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Examen de Portugués PAU Madrid 2023 · Extraordinaria
Examen de Portugués de Selectividad de Madrid (PAU/EvAU) 2023, Extraordinaria (julio): 4 problemas con solución. Temas: Compreensão de Texto y Gramática.
Temas del examen: Compreensão de Texto · Gramática · Expressão Escrita
Ejercicio A.1 · Compreensão de Texto
TEXTO A
Leia atentamente o texto:
Em 1626, num gelado abril, o filósofo e pioneiro do método científico Francis Bacon cavalgava pelas ruas nevadas de Londres quando surgiu uma pergunta invulgar na sua mente: o frio ajudaria a preservar melhor uma galinha morta? Tendo comprado aves aos vizinhos, encheu-as de neve para ver o que aconteceria. Ao fazê-lo apanhou uma constipação, que degenerou em infeção pulmonar e morreu. Esta história, difundida pelo filósofo Thomas Hobbes (e talvez apócrifa), ilustra os dois lados da curiosidade: o vício e a virtude.
A curiosidade é a força motriz da ciência, da exploração e da descoberta e, nesse sentido, um fator-chave, juntamente com a inteligência, do sucesso da espécie humana. Individualmente, é também uma qualidade maravilhosa que dá paixão e significado à existência.
No mundo moderno, onde não faltam distrações, afigura-se útil saber aproveitar ao máximo a curiosidade, sem cair nas armadilhas. À medida que um ser humano cresce, rapidamente o seu interesse se expande muito além do seu ambiente imediato. Podemos, então, apaixonar-nos por temas abstratos, como a matemática ou a filosofia. O objeto da nossa curiosidade, muitas vezes, pode ter utilidade instantânea.
O senso comum diz-nos que somos mais curiosos perante uma lacuna de informação, um mistério não resolvido ou uma pergunta sem resposta. E, tal como acontece com as crianças pequenas, cuja atenção é mais fortemente captada quando a incerteza é moderada, a dimensão da falta de informação também é importante para os adultos. Se a ignorância é demasiado grande, a pergunta parece demasiado intimidante e a resposta, inacessível; se, por outro lado, as incógnitas forem muito poucas, podemos perder o interesse nestes pequenos detalhes. É entre os dois extremos, quando confrontados com algo incrível e útil sem ser totalmente estranho que a nossa curiosidade é estimulada.
A curiosidade estimula a memória, mas também a criatividade: vários estudos sugerem que estas duas capacidades estão moderadamente correlacionadas. Se o nexo de causalidade ainda está por provar, a curiosidade poderia muito bem, ao pressionar-nos a recolher informações e explorar novos campos, funcionar como um impulso à criatividade. Com efeito, graças à curiosidade, temos mais probabilidade de encontrar factos, ideias e formas de pensar que, perante um problema difícil, nos ajudem a descobrir novas formas de o abordar, ou mesmo de o resolver.
Memória reforçada e talento para a inovação: visto assim, é tentador cultivar, deliberada e constantemente, a curiosidade. Mas cuidado, porque há riscos!
As primeiras armadilhas são as mais óbvias: distração e perda de tempo.
En: “Ser curioso dá superpoderes”, Courrier Internacional, fevereiro 2023, pp.48-51 (texto adaptado)
A.1. Após uma leitura atenta, diga se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações que se seguem. Justifique a sua resposta com uma afirmação do texto. (3 pontos)
a)
A curiosidade não é um elemento essencial para a evolução da ciência.
b)
Conforme crescemos tendemos a circunscrever a nossa curiosidade a interesses específicos.
c)
A curiosidade contribui para melhorar a memória.
Ejercicio A.2 · Gramática
A.2. Escreva as seguintes frases na Voz Passiva:
[2 puntos]
a)
Francis Bacon comprou aves aos vizinhos para ver o que acontecia.
b)
A curiosidade impulsa a ciência.
c)
A distração e a perda de tempo poderão prejudicar as pessoas.
d)
A curiosidade dá paixão e significado à existência.
Ejercicio A.3 · Gramática
A.3. Escreva por extenso os seguintes numerais:
[2 puntos]
a)
416
b)
832
c)
521
d)
101
Ejercicio A.4 · Expressão Escrita
TEXTO A
Leia atentamente o texto:
Em 1626, num gelado abril, o filósofo e pioneiro do método científico Francis Bacon cavalgava pelas ruas nevadas de Londres quando surgiu uma pergunta invulgar na sua mente: o frio ajudaria a preservar melhor uma galinha morta? Tendo comprado aves aos vizinhos, encheu-as de neve para ver o que aconteceria. Ao fazê-lo apanhou uma constipação, que degenerou em infeção pulmonar e morreu. Esta história, difundida pelo filósofo Thomas Hobbes (e talvez apócrifa), ilustra os dois lados da curiosidade: o vício e a virtude.
A curiosidade é a força motriz da ciência, da exploração e da descoberta e, nesse sentido, um fator-chave, juntamente com a inteligência, do sucesso da espécie humana. Individualmente, é também uma qualidade maravilhosa que dá paixão e significado à existência.
No mundo moderno, onde não faltam distrações, afigura-se útil saber aproveitar ao máximo a curiosidade, sem cair nas armadilhas. À medida que um ser humano cresce, rapidamente o seu interesse se expande muito além do seu ambiente imediato. Podemos, então, apaixonar-nos por temas abstratos, como a matemática ou a filosofia. O objeto da nossa curiosidade, muitas vezes, pode ter utilidade instantânea.
O senso comum diz-nos que somos mais curiosos perante uma lacuna de informação, um mistério não resolvido ou uma pergunta sem resposta. E, tal como acontece com as crianças pequenas, cuja atenção é mais fortemente captada quando a incerteza é moderada, a dimensão da falta de informação também é importante para os adultos. Se a ignorância é demasiado grande, a pergunta parece demasiado intimidante e a resposta, inacessível; se, por outro lado, as incógnitas forem muito poucas, podemos perder o interesse nestes pequenos detalhes. É entre os dois extremos, quando confrontados com algo incrível e útil sem ser totalmente estranho que a nossa curiosidade é estimulada.
A curiosidade estimula a memória, mas também a criatividade: vários estudos sugerem que estas duas capacidades estão moderadamente correlacionadas. Se o nexo de causalidade ainda está por provar, a curiosidade poderia muito bem, ao pressionar-nos a recolher informações e explorar novos campos, funcionar como um impulso à criatividade. Com efeito, graças à curiosidade, temos mais probabilidade de encontrar factos, ideias e formas de pensar que, perante um problema difícil, nos ajudem a descobrir novas formas de o abordar, ou mesmo de o resolver.
Memória reforçada e talento para a inovação: visto assim, é tentador cultivar, deliberada e constantemente, a curiosidade. Mas cuidado, porque há riscos!
As primeiras armadilhas são as mais óbvias: distração e perda de tempo.
En: “Ser curioso dá superpoderes”, Courrier Internacional, fevereiro 2023, pp.48-51 (texto adaptado)
A.4. Segundo o texto, a curiosidade estimula a memória e a criatividade. Concorda com esta afirmação? Justifique a sua resposta e exponha algum exemplo que fundamente a sua opinião. O seu texto deve ter uma extensão de 150 a 200 palavras, aproximadamente. (3 pontos)
Ejercicio B.1 · Compreensão de Texto
B.1. Após uma leitura atenta, diga se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações que se seguem. Justifique a sua resposta com uma afirmação do texto. (3 puntos)
a)
No dia 18 de fevereiro comemora-se o Dia Internacional do Riso.
V
F
b)
O sorriso é um dos traços de personalidade em que reparamos quando conhecemos uma pessoa pela primeira vez.
V
F
c)
A higiene oral aumenta a confiança das pessoas.
V
F
Ejercicio B.2 · Gramática
B.2. Passe para o pretérito perfeito simples os verbos retirados do texto. (2 puntos)
a)
b)
c)
d)
Ejercicio B.3 · Gramática
B.3. Escreva por extenso a resposta à seguinte pergunta: Que horas são? (2 puntos)
a)
b)
c)
d)
Ejercicio B.4 · Expressão Escrita
B.4. "Dizem que a primeira impressão é a que fica". Na sociedade atual as pessoas vivem obcecadas com a imagem, recorrem ao uso de filtros e, inclusivé, de cirurgias estéticas para dar uma imagem idealizada de si. Acha que uma imagem vale mais do que mil palavras, como diz a sabedoria popular? Ou o mais importante é conhecer o outro no seu todo? Escreva um texto de 150 a 200 palavras, aproximadamente, onde expõe a sua opinião sobre este assunto. (3 puntos)
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