Exercício 5 · Exame Nacional Geografia A Época especial 2025

Tema: Rede urbana, cidades médias e ordenamento do território · Do exame Época especial (2025)

Enunciado

5. Os dados dos últimos recenseamentos da população de Portugal têm evidenciado alterações significativas na ocupação do território.

Na Figura 4, estão representadas a tipologia de áreas urbanas e a variação populacional nos centros urbanos, em Portugal, de 2011 a 2021.

5.1.

A análise da Figura 4 permite concluir que, de 2011 a 2021, se registou

5.2.

A variação populacional nos centros urbanos, representada na Figura 4, conduz ao reforço da

5.3.

A variação populacional na maioria dos centros urbanos do interior de Portugal continental, observada na Figura 4, está relacionada, entre outras razões,

5.4.

A variação populacional na Área Metropolitana de Lisboa, observada na Figura 4, conduz a uma situação de deseconomia de aglomeração, evidenciada

5.5.

Num contexto em que as mudanças sociodemográficas, tecnológicas e económicas favorecem a concentração das populações, das atividades económicas e das funções nas principais cidades, o desenvolvimento urbano policêntrico constitui um fator de coesão ao nível nacional. Para promover tal desenvolvimento, podem ser delineadas duas estratégias:

Estratégia A – reforçar a cooperação interurbana;

Estratégia B – afirmar as cidades como motores de internacionalização.

Selecione uma das estratégias, A ou B. De acordo com a estratégia selecionada, apresente duas medidas, explicando de que modo contribuem para o desenvolvimento urbano policêntrico.

Enunciado: Exercício 5 · Exame Nacional Geografia A Época especial 2025

Resolução

Segundo os critérios oficiais de classificação

5.1. A análise da Figura 4 permite concluir que, de 2011 a 2021, se registou

Resposta: (D) um ganho populacional em centros urbanos regionais como Bragança e Leiria.

5.2. A variação populacional nos centros urbanos, representada na Figura 4, conduz ao reforço da

Resposta: (C) litoralização, no litoral entre a AML e a Região de Aveiro.

5.3. A variação populacional na maioria dos centros urbanos do interior de Portugal continental, observada na Figura 4, está relacionada, entre outras razões,

Resposta: (D) com a fraca atratividade empresarial e com a reduzida oferta de serviços culturais e de lazer.

5.4. A variação populacional na Área Metropolitana de Lisboa, observada na Figura 4, conduz a uma situação de deseconomia de aglomeração, evidenciada

Resposta: (A) pela saturação das vias de comunicação e pela elevada renda locativa.

5.5. Selecione uma das estratégias, A ou B. De acordo com a estratégia selecionada, apresente duas medidas, explicando de que modo contribuem para o desenvolvimento urbano policêntrico.

Resposta: Apresentação de duas medidas e respetiva justificação de acordo com a estratégia selecionada: Estratégia A – reforçar a cooperação interurbana: • a melhoria das infraestruturas e da rede de transportes públicos interurbanos, ao nível da frequência e da flexibilidade, de modo a favorecer a mobilidade da população entre centros urbanos para trabalhar, estudar ou aceder a bens e serviços, contribui para um maior equilíbrio no acesso às funções urbanas e para melhorar a qualidade de vida da população, promovendo a equidade territorial e o bem-estar social, e tornando estas regiões mais atrativas; • a cooperação interurbana na construção de parques industriais ou tecnológicos, que valorizem as características e as especificidades dos territórios, permite a criação de emprego direto e de serviços complementares a essas atividades, conduzindo ao aumento da intensidade das ligações e dos fluxos interurbanos e ao desenvolvimento da vitalidade demográfica e económica das áreas urbanas; • a descentralização de serviços especializados, que conduzem à especialização funcional dos centros urbanos, permite o acesso da população a uma oferta diversificada de funções urbanas em centros urbanos de proximidade e é o suporte da equidade territorial na prestação de serviços, proporcionando o desenvolvimento da complementaridade, da cooperação e da integração dos territórios. Estratégia B – afirmar as cidades como motores de internacionalização: • a criação de polos universitários e tecnológicos, que incentivem a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias, atraindo startups e empresas inovadoras, permite o aumento da competitividade das atividades económicas e a integração em mercados internacionais, tornando as cidades em polos de fluxos de capitais, pessoas e mercadorias, num mercado global; • o fomento de parcerias entre universidades e centros de pesquisa internacionais, favorecendo a transferência e a partilha de conhecimento, através do intercâmbio de alunos e docentes ou da organização de congressos, favorece a projeção internacional das cidades como polos de conhecimento, atraindo investimentos; • a organização de eventos, como concertos ou feiras internacionais, permite atrair participantes nacionais e estrangeiros e criar oportunidades de divulgação de produtos e serviços de marcas portuguesas, promovendo uma identidade forte das cidades e a atração de turistas, de investidores e de empreendedores.

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