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Examen de Portugués PAU Madrid 2026 · Extraordinaria (2ª lengua)
Examen de Portugués de Selectividad de Madrid (PAU/EvAU) 2026, Extraordinaria (2ª lengua) (julio): 6 problemas con solución. Temas: Compreensão de Texto.
Temas del examen: Compreensão de Texto · Gramática · Expressão Escrita
Ejercicio Bloco I · Compreensão de Texto
“Há duas coisas que estão quase sempre presentes na vida de todos os seres humanos, e também na vida dos animais – o sim e o não. Normalmente, ficamos contentes com o sim. Já o não pode ser muito irritante… e às vezes até um bocadinho triste”. É desta forma que a autora Elena Levi dá o mote para um livro que explora a origem e a importância do “não”.
Lembra de forma divertida como as crianças estão sempre a tropeçar nessa palavra. “Não corras!”, “não comas tão depressa!”, “não mexas nessa pedra!”, “não te sujes”, “não bebas água gelada” são alguns exemplos escolhidos e que a maior parte de nós já ouviu e até proferiu.
Seguem-se depois exemplos de “nãos” importantes e justos na história da civilização. O “não” que os cidadãos de Paris, no fim do século XVIII, disseram ao rei Luís XVI, “que passava os dias fechado no seu palácio de Versalhes quando muita gente morria de fome”, e resultou na Revolução Francesa.
Também o “não” de Rosa Parks, que se tornou um símbolo da luta contra o racismo. “Quando o motorista lhe disse para se levantar e dar o lugar a um senhor de pele clara, ela manteve-se muito calma e disse, com toda a delicadeza ‘Não’. E não se levantou. Foi presa por causa disso”.
Do lado dos “nãos” justos, refere ainda o “não” à guerra, à escravatura, à poluição. Do lado dos profundamente injustos, elege como o pior de todos o “não” à liberdade.
Serge Bloch cria a sua narrativa visual com um registo bem-humorado nos momentos adequados e duro e triste perante os “nãos” mais injustos. São ilustrações dinâmicas, que convidam ao pensamento crítico, funcionando algumas como cartoons. E é raro as crianças serem expostas a este tipo interventivo de expressão artística.
No final, convida-se o pequeno leitor a tentar perceber quais os “nãos” que o irritam ou entristecem mas que fazem sentido, como “não te afastes sem dizer onde vais”, “não vás para a água [do mar] sem mim”, “não digas coisas feias aos colegas”.
Motiva-se também a criança a perguntar a razão de um determinado “não” quando este lhe parecer inapropriado. “Experimenta. Conversando, consegues quase sempre encontrar uma solução. Umas vezes, vais perceber porque te disseram ‘não’. Outras vezes, quem te disse ‘não’ vai perceber que não havia razão para to dizer. Vais ver que as coisas correrão melhor”, é uma das reflexões finais em jeito de “moral da história”.
Muito provavelmente, os autores não conhecem a Trova do vento que passa, mas os leitores adultos podem aproveitar este livro para transmitir aos mais novos a esperança nas palavras de Adriano Correia de Oliveira: “Mesmo na noite mais triste/ em tempo de servidão/ há sempre alguém que resiste/ há sempre alguém que diz não”.
Publicado no Jornal Público, versão impressa do dia 27 de dezembro de 2025 (texto adaptado)
BLOCO I. COMPETÊNCIAS DA COMPREENSÃO E DA EXPRESSÃO ESCRITAS (4 PONTOS)
1. Com base na leitura do texto, diga se as afirmações que se seguem são verdadeiras (V) ou falsas (F). Justifique a sua resposta com uma frase do texto. (1,5 pontos)
a)
O “não” à contaminação é um dos “nãos” que Elena Levi considera justos.
V
F
b)
O “não” e o “sim” estão presentes exclusivamente na vida dos seres humanos.
V
F
c)
Serge Bloch é o ilustrador do livro.
V
F
2. Responda às seguintes perguntas de escolha múltipla, assinalando a única opção correta. (1,5 pontos)
1.
Segundo Elena Levi, que efeitos costuma ter o “não”?
2.
Segundo o texto, o que é que as crianças devem fazer perante um “não” que lhes parece inadequado?
3.
Qual é o sentido dos versos de Adriano Correia de Oliveira?
3. Dê um título ao texto. Justifique a sua resposta. (1 ponto)
Ejercicio Bloco II - 1 · Gramática
“Há duas coisas que estão quase sempre presentes na vida de todos os seres humanos, e também na vida dos animais – o sim e o não. Normalmente, ficamos contentes com o sim. Já o não pode ser muito irritante… e às vezes até um bocadinho triste”. É desta forma que a autora Elena Levi dá o mote para um livro que explora a origem e a importância do “não”.
Lembra de forma divertida como as crianças estão sempre a tropeçar nessa palavra. “Não corras!”, “não comas tão depressa!”, “não mexas nessa pedra!”, “não te sujes”, “não bebas água gelada” são alguns exemplos escolhidos e que a maior parte de nós já ouviu e até proferiu.
Seguem-se depois exemplos de “nãos” importantes e justos na história da civilização. O “não” que os cidadãos de Paris, no fim do século XVIII, disseram ao rei Luís XVI, “que passava os dias fechado no seu palácio de Versalhes quando muita gente morria de fome”, e resultou na Revolução Francesa.
Também o “não” de Rosa Parks, que se tornou um símbolo da luta contra o racismo. “Quando o motorista lhe disse para se levantar e dar o lugar a um senhor de pele clara, ela manteve-se muito calma e disse, com toda a delicadeza ‘Não’. E não se levantou. Foi presa por causa disso”.
Do lado dos “nãos” justos, refere ainda o “não” à guerra, à escravatura, à poluição. Do lado dos profundamente injustos, elege como o pior de todos o “não” à liberdade.
Serge Bloch cria a sua narrativa visual com um registo bem-humorado nos momentos adequados e duro e triste perante os “nãos” mais injustos. São ilustrações dinâmicas, que convidam ao pensamento crítico, funcionando algumas como cartoons. E é raro as crianças serem expostas a este tipo interventivo de expressão artística.
No final, convida-se o pequeno leitor a tentar perceber quais os “nãos” que o irritam ou entristecem mas que fazem sentido, como “não te afastes sem dizer onde vais”, “não vás para a água [do mar] sem mim”, “não digas coisas feias aos colegas”.
Motiva-se também a criança a perguntar a razão de um determinado “não” quando este lhe parecer inapropriado. “Experimenta. Conversando, consegues quase sempre encontrar uma solução. Umas vezes, vais perceber porque te disseram ‘não’. Outras vezes, quem te disse ‘não’ vai perceber que não havia razão para to dizer. Vais ver que as coisas correrão melhor”, é uma das reflexões finais em jeito de “moral da história”.
Muito provavelmente, os autores não conhecem a Trova do vento que passa, mas os leitores adultos podem aproveitar este livro para transmitir aos mais novos a esperança nas palavras de Adriano Correia de Oliveira: “Mesmo na noite mais triste/ em tempo de servidão/ há sempre alguém que resiste/ há sempre alguém que diz não”.
Publicado no Jornal Público, versão impressa do dia 27 de dezembro de 2025 (texto adaptado)
1. Com base no texto, identifique um sinónimo e um antónimo para as palavras indicadas. Deve procurar palavras ou expressões no texto que tenha significados semelhantes ou opostos aos indicados. (0,40 pontos)
a)
b)
Ejercicio Bloco II - 2 · Gramática
BLOCO II. COMPETÊNCIA LINGUÍSTICA
2. Preencha as frases com as preposições indicadas: em (2x), a (2x), para, de. Faça as alterações que considerar adequadas. [0,60 pontos]
a)
O "não" dito pelos cidadãos de Paris aconteceu
o final do século XVIII.
b)
Rosa Parks manteve-se sentada quando o motorista lhe pediu
se levantar.
c)
As crianças devem perguntar a razão de um "não"
os pais e mães.
d)
Certos "nãos" são necessários, como o "não"
a guerra.
e)
O rei Luís XVI vivia fechado
o palácio de Versalhes.
f)
No período
a infância, as crianças ouvem frequentemente ordens e proibições.
Ejercicio Bloco II - 3.a · Gramática
BLOCO II. COMPETÊNCIA LINGUÍSTICA
3. a) Complete as frases com a forma correta do verbo entre parênteses, usando o tempo verbal indicado. [1 ponto]
•
Durante a infância, cada "não"
(ensinar) as crianças a compreender regras importantes. (Pretérito Imperfeito do Indicativo)
•
Quando os adultos
(agir) com paciência, os conflitos diminuem. (Presente do Indicativo)
•
É importante que os adultos
(ser) coerentes quando dizem "não". (Presente do Conjuntivo)
•
No futuro, as crianças
(entender) melhor os "nãos" injustos. (Futuro do Indicativo)
•
O livro
(dar) a oportunidade para explorar a origem e a importância do "não". (Presente do Indicativo)
Ejercicio Bloco II - 3.b · Gramática
b) Leia as frases e reescreva-as no plural, fazendo todas as alterações necessárias (artigos, nomes, adjetivos, verbos, pronomes, etc.).
[1 ponto]
Ejercicio Bloco II - 3.c · Gramática
c) Leia as frases e reescreva-as no futuro, mantendo o sentido e fazendo as alterações necessárias nos verbos e restantes elementos.
[1 ponto]
Ejercicio Bloco III - Opção a · Expressão Escrita
BLOCO III. COMPETÊNCIA DA EXPRESSÃO ESCRITA (3 PONTOS)
O seu texto deve ter uma extensão de 190 a 200 palavras, aproximadamente.
[3 pontos]
a) Recorde um “não” importante na sua vida e escreva um texto sobre uma situação em que alguém lhe tenha dito “não”. Explique se considerou esse “não” justo ou injusto.
Ejercicio Bloco III - Opção b · Expressão Escrita
“Há duas coisas que estão quase sempre presentes na vida de todos os seres humanos, e também na vida dos animais – o sim e o não. Normalmente, ficamos contentes com o sim. Já o não pode ser muito irritante… e às vezes até um bocadinho triste”. É desta forma que a autora Elena Levi dá o mote para um livro que explora a origem e a importância do “não”.
Lembra de forma divertida como as crianças estão sempre a tropeçar nessa palavra. “Não corras!”, “não comas tão depressa!”, “não mexas nessa pedra!”, “não te sujes”, “não bebas água gelada” são alguns exemplos escolhidos e que a maior parte de nós já ouviu e até proferiu.
Seguem-se depois exemplos de “nãos” importantes e justos na história da civilização. O “não” que os cidadãos de Paris, no fim do século XVIII, disseram ao rei Luís XVI, “que passava os dias fechado no seu palácio de Versalhes quando muita gente morria de fome”, e resultou na Revolução Francesa.
Também o “não” de Rosa Parks, que se tornou um símbolo da luta contra o racismo. “Quando o motorista lhe disse para se levantar e dar o lugar a um senhor de pele clara, ela manteve-se muito calma e disse, com toda a delicadeza ‘Não’. E não se levantou. Foi presa por causa disso”.
Do lado dos “nãos” justos, refere ainda o “não” à guerra, à escravatura, à poluição. Do lado dos profundamente injustos, elege como o pior de todos o “não” à liberdade.
Serge Bloch cria a sua narrativa visual com um registo bem-humorado nos momentos adequados e duro e triste perante os “nãos” mais injustos. São ilustrações dinâmicas, que convidam ao pensamento crítico, funcionando algumas como cartoons. E é raro as crianças serem expostas a este tipo interventivo de expressão artística.
No final, convida-se o pequeno leitor a tentar perceber quais os “nãos” que o irritam ou entristecem mas que fazem sentido, como “não te afastes sem dizer onde vais”, “não vás para a água [do mar] sem mim”, “não digas coisas feias aos colegas”.
Motiva-se também a criança a perguntar a razão de um determinado “não” quando este lhe parecer inapropriado. “Experimenta. Conversando, consegues quase sempre encontrar uma solução. Umas vezes, vais perceber porque te disseram ‘não’. Outras vezes, quem te disse ‘não’ vai perceber que não havia razão para to dizer. Vais ver que as coisas correrão melhor”, é uma das reflexões finais em jeito de “moral da história”.
Muito provavelmente, os autores não conhecem a Trova do vento que passa, mas os leitores adultos podem aproveitar este livro para transmitir aos mais novos a esperança nas palavras de Adriano Correia de Oliveira: “Mesmo na noite mais triste/ em tempo de servidão/ há sempre alguém que resiste/ há sempre alguém que diz não”.
Publicado no Jornal Público, versão impressa do dia 27 de dezembro de 2025 (texto adaptado)
BLOCO III. COMPETÊNCIA DA EXPRESSÃO ESCRITA
Responda a UMA das perguntas que se seguem. O seu texto deve ter uma extensão de 190 a 200 palavras, aproximadamente. [3 pontos]
b)
Segundo o texto, do lado dos “nãos” justos estão o “não” à guerra, à escravatura ou à poluição. Está de acordo com esta opinião? Justifique a sua resposta. Se não concordar, apresente outros exemplos de “nãos” que considere justos.
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- Gramática · 74 problemas · 95 % de que salga
- Expressão Escrita · 46 problemas · 95 % de que salga
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