ser o recurso mais fiável — mesmo quando a tecnologia falha.

Exercício 4: Responda às seguintes perguntas selecionando a opção correta (1,5 valores)

1.

Qual das seguintes frases tem o verbo no infinitivo pessoal?

2.

Qual destas palavras não tem o som /s/, como na palavra esque c idos?

3.

Qual destas frases é a opção correta?

Ejercicio Texto 2 - Exercício 1 · Verdadero o falso copiando la parte del texto (Verdadeiro ou falso)

Texto 2

Comer bem dá trabalho

Não sei em que momento “comer saudável” se transformou numa espécie de cruzada moral. Sinto-o todos os dias ao entrar no supermercado: o corredor dos frescos brilha como se fosse um altar, e os pacotes de sementes prometem longevidade quase bíblica. Mas basta olhar para os preços das framboesas em janeiro para perceber que nem todos têm a sorte de poder aceder a esta ideia de saúde.

Comer bem dá trabalho. É preciso planeares refeições, fazer listas de compras sensatas, evitar as armadilhas do marketing alimentar (sim, aquelas bolachas “fit” cheias de açúcar escondido) e ainda ter energia para cozinhar depois de um dia inteiro de trabalho. A ironia é que, quanto mais se fala em “natural”, mais processado parece o mundo.

Se os governos realmente entenderem a alimentação como um direito básico e não como um luxo de classe média urbana, talvez um dia possamos ver hortas comunitárias ao lado das escolas e mercados locais com preços acessíveis. Mas enquanto isso não acontecer, a alimentação saudável continuará a ser um privilégio travestido de escolha individual.

Lembro-me de quando era criança: a minha avó fazia sopa todos os dias, cortava os legumes com calma e dizia que o segredo era dedicares-te ao tacho como quem escreve uma carta. Hoje, temos pressa até para mastigar. E quem se atreve a dizer que não tem tempo para cozinhar é logo acusado de preguiçoso, palavra que nesse contexto atribui uma culpa bem mais funda.

Comer saudável tornou-se também uma forma de demonstrar estatuto — um bocado como quem vai ao ginásio só para mostrar no Instagram. Como se a couve kale ou o iogurte caseiro fossem medalhas de mérito. No fim de contas, talvez seja isso que mais me incomoda: não o brócolo em si, mas a forma como o transformámos em símbolo de virtude. Porque comer bem é importante, sim — mas talvez mais ainda seja respeitarmos o tempo, a cultura e os recursos de cada um para o poder fazer.

Exercício 1: Indique se os seguintes enunciados sobre o texto são verdadeiros ou falsos (V/F) e copie a parte do texto que justifica a sua resposta (2 valores)

A.

A alimentação saudável é sempre acessível a todas as pessoas.

V

F

B.

A avó do narrador via cozinhar como uma atividade feita com dedicação.

V

F

C.

O autor acredita que a alimentação saudável se tornou uma forma de distinção social.

V

F

D.

O texto defende que a única forma correta de viver é adotar uma dieta saudável rigorosa.

V

F

Ejercicio Texto 2 - Exercício 2 · Preguntas sobre el texto con tus propias palabras (Perguntas de compreensão)

Texto 2

Comer bem dá trabalho

Não sei em que momento “comer saudável” se transformou numa espécie de cruzada moral. Sinto-o todos os dias ao entrar no supermercado: o corredor dos frescos brilha como se fosse um altar, e os pacotes de sementes prometem longevidade quase bíblica. Mas basta olhar para os preços das framboesas em janeiro para perceber que nem todos têm a sorte de poder aceder a esta ideia de saúde.

Comer bem dá trabalho. É preciso planeares refeições, fazer listas de compras sensatas, evitar as armadilhas do marketing alimentar (sim, aquelas bolachas “fit” cheias de açúcar escondido) e ainda ter energia para cozinhar depois de um dia inteiro de trabalho. A ironia é que, quanto mais se fala em “natural”, mais processado parece o mundo.

Se os governos realmente entenderem a alimentação como um direito básico e não como um luxo de classe média urbana, talvez um dia possamos ver hortas comunitárias ao lado das escolas e mercados locais com preços acessíveis. Mas enquanto isso não acontecer, a alimentação saudável continuará a ser um privilégio travestido de escolha individual.

Lembro-me de quando era criança: a minha avó fazia sopa todos os dias, cortava os legumes com calma e dizia que o segredo era dedicares-te ao tacho como quem escreve uma carta. Hoje, temos pressa até para mastigar. E quem se atreve a dizer que não tem tempo para cozinhar é logo acusado de preguiçoso, palavra que nesse contexto atribui uma culpa bem mais funda.

Comer saudável tornou-se também uma forma de demonstrar estatuto — um bocado como quem vai ao ginásio só para mostrar no Instagram. Como se a couve kale ou o iogurte caseiro fossem medalhas de mérito. No fim de contas, talvez seja isso que mais me incomoda: não o brócolo em si, mas a forma como o transformámos em símbolo de virtude. Porque comer bem é importante, sim — mas talvez mais ainda seja respeitarmos o tempo, a cultura e os recursos de cada um para o poder fazer.

Exercício 2: Responda a duas das seguintes perguntas sobre o texto. A sua resposta não pode ser cópia literal, se bem pode utilizar alguma das palavras que aparecem no texto. (2 valores)

A.

Que obstáculos dificultam a adoção de uma alimentação saudável no dia a dia?

B.

De que forma o autor relaciona a alimentação com desigualdades sociais?

C.

Segundo o autor, qual é o risco de transformar a alimentação saudável num símbolo de virtude?

Ejercicio Texto 2 - Exercício 3 · Vocabulario: sinónimos en el texto (Encontre um sinónimo)

Texto 2

Comer bem dá trabalho

Não sei em que momento “comer saudável” se transformou numa espécie de cruzada moral. Sinto-o todos os dias ao entrar no supermercado: o corredor dos frescos brilha como se fosse um altar, e os pacotes de sementes prometem longevidade quase bíblica. Mas basta olhar para os preços das framboesas em janeiro para perceber que nem todos têm a sorte de poder aceder a esta ideia de saúde.

Comer bem dá trabalho. É preciso planeares refeições, fazer listas de compras sensatas, evitar as armadilhas do marketing alimentar (sim, aquelas bolachas “fit” cheias de açúcar escondido) e ainda ter energia para cozinhar depois de um dia inteiro de trabalho. A ironia é que, quanto mais se fala em “natural”, mais processado parece o mundo.

Se os governos realmente entenderem a alimentação como um direito básico e não como um luxo de classe média urbana, talvez um dia possamos ver hortas comunitárias ao lado das escolas e mercados locais com preços acessíveis. Mas enquanto isso não acontecer, a alimentação saudável continuará a ser um privilégio travestido de escolha individual.

Lembro-me de quando era criança: a minha avó fazia sopa todos os dias, cortava os legumes com calma e dizia que o segredo era dedicares-te ao tacho como quem escreve uma carta. Hoje, temos pressa até para mastigar. E quem se atreve a dizer que não tem tempo para cozinhar é logo acusado de preguiçoso, palavra que nesse contexto atribui uma culpa bem mais funda.

Comer saudável tornou-se também uma forma de demonstrar estatuto — um bocado como quem vai ao ginásio só para mostrar no Instagram. Como se a couve kale ou o iogurte caseiro fossem medalhas de mérito. No fim de contas, talvez seja isso que mais me incomoda: não o brócolo em si, mas a forma como o transformámos em símbolo de virtude. Porque comer bem é importante, sim — mas talvez mais ainda seja respeitarmos o tempo, a cultura e os recursos de cada um para o poder fazer.

Exercício 3: Encontre no texto um sinónimo para as seguintes palavras ou expressões (1,5 valores)

a)

b)

c)

d)

Ejercicio Texto 2 - Exercício 4 · Gramática, fonética y ortografía: opción múltiple (Escolha a opção correta)

Texto 2

Comer bem dá trabalho

Não sei em que momento “comer saudável” se transformou numa espécie de cruzada moral. Sinto-o todos os dias ao entrar no supermercado: o corredor dos frescos brilha como se fosse um altar, e os pacotes de sementes prometem longevidade quase bíblica. Mas basta olhar para os preços das framboesas em janeiro para perceber que nem todos têm a sorte de poder aceder a esta ideia de saúde.

Comer bem dá trabalho. É preciso planeares refeições, fazer listas de compras sensatas, evitar as armadilhas do marketing alimentar (sim, aquelas bolachas “fit” cheias de açúcar escondido) e ainda ter energia para cozinhar depois de um dia inteiro de trabalho. A ironia é que, quanto mais se fala em “natural”, mais processado parece o mundo.

Se os governos realmente entenderem a alimentação como um direito básico e não como um luxo de classe média urbana, talvez um dia possamos ver hortas comunitárias ao lado das escolas e mercados locais com preços acessíveis. Mas enquanto isso não acontecer, a alimentação saudável continuará a ser um privilégio travestido de escolha individual.

Lembro-me de quando era criança: a minha avó fazia sopa todos os dias, cortava os legumes com calma e dizia que o segredo era dedicares-te ao tacho como quem escreve uma carta. Hoje, temos pressa até para mastigar. E quem se atreve a dizer que não tem tempo para cozinhar é logo acusado de preguiçoso, palavra que nesse contexto atribui uma culpa bem mais funda.

Comer saudável tornou-se também uma forma de demonstrar estatuto — um bocado como quem vai ao ginásio só para mostrar no Instagram. Como se a couve kale ou o iogurte caseiro fossem medalhas de mérito. No fim de contas, talvez seja isso que mais me incomoda: não o brócolo em si, mas a forma como o transformámos em símbolo de virtude. Porque comer bem é importante, sim — mas talvez mais ainda seja respeitarmos o tempo, a cultura e os recursos de cada um para o poder fazer.

Exercício 4: Responda às seguintes perguntas selecionando a opção correta (1,5 valores)

1.

Qual das seguintes frases tem o verbo no futuro do conjuntivo?

2.

Qual destas palavras não é esdrúxula?

3.

Qual destas frases é a opção correta?

Ejercicio Exercício 5 - Proposta 1 · Expresión escrita: texto de opinión, composición o diálogo (Produção escrita)

BLOCO 2 - Atividades de expressão (3 valores)

Exercício 5 - Escolha UMA das seguintes propostas de expressão escrita. [3 valores]

1.

Escreva um texto de opinião sobre as vantagens e desvantagens de viver numa cidade pequena. A composição deve ter entre 120 e 150 palavras [as palavras repetidas literalmente do enunciado não serão levadas em conta].

Ejercicio Exercício 5 - Proposta 2 · Expresión escrita: texto de opinión, composición o diálogo (Produção escrita)

BLOCO 2 - Atividades de expressão (3 valores)

Exercício 5 - Escolha UMA das seguintes propostas de expressão escrita. [3 valores]

2.

Exponha a importância da inteligência artificial para a vida e o trabalho do futuro. A composição deve ter entre 120 e 150 palavras [as palavras repetidas literalmente do enunciado não serão levadas em conta].

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