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Examen de Portugués PAU Extremadura 2023 · Ordinaria

Examen de Portugués de Selectividad de Extremadura (PAU/EBAU) 2023, Ordinaria (junio): 3 problemas con solución. Con corrección al momento.

Temas del examen: Preguntas sobre el texto con tus propias palabras (Perguntas de compreensão) · Gramática, fonética y ortografía: opción múltiple (Escolha a opção correta) · Expresión escrita: texto de opinión, composición o diálogo (Produção escrita)

Ejercicio Bloco 1 - Texto 1 · Preguntas sobre el texto con tus propias palabras (Perguntas de compreensão)

BLOCO 1 - Responda a 5 das perguntas que se oferecem sobre UM dos textos propostos: [4 valores]

Texto 1. Escolha e responda apenas a 5 das 8 perguntas seguintes utilizando as suas próprias palavras.

Pão glorioso

À volta do pão há um permanente sentido emocional, até pela sua presença constante. E o pão, que continua a ser um elemento estruturante da nossa alimentação, é definível como um produto de fácil confeção. O seu sentido emocional tem que ver com o ritual de consumo diário e com a sua polivalência. Por isso, e elevado a necessidade constante, foi até sacralizado. Este é, por exemplo, o último alimento de referência na Última Ceia.

No entanto, o pão não é só uma referência no cristianismo: é, possivelmente, o elemento alimentar comum a todos os povos, estando presente em todas as suas vidas. Em criança, lembro-me de haver uma atitude especial em relação ao pão: se caía um pedaço no chão, pegava-se nele, soprava-se e depois dava-se-lhe um beijo, e ficava pronto a ser consumido. Por este pequeno detalhe se pode perceber como era importante o pão e esta tradição que passou para várias gerações.

De todos os cereais utilizados para fazer pão, o trigo foi sempre o mais apreciado, sendo, muitas vezes, associado a uma alimentação de elite ou de famílias abastadas. Outros pães, sobretudo os escuros, aparecem ligados à chamada alimentação mais pobre; mas, com os tempos, veio provar-se que esta é possivelmente mais rica. Não só encontramos com facilidade pães feitos com farinha de trigo, mas também com farinha de centeio, de cevada, de aveia e de milho.

Sendo este um alimento fundamental, um ano de crise de cereais estava sempre associado a períodos de fome. As crises económicas viam a atividade de padaria crescer, pois aumentava-se o consumo do pão e diminuía-se a do isco. E o pão que transformou os caldos em sopas com a sua incorporação e, por isso, a expressão popular: «Sopa sem pão nem no Inferno dão».

Este é um produto tão polivalente no seu uso, que o encontramos nos petiscos, nas sopas, nos peixes, nas carnes e em gloriosas sobremesas. Para além destes elementos associados às refeições, a grande valência do pão está na sua capacidade de ser a base para as pequenas refeições, como o pequeno-almoço, o lanche ou a ceia. Portugal pode orgulhar-se da variedade de pão que se consome no quotidiano, e podemos afirmar que no nosso país ainda se confecionam mais de trinta formas de pão. Genericamente, encontramos três grandes variedades associadas às farinhas utilizadas. Assim, temos pão de farinha de trigo, de centeio e de milho. Depois, ainda temos os pães que se confecionam com a mistura destas farinhas, havendo sempre uma dominante.

Como é que nós, que ainda somos grandes apreciadores de pão, vamos agir com as novas cozinhas e as novas gerações? Será que não seria um bom caminho a redescoberta dos valorosos pães que ainda temos? A tradição tem valores sólidos para a modernidade. Ajudem a ensinar a vantagem de comer pão autêntico.

Adaptado do texto de Virgílio Nogueiro Gomes – Tratado do petisco e das grandes maravilhas da cozinha nacional (2013)

1.

Porque é que aumentava a produção de pão em períodos de crise?

2.

Qual é a característica comum dos pães de mistura?

3.

Segundo Virgílio Gomes, qual é a polivalência do pão como alimento?

4.

Qual é, em opinião do autor, a maneira de legar a tradição do pão às gerações mais novas?

5.

O autor lembra um costume que indicava o enorme valor do pão. Qual?

6.

O pão de trigo é ainda associado à melhor alimentação?

7.

Que consideração tem o autor sobre o pão português?

8.

Porque é que o pão tem um valor emocional como alimento?

Ejercicio Bloco 1 - Texto 2 · Preguntas sobre el texto con tus propias palabras (Perguntas de compreensão)

Texto 2

E se o “bom tempo”, afinal, for mau?

Nas duas primeiras semanas de abril, Portugal esteve sob uma onda de calor que durou uma dezena de dias. As temperaturas persistentes e elevadas para a época foram registadas em cerca de metade das estações meteorológicas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Em todo o país, durante esse período, a temperatura máxima do ar esteve, quase sempre, acima do valor médio mensal, enquanto os valores de precipitação foram sempre muito inferiores ao normal.

Indiferentes às consequências inerentes a estes dados meteorológicos, costumamos classificar aqueles dias sem nuvens nem chuva, mesmo fora de estação, como dias de “bom tempo”. Mas será que são mesmo bons? Faz sentido continuarmos a chamar “bom”, acriticamente, aquilo que pode ser um sinal ou um sintoma do que é mau? E, acima de tudo, será que estamos preparados para enfrentar uma sucessão tão extensa de dias com “bom tempo”? Ou vamos passar a ter saudades dos dias com “mau tempo”? A realidade é o que é e não podemos fugir dela: ainda estamos no final de abril, mas uma grande parte do país encontra-se já em seca meteorológica.

E não estamos sozinhos: em Espanha, soam também os alarmes de seca. Um pouco mais a norte, em França, a falta de água é já uma emergência nacional. E, em Paris, já há planos para preparar a cidade a enfrentar, em breve, ondas de calor e 50ºC, e que obrigarão, nomeadamente, a reabilitar cerca de 90% dos edifícios da capital francesa.

Aquilo a que tantas vezes chamamos “bom tempo” tem sido, afinal, nos últimos anos, responsável por imensas alterações na qualidade de vida das pessoas. O mais recente relatório da Organização Meteorológica Mundial, divulgado na semana passada, traça um retrato sombrio, mas que, mesmo assim, parece já não provocar ondas de indignação ou qualquer emergência na ação.

O problema é que os sinais estão todos no relatório, que assinala, com números indesmentíveis, como os anos de 2015 a 2022 foram os oito mais quentes no planeta, desde que se começaram a fazer registos das temperaturas, em 1850. Com mais dias de “bom tempo” de sol e de calor, os glaciares estão a desaparecer nas montanhas europeias, mas também em todas as outras cadeias montanhosas do planeta, bem como na Antártida e na Gronelândia.

O calor extremo que afetou a Europa no último verão também foi classificado, no dia a dia, como “bom tempo”, quando as praias se enchiam e os alarmes de incêndios florestais eram apenas um ruído distante. A verdade é que o relatório indica que “o excesso de mortes associadas ao calor na Europa ultrapassou as 15 mil, no total, em Espanha, Alemanha, Reino Unido, França e Portugal”.

Quem pense que tudo isto é cíclico e sem importância, é melhor que se acautele. Ao que tudo indica, o fenómeno El Niño deverá voltar este ano a manifestar-se no Oceano Pacífico e, como habitualmente, com implicações em todo o planeta, fazendo as temperaturas globais dispararem e causar ondas de calor sem precedentes. Perante essa ameaça, apenas nos resta preparar-nos, em especial, no nosso caso, para a seca e para o calor. Não só na proteção das florestas, mas também com especial atenção nas cidades, onde o calor mata mais, embora de forma invisível. Não vale a pena diabolizar o conceito de “bom tempo”. Precisamos, isso sim, de o saber adaptar ao novo… tempo.

Rui Tavares Guedes, Visão

Responda a 5 das 8 perguntas seguintes, com palavras próprias.

1.

O problema da seca é exclusivamente português?

2.

Como é que esteve o tempo em Portugal na primeira metade do mês de abril?

3.

Quais são os principais desafios climáticos para Portugal?

4.

Que consequências tem o aumento das temperaturas para as cadeias montanhosas?

5.

Segundo Rui Guedes, qual é a previsão para as temperaturas neste ano?

6.

O que é que lhe parece preocupante ao autor das reações ao panorama traçado pelo relatório da OMM?

7.

Quais são os factos que fazem que o jornalista questione a expressão “bom tempo”?

8.

A que é que se refere quando fala de ter “saudades do mau tempo”?

Ejercicio Bloco 2 · Gramática, fonética y ortografía: opción múltiple (Escolha a opção correta)

BLOCO 2

Responda a 6 das seguintes perguntas indicando a opção correta em cada uma. [3 valores]

Ejercicio Bloco 3 - Proposta 1 · Expresión escrita: texto de opinión, composición o diálogo (Produção escrita)

1. Escreva uma composição sobre um destes três assuntos. A composição deve ter um mínimo de 80 palavras:

1.1.

Quais são as vantagens e desvantagens do comércio online?

1.2.

Motivos para fazer um ano de estudos no estrangeiro.

1.3.

Ideias para tentar reduzir a sua pegada de carbono.

Ejercicio Bloco 3 - Proposta 2 · Expresión escrita: texto de opinión, composición o diálogo (Produção escrita)

2. Escolha uma das situações e elabore o diálogo que se poderia estabelecer entre as pessoas que intervêm. O diálogo deve ter, no mínimo, dez falas, cumprindo o objetivo comunicativo indicado [fórmulas para cumprimentar/despedir não serão levadas em conta, bem como intervenções de "sim", "não"].

2.1.

Você fala com os seus pais para fazer uma viagem de fim de semana.

2.2.

Tem tosse e febre e consulta com o seu médico sobre a possibilidade de se tratar de COVID-19.

2.3.

Um amigo/a português/a vem visitá-lo/a e pede-lhe sugestões para conhecer a sua localidade.

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