Ejercicio Bloco 1 - Texto 2 · Portugués PAU Extremadura Ordinaria 2023

Tema: Preguntas sobre el texto con tus propias palabras (Perguntas de compreensão) · Del examen Ordinaria (2023)

Enunciado

Texto 2

E se o “bom tempo”, afinal, for mau?

Nas duas primeiras semanas de abril, Portugal esteve sob uma onda de calor que durou uma dezena de dias. As temperaturas persistentes e elevadas para a época foram registadas em cerca de metade das estações meteorológicas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Em todo o país, durante esse período, a temperatura máxima do ar esteve, quase sempre, acima do valor médio mensal, enquanto os valores de precipitação foram sempre muito inferiores ao normal.

Indiferentes às consequências inerentes a estes dados meteorológicos, costumamos classificar aqueles dias sem nuvens nem chuva, mesmo fora de estação, como dias de “bom tempo”. Mas será que são mesmo bons? Faz sentido continuarmos a chamar “bom”, acriticamente, aquilo que pode ser um sinal ou um sintoma do que é mau? E, acima de tudo, será que estamos preparados para enfrentar uma sucessão tão extensa de dias com “bom tempo”? Ou vamos passar a ter saudades dos dias com “mau tempo”? A realidade é o que é e não podemos fugir dela: ainda estamos no final de abril, mas uma grande parte do país encontra-se já em seca meteorológica.

E não estamos sozinhos: em Espanha, soam também os alarmes de seca. Um pouco mais a norte, em França, a falta de água é já uma emergência nacional. E, em Paris, já há planos para preparar a cidade a enfrentar, em breve, ondas de calor e 50ºC, e que obrigarão, nomeadamente, a reabilitar cerca de 90% dos edifícios da capital francesa.

Aquilo a que tantas vezes chamamos “bom tempo” tem sido, afinal, nos últimos anos, responsável por imensas alterações na qualidade de vida das pessoas. O mais recente relatório da Organização Meteorológica Mundial, divulgado na semana passada, traça um retrato sombrio, mas que, mesmo assim, parece já não provocar ondas de indignação ou qualquer emergência na ação.

O problema é que os sinais estão todos no relatório, que assinala, com números indesmentíveis, como os anos de 2015 a 2022 foram os oito mais quentes no planeta, desde que se começaram a fazer registos das temperaturas, em 1850. Com mais dias de “bom tempo” de sol e de calor, os glaciares estão a desaparecer nas montanhas europeias, mas também em todas as outras cadeias montanhosas do planeta, bem como na Antártida e na Gronelândia.

O calor extremo que afetou a Europa no último verão também foi classificado, no dia a dia, como “bom tempo”, quando as praias se enchiam e os alarmes de incêndios florestais eram apenas um ruído distante. A verdade é que o relatório indica que “o excesso de mortes associadas ao calor na Europa ultrapassou as 15 mil, no total, em Espanha, Alemanha, Reino Unido, França e Portugal”.

Quem pense que tudo isto é cíclico e sem importância, é melhor que se acautele. Ao que tudo indica, o fenómeno El Niño deverá voltar este ano a manifestar-se no Oceano Pacífico e, como habitualmente, com implicações em todo o planeta, fazendo as temperaturas globais dispararem e causar ondas de calor sem precedentes. Perante essa ameaça, apenas nos resta preparar-nos, em especial, no nosso caso, para a seca e para o calor. Não só na proteção das florestas, mas também com especial atenção nas cidades, onde o calor mata mais, embora de forma invisível. Não vale a pena diabolizar o conceito de “bom tempo”. Precisamos, isso sim, de o saber adaptar ao novo… tempo.

Rui Tavares Guedes, Visão

Responda a 5 das 8 perguntas seguintes, com palavras próprias.

1.

O problema da seca é exclusivamente português?

2.

Como é que esteve o tempo em Portugal na primeira metade do mês de abril?

3.

Quais são os principais desafios climáticos para Portugal?

4.

Que consequências tem o aumento das temperaturas para as cadeias montanhosas?

5.

Segundo Rui Guedes, qual é a previsão para as temperaturas neste ano?

6.

O que é que lhe parece preocupante ao autor das reações ao panorama traçado pelo relatório da OMM?

7.

Quais são os factos que fazem que o jornalista questione a expressão “bom tempo”?

8.

A que é que se refere quando fala de ter “saudades do mau tempo”?

Enunciado: Ejercicio Bloco 1 - Texto 2 · Portugués PAU Extremadura Ordinaria 2023

Solución

Solución de AprenAI (no es la oficial)

1. O problema da seca é exclusivamente português?

Solución: Não. A seca afeta também outros países europeus, como Espanha e França.

2. Como é que esteve o tempo em Portugal na primeira metade do mês de abril?

Solución: Esteve muito quente e seco: houve uma onda de calor de cerca de dez dias, com temperaturas acima da média e pouca chuva.

3. Quais são os principais desafios climáticos para Portugal?

Solución: A seca e o calor extremo, que exigem proteger as florestas (incêndios) e as cidades, onde o calor mata mais.

4. Que consequências tem o aumento das temperaturas para as cadeias montanhosas?

Solución: Os glaciares estão a desaparecer nas montanhas europeias e nas restantes cadeias montanhosas do planeta.

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