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Examen de Portugués Majors de 25 anys (Catalunya) 2026 · Tribunal ordinari

Examen de Portugués de Selectividad de Majors de 25 anys (Catalunya) (PAU) 2026, Tribunal ordinari (junio): 10 problemas con solución. Gratis.

Temas del examen: Comprensió lectora: preguntes d'opció múltiple · Lèxic i expressions en context · Gramàtica: morfologia verbal i nominal · Opinió argumentada sobre el text (40-60 paraules)

Problema 1 · Gramàtica: morfologia verbal i nominal

LÍNGUAS QUE NÃO SABEMOS QUE SABÍAMOS

Na nossa infância, experimentamos o idioma do caos. Todos nós usufruímos do momento divino em que a nossa vida poderia ser todas as vidas. Não devemos deixar de perseguir esse caos seminal.

As línguas servem para comunicar. Mas elas não apenas “servem”. Elas fazem-nos ser. Nascemos e morremos naquilo que falamos. O que fez a espécie humana sobreviver não foi apenas a inteligência, mas a capacidade de produzir diversidade. Porém, essa diversidade está sendo negada nos dias de hoje por um sistema que, moldado por uma percepção utilitária, converte os idiomas num assunto de mercado.

Como se sabe, as línguas que sabemos — e mesmo as que não sabemos que sabíamos — são múltiplas e nem sempre capturáveis pela lógica do lucro. Existe algo que escapa à norma e aos códigos. Essa dimensão esquiva é aquela que mais me fascina. O que me move é a vocação divina da palavra, que não apenas nomeia mas que inventa encantamento.

Há quem lute para manter vivos idiomas que estão em risco de extinção. Essa luta é absolutamente meritória e recorda a nossa batalha para salvar do desaparecimento espécies de animais e plantas. As culturas sobrevivem enquanto se mantiverem produtivas, enquanto forem sujeito de mudança e elas próprias dialogarem e se mestiçarem com outras culturas.

O futuro tem de passar por grandes e radicais mudanças. Implica acabar com a fome, a guerra, a miséria. Implica também estar disponível para lidar com os materiais do sonho. O que advogo é um futuro plural, munido de um idioma plural. Ao lado de uma língua que nos faça ser mundo, deve coexistir outra que nos faça inventar mundos. De um lado, um idioma que nos crie raiz e lugar. Do outro, um idioma que nos faça ser asa e viagem.

Adaptação a partir do texto de Mia COUTO

publicado na Revista Prosa Verso e Arte [on-line] (26 junho 2025)

Após a leitura do texto, selecione a opção correta.

1. Preste atenção às formas verbais sabemos e sabíamos incluídas no texto. Qual seria a primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo do verbo saber ?

Problema 2 · Gramàtica: morfologia verbal i nominal

LÍNGUAS QUE NÃO SABEMOS QUE SABÍAMOS

Na nossa infância, experimentamos o idioma do caos. Todos nós usufruímos do momento divino em que a nossa vida poderia ser todas as vidas. Não devemos deixar de perseguir esse caos seminal.

As línguas servem para comunicar. Mas elas não apenas “servem”. Elas fazem-nos ser. Nascemos e morremos naquilo que falamos. O que fez a espécie humana sobreviver não foi apenas a inteligência, mas a capacidade de produzir diversidade. Porém, essa diversidade está sendo negada nos dias de hoje por um sistema que, moldado por uma percepção utilitária, converte os idiomas num assunto de mercado.

Como se sabe, as línguas que sabemos — e mesmo as que não sabemos que sabíamos — são múltiplas e nem sempre capturáveis pela lógica do lucro. Existe algo que escapa à norma e aos códigos. Essa dimensão esquiva é aquela que mais me fascina. O que me move é a vocação divina da palavra, que não apenas nomeia mas que inventa encantamento.

Há quem lute para manter vivos idiomas que estão em risco de extinção. Essa luta é absolutamente meritória e recorda a nossa batalha para salvar do desaparecimento espécies de animais e plantas. As culturas sobrevivem enquanto se mantiverem produtivas, enquanto forem sujeito de mudança e elas próprias dialogarem e se mestiçarem com outras culturas.

O futuro tem de passar por grandes e radicais mudanças. Implica acabar com a fome, a guerra, a miséria. Implica também estar disponível para lidar com os materiais do sonho. O que advogo é um futuro plural, munido de um idioma plural. Ao lado de uma língua que nos faça ser mundo, deve coexistir outra que nos faça inventar mundos. De um lado, um idioma que nos crie raiz e lugar. Do outro, um idioma que nos faça ser asa e viagem.

Adaptação a partir do texto de Mia COUTO

publicado na Revista Prosa Verso e Arte [on-line] (26 junho 2025)

Após a leitura do texto, selecione a opção correta.

2. Na frase “Nascemos e morremos naquilo que falamos”, situada no segundo parágrafo do texto, o termo naquilo é formado por quais elementos?

Problema 3 · Lèxic i expressions en context

LÍNGUAS QUE NÃO SABEMOS QUE SABÍAMOS

Na nossa infância, experimentamos o idioma do caos. Todos nós usufruímos do momento divino em que a nossa vida poderia ser todas as vidas. Não devemos deixar de perseguir esse caos seminal.

As línguas servem para comunicar. Mas elas não apenas “servem”. Elas fazem-nos ser. Nascemos e morremos naquilo que falamos. O que fez a espécie humana sobreviver não foi apenas a inteligência, mas a capacidade de produzir diversidade. Porém, essa diversidade está sendo negada nos dias de hoje por um sistema que, moldado por uma percepção utilitária, converte os idiomas num assunto de mercado.

Como se sabe, as línguas que sabemos — e mesmo as que não sabemos que sabíamos — são múltiplas e nem sempre capturáveis pela lógica do lucro. Existe algo que escapa à norma e aos códigos. Essa dimensão esquiva é aquela que mais me fascina. O que me move é a vocação divina da palavra, que não apenas nomeia mas que inventa encantamento.

Há quem lute para manter vivos idiomas que estão em risco de extinção. Essa luta é absolutamente meritória e recorda a nossa batalha para salvar do desaparecimento espécies de animais e plantas. As culturas sobrevivem enquanto se mantiverem produtivas, enquanto forem sujeito de mudança e elas próprias dialogarem e se mestiçarem com outras culturas.

O futuro tem de passar por grandes e radicais mudanças. Implica acabar com a fome, a guerra, a miséria. Implica também estar disponível para lidar com os materiais do sonho. O que advogo é um futuro plural, munido de um idioma plural. Ao lado de uma língua que nos faça ser mundo, deve coexistir outra que nos faça inventar mundos. De um lado, um idioma que nos crie raiz e lugar. Do outro, um idioma que nos faça ser asa e viagem.

Adaptação a partir do texto de Mia COUTO

publicado na Revista Prosa Verso e Arte [on-line] (26 junho 2025)

Após a leitura do texto, selecione a opção correta.

3. A palavra Porém, inserida no fragmento “ Porém, essa diversidade está sendo negada nos dias de hoje”, introduz uma ideia de

Problema 4 · Lèxic i expressions en context

LÍNGUAS QUE NÃO SABEMOS QUE SABÍAMOS

Na nossa infância, experimentamos o idioma do caos. Todos nós usufruímos do momento divino em que a nossa vida poderia ser todas as vidas. Não devemos deixar de perseguir esse caos seminal.

As línguas servem para comunicar. Mas elas não apenas “servem”. Elas fazem-nos ser. Nascemos e morremos naquilo que falamos. O que fez a espécie humana sobreviver não foi apenas a inteligência, mas a capacidade de produzir diversidade. Porém, essa diversidade está sendo negada nos dias de hoje por um sistema que, moldado por uma percepção utilitária, converte os idiomas num assunto de mercado.

Como se sabe, as línguas que sabemos — e mesmo as que não sabemos que sabíamos — são múltiplas e nem sempre capturáveis pela lógica do lucro. Existe algo que escapa à norma e aos códigos. Essa dimensão esquiva é aquela que mais me fascina. O que me move é a vocação divina da palavra, que não apenas nomeia mas que inventa encantamento.

Há quem lute para manter vivos idiomas que estão em risco de extinção. Essa luta é absolutamente meritória e recorda a nossa batalha para salvar do desaparecimento espécies de animais e plantas. As culturas sobrevivem enquanto se mantiverem produtivas, enquanto forem sujeito de mudança e elas próprias dialogarem e se mestiçarem com outras culturas.

O futuro tem de passar por grandes e radicais mudanças. Implica acabar com a fome, a guerra, a miséria. Implica também estar disponível para lidar com os materiais do sonho. O que advogo é um futuro plural, munido de um idioma plural. Ao lado de uma língua que nos faça ser mundo, deve coexistir outra que nos faça inventar mundos. De um lado, um idioma que nos crie raiz e lugar. Do outro, um idioma que nos faça ser asa e viagem.

Adaptação a partir do texto de Mia COUTO

publicado na Revista Prosa Verso e Arte [on-line] (26 junho 2025)

4. No terceiro parágrafo, deparamo-nos com a frase “são múltiplas e nem sempre capturáveis pela lógica do lucro ”. Qual é o antónimo de lucro ?

Problema 5 · Gramàtica: morfologia verbal i nominal

LÍNGUAS QUE NÃO SABEMOS QUE SABÍAMOS

Na nossa infância, experimentamos o idioma do caos. Todos nós usufruímos do momento divino em que a nossa vida poderia ser todas as vidas. Não devemos deixar de perseguir esse caos seminal.

As línguas servem para comunicar. Mas elas não apenas “servem”. Elas fazem-nos ser. Nascemos e morremos naquilo que falamos. O que fez a espécie humana sobreviver não foi apenas a inteligência, mas a capacidade de produzir diversidade. Porém, essa diversidade está sendo negada nos dias de hoje por um sistema que, moldado por uma percepção utilitária, converte os idiomas num assunto de mercado.

Como se sabe, as línguas que sabemos — e mesmo as que não sabemos que sabíamos — são múltiplas e nem sempre capturáveis pela lógica do lucro. Existe algo que escapa à norma e aos códigos. Essa dimensão esquiva é aquela que mais me fascina. O que me move é a vocação divina da palavra, que não apenas nomeia mas que inventa encantamento.

Há quem lute para manter vivos idiomas que estão em risco de extinção. Essa luta é absolutamente meritória e recorda a nossa batalha para salvar do desaparecimento espécies de animais e plantas. As culturas sobrevivem enquanto se mantiverem produtivas, enquanto forem sujeito de mudança e elas próprias dialogarem e se mestiçarem com outras culturas.

O futuro tem de passar por grandes e radicais mudanças. Implica acabar com a fome, a guerra, a miséria. Implica também estar disponível para lidar com os materiais do sonho. O que advogo é um futuro plural, munido de um idioma plural. Ao lado de uma língua que nos faça ser mundo, deve coexistir outra que nos faça inventar mundos. De um lado, um idioma que nos crie raiz e lugar. Do outro, um idioma que nos faça ser asa e viagem.

Adaptação a partir do texto de Mia COUTO

publicado na Revista Prosa Verso e Arte [on-line] (26 junho 2025)

5. Também no terceiro parágrafo localizamos o termo dimensão, na frase “Essa dimensão esquiva é aquela que mais me fascina”. Qual é o plural desta palavra?

Problema 6 · Gramàtica: morfologia verbal i nominal

LÍNGUAS QUE NÃO SABEMOS QUE SABÍAMOS

Na nossa infância, experimentamos o idioma do caos. Todos nós usufruímos do momento divino em que a nossa vida poderia ser todas as vidas. Não devemos deixar de perseguir esse caos seminal.

As línguas servem para comunicar. Mas elas não apenas “servem”. Elas fazem-nos ser. Nascemos e morremos naquilo que falamos. O que fez a espécie humana sobreviver não foi apenas a inteligência, mas a capacidade de produzir diversidade. Porém, essa diversidade está sendo negada nos dias de hoje por um sistema que, moldado por uma percepção utilitária, converte os idiomas num assunto de mercado.

Como se sabe, as línguas que sabemos — e mesmo as que não sabemos que sabíamos — são múltiplas e nem sempre capturáveis pela lógica do lucro. Existe algo que escapa à norma e aos códigos. Essa dimensão esquiva é aquela que mais me fascina. O que me move é a vocação divina da palavra, que não apenas nomeia mas que inventa encantamento.

Há quem lute para manter vivos idiomas que estão em risco de extinção. Essa luta é absolutamente meritória e recorda a nossa batalha para salvar do desaparecimento espécies de animais e plantas. As culturas sobrevivem enquanto se mantiverem produtivas, enquanto forem sujeito de mudança e elas próprias dialogarem e se mestiçarem com outras culturas.

O futuro tem de passar por grandes e radicais mudanças. Implica acabar com a fome, a guerra, a miséria. Implica também estar disponível para lidar com os materiais do sonho. O que advogo é um futuro plural, munido de um idioma plural. Ao lado de uma língua que nos faça ser mundo, deve coexistir outra que nos faça inventar mundos. De um lado, um idioma que nos crie raiz e lugar. Do outro, um idioma que nos faça ser asa e viagem.

Adaptação a partir do texto de Mia COUTO

publicado na Revista Prosa Verso e Arte [on-line] (26 junho 2025)

6. Inserido na frase “As culturas sobrevivem enquanto se mantiverem produtivas”, o verbo manter está conjugado em que tempo e modo?

Problema 7 · Lèxic i expressions en context

LÍNGUAS QUE NÃO SABEMOS QUE SABÍAMOS

Na nossa infância, experimentamos o idioma do caos. Todos nós usufruímos do momento divino em que a nossa vida poderia ser todas as vidas. Não devemos deixar de perseguir esse caos seminal.

As línguas servem para comunicar. Mas elas não apenas “servem”. Elas fazem-nos ser. Nascemos e morremos naquilo que falamos. O que fez a espécie humana sobreviver não foi apenas a inteligência, mas a capacidade de produzir diversidade. Porém, essa diversidade está sendo negada nos dias de hoje por um sistema que, moldado por uma percepção utilitária, converte os idiomas num assunto de mercado.

Como se sabe, as línguas que sabemos — e mesmo as que não sabemos que sabíamos — são múltiplas e nem sempre capturáveis pela lógica do lucro. Existe algo que escapa à norma e aos códigos. Essa dimensão esquiva é aquela que mais me fascina. O que me move é a vocação divina da palavra, que não apenas nomeia mas que inventa encantamento.

Há quem lute para manter vivos idiomas que estão em risco de extinção. Essa luta é absolutamente meritória e recorda a nossa batalha para salvar do desaparecimento espécies de animais e plantas. As culturas sobrevivem enquanto se mantiverem produtivas, enquanto forem sujeito de mudança e elas próprias dialogarem e se mestiçarem com outras culturas.

O futuro tem de passar por grandes e radicais mudanças. Implica acabar com a fome, a guerra, a miséria. Implica também estar disponível para lidar com os materiais do sonho. O que advogo é um futuro plural, munido de um idioma plural. Ao lado de uma língua que nos faça ser mundo, deve coexistir outra que nos faça inventar mundos. De um lado, um idioma que nos crie raiz e lugar. Do outro, um idioma que nos faça ser asa e viagem.

Adaptação a partir do texto de Mia COUTO

publicado na Revista Prosa Verso e Arte [on-line] (26 junho 2025)

7. O termo fome, incluído na oração “Implica acabar com a fome ”, no último parágrafo, significa

Problema 8 · Comprensió lectora: preguntes d'opció múltiple

LÍNGUAS QUE NÃO SABEMOS QUE SABÍAMOS

Na nossa infância, experimentamos o idioma do caos. Todos nós usufruímos do momento divino em que a nossa vida poderia ser todas as vidas. Não devemos deixar de perseguir esse caos seminal.

As línguas servem para comunicar. Mas elas não apenas “servem”. Elas fazem-nos ser. Nascemos e morremos naquilo que falamos. O que fez a espécie humana sobreviver não foi apenas a inteligência, mas a capacidade de produzir diversidade. Porém, essa diversidade está sendo negada nos dias de hoje por um sistema que, moldado por uma percepção utilitária, converte os idiomas num assunto de mercado.

Como se sabe, as línguas que sabemos — e mesmo as que não sabemos que sabíamos — são múltiplas e nem sempre capturáveis pela lógica do lucro. Existe algo que escapa à norma e aos códigos. Essa dimensão esquiva é aquela que mais me fascina. O que me move é a vocação divina da palavra, que não apenas nomeia mas que inventa encantamento.

Há quem lute para manter vivos idiomas que estão em risco de extinção. Essa luta é absolutamente meritória e recorda a nossa batalha para salvar do desaparecimento espécies de animais e plantas. As culturas sobrevivem enquanto se mantiverem produtivas, enquanto forem sujeito de mudança e elas próprias dialogarem e se mestiçarem com outras culturas.

O futuro tem de passar por grandes e radicais mudanças. Implica acabar com a fome, a guerra, a miséria. Implica também estar disponível para lidar com os materiais do sonho. O que advogo é um futuro plural, munido de um idioma plural. Ao lado de uma língua que nos faça ser mundo, deve coexistir outra que nos faça inventar mundos. De um lado, um idioma que nos crie raiz e lugar. Do outro, um idioma que nos faça ser asa e viagem.

Adaptação a partir do texto de Mia COUTO

publicado na Revista Prosa Verso e Arte [on-line] (26 junho 2025)

8. Quando falamos em línguas, segundo o autor, devemos valorizar

Problema 9 · Opinió argumentada sobre el text (40-60 paraules)

LÍNGUAS QUE NÃO SABEMOS QUE SABÍAMOS

Na nossa infância, experimentamos o idioma do caos. Todos nós usufruímos do momento divino em que a nossa vida poderia ser todas as vidas. Não devemos deixar de perseguir esse caos seminal.

As línguas servem para comunicar. Mas elas não apenas “servem”. Elas fazem-nos ser. Nascemos e morremos naquilo que falamos. O que fez a espécie humana sobreviver não foi apenas a inteligência, mas a capacidade de produzir diversidade. Porém, essa diversidade está sendo negada nos dias de hoje por um sistema que, moldado por uma percepção utilitária, converte os idiomas num assunto de mercado.

Como se sabe, as línguas que sabemos — e mesmo as que não sabemos que sabíamos — são múltiplas e nem sempre capturáveis pela lógica do lucro. Existe algo que escapa à norma e aos códigos. Essa dimensão esquiva é aquela que mais me fascina. O que me move é a vocação divina da palavra, que não apenas nomeia mas que inventa encantamento.

Há quem lute para manter vivos idiomas que estão em risco de extinção. Essa luta é absolutamente meritória e recorda a nossa batalha para salvar do desaparecimento espécies de animais e plantas. As culturas sobrevivem enquanto se mantiverem produtivas, enquanto forem sujeito de mudança e elas próprias dialogarem e se mestiçarem com outras culturas.

O futuro tem de passar por grandes e radicais mudanças. Implica acabar com a fome, a guerra, a miséria. Implica também estar disponível para lidar com os materiais do sonho. O que advogo é um futuro plural, munido de um idioma plural. Ao lado de uma língua que nos faça ser mundo, deve coexistir outra que nos faça inventar mundos. De um lado, um idioma que nos crie raiz e lugar. Do outro, um idioma que nos faça ser asa e viagem.

Adaptação a partir do texto de Mia COUTO

publicado na Revista Prosa Verso e Arte [on-line] (26 junho 2025)

Em português, responda às seguintes questões. Cada resposta deverá conter entre 40 e 60 palavras.

9. Para o autor do texto, as línguas servem para comunicar e, ao mesmo tempo, para algo muito mais profundo. Está de acordo com esta visão? Justifique a sua resposta.

Problema 10 · Opinió argumentada sobre el text (40-60 paraules)

LÍNGUAS QUE NÃO SABEMOS QUE SABÍAMOS

Na nossa infância, experimentamos o idioma do caos. Todos nós usufruímos do momento divino em que a nossa vida poderia ser todas as vidas. Não devemos deixar de perseguir esse caos seminal.

As línguas servem para comunicar. Mas elas não apenas “servem”. Elas fazem-nos ser. Nascemos e morremos naquilo que falamos. O que fez a espécie humana sobreviver não foi apenas a inteligência, mas a capacidade de produzir diversidade. Porém, essa diversidade está sendo negada nos dias de hoje por um sistema que, moldado por uma percepção utilitária, converte os idiomas num assunto de mercado.

Como se sabe, as línguas que sabemos — e mesmo as que não sabemos que sabíamos — são múltiplas e nem sempre capturáveis pela lógica do lucro. Existe algo que escapa à norma e aos códigos. Essa dimensão esquiva é aquela que mais me fascina. O que me move é a vocação divina da palavra, que não apenas nomeia mas que inventa encantamento.

Há quem lute para manter vivos idiomas que estão em risco de extinção. Essa luta é absolutamente meritória e recorda a nossa batalha para salvar do desaparecimento espécies de animais e plantas. As culturas sobrevivem enquanto se mantiverem produtivas, enquanto forem sujeito de mudança e elas próprias dialogarem e se mestiçarem com outras culturas.

O futuro tem de passar por grandes e radicais mudanças. Implica acabar com a fome, a guerra, a miséria. Implica também estar disponível para lidar com os materiais do sonho. O que advogo é um futuro plural, munido de um idioma plural. Ao lado de uma língua que nos faça ser mundo, deve coexistir outra que nos faça inventar mundos. De um lado, um idioma que nos crie raiz e lugar. Do outro, um idioma que nos faça ser asa e viagem.

Adaptação a partir do texto de Mia COUTO

publicado na Revista Prosa Verso e Arte [on-line] (26 junho 2025)

Em português, responda às seguintes questões. Cada resposta deverá conter entre 40 e 60 palavras.

10. O que é que, na visão de Mia Couto, dificulta a diversidade linguística nos dias de hoje? Concorda com o autor? Justifique a sua resposta e apresente um exemplo concreto desta questão.

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