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Examen de Portugués PAU Castilla y León 2026 · Extraordinaria

Examen de Portugués de Selectividad de Castilla y León (PAU/EBAU) 2026, Extraordinaria (julio): 5 problemas con solución. Con corrección al momento.

Temas del examen: Verdadero o falso con justificación del texto (Verdadeiro ou falso) · Preguntas sobre el texto con tus propias palabras (Responda por palavras suas) · Vocabulario: sinónimos, antónimos, definiciones y sentido de expresiones del texto · Opción múltiple de comprensión lectora (A, B, C ou D) · Redacción: mensaje de fórum, correo electrónico o historia (Produção escrita)

Ejercicio Parte I - Exercício 1 · Verdadero o falso con justificación del texto (Verdadeiro ou falso)

TEXTO

Cultura de massas?

1 Bendito seja o YouTube! Enfim, passou a ser chique entrar numa conversa e fazer saber que nos

2 sentimos vítimas impotentes do universo digital em que estamos condenados a viver – claro que o

3 “outro” será sempre mais alienado do que “eu”, porque sou “eu” que estou a teorizar sobre as desgraças

4 do mundo...

5 Bendito seja o YouTube, de facto. E não por qualquer razão “teórica”. Até porque, convenhamos, os

6 respetivos vídeos refletem valores inconciliáveis, entre a pura alegria de partilhar algumas formas de

7 saber e os mais ofensivos disparates (há mesmo personagens de todos os recantos do planeta que se

8 colocam em frente de uma câmara, exibem a sua abissal ignorância sobre a história e as linguagens do

9 cinema, ao mesmo tempo que se apresentam como “críticos”...).

10 Um dia destes, muito para lá daquilo que procurava, encontrei uma entrevista de Umberto Eco (1932-

11 2016), no programa “7 Sur 7” da televisão francesa, com Anne Sinclair. Como frequentemente acontece

12 no YouTube, conhecia um extrato, mas nunca tinha acedido à duração total da entrevista. Falando sobre

13 aquilo que poderá ser uma nova “cultura de massas”, Eco recorda que, “há algumas dezenas de anos,

14 discutia-se qual poderá ser o papel dos media no mundo.” Ora, algo mudou: “Agora, os media são o

15 mundo. Antes, os media falavam do mundo, agora os media falam dos media (estamos aqui a falar

16 dos media) e o mundo vive para conseguir entrar nos media.”

17 Será que há um contido humor nesta descrição? Nada disso: “Não estou a brincar”, esclarece Eco. E

18 acrescenta: “Tudo se passa como se o planeta inteiro se tivesse transformado num objeto de produção

19 de notícias e espetáculo através dos media. Vivemos nisso como fantasmas.” No limite, estamos perante

20 “uma religião a ser refeita”, já que “a própria divindade se tornou eletrónica.”

21 Dir-se-ia que Eco estava a descrever a miséria intelectual e discursiva em que passou a existir a

22 vida política portuguesa. Não se trata, entenda-se, de negar os méritos das personalidades realmente

23 brilhantes que vão pontuando essa vida. Acontece que todos tendem a ser envolvidos (e, de algum modo,

24 igualados) numa mesma dependência televisiva. Resultado prático: tornou-se quase impossível falar de

25 política na televisão. A maior parte dos programas de “análise” tendem a ser organizados como reflexo

26 automático (em loop) daquilo que o espaço televisivo difundiu na véspera ou, sem exagero, um minuto

27 antes. A “velocidade” passou a ser um valor divino.

28 (Fonte: Adaptado de João Lopes, Diário de Notícias, 07/XI/2025)

Exercício 1 (2 pontos)

Diga se as afirmações são verdadeiras (V) ou falsas (F), justificando a sua resposta indicando a(s) linha(s) do texto que são relevantes.

Segundo o texto...

1. é chique presumir de conhecer todas as novidades informativas e culturais através do YouTube.

V

F

2. no YouTube apenas se encontra conteúdo cultural de baixa qualidade.

V

F

3. Umberto Eco considera que os meios de comunicação continuam a ter o mesmo papel do que há décadas.

V

F

4. não é possível ouvir falar em política na TV portuguesa, devido à retroalimentação que os programas fazem com os seus próprios conteúdos.

V

F

Ejercicio Parte I - Exercício 2 · Preguntas sobre el texto con tus propias palabras (Responda por palavras suas)

TEXTO

Cultura de massas?

1 Bendito seja o YouTube! Enfim, passou a ser chique entrar numa conversa e fazer saber que nos

2 sentimos vítimas impotentes do universo digital em que estamos condenados a viver – claro que o

3 “outro” será sempre mais alienado do que “eu”, porque sou “eu” que estou a teorizar sobre as desgraças

4 do mundo...

5 Bendito seja o YouTube, de facto. E não por qualquer razão “teórica”. Até porque, convenhamos, os

6 respetivos vídeos refletem valores inconciliáveis, entre a pura alegria de partilhar algumas formas de

7 saber e os mais ofensivos disparates (há mesmo personagens de todos os recantos do planeta que se

8 colocam em frente de uma câmara, exibem a sua abissal ignorância sobre a história e as linguagens do

9 cinema, ao mesmo tempo que se apresentam como “críticos”...).

10 Um dia destes, muito para lá daquilo que procurava, encontrei uma entrevista de Umberto Eco (1932-

11 2016), no programa “7 Sur 7” da televisão francesa, com Anne Sinclair. Como frequentemente acontece

12 no YouTube, conhecia um extrato, mas nunca tinha acedido à duração total da entrevista. Falando sobre

13 aquilo que poderá ser uma nova “cultura de massas”, Eco recorda que, “há algumas dezenas de anos,

14 discutia-se qual poderá ser o papel dos media no mundo.” Ora, algo mudou: “Agora, os media são o

15 mundo. Antes, os media falavam do mundo, agora os media falam dos media (estamos aqui a falar

16 dos media) e o mundo vive para conseguir entrar nos media.”

17 Será que há um contido humor nesta descrição? Nada disso: “Não estou a brincar”, esclarece Eco. E

18 acrescenta: “Tudo se passa como se o planeta inteiro se tivesse transformado num objeto de produção

19 de notícias e espetáculo através dos media. Vivemos nisso como fantasmas.” No limite, estamos perante

20 “uma religião a ser refeita”, já que “a própria divindade se tornou eletrónica.”

21 Dir-se-ia que Eco estava a descrever a miséria intelectual e discursiva em que passou a existir a

22 vida política portuguesa. Não se trata, entenda-se, de negar os méritos das personalidades realmente

23 brilhantes que vão pontuando essa vida. Acontece que todos tendem a ser envolvidos (e, de algum modo,

24 igualados) numa mesma dependência televisiva. Resultado prático: tornou-se quase impossível falar de

25 política na televisão. A maior parte dos programas de “análise” tendem a ser organizados como reflexo

26 automático (em loop) daquilo que o espaço televisivo difundiu na véspera ou, sem exagero, um minuto

27 antes. A “velocidade” passou a ser um valor divino.

28 (Fonte: Adaptado de João Lopes, Diário de Notícias, 07/XI/2025)

Exercício 2 (2 pontos)

Responda, por palavras suas, a duas das três perguntas seguintes.

1.

Porque é que os vídeos do YouTube refletem valores inconciliáveis?

2.

Qual é a mudança no papel dos meios de comunicação avançada por Umberto Eco?

3.

Porque é quase impossível ouvir falar em política na televisão portuguesa?

Ejercicio Parte I - Exercício 3 · Vocabulario: sinónimos, antónimos, definiciones y sentido de expresiones del texto

TEXTO

Cultura de massas?

1 Bendito seja o YouTube! Enfim, passou a ser chique entrar numa conversa e fazer saber que nos

2 sentimos vítimas impotentes do universo digital em que estamos condenados a viver – claro que o

3 “outro” será sempre mais alienado do que “eu”, porque sou “eu” que estou a teorizar sobre as desgraças

4 do mundo...

5 Bendito seja o YouTube, de facto. E não por qualquer razão “teórica”. Até porque, convenhamos, os

6 respetivos vídeos refletem valores inconciliáveis, entre a pura alegria de partilhar algumas formas de

7 saber e os mais ofensivos disparates (há mesmo personagens de todos os recantos do planeta que se

8 colocam em frente de uma câmara, exibem a sua abissal ignorância sobre a história e as linguagens do

9 cinema, ao mesmo tempo que se apresentam como “críticos”...).

10 Um dia destes, muito para lá daquilo que procurava, encontrei uma entrevista de Umberto Eco (1932-

11 2016), no programa “7 Sur 7” da televisão francesa, com Anne Sinclair. Como frequentemente acontece

12 no YouTube, conhecia um extrato, mas nunca tinha acedido à duração total da entrevista. Falando sobre

13 aquilo que poderá ser uma nova “cultura de massas”, Eco recorda que, “há algumas dezenas de anos,

14 discutia-se qual poderá ser o papel dos media no mundo.” Ora, algo mudou: “Agora, os media são o

15 mundo. Antes, os media falavam do mundo, agora os media falam dos media (estamos aqui a falar

16 dos media) e o mundo vive para conseguir entrar nos media.”

17 Será que há um contido humor nesta descrição? Nada disso: “Não estou a brincar”, esclarece Eco. E

18 acrescenta: “Tudo se passa como se o planeta inteiro se tivesse transformado num objeto de produção

19 de notícias e espetáculo através dos media. Vivemos nisso como fantasmas.” No limite, estamos perante

20 “uma religião a ser refeita”, já que “a própria divindade se tornou eletrónica.”

21 Dir-se-ia que Eco estava a descrever a miséria intelectual e discursiva em que passou a existir a

22 vida política portuguesa. Não se trata, entenda-se, de negar os méritos das personalidades realmente

23 brilhantes que vão pontuando essa vida. Acontece que todos tendem a ser envolvidos (e, de algum modo,

24 igualados) numa mesma dependência televisiva. Resultado prático: tornou-se quase impossível falar de

25 política na televisão. A maior parte dos programas de “análise” tendem a ser organizados como reflexo

26 automático (em loop) daquilo que o espaço televisivo difundiu na véspera ou, sem exagero, um minuto

27 antes. A “velocidade” passou a ser um valor divino.

28 (Fonte: Adaptado de João Lopes, Diário de Notícias, 07/XI/2025)

Exercício 3 (1,5 pontos)

Procure no texto as palavras ou expressões correspondentes às seguintes definições curtas, sinónimos ou antónimos:

1.

2.

3.

4.

Ejercicio Parte I - Exercício 4 · Opción múltiple de comprensión lectora (A, B, C ou D)

TEXTO

Cultura de massas?

1 Bendito seja o YouTube! Enfim, passou a ser chique entrar numa conversa e fazer saber que nos

2 sentimos vítimas impotentes do universo digital em que estamos condenados a viver – claro que o

3 “outro” será sempre mais alienado do que “eu”, porque sou “eu” que estou a teorizar sobre as desgraças

4 do mundo...

5 Bendito seja o YouTube, de facto. E não por qualquer razão “teórica”. Até porque, convenhamos, os

6 respetivos vídeos refletem valores inconciliáveis, entre a pura alegria de partilhar algumas formas de

7 saber e os mais ofensivos disparates (há mesmo personagens de todos os recantos do planeta que se

8 colocam em frente de uma câmara, exibem a sua abissal ignorância sobre a história e as linguagens do

9 cinema, ao mesmo tempo que se apresentam como “críticos”...).

10 Um dia destes, muito para lá daquilo que procurava, encontrei uma entrevista de Umberto Eco (1932-

11 2016), no programa “7 Sur 7” da televisão francesa, com Anne Sinclair. Como frequentemente acontece

12 no YouTube, conhecia um extrato, mas nunca tinha acedido à duração total da entrevista. Falando sobre

13 aquilo que poderá ser uma nova “cultura de massas”, Eco recorda que, “há algumas dezenas de anos,

14 discutia-se qual poderá ser o papel dos media no mundo.” Ora, algo mudou: “Agora, os media são o

15 mundo. Antes, os media falavam do mundo, agora os media falam dos media (estamos aqui a falar

16 dos media) e o mundo vive para conseguir entrar nos media.”

17 Será que há um contido humor nesta descrição? Nada disso: “Não estou a brincar”, esclarece Eco. E

18 acrescenta: “Tudo se passa como se o planeta inteiro se tivesse transformado num objeto de produção

19 de notícias e espetáculo através dos media. Vivemos nisso como fantasmas.” No limite, estamos perante

20 “uma religião a ser refeita”, já que “a própria divindade se tornou eletrónica.”

21 Dir-se-ia que Eco estava a descrever a miséria intelectual e discursiva em que passou a existir a

22 vida política portuguesa. Não se trata, entenda-se, de negar os méritos das personalidades realmente

23 brilhantes que vão pontuando essa vida. Acontece que todos tendem a ser envolvidos (e, de algum modo,

24 igualados) numa mesma dependência televisiva. Resultado prático: tornou-se quase impossível falar de

25 política na televisão. A maior parte dos programas de “análise” tendem a ser organizados como reflexo

26 automático (em loop) daquilo que o espaço televisivo difundiu na véspera ou, sem exagero, um minuto

27 antes. A “velocidade” passou a ser um valor divino.

28 (Fonte: Adaptado de João Lopes, Diário de Notícias, 07/XI/2025)

Exercício 4 (1,5 pontos)

Cada pergunta tem quatro respostas possíveis, das quais apenas uma é correta. Indique a resposta correta (A, B, C ou D).

1.

Segundo o texto, qual é a razão pela qual é chique conversar sobre o YouTube?

2.

Qual é o argumento sobre os media avançado por Umberto Eco no programa “7 sur 7”?

3.

Qual é a crítica que o autor faz à televisão portuguesa?

Ejercicio Parte II - Proposta A · Redacción: mensaje de fórum, correo electrónico o historia (Produção escrita)

PARTE II. PRODUÇÃO ESCRITA

Escolha e desenvolva apenas uma (A ou B) das propostas apresentadas (extensão de 120-150 palavras):

Proposta A. Exprima a sua opinião sobre os conteúdos culturais que se podem consumir através do YouTube, indicando a sua experiência e valoração pessoal sobre o tema. (3 pontos)

Ejercicio Parte II - Proposta B · Redacción: mensaje de fórum, correo electrónico o historia (Produção escrita)

PARTE II. PRODUÇÃO ESCRITA

Escolha e desenvolva apenas uma (A ou B) das propostas apresentadas (extensão de 120-150 palavras):

Proposta B. O seu irmão de doze anos acabou de receber um telefone inteligente com acesso à internet. Exponha os conselhos sobre o seu uso que lhe daria. (3 pontos)

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