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Examen de Portugués PAU Andalucía 2013 · Ordinaria Reserva A

Examen de Portugués de Selectividad de Andalucía (PAU/PEvAU) 2013, Ordinaria Reserva A (junio): 3 problemas con solución. Temas: Comprensión lectora. Gratis.

Temas del examen: Comprensión lectora · Gramática y estructuras lingüísticas · Expresión escrita

Ejercicio Opção A - A. Compreensão · Comprensión lectora

OPÇÃO A

Filomena, ex-estudante ERASMUS

"Fiz o estágio na Cruz Vermelha Belga. Saía de Geel e apanhava um comboio. Depois tinha que fazer o resto do percurso de bicicleta. Eram muitos quilómetros e eu não estava habituada. Para mim foi um sofrimento porque era inverno, chovia, eu chorava todos os dias.

Mas adorava o estágio, foi uma experiência espetacular! Trabalhava numa casa de acolhimento de refugiados, onde os utentes eram pessoas de todo o mundo, com histórias muito fortes. Depois deram-me o projeto da loja social, que foi muito difícil de gerir. As pessoas tinham direito a "x" peças, e eu não podia dar mais que isso. Algumas ficavam chateadas comigo e furavam o pneu da minha bicicleta! Lá tinha eu que voltar para casa a puxar a bicicleta... (risos). Foi o meu drama!

Ao princípio foi difícil integrar-me, os belgas eram muito fechados. O ambiente de trabalho estava a funcionar, mas não tinha uma rede de suporte e precisava dela! Então falei com o meu coordenador e disse-lhe que precisava de amigos. E o professor disse: 'conheço umas pessoas interessantes, mas tu vais lá procurá-los. Eles estão na residência X'. Fui lá, toquei a campainha e disse 'boa noite, vocês não me conhecem, o meu nome é Filomena, estou cá a fazer ERASMUS e preciso de amigos. Queria saber se vocês também precisam de amigos. Sou uma boa amiga, divertida e sempre pronta para festas!'. Eles começaram-se a rir, acharam imensa piada à minha "lata" de ir lá. Então a partir daí eu só andava com belgas, o que foi muito bom porque conheci bem a cultura. Ia às festas deles, a suas casas, viajavam comigo, não me deixavam sozinha. Para o que eu precisasse, eles estavam lá"

Geração Erasmus (adaptado)

A. COMPREENSÃO (4 pontos; 1 ponto por cada pergunta)

1. Responda às seguintes perguntas sobre o texto, usando as suas próprias palavras:

1.1.

Porque é que algumas vezes furavam o pneu da bicicleta da Filomena?

1.2.

Como é que ela conseguiu fazer amigos?

2. Indique se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas. Justifique a resposta com palavras do texto.

2.1.

Da casa dela até ao local do estágio, ela não utilizava nenhum transporte público.

Verdadeiro

Falso

2.2.

O primeiro contacto entre ela e os alunos belgas foi através do telefone.

Verdadeiro

Falso

Ejercicio Opção A - B. Uso da Língua · Gramática y estructuras lingüísticas

OPÇÃO A

Filomena, ex-estudante ERASMUS

"Fiz o estágio na Cruz Vermelha Belga. Saía de Geel e apanhava um comboio. Depois tinha que fazer o resto do percurso de bicicleta. Eram muitos quilómetros e eu não estava habituada. Para mim foi um sofrimento porque era inverno, chovia, eu chorava todos os dias.

Mas adorava o estágio, foi uma experiência espetacular! Trabalhava numa casa de acolhimento de refugiados, onde os utentes eram pessoas de todo o mundo, com histórias muito fortes. Depois deram-me o projeto da loja social, que foi muito difícil de gerir. As pessoas tinham direito a "x" peças, e eu não podia dar mais que isso. Algumas ficavam chateadas comigo e furavam o pneu da minha bicicleta! Lá tinha eu que voltar para casa a puxar a bicicleta... (risos). Foi o meu drama!

Ao princípio foi difícil integrar-me, os belgas eram muito fechados. O ambiente de trabalho estava a funcionar, mas não tinha uma rede de suporte e precisava dela! Então falei com o meu coordenador e disse-lhe que precisava de amigos. E o professor disse: 'conheço umas pessoas interessantes, mas tu vais lá procurá-los. Eles estão na residência X'. Fui lá, toquei a campainha e disse 'boa noite, vocês não me conhecem, o meu nome é Filomena, estou cá a fazer ERASMUS e preciso de amigos. Queria saber se vocês também precisam de amigos. Sou uma boa amiga, divertida e sempre pronta para festas!'. Eles começaram-se a rir, acharam imensa piada à minha "lata" de ir lá. Então a partir daí eu só andava com belgas, o que foi muito bom porque conheci bem a cultura. Ia às festas deles, a suas casas, viajavam comigo, não me deixavam sozinha. Para o que eu precisasse, eles estavam lá"

Geração Erasmus (adaptado)

B. USO DA LÍNGUA (3 pontos; 0,5 por cada pergunta)

1.

No texto aparece um nome de cor (vermelha). Diga o nome de duas outras cores em português.

2.

Encontre no texto um sinónimo de "zangadas" e outro de "sem companhia".

3.

Encontre no texto os opostos de "empurrar" e de "má".

4.

Complete a seguinte frase, conjugando os verbos no presente do indicativo:

"(Eu)

(PEDIR) imensas desculpas, mas não o

(RECONHECER). Podia dizer-me quem é, por favor?"

5.

Complete a seguinte frase, conjugando os verbos no pretérito perfeito simples:

Ontem eu

(SAIR) tarde de casa e, por isso, (eu)

(CHEGAR) atrasada ao exame.

6.

Complete com os possessivos, seguindo o exemplo: (EU) o meu amigo: O meu amigo

(TU)

irmã. (NÓS)

colegas.

Ejercicio Opção A - C. Composição · Expresión escrita

C. COMPOSIÇÃO (3 pontos)

Escreva cerca de 120 palavras sobre o seguinte tema:

Gostava de participar num programa de intercâmbio de estudantes, como o Erasmus? Porquê e para onde?

Ejercicio Opção B - A. Compreensão · Comprensión lectora

OPÇÃO B

Um amigo meu, jornalista, descobriu uma forma infalível de conseguir acesso a qualquer instituição pública angolana, discotecas, lojas, e mesmo festas particulares. Tendo trabalhado algum tempo em Nova Iorque, num departamento da General Motors, guardou um cartão dessa empresa multinacional, com fotografia a cores. Basta-lhe apresentar o cartão e os guardas perfilam-se, batem continência, e gritam:

– Muito bom dia, nosso General.

Talvez porque Motors seja nome estrangeiro, um tanto difícil de pronunciar, e porque entre os militares de baixa patente poucos dominam a escrita, a maior parte conhece-o como General Mortos. Muitos acreditam que aquele é o seu nome de guerra. Num país onde os boatos nascem do nada, e logo prosperam como cogumelos em terra húmida, rapidamente se começou a espalhar a lenda segundo a qual ele teria ganho a terrível alcunha na época colonial, em razão da ferocidade com que, comandante da guerrilha, perseguia as tropas portuguesas.

Enviado a Malange por um semanário sul-africano, o meu amigo voltou a servir-se do velho artifício e conseguiu assim um lugar na avioneta das muitas empresas privadas que diariamente alugam os seus serviços a organizações humanitárias.

– O fundamental – costuma dizer o meu amigo -, não é a condição: é a convicção.

José Eduardo Agualusa, A Substância do Amor e outras Crónicas (adaptado)

A. COMPREENSÃO (4 pontos; 1 ponto por cada pergunta)

1. Responda às seguintes perguntas sobre o texto, usando as suas próprias palavras:

1.1.

Que artifício usa o amigo do narrador para entrar em todos os sítios?

1.2.

Como ganhou a alcunha de General Mortos?

2. Indique se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas. Justifique a resposta com palavras do texto.

2.1.

O amigo do narrador é militar.

2.2.

São raros os militares de baixa patente que sabem ler e escrever bem.

Ejercicio Opção B - B. Uso da Língua · Gramática y estructuras lingüísticas

OPÇÃO B

Um amigo meu, jornalista, descobriu uma forma infalível de conseguir acesso a qualquer instituição pública angolana, discotecas, lojas, e mesmo festas particulares. Tendo trabalhado algum tempo em Nova Iorque, num departamento da General Motors, guardou um cartão dessa empresa multinacional, com fotografia a cores. Basta-lhe apresentar o cartão e os guardas perfilam-se, batem continência, e gritam:

– Muito bom dia, nosso General.

Talvez porque Motors seja nome estrangeiro, um tanto difícil de pronunciar, e porque entre os militares de baixa patente poucos dominam a escrita, a maior parte conhece-o como General Mortos. Muitos acreditam que aquele é o seu nome de guerra. Num país onde os boatos nascem do nada, e logo prosperam como cogumelos em terra húmida, rapidamente se começou a espalhar a lenda segundo a qual ele teria ganho a terrível alcunha na época colonial, em razão da ferocidade com que, comandante da guerrilha, perseguia as tropas portuguesas.

Enviado a Malange por um semanário sul-africano, o meu amigo voltou a servir-se do velho artifício e conseguiu assim um lugar na avioneta das muitas empresas privadas que diariamente alugam os seus serviços a organizações humanitárias.

– O fundamental – costuma dizer o meu amigo -, não é a condição: é a convicção.

José Eduardo Agualusa, A Substância do Amor e outras Crónicas (adaptado)

B. USO DA LÍNGUA (3 pontos; 0,5 por cada pergunta)

1.

Encontre no texto os opostos de “menor” e de “novo”.

2.

Encontre no texto uma palavra que seja sinónimo de “que não falha” e de “história, escrita ou oral, que narra factos irreais ou duvidosos”.

3.

Passe as seguintes palavras para o plural: “bem” e “qual”.

4.

Complete a seguinte frase: “Livraria, sapataria ou supermercado são nomes de ” (a palavra que completa a frase aparece no texto).

5.

Complete a seguinte frase, conjugando os verbos nos tempos adequados:

Normalmente eu (LER) o jornal todos os dias, mas ontem não o (LER).

6.

Passe a seguinte frase para a voz passiva:

A livraria pôs o livro à venda hoje de manhã.

Ejercicio Opção B - C. Composição · Expresión escrita

C. COMPOSIÇÃO (3 pontos)

Escreva cerca de 120 palavras sobre o seguinte tema:

Conte uma viagem que tenha feito.

Número de palavras:

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