Exercício 15 · Exame Nacional Filosofia Época especial 2021

Tema: Filosofia da religião: Deus e o problema do mal · Do exame Época especial (2021)

Enunciado

15. Na sua opinião, o argumento teleológico, ou do desígnio, a favor da existência de Deus é persuasivo?

Justifique.

Na sua resposta, deve:

– apresentar inequivocamente a sua posição;

– argumentar a favor da sua posição.

Enunciado: Exercício 15 · Exame Nacional Filosofia Época especial 2021

Resolução

Segundo os critérios oficiais de classificação

15. Na sua opinião, o argumento teleológico, ou do desígnio, a favor da existência de Deus é persuasivo? Justifique.

Resposta: Apresentação inequívoca da posição defendida. Justificação da posição defendida – cenários de resposta: No caso de o examinando considerar que o argumento teleológico, ou do desígnio, a favor da existência de Deus é persuasivo: - o mundo e as coisas naturais que o compõem, como as sementes, os olhos ou o sistema locomotor dos diferentes animais, apresentam-se ordenados e cumprem finalidades, mas não são inteligentes; - a existência de ordem e finalidades não pode surgir por acaso (nem das próprias coisas, uma vez que não são inteligentes); - a existência de ordem e finalidades apenas é bem explicada se admitirmos que uma inteligência superior, ou divina, criou as coisas e as dispôs assim; - por conseguinte, a inteligência divina ou Deus tem de existir. No caso de o examinando considerar que o argumento teleológico, ou do desígnio, a favor da existência de Deus não é persuasivo: - na natureza, é possível observar coisas ou entidades que funcionam de modo ordenado/com um propósito, mas também se observa o contrário (OU mas tal ordenação/disposição também pode ter defeitos); - por exemplo, há sistemas cujo funcionamento defeituoso parece não ter uma finalidade (como acontece com o sistema reprodutor no caso das doenças congénitas graves) OU há espécies que desapareceram por deixarem de estar adaptadas ao ambiente (como aconteceu com os dinossauros) OU há acontecimentos que (aparentemente) representam uma rutura da ordem e não têm um propósito (como maremotos ou furacões); - (é possível que as coisas naturais tenham sido criadas por um ser inteligente, ou por vários seres inteligentes, mas) não é possível que as coisas naturais tenham sido criadas por seres omnipotentes e perfeitos (como o deus teísta); - por conseguinte, a suposição de uma inteligência que criou e dispôs as coisas naturais apenas seria razoável se tal inteligência não fosse caracterizada como superior, divina ou sequer una; OU - incorre-se num falso dilema quando se defende que o surgimento de entidades funcionais e de seres naturais adaptados ao seu ambiente é explicado ou pela suposição de uma inteligência divina, que os criou e ordenou, ou pela suposição de um feliz acaso que, instantaneamente, os fez surgir ordenados; - há outras possibilidades a considerar, como a de existir um processo evolutivo lento e sem finalidade; - de acordo com a teoria da evolução de Darwin, a ordenação que observamos resulta de mutações surgidas por acaso e da pressão seletiva; - por conseguinte, a observação de um mundo razoavelmente ordenado e funcional não prova que exista um Deus criador na sua origem.

A explicação passo a passo é Premium. Premium

Resolve-o aqui mesmo: correção automática, pistas e solução passo a passo.

‹ Exercício 8 · 2.ª fase 2021

Mais exercícios de Filosofia da religião: Deus e o problema do mal

O exame completo · Época especial (2021)