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Examen de Portugués PAU Murcia 2026 · Extraordinaria

Examen de Portugués de Selectividad de Murcia (PAU/EBAU) 2026, Extraordinaria (julio): 6 problemas con solución. Con corrección al momento.

Temas del examen: Comprensión: verdadero o falso y opción múltiple (Verdadeiro/Falso, escolha múltipla) · Completar frases con tus propias palabras (Complete com as suas palavras) · Vocabulario: palabras y expresiones del texto por su definición (Encontre no texto) · Texto con huecos de opción múltiple (Complete o texto) · Cuestiones gramaticales: tiempos verbales, pasiva, conectores y pronombres (Questões gramaticais) · Redacción: comentario de opinión o e-mail informal (Produção escrita)

Problema 1 · Comprensión: verdadero o falso y opción múltiple (Verdadeiro/Falso, escolha múltipla)

TEXTO

Bicicletas: sarilhos que nos trouxe a invenção da roda

Investigadores alemães descobriram símbolos em artefactos com 40 mil anos que podem constituir uma forma primitiva de escrita. Admite-se que servissem para registar informação sobre o quotidiano dos primeiros Homo sapiens na Europa. Se assim for, quem sabe conterão os primeiros registos do mais antigo conflito da História: a rivalidade entre automobilistas e ciclistas.

Portugal é um país virado para o futuro – desde que esse futuro tenha quatro rodas, motor de combustão e estacionamento à porta. O investimento numa rede viável de transportes públicos arrasta-se, as alternativas são escassas e o automóvel continua a ser a espinha dorsal da mobilidade. Não é que alguém deseje depender do carro. É a inércia e a falta de visão entre quem governa, apurada ao longo de décadas.

Não é preciso visitar uma cidade do século XXI para ver no Metro de Lisboa o teaser de uma rede de metro. Quando comparado com os seus homólogos europeus, é um jogo colorido para se brincar aos maquinistas. Já fora da capital, a situação é ainda mais futurista: médias e pequenas cidades onde viver sem carro implica um exercício espiritual de desapego e, frequentemente, de miséria.

Investir a sério na mobilidade do país ajudaria a atenuar uma fatia considerável dos nossos problemas. Uma rede moderna e acessível facilitaria o acesso à habitação, ao emprego e aos serviços essenciais. Libertaria milhões de horas atualmente frustradas em contemplação existencial nos engarrafamentos. Reduziria a poluição, o ruído e a experiência kafkiana, partilhada por milhares, de encontrar estacionamento.

É neste “salve-se quem puder” que meia dúzia de líricos decide deslocar-se de bicicleta. Menos por ideologia, mais por falta de opções. Para quem possa, compreende-se a preferência pelo desporto radical de galgar colinas perante a lata de sardinha no comboio suburbano, atrasado e cronicamente em serviços mínimos. Curiosamente, tornaram-se o alvo desta guerra milenar. Afinal, poucas coisas irritam tanto como ver alguém a pedalar em liberdade, mesmo que com certa dificuldade respiratória.

Não é de agora o conflito. Há cem anos, quando o automóvel começou a dominar as ruas, travou-se uma batalha intensa pela redefinição do espaço público. Durante décadas, as cidades foram concebidas em função do carro, relegando peões e ciclistas para as margens. Aquilo a que hoje assistimos em Portugal é apenas mais um capítulo dessa longa tradição – e a prevalência deste conflito é sintoma do nosso atraso.

É uma abordagem pré-histórica. O verdadeiro duelo não se trava entre automobilistas e ciclistas, mas entre quem ainda acredita num sistema centrado no automóvel individual e quem já percebeu que a mobilidade é um ecossistema. Não é uma subtração, é uma adição. Transportes públicos, bicicletas, carros, individuais ou partilhados, deslocações a pé – cada meio cumpre um propósito, conforme o momento, o dia, a distância e a necessidade. O erro nunca é haver alternativas. É não haver escolha.

Talvez os investigadores alemães ainda venham a descobrir o momento exato em que tudo se perdeu. Talvez consigam desvendar o instante fatídico em que alguém inventou a roda e condenou a Humanidade a discutir o estacionamento por dezenas de milhares de anos: foi o início do progresso, mas também o fim da paz. Bip biiiiip! Sai da frente, ó ciclista!

Baseado num artigo de Henrique Costa Santos, Visão

1. Compreensão do texto

Verdadeiro ou falso: (Justifique brevemente a sua resposta sem copiar frases do texto – 10 a 15 palavras)

1.1.

O texto defende que os portugueses preferem o automóvel por conforto pessoal.

Verdadeiro

Falso

1.2.

O autor considera que a mobilidade deve basear-se num único meio de transporte sustentável.

Verdadeiro

Falso

Escolha a opção correta (A, B ou C)

1.3.

Segundo o texto, o Metro de Lisboa é apresentado como:

1.4.

O autor sugere que a invenção da roda representa:

Problema 2 · Completar frases con tus propias palabras (Complete com as suas palavras)

TEXTO

Bicicletas: sarilhos que nos trouxe a invenção da roda

Investigadores alemães descobriram símbolos em artefactos com 40 mil anos que podem constituir uma forma primitiva de escrita. Admite-se que servissem para registar informação sobre o quotidiano dos primeiros Homo sapiens na Europa. Se assim for, quem sabe conterão os primeiros registos do mais antigo conflito da História: a rivalidade entre automobilistas e ciclistas.

Portugal é um país virado para o futuro – desde que esse futuro tenha quatro rodas, motor de combustão e estacionamento à porta. O investimento numa rede viável de transportes públicos arrasta-se, as alternativas são escassas e o automóvel continua a ser a espinha dorsal da mobilidade. Não é que alguém deseje depender do carro. É a inércia e a falta de visão entre quem governa, apurada ao longo de décadas.

Não é preciso visitar uma cidade do século XXI para ver no Metro de Lisboa o teaser de uma rede de metro. Quando comparado com os seus homólogos europeus, é um jogo colorido para se brincar aos maquinistas. Já fora da capital, a situação é ainda mais futurista: médias e pequenas cidades onde viver sem carro implica um exercício espiritual de desapego e, frequentemente, de miséria.

Investir a sério na mobilidade do país ajudaria a atenuar uma fatia considerável dos nossos problemas. Uma rede moderna e acessível facilitaria o acesso à habitação, ao emprego e aos serviços essenciais. Libertaria milhões de horas atualmente frustradas em contemplação existencial nos engarrafamentos. Reduziria a poluição, o ruído e a experiência kafkiana, partilhada por milhares, de encontrar estacionamento.

É neste “salve-se quem puder” que meia dúzia de líricos decide deslocar-se de bicicleta. Menos por ideologia, mais por falta de opções. Para quem possa, compreende-se a preferência pelo desporto radical de galgar colinas perante a lata de sardinha no comboio suburbano, atrasado e cronicamente em serviços mínimos. Curiosamente, tornaram-se o alvo desta guerra milenar. Afinal, poucas coisas irritam tanto como ver alguém a pedalar em liberdade, mesmo que com certa dificuldade respiratória.

Não é de agora o conflito. Há cem anos, quando o automóvel começou a dominar as ruas, travou-se uma batalha intensa pela redefinição do espaço público. Durante décadas, as cidades foram concebidas em função do carro, relegando peões e ciclistas para as margens. Aquilo a que hoje assistimos em Portugal é apenas mais um capítulo dessa longa tradição – e a prevalência deste conflito é sintoma do nosso atraso.

É uma abordagem pré-histórica. O verdadeiro duelo não se trava entre automobilistas e ciclistas, mas entre quem ainda acredita num sistema centrado no automóvel individual e quem já percebeu que a mobilidade é um ecossistema. Não é uma subtração, é uma adição. Transportes públicos, bicicletas, carros, individuais ou partilhados, deslocações a pé – cada meio cumpre um propósito, conforme o momento, o dia, a distância e a necessidade. O erro nunca é haver alternativas. É não haver escolha.

Talvez os investigadores alemães ainda venham a descobrir o momento exato em que tudo se perdeu. Talvez consigam desvendar o instante fatídico em que alguém inventou a roda e condenou a Humanidade a discutir o estacionamento por dezenas de milhares de anos: foi o início do progresso, mas também o fim da paz. Bip biiiiip! Sai da frente, ó ciclista!

Baseado num artigo de Henrique Costa Santos, Visão

2. Completar frases com base no texto

Com base nas informações contidas no texto, complete as seguintes frases utilizando as suas próprias palavras. Deve acrescentar entre 10 e 15 palavras a cada frase já iniciada. NÃO COPIE LITERALMENTE o texto nem as frases do exercício anterior.

[2 itens × 0,5 = 1 ponto]

2.1.

Segundo o texto, investir seriamente na mobilidade ajudaria porque...

2.2.

Segundo o texto, os problemas de mobilidade persistem há décadas porque...

Problema 3 · Vocabulario: palabras y expresiones del texto por su definición (Encontre no texto)

TEXTO

Bicicletas: sarilhos que nos trouxe a invenção da roda

Investigadores alemães descobriram símbolos em artefactos com 40 mil anos que podem constituir uma forma primitiva de escrita. Admite-se que servissem para registar informação sobre o quotidiano dos primeiros Homo sapiens na Europa. Se assim for, quem sabe conterão os primeiros registos do mais antigo conflito da História: a rivalidade entre automobilistas e ciclistas.

Portugal é um país virado para o futuro – desde que esse futuro tenha quatro rodas, motor de combustão e estacionamento à porta. O investimento numa rede viável de transportes públicos arrasta-se, as alternativas são escassas e o automóvel continua a ser a espinha dorsal da mobilidade. Não é que alguém deseje depender do carro. É a inércia e a falta de visão entre quem governa, apurada ao longo de décadas.

Não é preciso visitar uma cidade do século XXI para ver no Metro de Lisboa o teaser de uma rede de metro. Quando comparado com os seus homólogos europeus, é um jogo colorido para se brincar aos maquinistas. Já fora da capital, a situação é ainda mais futurista: médias e pequenas cidades onde viver sem carro implica um exercício espiritual de desapego e, frequentemente, de miséria.

Investir a sério na mobilidade do país ajudaria a atenuar uma fatia considerável dos nossos problemas. Uma rede moderna e acessível facilitaria o acesso à habitação, ao emprego e aos serviços essenciais. Libertaria milhões de horas atualmente frustradas em contemplação existencial nos engarrafamentos. Reduziria a poluição, o ruído e a experiência kafkiana, partilhada por milhares, de encontrar estacionamento.

É neste “salve-se quem puder” que meia dúzia de líricos decide deslocar-se de bicicleta. Menos por ideologia, mais por falta de opções. Para quem possa, compreende-se a preferência pelo desporto radical de galgar colinas perante a lata de sardinha no comboio suburbano, atrasado e cronicamente em serviços mínimos. Curiosamente, tornaram-se o alvo desta guerra milenar. Afinal, poucas coisas irritam tanto como ver alguém a pedalar em liberdade, mesmo que com certa dificuldade respiratória.

Não é de agora o conflito. Há cem anos, quando o automóvel começou a dominar as ruas, travou-se uma batalha intensa pela redefinição do espaço público. Durante décadas, as cidades foram concebidas em função do carro, relegando peões e ciclistas para as margens. Aquilo a que hoje assistimos em Portugal é apenas mais um capítulo dessa longa tradição – e a prevalência deste conflito é sintoma do nosso atraso.

É uma abordagem pré-histórica. O verdadeiro duelo não se trava entre automobilistas e ciclistas, mas entre quem ainda acredita num sistema centrado no automóvel individual e quem já percebeu que a mobilidade é um ecossistema. Não é uma subtração, é uma adição. Transportes públicos, bicicletas, carros, individuais ou partilhados, deslocações a pé – cada meio cumpre um propósito, conforme o momento, o dia, a distância e a necessidade. O erro nunca é haver alternativas. É não haver escolha.

Talvez os investigadores alemães ainda venham a descobrir o momento exato em que tudo se perdeu. Talvez consigam desvendar o instante fatídico em que alguém inventou a roda e condenou a Humanidade a discutir o estacionamento por dezenas de milhares de anos: foi o início do progresso, mas também o fim da paz. Bip biiiiip! Sai da frente, ó ciclista!

Baseado num artigo de Henrique Costa Santos, Visão

3. Encontre no texto as palavras que correspondem às seguintes definições de 3.1 a 3.4. Copie as palavras do texto na sua folha de respostas.

[4 itens × 0,1 pontos = 0,4 pontos – respostas erradas não penalizam]

3.1.

Expressão que significa “elemento central e estruturante de um sistema”.

→ Parágrafo 2 →

3.2.

Expressão que significa “experiência absurda, frustrante ou burocraticamente caótica”.

→ Parágrafo 4 →

3.3.

Substantivo que designa “conflito ou rivalidade prolongada entre grupos”.

→ Parágrafo 5 →

3.4.

Termo que significa “conjunto de elementos que funcionam de forma integrada”.

→ Parágrafo 7 →

Problema 4 · Texto con huecos de opción múltiple (Complete o texto)

SEGUNDA SECÇÃO: QUESTÕES DE GRAMÁTICA E USO LINGUÍSTICO [3 PONTOS]

4. Complete o texto escolhendo a opção mais adequada (a, b ou c). Há três opções para cada uma das quinze palavras em falta. [Nota: 15 itens × 0,1 pontos = 1,5 pontos]

Nos debates sobre mobilidade, continua evidente que muitas cidades portuguesas funcionam (1) um modelo ultrapassado. Em vários centros urbanos, circular diariamente torna-se (2) um teste à paciência, sobretudo quando o transporte público opera (3) horários inconsistentes. Certos discursos políticos apresentam soluções que, (4), parecem modernas, mas escondem problemas antigos. Além disso, projetos mal planeados (5) expectativas irreais, criando frustração entre utilizadores.

Algumas iniciativas procuram mudar este panorama sugerindo reformas que funcionem (6) diversos meios de deslocação. Contudo, decisões importantes são tomadas (7) qualquer consulta pública, o que frequentemente (8) conflitos entre automobilistas e ciclistas. Para complicar, campanhas institucionais recorrem (9) expressões feitas que nada esclarecem, apesar de prometerem melhorias.

Especialistas defendem que políticas eficazes (10) reduzir congestionamentos se houver investimento contínuo. Porém, medidas mal comunicadas (11) gerar equívocos. Assim, recomenda-se que informação complexa (12) explicada de forma clara, (13) existam resistências. A longo prazo, decisões sensatas devem apoiar-se (14) dados consistentes, para que as mudanças (15) produzir benefícios reais.

.

Problema 5 · Cuestiones gramaticales: tiempos verbales, pasiva, conectores y pronombres (Questões gramaticais)

5. Responda a duas questões gramaticais à escolha entre as quatro seguintes. (0,75 pontos por item = 1,5 pontos)

5.1.

Transforme na voz passiva: «As campanhas institucionais transmitem mensagens confusas.»

5.2.

Substitua o verbo destacado por um sinónimo adequado: «Determinadas políticas agravam os problemas de mobilidade.»

5.3.

Reescreva introduzindo o conetor «embora»: «As cidades têm potencial para melhorar; no entanto, faltam investimentos sérios.»

5.4.

Substitua o substantivo «propostas» por um pronome adequado: «As propostas devem considerar as necessidades dos utilizadores.»

Ejercicio 6.1 · Redacción: comentario de opinión o e-mail informal (Produção escrita)

TERCEIRA SECÇÃO: PRODUÇÃO ESCRITA [4 PONTOS]

6. Escolha uma das duas tarefas (120–150 palavras).

6.1 Escreva um comentário (sem copiar frases dos textos anteriores).

Apresente o seu ponto de vista sobre a dependência do automóvel na sua cidade e sobre o conflito entre diferentes formas de mobilidade referido no texto. Indique o que considera essencial para melhorar o equilíbrio entre transportes públicos, bicicletas, deslocações a pé e automóvel. Dê a sua opinião e apresente exemplos.

Ejercicio 6.2 · Redacción: comentario de opinión o e-mail informal (Produção escrita)

TERCEIRA SECÇÃO: PRODUÇÃO ESCRITA [4 PONTOS]

6. Escolha uma das duas tarefas (120–150 palavras).

6.2 Escreva um e-mail informal.

Escreva a um(a) amigo(a) para lhe contar o que pensa sobre a coexistência difícil entre automobilistas e ciclistas.

Situação:

Leste na imprensa um artigo sobre mobilidade na cidade de Murcia: o texto criticava a dependência do automóvel, apontava fragilidades nos transportes públicos, comentava o conflito recorrente entre ciclistas e automobilistas e defendia que a mobilidade deve ser entendida como um ecossistema de opções. A leitura fez-te refletir sobre o dia a dia na tua cidade, desde o trânsito até à dificuldade de circular de bicicleta ou a pé.

Instruções:

És a pessoa que acabou de ler esse artigo. Escreve um e-mail informal a um(a) amigo(a) para lhe contar o que pensas sobre a mobilidade em Murcia, explicar como te identificaste com os problemas descritos e mencionar duas melhorias que, na tua opinião, poderiam tornar a cidade mais acessível e eficiente. Usa um tom pessoal e próximo.

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