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Examen de Portugués Majors de 25 anys (Catalunya) 2024 · Tribunal especial
Examen de Portugués de Selectividad de Majors de 25 anys (Catalunya) (PAU) 2024, Tribunal especial: 10 problemas con solución. Con corrección al momento.
Temas del examen: Comprensió lectora: preguntes d'opció múltiple · Lèxic i expressions en context · Gramàtica: morfologia verbal i nominal · Opinió argumentada sobre el text (40-60 paraules)
Problema 1 · Gramàtica: morfologia verbal i nominal
CENTENÁRIOS ANÓNIMOS
Não sei se há estação mais nefasta do que o outono, mas as estações são o que elas fizeram connosco. Por estes dias, o meu avô faria perto de cem anos. Talvez não valham de nada os centenários dos cidadãos anónimos, comparados com os das pessoas célebres. Os sobreviventes lembram-se, quem sabe um deles faz um brinde ou vai ao cemitério, trocam-se algumas palavras.
O outono é a estação em que a natureza se parece mais com o que a passagem do tempo faz à lembrança daqueles que amei. No começo, estão diante de mim, quase os vejo, ainda são nítidas as mãos e as caras. Vão-se desbotando com a passagem dos anos, primeiro ainda fantasmas, depois nem isso, quero lembrar-me de como eram. Não consigo. O outono repete o modo como me vou esquecendo dos mortos, à medida que os dias encurtam.
Arranjei uma máquina de escrever e escrevo uma página. Não estou habituada a ter de ter as frases na cabeça ou a precisar de memorizar a frase anterior e a frase seguinte. Muito depressa, vejo que escrevo à máquina como uma criança de seis anos, apesar de escrever todos os dias e de os meus dedos bailarem pelo teclado com muita experiência.
Rabisco listas de coisas que gostava de mostrar ao meu pai morto e de experimentar com ele: caril verde, chocolate de framboesa. Numa livraria, decido escolher um livro pela capa e, sem saber a língua, compro uma antologia de histórias sobre pais e lhe mostro. Sinto- o guiar-me os passos, os caminhos. Como nos nossos passeios infantis, ele anda a meu lado pela rua e tira-me o medo a cada momento.
Também as pessoas célebres, cujos centenários se comemoram, são pessoas anónimas para aqueles que as amaram.
Adaptação a partir do texto de Djaimilia Pereira de Almeida
publicado no portal Quatrocincoum [on-line] (7 outubro 2022)
Após a leitura do texto, selecione a opção correta.
1.
No início do texto, deparamo-nos com a oração “o meu avô faria perto de cem anos”. Se aqui se falasse simultaneamente de pessoas do sexo feminino e do sexo masculino, qual seria o plural do termo avô ?
)
Problema 2 · Gramàtica: morfologia verbal i nominal
CENTENÁRIOS ANÓNIMOS
Não sei se há estação mais nefasta do que o outono, mas as estações são o que elas fizeram connosco. Por estes dias, o meu avô faria perto de cem anos. Talvez não valham de nada os centenários dos cidadãos anónimos, comparados com os das pessoas célebres. Os sobreviventes lembram-se, quem sabe um deles faz um brinde ou vai ao cemitério, trocam-se algumas palavras.
O outono é a estação em que a natureza se parece mais com o que a passagem do tempo faz à lembrança daqueles que amei. No começo, estão diante de mim, quase os vejo, ainda são nítidas as mãos e as caras. Vão-se desbotando com a passagem dos anos, primeiro ainda fantasmas, depois nem isso, quero lembrar-me de como eram. Não consigo. O outono repete o modo como me vou esquecendo dos mortos, à medida que os dias encurtam.
Arranjei uma máquina de escrever e escrevo uma página. Não estou habituada a ter de ter as frases na cabeça ou a precisar de memorizar a frase anterior e a frase seguinte. Muito depressa, vejo que escrevo à máquina como uma criança de seis anos, apesar de escrever todos os dias e de os meus dedos bailarem pelo teclado com muita experiência.
Rabisco listas de coisas que gostava de mostrar ao meu pai morto e de experimentar com ele: caril verde, chocolate de framboesa. Numa livraria, decido escolher um livro pela capa e, sem saber a língua, compro uma antologia de histórias sobre pais e lhe mostro. Sinto- o guiar-me os passos, os caminhos. Como nos nossos passeios infantis, ele anda a meu lado pela rua e tira-me o medo a cada momento.
Também as pessoas célebres, cujos centenários se comemoram, são pessoas anónimas para aqueles que as amaram.
Adaptação a partir do texto de Djaimilia Pereira de Almeida
publicado no portal Quatrocincoum [on-line] (7 outubro 2022)
Após a leitura do texto, selecione a opção correta.
2.
Na frase “Talvez não valham de nada os centenários dos cidadãos anónimos”, o verbo valer aparece conjugado no presente do conjuntivo/subjuntivo. Como se conjugaria este mesmo verbo no pretérito imperfeito do conjuntivo/subjuntivo?
)
Problema 3 · Lèxic i expressions en context
CENTENÁRIOS ANÓNIMOS
Não sei se há estação mais nefasta do que o outono, mas as estações são o que elas fizeram connosco. Por estes dias, o meu avô faria perto de cem anos. Talvez não valham de nada os centenários dos cidadãos anónimos, comparados com os das pessoas célebres. Os sobreviventes lembram-se, quem sabe um deles faz um brinde ou vai ao cemitério, trocam-se algumas palavras.
O outono é a estação em que a natureza se parece mais com o que a passagem do tempo faz à lembrança daqueles que amei. No começo, estão diante de mim, quase os vejo, ainda são nítidas as mãos e as caras. Vão-se desbotando com a passagem dos anos, primeiro ainda fantasmas, depois nem isso, quero lembrar-me de como eram. Não consigo. O outono repete o modo como me vou esquecendo dos mortos, à medida que os dias encurtam.
Arranjei uma máquina de escrever e escrevo uma página. Não estou habituada a ter de ter as frases na cabeça ou a precisar de memorizar a frase anterior e a frase seguinte. Muito depressa, vejo que escrevo à máquina como uma criança de seis anos, apesar de escrever todos os dias e de os meus dedos bailarem pelo teclado com muita experiência.
Rabisco listas de coisas que gostava de mostrar ao meu pai morto e de experimentar com ele: caril verde, chocolate de framboesa. Numa livraria, decido escolher um livro pela capa e, sem saber a língua, compro uma antologia de histórias sobre pais e lhe mostro. Sinto- o guiar-me os passos, os caminhos. Como nos nossos passeios infantis, ele anda a meu lado pela rua e tira-me o medo a cada momento.
Também as pessoas célebres, cujos centenários se comemoram, são pessoas anónimas para aqueles que as amaram.
Adaptação a partir do texto de Djaimilia Pereira de Almeida
publicado no portal Quatrocincoum [on-line] (7 outubro 2022)
Após a leitura do texto, selecione a opção correta.
3.
Na frase “ Arranjei uma máquina de escrever e escrevo uma página”, o verbo arranjar tem o mesmo sentido de
)
Problema 4 · Lèxic i expressions en context
CENTENÁRIOS ANÓNIMOS
Não sei se há estação mais nefasta do que o outono, mas as estações são o que elas fizeram connosco. Por estes dias, o meu avô faria perto de cem anos. Talvez não valham de nada os centenários dos cidadãos anónimos, comparados com os das pessoas célebres. Os sobreviventes lembram-se, quem sabe um deles faz um brinde ou vai ao cemitério, trocam-se algumas palavras.
O outono é a estação em que a natureza se parece mais com o que a passagem do tempo faz à lembrança daqueles que amei. No começo, estão diante de mim, quase os vejo, ainda são nítidas as mãos e as caras. Vão-se desbotando com a passagem dos anos, primeiro ainda fantasmas, depois nem isso, quero lembrar-me de como eram. Não consigo. O outono repete o modo como me vou esquecendo dos mortos, à medida que os dias encurtam.
Arranjei uma máquina de escrever e escrevo uma página. Não estou habituada a ter de ter as frases na cabeça ou a precisar de memorizar a frase anterior e a frase seguinte. Muito depressa, vejo que escrevo à máquina como uma criança de seis anos, apesar de escrever todos os dias e de os meus dedos bailarem pelo teclado com muita experiência.
Rabisco listas de coisas que gostava de mostrar ao meu pai morto e de experimentar com ele: caril verde, chocolate de framboesa. Numa livraria, decido escolher um livro pela capa e, sem saber a língua, compro uma antologia de histórias sobre pais e lhe mostro. Sinto- o guiar-me os passos, os caminhos. Como nos nossos passeios infantis, ele anda a meu lado pela rua e tira-me o medo a cada momento.
Também as pessoas célebres, cujos centenários se comemoram, são pessoas anónimas para aqueles que as amaram.
Adaptação a partir do texto de Djaimilia Pereira de Almeida
publicado no portal Quatrocincoum [on-line] (7 outubro 2022)
4. Qual é o antônimo do advérbio depressa, incorporado no fragmento “Muito depressa, vejo que escrevo à máquina como uma criança de seis anos”?
Problema 5 · Lèxic i expressions en context
CENTENÁRIOS ANÓNIMOS
Não sei se há estação mais nefasta do que o outono, mas as estações são o que elas fizeram connosco. Por estes dias, o meu avô faria perto de cem anos. Talvez não valham de nada os centenários dos cidadãos anónimos, comparados com os das pessoas célebres. Os sobreviventes lembram-se, quem sabe um deles faz um brinde ou vai ao cemitério, trocam-se algumas palavras.
O outono é a estação em que a natureza se parece mais com o que a passagem do tempo faz à lembrança daqueles que amei. No começo, estão diante de mim, quase os vejo, ainda são nítidas as mãos e as caras. Vão-se desbotando com a passagem dos anos, primeiro ainda fantasmas, depois nem isso, quero lembrar-me de como eram. Não consigo. O outono repete o modo como me vou esquecendo dos mortos, à medida que os dias encurtam.
Arranjei uma máquina de escrever e escrevo uma página. Não estou habituada a ter de ter as frases na cabeça ou a precisar de memorizar a frase anterior e a frase seguinte. Muito depressa, vejo que escrevo à máquina como uma criança de seis anos, apesar de escrever todos os dias e de os meus dedos bailarem pelo teclado com muita experiência.
Rabisco listas de coisas que gostava de mostrar ao meu pai morto e de experimentar com ele: caril verde, chocolate de framboesa. Numa livraria, decido escolher um livro pela capa e, sem saber a língua, compro uma antologia de histórias sobre pais e lhe mostro. Sinto- o guiar-me os passos, os caminhos. Como nos nossos passeios infantis, ele anda a meu lado pela rua e tira-me o medo a cada momento.
Também as pessoas célebres, cujos centenários se comemoram, são pessoas anónimas para aqueles que as amaram.
Adaptação a partir do texto de Djaimilia Pereira de Almeida
publicado no portal Quatrocincoum [on-line] (7 outubro 2022)
5. Qual das seguintes frases mantém o sentido de “apesar de escrever todos os dias”?
Problema 6 · Gramàtica: morfologia verbal i nominal
CENTENÁRIOS ANÓNIMOS
Não sei se há estação mais nefasta do que o outono, mas as estações são o que elas fizeram connosco. Por estes dias, o meu avô faria perto de cem anos. Talvez não valham de nada os centenários dos cidadãos anónimos, comparados com os das pessoas célebres. Os sobreviventes lembram-se, quem sabe um deles faz um brinde ou vai ao cemitério, trocam-se algumas palavras.
O outono é a estação em que a natureza se parece mais com o que a passagem do tempo faz à lembrança daqueles que amei. No começo, estão diante de mim, quase os vejo, ainda são nítidas as mãos e as caras. Vão-se desbotando com a passagem dos anos, primeiro ainda fantasmas, depois nem isso, quero lembrar-me de como eram. Não consigo. O outono repete o modo como me vou esquecendo dos mortos, à medida que os dias encurtam.
Arranjei uma máquina de escrever e escrevo uma página. Não estou habituada a ter de ter as frases na cabeça ou a precisar de memorizar a frase anterior e a frase seguinte. Muito depressa, vejo que escrevo à máquina como uma criança de seis anos, apesar de escrever todos os dias e de os meus dedos bailarem pelo teclado com muita experiência.
Rabisco listas de coisas que gostava de mostrar ao meu pai morto e de experimentar com ele: caril verde, chocolate de framboesa. Numa livraria, decido escolher um livro pela capa e, sem saber a língua, compro uma antologia de histórias sobre pais e lhe mostro. Sinto- o guiar-me os passos, os caminhos. Como nos nossos passeios infantis, ele anda a meu lado pela rua e tira-me o medo a cada momento.
Também as pessoas célebres, cujos centenários se comemoram, são pessoas anónimas para aqueles que as amaram.
Adaptação a partir do texto de Djaimilia Pereira de Almeida
publicado no portal Quatrocincoum [on-line] (7 outubro 2022)
6. No segmento “de os meus dedos bailarem ”, o verbo bailar aparece conjugado em que tempo e/ou modo?
Problema 7 · Gramàtica: morfologia verbal i nominal
CENTENÁRIOS ANÓNIMOS
Não sei se há estação mais nefasta do que o outono, mas as estações são o que elas fizeram connosco. Por estes dias, o meu avô faria perto de cem anos. Talvez não valham de nada os centenários dos cidadãos anónimos, comparados com os das pessoas célebres. Os sobreviventes lembram-se, quem sabe um deles faz um brinde ou vai ao cemitério, trocam-se algumas palavras.
O outono é a estação em que a natureza se parece mais com o que a passagem do tempo faz à lembrança daqueles que amei. No começo, estão diante de mim, quase os vejo, ainda são nítidas as mãos e as caras. Vão-se desbotando com a passagem dos anos, primeiro ainda fantasmas, depois nem isso, quero lembrar-me de como eram. Não consigo. O outono repete o modo como me vou esquecendo dos mortos, à medida que os dias encurtam.
Arranjei uma máquina de escrever e escrevo uma página. Não estou habituada a ter de ter as frases na cabeça ou a precisar de memorizar a frase anterior e a frase seguinte. Muito depressa, vejo que escrevo à máquina como uma criança de seis anos, apesar de escrever todos os dias e de os meus dedos bailarem pelo teclado com muita experiência.
Rabisco listas de coisas que gostava de mostrar ao meu pai morto e de experimentar com ele: caril verde, chocolate de framboesa. Numa livraria, decido escolher um livro pela capa e, sem saber a língua, compro uma antologia de histórias sobre pais e lhe mostro. Sinto- o guiar-me os passos, os caminhos. Como nos nossos passeios infantis, ele anda a meu lado pela rua e tira-me o medo a cada momento.
Também as pessoas célebres, cujos centenários se comemoram, são pessoas anónimas para aqueles que as amaram.
Adaptação a partir do texto de Djaimilia Pereira de Almeida
publicado no portal Quatrocincoum [on-line] (7 outubro 2022)
7. Na frase “Sinto- o guiar-me os passos”, o pronome o refere-se
Problema 8 · Comprensió lectora: preguntes d'opció múltiple
CENTENÁRIOS ANÓNIMOS
Não sei se há estação mais nefasta do que o outono, mas as estações são o que elas fizeram connosco. Por estes dias, o meu avô faria perto de cem anos. Talvez não valham de nada os centenários dos cidadãos anónimos, comparados com os das pessoas célebres. Os sobreviventes lembram-se, quem sabe um deles faz um brinde ou vai ao cemitério, trocam-se algumas palavras.
O outono é a estação em que a natureza se parece mais com o que a passagem do tempo faz à lembrança daqueles que amei. No começo, estão diante de mim, quase os vejo, ainda são nítidas as mãos e as caras. Vão-se desbotando com a passagem dos anos, primeiro ainda fantasmas, depois nem isso, quero lembrar-me de como eram. Não consigo. O outono repete o modo como me vou esquecendo dos mortos, à medida que os dias encurtam.
Arranjei uma máquina de escrever e escrevo uma página. Não estou habituada a ter de ter as frases na cabeça ou a precisar de memorizar a frase anterior e a frase seguinte. Muito depressa, vejo que escrevo à máquina como uma criança de seis anos, apesar de escrever todos os dias e de os meus dedos bailarem pelo teclado com muita experiência.
Rabisco listas de coisas que gostava de mostrar ao meu pai morto e de experimentar com ele: caril verde, chocolate de framboesa. Numa livraria, decido escolher um livro pela capa e, sem saber a língua, compro uma antologia de histórias sobre pais e lhe mostro. Sinto- o guiar-me os passos, os caminhos. Como nos nossos passeios infantis, ele anda a meu lado pela rua e tira-me o medo a cada momento.
Também as pessoas célebres, cujos centenários se comemoram, são pessoas anónimas para aqueles que as amaram.
Adaptação a partir do texto de Djaimilia Pereira de Almeida
publicado no portal Quatrocincoum [on-line] (7 outubro 2022)
8. Para a autora, a passagem do tempo esmorece
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Problema 9 · Opinió argumentada sobre el text (40-60 paraules)
CENTENÁRIOS ANÓNIMOS
Não sei se há estação mais nefasta do que o outono, mas as estações são o que elas fizeram connosco. Por estes dias, o meu avô faria perto de cem anos. Talvez não valham de nada os centenários dos cidadãos anónimos, comparados com os das pessoas célebres. Os sobreviventes lembram-se, quem sabe um deles faz um brinde ou vai ao cemitério, trocam-se algumas palavras.
O outono é a estação em que a natureza se parece mais com o que a passagem do tempo faz à lembrança daqueles que amei. No começo, estão diante de mim, quase os vejo, ainda são nítidas as mãos e as caras. Vão-se desbotando com a passagem dos anos, primeiro ainda fantasmas, depois nem isso, quero lembrar-me de como eram. Não consigo. O outono repete o modo como me vou esquecendo dos mortos, à medida que os dias encurtam.
Arranjei uma máquina de escrever e escrevo uma página. Não estou habituada a ter de ter as frases na cabeça ou a precisar de memorizar a frase anterior e a frase seguinte. Muito depressa, vejo que escrevo à máquina como uma criança de seis anos, apesar de escrever todos os dias e de os meus dedos bailarem pelo teclado com muita experiência.
Rabisco listas de coisas que gostava de mostrar ao meu pai morto e de experimentar com ele: caril verde, chocolate de framboesa. Numa livraria, decido escolher um livro pela capa e, sem saber a língua, compro uma antologia de histórias sobre pais e lhe mostro. Sinto- o guiar-me os passos, os caminhos. Como nos nossos passeios infantis, ele anda a meu lado pela rua e tira-me o medo a cada momento.
Também as pessoas célebres, cujos centenários se comemoram, são pessoas anónimas para aqueles que as amaram.
Adaptação a partir do texto de Djaimilia Pereira de Almeida
publicado no portal Quatrocincoum [on-line] (7 outubro 2022)
Em português, responda às seguintes questões. Cada resposta deverá conter entre 40 e 60 palavras.
9.
A lembrança do pai remete a autora a alguns gestos do dia a dia: um sabor, um livro, um passeio, as mãos dadas. Para ela, são estes os momentos mais importantes das nossas vidas. E para você?
Problema 10 · Opinió argumentada sobre el text (40-60 paraules)
CENTENÁRIOS ANÓNIMOS
Não sei se há estação mais nefasta do que o outono, mas as estações são o que elas fizeram connosco. Por estes dias, o meu avô faria perto de cem anos. Talvez não valham de nada os centenários dos cidadãos anónimos, comparados com os das pessoas célebres. Os sobreviventes lembram-se, quem sabe um deles faz um brinde ou vai ao cemitério, trocam-se algumas palavras.
O outono é a estação em que a natureza se parece mais com o que a passagem do tempo faz à lembrança daqueles que amei. No começo, estão diante de mim, quase os vejo, ainda são nítidas as mãos e as caras. Vão-se desbotando com a passagem dos anos, primeiro ainda fantasmas, depois nem isso, quero lembrar-me de como eram. Não consigo. O outono repete o modo como me vou esquecendo dos mortos, à medida que os dias encurtam.
Arranjei uma máquina de escrever e escrevo uma página. Não estou habituada a ter de ter as frases na cabeça ou a precisar de memorizar a frase anterior e a frase seguinte. Muito depressa, vejo que escrevo à máquina como uma criança de seis anos, apesar de escrever todos os dias e de os meus dedos bailarem pelo teclado com muita experiência.
Rabisco listas de coisas que gostava de mostrar ao meu pai morto e de experimentar com ele: caril verde, chocolate de framboesa. Numa livraria, decido escolher um livro pela capa e, sem saber a língua, compro uma antologia de histórias sobre pais e lhe mostro. Sinto- o guiar-me os passos, os caminhos. Como nos nossos passeios infantis, ele anda a meu lado pela rua e tira-me o medo a cada momento.
Também as pessoas célebres, cujos centenários se comemoram, são pessoas anónimas para aqueles que as amaram.
Adaptação a partir do texto de Djaimilia Pereira de Almeida
publicado no portal Quatrocincoum [on-line] (7 outubro 2022)
Em português, responda às seguintes questões. Cada resposta deverá conter entre 40 e 60 palavras.
10.
As pessoas célebres que já faleceram, porém, costumam ser lembradas no espaço público de outro modo. Recorda-se de algum caso? Indique-o e sintetize a forma como a referida pessoa é rememorada.
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