Exame Nacional Geografia A 2023 · 2.ª fase
Exame Nacional de Geografia A 2023, 2.ª fase: 12 exercícios com resolução. Temas: Cartografia: escalas, coordenadas e localização. Com correção imediata.
Temas do exame: Cartografia: escalas, coordenadas e localização · População: evolução, estrutura e migrações · Precipitação e estado do tempo: cartas sinóticas · Recursos hídricos, rios e relevo · Recursos do subsolo e energia · Recursos marítimos e litoral · Áreas rurais, agricultura e PAC · Espaços urbanos: organização interna e problemas · Transportes e comunicações · Portugal na União Europeia e desenvolvimento sustentável
Exercício 1.1 e 1.2 · Recursos marítimos e litoral
A Figura 1A representa as capturas nominais de pescado, por arte de pesca, em Portugal, em 2011 e em 2021, e a Figura 1B representa as capturas de pescado em relação ao total nacional, por arte de pesca e por NUTS II, em 2021.
* 1.1.
Complete o texto seguinte, fazendo corresponder a cada alínea o número da opção correta.
Escreva, na folha de respostas, cada uma das alíneas seguida do número que corresponde à opção selecionada.
Nas Figuras 1A e 1B, das três modalidades de pesca representadas, a
a)
é a que tem menor impacte nos recursos naturais e que se encontra circunscrita às águas interiores marítimas até ao limite do mar territorial.
Em 2021, o total de capturas feitas pelas modalidades do cerco e do arrasto aumentou, face a 2011, em cerca de
b)
pontos percentuais. A pesca do arrasto atinge os maiores volumes de pescado descarregado na NUTS II
c)
, apesar de ser a modalidade menos significativa a nível nacional.
a)
b)
c)
1. do arrasto
1. 7
1. Norte
2. do cerco
2. 13
2. Centro
3. polivalente
3. 59
3. Região Autónoma dos Açores
* 1.2.
A evolução do total de capturas de pescado em toneladas, registada na Figura 1A, decorreu de medidas traçadas pela Política Comum das Pescas, tais como
()
Exercício 1.3 · Cartografia: escalas, coordenadas e localização
A Figura 1A representa as capturas nominais de pescado, por arte de pesca, em Portugal, em 2011 e em 2021, e a Figura 1B representa as capturas de pescado em relação ao total nacional, por arte de pesca e por NUTS II, em 2021.
* 1.3.
A escala numérica que corresponde à escala gráfica do mapa da Figura 1B é
()
Exercício 2 - Meta A · Recursos marítimos e litoral
Portugal está vinculado aos compromissos assumidos na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada pelas Nações Unidas em setembro de 2015.
A promoção da conservação e da utilização sustentável dos oceanos (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 – ODS 14) é uma das prioridades estratégicas na implementação da Agenda 2030, implementação que contempla um conjunto de metas, de entre as quais se destacam:
Opção Meta A: Prevenir e reduzir significativamente a poluição marinha de todos os tipos, incluindo o lixo marinho.
Apresente duas medidas, explicando de que modo contribuem para alcançar a Meta A no âmbito do ODS 14.
Exercício 2 - Meta B · Recursos marítimos e litoral
Portugal está vinculado aos compromissos assumidos na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada pelas Nações Unidas em setembro de 2015.
A promoção da conservação e da utilização sustentável dos oceanos (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 – ODS 14) é uma das prioridades estratégicas na implementação da Agenda 2030, implementação que contempla um conjunto de metas, de entre as quais se destacam:
Opção Meta B: Aumentar o conhecimento científico, desenvolver capacidades de investigação e transferir tecnologia marinha.
Apresente duas medidas, explicando de que modo contribuem para alcançar a Meta B no âmbito do ODS 14.
Exercício 3 · Espaços urbanos: organização interna e problemas
3. A qualidade do ar é essencial para assegurar a saúde pública e a qualidade de vida da população. Em novembro de 2020, a Câmara Municipal de Lisboa monitorizou, durante 15 dias, a qualidade do ar em 100 estações da Rede de Medição da Qualidade do Ar (EMQA). A partir dos valores registados, obtiveram-se valores médios de dióxido de azoto () em cada estação.
Fonte: J. Canêdo e P. Oliveira, Caracterização da Qualidade do Ar () na cidade de Lisboa. Campanhas de monitorização de 7 a 21 de novembro 2020, Lisboa, CML, 2021, em www.lisboa.pt (consultado em outubro de 2022). (Texto adaptado)
Na Figura 2A, estão representados os corredores de ventilação, a zona ribeirinha e a distribuição espacial dos valores médios de , em Lisboa. Na Figura 2B, está representado o relevo do município de Lisboa.
Nota: Corredores de ventilação – faixas relativamente desocupadas, com uma certa continuidade espacial, que permitem a penetração dos ventos dominantes de N e de NW até ao centro da cidade.
Fonte: A. Lopes (Coord.), Identificação das Ilhas de Calor Urbano e Simulação para Áreas Críticas na Cidade de Lisboa. Fase 3 – Relatório final da cenarização e mapeamento de medidas de mitigação das ilhas de calor urbano, Lisboa, CML, 2020, p. 20, em www.lisboa.pt (consultado em outubro de 2022). (Texto adaptado)
Fonte: J. Canêdo e P. Oliveira, Caracterização da Qualidade do Ar () na cidade de Lisboa. Campanhas de monitorização de 7 a 21 de novembro 2020, Lisboa, CML, 2021, p. 13, em www.lisboa.pt (consultado em outubro de 2022). (Adaptado)
* 3.1.
De acordo com as Figuras 2A e 2B, os corredores de ventilação de Lisboa percorrem, sobretudo,
3.2.
Os corredores de ventilação são importantes para atenuar o efeito das ilhas de calor na cidade. Uma das medidas que favorece a manutenção destes corredores é
3.3.
Os valores médios de dióxido de azoto de 41-80 , representados na Figura 2A, podem ser explicados, entre outras razões,
3.4.
Atualmente, cidades como a de Lisboa confrontam-se com outros problemas urbanos, que comprometem a qualidade de vida da população, tais como
Exercício 4 - Cidade A · Espaços urbanos: organização interna e problemas
As alterações climáticas são um dos principais desafios que as cidades e os municípios terão de enfrentar no século XXI.
Na Figura 3, são apresentados alguns dos perigos previstos, no âmbito das alterações climáticas, para os municípios de Viana do Castelo e de Castelo Branco. As imagens de satélite A e B correspondem a parte das cidades de Viana do Castelo e de Castelo Branco.
Opção A – Viana do Castelo
De acordo com a cidade de Viana do Castelo (A), apresente duas medidas de adaptação ao perigo de subida do nível médio da água do mar, explicando de que modo podem contribuir para reduzir os efeitos desse perigo na cidade.
1.
2.
Exercício 4 - Cidade B · Espaços urbanos: organização interna e problemas
As alterações climáticas são um dos principais desafios que as cidades e os municípios terão de enfrentar no século XXI.
Na Figura 3, são apresentados alguns dos perigos previstos, no âmbito das alterações climáticas, para os municípios de Viana do Castelo e de Castelo Branco. As imagens de satélite A e B correspondem a parte das cidades de Viana do Castelo e de Castelo Branco.
Opção B – Castelo Branco
De acordo com a cidade de Castelo Branco (B), apresente duas medidas de adaptação ao perigo de aumento da temperatura média anual e ondas de calor, explicando de que modo podem contribuir para reduzir os efeitos desse perigo na cidade.
1.
2.
Exercício 5 · Transportes e comunicações
5. O transporte de mercadorias, por modo rodoviário e por modo ferroviário, apresenta pesos diferentes no total do transporte terrestre, nos vários países da Europa.
A Figura 4 representa a percentagem de transporte rodoviário no total do transporte terrestre de mercadorias, em alguns países da Europa, em 2010 e em 2019.
5.1.
Identifique as duas afirmações verdadeiras que podem ser comprovadas pela análise da informação da Figura 4.
* 5.2.
O peso do transporte rodoviário de mercadorias na União Europeia, de acordo com a Figura 4, justifica-se por permitir, entre outros aspetos,
* 5.3.
A União Europeia comprometeu-se a alcançar a neutralidade climática até 2050. Para isso, o sector dos transportes tem de passar por uma transformação que exigirá a redução em 90% das emissões de gases com efeito de estufa, relativamente ao ano base de 1990.
Fonte: www.consilium.europa.eu (consultado em novembro de 2022). (Texto adaptado)
Apresente uma medida a adotar pelo sector dos transportes, explicando de que modo pode contribuir para se atingir o objetivo descrito.
Exercício 6 · Precipitação e estado do tempo: cartas sinóticas
6. Na Figura 5, está representada a carta meteorológica de superfície do dia 21 de setembro de 2022.
6.1.
Complete o texto seguinte, fazendo corresponder a cada alínea o número da opção correta.
Escreva, na folha de respostas, cada uma das alíneas seguida do número que corresponde à opção selecionada.
De acordo com a Figura 5, as ilhas do grupo a) do arquipélago dos Açores estão a ser influenciadas por b), em que a circulação do ar, na vertical e à superfície, se faz, respetivamente, de forma c).
a) · b) · c)
1. oriental · 1. uma depressão · 1. descendente e divergente
2. ocidental · 2. um anticiclone · 2. divergente e ascendente
3. meridional · 3. uma superfície frontal · 3. ascendente e convergente
6.2.
De acordo com a Figura 5, o estado do tempo no arquipélago da Madeira, no dia 21 de setembro de 2022, caracteriza-se por
()
6.3.
Identifique o esquema (A, B, C ou D) que corresponde à variação de pressão representada pelo segmento XY na Figura 5.
Exercício 7 · Recursos hídricos, rios e relevo
* 7. Em Portugal continental, os fenómenos meteorológicos extremos, como as secas meteorológicas, têm consequências, principalmente, nas áreas rurais.
Apresente uma consequência das secas meteorológicas, explicando de que modo condiciona a atividade agropecuária.
Exercício 8 · Áreas rurais, agricultura e PAC
8. A Figura 6A representa as regiões agrárias e a distribuição da área de produção de castanha com Denominação de Origem Protegida (DOP), em Portugal continental. Esta é uma designação dada a castanhas originárias de regiões específicas e cuja qualidade se deve, principalmente, ao meio natural e aos conhecimentos humanos aplicados em cada região. Em Portugal, existem mais de 20 variedades de castanha, que são reconhecidas, nos mercados internacionais, pelas suas excelentes qualidades organoléticas – dimensão, forma, cor, brilho, textura, sabor –, quer para o consumo em fresco quer para a transformação.
As Figuras 6B e 6C representam, respetivamente, uma plantação de soutos e a fase da colheita da castanha.
8.1.
De acordo com a Figura 6A, as duas regiões agrárias que apresentam maior área de produção de castanha DOP são
8.2.
Duas condições naturais que caracterizam as áreas de produção de castanha DOP, representadas na Figura 6A, a norte do rio Tejo são
8.3.
A classificação da castanha como produto DOP, pelas suas características naturais e pelos conhecimentos humanos associados à sua produção, exige
8.4.
Considere os efeitos associados à produção de castanha (Coluna I) e alguns constrangimentos e potencialidades (Coluna II) das áreas de delimitação das DOP representadas na Figura 6.
COLUNA I · COLUNA II
1. Incremento da economia circular · a. Participação em feiras internacionais de divulgação de produtos regionais.
2. Aumento de produtividade · b. Utilização do subproduto da descasca da castanha como fonte de energia nas caldeiras das indústrias de transformação.
3. Necessidade de mão de obra sazonal · c. Plantação de soutos de elevada densidade.
· d. Aumento do despovoamento das áreas rurais.
· e. Aumento da temperatura média anual.
Selecione a opção que associa corretamente o efeito da coluna I à potencialidade ou ao constrangimento da coluna II.
8.5.
A possibilidade de incremento do uso de tecnologia na exploração dos soutos, como, por exemplo, a monitorização em tempo real das condições fitossanitárias dos castanheiros, contribui para o aumento da sustentabilidade económica das regiões do interior.
Justifique a veracidade da afirmação, apresentando um argumento.
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Exercício 9 · Recursos do subsolo e energia
9. No município de Chaves, está a ser desenvolvido um projeto piloto com o objetivo de promover a descarbonização. Trata-se de uma minirrede de geotermia a implementar em meio urbano, na qual será utilizado o calor da água termal existente no município entre os 66 °C e os 77 °C.
Fonte: www.chaves.pt (consultado em outubro de 2022). (Texto adaptado)
9.1.
Uma vantagem económica para os munícipes da aplicação deste projeto na área urbana de Chaves pode ser
()
9.2.
O termalismo, enquadrado na modalidade de turismo de saúde, afigura-se como um recurso endógeno de projeção das regiões.
Explique, recorrendo a um exemplo, de que modo a aposta no turismo termal contribui para o desenvolvimento socioeconómico das regiões.
Exercício 10 · População: evolução, estrutura e migrações
10. O gráfico da Figura 7 representa a evolução do número de óbitos em Portugal, por grupos etários e por sexo, nos anos de 2011 e de 2019.
10.1.
De acordo com a Figura 7, entre 2011 e 2019,
10.2.
As diferenças entre sexos no comportamento da mortalidade, que se observam na Figura 7, são o resultado
10.3.
A tendência de evolução da mortalidade em Portugal, observada na Figura 7, contribui para
10.4.
A evolução da demografia portuguesa, nas duas últimas décadas, impõe a tomada de medidas para assegurar a sustentabilidade económica de Portugal.
Apresente uma medida, explicando de que modo contribui para atenuar o envelhecimento da população ativa.
Exercício 11 · Portugal na União Europeia e desenvolvimento sustentável
11. Uma das prioridades do Fundo Social Europeu (FSE+) da União Europeia, para o período de 2021-2027, é o reforço da dimensão social, nomeadamente, no domínio da educação e da formação da população.
Refira uma estratégia associada a este domínio a implementar em Portugal, explicando de que modo pode contribuir para a coesão social do país.
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