Exercício 1 - População · Exame Nacional Geografia A 1.ª fase 2023
Tema: População: evolução, estrutura e migrações · Do exame 1.ª fase (2023)
Enunciado
1. Em Portugal, nas duas últimas décadas, os agregados domésticos privados registaram mudanças significativas, quer no número de pessoas que os constituem quer no tipo de família.
A Figura 1A representa a percentagem de agregados domésticos privados com o máximo de duas pessoas por NUTS III, em 2021, e a Figura 1B representa os agregados domésticos privados por dimensão, em Portugal continental, em 2011 e em 2021.
Nota: Agregado doméstico privado – conjunto de pessoas, com ou sem laços de parentesco entre si, que residem no mesmo alojamento e cujas despesas fundamentais são suportadas conjuntamente.
Fonte: https://smi.ine.pt (consultado em outubro de 2022). (Texto adaptado)
1.1.
De acordo com a Figura 1A, duas das NUTS III que registam a maior percentagem de agregados domésticos privados com uma ou duas pessoas, em 2021, são
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1.2.
A variação da dimensão dos agregados domésticos privados em Portugal, entre 2011 e 2021, de acordo com a Figura 1B, evidencia
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1.3.
O valor percentual de agregados domésticos privados da NUTS III Beiras e Serra da Estrela, representado na Figura 1A, pode explicar-se pelo comportamento de alguns indicadores demográficos nas últimas décadas, designadamente,
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1.4.
Segundo o Inquérito à Fecundidade realizado em Portugal, pelo INE, em 2019, uma em cada dez pessoas no período fértil declarou não ter filhos nem esperar vir a ter. As respostas mais frequentes, mencionadas por mais de 70% dos inquiridos, referiam-se à falta de «vontade da/o própria/o» e a «não fazer parte do projeto de vida», associadas, em ambos os casos, a receios de natureza ambiental e económica quanto ao que as gerações vindouras terão de enfrentar, à influência social, relacionada com a partilha de experiências entre amigos, familiares e colegas, e à desigualdade na partilha de responsabilidades parentais. O motivo financeiro é apontado por uma menor percentagem de inquiridos, surgindo em 5.º lugar.
Fonte: INE, Inquérito à Fecundidade – 2019, Lisboa, INE, I.P., 2021, pp. 12-18, in www.ine.pt (consultado em novembro de 2022). (Texto adaptado)
Considerando as razões que estão na génese das respostas mais frequentes referidas no inquérito, as duas medidas natalistas que podem contribuir para o aumento da dimensão do agregado doméstico privado devem incidir
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Resolução
Segundo os critérios oficiais de classificação
1.1. De acordo com a Figura 1A, duas das NUTS III que registam a maior percentagem de agregados domésticos privados com uma ou duas pessoas, em 2021, são
Resposta: (B) Alto Tâmega e Beira Baixa.
1.2. A variação da dimensão dos agregados domésticos privados em Portugal, entre 2011 e 2021, de acordo com a Figura 1B, evidencia
Resposta: (C) uma redução dos agregados com três pessoas.
1.3. O valor percentual de agregados domésticos privados da NUTS III Beiras e Serra da Estrela, representado na Figura 1A, pode explicar-se pelo comportamento de alguns indicadores demográficos nas últimas décadas, designadamente,
Resposta: (B) o elevado valor do índice de envelhecimento e o elevado êxodo da população ativa.
1.4. Considerando as razões que estão na génese das respostas mais frequentes referidas no inquérito, as duas medidas natalistas que podem contribuir para o aumento da dimensão do agregado doméstico privado devem incidir
Resposta: (D) na educação dos jovens para a valorização da paridade na vida familiar e na flexibilidade das condições de trabalho.
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