Exercício 8 · Exame Nacional Filosofia 2.ª fase 2024
Tema: Empirismo de Hume: impressões, causalidade e indução · Do exame 2.ª fase (2024)
Enunciado
8. Leia o texto seguinte.
Há um absurdo evidente em pretender demonstrar uma questão de facto, ou em prová-la por qualquer argumento a priori. Nada é demonstrável a não ser que o contrário implique uma contradição. […]
Pretende-se que a Divindade é um ser necessariamente existente e espera-se que esta necessidade da sua existência seja explicada declarando que, se se conhecesse toda a sua essência e natureza, compreenderíamos ser impossível ela não existir, tal como é impossível dois vezes dois não serem quatro. […] A mente [não] poderia alguma vez permanecer sob a necessidade de supor qualquer objeto sempre continuamente existente, do mesmo modo que permanecemos sob a necessidade de conceber sempre dois vezes dois serem quatro.
D. Hume, Diálogos sobre a Religião Natural, in Obras sobre Religião, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2005, pp. 89-90. (Texto adaptado)
No texto, defende-se que a existência de Deus é uma questão de facto
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Resolução
Segundo os critérios oficiais de classificação
No texto, defende-se que a existência de Deus é uma questão de facto
Resposta: (C) indemonstrável.
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