Grupo II - 1 · Exame Nacional Economia A Época especial 2022
Tema: Crescimento, desenvolvimento e sustentabilidade · Do exame Época especial (2022)
Enunciado
GRUPO II
1. Os textos seguintes referem-se à proteção da propriedade industrial e à competitividade da economia portuguesa. As tabelas 5 e 6 apresentam dados relativos à investigação e desenvolvimento (I&D) na União Europeia a 27 Estados-Membros (UE-27) e em Portugal, em 2004 e em 2019.
A capacidade de uma economia competir nos mercados externos depende de estratégias de diferenciação baseadas na inovação tecnológica. Os projetos de investigação e desenvolvimento (I&D), ao originarem inovações, devem ser protegidos, durante um certo tempo, permitindo às empresas recuperarem o valor investido e obterem lucro. Esta proteção da propriedade industrial cria as condições para novos investimentos em I&D. Assim, as patentes, ao protegerem as inovações, são um fator de competitividade entre empresas e países.
Baseado em: Jaime Andrez, Artigo de Opinião, in www.compete2020.gov.pt (consultado em janeiro de 2022).
A competitividade de um país ou empresa depende da sua capacidade para colocar nos mercados mundiais produtos inovadores e de qualidade, a preços concorrenciais. Em 2020, Portugal ocupou a 34.ª posição no ranking de competitividade do World Economic Forum (WEF), o que, numa perspetiva global, parece positivo. Porém, as debilidades da economia portuguesa evidenciadas na capacidade de investimento em I&D e no número de patentes têm resultado numa baixa competitividade face à União Europeia.
Baseado em: Filipe Alves, Jornal Económico, in https://jornaleconomico.pt/noticias/como-tornar-portugal-mais-competitivo (consultado em janeiro de 2022).
Tabela 5 – Despesas em I&D
(em % do PIB) 1
· UE-27 · Portugal
2004 · 1,8 · 0,7
2019 · 2,2 · 1,4
Tabela 6 – Pedidos de patentes 2
(por milhão de habitantes)
· UE-27 · Portugal
2004 · 118,8 · 5,0
2019 · 148,8 · 26,4
Pordata, in www.pordata.pt (dados do Eurostat); (consultado em dezembro de 2021). (Adaptado)
1 Produto interno bruto
2 Pedidos de patentes ao Instituto Europeu de Patentes (IEP)
Apesar de os indicadores de I&D terem melhorado, em Portugal, no período de 2004 a 2019, a economia portuguesa continua a apresentar uma baixa competitividade no contexto da UE-27.
Fundamente, com base na informação apresentada nos documentos, a afirmação anterior.

Resolução
Segundo os critérios oficiais de classificação
Fundamente, com base na informação apresentada nos documentos, a afirmação anterior.
Resposta: A resposta deve integrar os seguintes três tópicos: - a economia portuguesa registou aumentos na despesa em I&D, em % do PIB, e no número de pedidos de patentes, por milhão de habitantes; - a economia portuguesa continuou a registar valores inferiores à média da UE-27 nos indicadores referidos; - a importância do registo de patentes, resultantes dos projetos de I&D, para a inovação e a competitividade de empresas e países.
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