Bloque A · Portugués PAU Andalucía Ordinaria Titular (Acceso) 2026
Tema: Comprensión lectora · Del examen Ordinaria Titular (Acceso) (2026)
Enunciado
TEXTO
O silêncio dos versos vivos
Dizem que Portugal é uma terra de poetas. É um lugar-comum que se repete nas escolas, nos discursos oficiais e nas capas de livros escolares. Camões, Pessoa, Sophia, Torga. Nomes gigantes, estátuas de bronze que vigiam as praças e as almas. Mas hoje, neste Dia Mundial da Poesia, proponho que olhemos para baixo, para o chão da rua, e não para o pedestal. Proponho que olhemos para os vivos.
Há uma violência silenciosa no modo como tratamos a poesia contemporânea em Portugal. Celebramos o morto com fervor nacional, mas deixamos o vivo esperar à porta, com o manuscrito debaixo do braço e o frio a entrar-lhe pelos ossos.
Se Portugal é, de facto, uma terra de poetas, onde é que eles estão a publicar? Onde é que eles estão a ser lidos? A verdade nua e crua é que a poesia viva está sufocada. As editoras olham para o verso como quem olha para um produto de risco. “A poesia não vende”, dizem. E talvez não venda porque não se mostra. Porque não se motiva o leitor a perder o medo do poema.
Precisamos de uma reabilitação urgente da Poesia. Um livro de poesia novo não pode ser um objeto de culto para iniciados; tem de ser um convite.
Mas a responsabilidade não é apenas de quem edita. É também de quem financia e de quem lê. O Estado precisa de criar incentivos reais para a produção literária. E nós, leitores? Temos de perder o receio. Temos de entender que o poema não é um enigma para ser decifrado, mas uma experiência para ser sentida.
Neste mês em que se assinala o Dia Mundial da Poesia, não levantemos apenas a taça para os que já não podem beber. Estendamos a mão aos que estão aqui, com a tinta ainda fresca nas mãos. Que as editoras abram as janelas. Que os leitores percam o medo.
Portugal será terra de poetas no dia em que a poesia deixar de ser um monumento e passar a ser, novamente, um caminho.
José Paulo Santos in Visão (adaptado)
Responda às seguintes perguntas sobre o texto, usando as suas próprias palavras: (1 ponto cada)
1.
Porque é que o autor diz que a poesia viva está sufocada?
2.
Quem são os responsáveis da situação da poesia contemporânea em Portugal?
Indique se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas. Justifique a resposta com palavras do texto. (0,5 pontos cada)
3.
Só as pessoas habituadas à sua leitura deviam ler poesia.
Verdadeira
Falsa
4.
As editoras não têm problemas em publicar livros de poesia.
Verdadeira
Falsa
Encontre no texto: (1 ponto)
5.

Solución
Solución de AprenAI (no es la oficial)
1. Porque é que o autor diz que a poesia viva está sufocada?
Solución: O autor afirma que a poesia viva está sufocada porque as editoras a consideram um produto de risco comercial e afirmam que «não vende», pelo que não a publicam nem a divulgam devidamente, impedindo que chegue aos leitores.
2. Quem são os responsáveis da situação da poesia contemporânea em Portugal?
Solución: Os responsáveis são as editoras (quem edita), o Estado (quem deve financiar e criar incentivos reais) e os próprios leitores (que têm receio ou medo de ler poemas).
3. Só as pessoas habituadas à sua leitura deviam ler poesia.
Solución: Falsa
Justifique a resposta à afirmação 3 com palavras do texto.
Solución: «Um livro de poesia novo não pode ser um objeto de culto para iniciados; tem de ser um convite.»
Las soluciones de los 4 apartados que faltan y la explicación paso a paso son Premium. Premium
Resuélvelo aquí mismo: corrección automática, pistas y solución paso a paso.
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