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Examen de Portugués PAU Madrid 2019 · Ordinaria (2ª lengua)

Examen de Portugués de Selectividad de Madrid (PAU/EvAU) 2019, Ordinaria (2ª lengua) (junio): 3 problemas con solución. Temas: Compreensão de Texto. Gratis.

Temas del examen: Compreensão de Texto · Gramática · Expressão Escrita

Opción A - 1 · Compreensão de Texto

OPCIÓN A

Provavelmente já ouviu falar de Adam Stelzner. Conhecido como o Engenheiro Rock and Roll, foi ele quem liderou a equipa da NASA que colocou um rover em Marte. Chamou-lhe Curiosity, não por acaso. Foi graças à sua curiosidade intrínseca que, um dia, este músico banal decidiu ir estudar física e matemática.

A curiosidade é o requisito número um da aprendizagem. Aprender ao longo da vida é algo que, cada vez mais, temos de passar a fazer. Uma vez que a mudança é a única constante, o mote terá de ser aprender, desaprender e reaprender – sempre. A questão é como. Será que estamos a aprender da forma mais eficaz?

A neurociência está a pôr em causa algumas das metodologias de ensino utilizadas, até hoje, de forma universal. Na semana passada, em Lisboa, debateu-se como a neurociência e a economia comportamental podem ajudar a aprender melhor. Numa coisa todos concordam: a curiosidade, tão ou mais importante do que a inteligência, deve ser estimulada e incentivada em todos os contextos, mesmo os laborais. “Quando somos curiosos e fazemos perguntas, abrimo-nos para o desconhecido, e isso altera a química do cérebro”, destaca Paula Marques, da Porto Business School. O sacrifício é uma parte importante do processo; demasiada facilidade não estimula ninguém.

Pedro Cunha, da Fundação Gulbenkian, diz que é preciso redesenhar a forma como se aprende ao longo da vida, valorizando-se o mérito e sem levar em linha de conta crenças entretanto derrubadas pela neurociência, como as que supõem que “só usamos 10% do cérebro” e que “burro velho não aprende línguas”.

(Visão, 12/01/2019. Texto adaptado)

1. Dê um título ao texto. Justifique a sua escolha. (3 pontos)

Opción A · Gramática

OPCIÓN A

Provavelmente já ouviu falar de Adam Stelzner. Conhecido como o Engenheiro Rock and Roll, foi ele quem liderou a equipa da NASA que colocou um rover em Marte. Chamou-lhe Curiosity, não por acaso. Foi graças à sua curiosidade intrínseca que, um dia, este músico banal decidiu ir estudar física e matemática.

A curiosidade é o requisito número um da aprendizagem. Aprender ao longo da vida é algo que, cada vez mais, temos de passar a fazer. Uma vez que a mudança é a única constante, o mote terá de ser aprender, desaprender e reaprender – sempre. A questão é como. Será que estamos a aprender da forma mais eficaz?

A neurociência está a pôr em causa algumas das metodologias de ensino utilizadas, até hoje, de forma universal. Na semana passada, em Lisboa, debateu-se como a neurociência e a economia comportamental podem ajudar a aprender melhor. Numa coisa todos concordam: a curiosidade, tão ou mais importante do que a inteligência, deve ser estimulada e incentivada em todos os contextos, mesmo os laborais. “Quando somos curiosos e fazemos perguntas, abrimo-nos para o desconhecido, e isso altera a química do cérebro”, destaca Paula Marques, da Porto Business School. O sacrifício é uma parte importante do processo; demasiada facilidade não estimula ninguém.

Pedro Cunha, da Fundação Gulbenkian, diz que é preciso redesenhar a forma como se aprende ao longo da vida, valorizando-se o mérito e sem levar em linha de conta crenças entretanto derrubadas pela neurociência, como as que supõem que “só usamos 10% do cérebro” e que “burro velho não aprende línguas”.

(Visão, 12/01/2019. Texto adaptado)

2. Explique o significado da seguinte expressão retirada do texto: “sem levar em linha de conta crenças” (Linha 21). (2 pontos)

3. Passe as seguintes frases para o Pretérito Perfeito Simples. (2 pontos)

3.1

Aprender ao longo da vida é algo que, cada vez mais, temos de passar a fazer.

3.2

A neurociência está a pôr em causa algumas das metodologias de ensino utilizadas.

3.3

Numa coisa todos concordam.

3.4

“Quando somos curiosos, abrimo-nos para o desconhecido”.

Opción A - 4 · Expressão Escrita

OPCIÓN A

Provavelmente já ouviu falar de Adam Stelzner. Conhecido como o Engenheiro Rock and Roll, foi ele quem liderou a equipa da NASA que colocou um rover em Marte. Chamou-lhe Curiosity, não por acaso. Foi graças à sua curiosidade intrínseca que, um dia, este músico banal decidiu ir estudar física e matemática.

A curiosidade é o requisito número um da aprendizagem. Aprender ao longo da vida é algo que, cada vez mais, temos de passar a fazer. Uma vez que a mudança é a única constante, o mote terá de ser aprender, desaprender e reaprender – sempre. A questão é como. Será que estamos a aprender da forma mais eficaz?

A neurociência está a pôr em causa algumas das metodologias de ensino utilizadas, até hoje, de forma universal. Na semana passada, em Lisboa, debateu-se como a neurociência e a economia comportamental podem ajudar a aprender melhor. Numa coisa todos concordam: a curiosidade, tão ou mais importante do que a inteligência, deve ser estimulada e incentivada em todos os contextos, mesmo os laborais. “Quando somos curiosos e fazemos perguntas, abrimo-nos para o desconhecido, e isso altera a química do cérebro”, destaca Paula Marques, da Porto Business School. O sacrifício é uma parte importante do processo; demasiada facilidade não estimula ninguém.

Pedro Cunha, da Fundação Gulbenkian, diz que é preciso redesenhar a forma como se aprende ao longo da vida, valorizando-se o mérito e sem levar em linha de conta crenças entretanto derrubadas pela neurociência, como as que supõem que “só usamos 10% do cérebro” e que “burro velho não aprende línguas”.

(Visão, 12/01/2019. Texto adaptado)

4. Redija um texto (entre 150 e 200 palavras) onde nos dê algumas dicas para estudar e aprender de uma maneira mais eficaz e duradoura. (3 pontos)

Opción B · Compreensão de Texto

São cada vez mais os robôs e assistentes digitais personalizados, capazes de interagir através de sons, gestos e até emoções. São desenvolvidos para estar em casa das pessoas e fornecer informação, ajudar em tarefas ou, simplesmente, fazer companhia. Muitos têm um ar humanóide. Ou, pelo menos, um par de olhos. A CES, a feira de novos aparelhos de electrónica em Las Vegas, está cheia destes robôs: desde a Kiki e a Liku, concebidas para fazer companhia aos humanos (e não gostam de ser ignoradas), ao Pillo e ao Chuangze, que têm a missão de garantir que as pessoas com quem interagem se mantenham saudáveis. Pillo pode estar na cozinha a avisar sobre o estado do tempo, a dizer piadas ou a lembrar alguém de tomar comprimidos. Já o Chuangze é mais comum em centros de saúde ou lares de idosos. “Com um amigo como eu, não tens de recear ficar doente todo o ano!”, diz o robô chinês. A pesar de estes robôs virem todos com câmaras, sensores, ligação à Internet, microfones e ecrãs tácteis, os donos mais comuns não são a geração Y (que assistiu à explosão da Internet), nem a geração Z (que nasceu depois de 1995 e cresceu com ecrãs), mas sim os mais velhos, que começam a ver estas máquinas, que até certo ponto copiam o comportamento humano, como uma forma de manterem a independência.

É um mercado em crescimento num mundo a envelhecer. Em 2030 vão existir pela primeira vez mais seniores (pessoas com mais de 65 anos) do que crianças com menos de nove anos – os dados são do relatório de 2017 da Organização Mundial da Saúde sobre o Envelhecimento da População Mundial.

(Público, 11/01/2019. Texto adaptado)

PERGUNTAS

1.

Dê um título ao texto. Justifique a sua escolha. (3 pontos)

2.

Após a leitura do texto, assinale se as afirmações que se seguem são verdadeiras ou falsas. Justifique a resposta com uma frase do texto. (2 pontos)

2.1

As pessoas mais interessadas nos robôs domésticos são os mais novos da casa.

2.2

Para os próximos anos, espera-se que a população mundial envelheça rapidamente.

Opción B - 3 · Gramática

São cada vez mais os robôs e assistentes digitais personalizados, capazes de interagir através de sons, gestos e até emoções. São desenvolvidos para estar em casa das pessoas e fornecer informação, ajudar em tarefas ou, simplesmente, fazer companhia. Muitos têm um ar humanóide. Ou, pelo menos, um par de olhos. A CES, a feira de novos aparelhos de electrónica em Las Vegas, está cheia destes robôs: desde a Kiki e a Liku, concebidas para fazer companhia aos humanos (e não gostam de ser ignoradas), ao Pillo e ao Chuangze, que têm a missão de garantir que as pessoas com quem interagem se mantenham saudáveis. Pillo pode estar na cozinha a avisar sobre o estado do tempo, a dizer piadas ou a lembrar alguém de tomar comprimidos. Já o Chuangze é mais comum em centros de saúde ou lares de idosos. “Com um amigo como eu, não tens de recear ficar doente todo o ano!”, diz o robô chinês. A pesar de estes robôs virem todos com câmaras, sensores, ligação à Internet, microfones e ecrãs tácteis, os donos mais comuns não são a geração Y (que assistiu à explosão da Internet), nem a geração Z (que nasceu depois de 1995 e cresceu com ecrãs), mas sim os mais velhos, que começam a ver estas máquinas, que até certo ponto copiam o comportamento humano, como uma forma de manterem a independência.

É um mercado em crescimento num mundo a envelhecer. Em 2030 vão existir pela primeira vez mais seniores (pessoas com mais de 65 anos) do que crianças com menos de nove anos – os dados são do relatório de 2017 da Organização Mundial da Saúde sobre o Envelhecimento da População Mundial.

(Público, 11/01/2019. Texto adaptado)

3. Passe as seguintes frases para o Pretérito Perfeito Simples. (2 puntos)

3.1

Pillo pode estar na cozinha a avisar sobre o estado do tempo.

3.2

Os donos mais comuns não são a geração Y, nem a geração Z.

3.3

O Pillo e o Chuangze têm uma missão importante.

3.4

"Com um amigo como eu, não tens de recear ficar doente todo o ano!"

Opción B - 4 · Expressão Escrita

São cada vez mais os robôs e assistentes digitais personalizados, capazes de interagir através de sons, gestos e até emoções. São desenvolvidos para estar em casa das pessoas e fornecer informação, ajudar em tarefas ou, simplesmente, fazer companhia. Muitos têm um ar humanóide. Ou, pelo menos, um par de olhos. A CES, a feira de novos aparelhos de electrónica em Las Vegas, está cheia destes robôs: desde a Kiki e a Liku, concebidas para fazer companhia aos humanos (e não gostam de ser ignoradas), ao Pillo e ao Chuangze, que têm a missão de garantir que as pessoas com quem interagem se mantenham saudáveis. Pillo pode estar na cozinha a avisar sobre o estado do tempo, a dizer piadas ou a lembrar alguém de tomar comprimidos. Já o Chuangze é mais comum em centros de saúde ou lares de idosos. “Com um amigo como eu, não tens de recear ficar doente todo o ano!”, diz o robô chinês. A pesar de estes robôs virem todos com câmaras, sensores, ligação à Internet, microfones e ecrãs tácteis, os donos mais comuns não são a geração Y (que assistiu à explosão da Internet), nem a geração Z (que nasceu depois de 1995 e cresceu com ecrãs), mas sim os mais velhos, que começam a ver estas máquinas, que até certo ponto copiam o comportamento humano, como uma forma de manterem a independência.

É um mercado em crescimento num mundo a envelhecer. Em 2030 vão existir pela primeira vez mais seniores (pessoas com mais de 65 anos) do que crianças com menos de nove anos – os dados são do relatório de 2017 da Organização Mundial da Saúde sobre o Envelhecimento da População Mundial.

(Público, 11/01/2019. Texto adaptado)

4. Redija um texto (entre 150 e 200 palavras) explicando as suas razões a favor ou contra a utilização da robótica e as novas tecnologias na vida diária. (3 puntos)

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