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Examen de Portugués PAU Andalucía 2013 · Extraordinaria Reserva B

Examen de Portugués de Selectividad de Andalucía (PAU/PEvAU) 2013, Extraordinaria Reserva B (julio): 3 problemas con solución. Temas: Comprensión lectora.

Temas del examen: Comprensión lectora · Gramática y estructuras lingüísticas · Expresión escrita

Ejercicio Opção A - A. Compreensão · Comprensión lectora

O ritual repete-se: a luz baixa devagarinho, as conversas diminuem de volume, pousam-se os talheres, faz-se silêncio. Embora nas mesas quase não se ouça falar português, os clientes conseguem antecipar o que se seguirá. Porém, há qualquer coisa de diferente na mulher que se prepara para cantar. Xaile traçado, pequena, magra, cabelos pretos, compridos, e...olhos fechados e rasgados, a denunciarem a sua origem longínqua. O nome confirma a distância: Akané nasceu e cresceu no Japão. A primeira reação é de estranheza, que rapidamente se desvanece, ao ouvi-la cantar e confirmar a sua entrega total à canção portuguesa por excelência, o fado. No final, arranca aplausos de uma plateia ainda surpreendida com o que acabou de ouvir.

Akané já deixou de ser uma desconhecida: jornais e televisões perseguem-na, procurando saber o que faz uma japonesa, tão longe de casa, a cantar fado pelas tabernas lisboetas. Ela é o rosto e a voz, agora mais perto de nós, de uma nova realidade: o fado sai das nossas bocas e desperta paixões nos quatro cantos do mundo.

Outro exemplo encontramo-lo em Marcela Ortiz, que, morando na cidade do México, também sente o fado como seu. “Portugal, para mim, é uma casa. Passei lá momentos lindos e saudosos. Estou apaixonada pelo país e o fado é um género musical que me preenche”, diz.

Além destes dois casos, outras fadistas vão surgindo noutros pontos do globo, fazendo com que a mais conhecida canção lisboeta ganhe asas e levante voo, tornando-se cada vez mais universal.

Revista Única (adaptado)

A. COMPREENSÃO (4 pontos; 1 ponto por cada pergunta)

1. Responda às seguintes perguntas sobre o texto, usando as suas próprias palavras:

1.1.

Quem é Akané?

1.2.

Qual é, segundo o texto, a nova realidade do fado?

2. Indique se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas. Justifique a resposta com palavras do texto.

2.1.

Nas mesas fala-se muito em português.

Verdadeira

Falsa

2.2.

Marcela Ortiz vive em Portugal.

Verdadeira

Falsa

Ejercicio Opção A - B. Uso da Língua · Gramática y estructuras lingüísticas

O ritual repete-se: a luz baixa devagarinho, as conversas diminuem de volume, pousam-se os talheres, faz-se silêncio. Embora nas mesas quase não se ouça falar português, os clientes conseguem antecipar o que se seguirá. Porém, há qualquer coisa de diferente na mulher que se prepara para cantar. Xaile traçado, pequena, magra, cabelos pretos, compridos, e...olhos fechados e rasgados, a denunciarem a sua origem longínqua. O nome confirma a distância: Akané nasceu e cresceu no Japão. A primeira reação é de estranheza, que rapidamente se desvanece, ao ouvi-la cantar e confirmar a sua entrega total à canção portuguesa por excelência, o fado. No final, arranca aplausos de uma plateia ainda surpreendida com o que acabou de ouvir.

Akané já deixou de ser uma desconhecida: jornais e televisões perseguem-na, procurando saber o que faz uma japonesa, tão longe de casa, a cantar fado pelas tabernas lisboetas. Ela é o rosto e a voz, agora mais perto de nós, de uma nova realidade: o fado sai das nossas bocas e desperta paixões nos quatro cantos do mundo.

Outro exemplo encontramo-lo em Marcela Ortiz, que, morando na cidade do México, também sente o fado como seu. “Portugal, para mim, é uma casa. Passei lá momentos lindos e saudosos. Estou apaixonada pelo país e o fado é um género musical que me preenche”, diz.

Além destes dois casos, outras fadistas vão surgindo noutros pontos do globo, fazendo com que a mais conhecida canção lisboeta ganhe asas e levante voo, tornando-se cada vez mais universal.

Revista Única (adaptado)

B. USO DA LÍNGUA (3 pontos; 0,5 por cada pergunta)

1.

No texto aparecem as palavras "magra" e "longe". Indique o contrário de cada uma delas.

2.

Encontre no texto o nome que se dá ao conjunto da faca, garfo e colher.

3.

Passe as seguintes palavras para o plural: "luz" e "origem"

4.

Complete a seguinte frase, conjugando os verbos indicados no presente do indicativo:

A Ana (VESTIR) sempre calças, mas eu (PREFERIR) vestir saias.

5.

Complete a seguinte frase, conjugando os verbos no pretérito perfeito simples:

No ano passado a Ana (TER) uma bolsa Erasmus para França. Ela passou lá 9 meses e (CONHECER) gente muito simpática. Foi uma experiência fantástica.

6.

Complete a seguinte frase com as preposições e artigos necessários:

Ela é Andaluzia, mas agora mora Portimão.

Ejercicio Opção A - C. Composição · Expresión escrita

C. COMPOSIÇÃO (3 pontos)

Escreva cerca de 120 palavras sobre o seguinte tema:

A minha relação com a música (que géneros musicais gosta de ouvir, quando os ouve, concertos a que vai, etc.)

Ejercicio Opção B - A. Compreensão · Comprensión lectora

OPÇÃO B

Não há dúvida de que as redes sociais mudaram as nossas vidas. Pode dizer-se que o Facebook é a nova novela da vida real, e por vezes a feira das vaidades, mas há limites e devo dizer que muitas vezes fico espantada com a falta de bom senso que lá se manifesta.

Tal como servem para aproximar as pessoas, as redes sociais também podem levar ao seu afastamento, como consequência dum uso irresponsável. Existem casos de namorados que se zangam pelo “estado” do seu parceiro/a, colegas de trabalho que ficam chateados por não serem aceites como amigos no Facebook, familiares ou ex-namorados que controlam a vida dos outros. Convém não esquecer que a nossa liberdade acaba quando começa a dos demais. Mas, na verdade, há muitos que parecem desconhecê-lo e deixam de viver a sua vida para viver vidas alheias.

Há quem diga que atualmente deixámos de ser aquilo que possuímos para passarmos a ser o que partilhamos, como as mensagens, as fotografias ou a presença em eventos agendados no Facebook. Com efeito, em plena era digital, se uma empresa não estiver na Web e nas redes sociais é quase como se não existisse. Para as pessoas, as redes podem servir para fins profissionais ou pessoais - como reencontrar velhos amigos, levantar o ego, arranjar novas relações (românticas ou não) ou camuflar a solidão.

Cabe a cada um, no entanto, impor os seus limites, definir o grau de exposição a que se quer submeter, e medir o impacto que as suas publicações terão nas relações interpessoais. Tudo se resume, no fundo, a uma questão de sentido comum.

Liliana Coelho, Blogues Expresso.pt (adaptado)

A. COMPREENSÃO (4 pontos; 1 ponto por cada pergunta)

1. Responda às seguintes perguntas sobre o texto, usando as suas próprias palavras:

1.1.

Que consequências negativas pode originar o mau uso das redes sociais?

1.2.

E quais são os aspectos positivos que também se podem obter com as redes sociais?

2. Indique se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas. Justifique a resposta com palavras do texto.

2.1.

Muitas pessoas deixam de viver a própria vida para “viverem” a dos outros.

Verdadeira

Falsa

2.2.

Algumas pessoas defendem que somos aquilo que publicamos nas redes sociais.

Verdadeira

Falsa

Ejercicio Opção B - B. Uso da Língua · Gramática y estructuras lingüísticas

OPÇÃO B

Não há dúvida de que as redes sociais mudaram as nossas vidas. Pode dizer-se que o Facebook é a nova novela da vida real, e por vezes a feira das vaidades, mas há limites e devo dizer que muitas vezes fico espantada com a falta de bom senso que lá se manifesta.

Tal como servem para aproximar as pessoas, as redes sociais também podem levar ao seu afastamento, como consequência dum uso irresponsável. Existem casos de namorados que se zangam pelo “estado” do seu parceiro/a, colegas de trabalho que ficam chateados por não serem aceites como amigos no Facebook, familiares ou ex-namorados que controlam a vida dos outros. Convém não esquecer que a nossa liberdade acaba quando começa a dos demais. Mas, na verdade, há muitos que parecem desconhecê-lo e deixam de viver a sua vida para viver vidas alheias.

Há quem diga que atualmente deixámos de ser aquilo que possuímos para passarmos a ser o que partilhamos, como as mensagens, as fotografias ou a presença em eventos agendados no Facebook. Com efeito, em plena era digital, se uma empresa não estiver na Web e nas redes sociais é quase como se não existisse. Para as pessoas, as redes podem servir para fins profissionais ou pessoais - como reencontrar velhos amigos, levantar o ego, arranjar novas relações (românticas ou não) ou camuflar a solidão.

Cabe a cada um, no entanto, impor os seus limites, definir o grau de exposição a que se quer submeter, e medir o impacto que as suas publicações terão nas relações interpessoais. Tudo se resume, no fundo, a uma questão de sentido comum.

Liliana Coelho, Blogues Expresso.pt (adaptado)

B. USO DA LÍNGUA (3 pontos; 0,5 por cada pergunta)

1.

Encontre no texto o oposto de “velha” e de “lembrar”.

2.

Encontre no texto um sinónimo de “temos” e de “surpreendida”.

3.

Passe as seguintes palavras para o plural: “real” e “questão”

4.

Faça uma frase com as seguintes palavras, conjugando o verbo e incluindo os artigos e preposições necessárias: Eles / ter / aulas / francês / terças / quintas / manhã

5.

Complete a seguinte frase, conjugando os verbos no pretérito imperfeito:

Quando era criança, (eu) ________ (ADORAR) ver televisão. Era um exagero, eu ________ (VER) televisão horas e horas a fio. Nunca me aborrecia.

6.

Passe a seguinte frase para a voz passiva: A Ana devolveu o livro ao João na semana passada.

Ejercicio Opção B - C. Composição · Expresión escrita

C. COMPOSIÇÃO (3 pontos)

Escreva cerca de 120 palavras sobre o seguinte tema:

Usa habitualmente as redes sociais? Se sim, diga para quê e com que frequência. Se não as usa, explique porquê.

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