Exame Nacional Economia A 2021 · 1.ª fase

Exame Nacional de Economia A 2021, 1.ª fase: 20 exercícios com resolução. Temas: Necessidades, consumo e lei de Engel. Com correção imediata.

Temas do exame: Necessidades, consumo e lei de Engel · Problema económico, produção, custos e produtividade · População, mercado de trabalho e desemprego · Moeda, preços e inflação · Mercados e formação dos preços · Rendimentos, repartição e pobreza · Poupança, financiamento e investimento · Contabilidade nacional e agentes económicos · O Estado, finanças públicas e políticas · Comércio internacional, balança de pagamentos e câmbios · Integração europeia e União Económica e Monetária

Grupo I - 1 · Problema económico, produção, custos e produtividade

1. Considere que o António recebe todos os meses uma nota de 100 euros. Em janeiro, o António, ao utilizar a mesada, optou por comprar um par de ténis, gastando 80 euros, e colocou o valor restante no seu mealheiro.

No contexto descrito, podemos afirmar que, quando o António

()

Grupo I - 2 · População, mercado de trabalho e desemprego

2. Na coluna A, apresentam-se três possibilidades de evolução da população ativa de um país e, na coluna B, cinco possíveis explicações para essas possibilidades, num determinado ano.

Selecione a opção que associa corretamente cada possibilidade de evolução apresentada na coluna A a uma explicação válida na coluna B, considerando-se tudo o resto constante.

()

Grupo I - 3 · Rendimentos, repartição e pobreza

3. O valor acrescentado criado no processo produtivo representa a remuneração dos fatores de produção intervenientes nesse processo, de acordo com a participação de cada um deles. Assim, pode afirmar-se que os rendimentos distribuídos pelos fatores de produção, sob a forma de rendas, juros,

()

Grupo I - 4 · Mercados e formação dos preços

4. O Gráfico 1 representa a situação de equilíbrio existente no mercado de concorrência perfeita do bem X, num determinado momento.

Posteriormente, registou-se um aumento dos preços das matérias-primas necessárias à produção do bem X.

Com base na situação descrita, e considerando-se tudo o resto constante, podemos afirmar que o aumento dos preços das matérias-primas provocou, face à situação de equilíbrio inicial, no mercado do bem X, a deslocação

()

Grupo I - 5 · Poupança, financiamento e investimento

5. Considere as afirmações seguintes, relativas aos destinos (ou às aplicações) da poupança.

I. As poupanças das famílias tiveram como destino a aquisição de habitação própria.

II. As poupanças das famílias foram aplicadas na constituição de contas bancárias a prazo.

III. As empresas utilizaram os lucros não distribuídos aos acionistas para a aquisição de bens de produção duradouros.

No contexto dos destinos (ou das aplicações) da poupança é correto afirmar que, para os agentes económicos referidos, as afirmações

Grupo I - 6.1 · Moeda, preços e inflação

6. A Tabela 1 apresenta a evolução do índice de preços no consumidor (IPC) e do salário mínimo nominal, em Portugal, no período de 2009 a 2014.

Tabela 1 – Taxas de variação anuais do índice de preços no consumidor e do salário mínimo nominal

(em %)

2009

2010

2011

2012

2013

2014

Taxa de variação anual do IPC

– 0,83

1,40

3,65

2,77

0,27

– 0,28

Taxa de variação anual do salário mínimo nominal

5,6

5,6

2,1

0,0

0,0

0,0

Instituto Nacional de Estatística, Anuário Estatístico de Portugal – 2019, in www.ine.pt (consultado em outubro de 2020). (Adaptado)

6.1. Com base nos dados apresentados na Tabela 1, e considerando 2011 como ano base, podemos afirmar que, em Portugal, em 2013, o valor do IPC foi, aproximadamente,

Grupo I - 6.2 · Moeda, preços e inflação

6. A Tabela 1 apresenta a evolução do índice de preços no consumidor (IPC) e do salário mínimo nominal, em Portugal, no período de 2009 a 2014.

Tabela 1 – Taxas de variação anuais do índice de preços no consumidor e do salário mínimo nominal

(em %)

2009

2010

2011

2012

2013

2014

Taxa de variação anual do IPC

– 0,83

1,40

3,65

2,77

0,27

– 0,28

Taxa de variação anual do salário mínimo nominal

5,6

5,6

2,1

0,0

0,0

0,0

Instituto Nacional de Estatística, Anuário Estatístico de Portugal – 2019, in www.ine.pt (consultado em outubro de 2020). (Adaptado)

6.2. Com base nos dados da Tabela 1, complete o texto seguinte, escolhendo a opção adequada para cada espaço.

Transcreva para a folha de respostas cada uma das letras a), b), c) e d), seguida do número que corresponde à opção selecionada.

Em 2009 e em 2014, ocorreu, em Portugal, um processo de a). Em 2014, verificou-se b) do valor real da moeda. Em c), as famílias registaram um ganho de poder de compra. O salário mínimo nominal, em 2013, foi d) ao registado em 2011.

a) · b) · c) · d)

1. deflação

2. desinflação

3. inflação · 1. uma redução

2. uma manutenção

3. um aumento · 1. 2009 e em 2010

2. 2011 e em 2013

3. 2013 e em 2014 · 1. inferior

2. igual

3. superior

Grupo I - 7 · Rendimentos, repartição e pobreza

7. A Tabela 2 apresenta valores relativos ao rendimento disponível dos particulares (RDP) e suas componentes, em Portugal, no período de 2017 a 2019.

Com base nos dados apresentados na Tabela 2, podemos afirmar que, em Portugal, as duas componentes do RDP que, em termos nominais, mais contribuíram para o seu aumento foram

Grupo I - 8 · Contabilidade nacional e agentes económicos

8. Uma empresa de capitais alemães, que se dedica à produção de automóveis, dispõe de uma unidade industrial em Portugal desde 1995.

O valor acrescentado bruto criado na produção de automóveis, por esta unidade industrial, em Portugal, é contabilizado, pelo sistema de contas nacionais, no produto interno bruto (PIB) português.

Esta afirmação é

Grupo I - 9 · Necessidades, consumo e lei de Engel

9. A Tabela 3 apresenta dados relativos ao consumo efetuado pelas famílias, em Portugal, no período de 2013 a 2017.

Tabela 3 – Consumo das famílias

Peso

(em % do PIB 1)

Taxa de variação nominal anual

(em %)

2013

63,4

− 0,3

2014

64,1

2,6

2015

63,5

2,9

2016

63,4

3,6

2017

62,5

3,6

1 Produto interno bruto

Instituto Nacional de Estatística, Anuário Estatístico de Portugal – 2019, in www.ine.pt (consultado em setembro de 2020). (Adaptado)

Com base nos dados apresentados na Tabela 3, podemos afirmar que, em Portugal,

Grupo I - 10.1 · Contabilidade nacional e agentes económicos

A Tabela 4 apresenta dados relativos às contas nacionais, em Portugal, no período de 2017 a 2019.

Tabela 4 – Indicadores das contas nacionais, calculados a preços correntes

(em milhões de euros)

· 2017 · 2018 · 2019

Consumo total · 160 214 · 166 482 · 172 074

Investimento · 33 755 · 36 975 · 40 150

Importações de bens e serviços · 81 739 · 88 445 · 93 001

Exportações de bens e serviços · 83 717 · 89 293 · 93 098

Despesa interna · 195 947 · 204 305 · 212 321

PILpm 1 · 162 094 · 168 783 · 175 436

1 Produto interno líquido a preços de mercado

Instituto Nacional de Estatística, Anuário Estatístico de Portugal – 2019, in www.ine.pt (consultado em setembro de 2020). (Adaptado)

10.1. Com base nos dados apresentados na Tabela 4, podemos afirmar que, em Portugal, em 2018 e em 2019, os valores da procura interna, calculados a preços correntes, foram, respetivamente,

()

Grupo I - 10.2 · Contabilidade nacional e agentes económicos

A Tabela 4 apresenta dados relativos às contas nacionais, em Portugal, no período de 2017 a 2019.

Tabela 4 – Indicadores das contas nacionais, calculados a preços correntes

(em milhões de euros)

· 2017 · 2018 · 2019

Consumo total · 160 214 · 166 482 · 172 074

Investimento · 33 755 · 36 975 · 40 150

Importações de bens e serviços · 81 739 · 88 445 · 93 001

Exportações de bens e serviços · 83 717 · 89 293 · 93 098

Despesa interna · 195 947 · 204 305 · 212 321

PILpm 1 · 162 094 · 168 783 · 175 436

1 Produto interno líquido a preços de mercado

Instituto Nacional de Estatística, Anuário Estatístico de Portugal – 2019, in www.ine.pt (consultado em setembro de 2020). (Adaptado)

10.2. Com base nos dados apresentados na Tabela 4, podemos afirmar que, em Portugal, em 2017, o valor do consumo de capital fixo (ou das amortizações), calculado a preços correntes, foi

()

Grupo I - 11 · Comércio internacional, balança de pagamentos e câmbios

11. A Tabela 5 apresenta dados relativos às exportações de bens, num determinado país, em 2018 e em 2019.

Tabela 5 – Exportações de bens

(em milhões de euros) 2018 · 53 000

2019 · 54 000

Considere que:

em 2018, a taxa de cobertura das importações de bens pelas exportações de bens foi 80%;

em 2019, face a 2018, as importações de bens registaram um decréscimo de 0,4%.

Com base nos dados apresentados na Tabela 5 e na situação descrita, podemos afirmar que, em 2019, o valor das importações de bens foi

()

Grupo I - 12 · Comércio internacional, balança de pagamentos e câmbios

12. Em Portugal, os fundos provenientes da União Europeia, no âmbito do Fundo de Coesão, são registados

()

Grupo I - 13 · O Estado, finanças públicas e políticas

13. O texto refere-se à economia portuguesa, em 2018 e em 2019. A Tabela 6 apresenta dados relativos às finanças públicas, em Portugal, no período de 2017 a 2019.

Em 2019, o produto interno bruto (PIB) aumentou 3,9% (4,3% no ano anterior), tendo atingido 212 321 milhões de euros.

Entre 2018 e 2019, o aumento das receitas públicas totais resultou exclusivamente da melhoria das receitas públicas correntes, sendo que as receitas públicas de capital, com um peso de apenas 0,8% no total das receitas públicas, apresentaram uma diminuição de 9,6%. As receitas públicas correntes aumentaram 3,9%, em 2019, face ao ano anterior, potenciadas pelo crescimento de 6,3% nas contribuições sociais totais e pelo crescimento de 2,7% nas receitas fiscais.

As despesas públicas totais aumentaram 2,3%, em 2019, face ao ano anterior, em larga medida devido ao aumento das despesas públicas correntes (2,7%), uma vez que as despesas públicas de capital diminuíram 3,0%.

Tabela 6 – Indicadores das finanças públicas 1

Peso

(em % do produto interno bruto)

Receitas públicas totais

Despesas públicas totais

Saldo total

Dívida pública

2017

42,4

45,4

−3,0

126,1

2018

42,9

43,4

−0,4

122,0

2019

42,9

42,7

0,2

117,7

1 Valores arredondados

Instituto Nacional de Estatística, Anuário Estatístico de Portugal – 2019, in www.ine.pt (consultado em novembro de 2020). (Adaptado)

Considere as afirmações seguintes, relativas ao texto e à Tabela 6.

Selecione apenas as três afirmações corretas, transcrevendo para a folha de respostas os números correspondentes.

Grupo I - 14 · Rendimentos, repartição e pobreza

14. A Tabela 7 apresenta os valores do índice de Gini, indicador de desigualdade na distribuição dos rendimentos, relativos à União Europeia a 28 Estados-Membros (UE-28) e a alguns países da UE-28, em 2012 e em 2018.

Tabela 7 – Índice de Gini

· 2012 · 2018

UE-28 · 30,5 · 30,8

Alemanha · 28,3 · 31,1

Áustria · 27,6 · 26,8

Roménia · 34,0 · 35,1

Polónia · 30,9 · 27,8

Grécia · 34,3 · 32,3

Itália · 32,4 · 33,4

Pordata, in www.pordata.pt (consultado em outubro de 2020). (Adaptado)

Com base nos dados apresentados na Tabela 7, podemos afirmar que a desigualdade na distribuição dos rendimentos,

()

Grupo I - 15 · O Estado, finanças públicas e políticas

15. Uma das características de um bem público é o facto de a sua utilização por mais um consumidor não reduzir a quantidade do bem colocada à disposição dos restantes consumidores.

Com base na característica acima descrita, podemos afirmar que este bem é considerado um bem

()

Grupo I - 16 · Integração europeia e União Económica e Monetária

16. Compete ao Banco Central Europeu e à Comissão Europeia, respetivamente,

()

Grupo II - 1 · População, mercado de trabalho e desemprego

GRUPO II

1. O texto e as tabelas 8, 9 e 10 apresentam dados relativos ao mercado de trabalho português, no período de 2016 a 2019.

De acordo com os dados publicados pela Pordata, em 2019, a população ativa em Portugal foi 5252,6 milhares de indivíduos e, em 2016, foi 5178,3 milhares de indivíduos. Em 2019, o peso dos ativos que haviam completado o «ensino secundário, pós-secundário e superior» foi 56,5% no total da população ativa (5,3 pontos percentuais superior ao valor registado em 2016).

Tabela 8 — Taxa de variação do emprego total e por nível de escolaridade (em %)

2016-2019

Total

6,7

Empregados sem nenhum nível de escolaridade e com o ensino básico

−4,2

Empregados com o ensino secundário, pós-secundário e superior

16,9

Tabela 9 — Taxa de variação do desemprego total e por nível de escolaridade (em %)

2016-2019

Total

−40,8

Desempregados sem nenhum nível de escolaridade e com o ensino básico

−48,8

Desempregados com o ensino secundário, pós-secundário e superior

−31,9

Tabela 10 — Estrutura do desemprego

Peso (em % do total)

2016

2019

Total

100,0

100,0

Desempregados sem nenhum nível de escolaridade e com o ensino básico

52,2

45,1

Desempregados com o ensino secundário, pós-secundário e superior

47,8

54,9

Pordata, in www.pordata.pt (consultado em novembro de 2020). (Adaptado)

Explicite, com base nos dados apresentados, as alterações no mercado de trabalho português, em 2019, face a 2016, considerando:

o efeito da evolução do emprego por nível de escolaridade na evolução do emprego total;

o efeito da evolução do desemprego «sem nenhum nível de escolaridade e com o ensino básico» e da evolução do desemprego total na alteração da estrutura do desemprego;

o efeito da evolução do desemprego com o «ensino secundário, pós-secundário e superior» e da evolução do desemprego total na alteração da estrutura do desemprego.

Grupo II - 2 · Necessidades, consumo e lei de Engel

2. A Tabela 11 apresenta dados relativos aos coeficientes orçamentais por agregado familiar, em Portugal e por região, em 2015/2016.

Tabela 11 – Coeficientes orçamentais por agregado familiar, em Portugal e por região

(em % do total da despesa anual média em consumo)

Portugal

Norte

Centro

Lisboa

Alentejo

Algarve

Açores

Madeira

Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas

14,3

14,7

14,4

13,3

17,2

14,5

14,6

14,0

Lazer, recreação e cultura

4,2

4,0

3,7

4,9

3,1

4,1

3,9

3,5

Instituto Nacional de Estatística, Inquérito às Despesas das Famílias 2015/2016, in www.ine.pt (consultado em novembro de 2020). (Adaptado)

Explique, com base nos dados apresentados e no pressuposto da verificação da lei de Engel, as diferenças esperadas entre o rendimento médio dos agregados familiares nas regiões de Lisboa e do Alentejo.

Grupo II - 3 · Mercados e formação dos preços

3. Leia o texto.

Admita a existência de muitos pescadores de douradas a vender o seu peixe na lota. O preço de uma dourada – suponhamos que são quatro euros – é determinado pelas curvas da procura e da oferta no mercado de concorrência perfeita. Neste mercado, se um pescador oferecesse, por cinco euros, uma dourada exatamente igual às oferecidas pelos outros pescadores, os compradores limitar-se-iam a comprar a outro pescador. Como, neste mercado, todos os intervenientes têm acesso a toda a informação, nenhum vendedor teria interesse em praticar um preço superior a quatro euros.

Baseado em: Niall Kishtainy, Uma Breve História da Economia, 1.ª edição, Lisboa, Editorial Presença, 2018, p. 75.

Justifique o facto de nenhum vendedor, num mercado de concorrência perfeita, ter interesse em praticar um preço de venda da dourada superior a quatro euros, relacionando-o com as três características deste mercado mencionadas no texto.

Grupo II - 4 - Medida A - redução das taxas de ju… · Poupança, financiamento e investimento

4. Leia o texto.

Para um cidadão comum, não será fácil perceber como as decisões do Banco Central Europeu afetam o seu dia a dia. Se, por exemplo, os bancos pagarem mais pelos depósitos, poupar pode ser mais atrativo para as famílias. Por outro lado, se os bancos cobrarem mais pelos empréstimos que concedem, investir pode tornar-se mais difícil para as empresas. Situação diferente acontecerá se as taxas de juro diminuírem. Assim, considerando-se tudo o resto constante, a alteração das taxas de juro terá impacto em vários indicadores da atividade económica de um país.

Baseado em: https://www.cgd.pt/Site/Saldo-Positivo/o-banco-e-eu/Pages/taxas-de-juro-bce.aspx (consultado em outubro de 2020).

Admita que as autoridades de um dado país solicitaram a realização de um estudo sobre os impactos na atividade económica de uma das medidas, A ou B.

Opção selecionada: Medida A – redução das taxas de juro

De acordo com a medida selecionada ( Medida A – redução das taxas de juro), apresente dois impactos, um no consumo das famílias e um no investimento das empresas, explicando de que modo esses impactos afetam a capacidade de criação de emprego.

Grupo II - 4 - Medida B - aumento das taxas de ju… · Poupança, financiamento e investimento

4. Leia o texto.

Para um cidadão comum, não será fácil perceber como as decisões do Banco Central Europeu afetam o seu dia a dia. Se, por exemplo, os bancos pagarem mais pelos depósitos, poupar pode ser mais atrativo para as famílias. Por outro lado, se os bancos cobrarem mais pelos empréstimos que concedem, investir pode tornar-se mais difícil para as empresas. Situação diferente acontecerá se as taxas de juro diminuírem. Assim, considerando-se tudo o resto constante, a alteração das taxas de juro terá impacto em vários indicadores da atividade económica de um país.

Baseado em: https://www.cgd.pt/Site/Saldo-Positivo/o-banco-e-eu/Pages/taxas-de-juro-bce.aspx (consultado em outubro de 2020).

Admita que as autoridades de um dado país solicitaram a realização de um estudo sobre os impactos na atividade económica de uma das medidas, A ou B.

Opção selecionada: Medida B – aumento das taxas de juro

De acordo com a medida selecionada ( Medida B – aumento das taxas de juro), apresente dois impactos, um no consumo das famílias e um no investimento das empresas, explicando de que modo esses impactos afetam a capacidade de criação de emprego.

Grupo III - 1 · Comércio internacional, balança de pagamentos e câmbios

GRUPO III

1. Leia o texto.

Existem alguns dados que comprovam a tese de que a melhor ajuda aos exportadores consiste em aplicar «políticas de promoção da exportação». A China, ao desvalorizar sistematicamente o yuan face ao dólar, na primeira década do século XXI, garantiu a manutenção de preços artificialmente baixos para os seus produtos vendidos em dólares nos EUA. Esta promoção das exportações através da desvalorização do yuan foi uma medida benéfica para os exportadores chineses. No entanto, foi conseguida à custa dos consumidores chineses.

Baseado em: Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo, Boa Economia para Tempos Difíceis, 1.ª edição, Lisboa, Conjuntura Actual, 2020, pp. 103-104.

Explique, com base no texto, por que razão a desvalorização do yuan face ao dólar promove as exportações chinesas, ainda que à custa dos consumidores chineses.

Grupo III - 2 · O Estado, finanças públicas e políticas

GRUPO III

2. Considere que, em 2018, num determinado país, o saldo orçamental correspondeu a −2,8%-2{,}8\% do produto interno bruto (PIB). Nesse ano, as receitas públicas provenientes dos impostos diretos foram 125125 milhões de euros e representaram 10%10\% do PIB.

Determine, com base na situação descrita, o valor das receitas públicas totais em 2018, sabendo que o valor das despesas públicas totais foi, neste ano, 210210 milhões de euros.

Na sua resposta, apresente a fórmula usada e os cálculos efetuados.

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