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Examen de Portugués PAU Murcia 2026 · Ordinaria

Examen de Portugués de Selectividad de Murcia (PAU/EBAU) 2026, Ordinaria (junio): 6 problemas con solución. Con corrección al momento.

Temas del examen: Comprensión: verdadero o falso y opción múltiple (Verdadeiro/Falso, escolha múltipla) · Completar frases con tus propias palabras (Complete com as suas palavras) · Vocabulario: palabras y expresiones del texto por su definición (Encontre no texto) · Texto con huecos de opción múltiple (Complete o texto) · Cuestiones gramaticales: tiempos verbales, pasiva, conectores y pronombres (Questões gramaticais) · Redacción: comentario de opinión o e-mail informal (Produção escrita)

Problema 1 · Comprensión: verdadero o falso y opción múltiple (Verdadeiro/Falso, escolha múltipla)

PRIMEIRA SECÇÃO: COMPREENSÃO DE LEITURA [3 PONTOS]

TEXTO

Negação Climática: Quando a Psicologia se torna arma política

Foi publicado na Nature Climate Change um artigo intitulado “The Political Psychology of Climate Denial” que revela que a negação das alterações climáticas não é fruto de ignorância ou falta de informação, mas antes o resultado de uma estratégia política deliberada, sustentada por mecanismos psicológicos profundos que moldam percepções, emoções e comportamentos coletivos. Os autores defendem que “a persistência e a disseminação da negação não podem ser explicadas apenas por oportunismo político”, sublinhando que existem forças psicológicas poderosas que tornam a rejeição da ciência não só confortável, mas, em certos contextos sociais e ideológicos, até moralmente “virtuosa”.

Entre esses fatores destaca-se a distância psicológica, que faz com que os impactos das alterações climáticas sejam percecionados como longínquos no tempo ou no espaço e, por isso, irrelevantes para a vida quotidiana. O enviesamento de disponibilidade leva indivíduos a desvalorizar tendências globais quando não existem eventos extremos recentes no seu contexto local. A dissonância cognitiva atua como um mecanismo de autoproteção, permitindo manter estilos de vida e modelos económicos ameaçados pela evidência científica. O enviesamento da confirmação, amplificado pelas redes sociais e por ecossistemas mediáticos polarizados, reforça crenças pré-existentes, enquanto a aversão à perda transforma políticas climáticas em supostas ameaças económicas ou identitárias. A identidade social e a ansiedade existencial fazem ainda da negação um sinal de pertença a determinados grupos, funcionando como marcador simbólico de lealdade.

Este enquadramento liga-se diretamente aos estudos de Daniel Kahneman, Nobel da Economia, que demonstrou de forma consistente como enviesamentos cognitivos afetam decisões mesmo entre gestores experientes e decisores racionais. Quando confrontados com riscos ambientais complexos, muitos líderes empresariais e políticos não escolhem a solução mais eficaz a longo prazo, mas sim a mais confortável no presente, reduzindo a dissonância psicológica ou evitando perdas imediatas. Como Kahneman escreveu em Thinking, Fast and Slow, “as pessoas não escolhem entre opções, escolhem entre descrições das opções”. Quando essas descrições são manipuladas estrategicamente, a racionalidade coletiva dissolve-se.

O artigo sublinha ainda que “factos isolados raramente mudam opiniões”. Para contrariar a negação climática, é necessário comunicar melhor: recorrer a narrativas locais, a vozes credíveis dentro das comunidades e a estratégias que integrem emoções, valores e identidades, em vez de depender apenas de dados abstratos. Caso contrário, a manipulação continuará a minar a ação coletiva e a atrasar respostas urgentes.

Estas técnicas não são casuais nem inocentes. São instrumentos de poder, usados para travar políticas públicas essenciais e preservar narrativas convenientes. Quando a verdade científica é relativizada e a opinião pública é conduzida por vieses emocionais explorados deliberadamente, o risco ultrapassa largamente a crise climática: ameaça a própria integridade da democracia. É fundamental não cedermos à tentação de nos alhearmos de uma sociedade cada vez mais rude, polarizada e perigosa. Se queremos um futuro baseado em conhecimento e responsabilidade, temos de comunicar melhor, mas também reconhecer que a liberdade de expressão não pode ser confundida com liberdade para manipular sistematicamente a verdade.

Baseado num artigo de Sofia Santos, Diário de Notícias

Verdadeiro ou falso: (Justifique brevemente a sua resposta sem copiar frases do texto – 10 a 15 palavras)

1.1.

O texto afirma que a rejeição da ciência climática resulta sobretudo de desconhecimento ou falta de informação.

Verdadeiro

Falso

1.2.

Segundo o texto, alguns enviesamentos cognitivos levam as pessoas a considerar confortáveis decisões que ignoram evidências científicas.

Verdadeiro

Falso

Escolha a opção correta (A, B ou C)

1.3.

Segundo o texto, as redes sociais:

1.4.

Para contrariar a negação climática, o texto defende que é essencial:

Problema 2 · Completar frases con tus propias palabras (Complete com as suas palavras)

PRIMEIRA SECÇÃO: COMPREENSÃO DE LEITURA [3 PONTOS]

TEXTO

Negação Climática: Quando a Psicologia se torna arma política

Foi publicado na Nature Climate Change um artigo intitulado “The Political Psychology of Climate Denial” que revela que a negação das alterações climáticas não é fruto de ignorância ou falta de informação, mas antes o resultado de uma estratégia política deliberada, sustentada por mecanismos psicológicos profundos que moldam percepções, emoções e comportamentos coletivos. Os autores defendem que “a persistência e a disseminação da negação não podem ser explicadas apenas por oportunismo político”, sublinhando que existem forças psicológicas poderosas que tornam a rejeição da ciência não só confortável, mas, em certos contextos sociais e ideológicos, até moralmente “virtuosa”.

Entre esses fatores destaca-se a distância psicológica, que faz com que os impactos das alterações climáticas sejam percecionados como longínquos no tempo ou no espaço e, por isso, irrelevantes para a vida quotidiana. O enviesamento de disponibilidade leva indivíduos a desvalorizar tendências globais quando não existem eventos extremos recentes no seu contexto local. A dissonância cognitiva atua como um mecanismo de autoproteção, permitindo manter estilos de vida e modelos económicos ameaçados pela evidência científica. O enviesamento da confirmação, amplificado pelas redes sociais e por ecossistemas mediáticos polarizados, reforça crenças pré-existentes, enquanto a aversão à perda transforma políticas climáticas em supostas ameaças económicas ou identitárias. A identidade social e a ansiedade existencial fazem ainda da negação um sinal de pertença a determinados grupos, funcionando como marcador simbólico de lealdade.

Este enquadramento liga-se diretamente aos estudos de Daniel Kahneman, Nobel da Economia, que demonstrou de forma consistente como enviesamentos cognitivos afetam decisões mesmo entre gestores experientes e decisores racionais. Quando confrontados com riscos ambientais complexos, muitos líderes empresariais e políticos não escolhem a solução mais eficaz a longo prazo, mas sim a mais confortável no presente, reduzindo a dissonância psicológica ou evitando perdas imediatas. Como Kahneman escreveu em Thinking, Fast and Slow, “as pessoas não escolhem entre opções, escolhem entre descrições das opções”. Quando essas descrições são manipuladas estrategicamente, a racionalidade coletiva dissolve-se.

O artigo sublinha ainda que “factos isolados raramente mudam opiniões”. Para contrariar a negação climática, é necessário comunicar melhor: recorrer a narrativas locais, a vozes credíveis dentro das comunidades e a estratégias que integrem emoções, valores e identidades, em vez de depender apenas de dados abstratos. Caso contrário, a manipulação continuará a minar a ação coletiva e a atrasar respostas urgentes.

Estas técnicas não são casuais nem inocentes. São instrumentos de poder, usados para travar políticas públicas essenciais e preservar narrativas convenientes. Quando a verdade científica é relativizada e a opinião pública é conduzida por vieses emocionais explorados deliberadamente, o risco ultrapassa largamente a crise climática: ameaça a própria integridade da democracia. É fundamental não cedermos à tentação de nos alhearmos de uma sociedade cada vez mais rude, polarizada e perigosa. Se queremos um futuro baseado em conhecimento e responsabilidade, temos de comunicar melhor, mas também reconhecer que a liberdade de expressão não pode ser confundida com liberdade para manipular sistematicamente a verdade.

Baseado num artigo de Sofia Santos, Diário de Notícias

2. Com base nas informações contidas no texto, complete as seguintes frases utilizando as suas próprias palavras. Deve acrescentar entre 10 e 15 palavras a cada frase já iniciada. NÃO COPIE LITERALMENTE o texto nem as frases do exercício anterior. [2 itens × 0,5 = 1 ponto]

2.1.

O texto explica que muitos decisores rejeitam soluções climáticas eficazes porque...

2.2.

O texto demonstra que a negação climática continua a expandir-se quando...

Problema 3 · Vocabulario: palabras y expresiones del texto por su definición (Encontre no texto)

PRIMEIRA SECÇÃO: COMPREENSÃO DE LEITURA [3 PONTOS]

TEXTO

Negação Climática: Quando a Psicologia se torna arma política

Foi publicado na Nature Climate Change um artigo intitulado “The Political Psychology of Climate Denial” que revela que a negação das alterações climáticas não é fruto de ignorância ou falta de informação, mas antes o resultado de uma estratégia política deliberada, sustentada por mecanismos psicológicos profundos que moldam percepções, emoções e comportamentos coletivos. Os autores defendem que “a persistência e a disseminação da negação não podem ser explicadas apenas por oportunismo político”, sublinhando que existem forças psicológicas poderosas que tornam a rejeição da ciência não só confortável, mas, em certos contextos sociais e ideológicos, até moralmente “virtuosa”.

Entre esses fatores destaca-se a distância psicológica, que faz com que os impactos das alterações climáticas sejam percecionados como longínquos no tempo ou no espaço e, por isso, irrelevantes para a vida quotidiana. O enviesamento de disponibilidade leva indivíduos a desvalorizar tendências globais quando não existem eventos extremos recentes no seu contexto local. A dissonância cognitiva atua como um mecanismo de autoproteção, permitindo manter estilos de vida e modelos económicos ameaçados pela evidência científica. O enviesamento da confirmação, amplificado pelas redes sociais e por ecossistemas mediáticos polarizados, reforça crenças pré-existentes, enquanto a aversão à perda transforma políticas climáticas em supostas ameaças económicas ou identitárias. A identidade social e a ansiedade existencial fazem ainda da negação um sinal de pertença a determinados grupos, funcionando como marcador simbólico de lealdade.

Este enquadramento liga-se diretamente aos estudos de Daniel Kahneman, Nobel da Economia, que demonstrou de forma consistente como enviesamentos cognitivos afetam decisões mesmo entre gestores experientes e decisores racionais. Quando confrontados com riscos ambientais complexos, muitos líderes empresariais e políticos não escolhem a solução mais eficaz a longo prazo, mas sim a mais confortável no presente, reduzindo a dissonância psicológica ou evitando perdas imediatas. Como Kahneman escreveu em Thinking, Fast and Slow, “as pessoas não escolhem entre opções, escolhem entre descrições das opções”. Quando essas descrições são manipuladas estrategicamente, a racionalidade coletiva dissolve-se.

O artigo sublinha ainda que “factos isolados raramente mudam opiniões”. Para contrariar a negação climática, é necessário comunicar melhor: recorrer a narrativas locais, a vozes credíveis dentro das comunidades e a estratégias que integrem emoções, valores e identidades, em vez de depender apenas de dados abstratos. Caso contrário, a manipulação continuará a minar a ação coletiva e a atrasar respostas urgentes.

Estas técnicas não são casuais nem inocentes. São instrumentos de poder, usados para travar políticas públicas essenciais e preservar narrativas convenientes. Quando a verdade científica é relativizada e a opinião pública é conduzida por vieses emocionais explorados deliberadamente, o risco ultrapassa largamente a crise climática: ameaça a própria integridade da democracia. É fundamental não cedermos à tentação de nos alhearmos de uma sociedade cada vez mais rude, polarizada e perigosa. Se queremos um futuro baseado em conhecimento e responsabilidade, temos de comunicar melhor, mas também reconhecer que a liberdade de expressão não pode ser confundida com liberdade para manipular sistematicamente a verdade.

Baseado num artigo de Sofia Santos, Diário de Notícias

3. Encontre no texto as palavras que correspondem às seguintes definições de 3.1 a 3.4. Copie as palavras do texto na sua folha de respostas. [4 itens × 0,1 pontos = 0,4 pontos – respostas erradas não penalizam]

3.1.

Substantivo que significa “conflito interno causado por ideias ou ações incompatíveis”.

→ Parágrafo 2 →

3.2.

Substantivo que significa “capacidade de julgar de forma lógica e consistente”.

→ Parágrafo 3 →

3.3.

Substantivo plural que designa “relatos/estruturas discursivas usadas para comunicar e dar sentido a ideias ou acontecimentos”.

→ Parágrafo 4 →

3.4.

Substantivo que significa “sistema político baseado na soberania popular e no respeito por direitos e liberdades”.

→ Parágrafo 5 →

Problema 4 · Texto con huecos de opción múltiple (Complete o texto)

SEGUNDA SECÇÃO: QUESTÕES DE GRAMÁTICA E USO LINGUÍSTICO [3 PONTOS]

4. Complete o texto escolhendo a opção mais adequada (a, b ou c). Há três opções para cada uma das quinze palavras em falta. [Nota: 15 itens × 0,1 pontos = 1,5 pontos]

Nos últimos meses, várias entidades alertaram para o impacto da desinformação na percepção pública das políticas climáticas. Muitos cidadãos interpretam mensagens complexas (1) clareza, enquanto certos discursos circulam (2) verificação factual. Especialistas explicam que algumas narrativas (3) receios infundados, sobretudo quando são apresentadas (4) forma sensacionalista. Além disso, determinadas análises são divulgadas com linguagem ambígua, o que (5) interpretações erradas.

Para contrariar este cenário, várias organizações sugerem campanhas que incluam exemplos locais, fontes credíveis e dados apresentados de modo acessível. No entanto, recomenda-se que tais iniciativas (6) avaliadas cuidadosamente, uma vez que diferentes públicos (7) necessidades distintas. A confiança aumenta quando a comunicação (8) consistente e transparente.

Apesar dos esforços, continuam a circular conteúdos que confundem o debate e (9) a tomada de decisões informadas. Por isso, especialistas defendem que projetos educativos (10) promover literacia mediática e incentivar uma análise crítica das informações. Além disso, tais ações devem ser acompanhadas de exemplos práticos que permitam aos cidadãos reconhecer padrões de manipulação, distinguir fontes fiáveis e avaliar (11) apresentados em diferentes contextos. Só assim será possível reduzir o impacto de mensagens que (12) dúvidas injustificadas no espaço público. Em muitos casos, recomenda-se utilizar dados atualizados e explicações simples, para que os conteúdos (13) facilmente compreendidos. Contudo, especialistas alertam que este trabalho exige esforço contínuo, (14) existam iniciativas isoladas que tentem melhorar a literacia mediática. No final, defende-se que estratégias educativas bem estruturadas (15) contribuir para uma sociedade mais crítica e melhor preparada para enfrentar desafios informativos.

Problema 5 · Cuestiones gramaticales: tiempos verbales, pasiva, conectores y pronombres (Questões gramaticais)

5. Responda a duas questões gramaticais à escolha entre as quatro seguintes.

(0,75 pontos por item = 1,5 pontos)

5.1.

Transforme na voz passiva: «As redes sociais reforçam perceções incorretas.»

5.2.

Substitua o verbo destacado por um sinónimo adequado: «Algumas interpretações distorcem a compreensão pública.»

5.3.

Reescreva introduzindo o conetor «embora»: «As mensagens são claras; ainda assim, poucas pessoas as seguem.»

5.4.

Substitua o substantivo «estratégias» por um pronome adequado: «As estratégias ajudam a melhorar a comunicação pública.»

Ejercicio 6.1 · Redacción: comentario de opinión o e-mail informal (Produção escrita)

TERCEIRA SECÇÃO: PRODUÇÃO ESCRITA [4 PONTOS]

6. Escolha uma das duas tarefas (120–150 palavras).

6.1

Escreva um comentário (sem copiar frases dos textos anteriores).

Apresente o seu ponto de vista sobre a influência dos vieses cognitivos e da desinformação nas decisões políticas e sociais e indique o que considera essencial para melhorar a relação entre ciência, política e sociedade. Dá a tua opinião e apresenta exemplos.

Ejercicio 6.2 · Redacción: comentario de opinión o e-mail informal (Produção escrita)

TERCEIRA SECÇÃO: PRODUÇÃO ESCRITA [4 PONTOS]

6. Escolha uma das duas tarefas (120–150 palavras).

6.2

Escreva um e-mail informal.

Escreva a um(a) amigo(a) para lhe contar a sua reação ao texto sobre a negação climática e explique o que pensa sobre o impacto da desinformação e dos vieses psicológicos nas decisões do dia a dia.

Situação:

Há dias, participaste numa sessão de formação na tua escola sobre desinformação digital e vieses cognitivos relacionados com temas ambientais. Durante a atividade, analisaste várias mensagens manipuladas e discutiste como estas influenciam conversas, opiniões e escolhas quotidianas. A sessão deixou-te a pensar na forma como a negação climática se espalha e na dificuldade em distinguir informação fiável.

Instruções:

És a pessoa que acabou de participar nesta atividade. Escreve um e-mail informal a um(a) amigo(a) para lhe contar o que aprendeste sobre desinformação e vieses cognitivos, explicar como te sentiste durante a sessão e mencionar duas atitudes que, na tua opinião, poderiam ajudar os jovens a identificar manipulação e a procurar informação credível. Usa um tom pessoal e próximo.

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